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Missão África: Marinha do Brasil ajuda a formar 3ª turma de Fuzileiros Navais da Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe

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Formatura dos 29 novos fuzileiros santomenses

Por Roberto Lopes

O chefe do Pessoal do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) brasileiro, vice-almirante Jorge Armando Nery Soares, foi um dos principais convidados, semana passada, na cerimônia de apresentação dos 29 novos fuzileiros navais da Guarda Costeira da República de São Tomé e Príncipe.

O grupo integrou a 3ª turma de fuzileiros santomenses treinados e qualificados com a ajuda de uma equipe de oficiais e sargentos do CFN.

A solenidade, no campo de parada do Quartel-General santomense, foi presidida pelo ministro da Defesa e do Mar da República Democrática de São Tomé e Príncipe, Carlos Olímpio Stock, de 55 anos, e prestigiada pelo brigadeiro Horácio Sousa, chefe de Estado Maior das Forças Armadas, e pelo comandante da Guarda Costeira, capitão de fragata Idalécio João – que, dois anos atrás, esteve no Brasil para conhecer a Divisão Anfíbia (imagem abaixo).

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A 21 de julho de 2014 teve lugar a cerimônia de abertura do 1º curso de Formação de Soldados Fuzileiros Navais da Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe (STP), a cargo da Marinha do Brasil, como parte da cooperação entre os dois países no âmbito da Defesa.

O curso, ministrado por dois oficiais e sete praças do CFN, teve a duração de quatro meses, e seus alunos foram recrutados nas diferentes unidades das Forças Armadas locais, na Guarda Costeira e até na Guarda Presidencial santomense.

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Flagrante do treinamento da 1ª turma de fuzileiros de São Tomé e Príncipe

A parceria entre os militares dos dois países é um dos resultados do esforço que o Ministério da Defesa brasileiro vem empreendendo, com vistas à construção de um ambiente cooperativo no Atlântico Sul – em particular junto aos países da África ocidental, sob a égide da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (ZOPACAS).

Mais tarde a Força Naval do Brasil também iria colaborar no fornecimento de uniformes e outros materiais destinados à tropa anfíbia africana.

“Soberania plena” – Durante a cerimônia da semana passada, o Brigadeiro Horácio Sousa destacou que o treino dos fuzileiros navais tem que ser contínuo, para neutralizar ameaças crescentes:

“Porque somos um país cercado pelo mar, teatro por excelência das operações navais o vosso treino e aperfeiçoamento têm que prosseguir cada dia neste vasto espaço do território nacional propenso a ilícitos como a pirataria marítima, o terrorismo, o narcotráfico, a emigração clandestina, a pesca ilegal, de modo a paulatinamente o país possa exercer a soberania plena em toda sua extensão”

A Guarda Costeira santomense atua em um teatro de operações onde a principal ameaça são os diferentes grupos de piratas marítimos que, a partir de bases no litoral nigeriano, incursionam contra o tráfego mercante no Golfo da Guiné.

Como acontece no Brasil, os fuzileiros de São Tomé e Príncipe são conhecidos, em seu país, como “força de elite”.

No dia da cerimônia o almirante Nery Soares destacou o conjunto de aspectos que diferenciam os fuzileiros navais de outras forças militares: alto grau de profissionalismo, determinação e coragem.

A primeira turma de fuzileiros da nação africana foi diplomada em julho de 2014, após quatro meses de treinamento. Tinha 37 militares. O segundo grupo, de 30 elementos, concluiu sua preparação em dezembro de 2015. Agora, o efetivo dos fuzileiros santomenses treinados pelo CFN é de 96 homens – 80% do número de combatentes que o Comando da Guarda Costeira considera ideal para a sua tropa anfíbia.

A unidade de fuzileiros local é comandada pelo Tenente naval (FN) Tomé Salvador Amaral de Sousa.

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