Defesa & Geopolítica

Marinha Colombiana demostra interesse em navio doca de assalto anfíbio construído no Peru

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A Marinha Colombiana ( Armada de la República de ColombiaARC) demostrou interesse em uma embarcação de desembarque doca para assalto anfíbio. Os requerimentos colombianos são para uma embarcação muito semelhante ao BAP Pisco (AMP-156) da Marinha Peruana.

Em Abril passado o Comandante da Marinha Colombiana Almirante Ernestro Gonzalez Durant liderou uma comitiva da Marinha Colombiana no Peru no qual visitou diversas instalações da Marinha Peruana. O Almirante Duran também acompanhou de perto os testes de Mar do BAP Pisco. Durante sua visita as instalações do Centro de Operações do estaleiro SIMA (Servicio Industrial de la Marina), o Almirante Duran demostrou o interesse aos seus pares Peruanos de incorporar á Marinha Colombiana um navio com características semelhantes ao BAP Pisco tendo a possibilidade do mesmo ser construído no Peru.

Cooperação

A Marinha Colombiana mantêm negociações com a Marinha Peruana para a venda de até quatro Navios de Apoio Logístico e Cabotagem BAL-C (Buque de Apoyo Logístico y de Cabotaje) desenvolvido pelo estaleiro estatal  Corporación de Ciencia y Tecnología para el Desarrollo de la Industria Naval, Marítima y Fluvial (Cotecmar) – principal indústria naval colombiana.

Buque de Apoyo Logístico Cabotaje BAL C

Os dois países parecem dispostos a investir em uma parceria entre os Estaleiros COTECMAR e SIMA visando atender aos requisitos de ambos os países. Uma dessas parcerias esta o navio-patrulha fluvial tri nacional conhecido como “Patrulheiro Amazônico”  projeto conjunto entre Colômbia, Peru e do Brasil. Nessa divisão de encargos, o estaleiro estatal colombiano COTECMAR terá o papel mais importante – de apresentar o desenho final da embarcação e coordenar a construção da unidade cabeça-de-série. Ao estaleiro SIMA-Peru, subordinado ao Comando da Armada Peruana, caberá projetar as estruturas do barco.

Sobre o BAP Pisco o ‘Makassar’ peruano 

O navio, possui 122 m de comprimento e 22 m de largura, começou a ser construído na metade final de 2014, e sua prontificação, com vistas ao início das provas de mar, está prevista para o fim de 2018 (ou início de 2019). A plena carga o Pisco irá deslocar quase 12.000 toneladas (11.394).

Ele terá capacidade de embarcar até 557 militares, além de dois helicópteros, 636 toneladas de combustíveis e 600 toneladas de água potável. Seus paióis poderão receber 360 m³ de víveres secos e 136 m³ de alimentos frescos.

 

 

 

Com Informações de Armada de la República de Colombia e Roberto Lopes

8 Comments

  1. se confirmando a colombia sera o quarto país a opera a opera navios da classe makassa o navio pode dizer é um sucesso

  2. César Pereira says:

    Navio doca de assalto anfíbio construído no Peru ! Precisa dizer mais alguma coisa além de parabéns !

    • O Brasil só não faz porque não quer… até eu, em minha pequena empresa consigo construir um casco desses… o problema é que fabricar aqui não rende pixulecos… só isso…

      • César Pereira says:

        Na verdade o BRASIL só não faz porque não quer ,um punhado de coisa e é ai que esta o problema de nosso país ! Ia me esquecendo, tem também a tiração de onda,a falácia de que sabe fazer até melhor ,que qualquer um faz, é o desdenhar do trabalho alheio ,mas fazer mesmo,mostrar resultado que é bom,isso nunca,

  3. nao gosto…. feio, pequeno e carecem detalhes tecnicos

  4. Pois é, essa seria mais uma oportunidade para o Brasil.
    Esse LHD Peruano é de grande valia a nós, e no âmbito de uma cooperação Sul Americana se torna de grande valia.
    Acho que a MB deveria abrir parcerias para as CCT,s também, assim aproveitamos as capacidades dos estaleiros Colombiano e Peruano para fabricação desses navios.
    Como sempre digo, só compramos tecnologias de outros países é porque não conversamos e cooperamos com nossos vizinhos.

  5. Adriano Corrêa says:

    O Brasil foi incapaz de entregar os navios classe Maracanã (bem mais simples e menores), a Angola, e não tem prazo para entregar a própria MB.

    Vizinhos menores, são capazes de produzirem navios maiores, mais complexos e tendo sucesso comercial.

    Essa é a diferença entre países em desenvolvimento e os subdesenvolvidos (Brasil)

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