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Mais um Scorpène na água! Estaleiro Mazagon prepara o lançamento, na quinta, do 2º navio da DCNS encomendado pela Marinha Indiana (restam 4 por fabricar, e Paris quer empurrar mais 3…)

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O “Khanderi” no pontão que lhe serve de “berço”

Por Roberto Lopes

 

 

O estaleiro estatal Mazagon Dock Shipbuilders Limited (MDL) lançará ao mar, nesta quinta-feira (12.01), o Khanderi, segundo submarino classe Kalvari (Scorpène) construído em território indiano.

O lançamento dará início a uma sequência de eventos que irão separar o barco do pontão que vem lhe servindo de “berço” nos últimos meses.

Projetado pela empresa francesa DCNS – que assiste a fabricação dos navios na Índia (como faz, aliás, também no Brasil) –, o Scorpène ganha forma de acordo com o princípio da produção modular (imagem abaixo), que consiste em dividir o barco em várias seções e equipá-las simultaneamente.

No caso do Khanderi, o comissionamento de vários sistemas do submarino está em andamento, e essas checagens continuarão após o lançamento.

A importante etapa de segurança no teste de vácuo foi toda concluída na quinta-feira da semana passada (05.01), na primeira tentativa. Isso igualou o recorde do Kalvari, que também finalizou o teste de vácuo de uma só vez.

Até dezembro o Khanderi será submetido a rigorosos ensaios, tanto no porto quanto no mar, em provas que incluirão deslocamentos à superfície e navegação submersa. Esses testes são preparados para exigir de cada sistema a bordo a sua capacidade máxima.

Os outros quatro Scorpènes indianos seguirão no rastro de Khanderi a intervalos de nove meses.

Proposta – O MDL está construindo seis submersíveis tipo Scorpène – no âmbito do chamado Projeto 75 –, e, neste domingo (08.01), ao desembarcar em Bangalore (2.156 km ao sul da capital Déli) para uma visita oficial de três dias à Índia, o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Marc Ayrault, declarou que seu país está pronto para vender mais caças Rafale e mais submarinos Scorpène aos indianos.

Ayrault: oferta de mais caças Rafale e de mais submarinos Scorpène

A oferta objetiva do governo de Paris é uma autorização para que a empresa francesa DCNS assista os indianos na construção de mais três Scorpènes – o que ignora a decisão já tomada pelo governo de Nova Déli de abrir uma nova licitação para escolher a indústria que, a partir da metade final da próxima década, fornecerá não três, mas seis submersíveis convencionais de ataque à Marinha indiana.

Nessa nova concorrência a DCNS não é a favorita.

Em razão do vazamento de dados confidenciais sobre a construção do Kalvari – primeiro Scorpène da Índia (em fase final de testes de mar) – que foram parar nas páginas de um jornal australiano graças à ação criminosa de dois funcionários de uma empresa terceirizada pela DCNS – os indianos examinam alternativas, como um submarino de tecnologia alemã – que poderia ser o 214 da ThyssenKrupp Marine Systems –, um barco germânico de tecnologia mais modesta – IKL-209/1400 – construído pela indústria naval da Coreia do Sul, e até mesmo um navio derivado do conhecido modelo japonês Soryu.

Incapacitante – Mas os franceses garantem que o seu navio representa o estado-da-arte dos submersíveis convencionais – especialmente no item furtividade.

Além disso o Scorpène é capaz de lançar um ataque incapacitante sobre o inimigo, usando armas guiadas de alta precisão. A ação pode ser empreendida por meio de torpedos e de mísseis anti-navio lançados por tubos (lança-torpedos), com o navio submerso ou à flor d’água.

O modelo vendido aos indianos é projetado para operar em todos os cenários físicos, incluindo os trópicos. Todos os meios de comunicação são fornecidos de forma a assegurar a interoperabilidade com outros componentes de uma Força Tarefa.

Assim, o barco da DCNS pode realizar todo o rol de missões normalmente realizadas por qualquer submarino moderno: guerra anti-superfície, guerra antissubmarina, recolhimento de informações, disseminação de minas, vigilância de área, etc.

Aniversário – Dois mil e dezessete é o ano em que a Marinha da Índia irá comemorar o 50º aniversário da sua Arma Submarina.

As festividades estão marcadas para o dia 8 de dezembro, data em que os indianos incorporaram o seu primeiro submersível, também chamado Kalvari.

A Índia juntou-se ao grupo das nações que constroem submarinos há exatos 25 anos, quando comissionou dois submersíveis IKL-209, de tecnologia alemã: o INS Shalki (S46), no dia 7 de fevereiro de 1992, e o INS Shankul (S47), a 28 de maio de 1994.

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