KRAKEN I

KRAKEN SUBMARINO NUCLEAR DE ATAQUE

CONSIDERAÇÕES SOBRE O PROJETO

O ano de 2006 terminou com uma verdadeira batalha naval travada por Ex-Almirantes e seus colegas da Ativa. No epicentro da controvérsia estava a então recente e polêmica decisão da Marinha do Brasil em adquirir novos submarinos do tipo convencional, U-214 bem como a necessária modernização dos IKL-209, prorrogando, indefinidamente, a continuidade do projeto do Submarino Nuclear Brasileiro.

Naquela altura, era dada como certa a vitória do U-214 perante os prováveis concorrentes, era inquestionável que o futuro da força submarina da Marinha do Brasil perpetuasse o pedigree da famosa escola de Kiel, mundialmente conhecida pela inegável superioridade e tradição na construção de submarinos.

Entretanto, neste meio termo, uma tempestade assolou os mares, ventos da mudança sopraram e uma tormenta tropical mudou radicalmente a direção e o sentido da desgovernada Nau da Marinha do Brasil. Tudo mudou com  troca do comandante da marinha, após a ascensão ao cargo do então Almirante Moura Neto. Não que este trouxesse consigo as mudanças, mas sim, que em seu comando foi possível adotar transformações radicais que se postas em prática colocarão a nossa Marinha na vanguarda das forças navais do século XXI, ascendendo-a a um patamar acima de muitas potências da atualidade.

A principal mudança de paradigma veio com a adoção de dois polêmicos tipos de submarinos, o nuclear e o convencional, além é claro da quebra da hegemonia da consagrada família de submarinos de origem germânica. Neste artigo vamos nos ater ao programa nuclear, pois o do submarino convencional será mais detalhado no projeto KRAKEN II.

Atendendo as espectativas do autor, a nova abordagem da força de submarinos, veio satisfazer as aspirações defendidas pelo Plano Brasil desde a sua concepção em meados de 2004, altura em que defendíamos a adoção de ambos os modelos de submarinos e ainda a busca pela independência tecnológica.

O Recente contrato assinado com a DCNs e Odebrecht tenciona dar ao Brasil a capacidade de se projetar no futuro como uma nação detentora da arma mais poderosa e temida dos mares azuis, o submarino nuclear de ataque, que tal como KRAKEN, a lendária criatura temida em seus contos mitológicos, surge furtivamente do fundo dos mares atacando e levando ao fundo, marinheiros e seus navios e de mesma descrição,some, desaparece silenciosamente retornando para as profundezas.

O Plano Brasil sempre defendeu o desenvolvimento nacional deste tipo de armas, ainda que para isso fosse necessário o sacrifício de uma geração pois esta arma é inegavelmente a funda de David contra Golias.

Certamente uma imagem de criar calafrios a qualquer Almirante, um NAE sendo observado por um submarino, na foto, uma operação de treino conjunto, no entanto em situações reais, muitos analistas defendem que a, melhor arma contra um submarino seria somente outro submarino.

Se o submarino convencional é a arma capaz de intimidar uma força invasora que se aproxime dos seu litoral, o nuclear provoca pavor as tripulações pois dado a sua quase “ilimitada” autonomia, este navio pode atacar a força em questão onde ela estiver, principalmente no momento em que esta se se encontra mais vulnerável, no deslocamento em mar aberto, ambiente favorável ao Sub Nuclear.

Sem entrar no mérito das doutrinas, vantagens e desvantagens dos submarinos nucleares em relação aos convencionais, acreditamos que o nuclear é importante e necessário para Brasil pois pode dar ao país a capacidade de impedir a conflagração de conflitos, seja pelo efeito surpresa, velocidade, autonomia seja pela capacidade de se esconder incólume em águas mais profundas permitindo-o paralisar ou na pior das hipóteses, atrasar em muito o avanço de uma força invasora.

A necessidade de um navio com estas características pode ser melhor entendida e justificada no texto de autoria do próprio Alm. esq. Júlio Soares Moura Neto, atual comandante da Marinha do Brasil, o qual está disponível na seção Opinião.

SOBRE O PROJETO

Neste projeto, o qual denominamos projeto KRAKEN, apresentamos algumas considerações a cerca do que acreditamos serem itens tecnológicos necessários ao desenvolvimento nacional de um submarino de ataque capacitado à guerra futura, guerra esta, que lhe exigirá desempenhos muito superiores aos dos atuais submarinos em operação e que encontram-se em franco desenvolvimento nos novos programas em curso mundo a fora.

Acreditamos que a futura força de submarinos da Marinha do Brasil será moldada de forma a responder as necessidades e realidades das potenciais inimigas e prováveis forças submarinhas que estão em desenvolvimento.

Isto porque os parâmetros que determinam as doutrinas da nossa Marinha são galgados na atual conjuntura onde o provável inimigo são potencias hegemônicas e ou aglomerados de nações de baixo poder militar mas que conjuntamente poderiam por em questão a nossa capacidade de resposta.

Para o cenário futuro projetamos um incremento do poder ofensivo, especialmente por parte das nações em desenvolvimento que certamente aumentarão às hipóteses de conflitos, seja conosco, seja com nossos aliados, exigindo uma capacidade de dissuasão à medida das nossas forças de forma a impedir ou nem último caso, resolver os eventuais conflitos.

O Autor considera que há mundialmente uma tendencia generalizada para o desenvolvimento de novo tipo de submarinos, provido de excelentes capacidades de combate em guerra de litoral, bem como em combates em águas azuis.

suffren-dcnOs Novos submarinos da classe SUFFREN ou simplesmente BARRACUDA, prometem ser os mais modernos navios Europeus superando a Classe ASTUTE Britânica que acabam de entrar em operação, segundo algumas fontes, a DCN teria apresentado à Marinha do Brasil uma proposta envolvendo estes modernos Submarinos.

Estes novos submarinos que estão e vão surgir, incorporam avanços no poder de fogo, furtividade, novos sistemas de armas, sistemas de escuta eletrônica e comunicações. Em outras palavras, os futuros submarinos serão transformados em plataformas multi-emprego, capazes de efetuar quaisquer tipos de missões.

O resultado?

Um Submarino Nuclear de Ataque – SNA, capaz de substituir, instalar e manter o poder de dissuasão da futuras Forças Navais, em um futuro próximo aos anos 2015 e que delimitará o futuro da guerra naval do período corrente da primeira metade do século XXI.

Em nossa análise propomos para o Brasil um submarino e seus subsistemas capaz de operar integrado ou isoladamente da Força de Submarinos de Ataque (FSA) composta por um número considerável destes meios navais, aptos a desempenhar suas missões em quaisquer condições e em qualquer parte do globo terrestre.

Na atual conjuntura, pode-se dizer que alguns importantes passos já foram dados e que podem concretizar este projeto.

Por se tratar de um projeto dos mais complexos e pelo fato do nosso país não possuir o know how, para projetar todos os sistemas e partes estruturais, o governo Brasileiro acertadamente lançou mão de um acordo de cooperação com uma nação estrangeira a qual dará suporte e desenvolvera as partes físicas do navio.

A França possui o know how e a capacidade técnica bem como a confiança necessárias para tornar realidade a concepção e construção dos SNAC. Diga-se de passagem, são os construtores dos menores submarinos nucleares de ataque em operação no mundo, a classe RUBIS, da qual muito se especulou, fosse a base para o casco do submarino verde amarelo.

Entretanto, outros boatos apostam na oferta da DCN de um desenvolvimento de um novo navio e ainda outro do qual o Plano Brasil é defensor e aposta que seria a melhor escolha, a adoção de um projeto novo baseado na nova e mais moderna classe de nucleares de ataque da classe SUFFREN ou simplesmente BARRACUDA, dos quais a marinha Francesa ainda não opera e que estarão entrando em operação apartir de 2012.

Chegou-se inclusive a especular que a França havia inclusive oferecido ao Brasil a possibilidade de aquisição direta de um destes navios, afirmação esta não confirmada.

Seja como for, o novo SNAC será um novo navio, diferente dos navios operados pela França e especialmente adaptado as necessidades da nossa Marinha.

O Plano Brasil considera que um projeto baseado no BARRACUDA seria melhor indicado pois estes navios são o estado de arte alcançado pelos estaleiros Franceses após quase meio século de desenvolvimento de submarinos especialmente os nucleares, tendo ainda como lastro a capacidade de operar sistemas comuns aos navios franceses o que permitiriam acordos de treinamento e aquisições mútuas o que barateariam os custos operacionais e viabilizariam intercâmbios e desenvolvimentos progressivos de ambas as classes, permitindo a incorporação de sistemas ao longo da vida útil das embarcações.

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Concepção artística do futuro submarino Francês classe SUFFREN, BARRACUDA o qual propomos como base para futura classe de nucleares da Marinha do Brasil.

Pode-se dizer que os BARRACUDA são a fina flor da tecnologia Francesa e que se dispostas a Marinha do Brasil,a colocariam em pé de igualdade com potências como a Inglaterra e até mesmo a China.

Por apostar na classe BARRACUDA, desenvolveremos o hipotético projeto tendo em vista estes navios, entretanto, salientamos que todos os sistemas e considerações aqui feitas poderiam perfeitamente ser adotadas à qualquer eventual programa que a Marinha venha a desenvolver, isto porque como foi descrito anteriormente, os subsistemas e tecnologias aqui abordados são baseados nas tendências futuras, as quais acreditamos não podermos excluir sobre o ônus de ficarmos defasados.

ESTRUTURA

O hipotético navio seria projetado a partir do projeto BARRACUDA e seria construído cujo projeto incorpora seções modulares de modo a lhes possibilitarem incorporações de novos sistemas, facilitando as futuras manutenções e modernizações.

Os campos de atuação, os desenvolvimentos e pesquisas dos quais o país tem interesse são muitos, no entanto uma vez neste programa nossas indústrias se beneficiariam tornando o nosso parque industrial muito mais competitivo.

Os submarinos BARRACUDA representam o que há de mais avançado em tecnologia e desenvolvimento alcançados pelos Franceses ao longo dos anos de experiência, na figura as diferentes seções do navio proposto para Marinha da França.

HIDRODINÂMICA

Um dos principais problemas do submarino nuclear é o ruído gerado em decorrência do efeito de cavitação provocado quando em velocidades próximas a 15 kn, além é claro do ruido provocado pelos hélices, portanto, é necessário o desenvolvimento de tecnologias capazes de suprimir ou minimizar o ruído gerado desenvolvendo soluções através da incorporação de revestimentos especiais e supressores acústico.

O advento de revestimentos feito a base de nano partículas hidrofóbicas pode trazer a solução para este problema, pois estes materiais minimizam o contato entre a superfície do navio e a água, minimizando o seu arraste e o efeito de cavitação.

Além disso, materiais paramagnéticos e supressores sonoros são necessários e devem ser aplicados nas interfaces das seções, bem como, nos compartimentos internos do navio, diminuindo a assinatura magnética e o ruido gerado pelas tripulações.

Nos desenvolvimentos de navios complexos como os submarinos são aplicados inúmeras tecnologias e artifícios científicos, entre eles os modelamentos matemáticos dos fluidos e da hidrodinâmica. è necessário que os nossos Centros de estudos e desenvolvimento desenvolvam estes projetos de forma a capacitarem-se ao desenvolvimento das futuras famílias de submarinos

Além da melhoria na hidrodinâmica associada aos revestimentos externos concebidas de forma a minimizar o atrito, o desenvolvimento dos grupos propulsores silenciosos e fiáveis é um ponto preponderante para sigilosa operação do submarino e este complexo sistema precisa ser melhorado e adequado, até porque, visualizando um senário futuro, é de se esperar que os submarinos sejam capazes de se deslocar a velocidades maiores que as atuais, bem como serem capazes de operar à profundidades maiores, aumentando assim o seu grau de sobrevivência.

Inúmeros desenvolvimentos poderiam ser feitos por nossas indústrias entre eles o desenvolvimento de sistemas e dispositivos que permitissem aos tripulantes uma maior interface homem/máquina, abreviando procedimentos e maximizando o conforto e a operacionalidade das tripulações.

FURTIVIDADE

Quando submerso o submarino pode passar invulneravelmente pelos “olhos” atentos dos patrulheiros que estejam em sua procura, entretanto, para poder se dar conta do que se passa na superfície com mais exatidão, os submarinos acionam os seus periscópios e neste momento esta arma pode denunciar sua posição tornando-se vulnerável.

Os sistemas de radares e de detectores de Infra Vermelho podem localizar com relativa facilidade um pequeno periscópio dentro da imensidão do mar, sendo portanto necessário o desenvolvimento de materiais capazes de ludibriar os olhos do inimigo.

Materiais radar absorventes e mesmo fibra de carbono entre outros composites estão sendo empregados na tentativa de tornar os submarinos ainda mais furtivos e difíceis de detectar, estas tecnologias são o exemplo do que podem ser desenvolvido por nossas indústrias,desde que estas sejam amparadas por incentivo e investimentos governamentais uma vez que programas deste tipo são muito dispendiosos, mas que encontram nas indústrias de bens de consumo um mercado gigantesco os quais podem reverter o investimentos em poucos anos.

Segunda consta os submarinos BARRACUDA serão equipados com uma tecnologia aplicada às naves espaciais e que teria sido desenvolvida pela empresa europeia ASTRIUM.

Trata-se de um inovador processo de regeneração do dióxido de carbono (CO2) empregado na Estação Espacial Internacional.

O dióxido de carbono é naturalmente liberado pelos seres vivos durante a respiração no entanto em grandes concentrações, este gás torna-se um veneno para estes, por conseguinte, deve ser retirado do ar em qualquer ambiente fechado como a estação espacial ou no caso, no interior do submarino.

Cerca de 25 engenheiros que trabalham neste serviço, que são especialistas na concepção de sistemas de circuito fechado concebido para criar condições de vida confortável para as pessoas que vivem em áreas fechadas com recursos mínimos.

Tecnologias como esta estão em franco desenvolvimento e carecem de homens/hora para que sejam concluídas, esta é mais uma oportunidade para indústrias nacionais do setor que queiram desenvolver programas como este e que poderiam absorver parte do conhecimento tecnológico e experiência desenvolvidos pela ASTRIUM.

O NAVIO

Os Submarino da classe BARRACUDA serão navios de 99.4 m de comprimento, 8.8 m de diâmetro e capazes de deslocar até 5 300 toneladas submersos, transportando apenas 56 tripulantes dado o seu auto índice de automação e interfaceamento de sistemas.

É sabido que a Marinha do Brasil procura um navio com capacidades maiores, algo em torno de 6 000 toneladas, portanto consideraremos os KRAKEN como uma variante dos BARRACUDA, no entanto consideraremos que as dimensões do navio sejam mantidas bem como a tripulação necessária, podendo ainda transportar até 24 outros integrantes da GRUMEC e ou náufragos, sendo necessário somente a reconsideração dos grupos propulsores de forma que estes atendam as necessidades do referido navio.

Os Novos Submarinos da Marinha do Brasil devem possuir capacidades acrescidas de operação de forças anfíbias compostas por GRUMECs.

SUBSISTEMAS

Além das armas convencionais utilizadas pelos submarinos, os projetos mais atuais incorporam melhores adequações a operação de forças especiais.

Alguns navios incorporam o que denominaremos aqui de “câmara de quarentena”, a qual se destina ao resgate e lançamento de tropas.

Para o projeto KRAKEN consideramos imprescindível este tipo de sistema, o qual poderia ser incorporado logo a ré da vela do submarino.

Essa seção abrigaria as Forças Especiais – GRUMEC, durante o processo de embarque e desembarque, e poderia ser projetada para ser intercambiável com o engate de mini-submarinos PIGMEUS, destinado a operação também transportados na corcova do navio, o qual funcionaria como nave-mãe.

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Sistema de carga útil flexível proposto pela Kockums para integrar os futuros submarinos Australianos da classe SEA-1000.

Tal seção seria construída de forma a poder recolher, os mergulhadores que por característica da missão tivessem que executá-la sem o auxílio dos PIGMEUS em submersão.

Outra solução também apresentável é o uso de sistemas universais de carga útil flexível, estes novos sistemas permitem a inter-operacionalização de inúmeros subsistemas e equipamentos está sendo desenvolvido para habilitar os futuros submarinos a operar com os seguintes recursos:

  • Integração com veículo submarino não tripulado.

  • Lançamento de forças especiais e Grupos de abordagem, operações com mergulhadores.

  • Torpedos leves.

  • Novos sensores, módulos e antenas e Contra-medidas.

  • Sistemas de comunicação.

  • Mísseis.

  • Combustível e carga adicional.

Sistema de carga útil flexível disposto á proa do submarino juntamente com o sistema de lançamento de torpedos

Concepção artística do Sistema de carga útil flexível disposto á proa do submarino juntamente com o sistema de lançamento de torpedos mostrando a variedade de subsistemas possíveis de serem operados.

Algumas proposta mais ortodoxas, consideram o desenvolvimento de sistemas de tubos verticais, tal como os silos lançadores de mísseis, os quais também estão em franco desenvolvido e que podem servir para uma gama de sistemas tal como o lançamento/armazenamento de mísseis de cruzeiro, minas, equipamento de mergulho, óleo extra ou Veículos submarinos não tripulados.

Todos estes sistemas são propostas modernas à estas necessidades no entanto, acreditamos ser possível o desenvolvimento nacional de um submarino denominado aqui PIGMEU o qual se basearia no programa Norte Americano ADVANCED SEAL DELIVERY SYSTEM (ASDS).

asds-i

asds-iiConcepções artística do submarino ADSDS embarcação proposta como submarino PIGMEU para a operacionalidade dos grupamentos GRUMEC

Os submarinos teriam por função primária a capacidade de transportar e desovar um grupamento de forças especiais por exemplo nas proximidades de uma plataforma capturada por terroristas, efetuando a inserção sigilosa das forças.

Outras funções se estenderiam a capacidade de efetuar o desembarque de grupos de reconhecimento em posições estratégicas e efetuar igualmente em sigilo a recuperação deste grupo transladando-o ao submarino mãe o Submarino nuclear de ataque, permitindo assim a fuga segura do valioso grupo e de suas informações capitadas.

Estes submarinos seriam desenvolvidos de forma a possuírem as seguintes especificações:

SUBMARINOS PIGMEUS

FIXA TÉCNICA

Tripulação: 2 integrantes

Passageiros: Até 18 GRUMEC e equipamentos necessários

Comprimento: 20 m.

Diâmetro: 1.8 m.

Altura: 2.2 m.

Peso: 40 toneladas

Autonomia: 450 km

velocidade:16 km/h

Propulsão: Motor elétrico alimentado por baterias elétricas .

Sistemas eletrônicos: periscópio , sistemas de comunicação por satélite, posicionamento por GPS, sonar passivo e ativo para detecção de minas e obstáculos, sistemas eletroópticos para visão noturna e navegação.

Seja como for, seria de vital importância o desenvolvimento de subsistemas que habilitassem os nossos submarinos a operação confortável de forças especiais de forma a prover as nossas forças a capacidade de infiltrar e exfiltrar GRUMECs em quaisquer condições e adversidades.

PROPULSÃO

A marinha tem em estudos o desenvolvimento do seu próprio reator para prover a propulsão dos futuros seus submarinos nucleares, esta tecnologia já é dominada pelos técnicos e engenheiros Brasileiros, entretanto, projetar e integrar um reator ao estreito casco de um submarino não é tarefa fácil e requer anos de pesquisa e desenvolvimento, basta dizer que no mundo inteiro somente 5 países detém esta tecnologia, EUA, França, Rússia, Inglaterra, China e mais recentemente a Índia que assim como o Brasil vem desenvolvendo à muitos anos um programa parecido porém sobre acessoria Russa.

A dificuldade está em conseguir embarcar um sistema complexo e garantir sua operação segura mediante condições extremas, tecnologias como esta não são dadas ou vendidas o conhecimento e detenção da capacidade de projetar construir e operar estes sistemas é considerado por exemplo como fator determinante para a consideração de um país no hall das nações consideradas Potências mundiais.

A Nossa Marinha está muito perto de conseguir tal feito, embora muitos passos ainda necessitem ser dados.

Nos centros de pesquisa da marinha é possível ver maquetes em escalas do que provavelmente será a planta geradora de energia nuclear dos futuros submarinos, porém a sua forma final e configuração são ainda objetos de muitos estudos.

Especula-se que esta será composta por uma planta propulsora constituída por reatores termo-nucleares do tipo PWR, resfriados por circuitos fechados (circuitos primários), constituídos de bomba, gerador de vapor e pressurizador.

Os geradores de vapor produzem vapor que trabalha em um circuito fechado (circuitos secundários), constituído de turbinas, condensadores e bombas.

As turbinas seriam projetadas e constituídas de tal forma a acionarem os geradores elétricos de bordo e ainda poderem acionar diretamente a linha de eixo de propulsão ou acionarem os geradores elétricos, cuja energia alimentaria um motor elétrico de propulsão.

Segundo algumas fontes o grupo propulsor proposto para o SNAC seria composto por dois reatores nucleares e duas turbinas capazes de produzirem 30 MW e 45.000 Hp.

Maquete do Reator nuclear em desenvolvimento pela Marinha do Brasil, o desenvolvimento desta tecnologia poderá lançar o Brasil ao status de potencia global ocupando o lugar no seleto grupo de nações que a possuem.

Vale ressaltar que um dos grandes problemas enfrentados pelas embarcações movidas a energia nuclear é o fato da troca do combustível a ser efetuada num período definido.

Isto porque em média o ciclo de troca de combustível ocorre frequentemente de 8 em 8 anos, até onde pudemos apurar, somente os EUA e a Inglaterra detêm a tecnologia capaz de permitir que um submarino nuca precise de efetuar tal procedimento ao longo de sua vida útil, estimada entre 15 e 25 anos.

Este problema parece simples no entanto trazem consigo inúmeras conseqüências, seria de altíssima importância que o sistema de propulsão do nosso submarino pudesse ser concebido através de tecnologias as quais o permitissem operar por toda a sua vida útil estimada entre 15 e 20 anos, sem a necessidade de troca do combustível.

Isto daria maior índice de disponibilidades à frota e reduziria os altíssimos gastos decorrentes da necessidade das manutenções programadas.

Outro fator importante no desenvolvimento de um submarino é o do grupo propulsor (eixo e hélice) para se ter uma idéia o Hélice do navio é um dos segredos mais bem guardados dos projetos de submarinos, isto porque seu formato, número de pás, materiais e dimensão podem denunciar ao adversário informações valiosas a cerca da assinatura acústica característica de cada navio individualmente, não é incomum ver em fotos de lançamentos de novos submarinos os seus hélices recobertos por estruturas e ou tecidos de forma a impedir a sua observação.

ssn21_wire_033007af4f-3fd7-4bb6-8d93-ff4c3f6b8298largeOs Hélices bem como os sistemas de navegação dos submarinos são sistemas que agregam tecnologias guardadas à sete chaves por seus detentores, é necessário que a Marinha domine estes de forma a conseguir autonomia e soberania na operação dos futuros Submarinos

É portanto imperativo também que a tecnologia e o know how necessário para o desenvolvimento de sistemas propulsores (Eixo e Hélices) seja absorvido por nossas indústrias de forma que a Marinha possa projetar e construir seus grupos propulsores independentemente de outras nações.

SISTEMAS DE ARMAS

ATAQUE NAVAL

Especula-se que a Marinha do Brasil esteja adquirindo os modernos torpedos Black Shark para equipar as suas futuras plataformas submarinas, é de se esperar portanto que este torpedo venha a ser a arma padrão da futura força de submarinos nucleares, dada a sua origem e adequação aos sistemas franceses que forçosamente farão parte do inventário desta futura força.

No entanto o Plano Brasil defende que é preciso buscar autonomia no desenvolvimento de armas e sistemas e neste sentido acreditamos que o desenvolvimento nacional de um torpedo seja ele baseado no Black shark ou em outro qualquer, seja objeto de pesquisa para a Nossa Marinha.

Sendo assim, os submarinos do Projeto KRAKEN seriam equipados com 4 tubos para o lançamento de 12 torpedos pesados TP-01 de 533 mm, 1.600 kg e 75 km de alcance (em breve no projeto CAVERNA DE VULCANO, Parte III, o TRIDENTE DE NETUNO).

Torpedo Black Shark provavelmente o candidato a operar os futuros submarinos Brasileiros, neste Blog propomos a participação da Marinha no desenvolvimento das futuras versões deste torpedo o qual passaremos a partir de agora a chamar de TP-01

Ou mesmo o sistema de sub-míssil torpedo SMTP-02 o qual consiste em uma proposta de um sistema equivalente ao Norte Americano SUBROC e que também será considerado no programa O TRIDENTE DE NETUNO.

Foto Montagem dos mísseis lançadores de torpedo SMTP-02 propostos (por E.M:Pinto)

Os navios contariam ainda com outros 4 tubos frontais (sem recargas) dispostos ao lançamento de sua arma principal, o torpedo Super-Cavitante TPSC-01 de 533 mm, de 12 km de alcance e de 2.800 kg (em breve no Projeto Tridente de Netuno), o qual seria baseado no torpedo super cavitante russo SHKVAL.

shkvaltorpedoConcepção artística do Torpedo supercavitante SHKVAL, do qual propomos o desenvolvimento de uma arma similar guiado por fibra óptica.

O TPSC-01 seria uma arma de guiagem por fibra óptica recebendo da nave mãe o SNA, as informações referentes ao alvo e seu posicionamento.

Essa nova arma seria desenvolvida para operar em simbiose com o submarino de ataque. Faria uso de um sistema propulsor composto de um motor a jato capaz de impulsioná-lo a grandes velocidades, permitindo-lhe as condições necessárias para efetuar o translado em túnel supercavitante, diminuindo com isso o seu atrito hidrodinâmico e permitindo-lhe atingir velocidades próximas a 450 km/h.

express_347Concepção artística do Torpedo supercavitante SHKVAL, mostra o sistema de atuação que permite ao torpedo navegar com grande velocidade através do interior de um túnel de gás o qual lhe diminui o atrito hidrodinâmico.

Segundo consta esta arma estaria plenamente operacional na Marinha Russa e em franco desenvolvimento pelo Irã, França, Alemanha e muito provavelmente pelos EUA.

Esta arma é ainda muito questionada quanto sua valia no entanto é inegável que qualquer navio que a possua em efetiva capacidade de operação terá inúmeras vantagens sobre o adversário, podendo abatê-lo de forma mais rápida sem que este possa se defender a tempo, constituindo-se na bala de prata das forças de ataque submarinas.

TPSC-01Concepção artística do Torpedo supercavitante TPSC-01 proposto como arma principal do futuro submarino Nuclear de ataque Brasileiro (Por- E.M.Pinto).

Recentemente foi anunciado que a Marinha do Brasil estaria adquirindo Mísseis SMM-39 EXOCET, inaugurando o emprego deste tipo de armas por meio das forças de submarinos da nossa Marinha.

A arma em questão é de inegável valor militar e consiste num divisor de águas para a nossa Marinha.

Vislumbrando um futuro próximo acreditamos que seria de igual valor o desenvolvimento de um míssil nacional com esta capacidade, em nosso programa projeto CAVERNA DE VULCANO (em breve), Os submarinos poderiam ser equipados com até 8 destes mísseis os quais possuiriam ainda capacidade de engajamento de alvos à superfície. Abordaremos o desenvolvimento do míssil de ataque naval de logo alcance SMANL-360.

Foto Montagem dos mísseis de ataque naval SMANL-360 propostos (por E.M:Pinto)

ANTI-AÉREA

Novos sistemas de armas estão dando aos submarinos a capacidade de operação autônoma inclusive de auto-defesa às aeronaves, é o caso do míssil de IDAS cujo projeto baseia-se no míssil ar-ar IRIS-T, com 20 km de alcance e guiado por fibra ótica, esta arma proverá a capacidade de abater helicópteros anti-submarino que na caçada aos submarinos fiquem expostas ao efeito surpresa de um disparo sigiloso.

O IDAS terá ainda capacidade de de atacar pequenos alvos na superfície, cuja dimensão ou valor militar não levem a compensar o uso de torpedo pesado (ameaças assimétricas, por exemplo).

Concepção artística da operação do Míssil de defesa anti-aérea e de ataque a superfície disparado de submarino IDAS o qual provou sua capacidade de engajar alvos abatendo um drone não tripulado,sistemas como estes poderiam ser empregados por nossa Marinha nos futuros submarinos da Força Naval.

O sistema de transporte do IDAS consiste no embarque de quatro mísseis instalados num tubo de torpedo padrão de 533mm, o sistema de lançamento é do tipo revólver.

Diante disto propomos o desenvolvimento nacional de um míssil Anti-aéreo lançado a partir do submarino do qual seria baseado no desenvolvimento do A-DARTER, o qual designaremos SM-AAC-30 IV/RD e que será melhor descrito no projeto CAVERNA DE VULCANO (em breve).

sm-aac-30-ir-rd1Foto Montagem do Míssil de defesa anti-aérea e de ataque a superfície disparado de submarino SM-AAC-30 IV/RD proposto para ser a arma de defesa anti-aérea dos submarinos do Projeto KRAKEN.

Este novo míssil contaria com uma variante guiada por fibra ótica de guiamento por infravermelho e alcance entre 30 e 40 km, uma segunda variante baseada no mesmo míssil teria guiamento por radar semi ativo e poderia ser vetorado por outras plataformas.

Os mísseis poderiam também possuir a capacidade de engajamento de alvos a superfície tal como o IDAS, de forma que estes ampliariam as capacidades do submarino.

BOMBARDEIO E SUPRESSÃO DE DEFESAS

Cada vez mais os submarinos vêm sendo empregados em missões de ataque a alvos terrestres seja por supressão de defesa seja para eliminação de alvos valiosos.

Portanto é de se concluir que os submarinos Nucleares da Marinha do Brasil evoluam para a operação deste tipo de armas, e sendo assim consideramos a possibilidade da incorporação de novos sistemas de lançamento vertical de de mísseis de cruzeiro.

Foto Montagem dos mísseis de cruzeiro MBM-360 propostos (por E.M:Pinto)

Para tanto, os submarinos do projeto KRAKEN seriam equipados com 6 silos capazes de abrigar cada um 4 mísseis dos quais seriam ocupados tanto por mísseis de ataque naval de logo alcance MANL-360, como pelos de cruzeiro de médio alcance MBM-360 (variante de ataque terrestre do MANL-360 e/ou ainda por um número inferior dos mísseis pesados de cruzeiro de longo alcance MCBL-3000.

Foto Montagem dos mísseis de cruzeiro MCBL-3000 propostos (por E.M:Pinto)

CONTRA-MINAGEM

Dada a natureza das operações é cada vez mais exigido que os submarinos sejam empregados nas operações de contra-minagem, esta capacidade deve ser considerada por nossa marinha e alternativas e desenvolvimentos devem ser buscados de forma a suprir esta necessidade.

Sendo assim os submarinos deveriam ser capacitados ainda à operação de mini-submarinos não tripulados destinados à guerra Anti-Mina e reconhecimento.

Propomos tal como no projeto THOR, o desenvolvimento de sistemas concebidos para a guerra de Contra-Minagem baseados no submarino pilotado remotamente, destinado a caçar e destruir minas o VRSuD-60, que em conjunto com os sistemas de Sonares executariam a função de prover a frota ou mesmo as embarcações individuais a segurança no que toca ao perigo das minas navais.

Os VRSuD-60 seriam desenvolvidos para serem transportados nos tubos dos torpedos do submarino e poderiam ser lançados e recolhidos pelo submarino mãe.

Concepção artística do veículo de combate e contra-minagem do veículo submarino não tripulado lançado a partir dos tubos de torpedos proposto para o programa KRAKEN

Esta proposta viria de encontro á padronização dos sistemas e armas empregados pela força uma vez que o mesmo integraria os Cruzadores do projeto THOR e demais navios da força de defesa Costeira (em Breve).

Estes sistemas não necessariamente deveriam ser instalados em todos os navios, porém sua característica modular e permitiriam que fossem transportados aos navios via helicóptero o qual transformaria qualquer uma das plataformas num autêntico navio de Contra-Minagem.

SISTEMAS ELETRÔNICOS

Não se pode dizer da origem e modelo dos sistemas empregados pelos futuros submarinos a serem desenvolvidos pela Marinha do Brasil, uma vez que estes ainda estão em processo de definição.

No entanto pode-se prever a necessidade destes navios serem dotados de modernos sistemas de sonares, possuindo para isso um sonar principal posicionado no nariz da nave; tal como os sistemas mais modernos pode-se dizer que seria importante que os sonares dos KRAKEN pudessem atuar em ambos modos, passivo e ativo.

Modernos sistemas de sonares rebocados permitem aos submarinos uma maior e mais acurada capacidade de detecção de alvos, esta tecnologia deve ser buscada e dominada.

Deveria ser considerado também o emprego de sonares rebocados tal como proposto no projeto THOR, este sistema se faz necessário pois segundo alguns especialistas, quando em deslocamento a velocidades próximas a 30 km/h o ruído provocado pelos hélices e pela cavitação do próprio submarino tornam incapacitados os sistemas de detecção passiva do mesmo, provocando interferências e ruídos incapazes de serem incorretamente interpretados pelos operadores.

Devido a isto o submarino lança mão de mais uma de suas artimanhas, o sonar rebocado que preso à um cabo passa a captar os sinais provenientes do próprio navio e dos demais que estejam nas redondezas com mais precisão.

Modernos sistemas eletro-ópticos conjugados a sistemas de câmeras de vídeo prometem ampliar a letalidade dos submarinos,é importante que a nossa Marinha acompanhe estes avanços

É de se considerar que os novos submarinos possuam também grupos de sonares de abertura de detecção passiva, posicionados em grandes painéis de distribuídos pelas laterais do submarino.

Estes sistemas oferecem grandes vantagens na luta do gato e rato, quando por exemplo o submarino (gato) efetua a busca de um outro submarino (rato) oculto ou mesmo pousado sobre o fundo do oceano ou em águas mais profundas, o qual dificultam sua detecção desta forma este sistema capta melhor os sinais do rato e os diferencia dos do ambiente o qual o fazendo um mapeamento mais detalhado do fundo do mar.

Os Navios deveriam ainda contar com radares de navegação e de direção de tiro para mísseis de defesa Anti-Aérea bem como para navegação e informações climatéricas.

Com a evolução natural dos sistemas eletro-ópticos, novos sistemas de observação substituirão os tradicionais periscópios presentes nos atuais submarinos. Os KRAKEN deveriam seguir a tendência mundial e incorporar tais sistemas. Esses dispositivos montados em mastros retráteis incorporariam sistemas de imageamento por TV, Infra-Vermelho – Ulta-Violeta IV-UV, e ainda deveriam incorporar telêmetros a laser ESM / GPS, cujas funções seriam as de permitir a classificação dos alvos a grandes distâncias com grande precisão, permitindo as tripulações das Naves obterem 360º de visão do campo de batalha.

19Outro fator que deve ser levado em consideração é conforto dos tripulantes haja visto que um submarino Nuclear pode operar em certas ocasiões por períodos de 6 mêses os quais debilitam muito a sua tripulação. .

As naves teriam ainda sistemas de sensores sub-aquáticos integrados a todos os outros sensores do submarino. Conectados via Enlace de Dados de forma a propiciar a conexões de dados táticos com outras plataformas, como navios, aviões, satélites ou bases posicionadas em terra.

Os navios deveriam possuir avançados sistemas de comunicação por rádio e via satélite bem como deveriam ser analisadas as viabilidades de novas tecnologias tal como a recém proposta DEEP SIREN da US Navy.

Esta nova tecnologia permitirá que às bases situadas em terra se comunicarem com os submarinos, com um mínimo de interferência nas operações e reduzido risco de detecção por inimigos.

Os militares esperam que a nova tecnologia de comunicação tática, conhecida como Deep Siren, permita aos comandantes de frota em qualquer lugar do mundo, comunicar-se instantaneamente com seus submarinos, que estejam em qualquer profundidade ou velocidade.

deep-sirenNa figura o modo de operação do sistema de comunicação sonar/sono-bóia/satélite e ou Rádio DEEP SIREN em desenvolvimento para amarinha dos EUA.

Atualmente, os submarinos se comunicam com seus centros de comando através de intervalos de tempo pré-definidos, geralmente quando navegam à profundidade periscópica, o que é perigoso se os mesmos estiverem em águas hostis.

As mensagens para submarinos são normalmente emitidas por centros de comunicação baseados em terra, num intervalo de tempo fixo, para um submarino receber estas mensagens de rádio-freqüência ou satélite, é necessário que este interrompa a missão dentro desse período de tempo e navegue na “profundidade de periscópio”, ao limear da superfície, dai então o submarino lança e reboca uma bóia com uma antena de comunicação, o que restringe a agilidade do navio e ainda acaba por o expor durante um período considerável à detecção por sensores inimigos.

O Deep Siren, por sua vez, foi projetado para utilizar bóias acústicas descartáveis, que, através de comunicações por satélite, podem enviar e receber mensagens de e para submarinos submersos em qualquer profundidade, este sistema pode atuar em distâncias seguras de 240 km, a qual irá inevitavelmente variar consoante as condições do climáticas, do meio e da profundidade do submarino devido as condições acústicas de propagação.

As bóias do Deep Siren recebem os sinais de rádio freqüência e os convertem em sinais acústicos, que penetram na água e são recebidos pelo sistema sonar do submarino. Estes sinais acústicos são então convertidos a bordo do submarino em mensagens de texto, o sistema inclui também uma estação portátil transmissora que pode estar em terra ou a bordo de outras plataformas navais e a aéreas permitindo que uma bóia seja conectada de qualquer lugar do mundo.

As bóias são lançadas pela unidade de eliminação de lixo do submarino, têm cinco polegadas (12,7 cm) de diâmetro e cerca de 3,5 pés (um metro) de comprimento, com antenas que recebem sinais de uma constelação de satélites de comunicação Iridium.

As bóias são concebidas para permanecer à tona durante um período máximo de três dias. Desta forma, o submarino pode definir suas próprias redes acústicas de comunicação, sem a necessidade de rebocar uma antena.

Soluções como esta poderiam fazer parte do hall de instrumentos a serem considerados e adotados no projeto do novo submarino nuclear de ataque da marinha do Brasil.

Como as tendências mostram, os submarinos do futuro caminham para serem armas universais e seria importante que a nossa Marinha acompanhasse o desenvolvimento e integração destas tecnologias de forma que o o SNAC-1 pudesse ser desenvolvido tendo em mente o SNAC-2, e seus sucessores que muito provavelmente ao seu tempo por volta de 2030-2050, enfrentarão plataformas submarinas lançadoras de aeronaves e veículos não tripulados capazes de transformar a batalha naval e terrestre num cenário deveras perigoso para todos e quaisquer inimigos.

Conforme já mencionamos acreditamos acertada a decisão da Marinha e torcemos para que o projeto do submarino Nuclear Brasileiro dê frutos bem como projete a nossa marinha no hall das mais poderosas Marinhas de guerra do século XXI.

Em breve trataremos da segunda parte do projeto KRAKEN no qual discorreremos sobre a aquisição dos submarinos SCORPÈNE e sobre o que acreditamos ser o futuro da força submarinos de propulsão convencional da Marinha de Guerra do Brasil.

Em breve também apresentaremos o mapa esquemático das tecnologias agregadas ao projeto KRAKEN e das contramedidas e sistemas defensivos, também abordaremos a questão estrutural do submarino bem como suas dependências e novas tecnologias, aguarde…

krakenFoto Montagem dos submarinos propostos no Projeto KRAKEN (por E.M:Pinto).

FICHA TÉCNICA

Tipo: Submarino Nuclear de Ataque-SN

Tripulação: padrão 56 tripulantes + 24 integrantes do grupamento de mergulhadores de combate GRUMEC, ou resgatados.

Deslocamento: 6 000 toneladas.

Comprimento: 99.4 m.

Boca: 8.8 m.

Propulsão: 1 planta propulsora constituída por 2 reatores termo-nucleares do tipo PWR, resfriados por circuitos fechados e duas turbinas capazes de produzirem 30 MW e 45.000 Hp.

Autonomia: dependente da tripulação, ciclo de vida de 20 anos (ideal).

Sistemas eletrônicos: 1 sonar principal capaz de operar nos ambos modos, passivo e ativo. 1 sistema de sonar rebocado e dois sistemas compostos por 6 sonares de abertura de detecção passiva, posicionados em grandes painéis de distribuídos pelas laterais do submarino.1 sistema de radar integrado de detecção e direção de tiro e sistemas de informações climatéricas.

sistemas eletro-ópticos, de observação, mastros retráteis equipados com sistemas de imageamento por TV, Infra-Vermelho – Ulta-Violeta IV-UV, e telêmetros a laser ESM / GPS, sensores sub-aquáticos integrados e sistemas de Enlace de Dados sistema de comunicações por satélite direta ou por meio de sono-bóias equivalentes ao sistema DEEP SIREN proposto para US-Navy.

Sistemas de armas: 8 tubos frontais par o lançamento de até 16 torpedos do modelo TP-01 e ou sub-mísseis SMT-02, bem como 04 TPSC-01, 6×4 tubos para até 8 SMANL-360 e ou até 12 MANL-360 ou MBM-360 ou ainda 06 MCBL-3000.

Sistema de lançamento para até 8 mísseis de defesa anti-aérea e de ataque a superfície SM-AAC-30 IV/RD.

Embarcações de apoio: 1 Veículo não tripulado de Contra-Minagem, VsbM24.

4 replies on “KRAKEN I”

Otimo projeto, só modificaria a questão da vela, que acho interessante o uso desta para abrigar misseis de defesa antiarea, liberando os tubos principais para a utilização de outras armas, acredito que poderia ter digamos uma estrutura aumentada da vela para abrigar 8 misseis antiaereos de lançamento vertical, bem como defendo tambem a adição de tubos verticais no corpo do submarino para misseis como os exocet-M40, que sei que existe uma modificação dos mesmos para lançamento submerso. Outra modificação, seria o leme de profundidade fronta seria bem mais interessante no corpo do submarino, favorecendo um ganho de velocidade na submerção.

Evidentememte o Brasil não deve parar em uma única undade de SNA, pois necessitamos no mínimo de seis unidades de propulsão nuclear para garantir uma eficaz força de dissuação na nossa aazônia azul.
Os oito submarinos SSK deverão patrulhar areas continentais, acredito que os da classe 209 no norte/nordeste e os scorpene no leste/sudeste em apoio aos SNA que se encarregarão da área pré-sal

Paralelo ao valor militar estratégico/tático de um submarino nuclear, deve-se levar também em consideração a importância desses submarinos em funções que demandem sua valorosa tecnologia. Estou me referindo á buscas submarinas, e impedir que outros submarinos nucleares vasculhem o subsolo da costa brasileira. Esta análise me veio ao pensamento por causa da queda do avião francês na costa brasileira, que foi necessário a aplicação de um submarino nuclear francês para as buscas da caixa preta da aeronave.

Isso nos leva á conclusão, e a sociedade ja deveria ter percebido isso, que os meios militares não são usados apenas em conflitos, alegando que o Brasil não tem inimigos para um submarino nulcear (como se existisse inimigos para uma fonte energética). Por isso a repulsa de muitos brasileiros desinformados em relação á necessidade do Brasil possuir submarino nuclear acabaria por dificultar as buscas de elementos que ajudem a desvendar um acidente marítimo ou aéreo – no mar obviamente! Imaginem por exemplo se um avião brasileiro cai no mar, e que tal profundidade seja inacessível para os Tupis e Tikuna; ainda que acessível mas não viável ja que a autonomia dos mesmos é limitada. O governo teria que pedir ajuda internacional. Essa providência por si só ja demonstraria a incapacidade e incompetência do Brasil em lhe dar com esse tipo de situação. O agravavante nesse caso é que o submarino enviado para a operação de busca da caixa preta aproveitaria a situação e mapearia o solo marítimo brasileiro como espionagem.

É claro que isso é uma teoria, (não estou acusando nenhum país de espiponagem) mas a soberania nacional em crises como essa exigem um preparo humano e um aparato tecnológico independente. Nesse contexto, mais uma vez, o submarino nuclear é imprescindível.

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