Defesa & Geopolítica

Interceptação no Ar! Chile e Brasil voarão jatos de alto desempenho na próxima década; Argentina negocia um supersônico coreano de menores préstimos; Peru e Colômbia estão indecisos e Venezuela sem dinheiro

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Caças F-16 chilenos

Por Roberto Lopes

 

 

A notícia surgida nesta quinta-feira (02.11) de que a Força Aérea do Chile está estudando opções para atualizar sua frota de 46 caças Lockheed Martin F-16, redigida por Jose Higuera, do serviço noticioso IHS Jane’s Defence Weekly, ajuda a compreender o quadro do equilíbrio militar aéreo que se desenha na América do Sul para os anos de 2020.

Segundo a apuração feita por Higuera, o objetivo dos chefes militares chilenos é manter a sua principal aeronave de combate atualizada até a década de 2030.

De acordo com o articulista, “fontes militares seniores em Santiago” garantem: qualquer programa tendente a melhorar o desempenho dos F-16 está fadado a se tornar prioridade na Aviação Militar do Chile.

O plano de aumento das capacidades do caça supersônico ainda não foi lançado oficialmente.

Isso só deve acontecer em algum momento entre 2018 e 2021, mas as metas técnicas já estão, grosso modo, definidas:

– um pacote eletrônico de missão construído em torno de um radar de varredura eletrônica ativa (AESA), de abertura sintética;

– um novo sistema de planejamento e gerenciamento de missões;

– sistemas eletrônicos de contramedidas (ECM)/Medidas de apoio eletrônico (ESM); e

– atualizações no cockpit do jato.

As mesmas fontes contaram a Higuera que os estudos ora em curso na Força Aérea Chilena (FACH) também consideram a conveniência de (1) a Instituição adicionar de seis a oito aviões à sua atual frota de dez F-16 Block 50 (o modelo mais poderoso dos chilenos), e de (2) aplicar recursos na atualização de todos os antiquados F-16 A/B MLU M4 comprados em 2006 à Aviação Militar da Holanda.

Um F-16 biposto, para voos de Instrução

As informações de Higuera indicam o seguinte cenário nas cinco principais forças aéreas sul-americanas:

Chile – O aumento de dez para 16 ou 18 supersônicos F-16 Block 50 na Aviação de Caça chilena manteria essa Força como uma das duas mais poderosas da América do Sul. Estudos acadêmicos de Defesa que vêm sendo publicados nos Estados Unidos apontam a FACH como a corporação sul-americana mais bem qualificada a, no futuro, receber um esquadrão de caças F-35 – ainda que essa aquisição, por seu altíssimo custo, seja, hoje, absolutamente impraticável para os chilenos.

F-16 chilenos

Brasil – A Força Aérea Brasileira será fortemente revigorada pelo recebimento, no período de 2019 a 2024, de 36 caças Gripen E/F (28 monopostos e oito bipostos) – seu maior upgrade operacional em 40 anos. Mas esse fortalecimento não se resume à entrada em operação dos Gripen. Também há que ser considerado o início dos voos dos jatos cargueiros KC-390 que, além da função primária de transporte, cumprirão missões táticas de alta relevância, como o reabastecimento no ar de helicópteros.

“Mock up” (em tamanho real) de um Gripen E, visto em um galpão da Base Aérea de Santa Cruz, no Rio, em 2015

Argentina – Informações extraoficiais dão conta de que o governo Mauricio Macri incluiu no orçamento para 2018 uma verba reservada ao início dos pagamentos de um esquadrão de supersônicos sul-coreanos KAI FA-50 (12 unidades) – aptos a, pelo menos, atualizar o adestramento dos pilotos de combate argentinos (que hoje simulam o disparo de mísseis BVR a bordo dos seus jatos subsônicos Pampa…). O problema é que, na atual Administração platina, tudo o que diz respeito ao cumprimento dos programas de modernização das Forças Armadas é muito incerto. Os brigadeiros argentinos requisitaram de Macri a compra de dois lotes de jatos FA-50 mas, por enquanto, foram avisados para contar somente com o primeiro.

KAI FA-50

Peru – O problema mais urgente na Aviação Militar Peruana não é receber novos jatos de combate, mas arranjar recursos para dar manutenção e revitalizar as frotas de Mig-29 e de Mirage 2000 (foto abaixo). Os generais da Força Aérea Peruana mostraram interesse em conhecer melhor o caça sueco Gripen. Os russos lhes propuseram versões atualizadas do Sukhoi Su-30 ou o modelo Mig-35, que ainda não é operacional. Os militares do Peru também foram  assediados pela Dassault Aviation, que lhes propôs dois lotes dos caros caças-bombardeiros Rafale.

Colômbia – Os militares colombianos estão satisfeitos com a revitalização de nove dos seus 20 caças Kfir. É com essas aeronaves que eles planejam alcançar a segunda metade da década de 2020, plano que só será alterado caso a Venezuela anuncie alguma novidade no campo da Aviação de Combate que os ameace. Os chefes da Aviação Militar local parecem, nesse momento, indecisos entre comprar o caça Lockheed Martin F-16 e o SAAB Gripen E/F. A opção por jatos Gripen C/D usados não está descartada. A instalação de uma fábrica de aeronaves suecas no município paulista de Gavião Peixoto parece impressionar muito a Força Aérea Colombiana.

Venezuela – A qualidade da manutenção e o grau de prontificação da Aviação de Caça venezuelana constituem um mistério. O país está na bancarrota, com uma dívida externa entre 140 e 150 bilhões de dólares. O Comando da Aviação Militar Bolivariana anunciou a compra de novos interceptadores russos tipo Su-30 e de supersônicos leves L-15 chineses. Mas até agora nenhuma dessas aeronaves apareceu. Os Su-30 comprados pelo Chavismo nos anos de 2000 estão operacionais, mas não se sabe quantos se encontram nessa situação. Os jatos venezuelanos que mais voam são os subsônicos treinadores de pilotos K-8, fabricados na China. Os F-16A/B operam com diversas limitações, e servem, basicamente, aos exercícios de guerra aérea, figurando como “agressores”.

Aeronaves Su-30, da Venezuela

 

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104 Comments

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  2. Anferson Graça says:

    Parabéns pelo trabalho. Não seria novidade que o Chile buscasse uma modernização dos seus F16MLU e complementar a frota de Block 50. Com a modernização dos Viper de Taiwan e recentemente dos F16 da Grécia, me parece natural atualizar para a versão “V” ou um pacote de atualização semelhante. Achei interessante que semana passada os Jordanianos receberam os primeiros seis F16 proveniente da Holanda, e nenhum País da América do Sul principalmente a Colômbia e Argentina a procura de aviões não agarrou essa oportunidade. Roberto, la por volta de 2021 chegaram em Anápolis os primeiros Gripens da Fab, deram 36 todos destinados a base aérea de Anápolis, o editor sabe se grandes transformações como construções de Hangares ou adaptações deram feitas em Anápolis? Abraços

    • Roberto Lopes says:

      Obrigado, Anderson.
      Sei que serão feitas obras de infraestrutura, sim, recomendadas por oficiais da Força Aérea Sueca e da própria SAAB (que estiveram em Anápolis), mas não sei te detalhar quais serão elas.
      Vou pesquisar.
      Bom domingo!

  3. Sobre a FAB acho que algo em torno de 72 Gripens 36 Primeiro lote + 36 segundo todos fabricados aqui pela Embraer seriam o ideal para o bom funcionamento da força . Sobre a Colômbia se tiver um bom offset é um bom plano de financiamiento via BNDES seria o ideal visto o bom relacionamento da Embraer com a FAC ( Fuerza Aérea Colombiana). Claro que tudo isso no campo de especulação quase um devaneio meu mesmo mas sonhar ainda e de graça.

    • Roberto Lopes says:

      Bom dia, Leonardo.
      Há alguns meses, o brigadeiro Rossato disse que “mais uns 50 (Gripens)” seriam suficientes para compor, com esse primeiro lote de 36 aeronaves, o escudo defensivo do Brasil.

  4. O Brasil e a Suécia deve focar a aforça aérea colombiana e peruana. Potenciais clientes de NG’s fabricados no Brasil.

    A Embraer tem um bom relacionamento com Boeing, até mesmo com o KC-390.
    Creio que seria bem interessante se a FAB comprasse uns 12 F-18, pois vai demorar a chegar os NG’s, sem falar que pode haver uns atrasos. Esses F-18, seria interessantes, vistos que a MB, também se interessa pelo mesmo.

    Colômbia e Peru, são países interessantes, já que tem interesses em projetos brasileiros, entre eles, NG, KC-390 e Astros 2020.
    Seria uma boa o desenvolvimento de um 8×8 com canhão de 105mm, entre esses países. Bem armado e com uma blindagem de alta performance, poderia passar das 300 unidades fácil.

    Belo texto.

    • A FAB comprar F/A-18 E/F agora, neste exato momento, despresando toda a papelada burocrática e falta de dinheiro, significa esperar quase 2 anos pelos caças. Eles chegam lá por 2020, precisam passar por IOC e o cacete, especializar pessoal, estabelecer logística e etc. Fica operacional pouca coisa antes do Gripen E, se ficar antes…
      .
      Já foi o tempo. O tampão (Gripen C/D) deveria ter vindo em 2014, sendo que estaria neste momento operacional. Agora já foi.
      .
      É F-5EM…
      .
      Outra… Dinheiro que se colocaria em F/A-18 E/F poderia fomentar um segundo lote de Gripen E, que seriam construídos aqui, garantindo a atividade da fábrica, onde investimos um bom dinheiro.

      • Concordo plenamente.

        Mas, a versão mais básica do F-18, é mais barata, e na proposta do FX2, em pouco tempo (pouco mesmo), os F-18, seria entregues.

        • Que “versão mais básica” do Super Hornet é mais barata?
          .
          Barato para os americanos, que tem toda a logística estabelecida.
          .
          36 Super Hornet nos custariam mais de U$7 bilhões…
          Mais barato onde?

    • Roberto Lopes says:

      Obrigado, Thom.
      Também acho que Colômbia e Peru são clientes potenciais da produção aeronáutica brasileira. E até do Sistema Astros.
      Só não acredito em F-18s na FAB. A Força não criaria uma nova linha de manutenção para apoiar uma dúzia de F-18s.
      Mas, falando em tese, tendo a concordar com outros foristas que intervieram neste espaço: o Gripen NG foi o caça que deu para comprar…
      Um país de dimensões continentais como o nosso pede, pelo menos, um F-18 (já que o Rafale sai a preços exorbitantes).
      Boa semana, Thom!

  5. Brasil segue mesmo caminho q a argentina. Se nois ter dois lotes de gripen enquanto tiver essa robalheira o negocio nao vai pra frente…

  6. Seria interessante a Colômbia optar pelos Gripens ao mesmo passo que a MB se interessar pelas embarcações feitas lá.

    Seria uma mão de duas vias muito interessante.

    Teria espaço até para o T-xc SOVI 120 como treinador básico em ambas as Forças aéreas e porque não complementar em ambas junto aos Super Tucanos as futuras aeronaves T- B-250 Bader – 120?????

  7. Bela matéria. Porém, o KC-390 será para o GTE porque as malas dos políticos estão aumentando.

  8. Em matéria de defesa a Força Aérea do Chile sempre andará na frente.

    • O Chile só tem 10 F-16 Block 50… O resto é MLU problemático.
      .
      Os 36 Gripens colocam a FAB no patamar de Força Aérea mais bem equipada da América do Sul.

      • é esperar até 2021 chegar o primeiro gripen e 2027 a última aeronave, isso se não haver nenhum atraso mais.

        prefiro concordar com a galera acima e torcer para a MB encomendar 10 ou 12 F-18 até 2019 por aí.
        a própria FAB poderia adquirir alguns F-18 usados

        esperar até 2021 ? será que os F 5 dura até lá ?

        esses gripen era para 2017 depois 2019 agora 21 e por aí vai,pagar 5bi de dólares por 36 aviões sendo que esse dinheiro daria para pegar 10 Rafales 15 F-18 e 20 SU 30 e ainda sobraria bilhões sem a ToT claro .

        não sou contra a ToT desse Fx2, más esperar tanto assim para ter essas aeronaves não era a forma correta de adquirir esses aviões no momento, esse desejo do programa Fx2 começou em 94 ou 96 na FAB e se alastrou por duas décadas.

        antes desses ToT com a saab, a FAB deveria ter concluído suas prioridades primeiro, entre elas são aviões de ataque, interceptores, asa fixa,bateria antiaérea,héli de ataques,etc.
        agora fica com a receita lá embaixo e sempre reclamando de falta de orçamento, será que ninguém se ligou que 5 bilhões de dólares a deixaria com uma receita curta por décadas ?

        • É essa à idea, West.
          Sds.

        • Em 2021 serão 11 Gripen E na FAB.
          .
          A MB precisa desesperadamente de novos navios. Vai gastar bilhões de dólares em novos caças pra que exatamente?
          Nem a modernização dos A-4 estão conseguindo tocar.
          .
          F-18 usado pra que?
          Pra matar um segundo e bem provável lote de Gripen? Sim, pq é basicamente isso que vai acontecer.
          .
          F-5EM vai ter de durar. Não vieram os Gripen C/D tampão, agora é isso aí…
          .
          “esses gripen era para 2017 depois 2019 agora 21 e por aí vai,pagar 5bi de dólares por 36 aviões sendo que esse dinheiro daria para pegar 10 Rafales 15 F-18 e 20 SU 30 e ainda sobraria bilhões sem a ToT claro .”
          .
          O contrato para dar luz ver ao projeto do NOSSO Gripen E só foi assinado em 2015. Ninguém trabalha de graça, nem a SAAB.
          Desde de quando assinaram esse contrato, o prazo estabelecido foi 2021.
          2019 é papo de desinformado.
          .
          Comprar 10 Rafales. Nossa, grandes vantagem…
          36 Rafales a mais de 9 bilhões então, coisa linda, né?
          “Mas já estaria voando” kkkk…
          .
          “não sou contra a ToT desse Fx2, más esperar tanto assim para ter essas aeronaves não era a forma correta de adquirir esses aviões no momento, esse desejo do programa Fx2 começou em 94 ou 96 na FAB e se alastrou por duas décadas”
          .
          Você está confundido os programas F-X e suas propostas.
          .
          “antes desses ToT com a saab, a FAB deveria ter concluído suas prioridades primeiro, entre elas são aviões de ataque, interceptores, asa fixa,bateria antiaérea,héli de ataques,etc.”
          .
          Que?
          Priorizar outras áreas primeiro?
          .
          Sobre a ToT que a FAB queria, era o necessário para dar manutenção no caça aqui. Aproveitaram e inseriram a demanda da indústria no pacote.
          .
          “agora fica com a receita lá embaixo e sempre reclamando de falta de orçamento, será que ninguém se ligou que 5 bilhões de dólares a deixaria com uma receita curta por décadas ?”
          .
          Que ????
          Não pagamos praticamente nada pelos Gripen, ainda. A única coisa que se faz é lançar no orçamento uma previsão de endividamento.
          Só pagaremos por esses caças depois do último ser entregue.

      • Anderson Graça says:

        Gostaria de saber porq o MLU é problemático?
        A FACH tem tradição,competência e pessoal capacitado para manter seus aviões juntamente com a Enaer.

  9. A Venezuela socialista sem dinheiro !!!???… estado socialistas sempre quebrados… até os caças russos que tem fomos nós no final quem pagamos…

    • Vejo a Russia e a China operando infinitamente mais caças que toda a A.S. junta.

      Pare de falar besteira que doi o ouvido.

    • Provavelmente pagamos parte da revitalização das FFAA da Rússia também.

      Elas começaram a se reerguer em 2002, junto com a ascenção do comunismo petista aqui…

      • Acho que o senhores deveriam leem mais matéria sobre macroeconomia, infelizmente a Russia hoje vive uma grave crise fiscal, e que deve piorar ainda mais nos próximos 4 anos…infelizmente lá aconteceu lá o mesmo que aqui…Superfaturamentos na obras da Copa, e quem paga no final e o povo. Só que lá eles usam o argumentos militar para manipula a maioria da população.

        • Fabio, pelo que sei a Russia está saindo do pior da sua crise (fins de 2015 e início de 2016). De lá para cá o petróleo quase duplicou de preço, o que é fundamental para economia russa, e os gastos governamentais foram bem diminuídos (exceto o militar que subiu um pouco). Tecnicamente a Russia nem estaria mais em recessão.

          Porém, aparentemente o pais que organiza uma copa ou olimpíada tem dificuldades econômicas logo em seguida…

  10. Marcos Silva says:

    Essa idéia de F-18 na MB é séria? Não seria má afinal de contas,a marinha alemã sempre teve caças sem ter um nae.

  11. Renato de Mello Machado says:

    O Chile está muito bem na fita,mas acho que temos mais liberdade com os Gripen do que eles de F-16.Deveria de ser para ontem, 72 Gripen,aí o negócio iria ficar legal.

    • Roberto Lopes says:

      Também vou nessa linha, Renato (boa tarde!).
      E não nos esqueçamos de que os F-16 chilenos voam pouco porque a hora de voo deles é proibitiva.
      Com os Gripens teremos, acima de tudo, assistência técnica próxima e rápida.
      A FAB, agora, precisa resolver o problema das suas aeronaves de treinamento intermediário.

      • Renato de Mello Machado says:

        Integrar os sistemas do avião ao míssil é essa a tal liberdade,coisa quê com o código fonte em mãos poderíamos comprar o armamento onde for melhor.O sr. tem razão, os aviões de treinamentos uma hora vão ter de
        chegar.Essa lacuna tem de ser preenchida.Boa tarde! para o Sr.Também.

  12. Anderson Graça says:

    É bom lembrar a todos,que o pagamento efetivo do financiamento só ocorrerá após o recebimento da última aeronave, previsto para 2024.O que na minha visão é um balde de água fria para um segundo lote de aviões,já que compromete em muito o orçamento já que U$$5,4 é um valor expressivo. Tenho como percepção uma oportunidade para a FAB que seriam a versão C/D usadas pelos sueços que com a entrada em operação da versão E possivelmente serão colocados a venda, o que poderiam ser um substituto mais barato e moderno para nossos AMX.Abraços

  13. Os F 5 BR operando com o EMB 145 AEW&C leva vantagem .

    Sozinho teria que lutar muito para para conseguir chegar perto dos F 16 e Su 30.

    Agora a grande pergunta é ?

    Como os Gripens se sairiam contra os Su 30 ?

    • Munhoz, “Como os Gripens se sairiam contra os Su 30 ?”.
      .
      Creio que para ter mais efetividade seria 2 gripens para 1 Su-30, haja vista que o Gripen por mais que se exalte é um super lift caça de dissuasão para países pequenos e aos enxames. Ao contrário do Su-30 o qual é um caça High, construído para superioridade aérea um lutador nato, atua como ataque aéreo não só como supressão, feito para cobrir grandes distâncias sem apoio algum.

      • Ivanmc,

        Coloque ‘Gripen NG’ e Su-30 lado a lado que dá quase no mesmo…

        Em combate WVR, ambos praticamente se equivalem ( com ligeira vantagem para o Gripen, que é certamente mais manobrável, haja visto sua configuração ‘delta com canard’, o que também é quase que anulado pela presença de mira montada em capacete em ambos ).

        No BVR, os mísseis serão de mesma classe e a capacidade de detecção para alvos do tamanho de caças é virtualmente a mesma ( talvez com leve vantagem para o NG por conta da tecnologia AESA, que permite melhor resolução ).

        A única grande diferença é que essa variante do ‘Flanker’ leva mais carga… Mas… como ninguém vai fazer carpetão de bombas por aí nos dias de hoje…

    • Depende também do radar, ao qual o Gripen se equivale, talvez quem atirar em BVR primeiro. Algo é certo, quem errar o primeiro míssil será abatido.

  14. Eu tenho a opinião que a FAB deveria ter um caça high para compor junto com o Gripen. 36 gripens cobririam apenas um ou dois Estados atuando em conjunto, ou
    seja lá como a fab irá desdobrar esses NG eles nunca defenderão o território brasileiro em sua totalidade. Poderíamos adquirir uns 30 Su-30 MKK que é a versão chinesa, ou 35 F-18SH de prateleira mesmo como dizem alguns, ou 25 Rafales. Sem ideologias absurdas, talvez a FAB poderia adquirir uns 30 F-15 SE não sei o por quê nunca foi cogitado a ideia de termos esse vetor, digo com mais ênfase. Até algum mais desavisado poderia argumentar: já temos o NG e não haverá verba para isso… Eu creio que dinheiro o Brasil tem de sobra para esse investimento, sem dúvida. Dito isso, eu prefiro ver os.meus impostos gastos com máquinas de qualidade do que ser escoado em corrupção.

    • A principal área de risco é o mar, neste caso os Su 32 seriam mais adequados com pesados misseis anti navio, eu acredito que os Gripens com os misseis que vão vir mais o radar de varredura eletrônica batem os Su 30 venezuelanos, mas só saberíamos se ocorresse um combate.

      Rafales tem muita manutenção, F 15 / 18 os EUA entregam os misseis a conta gotas (isso se não quiserem que compremos mas que os mesmos fiquem guardados com eles !) , no caso dos Su 30 já temos os Gripens onde possivelmente serão adquiridos mais unidades alem dos 36.

      O que precisamos é de uma frota de uns 20 aviões de patrulha (nacionais) mais uns 12 a 24 Su 32 com um bom estoque de misseis anti navio, inclusive equipando inclusive os AMX.

      • Poi é Munhoz, acho que até os nossos Mike abatem os Su-30 venezuelanos. Esses não contam. É aquela história ter não é o mesmo que operar.

        • N conte mt com isso … em um combate real o F-5 + E-99 poderia se sair melhor com números .. quase 3 pra 1 ( hj n temos isso )
          mesmo E-99A n e onipresente (temos 3 ) ou mesmo invisível … imaginar um E-99 sendo detectado e abatido seria perfeitamente normal e sem ele .. nossos F-5 seriam meros alvos pois perdem em praticamente tudo contra os S-30
          em suma .. pra um sucesso nosso … eles teriam q errar tudo e nos acertamos tudo .. o q numa situ de guerra real seriam simplesmente irreal

      • Ivanmc, Munhoz,

        Diante do que o ‘Gripen’ entrega e do que possuem nossos potenciais adversários, não faz sentido um caça mais pesado, cuja única vantagem prática no nosso caso seria poder levar mais carga.

        Para nós, o caça para ser o componente “Hi” deveria ser um autêntico caça de quinta geração, seja F-35 ou outro equivalente… Aí sim haveria uma vantagem crítica que justificaria o investimento.

        O ‘Fullback’ é tão e somente um caça bombardeiro com alguma capacidade de defesa aérea. Não faz o menor sentido tê-lo para esse propósito… Salvo melhor juízo, nem mesmo os russos o utilizam como anti-navio… A arma anti-navio dele para exportação é o Kh-35, cujas variantes detém performance similar ao ‘Exocet block III’ e ao RBS-15 block III ( que viriam a ser integrados no Gripen NG ).

        • RR, o Gripen NG é um super lift, na melhor das hipóteses um low, o Brasil irá utilizá-lo como pé de boi porque foi o que de melhor poderia ser conprado pela FAB, o fisiologismo não compactuaria com uma conpra de caça um high para a FAB, além do mais ele é compatível com a última versão do Viper não é apto para supremacia aérea, isto é um fato. Se o gripen fosse melhor que os caças de ponta as grandes nações utilizariam ele, o resto é desdobre midiático para sustentar a compra. Eu tenho a minha opinião formada, não sou contra o NG apenas acho que deveriamos ter interceptadores High para a nossa FAB.

          • Plinio Junior says:

            O Gripen NG terá aviônica superior ao que os Su-30 venezuelanos possuem hoje, melhor radar e capacidade de EW, enfim….vai colocar a FAB em um elevado patamar no atual cenário da AL.

            Tbm era favorável ao conceito high/low entre vetores, mas se tentar colocar algo do tipo hoje na FAB vai matar futuras aquisições que são necessárias do Gripen, a FAB deveria ter no mínimo 72

        • Entenda uma coisa temos a França e a Inglaterra como nossos vizinhos não podemos ficar somente com misseis ocidentais, não que esses países são nossos inimigos pelo contrario, no entanto na arena geopolítica temos que pensar em tudo não podemos pensar num mundo doce onde todos são nossos amiguinhos.

          É melhor buscar soluções alternativas e diversificadas.

          Neste caso prefiro o mercado oriental e israelense.

          Até com nossos navios teríamos que pensar assim .

          Um Su 32 tem um potencial diferente do Gripen, poderia carregar misseis como o Brahmos etc é um bimotor que pode operar com mais segurança a grandes distancia no mar, seu desempenho não fica tão comprometido como o do Gripen quando pesadamente carregado, ele oferece um maior conforto para os tripulantes em missões mais longas e pode carregar muito mais sensores estamos falando de um caça com o dobro de tamanho, o Gripen não é ruim pelo contrario, no entanto caças como o Su 30 / 32 tem suas vantagens, se não fosse assim todos iriam de Gripen e F 16.

        • Ivanmc,

          Não é uma questão de “melhor”… Não se trata de uma escolha do “melhor”, mas daquilo que se encaixa nas necessidades de cada um… E isso é decidido por fatores geopolíticos e econômicos…

          Supremacia aérea depende, antes de mais nada, de caças no ar e em quantidade… E o ‘Gripen NG’ tem um desempenho bom o bastante para isso e, sendo menos complexo, tenderá a estar disponível por mais tempo…

          Munhoz…

          A confiabilidade dos motores hoje permite perfeitamente a adoção de aeronaves navais monomotoras. Ora pois…! A própria USN e a Royal Navy, que acumulam a maior experiência na área, optaram por uma nova geração monomotora…

          A solução não é importar mísseis, mas fazer os próprios… E isso está sendo buscado com o MAN-SUP, que certamente será integrado no ‘NG’. Seja como for, compras externas devem mirar países não alinhados. O RBS-15, por exemplo, segue essa linha…

          Em uma missão anti-navio, ninguém vai ficar horas em um cockpit… Serão missões relativamente rápidas, a algumas centenas de quilômetros do ponto de partida.

          Apenas missões de monitoramento de uma força naval tendem a ser tão longas ao ponto de cansarem os tripulantes. Mas isso é tarefa para patrulheiros, e não de caças…

          Repito:

          O tamanho e potência do ‘Flanker’ tem como principal finalidade a capacidade de carga; levar armas… É para compensar o peso enorme que carregará. Nos demais requisitos, não haverá qualquer diferença que represente de fato grande relevância. Lembrem-se: dois motores pra empurrar equivalem a dois motores pra beber. E estrutura grande significa mais pesada e mais coisa pra carregar por si só…

          Tipos pesados são para forças aéreas que querem ir longe levando pesadas cargas. Nem mais e nem menos. E esse é um paradigma que está sendo gradualmente quebrado pela evolução de materiais ( que permite estruturas mais leves ), motores ( de melhor consumo e desempenho ) e design ( estruturas de aerodinâmica superior ). Por exemplo:

          O ‘Rafale’ é um caça médio, com menos da metade do peso do Su-34 e pode levar mais carga útil que o dito cujo e, dependendo da configuração, ir tão longe quanto!

          O próprio ‘Gripen NG’ pesará pouco mais que 1/3 do ‘Fullback’ e poderá carregar cerca de seis toneladas em armas ( duas toneladas a menos ), com a diferença evidente de que levará menos carga se tiver que ir a mesma distância que o Su-34 iria ( mas, como eu já disse, ninguém vai fazer carpete de bombas hoje ). Aliás, o alcance de traslado previsto é praticamente o mesmo do caça russo ( 4000 km ).

          A razão dos russos insistirem na família ‘Flanker’ se constitui, primeiro, em falta de opção, e porque realmente precisam levar pesadas cargas ao longe. Afinal de contas, preveem enfrentar golpes avassaladores da OTAN por terra, o que não é o nosso caso… Tanto que maior parte dessa família de caças está realmente destinada a ataque ao solo ( Su-30, Su-34 e mesmo o Su-35 prevê capacidade multifunção )…

          Tirando isso, não nego as vantagens de se ter uma aeronave grande, que permite explorar melhor a potencialidade de ataque de uma força aérea indo ao longe. Apenas acredito que isto seja secundário, no nosso caso… Ora… Se um ‘Gripen NG’ for capaz de fazer um ataque “hi-lo-hi” de 900km com dois tanques extras de 450 galões nos pilones molhados das asas, um MAN-SUP no pilone central ( ou quatro bombas de 500 libras ), e dois mísseis A-Darter para alto-defesa nos pilones externos, já é suficiente…

          • No caso um caça mais pesado tem sua vantagem de comprometer menos seu desempenho quando carregado.

            Até ai tudo bem se for para ter um Su 32 ou até um J 20, fico imaginando um J 20 também teria mais capacidade para chegar perto de uma frota inimiga e lançar misseis anti navio mais perto.

            No entanto o que me preocupa é a falta de visão de nossos militares, ta na cara que o mar é a área de maior risco e onde deveria ser concentrado os recursos de defesa estratégicos, a MB faz a sua parte, ainda bem que o maior gasto esta nos submarinos, agora a FAB se importa pouco basta ver que tem somente os P 3 com 16 misseis Harpoon, os AMX nem estão voltados para o mar, a MB também parece não entender muito pois esta concentrando recursos em corvetas sendo que para um mar mais agitado como o nosso seria mais adequado fragatas mais pesadas, o MAN-SUP quando pronto poderia suprir esta lacuna no entanto precisa ver se terá o mesmo desempenho de um RBS 15.

            Particularmente eu daria preferencia para umas 4 fragatas com mais de 5.000 tn e uma frota aviões em terra com um bom estoque de misseis anti navio, no entanto ao meu ver a FAB esta completamente cega nesta questão.

            Pode ser o Gripen e o AMX e até os P 3, no entanto basta ver que a FAB esta mais preocupada com aviões de transporte e reabastecimento do que com aviões de patrulha naval e um estoque de misseis anti navio nem pensar.

          • Munhoz,

            Penso que a FAB, caso venha a fazer nova encomenda de Gripens ( para ao final compor ao menos uns cinco esquadrões ), possa ao menos dedicar um esquadrão de caça a luta anti-navio, equipando-o com algum MAN. No mais, questão de prioridades… Primeiro, o correto é garantir a capacidade de defesa e superioridade no espaço aéreo, para somente depois pensar nas modalidades de ataque. E as trinta e seis aeronaves do primeiro lote são somente o que seria o necessário para manter a manutenção de uma mínima capacidade de defesa aérea, conservando alguma capacidade de atacar… Simplesmente não haverá no curto prazo o volume para fazer tudo com desenvoltura…

            Se fosse apostar, apostaria que o MAN-SUP terá o desempenho pouco superior a um ‘Exocet block III’. Seja como for, não vejo razão para não contar com o próprio ‘RBS-15’ também ( ou outro míssil que se julgue satisfazer ).

            Quanto a aeronave de patrulha naval, ponho minhas fichas em alguma variante do C-295 MPA, caso recaia a decisão sobre a FAB.

            Também sou partidário de vasos mais pesados para a Marinha. Só que a lógica dita que primeiro se tenha a capacidade de lutar perto de casa, para depois passar ao longe; assim como ser capaz primeiramente de negar o mar para somente depois ser capaz de domina-lo. E as corvetas estariam inseridas nisso, garantindo maior presença nas águas territoriais e ocasionalmente até o limite da ZEE.

            Pessoalmente, acredito que seria possível passar direto a fragatas de 5000 toneladas no nosso caso, constituindo uma classe única de combatentes. Mas isso, como sempre é, dependeria de custos.

            Mesmo marinhas mais bem dotadas estão tendo que apelar para classes intermediárias, posto não conseguirem controlar os custos ascendentes de suas plataformas de maior performance. E a MB certamente não será exceção…

          • RR, eu concordo em parte, mas o Su-30, Cy-35 são esgrimistas, combinam carga pesada, extrema manobrabilidade e velocidade são caças Hi de superioridade aérea. O Su-34 já é diferente é um caça bombardeiro, pesado e tático e serve como intercepador em algumas hipóteses, situações distintas no combate aéreo

          • O que acontece é que devemos primeiro pensar de onde viria uma ameaça e como poderíamos reagir e é ai que nossos militares erram.

            Pense bem um pais de fronteira dificilmente nos atacaria pois somos maior e com mais capacidade industrial etc seria uma loucura um pais com bem menos capacidade atacar um pais continental como o nosso, no nosso caso é o mar que é área de maior risco, tivemos um atrito com a França nos anos 60 e as Malvinas com a Argentina nos 80, nas 2 guerras mundiais fomos atacados pelo mar e se avaliarmos tecnicamente o único equipamento realmente usado para nossa defesa foi os aviões de patrulha marítima.

            Não que devemos abandonar outras áreas, mas pense bem levando em conta todo esse histórico um avião de transporte é mais importante que um de patrulha ?

            Todos os AMX estão voltados para atacar o que dentro do continente ?

            A FAB tem mais de 50 mil homens e 700 aviões inclusive uma frota vip e tem somente 16 misseis anti navio (possivelmente chipados) você acha certo isto ?

            Se uma frota inimiga vier hoje para nos intimidar, o que temos para combater, 16 misseis e 5 submarinos, somente isto, esquece o resto porque é alvo e você sabe disto, se for um pais da OTAN todos os misseis e torpedos são do mesmo modelo que eles operam !

            Você acha que vão ser efetivos contra quem os fabricou ?

            E outra a Suécia é alinhada com a OTAN e é um pais europeu, como eu disse não é bom ficar somente com misseis ocidentais tínhamos que variar, ter uma variedade de misseis anti navio, a unica maneira de chegar perto de uma frota e realmente ameaçar é ter um estoque de tipos variados e mesclá-los num caça, pode até ser o Gripen mas o primeiro alvo vira do mar é isto que tem que entrar na cabeça da FAB, já vi até general do exercito falar sobre isto, tínhamos que ter uns 20 aviões de patrulha nacionais (EMB 390 ou EMB 190) com sensores israelenses (fugir de fornecedores europeus) e misseis anti navio russos, tínhamos que ter um estoque com no minimo uns 200 misseis anti navio de variados tipos, poderia ser até uns RBS 15 mas eu prefiro os russos, os AMX deveriam ser capazes de operar esses misseis em link com os aviões de patrulha e AWE&C.

            Eu falei das fragatas de mais de 5.000 tn pela dificuldade no lançamento de misseis com o mar mais agitado no Atlântico em navios de baixa tonelagem, no caso vc tem as corvetas ai com o mar mais agitado elas são um alvo fácil, por isso volto a repetir as Tamandarés são um alvo e não uma ameaça a uma frota inimiga, se vc tentar montar uma esquadra junto com o Ocean de baixa velocidade vai ser um alvo mais fácil ainda !

            Como já disse o ideal é uma frota de navios oceánicos de patrulha e umas 4 fragatas mais pesadas com sensores israelenses misseis anti navio russos.

            Temos que pensar em atingir e intimidar e não em ter alguma coisa somente para dizer que tem, o ideal é fabricar eu concordo mas no mar atualmente tínhamos que ter uma analise geopolítica mais profunda e levar em conta as possibilidades de um conflito nas nossas aquisições.

          • munhoz, ivanmc,

            Respostas abaixo.

    • Renato de Mello Machado says:

      Concordo,o dobro de Gripen para carregar piano,e esses 30 F-15 para se fazer respeitar.

  15. O negócio mesmo é não da moleza nem a Gavião Peixoto, nem a São José dos Campos e muito menos a Itaguaí : Assim que for entregue o último Gripen do primeiro lote encomendar logo mais dois lotes para chegar a 2030 com os 108 sonhados Gripens E É F’s, assim como encomendar logo mais dois satélites geoestacionarios e um segundo lote de submarinos convencionais sucessores dos s-Brs. E defesa antiaérea? Quem vai proteger o Sexto Grupo de lançadores do Forte Santa Bárbara?

  16. Poderíamos sonhar com uma FAB com 108 Gripens + 40 AMX (incluo ai a aquisição dos Italianos ) .. pra sua aviação de caça .. esse numero seria o minimo …pelos proximos 25 anos
    quanto a opinião dos Brigadeiros atuais .. com seus ”’72 Gripens bastam pra defender o País ”.melhor levar pra irrelevância .. pois ate o Fim da entrega do primeiro lote o Comando deve mudar e com elas novas diretrizes de estrategia de defesa seriam assim impostas , algo mais condizente com nosso tamanho territorial (assim espero.. e tb dependes da nossa situ econômica la por volta de 2025) )..a FAB hj precisa de +- 10 esquadrões .de caça .. hj temos 6
    .Ainda acho q o próximo caça Chileno vai ser o Gripen ( isso pra alem de 2025 )..devem manter esses 46 F-16 por mais uns 10 anos … Chile tb n teria condições de manter o F-35 …e ir novamente de F-16 acho meio irreal
    Colômbia tb deve ir de Gripen novo ou F-16 usados (se fossem adquiridas agora .. quanto mais durar o Kirf .. menos acredito nessa possibilidade )
    Peru o caminho natural e pelo MI-35 substituindo os MIG 29 ( embora seja uma incógnita esse projeto ) ..se especulou ate EF-2000 T1 …no lugar dos Mirage 2000 (ou se padronizar tudo com o MIG 35 )… o T-50 tb poderia ser uma boa opção pra substituir parte da frota .. ainda mais agora com essa parceria estrategia com a Coreia do Sul (vide os NDDs e KT-1 )
    Argentina hj .. o caminho natural seria pelos JF-17 chinas (em boa quantidade ) .. n acredito no J-10 …
    Venezuela e uma total incógnita pois n sabemos ate quando esse regime do ”Maduro ” ira durar (portanto uma guinada pra equipamentos ocidentais eu n descartaria ) .. e mesmo hj duvido mt os Russos liberarem mais equipamentos sem pagamento a vista .. restaria pros venezuelanos a opção de caças chinas … como o próprio JF-17 .. se manter o regime , pra mim esse seria o caminho natural

  17. Flávio Henrique says:

    O Brasil junto com a SAAB bem que poderia montar uma linha pro Gripen C/D atualizados (com upgrade dos E/F como os suecos vão fazer alem de operar os E/F) e vender por Peru e Colombia tendo em vista que seriam mais baratos que o E/F e eles não necessitam tanto de autonomia.

  18. claudio quadros says:

    vcs acha argentina vai compra algum avião fo pampa 3 único avião voara por la além T¨6

  19. Alejandro Perez says:

    Peru vai de Golden Eagle primeiro. Depois vai por um caça ocidental. Resta saber qual.

    • Roberto Lopes says:

      Boa noite, Alejandro.
      Também fiquei sabendo da oferta da KAI, e é possível que emplaque porque peruanos e sul-coreanos já têm muitas áreas de cooperação militar.

      • Alejandro Perez says:

        Exatamente…Area naval bem adiantada e o Torito sendo montado no Peru.

      • E pensar que a Coreia do sul a 30/40 anos era insignificante como nação no mundo !!!… só CAPITALISMO SELVAGEM pode erguer uma nação e catapulta-la ao estrelato econômico… mas aqui, enquanto ficarmos acreditando em utopias, duvido…

  20. …………….. a Bolívia pode até ir de Pampa III agora em dezembro numa negociação entre o Evo Morales e o Macri ….em troca de gás e eletricidade o Morales tbm pode levar caminhões com artilharia de saturação,chatas, lanchas e ajuda em medicina nuclear…. aliás em 2015 houve a firma de uma carta de intenção entre o então ministro da Defesa Agustin Rossi e seu colega boliviano Reymi Ferreira para a compra que incluía tbm radares Invap….o Macri quer vender o Pampa III e além de convidar o Paraguai chamou tbm o Uruguai que enviou delegação para observar algumas bases aéreas e o Pampa III…………..

    • Alejandro Perez says:

      Pra ver o Pampa e comer um asado com os camaradas argentinos. Enquanto estiver este governo do FA, nada de investimento na FAU e na Armada.

  21. O Brasil de temeroso não compra nem espingarda soca-soca.

  22. Por mais que o pessoal insistr no NG, para mim ele é um F-20 Atualizado, um lift, low é um caça de dissuasão aérea, um caça tático não é um caça de superioridade aérea. A Dassault já alegou que o gripen ng é um patamar abaixo do Rafale não se pode comparar, já os EUA afirmaram que o Gripen é um caça de Segunda linha… Nem uma grande nação do mundo opera o Gripen como caça de superioridade aérea, só a Suécia com seu diminuto continente se comparado ao Brasil. Eu gosto do gripen, mas tem que ter um caça Hi para interceptações efetivas e superioridade aérea brasileira.

    • A única coisa que o Gripen E tem de semelhante com o F-20 é o fato de voar…
      .
      É inviável fazer interceptações a mais de 500 km da base, por isso precisamos de números e não de “caça Hi” para cobrir o nosso espaço aéreo.
      Para o que necessitamos e comparado ao que operamos, Gripen E/F é extremamente capaz e um excelente custo benefício.
      .
      Gripen E/F não deixa nada a desejar aos últimos F-16…
      .
      Esse Bullshit de “caça Hi” só teria duas serventias:
      1) Cumprir função de ataque estratégico. Isso não é e nunca foi prioridade.
      2) Mataria a encomenda de mais Gripen E/F. Precisamos fazer número.
      .
      Em bom português: Seria rasgar dinheiro, por isso não vai acontecer.
      .
      Melhor investir no desenvolvimento de um UCAV, para estar no estado da arte no futuro do que comprar outro caça de 4ª Geração, mais caro e que acrescentaria pouco ao que o Gripen pode entregar a FAB.
      .
      Esse bullshit de Gripen perna curta já foi derrubado a muito tempo.
      .
      Ataque naval é o último reduto dos que teimam em sonhar com a bobagem de um caça da Sukhoi em nossa Força. Não vai acontecer.

  23. Confiar em um caça lift que nem foi testado em combate, caça de segunda categoria para defesa de um país com dimensões continentais como o Brasil é uma piada, talvez um bot pago para ser garoto propaganda do gripinho tela de wad de 1 bilhão. É talvez o papai noel exista para alguns

    • “talvez um bot pago para ser garoto propaganda do gripinho tela de wad de 1 bilhão”
      .
      Pago?
      Infelizmente não.
      .
      Bot?
      Infelizmente não. Infelizmente continuo perdendo meu tempo com zé mané…
      .
      BLABLABLBA Tela de 1 bilhão… Só zé mané fala isso.

  24. Caça de verdade para a FAB seria o Rafale, F-18, J-10, Su-30, Cy-35, Typhoon, talvez as ultimas versões do Viper. O Gripen seria de segunda escolha para ser mais econômico em tese. Escolher um lift que não existe ainda por mais de 5 bilhões de dólares, é brincar com a inteligência no mínimo. Um projeto que se arrasta desde 2004. Não dá para ser feliz.

    • ” Um projeto que se arrasta desde 2004. ”
      .
      Que assinamos só em… 2015!
      .
      Mas bom mesmo… Bom mesmo… Seria fazer ToT 36 Rafale a U$9 Bilhões e nunca mais comprar outro por ser caro demais Esse seria “u serto”, kkkkk…
      .
      Aí quem salva?
      A porcaria do… Gripen!
      kkkkkkk

    • J 10 esta mesma categoria do Gripen, hoje em dia os misseis e o radar que fazem a diferença, os misseis de combate ar ar são leves e o Gripen tem um custo operacional excelente portanto não tem sentido um Rafale, F 18 etc para combate ar ar.

  25. Não adianta viver de ilusões o Gripen é pequeno perna curta, vai ocupar a função do F-5 e nada mais, sem ilusões. Caça pequeno, hiperfaturado 36 prototipos na melhor das intenções. Se perder um nem DD para substituir. O resto é especulação e marketing para alienados.

  26. Quantas baboseiras tenho que ler aqui dos fãs frustrados de Top Gun e Independence Day…

    O Gripen NG foi a melhor escolha para o Brasil, o único caça moderno e novo que cabia no nosso bolso e com retorno real em tecnologia. Os demais eram meras compras de prateleiras disfarçadas e caros de se manter.

    Volto a dizer, deixem as emoções de lado, o Gripen E/F é superior aos F-16 chilenos, mesmo aos F-16C/50 e mesmo assim não vejo ninguém criticando os chilenos por terem estes caças, vamos parar mimimi e ter pés nos chãos.

    Tem muita agua para rolar, infelizmente as compras militares no Brasil continuam sendo pingadas, mas ainda acredito firmemente que chegaremos a 84 Gripen NG na próxima década, desativando enfim os AMX e F-5… uma frota de caças menor mais moderna e decente, o binômio Gripen E + E-99A será imbatível na região.

    • Outro que acredita em marketing brasileiro, quantos defensores do Gripinho que nem existe direito. É muita alienação. A notícia é notória e mesmo assim eles negam. 36 galácticos e um exercito de zumbis. Kkkkkkkk.

  27. Tela de 1 bilhão l, gelo no copo, pensão para filha, casta garantida. É muito bom ser filho da banania.

  28. 36 perna curta, voará desdentado e será a rainha do hangar. Espero que tenha DD para substituir. Talvez em 2075.

  29. Esse MF é um Trolzinho do tio san.

  30. Ivanmc,

    Em se tratando do ‘Gripen NG’, estaremos falando de um delta com canard de estabilidade relaxada e FBW pleno… Não consigo pensar em melhor “esgrimista”…

    Mesmo o ‘Gripen C’ é páreo para qualquer ‘Flanker’ em combate próximo, e o ‘NG’ não deverá nada no combate BVR. A única característica na qual o Su-30 sem dúvida se distingue é na capacidade de levar armas, podendo eventualmente ter uma persistência um pouco maior com tanques externos. E só… Um Gripen NG, com um tanque de 300 gal. no center line e um quarteto de AAM, fará praticamente o mesmo que um Su-30 no que tange a combate aéreo…

    E seja como for, o próprio demonstrador de conceito do ‘Gripen NG’ ( Gripen DEMO ) já mostrou ter as características necessárias a conceder superioridade aérea, tais como super-cruise e bom raio operacional ( estima-se cerca de 1000km com combustível interno em condições ideais, o que dá e sobra ).

    • Das aeronaves que constavam na Short List, é a única não operacional. E vou além: sequer possui um protótipo em condições de combate.

      Portanto, percebe-se que o Brasil adquiriu um projeto, e não um produto pronto, e se considerarmos a conta de padaria, que aponta para o valor de cem milhões de dólares, Fly Way, então vemos que pagamos caro por um caça leve – pois é isto que o Gripen é: um caça leve.

      Todo projeto possui bugs, problemas, que precisam ser solucionados. A vantagem proporcionada pelo Rafale e pelo F-18E era a de oferecer um produto pronto, sem bugs. O Gripen NG, que conta apenas com 40% de cumunalidade com o Gripen C, precisa ter todos os seus pontos solucionados e testados, algo que vai da estrutura, pois o berço do motor possui um desenho novo, aos sistemas, pois o radar previsto para a aeronave, o Raven ES05 AESA, sequer foi finalizado pela Selex…

      O radar é outro ponto para se abordar: a Thales levou 5 anos para aprontar o RBE-2 AESA, deixando-o com todos os módulos operativos. O Raven sequer começou os seus testes básicos… Isso significa que teremos que bancar o desenvolvimento de todas as funcionalidades deste radar perante a Selex… Além disso, não há garantia alguma de que seja um aparelho superior ao RBE-2 AESA, ou ao APG-79 AESA, cujas capacidades são conhecidas e superlativas.

      De uma suíte de fusão de dados nem vou falar, posto que ela não estava prevista no projeto do Gripen NG, mas, considerando que suítes automáticas de fusão de dados estão presentes em projetos recentes, do F-35 ao T-50, e que a mesma é a estrela dentre os sensores do Rafale (Spectra), é capaz da SAAB inventar e colocar uma em seu Photoshop, algo que a montadora aeronáutica sueca é mestre em fazer.

      A maioria dos sistemas presentes no projeto Gripen NG, são de procedência norte-americana, ou britânica, o que significa que o fantasma do embargo, levantado em relação ao F-18E, também se aplica em relação ao Gripen NG. Não existe possibilidade alguma da SAAB garantir transferência de tecnologia de componentes da qual ela, ou o governo sueco, não detenha a propriedade intelectual. Estas restrições não se abatem sobre o Rafale, cuja propriedade intelectual pertence ao Governo da França, financiador do projeto Rafale, e produtor integral da aeronave, sem dependência de fornecedores externos, o que não é o caso da Suécia e do Gripen NG.

      • Nossa cara… Quanto Bullshit…
        .
        Tu xinga os outros de Troll, mas escreve esse caminhão de desinformação.
        .
        “pois o radar previsto para a aeronave, o Raven ES05 AESA, sequer foi finalizado pela Selex…”
        .
        Ata…
        .
        “O radar é outro ponto para se abordar: a Thales levou 5 anos para aprontar o RBE-2 AESA, deixando-o com todos os módulos operativos. O Raven sequer começou os seus testes básicos…”
        .
        Sequer começou seus testes básico???????
        .
        “Isso significa que teremos que bancar o desenvolvimento de todas as funcionalidades deste radar perante a Selex”
        .
        Que???
        .
        “Além disso, não há garantia alguma de que seja um aparelho superior ao RBE-2 AESA, ou ao APG-79 AESA, cujas capacidades são conhecidas e superlativas.”
        .
        Ahahhahaa…
        .
        “De uma suíte de fusão de dados nem vou falar, posto que ela não estava prevista no projeto do Gripen NG”
        .
        Pqp… É sério essa baboseira?
        .
        “Não existe possibilidade alguma da SAAB garantir transferência de tecnologia de componentes da qual ela, ou o governo sueco, não detenha a propriedade intelectual.”
        .
        Que bullshit…
        Contrato não significa nada então, rsrsrsrs…
        .
        “Estas restrições não se abatem sobre o Rafale, cuja propriedade intelectual pertence ao Governo da França, financiador do projeto Rafale, e produtor integral da aeronave”
        .
        Quer dizer que não toma embarco americano, mas toma embargo francês por tabela… hahahaha…
        .
        Tu é só um Troll… Bem fraquinho.

      • http://www.aereo.jor.br/2014/07/16/selex-es-recebe-contrato-para-fornecer-radares-raven-es-05-ao-gripen-ng/

        “Um radar Raven AESA de padrão de produção está instalado no avião demonstrador da nova geração do Gripen…”

        http://infraton.blogspot.com.br/2010/07/teste-sar-do-radar-raven-do-gripen-ng.html

        A previsão é estar integrado ano que vem…

        http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,jatos-rafale-tem-tecnologia-dos-eua-admite-ministro-frances,460689

        Se fosse apostar, diria que 90% de toda a tralha que voa nesse mundo tem componentes do tio Sam… Não tem como se livrar disso, em se tratando do Ocidente…

        De uma forma ou de outra, o País estaria nas mãos de um fornecedor externo… A única forma real de minimizar a questão é de fato desenvolver por conta própria. Não há muita saída quanto a isso…

        No mais, os suecos já estão cooperando com o Brasil na concepção do NG desde antes do País fechar contrato…

    • Roberto Lopes says:

      A grande restrição que o Gripen oferece, _RR_, sempre será a do seu alcance, dado que está diretamente relacionado à carga de armamento que ele pode levar.
      É claro que estamos analisando isto em um país de dimensões continentais como o Brasil.
      Se fosse no Uruguai nada disso seria problema.
      Creio mesmo que nem na Colômbia será…

      • Grande, Roberto Lopes. É isso que eu explico quando falo no Gripen, é para países diminutos e já que o Brasil adquiriu poderia trazer um caça Hi para interceptações de maiores distâncias sem prejuízo do NG. Desculpe pela intromissão, mas o tema é pertinente.
        Saudações.

        • Ivanmc,

          Até onde sei, dificilmente haveria interceptação a distâncias superiores a 400 km da base…

          Independente do tipo do caça, não haverá tempo de reação pra ir muito mais longe que isso… Dada a distância, simplesmente pode não ser possível chegar a tempo ( lembre-se que o inimigo também atacará e irá evadir-se a grande velocidade )…

          E a seguir, porque em situações assim, indo a velocidade elevada para interceptar, o combustível vai pro espaço rapidinho… Em uma situação dessas, chuto que a aeronave vai ter o raio reduzido em uns 40%, no mínimo…

          Ou seja, ou não vai dar tempo pra chegar, ou não vai ter perna pra chegar… E aí, tanto faz se o ‘Gripen NG’ vai a 1000km ou se o ‘Flanker’ vai a 1200 km…

          No mais, somente será possível interceptar se já se estiver no ar, na área a ser defendida…

          Ou seja, o caça tem que estar sobrevoando o teatro de operações ou partir de um aeródromo local para poder interceptar com êxito…

          Para além dessa distância, só uma situação bastante específica, contra um alvo em velocidade reduzida, com detecção precoce e rota bem definida e previsível.

          Não tem como fugir muito disso…

          Ora.. Os ingleses conseguiram superioridade nas Falklands por quê? Por estarem mais perto ou por terem a melhor máquina…?

          Resumo: um caça mais pesado só se justifica se houver necessidade de alguma capacidade de ataque com cargas pesadas a longas distâncias.

          • RR, ok. Esse é o seu ponto de vista e respeito, eu conheço bem as informações do Gripen não desmereço o NG em si. Só que eu tenho outro ponto de vista sobre defesa aérea. Cada um com o seu conhecimento e suas preferências é extremamente saudável no debate. Quando eu critiquei com veemência era por causa de outro ruído no debate, você sabe quem é ou o que é aquela coisa que se atravessa que vem já de outra época. Contudo, será melhor do que se encontra a nossa situação quando chegar o NG. Não vou provocar uma briga de torcida, e você é bem coerente nas suas razões.

      • Caro Roberto Lopes,

        Sim. Quanto mais longe ele for, menos carga útil vai levar ( o que é uma constante para todos ). Mas até onde isso é relevante, no caso do ‘Gripen NG’…? Eis a questão…

        Do meu ponto de vista, um Su-30 levando duas toneladas de bombas a 1000km de distância não é mais relevante que um ‘Gripen NG’ indo a mesma distância com uma tonelada, mesmo que tenha que sacrificar pilones molhados para aumentar o raio…

        Como já disse, ninguém vai sair fazendo carpete de bombas pelos nossos dias… O que antes era conseguido por dezenas de toneladas de bombas, hoje se faz com poucos artefatos guiados…

        Um caça maior somente se justifica se o Brasil precisasse atacar ao longe com cargas pesadas, o que não é o nosso caso.

  31. munhoz,

    As únicas ocasiões em que tivemos conflitos em nosso território, o foi com países da região. É bem verdade que os limites estão sendo atualmente respeitados por todos, mas a própria região é sim um barril de pólvora, com muitos conflitos dormentes ( Peru x Chile ) ou realmente latentes ( Colômbia X Venezuela, Venezuela X Guiana ). O fato de não haverem rusgas atualmente entre nós e nossos vizinhos, não significa que jamais tenhamos que intervir em alguma ocasião.

    O ambiente marítimo realmente exige atenção. Não disse o contrário… Ocorre que em se tratando de risco no mar, depende do que venhamos a enfrentar…

    Se estivermos falando de uma coalizão com países da OTAN, então estaríamos falando de volume, acima de tudo. Contra uma força assim, um ataque pelo ar somente teria êxito mediante uma pesada saturação eletrônica ( o que envolve aeronaves especializadas de ataque eletrônico ), que encobrisse dezenas de aeronaves lançadas ao mesmo tempo, na esteira de talvez centenas de chamarízes ( tática diversiva, que exigiria outras tantas dezenas de aeronaves ). Dependeria de reconhecimento bastante acurado, o que seria extremamente difícil de se conseguir, posto o adversário também estar saturando a zona por onde passa com seus sistemas.

    Resumo: não vai dar… Nunca haverá recurso para operar uma força assim…! Logo, deve se pensar em alternativas…

    As bases aéreas e navais serão pesadamente atacadas. Então, faz mais sentido uma força do ar que pudesse ser desdobrada por todo o TN e passível de ser operada em regiões remotas, fora de suas bases, e que pudesse coordenar ataques limitados as unidades de superfície adversárias que se constatassem estarem vulneráveis em algum momento ( quer seja por estarem descagaradas da frota ou por se aproximarem em demasia da costa ). E isso seria o máximo possível… Aí, mais vale uma força coesa, enxuta, bem adestrada, e equipada com um caça de baixa detectabilidade que possa operar integralmente ( isto é, sempre ) de rodovias ou aeroportos remotos ( e ponto para o Gripen NG ).

    E ainda: deve se trabalhar com a possibilidade de que a janela para operações aéreas seria rapidamente fechada. Assim sendo, chegará o momento em que o melhor é poupar preciosos pilotos e máquinas… E se o objetivo do adversário for mesmo a invasão, então é considerar armar cada cidadão apto a combater e torna-lo uma potencial ameaça ao invasor…

    Enfim… Nesse cenário, somente submarinos de longo curso teriam chances reais de deter uma força tarefa. Aliás, por isso que acredito que a classe ‘Riachuelo’ deveria ser complementada por outro vaso de maior porte, dentro da 4000 toneladas ( como o proposto para a marinha australiana ), ou então focar recursos na arma definitiva que é representada pelo submarino nuclear. E isso porque não estou falando de dissuasão nuclear na prática ( isto é, posse de artefatos nucleares, que é a única forma real de dissuadir uma coalizão desse nível ).

    Agora… Se estivermos falando de uma potência mediana ( Espanha ou Alemanha, por exemplo ) ou de países no nosso círculo de influência, então a conversa é outra… Nesse caso, não haverá necessidade de um grande volume de aeronaves a princípio, mas de tecnologia e petardos de sobra.

    Quanto a navios em si…

    O problema sempre é querer dar o passo maior que perna… Aí, nem corvetas, nem fragata, nem nada…

    Eu realmente acredito que o certo é concentrar esforços em vasos mais pesados. Mas simplesmente não dá pra ter somente navios acima das 5000 toneladas… Ao menos um complemento intermediário tem que ter…

    Oxalá se até 2025 já estiverem entregues as quatro corvetas ‘Tamandaré’, os submarinos da classe ‘Riachuelo’, e ao menos uma classe de quatro a cinco vasos de 5000 toneladas já em construção…

    Suecos, e europeus de forma geral, projetam nos russos seus principais adversários em potencial. Mas isso não significa que concordarão em tudo… Para todos os efeitos, Suécia se constituí em país não alinhado.

    • Concordo que o Gripen é a melhor opção em vários aspectos, acho também que os EM 390 ou 190 seriam a melhor opção para um patrulha pois a manutenção básica pode ser feita em qualquer aeroporto civil.

      Propus o Su 32 ou até o J 20 por algumas características que podem fazer diferença em algumas situações especificas, no entanto recordando o modo operacional numa situação de atrito eu acho que o J 20 com sua capacidade de levar misseis internamente fara uma maior diferença poi pense bem uma frota não deixaria um caça armado chegar perto agora no caso do J 20 alem de ser furtivo ainda o inimigo não saberia se o mesmo esta carregado de misseis ou não.

      • Munhoz,

        Um derivado da família E-Jet como patrulheiro naval seria o que também penso ser o mais interessante. O que mais atrai é a possibilidade do uso de peças de mercado, tais como motores, sistemas de geração de energia, componentes do cockpit e outros secundários. Mas isso não muda o fato de que seriam necessarias consideráveis mudanças estruturais.

        A Embraer até havia proposto, no final dos anos 90, uma modificação do ERJ-145 para a função de patrulheiro marítimo ( EMB-145 MP/ASW ou P-99 ). Não seria a coisa mais genial do mundo, mas poderia dar a Marinha um patrulheiro no ‘estado da arte’ então…

        Restaria saber se o J-20 estaria disponível para exportação… Não creio que o será por enquanto. Talvez o J-31 um dia ganhe ares mais altos…

        Evidente que uma aeronave ‘stealth’, levando armas internamente, é o melhor possível. Contudo, uma aeronave LO ( Low Observable ) já atenderia a esse propósito.

        Um ‘Gripen NG’, com dois MAN-SUP ou RBS-15 nos pilones internos e mais um tanque no center line, não deve ter um RCS de mais 1m2 no setor frontal… E vindo rasando as ondas, seria algo difícil de pegar…

      • Marcelo Rodrigues says:

        Concordo com o que escreveu linhas acima: diversificar fornecedores de misseis, operar um caça pesado em complementação ao Gripen e visar o mar.
        De onde virá uma provável agressão futura? Operar somente mísseis origem Otan é uma incrivel demonsntração de ingenuidade…
        Tudo isso acompanhado de uns seis submarinos nucleares e vinte convencionais ocultos nas profundezas…

  32. Se a Marinha quisesse se manter atualizada com operações em porta-aviões deveria comprar um lote de F/A-18 (mesmo usados) e treinar nos porta-aviões da US Navy. Mas como está em “boca de rua”, creio que devam priorizar os meios navais e deixar o sonhado porta-aviões de lado.

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