Defesa & Geopolítica

INSIDER/Entrevista: 85 minutos com o almirante Eduardo Leal Ferreira, Comandante da MB (e algumas surpresas sobre os rumos que ele ainda pretende imprimir à Força)

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Este colunista em companhia do Comandante da Marinha, almirante Leal Ferreira

Por Roberto Lopes, de Brasília

 

 

A entrevista com o Comandante da Marinha (CM), almirante de esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, é, para o jornalista (mesmo velho), uma lição de que ir à fonte certa – e confrontá-la com as dúvidas que pairam sobre a realidade como uma nuvem de comentários, opiniões e sugestões –, é sempre muitíssimo melhor do que tentar adivinhar qual dessas intuições guarda alguma chance de se materializar.

Nesta terça-feira (01.08) o Comandante da Marinha recepcionou o editor da coluna INSIDER em seu gabinete de Brasília, depois que o visitante foi recebido em almoço pelo diretor do Centro de Comunicação Social da Marinha (CCSM), contra-almirante Flávio Augusto Viana Rocha, e seu staff do setor de atendimento à Imprensa.

O grupo do setor de Imprensa do CCSM que recebeu o editor da coluna INSIDER para almoço nesta terça

Durante a refeição – posta de robalo com cobertura crocante, legumes cozidos no vapor e arroz – (em que se bebeu água e refrigerantes) Rocha advertiu o convidado: “o chefe” desfiaria suas queixas em relação a alguns textos publicados pela coluna. Em especial a um, postado no dia 13 de julho, intitulado “A ESQUADRA CANSADA! Indisponibilidade de meios e de recursos leva a MB a cancelar sua participação na Unitas LVIII”.

O diretor de Comunicação da Marinha explicou que a Esquadra não disponibilizou um navio para a Unitas na costa peruana porque não é a da rotina da Marinha participar deste tipo de operação na costa sul-americana do Pacífico. “Participamos da Unitas somente no Atlântico…”, aduziu o oficial.

Mas durante o encontro de pouco menos de duas horas (dos quais 85 minutos concentrados em conversa objetiva, sem rodeios), Leal Ferreira foi sempre gentil, ameno.

Mesmo nos momentos de temperatura mais elevada, quando falou sobre os recentes cortes no orçamento da Marinha, sua repulsa à desativação de navios, sua incredulidade em relação às chances do PROSUPER, a solução que está sendo pensada para a Aviação de Asa Fixa na corporação e a preocupação com a motivação da tropa.

O encontro foi testemunhado pelo chefe de gabinete do Comandante, contra-almirante José Augusto Vieira da Cunha de Menezes, pelo almirante Rocha, pelo chefe do setor de Imprensa do CCSM, capitão de fragata Fabio Candido da Silva, e pelo capitão de fragata Giovani Corrêa, secretário militar do CM.

Fazia 22 graus naquele início de tarde, e o Comandante da Marinha, de 65 anos, usava uma jaqueta do uniforme de expediente interno com suas quatro estrelas na cor branca “reluzentes”, costuradas sobre o pano azul do traje. Bebeu-se café e água. Ninguém fumou.

(Apenas o almirante Rocha, vez por outra, sussurrava instruções em seu telefone celular, que jamais para de tocar.)

No gabinete amplo do CM, cercado de bonitos lambris de madeira, o que, na essência, aconteceu, foi uma entrevista profissional e agradável, com muitos leads (muitas informações relevantes) e algumas verdadeiras surpresas.

O Comandante Leal Ferreira presenteia o editor da coluna com um álbum sobre a Marinha do Brasil

Leitura mais do que aconselhável para quem se interessa de verdade pelos rumos da Marinha do Brasil.

Eis os seus principais trechos:

 

O APROVEITAMENTO DOS ESCOLTAS JÁ EXISTENTES

Coluna INSIDER – Nós podemos entender que a Marinha está preparando a volta à ativa da fragata Defensora e das corvetas Júlio de Noronha e Jaceguai, para só aí desprogramar os navios que estão mais cansados, das classe Niterói e Greenhalgh?

Comandante da Marinha – Desprogramar por quê? Uma fragata como a Niterói (vista na sequência abaixo), mesmo que não tenha o seu armamento principal completamente ativo, ainda serve, perfeitamente, para atuar como navio-patrulha no Golfo da Guiné.

Não pretendo mais autorizar a baixa de nenhum dos nossos escoltas. Meus sucessores que façam isso. Vamos cuidando desses navios [uma informação por escrito entregue pelo diretor do CCSM explicitou que três classe Niterói e a corveta Barroso serão modernizados em breve] e aproveitando os maiores para a patrulha oceânica, que considero muito importante e uma preocupação não apenas nossa, mas de todas as marinhas do mundo…

INSIDER – Diante dessa necessidade não teria sido melhor poupar a corveta Frontin da baixa?

CM – Devido às nossas restrições financeiras e à relação custo/benefício não havia como ficar com a Frontin. Autorizei a baixa dela [em setembro de 2015] com tristeza, comandei esse navio, mas não havia alternativa…

INSIDER – A renovação da nossa força de escoltas não exigiria a aquisição urgente, por meio de compras de oportunidade, de navios que estão sendo disponibilizados por outras marinhas?…

CM – Quais marinhas? Se for para comprar as Maestrale, da Marinha italiana, que são da mesma época das nossas Niterói, eu prefiro ficar com as Niterói, que representam um projeto muito bom…

INSIDER – Mas e os navios que serão, em breve, disponibilizados pela Marinha da Coreia do Sul? A nossa Marinha tem prevenção em relação aos navios asiáticos?

CM – Duas das nossas aquisições mais recentes foram feitas na China, Roberto: a Estação Almirante Ferraz, para a Antártida, e o navio Vital de Oliveira [hidroceanográfico], então não é o caso de se falar em prevenção. Mas é preciso saber se os escoltas fabricados na Coreia do Sul há 20 ou 25 anos ainda são, mesmo, bons navios…

No ano passado os coreanos nos ofereceram um navio que era caro e a metade do tamanho do nosso Bahia [referência à proposta de venda de um navio-doca classe Makassar, apresentada pelo grupo Posco Daewoo ao então diretor do Arsenal de Marinha do Rio de janeiro, almirante Mário Ferreira Botelho].

INSIDER A Força está atenta ao fato de que as limitações da Esquadra exigem um esforço muito grande dos três navios classe Amazonas? Eles não estão sendo empregados à exaustão? E o desgaste disso?

CM – Estamos muito atentos a isso, mas é preciso dizer que os navios da classe Amazonas são unidades robustas, projetadas e construídas para navegar muito mesmo, serem muito exigidas…

INSIDER – Uma boa compra feita pelo almirante [Julio Soares de] Moura Neto…

CM – Uma excelente compra feita pelo Moura Neto…

INSIDER – Ainda falando sobre as demandas para a Esquadra nesse cenário de recursos escassos, não seria o caso de a Marinha, para poupar os seus barcos, retirar-se da Força-Tarefa Marítima da UNIFIL, no Líbano?

CM – Não, não… Nossa presença no Líbano é utilíssima para dar experiência e motivação às nossas tripulações. Além disso, os custos dessa participação são compartilhados entre a Marinha e a Organização das Nações Unidas.

INSIDER – E, falando mais uma vez sobre o pouco dinheiro de que a Força dispõe para tocar s suas prioridades: como o senhor vai fazer para implementar o SisGAAZ [cobertura radárica das regiões marítimas conhecida por Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul]?

CM – Nós vamos desmembrar o SisGAAZ, e começar a fazer um sítio de cada vez, de forma a viabilizar o programa.

ESTÁGIO ATUAL DO PROCESSO DE OBTENÇÃO DAS CORVETAS CLASSE TAMANDARÉ

INSIDER – Em que ponto está o processo de obtenção das corvetas classe Tamandaré?

CM – Estamos preparando a emissão de um Request for Proposal e esperamos receber as propostas das empresas que retirarem o documento no decorrer desse segundo semestre e no início do próximo ano.[Na tarde desta quinta-feira, 3 de agosto, a coluna INSIDER recebeu um esclarecimento do Centro de Comunicação Social da Marinha sobre o assunto. O texto diz que as empresas interessadas na construção das corvetas “receberam chamamento público para tomarem conhecimento que a Força deu início ao projeto das Corvetas Classe Tamandaré e para que possam comprovar capacidade de construir navios de alta complexidade. As empresas receberam também documento contendo as principais orientações e características e assinaram um termo de confidencialidade. O Request for Proposal (RFP) ainda será emitido finalizando o modelo de negócio”.]¹

INSIDER – Não foi um erro fazer um “chamamento público”, abrindo o RFP para 20 empresas? Não teria sido mais prático e, sobretudo, mais rápido convidar apenas alguns fornecedores que a Marinha sabe que estão habilitados para uma iniciativa desse tipo [fornecimento de navios de 2.750 toneladas]?

CM – Não. Sem o “chamamento público” correríamos sempre o risco de expor o nosso processo de obtenção a uma contestação judicial, por parte de alguma empresa que não foi inicialmente convidada a participar da licitação.

INSIDER – Quantas propostas de corveta o senhor acha que a Marinha receberá?

CM – Oito ou nove.

INSIDER – E quantas serão selecionadas e chamadas a propor uma final and best offer?

CM – Três.

INSIDER – A Marinha já previu o quanto gastará na fabricação das quatro Tamandarés…

CM – Já, claro. Precisaremos investir 612 milhões Reais, anualmente, pelo período de oito anos.

INSIDER – E a Marinha terá esse dinheiro?

CM – Não sei (risos), vamos fazer todo o esforço para ter! Mas deixe que eu te diga: até bem pouco tempo o que a Força tinha para gastar na rotina operacional e nos seus projetos até o fim deste ano era 1,8 bilhão de Reais. Agora, com os últimos cortes, essa previsão já baixou para 1,1 bilhão…

INSIDER – O senhor não acha que a previsão de custo da corveta classe Tamandaré no patamar dos 450 milhões de dólares é algo muito elevado?

CM – É. E por isso estamos reduzindo essa previsão para alguma coisa em torno dos 350 milhões de dólares.

INSIDER – Um valor ainda alto, mas, afinal de contas, trata-se de um navio que, apesar de ser classificado como corveta, tem o porte, 2.750 toneladas, de uma fragata leve… ou estou enganado?

CM – Não, está certo. O porte é mesmo de uma fragata…

INSIDER – E estes valores que o senhor mencionou referem-se a navios sendo construídos no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro…

CM – Isso. Ou lá, ou em algum estaleiro do Nordeste. O Vard, de Pernambuco (foto abaixo), que é do grupo Fincantieri, e o Atlântico Sul, que também está se aliando a um parceiro estrangeiro, já demonstraram interesse no programa.

INSIDER – Não sabia dessa parceria envolvendo o Atlântico Sul…

CM – Com um sócio europeu, não sei se com a Navantia…

INSIDER – Ou até ser construído nas instalações do Complexo Industrial Naval de Itaguaí…

CM – Pelos nossos estudos, Itaguaí poderia, sim, construir navios de superfície até o porte de uma corveta. Exigiria alguns investimentos, mas não é muito. Mas isso, naturalmente, é assunto para o futuro, não para esse lote de corvetas que estamos começando a providenciar.

AS ARTICULAÇÕES DOS INTERESSES DA MARINHA NO ÂMBITO DO GOVERNO

INSIDER – Fico sempre um pouco irritado com o aparente desinteresse das entidades governamentais e daquelas que falam em nome da construção naval brasileira com os programas claramente urgentes da Marinha do Brasil. Por exemplo: o BNDES não pode ajudar mais a Marinha?

CM – Pode, mas é preciso medir muito bem esses passos, porque estamos falando de empréstimos, que precisarão ser devolvidos. Estamos em contato com o BNDES e também imaginando que talvez possamos captar algum dinheiro com o Fundo da Marinha Mercante. Outro empréstimo… Mas que seria muito bem vindo para viabilizar a construção de um navio-patrulha oceânico, por exemplo…

INSIDER – Como os previstos no PROSUPER?

CM – Isso.

INSIDER – A propósito, o senhor ainda tem alguma expectativa sobre a liberação do PROSUPER, que foi entregue à Presidência da República no primeiro governo da presidenta Dilma?

CM – Eu já nem falo mais no PROSUPER quando vou ao Palácio do Planalto… Sou muito bem recebido pelo presidente Temer, e tenho sempre o ministro da Defesa do nosso lado, é um grande aliado, mas não vejo como retomar o PROSUPER na atual conjuntura.

INSIDER – O senhor tem conversado com o ministro Henrique Meirelles [da Fazenda] não tem?

CM – Sim, tenho estado com ele. Mas a gente chega lá e o quadro que ele desenha é tão ruim…

O CASO DA DESPROGRAMAÇÃO DO SÃO PAULO

INSIDER – Nesse cenário, é de espantar que ainda haja gente que lamente o senhor ter desprogramado o porta-aviões São Paulo, poupando a Marinha de um gasto de 800 milhões de dólares, que era o preço que os franceses pediam pela reforma do navio.

CM – Que 800 milhões? Nos últimos tempos esse custo já havia subido para 1,5 bi…

INSIDER – Um e meio bilhão de dólares?! Para um programa de resultados incertos… aliás os franceses não gostaram de a Marinha ter chegado à conclusão de que os resultados da reforma deviam ser considerados de risco, incertos…

CM – Eles sabiam que eram incertos, Roberto. Precisaríamos de vapor superaquecido para fazer disparar a catapulta do convés de voo, e a troca da motorização [de vapor para diesel] não nos garantia isso… Eles sabiam…

Imagem que entrou para a História: o navio-aeródromo “SãoPaulo” (A-12) operando ao largo da costa brasileira

INSIDER – E porque precisamos de três anos para completar a desprogramação do São Paulo? Três anos não é muito tempo?

CM – Não, não é. O São Paulo é um navio do qual a Marinha se orgulha muito. Ainda realizamos eventos nele, e a Diretoria de Engenharia Naval tem o seu pessoal técnico estudando os detalhes construtivos do navio para, eventualmente, usarmos esse conhecimento quando formos construir o nosso porta-aviões…

INSIDER – A propósito, como ficou aquele entendimento, da época do almirante Moura Neto, entre as Marinhas do Brasil e da China, para, eventualmente, estabelecermos uma cooperação na construção de porta-aviões?

CM – Aquilo não avançou. Os chineses enveredaram por uma opção de projeto que não nos interessa, e a cooperação parou.

O DILEMA DA AVIAÇÃO NAVAL DE ASA FIXA

INSIDER – Falar sobre o porta-aviões nos remete à questão da Aviação Naval de Asa Fixa. Agora já se fala de uma possível redução do número de aeronaves A-4 Skyhawk, na Marinha conhecidas como AF-1, que serão modernizadas… mudança que deixaria o lote modernizado com seis monopostos e três biposto…

CM – Não, não, menos do que isso… Três bipostos e três ou quatro monopostos só… Estamos conversando com a Embraer, que sempre é muito compreensiva conosco. Aliás, gosto muito do Jackson Schneider [presidente da Embraer Defesa & Segurança].

Os AF-1 da Marinha operando com uma aeronave reabastecedora da FAB

INSIDER – Nesse cenário de diminuição das aeronaves de caça aptas a operar a bordo de porta-aviões, justamente porque já não temos mais o nosso navio-aeródromo, não seria o caso de rever, também, os gastos que estamos tendo com a conversão de quatro aeronaves Trader, nos Estados Unidos, para a versão COD/AAR [Carrier Onboard Delivery/ Air-to-Air Refueling]?

CM – Você tem razão, e nós investigamos a possibilidade de interromper também esse programa, mas ele já está quase com 80% do seu custo quitado, e chegamos à conclusão de que a relação custo/benefício, que poderia envolver contestações judiciais, recomendava continuarmos com o processo de obtenção dos aviões.

INSIDER – A Marinha não recebeu uma oferta de caças F-18 usados da Marinha dos Estados Unidos?

CM – Eu nunca recebi oferta de aviões, só de helicópteros.

INSIDER – E agora a Marinha ainda vai receber a Aviação de Patrulha da FAB…

CM – Pois é, essa é uma informação que vem circulando, mas que precisa ser colocada nos seus devidos termos. Realmente a FAB nos procurou sobre a questão da Aviação de Patrulha, mas não para nos repassar as aeronaves, e sim para pedir que alguns especialistas da Marinha passem a integrar as tripulações dos aviões P-3, particularmente nos postos de sonar e de radar. A FAB acredita que nossa experiência nessas atividades de rastreamento e monitoramento ajudaria a aperfeiçoar a capacidade dos seus militares, e que a integração dos profissionais das duas Forças seria uma experiência enriquecedora para nós também. Eu concordei, ainda mais porque eles planejam transferir os P-3 (foto abaixo) para a Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, onde está a maior parte do nosso pessoal…

INSIDER – Esses aviões vão, então, trocar Salvador pelo Rio…

CM – Isso. De qualquer forma, o importante é termos os P-3 operando a contento, e, felizmente, os P-3 estão voando muito bem.

A OFERTA DO PORTA-HELICÓPTEROS OCEAN AO BRASIL

INSIDER – O fato de a coluna ter noticiado com exclusividade, ainda no fim de março, a oferta do porta-helicópteros HMS Ocean à MB trouxe algum problema para o senhor?

CM – Nenhum. A única coisa é que eu fiquei sabendo do custo do navio pela sua coluna (risos)… Aliás, já houve caso em que uma observação feita pelo senhor na coluna nos ajudou aqui no Gabinete a refletir sobre determinada situação e tomar uma posição.

HMS “Ocean” (L12), que até poucas semanas era o capitânea da “Royal Fleet”

INSIDER – O Ocean vem para o Brasil?

CM – Isso ainda não é possível dizer. Faremos mais uma inspeção no navio este mês, e é preciso avaliar bem o que ele nos exigirá em termos de operação e manutenção [este colunista encontrou alguns colaboradores diretos de Leal Ferreira otimistas com a possibilidade de a Marinha anunciar a compra do HMS Ocean].

A MANUTENÇÃO DO MORAL NA FORÇA DE MINAGEM E VARREDURA

INSIDER – Por falar em expectativas, como é que o senhor lida com as expectativas do pessoal da Força de Minagem e Varredura, que opera navios muito antigos e espera pela renovação dos seus meios há anos…

CM – Antes de mais nada tenho orgulho de dizer que os militares da Força de Minagem e Varredura sabem, perfeitamente, a importância que eles tem. E que se hoje não há, ainda, perspectivas da aquisição de novos meios, eles virão certamente, até porque, para a nova base de submarinos de Itaguaí funcionar em total segurança, precisaremos ter ali uma unidade de contra-medidas de minagem, com embarcações modernas e pronta para atuar. Isso já está estabelecido, é um horizonte que eles conhecem…

Varredores classe Schültze da Força de Minagem e Varredura: projeto da década de 1970

INSIDER – Por que a Marinha não comprou unidades da classe Lerici, italiana, que não são tão caras quanto os navios modernizados oferecidos pela SAAB, da Suécia?

CM – Esses navios são todos muito caros. Os da classe Lerici não nos foram oferecidos; os da Suécia, sim. Os suecos estiveram aqui conversando comigo. Quando tivermos uma janela de recursos essas duas classes serão, certamente, examinadas. [Um esclarecimento obtido pelo Centro de Comunicação Social junto ao Comando de Operações Navais acerca dos navios mineiros informou: “a MB interagiu com as Marinhas da Holanda, Itália e Suécia, que disponibilizaram alguns navios existentes, todos da década de 80, que necessitarão sofrer modernização para atender os requisitos da MB. Mantemos o interesse na obtenção dos meios disponibilizados pelas marinhas amigas, em particular os da Suécia e da Itália. Entretanto, qualquer iniciativa de obtenção desses meios está condicionada à disponibilidade orçamentária para a sua execução. No momento o Comando de Operações Navais realiza estudo técnico para a recuperação da capacidade de guerra de minas na MB, que envolve não apenas os meios navais, mas também toda a infraestrutura logística afeta a esse ramo da guerra naval”]

Caça-minas italiano da classe Lerici

A QUESTÃO DA AUTO-ESTIMA

INSIDER – O senhor se referiu ao orgulho que sente com a noção de responsabilidade do pessoal da Força de Minagem e Varredura. Essa questão do moral alto é uma das suas preocupações…

CM – Talvez a minha maior preocupação. Quero que o nosso tripulante, embarcado ou em terra, possa dizer de forma totalmente consciente “Eu sou importante”, “Eu estou contribuindo para a manutenção dos padrões operacionais da Força e para a manutenção das tradições da Marinha” que são, em última análise, a própria Defesa do país.

INSIDER – O senhor tem um índice de evasão de oficiais muito alto, em função, por exemplo, das dificuldades salariais?

CM – Não, felizmente.

INSIDER – Nem no recrutamento de médicos?

CM – A tarefa de completar as vagas de médicos é sempre um pouco mais difícil, mas estamos conseguindo fazer isso também.

¹A coluna INSIDER agradece a ajuda do CCSM com o intuito de tornar mais precisas as informações sobre o assunto das corvetas.

Nota do Editor: Nos próximos dias a coluna INSIDER estará publicando uma série de reportagens sobre setores específicos da Força Naval, amparadas em informações do Comandante da Marinha e em outras obtidas pelo Centro de Comunicação Social da Força, por solicitação da coluna.

Este colunista deseja, entretanto, desde já, agradecer a forma cordial com que foi recebido na Marinha ontem, por obra do almirante Flavio Rocha, do vice-diretor do CCSM, comandante (Aviador Naval) Adriano, e das oficiais que constituem a equipe da Imprensa, chefiada pelo capitão de fragata Fabio Candido: capitão-tenente Ellen Franciana Vieira (Encarregada da Divisão de Acompanhamento da Imprensa), capitão-tenente Valquiria de Lima Rodrigues (Ajudante da Divisão de Atendimento à Imprensa) e 1º tenenteFlávia Sidônia Camargo Pereira (Ajudante da Divisão de Ligação com a Imprensa).

 

 

87 Comments

  1. Pingback: INSIDER/Entrevista: 85 minutos com o almirante Eduardo Leal Ferreira, Comandante da MB (e algumas surpresas sobre os rumos que ele ainda pretende imprimir à Força) | DFNS.net em Português

  2. Parabéns Roberto pela matéria, informação direto da fonte.

    • Concordo, porem faltou explicação sobre o efetivo de mais de 85.000 militares na MB em tempos de PAZ??, me parece que nem mesmo o LEAL tem resposta…

      • Exatamente. Metade desse efetivo já seria suficiente.
        Mas, isso teria que partir do governo.
        Mandar os ociosos para casa.
        Com certeza vai sobrar dinheiro para investir na esquadra.

  3. Parabens amigo Roberto Lopes pela entrevista, so esqueceu de falar sobre o Mattosom Maia.

  4. Luiz Monteiro says:

    Prezado Roberto,

    Parabéns pelas perguntas. Objetivas e todas sobre temas bastante relevantes.

    Aguardo a publicação, pela coluna Insider, das demais perguntas e respostas da entrevista para tecer mais comentários.

    Parabéns.

    Grande abraço,

  5. claudio quadros says:

    vejo Veja HMS OCEAN LOGO MARINA DO BRASIL poderia transforma são paulo museu sevira como laboratório p construção de novo porta aviões

  6. Rafael Oliveira says:

    Entrevista com E maiúsculo! Parabéns Roberto Lopes e CM Leal Ferreira!
    Várias informações em primeira mão!

  7. Excelente, muito boa a entrevista, esclarecedora e desfazedora de mitos, parabéns ao senhor Roberto pela matéria.
    Quanto a alguns tópicos, é necessário felicitar o almirante pela atitude de não desativar mais nenhum meio que tenha condições de oferecer, mesmo que limitado, suas capacidades operacionais, isso garante a MB de manter-se operacional ao patamar mínimo possível, evitando uma queda pro nível de uma guarda costeira.
    As corvetas Tamandaré por mais que possam ser consideradas semi-fragatas, precisam ter números consideráveis pra valerem a pena, o que a MB já citou, algo em torno de 12, se for este o número de meios atenderá as necessidades de nosso território marítimo.
    Quanto a aviação de asa fixa, não há muito o que fazer, é sentar e chorar por enquanto, até que se abra uma janela orçamentária para um projeto de um NAe, pois pagar 1.5 bilhão de trumps pra ter um meio questionável é coisa de louco, só a DCNS pra propor uma megalomania/sandice dessas.

    • Roberto Lopes says:

      Boa noite, ARC.
      Agradeço muito os elogios dos foristas à entrevista.
      Entre amanhã e sábado há outras matérias bem interessantes, que vão revelar alguns desafios/dilemas da MB. Mas não há tempo para sentar no meio-fio e chorar. O negócio é enfrentar mesmo…
      Também me pareceu bem corajosa a decisão de manter os escoltas antigos em atividade, aproveitando a capacidade que eles ainda têm para o patrulhamento em alto-mar.
      Só para te lembrar, ARC, que a previsão original para o primeiro lote de CCTs era de 5 unidades, mas a Marinha decidiu cortar uma para que os custos ficassem mais palatáveis.
      Abraços a todos.

  8. Prezado Roberto Lopes, essa foi uma entrevista extraordinária e esclarecedora. Muito obrigado.
    A questão do A-12 põe uma pedra sobre o assunto, pois R$ 5Bi (U$1,5Bi) não são brincadeira. Mas infelizmente alguns aqui continuarão sem entender (e nos chamarão de entreguistas).
    Que bom que reduzirão os A4, mas é pena não conseguirem cancelar os Traders.
    Quanto às Niteróis, não imaginava a possibilidade de usá-las como patrulhas oceânicas. É uma boa idéia, se o custo operacional assim o permitir.

  9. CM – Não, não é. O São Paulo é um navio do qual a Marinha se orgulha muito. Ainda realizamos eventos nele, e a Diretoria de Engenharia Naval tem o seu pessoal técnico estudando os detalhes construtivos do navio para, eventualmente, usarmos esse conhecimento quando formos construir o nosso porta-aviões…

    A única coisa boa que li nessa lamentável situação que se encontra a MB.
    Estudos e engenharia reversa no A12 para desenvolvimento de projeto nacional, sugiro o mesmo nas fragatas Niterois, NMP Bahia, Greenhalgs etc.
    Inclusive em seus sistemas de armas.
    Parece que a MB está começando a prender as regras do jogo, pois tudo na vida evolui e deriva de algo que já existe.
    Estudo engenharia, se ele precisar coloco-me a disposição, seria um prazer rsrsr.
    Me pergunto se as Greenhalg e o Ocean estão munidos do sistema Goal Keper, uma ótima oportunidade de engenharia reversa.
    Assim que Russos e Americanos, agora Chineses desenvolveram suas modernas tecnologias; fazendo engenharia reversa em produtos dos outros.
    Ou vocês acham que os Americanos explodem seus equipamentos acidentados no campo de batalha por pura diversão ?
    Assistam o filme Raposa de Fogo, com Clint Stwood; antigo mas que apresenta claramente o cenário descrito por mim.
    Caçada ao Outubro Vermelho, outro filme que imita a vida !!!

    • Outro caso é o F 117 na Servia poucos dias depois os EUA jogaram por acidente bombas incendiarias na embaixada da China.

      Eu nunca engoli esta historia.

    • jose luiz esposito says:

      Outra vez a Marinha com as Catapultas . Mas que catapultas , quando um Skyjump resolveria , até a RN a esta usando .
      Canhões Antimísseis Navais , por favor Senhor Roberto Lopes , seria possível alguma informação sobre um Sistema de Canhões Antimísseis que a MB vinha desenvolvendo desde que era garoto , mais adiante o Alte Maximiano Fonseca até comentou sobre seu uso , mas depois nada mais se falou ,sei que teria uma Cadência Altíssima .

      • Ferreira Junior says:

        Perfeito. Um Skijump funciona bem no São Paulo.

      • Roberto Lopes says:

        Nunca ouvi falar disso, Espósito (e acho estranho porque eu frequentava o gabinete do Maximiano como repóter da Globo de Brasília), mas vou perguntar. Pode deixar.
        Abraço.

        • jose luiz esposito says:

          Obrigado Senhor Roberto Lopes por sua Atenção , mas pode pergunta pois existe ou existiu , podia chegar a uma cadência altíssima , se não me engano 6 mil disparos e por tubo.

    • Foxtrot,

      A classe ‘Greenhalgh’ é armada com o sistema ‘Sea Wolf’.

      O ‘Ocean’ possui o ‘Phalanx’, de origem americana.

      Salvo melhor juízo, o ‘Goalkeeper’ não é mais produzido, assim como o ‘Sea Wolf’.

      Se for com relação a esses sistemas, me arrisco a dizer que não é necessário fazer ‘engenharia reversa’. Teoricamente, já existe no Brasil a tecnologia para fazer um sistema anti-aéreo de radio-comando como o ‘Sea Wolf’. O maior desafio aqui é software e integração…

  10. Avaliando tecnicamente a marinha parece estar fora do plumo a anos quanto a questão de ter um porta aviões (eles estão modernizando aviões sendo que não tem um porta aviões) alem do que eles já deviam ter previsto a baixa do São Paulo antes de iniciar a modernização e aquisição de aviões .

    Com o valor pago pelo São Paulo + os A 4 + os Trader daria para montar uma frota de P 3 ou algum modelo nacional, onde eles estariam melhor servidos até hoje com um custo operacional bem menor.

    Deveriam priorizar os aviões de patrulha e os submarinos, e manter uma meia duzia de fragatas + uma meia duzia de corvetas .

    Quiseram dar o passo maior que a perna e foram enrolados pelos franceses, alias os franceses sempre enrolaram com armas com um custo operacional caro, basta ver suas fragatas, os Rafales e até os Mirage usados que o Brasil comprou, vamos ver o que vai acontecer com estes submarinos agora, analisando o histórico das ultimas compras nossos militares não foram muito felizes não.

    Ainda bem que escapamos dos Rafales.

    • Roberto Lopes says:

      Também torci muito para que escapássemos dos Rafales, Munhoz (meu candidato era o modelo da Boeing).
      Não pelos aviões, que são bons, mas pelo custo altíssimo deles: para a compra, a manutenção e, sobretudo, a operação.
      A FAB, certamente, teria enorme dificuldade de mantê-los no ar.
      Um abraço.

      • Não me lembro bem mas o F 16 no inicio tambem tinha um alto custo operacional que com o passar do tempo foi diminuindo .

        O que separava o F 35 nessa concorrencia era esse custo que é o dobro do Rafale, assim como o F 16 nos anos 70 acredito que esse custo operacional do F 35 vai diminuir com o tempo e num longo prazo ele poderia ser uma proposta viavel.

        Abraço

  11. Excelente matéria/entrevista ar Roberto Lopes, no aguardo das proximas materias.

  12. Meus mais sinceros parabéns a marinha do Brasil e ao nosso estimado colunista. Depois dessa Entrevista passei a respeitar muito mais a administração da nossa marinha. Parabéns a todos os envolvidos.

  13. Marinhazinha de agua doce não pega nem ladrão.

  14. Paulo César says:

    Parabéns pela entrevista! Só faltou falar sobre o submarino nuclear.

  15. Roberto, meus cumprimento pela entrevista.

    Roberto, penso que alguns de nós aqui sabemos aonde a corda aperta o sapato, podemos deduzir que dificilmente a MB conseguirá passar a próxima década com uma força de superfície minimamente combativa sem a compra por oportunidade de pelo menos dois ou três escoltas. Acredito que o Com Leal Ferreira apenas não deu segmento ao assunto, pois provavelmente na sua adm não haverá tempo hábil e nem recursos para esta compra.
    Com relação a aviação naval, eu posso ter feito uma leitura errada, mas me parece que nas entrelinhas com seis ou sete anvs, que deve ser correspondente ao que a MB já desembolsou na modernização a Embraer, o VF 1 tem data marcada para encerrar os trabalhos, apenas por questão de respeito e motivação o CM foi mais “político”.
    Quanto aos Trader, é mais ou menos aquilo que nós já conversamos, o “Imperador” deixou tão bem amarrado que não tem como dar marcha ré sem pagar uma multa babilônica.
    Roberto, eu ouvi por aí, que se estuda uma saída a “Francesa”, vendendo os aviões para o governo da Califórnia transformar em bombeiro, não sei se evoluiu.
    Na aviação de patrulha, rsrsrsrsrsr, está dada a senha para iniciar a transição, sei que ele e o CA conversaram muito sobre isto e não tem volta, eles devem assumir até 2020, e apesar da torcida contra(principalmente dos lobistas plantonistas da Airbus) o P 3 é um desejo de consumo da MB.
    Fiquei um pouco receoso com a força de minagem, me pareceu nas palavras que qualquer modernização ainda vai demorar.
    A propósito, tiveste oportunidade de tocar no assunto da compra de um tanqueiro???

    G abraço

    • Roberto Lopes says:

      Boa noite, Juarez.
      Tive sim. O navio de Apoio Logístico é uma das pautas que trouxe lá de Brasília. Vou escrever.
      De tudo, o que mais me impressionou é a falta de perspectivas para a Aviação de Caça na Marinha, exatamente como você intuiu.
      Sobre a falta de ação na compra de um escolta por oportunidade, acho que o motivo é: não gastar um dinheiro que pode ser mais bem aplicado em algum dos outros (vários) problemas da MB.
      Trouxe também uma descrição detalhada das reformas nos escoltas já selecionados para receber um prolongamento da vida útil. Acho que vc gostará.
      E que tal o precinho da reforma do SP? 1,5 bi…de Trumps, como diz um amigo nosso forista…
      Abraço!

      • Estou ansioso para saber mais informações quanto a modernização de três classe Niterói e a corveta Barroso serão modernizados em breve. Parabéns pelo trabalho da equipe do Plano Brazil.

    • Juarez, essa de vender os Traders para os gringos é uma ótima idéia. Onde vc ouviu essa?

  16. Francisco Braz says:

    É bom saber que, ainda que os políticos deste país tenham esquecido suas obrigações e deveres, nossos militares ainda atestam a competência e crença dos brasileiros.

  17. Faltou uma pergunta, porque a MB não faz uma oferta pra Royal Navy sobre as Type 23 em atividade? Bela entrevista! Combo com o Ocean 🙂

  18. Excelente Roberto Lopes!

  19. Parabéns Roberto Lopes e parabéns ao Almirante Leal Ferreira e a Marinha do Brasil.
    Entrevista muito esclarecedora em que demonstra que apesar dos poucos recursos e das sabotagens constantes do GF, se consegue fazer MUITO dentro das possibilidades que lhes são dadas. Isso serve para mostrar a muitos que cheios de achismos e das renomadas especialidades adquiridas na internet só sabem malhar e desrespeitar a instituição e os seus profissionais.
    Não é lógico que um navio da classe makassar não custaria só U$$80mi?(bem que gostaríamos que fosse)Pois bem… nas palavras do almirante são meios caros, então os “especialistas” estavão errados.
    Para eles é melhor acreditar que tudo no nosso país e na base da propina e do roubo para justificar nossas frustações, ou então tudo que vem de fora usado é sucata e entubada.

    Alguma novidade sobre as Macaés inacabadas?

    Grato.

  20. Roberto, a expressão utilizada pelo Com. Leal Ferreira:

    “Que 800 milhões”

    Outra declaração dele durante uma palestra na ESG, aonde ele voltou três vezes ao assunto das negociações coma DCNS para reprogramar os pagamentos do PROSUB:

    ” Está muito difícil renegociar com a DCNS”

    Roberto, para um bom entendedor, a forma de expressão do CM, a mim pelo menos demonstra que ele, digamos, está de pouca conversa com a turma dos croisants…
    Fiquei de certa forma mais tranquilo, pois nossas argumentações técnica sobre uso de marpol tanto para propulsão, geração elétrica e para alimentar uma caldeira de alta pressão, afim de gerar vapor para as catapultas inviabilizaria o custo operacional do navio, pois seria necessário plugar um tanqueiro full time nele em operações de aéreas, aonde o navio deveria manter 30 kts de velocidade, afim de otimizar os lançamentos, obtendo vento relativo necessário.
    Vamos aguardar a edição das próximas matérias para tentarmos ver o caminho tomado pela MB

    G abraço

  21. Prezado Roberto, congratulações pela oportuna e esclarecedora matéria postada nesse espaço multicultural dedicado a aficionados em Segurança & Defesa Nacional.
    Espero que os seguidores do site estejam convencidos com as informações seguras disponibilizadas pelo Cmt. da Força Naval sobre as dificuldades enfrentadas para superar os desafios e tomar decisões que possam assegurar a mínima operacionalidade da Marinha de Guerra do Brasil.
    Suas declarações acima de tudo servem para pautar doravante novos e proveitosos debates sobre os temas abordados na entrevista do Cmt., dispensando-se ilações e ilusões.
    Parabéns!

  22. EDSON ODILON says:

    PARABÉNS ROBERTO, FALTOU OS NAVIOS PATRULHAS DO EISA!

    ABRAÇO.

    EDSON ODILON

    • Roberto Lopes says:

      Coloquei no ar há poucos minutos, Edson. Lembrando a entrevista que você concedeu à minha coluna em fevereiro do ano passado.
      Fico feliz em podermos nos falar outra vez!
      Grande abraço!

  23. Roberto Lopes o ndcc Mattoso Maia não vai dar baixa?

  24. Alex Barreto Cypriano says:

    Uma reportagem distinta, plena de detalhes interessantes e saborosos, agradável de ler. Parabéns, jornalista Roberto Lopes.
    Penso que cortes no número de embarcações eleve, e não abaixe, os custos de produção do meio pela redução da vantagem de escala. De toda forma, o complexo industrial-militar brasileiro é apenas um sonho distante. Do fundo da minha ignorância em assuntos militares, julgo que uma nação de economia fraca terá, necessariamente, forças armadas fracas, apesar dos esforços hercúleos dos militares em ao menos conservar sua atividade.
    Perdão pela digressão. Novamente, parabéns.

  25. Luís Henrique says:

    Roberto, Parabéns pela ótima entrevista.

    Muitas informações. Aguardo ansioso pelas demais matérias, principalmente sobre mais detalhes da modernização das Fragatas Niterói.

    Uma outra questão importante é saber mais detalhes sobre as Corvetas Tamandaré. Uma dúvida é o número de mísseis Sea Ceptor e qual sistema de lançamento vertical empregado.
    A princípio a MB divulgou fotos do A-35 Sylver que emprega 4 Sea Ceptor por célula, separados por canisters.
    Portanto 8 células permitiriam 32 mísseis.
    No fórum divulgaram que são 8 mísseis, apenas 1 por lançador e seria um lançador mais compacto, não seria o Sylver.
    E mais recentemente li que seriam 12 ou 16, talvez utilizando um lançador VLS que abriga 2 mísseis por célula.

    Enfim, mais informações sobre as Corvetas Tamandaré, suas capacidades, sistemas de armas seria muito interessante saber.

    Abraço

  26. Sobre os aviões P-3 da FAB como ficou a questaão das rachaduras nas ASAS dos aviões?

  27. Reportagem boa,mas é uma tristeza a confirmação de que os P3 irão pra Santa Cruz,pq foram gastos milhões pra reformar a BASV,então será um dinheiro desperdiçado? A base ficará sem serventia? Sei que são perguntas que só a FAB poderá responder.
    Quanto a questão da asa fixa seria muito melhor a MB tentar comprar algum caça naval pra operar de terra e não ficar sem o suporte aéreo pra força e tb aeronaves de transporte de porte médio como o EB vai fazer.
    Gostaria de saber se há projetos de reaparelhamento pro CFN.

  28. Pingback: Jornalista Roberto Lopes entrevista o Comandante da Marinha do Brasil, almirante Eduardo Leal Ferreira | DFNS.net em Português

  29. Boa tarde Roberto Lopes, parabéns pela reportagem.
    Foi comentado algo sobre patrulha fluvial? A MB tem alguma avaliação sobre as LPR-40, compradas da Colômbia?
    Com o aumento da pirataria na região não seria possível adquirir novas unidades, pois acredito que as mesmas não devem ter um custo tão elevado?

  30. ………….sr. Roberto, a entrevista foi ótima e bastante esclarecedora….gostaria de saber, se, durante sua entrevista, houve alguma resposta do ministro sobre a situação dos submarinos diesel-elétricos e conclusão das Macaés…..muito grato …. Sds…….

    • Roberto Lopes says:

      Sim, houve Dilson.
      O caso das Macaés já está no ar.
      O assunto dos subs eu escreverei em breve, quando tratar do conjunto de programas de recuperação de meios da MB.
      Abraço.

  31. legal a entrevista não poderia falar contra pois o jornalista conseguiu ir diretamente no comando , mas quando você passou pelo portao das armas você foi diretamente ao prédio do comando ,foi almoçar no cassino dos oficiais

    mas deu alguma volta nas dependências ?
    foi ver a alimentação dos praças e ver se era parecida com a que você teve ?
    tentou ouvir alguma coisa de quem esta no P.O de quem esta nos mecânicos do PMT , deve ter outro nome na marinha
    mas legal ok
    eu vou resumir a matéria muito bem feita
    as perguntas foram certas
    o comandante respondeu que muito já foi feito no comando anterior
    como por exemplo os navios patrulhas ,que quando foram comprados a direita falava que eram ínfimos e a esquerda falava que era o começo mais muito mau armados
    mas o comando disse que vao navegar ate o talo neles rs
    perguntaram do por ta aviões e bla bla bla orçamentário
    perguntaram dos aviões e bla bla bla orçamentário
    perguntaram do p3 da fab que vai ser deslocado para o rio ,acho que é mais politica esse deslocamento do que militar talvez também seja por bla bla bla orçamentário
    perguntaram sobre os navios de contra minagem e bla bla bla orçamentário
    legal o comandante ser recebido em brasilia sempre com o ministro civil na pasta para conversar com o temer ,muito interessante isso
    perguntado sobre o ministro Henrique meireles e ele responde ele mostra que a coisa esta tao ruim
    ri de quando fala de ter dinheiro do governo

    com certeza tem que se preocupar com a moral da tropa da marinha pois acho que foi isso que sobrou
    sobre meios vindo da asia citou a base na antártica e o navio de reconhecimento oceonografico legal ,mas isso foi feito no governo anterior ,no comando anterior

    então para não alongar , achei muito legal a entrevista você chegou perto de um comandante militar nos praças so chegamos perto deles quando desfilamos e eles nos palcos

    mas para o meu pais ,para a marinha as respostas são tristes ,são para jogar um balde de agua fria as 2h da madrugada em cima do guerreiro

    já que foi falado tanto de orçamento no texto

    ontem para esse governo não deixar ver seu precidente sendo julgado pelo STF ele soltou em emendas somente nessa votação 13 bilhões para deputados aliados
    então não consigo entender a matemática do Henrique meirelis , nem entender a aceitação dos comandantes militares
    pois esses números essa discrepância estão ai para todos verem
    desculpa ser chato mas

    ficar apenas agradecendo a entrevista ,sem analisar ele é bobagem

  32. Fúria Nordestina says:

    Faltou o colunista perguntar ao nobre Almirante como e bater continência para um presidente Bandido e corrupto como o Michel temer esse Almirante e uma piada parece que não e so no palácio do planalto e no Congresso Nacional que Tem Bandidos Corruptos estalados nas Três Forças Armadas Também ta cheio de picaretas mas como um tal senador bandido do PMDB disse ta tudo fechado e dominado pra estancar essa porra

    • Pelo amor de Deus a entrevista foi estritamente TÉCNICA. Vai começar esse papo de coxinhas versus mortadelas de novo??? Dá um tempo cidadão!!

      Sr. Roberto, parabéns pela entrevista. Extremamente esclarecedora e direto na fonte. Deu para sentir que o AE Leal Ferreira está tentando o melhor para a sua força a despeito das restrições orçamentárias. Torço muito para que o projeto das Tamandarés vingue e que, principalmente, o know-how adquirido não seja perdido. Abraço.

      • Roberto Lopes says:

        Obrigado, Marco.
        Fúria Nordestina, os palavrões são dispensáveis.

        • jose luiz esposito says:

          Aqui devemos tratar dos interesses Nacionais e não partidários , até porque coxinhas e mortadelas , não entendem o Brasil e não enxergam um palmo a frente do nariz , desgraçadamente !

  33. Ferreira Junior says:

    Uma entrevista esclarecedora. Meus respeitosos cumprimentos ao colunista e ao entrevistado.
    Posso fazer uma sugestão?! Por favor sugira ao comando da Marinha do Brasil, que instale uma rampa Skijump no São Paulo.
    Venho acompanhando os editais e informações, e tenho a impressão que com R$ 100 MILHÕES de reais, aquele navio-aerodromo volta ao mar. Isso claro, não estou falando do sistema de defesa da embarcação. Mas sim da instalação da Sky jump e a manutenção.

  34. Caro Roberto Lopes,

    Parabéns pela excelente entrevista. Muito esclarecedora; muito enriquecedora…

    Bom saber também que o CM não pretende autorizar a baixa de mais escoltas por enquanto.

    Parece ter ficado claro que também não vão optar por escoltas usadas que estão sendo encostadas por agora.

    Muito bom também saber que está se dando devida atenção a área de contra-minagem, que tem tanta importância quanto escoltas.

  35. Parabéns Roberto.
    A Coluna insider é algo que tenho que ler toda semana. Estranho se não o fizesse.
    Olhando suas respostas, me deixa curioso sobre as tais escoltas.
    Espero que seja o próximo texto.
    Sucesso!

  36. A MB vai comprar tres rebocadores de alto mar atraves de uma compra de oportunidade.

  37. Wellington Góes says:

    Parabéns pela entrevista, Roberto! Coisa de quem tem ótimo trânsito e conhece do serviço.

    O Comandante Leal Ferreira é uma pessoal muito gentil e acessível, além de direto nas suas assertivas. Merece estar no posto mais alto da MB. (em minha opinião).

    Grande abraço e mais uma vez, parabéns!!!

  38. Caro Roberto Lopes!

    Parabens pela entrevista.

  39. Assim como eu acredito que você Roberto gostaria muito de esta fazendo matérias atras de matérias sobre aquisições de novos meios e equipamentos para a nossos Forças Amardas mas ficou espetacular essa entrevista, a sua visão de buscar algo de grande interesses e saber conduzir o assunto. Precisávamos muito disso, algo que nos desse um alento pois o mínimo que desejamos é que nossas Forças Armadas tenham equipamentos e meios tão modernos e eficazes quanto as melhores Forças Militares do mundo.

    Ao Comandante da Marinha, o Sr. Leal transmito aqui um grande abraço extensivo a todo o corpo naval sabendo que deve ser muito duro ser Comandante da Marinha, a pessoa que mais manda na MB e ter muitas vezes as mãos atadas por falta de verba, as noite de insônia preocupado em solucionar os mais diversos problemas por isso e muito mais tenho um grande apreço e repeito ao senhor Cm Leal Ferreira.

    Quanto a aviação de caça e o NAe, esperamos que seja apenas temporária a sua desativação para que possa renascer maior e mais forte em um futuro não tão distante.

    Abraço a todos

    • Roberto Lopes says:

      Obrigado por tudo, Gilbert.
      Também torço pelo reforço da Aviação Naval, e é por isso que aguardo com tanta expectativa a decisão da MB sobre a aquisição do porta-helicópteros “Ocean”.
      Só quem descrê da importância da nossa Força Aeronaval pode ser contra a vinda do navio para a Marinha do Brasil.

  40. Primeiramente parabéns ao colunista Roberto Lopes pela entrevista muito bem articulada e por trazer sempre bons furos de reportagem ao PB.
    _
    Segundo:
    Estudos no Nae SP pelo corpo de engenharia naval e extremamente enriquecedor sim, porem em uma país assolado pela “creptocracia”, pela cultura do “farofa poca meu pirão primeiro” da vagabundagem estatal no setor publico(Nas FAAs inclusive, principalmente na marinha), da demonização militar revanchista em nossos meios de educação e acadêmicos e da proliferação de ideologias falidas do seculo passado, fica difícil acreditar que algum dia na historia vamos construir um porta aviões, não conseguimos nem terminar misseros três patrulhas costeiras de pequeno porte encalhados la na EISA.

  41. Acompanho alguns veículos da imprensa especializada em Defesa deste país na esperança de em algum momento encontrar uma preciosidade destas!

    Parabéns pela entrevista e pela matéria, Roberto Lopes.

    Muito delicada a situação da nossa esquadra e, ao mesmo tempo, bem comandada, atualmente.

    Gostaria de saber se em algum momento foi sinalizado que a MB pensava em redução de pessoal nesse período de arrocho.

    Grato.

    • Roberto Lopes says:

      Espero que você continue a nos acompanhar, Lyw.
      Lá em Brasília eu tentei interpretar as expectativas de vocês, leitores e foristas, acerca da Força Naval.
      Abraço!

  42. Uma coisa é certa, a Marinha que voa tem que ser mais forte .

  43. Roberto Lopes says:

    Assino embaixo, Stadeu.
    Parabéns.

  44. Em breve a Maria do Brasil será a maior Marinha em terra do mundo

    Porque ele não cita os 85 mil militares da MB, isso fora as aposentadorias das “viuvas” e ” filhas solteiras” de militares…..

    “desinteresse das entidades governamentais”

    São as mesmas oligarquias corruptas do passado, que estão no poder hoje…..os militares tem obrigação de defender o povo e não ir contra o povo a favor de políticos, como sempre estamos acompanhando.

  45. Que entrevista maravilhosa, que trabalho incrível! Roberto Lopes, sem duvida alguma, o unico motivo de eu visitar o Plano Brasil é por causa do senhor e de seu trab primoroso. E de fato, esta entrevista mitigou ao menos em mim, a ideia que tinha que a Marinha do Brasil não era pragmática. Agora vejo que na vdd, nosso comandante em chefe é mt pragmático, pratico e espero boas noticias sempre.

  46. A Máquina Troll says:

    Parabéns pela entrevista senhor Roberto Lopes….o senhor é um profissional de alto nível….

  47. Boa tarde
    Se o Alm. Leal fosse CM a mais tempo, ao invés do seu antecessor, a situação da MB não seria tão dramática.

  48. Há anos venho advogando que MB deveria baixar os níveis de tripulação elevada, com 6 ou mais homens/função, e usar critérios aproximados aos de Marinha Mercante. Em aditamento, conforme propostas já submetidas ao CON e DGN, há anos, converter navios mercantes tipo Container ou Ro-Ro em NAeHa, usando os F-35 como Grupo Aéreo Embarcado, decolando de ski-jumps. Catapultas são mesmo do tempo do estilingue (atiradeira), exigindo caldeiras e vapor em 24/24 horas e tripulação especializada. Com a verba de 01 navio patrulha dá para transformar um conteineiro de 210m em NAeHA, com 16 F-35 bordo.

  49. Roberto Lopes says:

    Bom dia, engenheiro.
    Antes de mais nada quero dizer que é um prazer tê-lo entre os foristas da coluna INSIDER (assisti a sua entrevista no You Tube).
    Suas ideias sobre conversão de navios mercantes são interessantes, mas impraticáveis no cenário atual, em que a Marinha não consegue atrair nenhum tipo de mobilização do setor de Construção Naval, para incorporar embarcações muito mais simples e urgentes, como patrulheiros oceânicos.
    O quadro, visto do gabinete do Comandante da Marinha, é desolador, e só o compromisso desses militares com o dever é que explica que eles já não tenham jogado tudo para o alto.
    Como o senhor tem ligação com a SOAMAR sabe, perfeitamente, de tudo isso.
    Grande abraço.

  50. parabens pela entrevista com CM .

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