Defesa & Geopolítica

FUNDO do POÇO ou FUNDO da FOSSA ??

Por: Luíz Pinelli

O Velho Patriota

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FUNDO do POÇO ou FUNDO da FOSSA ??

Conforme comentado na Coluna do OVelhoPatriota, encontramos uma arrogante insistência, deverás nociva e doentia, no Decreto do Programa Nacional dos Direitos Humanos, com iniciativa através da criação da Comissão Nacional da Verdade para de forma unilateral, identificar, capitular e julgar, somente os “agentes” dos governos militares, esquecendo-se neste ato traumático, a participação ativa de civis guerrilheiros armados. Outro fato ignorado e esquecido pelos componentes da Comissão da Verdade, é que o movimento da Abertura Política, ou, do desmantelamento dos governos militares no Brasil, coube única e exclusivamente à iniciativa do caráter dos próprios militares brasileiros ( inicialmente, não foram as costuras políticas dos medíocres em exercício ).

É algo muito importante, para ser lembrado por todos os brasileiros do passado, do presente, e do futuro. Fato interessante no Brasil atual, que para executar punições sumárias a Constituição Federal tem força de Lei Magna, de forma incontestável, mas, entretanto, para reconhecer Direitos ou fazer valer Vantagens diante da sociedade atônita, torna-se uma ferramenta pusilânime. A Lei da Anistia de 1979, ampla, geral e irrestrita sempre foi julgada como um ato jurídico perfeito ??? É verdade o “fusível removível”, não constitui problema algum para um Brasil hoje, plenamente, consciente que reconhece seus problemas do passado, mas que não fica cultivando nem prolongando um presente onanista, por falta absoluta de opções criativas ou produtivas.

Com todo respeito, quando temos na consciência alguma coisa que nos incomoda, o melhor é colocar para fora com rapidez, antes de nos envenenar o corpo e a alma.Desde quando tornou-se importante a revisão da Lei da Anistia, para a nossa sociedade ou para alguns segmentos políticos ???? O EB quer a substituição da expressão “repressão política” por “conflito político”, mas o Direito Humano alega isto ser inegociável, pois, colocaria num mesmo plano torturadores e torturados, ou, melhor, permitiria ao Decreto da Comissão da Verdade a investigação não apenas de militares mas, militantes da esquerda armada. O silêncio místico dos nossos militares constituiu uma formidável reserva moral que, legalmente, lhe assegura este direito de reivindicação. Permitam-me transmitir este corolário literário: “ guarde o silêncio, que o silêncio te guardará !! “.

Temos informações bem recentes que o Exmo. Sr. Presidente da República vem de mandar alterar no texto do Decreto da Comissão da Verdade a expressão “praticadas no contexto da repressão política” para “praticadas no contexto de conflitos políticos” como desejam as FAs do Brasil, pois, se concretizada, de fato (com a publicação da retificação), será medida de madura sabedoria.A razão prática do Direito Humano recusar a igualdade de tratamento aos anistiados pela Lei de 1979, é que os civis ex-guerrilheiros em grande parte estão no governo orquestrando a sinfonia da demagogia social.Os Direitos Humanos não querem a substituição, porque do contrário não poderão apurar, responsabilizar e julgar os atos praticados pelos militares deste período, “esquecendo-se” dos civis guerrilheiros.

A “inspiração” dos Direitos Humanos vem de fora da Nação, das ONGs Internacionais, que operam, livremente, no Brasil, e por oportuno, devem ser estimuladas a darem suas opiniões políticas, impunemente, na administração dos governos de suas respectivas Nações!! E quanto a idéia de denunciar o governo brasileiro à OEA, deviam demonstrar esta mesma coragem e denunciar sim, os autores dos crimes contra o Iraque. Quero que fique bem claro, não queremos proteção para quem, no passado, cometeu excessos sem justificativas, mas temos a certeza que o tempo de mexer na Lei da Anistia/1979 acabou; e como também, nunca aplaudiremos “justiça unilateral”, pois, jamais, protegeremos quaisquer ex- guerrilheiros, estejam hoje onde estiverem.

Se em alguma oportunidade assinamos Acordos Internacionais para nos obrigarmos a investigar ocorrências no passado de atos de terrorismo, violência política, ações de repressão militar, etc.. deveremos ficar atentos pois, tais regras funcionam de maneira multilateral. Sem entendermos, ainda, as verdadeiras razões, seremos forçados, mantido o atual decreto dos direitos humanos, com a ação dúbia de políticos brasileiros, a rever a Lei da Anistia de 30 anos, e, por pressão de ONG norte americana, que se intromete nos assuntos internos do Brasil, sem ser chamada a faze-lo, a investigar ações militares do Aragua ia.

Como são Atos Jurídicos Multilaterais, nascidos de Acordos Internacionais, portanto de valor igualitário para todos os signatários,devemos com coragem nas forças internacionais livres , exigir que sejam apurados os excessos militares covardes e criminosos cometidos pela “Coalizão” comandadas pelo Grande Império, quando da invasão militar ao território do Iraque, com o pretexto da procura de armas de extermínio em massa, que todos já sabiam nunca terem existidos, culminando com o enforcamento do Saddam. Não é necessário ser especialista militar, para compreender o estúpido peso dos ataques militares direcionados contra as débeis defesas do desorganizado Iraque, testemunhados pelo resto mundo, como se fossem espetáculos luminosos de extrema justiça, durante a operação militar Choque e Pavor. Com certeza os bombardeios, tragicamente, violentos não foram apenas uma ação contra o Iraque, mas, também uma advertência ao resto do mundo.

Até, justificando a invasão do Iraque depois de 14 anos, Saddam foi acusado de ter massacrado a minoria do povo Curdos em Halabja, durante a guerra que manteve contra as forças do Iran, com o emprego de terríveis gazes venenosos fornecidos, exclusivamente, por seu Principal Aliado Militar, que estimulou politicamente este conflito. Assim, o governante que autorizou esta operação, deve ser preso pelas forças internacionais livres, processado por crimes de guerra, julgado e condenado.

Este é um crime tão bárbaro quanto o que foi cometido pelos nazistas contra o povo judeu. Esta barbárie não poderá ser esquecida tão cedo pela humanidade. Mas para isso temos de ter coragem e dignidade suficientes para faze-lo, batendo-se contra as forças negras do Grande Império. Para os estudantes razoáveis da História das Grandes Civilizações, é fácil compreender que os capítulos se repetem com novos personagens, como diz o povo, “ o picadeiro é o mesmo só os palhaços é que mudam”.

No Brasil temos a cobiça, sem limites, da Amazônia Verde e da Amazônia Azul, estabelecendo uma correlação com a pressão dos nossos “aliados de fé” contra a Lei da Anistia, surge a idéia de que sua revisão é manobra para que uma vez, desarticulada a tranqüilidade interna da País, possam assaltar livremente as nossas riquezas naturais.

Citamos o excelente comentário do jornalista Merval Pereira, que demonstra total integração com a atualidade política brasileira, então: “ A constituição de uma Comissão nacional da Verdade para apurar os crimes cometidos durante o período de regime militar vem em momento histórico equivocado e envolta em uma embalagem de cunho ideológico que impede liminarmente que se chegue à verdade.

O professor de História Contemporânea da UFRJ Francisco Carlos Teixeira acha que a providência é muito tardia e torna muito mais difícil e menos justificável do ponto de vista político a realização da tarefa.” Não preciso dizer que endosso literalmente ambas as opiniões. Se a médio prazo não houver mudança comportamental da sociedade brasileira, os destinos da Nação serão terrivelmente imprevisíveis, caminharemos para o Fundo do Poço ou da Fossa. Luiz O Velho Patriota O Plano Brasil.

O VelhoPatriota – O Plano Brasil : Luiz.

luiz pinelli neto

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NOTA DO BLOG: Os artigos publicados na seção O velho Patriota não necessariamente refletem a opinão do Blog PLANO BRASIL, simplesmente por se tratarem de textos de autoria e responsabildades do autor.



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