Defesa & Geopolítica

EXCLUSIVO: Ainda empenhada em ter o ‘Ocean’, MB diz à coluna INSIDER que ‘analisa questões relativas a uma possível transferência do Navio’ (e que desconhece o interesse ‘de qualquer outro País’ no barco…)

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Foto de arquivo que mostra o HMS “Ocean” se desempenhando como líder de flotilha…

Por Roberto Lopes

 

 

A Marinha do Brasil (MB) não abandonou a ideia de comprar o porta-helicópteros britânico HMS Ocean (L12), oferecido pela Royal Navy em março deste ano – conforme a coluna INSIDER noticiou com exclusividade, à época.

Na tarde desta quarta-feira (15.11), depois que o blog americano Naval Today informou que o governo turco manifestara oficialmente, ao Ministério da Defesa britânico, seu interesse em ficar com o navio, caso o Brasil não confirme a sua intenção de compra-lo, a coluna procurou o Centro de Comunicação Social da Marinha, em Brasília, para ter a posição oficial da Força nesse novo cenário.

A resposta chegou por e-mail, às 12h29 de hoje, vazada nos seguintes termos:

“Senhor Jornalista,

Em atenção à demanda de V. Sa., informo que, desde o oferecimento do HMS OCEAN, a Marinha do Brasil analisa questões relativas a uma possível transferência do Navio.

A MB não possui informações sobre o interesse de qualquer outro País em relação à aquisição do navio.

Atenciosamente,

CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA MARINHA”

Acredito que o recado desta mensagem é: a Marinha do Brasil não se sente pressionada pelo suposto interesse da Turquia no porta-helicópteros, e nem se deixa pressionar.

Como a coluna já esclareceu os seus leitores e foristas por mais de uma vez, a MB aguarda que o Ocean retorne à base, no sul da Inglaterra, mês que vem, para obter informações detalhadas acerca do estado do navio.

O barco suspendeu no mês de agosto rumo ao Mar Mediterrâneo, mas precisou interromper essa viagem para se deslocar até o Mar do Caribe em missão de Ajuda Humanitária aos moradores de possessões britânicas devastadas pelo furacão Irma.

O porta-helicópteros britânico, que já retomou a liderança da flotilha da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) de prontidão no Mediterrâneo Oriental, cumpre, nesse momento, as últimas etapas do exercício marítimo Dogu Akdeniz-17, realizado com as Marinhas da Turquia, Bulgária e Romênia.

 

Nota do Editor: A coluna INSIDER deseja agradecer ao diretor do CCSM, almirante Flávio Rocha, que, mesmo em viagem de férias, providenciou de forma diligente para que sua Assessoria de Imprensa pudesse colher as informações requeridas por este editor e seus leitores.

Assim, o mínimo que podemos dizer é… Boas férias!

 

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26 Comments

  1. Pingback: EXCLUSIVO: Ainda empenhada em ter o ‘Ocean’, MB diz à coluna INSIDER que ‘analisa questões relativas a uma possível transferência do Navio’ (e que desconhece o interesse ‘de qualquer outro País’ no barco…) | DFNS.net em Português

  2. Será que vale a pena mesmo essa compra?

    quer dizer

    não seria melhor investir dinheiro em um projeto mais recente como o Mistral ?

    • Problema é o custo … 100 mi de euros(OCEAN) x 900 mi de euros(Mistral) .. o HMS Ocean vale cada centavo gasto nele .e navio pra mais de 20 anos na MB

    • Ricardo André says:

      Bom , o custo do Ocean recém modernizado sai por 100 milhões de dólares, enquanto que um Mistral não sairá por menos de 500 milhões de Euros… Além do tempo de produção ou seja é mais vantajoso o Ocean.

    • Rafa, vale muito esta compra pois nos dará novamente (com exceção da não utilização de meios de asa fixa como antes no Minas Gerais) a capacidade que tínhamos na época do A-11 MG e nos dará um fôlego em termos de navio deste porte para focarmos em outros projetos e até mesmo podermos focar na construção de um porta aviões sem preocupar em perder a capacidade de defesa(vigilância em certo grau) da costa por meio de aeronaves embarcadas (de asas rotativas).

      Parabéns pelo reconhecimento do excelente trabalho, e a credibilidade adquirida ,por meio da MB sr Roberto, sabemos que eles não respondem a qualquer um .

  3. Justin oliveira says:

    As T23 deveriam ter prioridade na aquisição.

  4. Tudo indica que a Marinha do Brasil, irá ficar com HMS Ocean.

    • Prezado,

      A MB tem muito interesse no navio. Já busca, include, forma de financiamento que não dependa de recursos extras do MD.

      O navio passará por uma inspeção em suas máquinas.

      Abraços

  5. Parece que a turquia ta querendo atravessar sim. E não duvido, devido ao barril de pólvora que e aquela região (E quando não foi?) seria um meio de grande utilidade
    dissuasória para eles que ja contam com Helicópteros de ataque no seu inventário.

    Quanto a nós resta torce, mas eu sou cético, enquanto persistir a pindaiba fiscal em nosso estado, e a gastança, roubalheira e farra com dinheiro publico foi enorme nos últimos anos, a conta ainda nem começou a chegar, acredito que a marinha vai ter que concentrar seus contingenciados eterniun recursos na conclusão dos Subs
    que toda hora tem prazo novo, e tentar manter os poucos e cansados vasos navais que sobraram via muita canibalização ate meados da próxima década.

  6. HMS Ocean + algumas Type 23. O combo dos sonhos.

    • Imagino que será um combo tipo este mesmo q vai rolar, e dará um fôlego pra MB focar em outros projetos.

    • Diria a mesma coisa, a MB já tem que formalizar o interesse em comprar umas 3 ou 4 T23, já se sabe que começaram a dar baixa em 2020, já se pode começar a negociar a compra e já iniciar algum treinamento nos barcos…

  7. Desde o primeiro anúncio da disponibilidade do Ocean fui a favor de sua aquisição e continuo sendo, mas tem me ocorrido certos pensamentos. Será que compença? Como meio para atender possíveis catástrofes temos o Bahia, então para apoio humanitário não precisamos. E uso bélico? Ele poderia opera em conflito sem escoltas? Acho que não! Não deveríamos investir em construção local de NPa e NPaOc básicos e em quantidade e nas Tamandarés, pelo menos oito, depois em escoltas mais “parrudas”, só a partir daí em PA e PH? Fica a pergunta? Eu não tenho resposta mas tenho a dúvida!

    • Luís Henrique says:

      Um erro não justificaria outro.

      A aquisição do Ocean é uma compra de oportunidade. A oportunidade passa. Depois não tem mais volta.
      Hoje a MB está com problemas de disponibilidade de navios escolta com capacidade mínima de combate.
      Mas esse problema pode ser resolvido com o seguinte binômio: 4 Corvetas Classe Tamandaré NOVAS + X Fragatas USADAS.

      As opções podem ser Classe OHP Australianas que foram modernizadas há pouco tempo e possuem capacidade de defesa antiaérea DE ÁREA com mísseis SM-2.
      E as Type-23 que começam a dar baixa em 2023, mas PODEM TALVEZ serem disponibilizadas um pouco mais cedo.

      e$ 80 mi é o valor divulgado para o Ocean.
      Não fará nem cócegas para o Brasil.
      E não fará nem cócegas no orçamento de U$ 1,8 BILHÕES pelas 4 tamandaré.

      Falar que deveria utilizar o dinheiro para adquirir escolta, não muda QUASE nada. Um navio escolta NOVO custa MUITO CARO.
      e$ 80 mi a mais ou a menos não vai fazer muita diferença.

      Agora, já imaginou esse navio com alguns H-225M equipados com mísseis Exocet e alguns Sea Hawk equipados para missões anti-submarino???

      Nós já temos os helicópteros MODERNOS, falta o navio.
      Por uma merreca de e$ 80 mi, teremos uma capacidade que pouquíssimos países possuem…

    • sergio ribamar ferreira says:

      Concordo com o Sr. Adson também fico pensando se é negócio termos ou acelerarmos nas aquisições de navios patrulhas oceânicos. Abraços.

  8. claudio quadros says:

    ja falei varias vezes ele nosso novo minas gerais poderia vir A8 junto hearret elo 12

  9. Larri Gonçalves says:

    Boas chances do OCEAN ser nosso, se não há recursos em caixa deve buscar financiamento externo para bancar a aquisição; a próxima cartada deveria ser a curto prazo as duas OHP Australianas, pois a terceira serviria como reposição para as duas mais novas, aí sim, fecharíamos o 2018, com alguma perspectiva de melhora no quadro atual da esquadra.

  10. Iniciaram a remoção do NPa Maracanã do estaleiro EISA pela Tranship.

  11. Eu apoio a compra do Ocean caso as Tamandarés sejam construídas por um futuro estaleiro da Engepron, após esta ser capitalizada; enquanto os patrulheiros da classe Macaé seriam concluídos ou pela INACE ou pelo Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro. Assim, o dinheiro investido fica aqui pois será aplicado empresas DO Brasil e não em empresas NO Brasil, para depois ser remetido para o exterior e engordar as suas matrizes.

  12. To vendo que no grupo tem varios gestores e especialistas de armas. Pois tudo que aparece de reportagem só vejo que o Brasil deveria adquirir pelo menos meia dúzia, não pode perde essa oportunidade, tem que compra,etc. Não vejo um comentário de quanto isso vai custa para os cofres públicos, qual vai ser o valor para manter operacional para os próximos 20 anos…Que diferença, na Inglaterra estão vendendo algumas navios para prevenir um rombo financeiro dos próximos 30 anos. Realmente o problema do Brasil não são os políticos e sim cultural.

    • Luís Henrique says:

      Você está analisando as coisas de forma muito substancial.
      Você sabe porque a Inglaterra está vendendo o Ocean para prevenir rombo financeiro nos próximos anos???
      Porque eles construíram DOIS navios aeródromos ENORMES que podem cumprir a missão do Ocean e MUITO MAIS.
      E, mesmo assim, tem muita gente de lá que é contra a venda porque o navio é muito importante.

      O custo de operação do Ocean é SUBSTANCIALMENTE MAIS BARATO do que um navio aeródromo como o A-12.
      A tripulação é MUITO MENOR. E a motorização é MODERNA e bem mais econômica.

      O navio é de PROPÓSITOS MÚLTIPLOS.
      Ou seja, é eficiente em vários tipos de missões, desde guerra anti-navio, anti-submarino com uso de helicópteros especializados, projeção de força sobre terra com o embarque de fuzileiros navais, equipamentos e veículos, até para missões humanitárias, de ajuda contra desastres naturais. E também para Controle de Áreas Marítimas, com seu novo e moderno radar Artisan 3D e demais sistemas e instalações adequadas.

      Um Mistral ou um Juan Carlos são melhores, claro.
      Mas custam 10 a 15 x mais. Podem chegar próximo e até superar U$ 1 bi.

      O Ocean é relativamente novo. Será vendido com 20 anos.
      E foi modernizado recentemente. Poderá cumprir a missão durante MUITO TEMPO.
      E pelo valor pedido, algo em torno de e$ 80 mi, é sim uma ótima compra de oportunidade.

  13. Vamo que vamo!

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