Defesa & Geopolítica

EXCLUSIVO: A guerra para desacreditar o porta-helicópteros ‘Ocean’ junto à Marinha do Brasil! Detratores ‘compram’ versão do ‘Daily Telegraph’ e omitem reação do MoD britânico

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Treinamento do “Ocean” com o seu destacamento aéreo em meio à jornada para o Caribe

Por Roberto Lopes

 

 

“Leu a reportagem (…) relatando problemas nos motores do HMS ‘Ocean’? (…) está determinado a colocar a opinião pública contrária à compra deste meio”.

A mensagem, recebida de um militar amigo da coluna INSIDER no início da tarde desta segunda-feira (18.09), dá bem a medida do esforço que elementos isolados fazem para desabonar a imagem do porta-helicópteros britânico HMS Ocean (L12), oferecido a um preço de ocasião, em março passado, à Marinha do Brasil.

O Ocean será descomissionado em Plymouth, no sul da Inglaterra, no dia 31 de março de 2018, um sábado.

O esforço dos detratores do navio, que se arrasta desde que a coluna noticiou, com exclusividade, o oferecimento feito pela Marinha Real, “coincide” com a onda de desaprovação que ainda persiste, à decisão de sete meses atrás do Ministério da Defesa brasileiro e da Alta Administração Naval (Comandante da Marinha mais Almirantado) de rejeitar o plano francês de revitalização do porta-aviões São Paulo (A-12) – opção que, ao economizar um gasto de 1,5 bilhão de dólares para o Erário brasileiro, também acarretou a desprogramação do navio, prevista para ser completada no ano de 2020.

O navio-aeródromo “São Paulo” (A-12) passou mais de cinco anos dessa forma, servindo de palco às cerimônias da Marinha (e ainda hoje é assim…)

Os ataques mais recentes ao Ocean usaram os termos de um artigo irônico do editor de Defesa do jornal Daily Telegraph, Con Coughlin, de 62 anos, que, na última sexta-feira (15.09), noticiou que a baixa disponibilidade das unidades navais de Sua Majestade havia transformado a Royal Navy em “motivo de riso”.

O artigo também cita a ocorrência de problemas nos motores do Ocean, que teriam retardado a sua partida da Base Naval de Gibraltar para o Mar do Caribe, onde o barco entregará uma carga expressiva de Ajuda Humanitária às vítimas do furacão “Irma” residentes no arquipélago de Anguilla e Barbuda e nas Ilhas Virgens Britânicas.

Apuração jornalística – A coluna INSIDER foi investigar as denúncias de Coughlin (repetidas pelos inimigos do Ocean no Brasil) ouvindo o outro lado mencionado na notícia – conforme recomenda um ensinamento primário do Bom Jornalismo –, e descobriu que, ainda na tarde de ontem, o blog do Ministério da Defesa britânico (MoD), Defence in the Media, rebateu, enérgica e detalhadamente, todas as afirmações do jornalista (foto).

“O Daily Telegraph de hoje explodiu em críticas à Marinha, com comentários focando no tamanho da frota e em relatórios imprecisos sobre o HMS Ocean sofrendo problemas de motor.

Por uma questão de política, não discutimos rotineiramente as capacidades de nossas unidades, no entanto, ao contrário desses relatórios, houve mais de 30 navios e submarinos distribuídos em operações esta semana.

Adicionalmente, na resposta do departamento [de Defesa] ao furacão Irma, o HMS Ocean não se atrasou e não sofreu nenhum problema com o motor.

O HMS Ocean está atualmente navegando para a região e está programado para chegar na próxima semana. Ele só gastou 1 dia atracado em Gibraltar embarcando provisões”.

(Today’s Daily Telegraph splashed on criticisms of the Navy, with comments focusing on the size of the fleet and inaccurate reporting of HMS Ocean suffering engine problems.

As a matter of policy we do not routinely discuss the capabilities of our units, however, in contrary to these reports, there have been over 30 ships and submarines deployed on operations this week.

Additionally, in the department’s response to Hurricane Irma, HMS Ocean was not delayed and has suffered no engine problems.

HMS Ocean is currently sailing to the region and is scheduled to arrive next week. She only spent 1 day alongside in Gibraltar picking up stores.)

Helicóptero Chinook decolando do HMS “Ocean”

Também o Twitter da página eletrônica Saveournavy.org – uma comunidade britânica que opera online em defesa da Marinha Real – negou a ocorrência de problema nos motores do porta-helicópteros.

Ainda no domingo (17.09), o mesmo Twitter publicou uma foto (que abre esta postagem) do Ocean, durante a navegação para o Caribe, desenvolvendo manobras com aeronaves de sua dotação orgânica.

A propulsão do porta-helicópteros está a cargo de dois motores diesel Crossley Pielstick 16 PC2.6 V 200 de média velocidade, com 23.904 hp, que movem dois eixos independentes e uma hélice de passo fixo de cinco lâminas. O navio também está equipado com uma hélice de proa. Mercê dessa motorização a embarcação está apta a alcançar velocidade máxima de 18 nós. O raio de ação do Ocean foi estimado em 8.000 milhas náuticas (14.816 km).

Ambições – Também nesta segunda-feira, o editor do portal de notícias militares britânicas UK Defence Journal, George Allison, publicou um longo artigo informando que, segundo a Forecast International – uma consultoria de Inteligência de Mercado –, nos próximos dez anos as principais marinhas do mundo vão encomendar 80 navios-aeródromos e porta-helicópteros, avaliados em 59,37 bilhões de dólares.

Boa parte desses barcos serão comprados para viabilizar operações anfíbias. Diz Allison:

“O navio de guerra anfíbio de grande porte espalhou-se por todo o mundo, provendo as nações de ambições de se tornarem potências regionais, com uma forma acessível para obter o poder aéreo orgânico essencial necessário para reivindicar esse status. Itália, Espanha, Coréia do Sul, Tailândia, Índia, China, Austrália, Egito, Rússia e Japão adquiriram navios deste tipo. Outras marinhas estão decididas a seguir esta rota, à medida que a necessidade de projetar poder em suas áreas de recursos marítimos cresce”.

Lançamento ao mar do HMS “Ocean”, na década de 1990

(The large-deck amphibious warfare ship has spread across the world, providing nations with ambitions to become regional powers with an affordable route to obtaining the essential organic air power needed to claim that status. Italy, Spain, South Korea, Thailand, India, China, Australia, Egypt, Russia and Japan have all acquired ships of this type. Additional navies look set to follow this route as the need to project power into their maritime resource areas grows.

The power projection capability of the aircraft carrier makes it inevitable that their procurement continue through the forecast period say the group, with navies orienting their procurement plans according to their resources and their strategic objectives.)

Nota do Editor: os grifos em negrito no texto são de responsabilidade da coluna.

 

O conteúdo deste artigo é de total responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do site.

 

92 Comments

  1. Pingback: EXCLUSIVO: A guerra para desacreditar o porta-helicópteros ‘Ocean’ junto à Marinha do Brasil! Detratores ‘compram’ versão do ‘Daily Telegraph’ e omitem reação do MoD britânico | DFNS.net em Português

  2. Francisco Braz says:

    Existe algo de errado no reino da Dinamarca… 18 nós de velocidade máxima para um meio como este? Isto o torna um alvo fácil para qualquer meio (helicópteros, aviões, submarinos e escoltas diversas). Não sei, mas um navio de tamanho valor estratégico com menos de 20 nós é um complicador para as escoltas. Todo mundo vai tê-lo em mira. O NDM Bahia tem 21 nós de máxima e 15 sustentáveis… Qual a velocidade sustentável deste navio?

    • Boa tarde Braz.
      São navios de portes e complexidades diferentes, embora eu também ache que o navio devesse alcançar ao menos 20 nós de velocidade máxima.
      Mas não nos esqueçamos de que esse navio tem a estrutura de um barco civil (motorização também?) e, sobretudo, foi concebido nos padrões militares britânicos, que pressupõem que ele se desloque no âmbito de uma força-tarefa, devidamente protegido por escoltas, aeronaves e, em certos casos, até por submarinos.
      Talvez o XO e o Monteiro possam nos ajudar nessa questão da velocidade (declarada) do Ocean…
      Abraço.

      • Realmente, a veloc máxima mantida é mais relevante do que a veloc máxima… agora, convenhamos, que diferença faz diante de um Harpoon ou Mk 48 ???
        A veloc máxima e a máxima mantida são fatores importantes de planejamento, mas nada significam diante dos sistemas de armas atuais…
        Abraço a todos…

    • Francisco Braz says:

      Roberto…
      .
      Ao meu ver, esta baixa velocidade é um perigo para ele e escoltas… Para preservar o Ocean, a MB precisaria de um número maior de escoltas e seriam facilmente emboscados, visto que o adversário teria tempo e vantagem de velocidade para posicionar-se em local de vantagem e esperar pelo “pato”, melhor, “ganso”. É inegável sua utilidade como nau humanitária, até mesmo para missão de imposição de paz em áreas de média ameaça, mas fora isso… É igual aos Tiger II da Alemanha na 2 GG: Excelente dreno de recursos, desviando e concentrando sobre si recursos melhor empregados em outras operações.

      • Na verdade junte essa baixa velocidade a pequena tonelagem de nossas fragatas (e projeto de fragata leve) que em outra matéria neste mesmo portal relatava a dificuldade para o lançamento de misseis com o mar mais agitado no Atlântico e veremos que que esse navio mais sua suposta escolta seriam um alvo realmente fácil.

        No entanto dependendo dos valores e com um possível emprego humanitário, em missões da ONU e para adestramento este navio seria até viável.

        Mas como já disse em outros comentários para um pais com apenas 100 caças leves (que não possui nem 1 duzia de caças médios atualmente) e onde a FAB não se importa muito com um possível conflito no Atlântico, querer dispor de meios como um porta aviões e um sub nuclear é até uma aberração aos olhos de outros países, pois na verdade países com mais de 400 caças médios e pesados em suas forças aéreas e com bem mais meios navais do que o Brasil não tem as mesmas ambições que a nossa fraca MB.

  3. Roberto, acho que quem repercutiu a matéria do Telegraph certamente deve estar atendendo a interesses da NAVAL, Ex-DCNS. Não bastasse o PROSUB estar sob escrutínio do Parquet francês e da Força Tarefa da Lavajato também sofreram um duro golpe com o cancelamento da Reforma do NAe SP.

    Entretanto, quanto a este último, cabe lembrar que essa mesma reforma poderia ser feita por um valor bem menor, algo em torno de US$ 500 milhões, por outro estaleiro igualmente capacitado como é o caso do Huntington Ingalls, o mesmo que produz os NAes da Classe Nimitz e Ford, ou da BAe Systems (Líder do consórcio que construiu os navios da classe Queen Elizabeth)

    • Se essa porcaria prestasse os ingleses não estariam se desfazendo dela. Acontece que em 2018, se ninguém comprar, essa banheira será desativada. Portanto, não presta e o seu destino é o lixo.
      O que os ingleses querem é lucrar com a venda desse trambolho que de qualquer jeito será descartado.

      • Como bom PeTista filhote da “Pátria-Educadora” você tem preguiça de ler além de ter déficit intelectivo. O navio será desativado por uma questão de custos tendo em vista a incorporação dos dois NAes da Classe Queen Elizabeth. Se você tivesse a cautela de se informar melhor saberia que muitos almirantes da RN se opõem à baixa do navio.

        • Jose luiz esposito says:

          PERFEITO !!!!

        • “como bom petista”? Por isso vivo repetindo que você precisa de tratamento psiquiátrico. Por acaso sabe da orientação política do Francisco? Toda pessoa que posta algo aqui contrário aos seus interesses você chama a pessoa de petista ou comunista. Você é um doente mental que vive a pertubar todos aqui. Por favor mantenha se no tema da matéria e pare de politizar os comentários.

          • Solidariedade entre os simpatizantes da OrCrim do ABC? É você Xarliane? Ou será o sedizente “Lord Franklin”?

  4. Esse navio ai foi pensado para ser posto de comando e para operar os helicópteros de uma de uma força de assalto.
    Já não temos um navio que faz isso?
    .
    Ele faz 18 knots pq, como boa parte dos Anfíbios, não precisa de muito mais que isso.
    Não é navio para operar na “linha de frente” do combate. Não foi feito para caçar submarino ou navio inimigo, como sonham em fazer aqui, na base da gambiarra.
    .
    O “Ocean” não é um “Hyuga”. Não passa nem perto! Só é nos delírios de quem está cego e não quer enxergar a verdade.
    .
    É um baita navio, na função dele!
    Só que em caso de conflito, na Marinha dele, atua dentro do cobertor de uma defesa aérea que nem em sonho temos. Em tempos de paz, qual o custo que vamos pagar para ter esse meio, feito para projetar poder $$$?
    .
    Aliás, muita gente fala que “não precisamos projetar poder”.
    Que “Porta Aviões é megalomania”, “somos da paz” e não precisamos disso e etc…
    .
    Precisamos do “Ocean” pra que exatamente? Pra ser mais um “Anfíbio ASW”?
    .
    Seria MUITO mais negócio colocar o pouco dinheiro que se tem agora, em um NApLog…

    • Caro Bardini, se você se refere ao NDM “Bahia” devo te dizer que ele é um barco MUITO mais limitado que o “Ocean”.
      Usando de sua capacidade máxima e arriscando a Segurança de Voo, ele pode operar, simultaneamente, três helicópteros. O “Ocean” opera 12, em 5 ou 6 slots no convoo, podendo transportar um méximo de 18 aeronaves. São coisas bem diferentes.
      Quanto à sua afirmativa de que ele não é um navio para operar na “linha de frente” do combate, te lembro que ele transporta um destacamento aéreo para atuar precisamente dessa forma: proporcionando reconhecimento aéreo,oferecendo cobertura e apoio de fogo na vanguarda de um assalto anfíbio.
      O mais surpreendente é que, ano passado (ou retrasado) a RN o experimentou em missões ASW e ele se saiu bastante bem (os ingleses fizeram isso para testar a versatilidade do barco). Vou recuperar essas informações e reuní-las em um texto.
      Abraço.

      • Não era intenção testar versatilidade de um navio que vai ser descomissionado.
        O “Ocean” foi empregado no exercício “Deep Blue” para fazer o papel que o HMS Illustrious fazia.
        .
        Serviu para manter o treinamento das tripulações para missões ASW, que envolverão o Queen Elizabeth no futuro.
        .
        Existe um gap temporal muito grande entre “Ilustrious” e “Queen Elizabeth”.

        • Esse navio “aqui” tem um vocação muito parecida com a do A-12, ao custo operacional, deficiência de escoltas, falta de cobertura aérea e um apreço inestimável pela Doca. É pertinente suas colocações.

    • A Máquina Troll says:

      “Bardini
      19 de setembro de 2017 at 15:08

      Aliás, muita gente fala que “não precisamos projetar poder”.
      Que “Porta Aviões é megalomania”, “somos da paz” e não precisamos disso e etc…”

      Bardini neles…hi…hihi…hihihihihi….hihihiiiiiiiihihihi… 😛

      • Adriano Corrêa says:

        Concordo contigo Troll

        Nós não somos o Suriname, Colombia, Nicarágua etc..
        Devemos para de palhaçada e agir como adultos, compreender que é nosso dever atuar como uma potência global.
        É um risco desnecessário para nós e nosso vizinhos latino americanos, conosco agindo do jeito mesquinho que somos atualmente.
        O Ocean é necessário a MB como o é o Bahia.

        • A Máquina Troll says:

          estes são nossos amigos e parceiros estratégicos:

          “O documento do MoD, o caráter futuro do conflito, prevê que, até 2029, o controle sobre os recursos “irá aumentar a incidência de conflitos”, à medida que a população mundial sobe para 8,3 bilhões. As disputas de fronteiras, como no Ártico, no Golfo da Guiné e no Atlântico Sul “ficarão inextricavelmente ligadas à obtenção de suprimentos energéticos”, com a Grã-Bretanha “dependente criticamente das importações de energia”. Isto exigirá “uma forte influência regional e, se necessário, a capacidade de projectar e manter o poder militar”.

          The MoD’s seminal document, the Future Character of Conflict, predicts that by 2029, control over resources will “increase the incidence of conflict”, as world population rises to 8.3 billion. Boundary disputes, such as in the Arctic, Gulf of Guinea and South Atlantic will “become inextricably linked to securing energy supplies”, with Britain “critically dependent upon energy imports”. This will demand “strong regional influence and, if necessary, the ability to project and maintain military power”. The paper warns of high-end warfare (without mentioning Iran). It adds (without mentioning China) that “it cannot be assumed that the West will retain sufficient military advantage over rising powers in all circumstances, which may embolden actors where previously they had been deterred.” The possession of nuclear weapons “perceived as essential for survival and status” will remain “a goal of many aspiring powers”.”

          http://www.telegraph.co.uk/news/uknews/defence/8001936/Strategic-Defence-and-Security-Review-four-future-scenarios-and-how-they-might-play-out.html

      • jose luiz esposito says:

        Estas com Megalomania Negativa !

      • “For the Royal Navy, it was a chance to evolve the necessary maritime skills which will be required to protect Britain’s new Queen Elizabeth-class aircraft carriers from the submarine threat when they enter service.”
        .
        “The work the US, French and UK are undertaking on this exercise will play a key role in the development of skills and procedures we will need when operating our new aircraft carriers as part of a maritime task group.”
        .
        Foi o que eu disse, usaram o navio como meio de treinamento, para as tripulações que iram atuar no Queen Elizabeth.
        .
        O illustrious deu baixa e o gap temporal era grande até a entrada em serviço do novo PA.
        .
        Significa que o “Ocean” presta para ASW?
        Não…

  5. Alex Barreto Cypriano says:

    quer dizer que o hms ocean já poderá ser de outra marinha em… 01/abril/2018?
    está mesmo o hms ocean indo socorrer por operações aéreas ilhas turísticas já devastadas em plena vigência da sucessão de furacões na região?
    quando o ocean esteve por aqui, ninguém da imprensa registrou a aparente falta de motor?
    tem muita coisa estranha nessa estória toda, e os detalhes parecem clamar à atenção como avisos de má sorte.

  6. Esse barco me parece uma boa opção pra nossa marinha, mas eu gostaria de saber do Roberto se não seria viável a adaptação do Nae São Paulo, já que o casco pelas informações que se conhece está em bom estado.
    Como não iria operar com aviões e tão somente com helicópteros isso tornaria os serviços muito mais baratos. Com a eliminação de catapultas e outras estruturas a banheira se tornaria um porta helicópteros de respeito.

    • O “São Paulo” tem dezenas de problemas importantes, que vão além da questão central e crítica da obsolescência da propulsão a vapor, José Luiz.
      Os elevadores de aeronaves, por exemplo, estão em péssimo estado.
      Nunca ouvi dizer que a MB tenha estudado o aproveitamento do navio como porta-helicópteros. Suponho que haja bons motivos para isso.
      Mas sei que no caso do navio-aeródromo “Minas Gerais” houve, sim, estudos sobre o aproveitamento do barco como porta-helicópteros.
      Abraço.

      • Roberto, penso que uma reforma no SP seria possível sim desde que se fugisse da extorsão da Ex-DCNS. Outro estaleiro como o Huntington Ingalls, a BAe Systems ou a Navantia poderia fazer o serviço cobrando bem menos. E ainda melhor, o serviço poderia ser feito no Brasil capacitando estaleiros locais para tanto.

        • Os franceses não permitiriam, S-88.
          Além disso, para deixar tudo bem amarradinho, eles forçaram a MB a assinar um acordo binacional que reservava o serviço no SP à DCNS.
          O problema é que, apesar de tudo bem amarradinho, a MB teve coragem para desamarrar esse laço…
          Com o apoio enfático do Ministro da Defesa, que teve um ataque de riso quando o CM disse que o servicinho da DCNS ficaria em módicos 1,5 bilhão de dólares…

          • Renato de Mello Machado says:

            Pena,muita pena o A-12 faria uma senhora dupla com o Ocean.Se tudo funcionasse certinho no sampa,a modernização dos A-4,dos C1A Trader e tudo mais nossa MB teria poder de dissuasão da época do Vietnã. porém poucas marinhas pelo mundo tem esse poder mesmo defasado.Dá saudades e orgulho quando vejo os vídeos do A-12 operando,em pensar que podíamos fazer isso.

        • Huntington Ingalls?
          .
          Cara, não…
          Se a DCNS, que tinha os planos do navio já era caro, imagina em estaleiro que não o conhece e nos EUA. Lá é facada no peito.
          .
          BAE? Tu conhece a fama que a BAE tem na terra dela?
          Pq tu acha que estão tentando fazer a Type-31 em outro estaleiro e com preço fixo?

        • S-88 , Poderia fazer !!, Seria Possivel!! vc vive no mundo das suposiçoes , tira isso dos contos de fadas , Huntington ingals , Bae Systens, por vc ja deve ter entrado em contato com Ceo dessas empresas, pra fazer um orçamento neh!! kkkkk vc ta cada dia mais Bossal do q nunca!! e a cada dia mais hilario! o meu maior incetivo pra ver os comentarios e so pra ver suas piadas !!kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      • Concordo como sr . Roberto Lopes quando se refere ao saudoso Minas gerais. Já estava modernizado e pronto. Seria um ótimo meio como porta -helicóptero. Seria interessante se junto com Ocean viesse um pacote com duas, ou quatro fragatas ou parcerias na construção; como foi o caso no século passado, década de 70. Sr. Roberto, recursos existem para compra de meios só que para as Forças Armadas, estas são relegadas a segundo plano. Os governos não priorizam área de Defesa. Grande abraço.

        • Renato de Mello Machado says:

          Eu acho Sergio que a MB quer operar o Ocean como nos tempos do “Minas”.Mas será que vamos abrir mãos de ter porta avião?

          • Sr. Renato. Boa pergunta. Se tivéssemos uma escolta decente e contar com uma razoável força de submarinos acredito que seria válido. Sou fã de força de submarinos(poder de dissuasão) porém temos de ter fragatas. Aviação de vigilância marítima a cargo da MB. Porta-aviões requer dinheiro e muito no momento. Valeu pela pergunta. Grande abraço.

    • O “Clemenceau” chegou a ser usado como um “Porta Helicópteros” na liberação do Kuwait.
      https://2.bp.blogspot.com/-s3S_B6a2S6U/VvRslO_JCnI/AAAAAAAAGns/jKgGgz7qDT4Nc9wmb11nRcnG7K7hk6izA/s1600/colbert%2Bwith%2Bclemenceau.jpg
      .
      Mas no nosso caso, seria rasgar dinheiro…
      .
      O São Paulo passou do time de modernização. Deu o que tinha que dar.

  7. Estão querendo de qualquer maneira, Boicotar O HMS Ocean.

  8. Tivemos de aturar os disse me disse do FX2 da FAB agora temos que aguentar os da MB no caso do Ocean essa novela parece que vai ter muitos capítulos.

  9. Corveta Tamandaré says:

    O pior cego é aquele que não quer ver!

  10. com essa velocidade máxima de apenas 18 nós, esse sim será um belo de um alvo no mar, ainda mais que a MB não tem escoltas suficientes para protege-lo.

  11. Será uma otima aquisição. Até termos um navio aeródromo nos servirá bem demais operando todos os helis da MB.

  12. A verdade que muitos criticam o ocean pra fala a verdade o Brasil teve a oportunidade de ter um mistral zerado em nossa marinha e foi no siroco mais barato mais velho e ja xego aqui com poblemas . Nao seria diferente se o ocean xegasse aqui com defeito. Mas ainda acho q o Brasil nao compra essa embarcação

  13. Adriano Corrêa says:

    A verdade é que o São Paulo não deveria ter sido descomissionado e devemos obter o Ocean…
    Querem ter uma força de verdade? Pague o custo ou não seja naadaa!
    ..
    As escoltas sim é um caso mais dificil, pois para que sejam capazes de atuar com eficiência real em mar aberto é ter não menos que 7000t. Ou então adquira as de oportunidade.

    • jose luiz esposito says:

      Dinheiro para as CASTAS CORPORATIVISTAS DA REPUBLIQUETA , nunca faltou e não faltará , isto é somente para os Interesses Nacionais desde 1889 !

  14. Roberto, vc é um dos melhores jornalistas de defesa do Brasil. Faz um serviço inestimável às FA e tem até apreço do chefe da marinha. Um orgulho ao país. E realmente espero, sonho, que vamos adquirir o OCEAN!!

    • Obrigado Tassios.
      Gostaria de ter o seu entusiasmo sobre o “Ocean”.
      O bombardeio contra ele está grande.
      Por ação e por omissão (Jungmann).
      Mas, você sabe, a esperança é a última que morre.
      Boa semana…

  15. Entendam que os corvos brigam por migalhas, e se tiver um grão de milho, vão em busca deste grão. Corvos, aves de rapina existem aos montes e mesmo infiltrados na Marinha a serviço de interesses obscuros. Panes existem em qualquer navio, mesmo no Ronalfd Reagen, ou em qquer classe existente. O Charles de Gaule está indisponível em um estaleiro. Agora como reagir as panes é o importante e quão complexas são estas panes. Os dois motores do Ocean não lembram em nada as caldeiras do NAe Foch e tenho maior confiança no histórico da Royal Navy do que na palavre da Marine Nationale. Confiança se constrói com muitos anos e não será desta vez que a RN irá colocá-la em jogo. E nossos oficiais podem classificar e equacionar qualquer problema existente em motores diesel convencionais. As plantas do Ocean são muito simples. Tentam de toda forma afundar com a Marinha Brasileira. Uma pena e atitude desprezivel.

    • “O Charles de Gaule está indisponível em um estaleiro.”
      .
      Sim, em processo de modernização. E daí?
      .
      “tenho maior confiança no histórico da Royal Navy do que na palavre da Marine Nationale”
      .
      Que raios tem haver a Marine Nationale com o caso?
      Foch?
      Repassaram o Foch a um preço simbólico pq TODO MUNDO sabia que o navio precisava de uma extensa e cara modernização. Fomos enrolados? De que forma? Nós é que enrolamos os Franceses por quase duas décadas!
      .
      ” Tentam de toda forma afundar com a Marinha Brasileira.”
      .
      Na boa, sou amplamente contra a aquisição do navio e não me vejo querendo “afundar a MB”. Muito pelo contrário.
      .
      Parece que ninguém mais aceita opinião contrária.
      Se alguém não concorda e questiona é “guerrinha”. É pago. Palhaçada…

      • Bardini, o Ocean é útil e operacional na RN e será útil e operacional na MB. A Marine Nationale empurrou o Foch para a MB e o que nso custou muito caro, inclusive com a morte de vários marinheiros. Nunca tivemos tal má sorte com a Royal Navy. Agora não espere nenhum Nae ou porta helicópteros nos próximos 50 anos e pode desmobilizar a força inutil,de Fuzileiros Navais. Sem os meios, só servem para patrulhar favelas. Onde mais pode existir um navio como Ocean? Mas acredite quem tem todos os meios para fazer esta avaliação são os oficiais da Marinha do Brasil. Ninguém mais. Agora sou contra a encrenca superestimada das CCTs, estas sim, um buraco de dinheiro pronto para ser alargado para um propinoduto. É ai que as raposas e corvos se suspentam.

        • “A Marine Nationale empurrou o Foch para a MB”
          Empurrou? Que mané empurrou…
          .
          “e o que nso custou muito caro”
          Deram o navio por U$ 12 milhões. Pq? Pq TODO MUNDO sabia que o navio precisava de uma cara e complexa modernização.
          .
          Os EUA estão nos repassando equipamento com preços baixíssimos, só estão ganhando com a reforma. É o mesmo caso.
          Fizemos a modernização do NAe? Não. Fomos enrolando.
          Quanto gastamos no navio estes anos todos? Foi divulgado. Merreca.
          .
          “inclusive com a morte de vários marinheiros”
          Claro, não modernizaram um navio que veio pra ser modernizado.
          .
          “Agora não espere nenhum Nae ou porta helicópteros nos próximos 50 anos”
          Bola de cristal?
          .
          “e pode desmobilizar a força inutil,de Fuzileiros Navais”
          Defina onde a maior reserva militar de pronto emprego que temos é inútil?
          Se o “Ocean” vir vão continuar sem cobertura aérea, sem cobertura ASW, sem defesa de área. E dai?
          .
          “Onde mais pode existir um navio como Ocean?”
          Pq tem que ser esse navio?
          Existem outras necessidades. Existem outras opções, sem ser entubado por navio usado. .
          .
          Precisamos é de navio novo. Chega de comprar usado. Já tem o quebra galho para segurar as pontas.
          .
          “Mas acredite quem tem todos os meios para fazer esta avaliação são os oficiais da Marinha do Brasil.”
          E quem mais teria?
          .
          “Agora sou contra a encrenca superestimada das CCTs”
          Também sou. Pouco benefício pelo custo.
          .
          ” um buraco de dinheiro pronto para ser alargado para um propinoduto.”
          Tem prova de alguma coisa? Denuncie…

          • A Máquina Troll says:

            BARDINI NEEEELLLEEEESSSS….hihihihhi… 😀

            mal temos navios pra fazer patrulha ou escolta….fazem o maior melodrama e complicação pra fazer uma porcaria de um barquinho de 500 toneladas…é só acertar um Coquetel molotov nesta porcaria que vai a pique…é completamente vulnerável a incêndios…

            quando o assunto era o São Paulo estes militantes ideológicos de ultra direita e Sockpuppets daqui sempre usavam da falácia que a marinha tinha outras prioridades mais urgentes/importantes…que era sucata…que era dispendioso…e não sei o que… na época do São Paulo viviam usando bordão “porta aviões pra que?”, “brasil putenfia” e coisas do tipo…é bandalheira…é só mais um esquema fraudulento para corruptos e estrangeiros tirarem mais dinheiro deste pais…

          • Fala sério…
            .
            NPa 500t. Qual o problema? É navio de Patrulha, feito pra abordar pesqueiro e coisas do tipo. Pra que mais que aquilo ali?
            .
            Precisa ser armado com ICBMs pra cumprir essa missão???
            .

            Sobre o NAe, deu o que tinha que dar. Já era.

          • O Mestre bardini está correto….ninguem enganou nem empurrou ninguem…não existe presente….US$ 12 milhões era simbolico e obvio, estava amarrado a um contrato de modernização que viria a qualquer hora…..os Americanos tambem comercializam assim, doam o equipamento mas com a condição que a modernização ocorra com seus pacotes….isto é pratica comum….

        • O governo francês e indústria francesa que quiseram vender o R99 Foch, para ganhar nos contratos de manutenção. A Marinha Francesa queria operá-lo mais uns anos, principalmente como reserva do R91 Charles de Gaulle. Quando esse último entrou em período de manutenção, a reclamação nos meios navais franceses foi grande, criticando a venda do R99 Foch.

          Ah, o R99 Foch foi operado como porta-helicópteros na maioria da sua vida operacional na França. O R98 Clemenceau foi muito mais exigido em missões e usado como NAe.

          Tudo isso é fartamente documentado em francês.

      • Você sabe o que diz. Concordo com você.

  16. Ailton Gomes Faion says:

    Caro Roberto Lopes,
    Algum avião de decolagem/aterrisagem vertical poderia atuar no convés de voo do HMS Ocean?

    • Roberto Lopes says:

      Bom dia, Ailton.
      O convertiplano V-22 Osprey, de 21,5 tons. (a plena carga), opera rotineiramente a bordo do “Ocean”.
      O F-35, de 22,7 tons. (carregado para combate), eu não sei dizer. Não me lembro de ter lido algo a respeito. Vou tentar descobrir.

      • Roberto, o HMS Ocean não pode operar com aeronaves V/STOL por não possuir os reforços térmicos necessários para aguentar o calor emanado dos jatos e também a famosa rampa Ski-jump. Em algumas oportunidades ele transportou Harriers mas apenas para transportar as aeronaves (Ferry Role).

        • jose luiz esposito says:

          Rampa é de fácil construção , neste caso a decolagem por corrida não afetaria com sua Exaustão , mesmo assim ele transporta e lança aviões V Stol.

  17. Sr. Roberto Lopes, posso sugerir uma entrevista com o Ministro da Defesa sobre o HMS Ocean e os quatro navios patrulha que serão retirados do estaleiro EISA.

  18. claudio quadros says:

    esta novela igual Bahia falou ia a chile, Portugal veio p o Brasil agora Hms Ocean novo minas gerais ele ja e da Marina do Brasil vc vão ver

  19. Sr. Bardini de certa forma está certo, pois gastar dinheiro com o Ocean sem uma contra partida , ou seja, sem uma escolta ou melhor dizendo esquadra compatível é a mesma coisa eu nada. Temos d ter meios próprios e sugiro parcerias que poderiam ser muito bem empregadas gerando empregos aqui e também no país parceiro. Exemplo: as atuais fragatas que foram construídas aqui em parceria com a Inglaterra. Pode ser feito. Recursos existem. Sempre arrumam desculpas para impedir nossa independência tecnológica e desenvolvimento. pode se fazer tudo desde que haja vontade, interesse em melhorar nossa indústria de defesa que já foi uma das melhores. somos atrasados por culpa da traição e ganância de alguns que se perpetuam no poder há mais de trinta anos. Tudo que foi construído para tornar o país desenvolvido foi destruído, porém se é para se começar do zero que se comece. Sou e sempre serei favorável à engenharia reversa, principalmente no que tange defesa.Mas nem por isso sou favorável à estatização dos meios de produção, tão pouco entregar, como entregaram áreas estratégicas para obtenção de nossa capacidade econômica, industrial e soberana.

  20. Esqueci: algum projetista ou engenheiro naval poderia me dizer se na ess~encia mudou alguma coisa em relação ao cascos das fragatas classe Niterói ou Type 22 com os cascos das atuais. Sr. Roberto Lopes, na “essência” houve alguma modificação(não conto com sonar)? De certa forma, algum engenheiro do Eb pode me informar se pode colocar uma plataforma de um T 72 ou mesmo Paton para utilizar canhão e transformar em um auto propulsado de 155mm? Perguntas de um leigo. Grande abraço.

  21. Amigos,

    Nem tanto céu, nem tanto terra…

    Primeiro de tudo, o ‘HMS Ocean’ é um LPH “tradicional”. E como tal, NÃO POSSUI doca alagável. E logo, NÃO PODE ter as mesmas funções do ‘NDM Bahia’. Pode-se até alegar que é complementar ao atual Navio Doca, mas de certo não o substitui.

    Em cenário de luta regular, esse vaso somente poderia ser usado para o que ele foi realmente concebido, isto é: auxílio a operações anfíbias, em complemento a outros vasos dedicados ( LHD ou LPD ). E vale lembrar que o desembarque nessas condições somente se dá em situação de total e completa superioridade, em zona segura e pesadamente defendida por forças aliadas.

    É até plausível ve-lo ser utilizado como navio de controle de área marítima, mas de forma limitada, haja visto que não operará com asas fixas… Até se oferece como multiplicador de força, dando a Esquadra ampla capacidade ASuW, mas tenho reservas com relação as capacidades ASW, posto a velocidade máxima ser muito limitada e o navio não ser sequer dotado de um sonar para busca ASW ( embora seja dotado do sistema ‘SSTD’ para proteção contra torpedos; coisa que sabe-se lá se os ingleses manterão, caso vendam… ).

    O ‘HMS Ocean’ seria útil…? Sim… Colcaria o CFN em outro patamar… Mas ainda assim, sou compelido a dar razão ao Bardine…

    Mais que um LPH, deve-se considerar as baixas que inevitavelmente ocorrerão em tempo próximo, na forma dos navios NDCC mais antigos ( ‘Alme. Sabóia’ e ‘Mattoso Maia’ ), além de cobrir o ‘NT Marajó’ e futuramente o ‘NT Gastão Motta’. E isso demandará um navio de apoio logístico, acredito eu, já pra próxima década. Quer dizer, se for possível adquirir um NaPaLog agora, isso poupa a marinha de uma compra na década seguinte e permite que ela invista em um vaso que realmente vai lhe atender as necessidades nesse período.

    E isso imenda em outro ponto, que pesa contra, que vem da possibilidade da compra do vaso britânico simplesmente anular politicamente qualquer outra aquisição similar na próxima década e meia…!

    E por fim, o que a MB precisa é de um autêntico LHD, que complemente e futuramente substitua o ‘NDM Bahia’ ( que lá por 2030 já vai estar no bico do corvo… ).

    Resumindo: se se investir agora num NaPaLog “zero bala” ( o que não é nada extraordinariamente caro dentro do que a MB deseja; uns US$ 300 milhões por um vaso de umas 18000 toneladas ), então já será possível cobrir desde já a baixa dos NDCC mais antigos, complementar e substituir o NT Gastão Motta, e já se terá alguma capacidade anfíbia assegurada por mais quatro décadas, no mínimo; restando somente a subsituição do ‘NDM Bahia’ mais a frente… Já por outro lado, se se comprar o ‘HMS Ocean’ agora, corre-se o risco de não se ter nada nessa área pelos próximos quinze anos, e de se entrar da década de 2031 a 2040 com dois navios de grande porte no bico do corvo e precisando de substitutos, que deverão começar a ser construídos entre 2025 e 2030… E lembrando que a década que vem também assistirá a baixa da última ‘Niterói’, de modo que escoltas de maior porte se farão necessárias nesse mesmo período, sem falta. Por tanto, o que se puder tirar de peso da próxima década, deve ser feito…

    • Excelentes colocações RR, tipo de comentário imparcial que dá gosto de ler!!!!
      Particularmente torço para que o Ocean venha, mas após ler suas elucubrações fiquei no meio do caminho ou sobre o muro.rs

      • Tomcat3.7,

        Grato pelo elogio.

        Penso que a capacidade de projeção de força deve ser fundamentada necessariamente, além de um Navio Doca e um Navio de Apoio Logístico, também em um Navio de Desembarque de Carros.

        Mesmo que o conceito de NDCC esteja em claro desuso, ainda creio que um vaso assim se faz necessário a uma força naval como a do Brasil, haja visto que o País, se for intervir ao longe, terá a necessidade de transportar o máximo possível de veículos pelo mar de uma vez só, e leva-los a terra no maior volume o possível rapidamente, e imenda aí o fato do Brasil ser um País de imenso litoral e cuja a possibilidade de confronto se resume a países com litorais na esmagadora maioria dos casos, o que pode vir a exigir manobras de flanqueamento por mar ( necessidades essas que não estão muito presentes entre os europeus, que haverão de mover a quase totalidade de suas forças por terra contra seus principais adversários em potencial ).

        Um NDCC também não é algo extraordinariamente caro, e poderia ser comportado na década que vem junto com as escoltas, deixando para a década seguinte o mais complicado, que é o LHD e/ou NAe…

        Para subsituir os NDCC no futuro, só um exemplo:
        ttp://products.damen.com/en/ranges/landing-ship/landing-ship-transport-100

        Esse está mais ou menos dentro do que a MB deseja para o NaPaLog:
        ttp://products.damen.com/en/ranges/logistic-support-vessel/logistic-support-vessel-supporter-19000

        Aí, ficaria assim:

        – um NaPaLog ( contratado entre 2018 e 2019 e a ter a construção iniciada até 2020 e entregue antes de 2025 ).
        – um NDCC ( inicado por volta de 2025 e entregue antes de 2030 ).
        – um LHD ( iniciado por volta de 2030 e entregue entre 2035/2036, permitindo a baixa do ‘Bahia’ ).

        E tudo isso acima casando com o tempo no qual provavelmente se daria a baixa dos respectivos vasos nas funções relacionadas.

        Pra mim, seria o melhor dos mundos… Mas é claro que não vai acontecer… Já será muito se vier o ‘HMS Ocean’…

  22. “com essa velocidade máxima de apenas 18 nós, esse sim será um belo de um alvo no mar, ainda mais que a MB não tem escoltas suficientes para protege-lo”.

    Protegê-lo de quê? De quem? Até onde sei,no momento não estamos em guerra contra nenhum país ou grupo terrorista Alessandro.

    Não estamos navegando em mares turbulentos,com ameaça de pirataria,portanto isso de dizer que ele poderia ser um alvo em potencial é irrelevante e sem fundamento.

    Agora se estivéssemos em guerra aí seria outra coisa…

  23. OCEAN esqueçam senhores.
    Já jogamos a toalha, o senhor Jungmann não quer nos ajudar…..

  24. O HMS Ocean é um bom navio, só que proposto no momento errado a MB. Hoje concordo dom o RR, é muito mais necessário um Napalog, ou ainda outro NDD porque m maia e os dois cavaleiros estão no bico do corvo.
    A maior cagad…feita pela administração do Imperador e seus miquinhos amestrados foi deixarem passar batido o tanqueiro holandês que a Marinha peruana comprou.

    g abraço

    • Roberto Lopes says:

      Bom dia, Juarez.
      Essa tua primeira frase, me perdoe dizer, é o mantra dos lobistas da indústria naval francesa no Brasil, que estão fazendo DE TUDO para torpedear a aquisição do “Ocean”.
      Agora você imagine se vamos parar todas as iniciativas novas no âmbito da MB, e desperdiçar as oportunidades raras que nos surgem, esperando para ter um navio de apoio logístico novo. Ele é muito necessário, mas tenho a certeza de que não tem a menor chance no presente governo, que está devastando os recursos orçamentários das FFAA, com as bênçãos de um ministro imprudente, que deixou a Defesa de lado para meter as mãos (e a língua) no alçapão implacável da criminalidade no Rio de Janeiro.
      O bom Jungmann vai ser “trucidado” pela Polícia carioca, Juarez. A falastronice dele, de promessas que não encontram respaldo nos chefes militares, já está fazendo até com que ele seja contestado pelos generais da área do Rio de Janeiro.
      Enquanto isso, os chefes militares ficam à míngua, cancelando planos nas suas Forças, e tentando reverter a queda da autoestima dos seus comandados.
      No caso do “Ocean” o que temos é uma guerra comercial, Juarez.
      São os franceses tentando derrubar o porta-helicópteros para se tornarem indispensáveis, em tempos melhores, à pretensão da MB de ter uma Aviação Naval capaz, efetivamente, de operar.
      Um oficial da MB estimou que o projeto do NAe que eles vão nos oferecer, mesmo não sendo um navio de 50 mil tons., não sairá por menos de 5,5 bilhões de Euros.
      Tudo comércio, Juarez, tudo grana, como aquela “reforminha” do SP que começou com 800 milhões de dólares e, no início deste ano já estava em 1,5 bilhão…
      Abraço.

      • jose luiz esposito says:

        Este Ministro passou a dar Palpites em Presídios , Segurança Pública , Policiamento , mas na DEFESA nada, não conhece nada ,já o chamam de R…Murcha !

    • Juarez,

      Perder o hoje ‘BAP Tacna’ foi realmente embaçado… O navio seria na medida… Fosse adquirido e certamente não haveria necessidade de esquentar cabeça com componente de projeção de força e apoio por mais duas décadas, deixando somente as escoltas pra década que vem ( e talvez mais um NDCC )… Mas… fazer o que…

      Agora já não faz lá muito sentido uma aquisição de segunda mão. Até porque, não tem muita coisa disponível por aí… Mais racional espremer o ‘NT Gastão Motta’ que pegar outra provável fonte de dor de cabeça…

      Por hoje, o melhor caminho aqui seria um vaso do zero…

      Só uma ideia:
      http://products.damen.com/en/ranges/logistic-support-vessel/logistic-support-vessel-supporter-19000

  25. Roberto. Será que você poderia fazer o texto de quais são as faixas salariais na MB, desde de benefícios a familiares. Não sabemos nada a respeito. Já que o orçamento vai majoritariamente para pessoal. Obrigado

  26. Oitenta milhões é uma pechincha. Deviam comprar sim. Pq construir um aqui pode vai levar mais 500 anos.

  27. Caro sr. Roberto Lopes.
    Parabéns pelo excelente trabalho que desenvolve na área de defesa no
    Plano Brasil. Tanto pelos temas abordados, quanto pela forma criteriosa, elucidativa e transparente como os discorre.
    Observo que o sr. não se deixa contaminar pelo componente politico nos acalorados debates que os temas ensejam. O sr. se conduz de forma cordata, sempre chamando os debatedores à razão, solicitando educadamente aos mesmos, que não fujam do tema e não percam o foco etc.
    Recentemente por conta de artigo sobre o Ocean, publicado no Daily Telegraph li uma série de notícias polêmicas sobre o navio de Sua Majestade que culminaram com raivosos debates no site.
    De antemão ressalto que não estou censurando, ou fazendo segundo Caca Diegues: patrulhamento ideológico o exercendo vigilância sobre os posts de ninguém.
    Gostaria de lhe fazer algumas perguntas:
    1- O Ocean é tão importante assim para a Marinha do Brasil?

    2-Qual a real situação dos seus meios de propulsão e, do seu casco?

    3-Concretizada a compra, o mesmo virá com os armamentos existentes?

    4- Se não, temos condições de armá-lo com canhões, misseis e torpedos, para sua auto-proteção?

    5- Quais meios (escoltas) seriam necessários para protegê-lo?

    6- Temos estes meios?

    7- Quanto ao lançamento de suas barcaças, operação de alta complexidade, temos como realizá-las, ou precisaríamos contratar terceirizados egressos da Royal Navy para para fazê-lo?

    obs: Não sei se é uma pergunta pertinente…. más a farei.

    8- Ele é uma belonave pensada para o cenário Reino Unido/OTAN: temos como torná-la operacional, quanto a faina em alto mar ressuprimento (transferência de combustíveis, etc) dado os meios que dispomos ante nossa realidade, em um assalto anfíbio como daríamos o suporte aéreo?

    Uma curiosidade: porque ele é tão barato? O craque Neymar Junior custou o equivalente a três dele? Brincadeira á parte. Atenciosamente Afrânio Bahia.

  28. Acho o conceito do Ocean já antigo, embora de longe seja ainda muito válido….
    .
    A questão é que acaba tratando-se de fato de uma oportunidade, pegar ou largar.

    Não há garantia de que se largar faremos o investimento correto

    Se fosse outro tipo de casco ou navio não capital eu até declinaria.

    Mas é um Navio capital, nãso é qualquer um e questionar o preço cobrado fica sem sentido pois, se não houver disposição para isto agora, porque haveria daqui a cinco anos por algo 10 vezes mais caro? resposta é…todo mundo sabe…

  29. 7- Quanto ao lançamento de suas barcaças, operação de alta complexidade, temos como realizá-las, ou precisaríamos contratar terceirizados egressos da Royal Navy para para fazê-lo?

    Sim,desde muito tempo se fala da complexidade do sistema de içar ou baixar das lanchas de desembarque,mas sinceramente,se os homens da royal navy,durante 20 anos conseguiram fazer
    esse trabalho com profissionalismo e perfeição,será que nossos marinheiros que também são competentes,não conseguirão lidar com esse pequeno inconveniente?

  30. Erronea estrategia naval aficcionada em banheirões sem a minima capacidade de propria defesa no teatro de combate.
    Com os dois banheirões que ja temos e mais o Ocean nossa diminuta e enfraquecida Marinha estaria totalmente comprometida somente para escoltar os 3 banheirões.
    As maiores deficiencias nacionais na defesa Brasileira que são,defesas aereas e defesas costeiras,as unicas armas com a capacidade de causarem pesadas perdas e grandes baixas a superiores invasores;são esquecidas por estes aficcionados esquizofrenicos ideologicos de plantão,porque os cafetões deles jamais as venderiam ao Brasil e sobra apenas Russia e China.
    O dinheiro publico que deveria ser bem aplicado estrategicamente é visto como doce para nutrir as lombrigas desses baba-ovos subservientes.
    Alem da propria MB desmerecer o AMRJ e seu excelente quadro de projetistas e engenheiros,esses entreguistas traidores pretendem ate terceirizarem o AMRJ.
    Nossas Forças Armadas,nbossa patria e nosso povo não merecem estarem sujeitas a todos estes traidores.

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