Defesa & Geopolítica

Está ruim pra todo mundo! Colombianos recuperam 2 jatos de combate A-37 comprados à República Dominicana que não voavam há mais de 18 anos!…

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Por Roberto Lopes

 

 

Envolvida em gastos com o aperfeiçoamento da infraestrutura de adestramento dos pilotos dos caças Kfir, e em demandas relativas à vigilância de seu espaço aéreo para a repressão aos voos do narcotráfico, a Aviação de Combate da Colômbia decidiu adquirir dois jatos Cessna A-37B Dragonfly que se encontravam parados há mais de 18 anos (!) em uma instalação militar da República Dominicana, para recuperá-los e entrega-los ao Comando Aéreo de Combate Nº 3 (CACOM 3), da cidade de Malambo, departamento do Atlántico.

Inspecionados inicialmente em território dominicano, os dois aviões – matrículas FAD 3701 (visto abaixo) e FAD 3707 – foram levados diretamente à Base Aérea de Malambo, sendo recepcionados por especialistas em manutenção que, num passado não muito distante, já haviam recebido e reconstruído jatos Dragonfly procedentes do Chile.

As aeronaves “dominicanas” – parte de um lote de oito aparelhos recebidos pelo governo de Santo Domingo na metade final da década de 1980 – foram completamente desmontadas e revisadas, em busca, principalmente, de pontos de corrosão.

O passo seguinte: uma inspeção detalhada nos controles de voo, que incluiu a substituição de líneas hidráulicas e dos trens de aterrisagem.

Os assentos dos pilotos foram declarados inservíveis e substituídos por outros.

Os motores J-85-GE-17A precisaram ser repotencializados no Comando Aéreo de Manutenção da Força Aérea Colombiana (FAC).

Histórico – A introdução do motor J-85 foi que permitiu à indústria aeronáutica Cessna oferecer ao mercado o A-37A, uma versão de combate (dotada do motor J-85-GE-5) do seu famoso T-37B, de adestramento básico de pilotos de caça.

A versão B surgiu com o aumento da capacidade de transporte de combustível e a instalação de reforços estruturais e de uma sonda de reabastecimento em voo no nariz do aparelho.

Em 2001 os militares dominicanos começaram a retirar os seus jatos Dragonfly da ativa.

Dias atrás, após um mês e meio de múltiplas vistorias e modificações, o A-37B FAC 2187 decolou de Malambo, dias atrás, sob o comando do técnico chefe Darío Flórez, para um voo de 27 minutos sobre o departamento do Atlántico.

A outra aeronave – FAC 2188 – deve fazer o seu primeiro voo dentro de mais algumas semanas.

O custo do serviço de recuperação desses jatos não foi divulgado oficialmente, mas estima-se que tenha ficado abaixo dos 2 milhões de dólares.

 

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12 Comments

  1. No caso Colombiano ainda tem uma justificativa pois passaram 15 anos de luta para recuperar a nação da mão de traficantes , além do conflito contra os terroristas das FARCs que durou quase 60 anos , exaurindo todo recurso do estado , agora com o acordo de paz com um dos grupos terroristas , as coisas devem começar a melhorar , se a esquerda de lá roubar menos doque a brasileira , certamente experimentarão um grande crescimento econômico !

    • Só q esse “acordo de paz” tem a mão da esquerda por trás! Imagine as Farc’s enveredando na política! É convidar Satã pra entrar e inocular seu veneno nas veias.

    • Alfredo Araujo says:

      O problema da esquerda, em qualquer país do mundo, não é roubar…
      O problema da esquerda são suas ideologias. Eles acham que quanto mais Estado melhor. Sabemos que quanto mais estado, mais corrupção, mais ineficiência, e etc…
      Eles tem uma forte inclinação a promover o assistencialismo aos mais pobre… e sabemos que o assistencialismo puro, sem educação aos mais novos e qualificação aos com idade de trabalho, não adianta nada ! Sem contar que custa caro ao bolso de quem produz e paga impostos !!

      Resumindo… Eles vivem um conto de fadas, que corroí e destrói as fundações de um Estado

  2. Adriano Corrêa says:

    Tem uns comentários de direitas e esquerdas na internet que demonstra a mais absoluta ignorância em história, sociologia e ciências políticas.
    Vocês não convencem ninguém… Da até a tal da vergonha alheia!

    Voltando ao tema exposto e que é bem curioso per sí!
    E os jatos Argentinos Pampa, são sim ótimos jatos treinadores?, (sei que são mais caros que estes por isto o s Colombianos escolheu-os)
    E os Kafirs colombianos são mono-turbinas tambés e os A37A tem 2, será que isto não pesa numa equação de treino?

  3. Alejandro Perez says:

    Os A37 nao sao empregados para treinamento, mas para ataque ao solo. O Pampa é um bom treinador avançado , mas com pouca capacidade de srmamento. Por enquanto, o melhor substituto de um A37 ainda segue sendo, outro A37. Até que aguentem!

  4. ………….os treinadores Pampa foram escolhidos pelos bolivianos há poucos dias……os pilotos bolivianos pediram o Evo Morales que adquirisse treinadores Yak-130,porém ele mudou de idéia e resolveu negociar com o Macri compra de jatos Pampa barcos e chatas mais armamento além assistência técnica nuclear para medicamentos….os Yak-130 mais pacote de treinamento e armas sairiam por mais de 250 milhões de dólares….os Pampas mais pacote de armas e tbm barcos e chatas podem ser trocados por fornecimento de eletricidade (ou mais gás) por parte dos bolivianos….outrossim.a Colombia está correta em reaproveitar os dois A-37 pra talvez mais 10 anos…..errada está a FAB em não modernizar os AMX…….uma lástima…………..

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