Defesa & Geopolítica

ESPECIAL: MoD divulga os números da Ajuda Humanitária prestada pelo porta-helicópteros ‘Ocean’ no Caribe; navio já está no Mediterrâneo liderando uma Força-Tarefa de dez navios (saiba quais)

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Tripulantes socorristas no convoo no “Ocean”, ao regressarem de uma missão

Por Roberto Lopes

 

 

A Ajuda Humanitária prestada pelo porta-aviões britânico HMS Ocean (L12) às vítimas do furacão Irma residentes em possessões britânicas do Mar do Caribe já pode ser avaliada em números.

Segundo um informe do Ministério da Defesa britânico (mais conhecido pela sigla MoD) liberado pelo Serviço de Informações do Governo de Gibraltar (onde o navio esteve a 21 de outubro último, antes de ingressar no  Mar Mediterrâneo), no espaço de, aproximadamente, 20 dias, o porta-helicópteros empenhou 8.300 horas-homem em missões de apoio logístico e de Engenharia. Seu destacamento aéreo realizou 253 horas de voo, incluindo 81 operações de abastecimento por meio de helicópteros (VERTREP), nas quais foram transportadas 1.081 pessoas.

A Operação Ruman, de socorro britânico às comunidades afetadas pelo Irma foi coordenada pelo Departamento de Desenvolvimento Internacional do governo britânico, e obrigou o Ocean a navegar por 11.000 milhas (17.702,78 km) – o que representa um feito notável para um barco acerca do qual o Daily Telegraph, de Londres, levantou a suspeição (repetida por blogs brasileiros) de que tivesse um sério problema em sua propulsão.

De acordo com o mesmo comunicado oficial, o Esquadrão de Assalto nº 9 dos Royal Marines (9 Assault Squadron Royal Marines, 9ASRM) foi empenhado em quase 200 deslocamentos para o resgate de pessoas e de embarcações.

Nessa movimentação foram transportadas 600 pessoas e numerosos kits de ajuda para 17 comunidades que se encontravam isoladas em quatro diferentes grupos de ilhas caribenhas. O trabalho permitiu a recuperação de infraestruturas essenciais desses povoamentos e a remoção de toneladas de escombros (foto).

O porta-helicópteros também evacuou 39 cidadãos britânicos da Possessão de Dominica, um dos quais se encontrava em estado grave e teve a vida salva pelo atendimento médico recebido no barco.

Brasil – Atualmente o HMS Ocean (foto) navega pelo Mar Mediterrâneo, rumo a uma zona próxima ao litoral da Síria, como o capitânea do chamado Agrupamento Naval Permanente número 2 da Organização do Tratado do Atlântico norte (Otan) – força-tarefa mais conhecida como Standing NATO Maritime Group 2 (SNMG2).

A bordo do porta-helicópteros se encontra o comandante do SNMG2, Comodoro James D. Morley – um ex-chefe de operações aéreas na costa da Líbia e no Afeganistão –, da Marinha Real.

O comodoro James Morley (à esq.) cumprimenta o chefe da Marinha grega

Esta é a última comissão do HMS Ocean arvorando o pavilhão britânico. O barco voltará à Inglaterra em dezembro e imediatamente começará a ser preparado para o descomissionamento, marcado para 31 de março de 2018. Parte de sua tripulação será remanejada para o novo porta-aviões britânico Queen Elizabeth, que se encontra em fase final de provas de mar; um outro grupo de tripulantes do L12 irá guarnecer o porta-aviões Prince of Walles, irmão-gêmeo do Queen Elizabeth.

O Ocean foi oferecido à Marinha do Brasil em março passado, por um valor estimado em 80 milhões de Euros. Apesar de a maior parte do pessoal da Força (especialmente na Aviação Naval e no Corpo de Fuzileiros Navais) torcer por essa aquisição, os chefes navais brasileiros ainda não concretizaram o negócio.

SNMG2 – A formação da Otan, composta a 13 de outubro passado, alinha as seguintes embarcações:

Espanha – fragatas Alvaro de Bazán (F-101) e Blas de Lezo (F-103);

Alemanha – fragata classe Bremen Lübeck (F-214);

Turquia – fragata Barbaros (F-244) e navio-patrulha Kumkale (P-1203);

Grécia – fragata classe Elli Limnos (F-451), patrulheiro porta-mísseis Grigoropoulos (P-70) e canhoneiras classe Osprey 55 Navmachos (P-19) e classe Osprey HSY-56A Aittitos (P-268);

Albânia – lancha guarda-costas classe Damen Stan 4207 Oriku (P-132).

Os objetivos da força-tarefa foi definido da seguinte forma:

– responder a contingências na Região do Mediterrâneo;

– proteger os interesses coletivos do Reino Unido e da Otan;

– promover a Segurança e, em caso de necessidade, projetar capacidade militar; e

– melhorar a interoperabilidade entre as forças navais e anfíbias das diferentes nações da Otan representadas na missão.

Nota do Editor: O grifo em negrito no texto é de responsabilidade da coluna.

 

O conteúdo deste artigo é de total responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do site.

15 Comments

  1. Pingback: ESPECIAL: MoD divulga os números da Ajuda Humanitária prestada pelo porta-helicópteros ‘Ocean’ no Caribe; navio já está no Mediterrâneo liderando uma Força-Tarefa de dez navios (saiba quais) | DFNS.net em Português

  2. Ocean o Brasil te aguarda .

  3. Sr Roberto
    Quais as últimas informações do HMC Ocean em relação a MB?

  4. Essa novela vai durar muitos capítulos ainda tomara que o fim seja um final feliz.

  5. claudio quadros says:

    este novo minas gerais

  6. a missao no haiti fez muito mais que ocean mas nao tem nem meio lobistas do que o navio ocean tem
    obrigado mas temos outros compromissos ,um deles é continuar os projetos ja assinados , pode ficar com seu navio ingles
    alias faz o seguinte manda o luciano huck comprar ele que da para colocar um heliporto na proa .

  7. Caro Roberto Lopes tbm torço pelo OCEAN na MB más será que terá dotação ($$$) para isso?? Realmente existe alguma facilidade para fornece-lo para MB tipo parcelamento?? E não seria possível a MB, já negociando o OCEAN, negociar tbm algumas Type 23 (umas 3) no mesmo pacote?? grato pelas respostas…

    • Roberto Lopes says:

      Bom dia, Diego.
      Acredito que o pagamento do “Ocean”, se vier a acontecer, será mesmo parcelado, mas não tenho informações concretas disso, porque o valor precisará incluir os custos da manutenção que ele exigirá para entrar em serviço na Esquadra brasileira (manutenção na Inglaterra e PMG no Brasil).
      E isso ainda não está perfeitamente calculado.
      Quanto à vinda de algumas Tipo 23 na mesma oportunidade, acho difícil…
      Boa terça!

  8. Ocean não era aquele navio que tava quebrado e não prestava, era ruim, motores….. e mais um montão de asneiras que falavam? é o mesmo? tô na duvida ????

  9. dotação a prazo kkkkkkkk para a compra de navio usado….. só se nosso sonolento ministro da defesa não levantar da cama.

  10. Que venha o Ocean e seus 10 escudeiros, para melhorar um pouco a situação da MB, marinha que já teve mais de 110 navios na ativa, e hoje acredito tem um pouco mais que uma dúzia, e de escolta, tá complicado, pára quem já teve navio-aeródromo, contratorpedeiros, fragatas, corvetas, caça-minas, submarinos, hoje só tem um na ativa, outros e em manutenção e um indefinido.. E um orçamento de gerar somente folha de pagamento.

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