Defesa & Geopolítica

Cúpula da Unasul termina com declaração contrária a ataque na Síria

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Presidentes da Unasul posam para foto oficial do evento – Foto: EFE

A sétima reunião ordinária de chefes de Estado e de governo da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) terminou nesta sexta-feira na capital do Suriname com uma declaração conjunta contrária a qualquer ataque estrangeiro à Síria, à espera da conclusão das investigações das Nações Unidas.

“Aqui no Suriname tentamos contribuir para assegurar que toda a família da Unasul se una”, disse o presidente surinamês, Desiré Delano Bouterse, que assumiu hoje a presidência temporária da Unasul e encerrou a cúpula da qual foi anfitrião.

Bouterse acrescentou que, apesar das “pequenas deficiências” ocorridas durante a cúpula, seu “pequeno país” fez “todo o possível para assegurar uma reunião bem-sucedida”.

Na ampla declaração sobre a Síria, os membros de Unasul expressam seu pesar pela situação e pela perda de vidas humanas, ao mesmo tempo em que condenam qualquer possível intervenção externa incompatível com a Carta das Nações Unidas, assim como o uso de armas químicas em todas suas formas, o que qualificaram de crime de guerra e de lesa-humanidade.

Além disso, exigem a cessação da violência, a interrupção de qualquer provisão de armas por parte de terceiros países, o respeito ao direito internacional humanitário e o início do diálogo entre as partes.

Na saída, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, qualificou a reunião, na qual foi realizada uma homenagem ao falecido Hugo Chávez, de “um passo fixado definitivamente para a consolidação” da Unasul, já que se revisaram “muitos temas vitais para a vida” da organização.

Entre outros aspectos, durante a reunião se instruiu aos chanceleres da organização para que, em um prazo de dois meses, apresentem um plano de ação para simplificar o funcionamento interno de Unasul e reforçar sua Secretaria-Geral.​

EFE

Fonte: Terra

Condenação a possível ataque dos EUA à Síria

Os presidentes sul-americanos reunidos nesta sexta-feira no Suriname para uma cúpula anual preparam uma firme condenação à possível intervenção militar dos Estados Unidos e de seus aliados na Síria em retaliação ao suposto uso de armas químicas contra civis.

Os EUA dizem ter fortes indícios de que forças governamentais sírias realizaram um ataque com gás contra subúrbios de Damasco dominados por rebeldes, matando 1.429 pessoas, sendo 426 crianças. A França também se mostra inclinada por uma ação militar junto com Washington.

“Tomara que desta cúpula saia uma declaração clara, frontal, sem medo. Ninguém quer uma ditadura, nem atentar contra direitos humanos”, disse o presidente equatoriano, Rafael Correa, ao chegar a Paramaribo.

Os governos de Brasil, Argentina, Equador e Venezuela já manifestaram nesta semana seu rechaço à possível intervenção.

Em uma reunião preparatória para a cúpula, os chanceleres do bloco regional União de Nações Sul-Americanas (Unasul) tiveram divergências sobre uma declaração conjunta, mas conseguiram preparar um texto a ser levado aos presidentes da região, entre os quais há vários esquerdistas que se contrapõem habitualmente aos EUA.

“Independentemente de sair uma resolução, nós, aqui na América do Sul, vamos dizer nossa posição: paz, paz e mais paz”, disse o presidente socialista da Venezuela, Nicolás Maduro, que prometeu enviar uma carta ao seu colega norte-americano, Barack Obama, pedindo que ele evite o ataque.

REGRESSO PARAGUAIO

A 7ª cúpula de chefes de Estado da Unasul marca também a estreia internacional do novo presidente paraguaio, Horacio Cartes, e o regresso do país ao fórum regional após mais de um ano de isolamento.

Embora não haja previsão de um encontro bilateral, os meios de comunicação paraguaios dizem que é possível uma reunião “espontânea” entre Cartes e Maduro. O governo paraguaio que antecedeu a Cartes havia declarado o venezuelano como “persona non grata”.

O conservador Cartes, que tomou posse em 15 de agosto, não convidou Maduro para a cerimônia, apesar de Caracas manifestar o desejo de regularização das relações bilaterais, suspensas depois do sumário processo de impeachment que depôs o presidente socialista Fernando Lugo em junho de 2012.

Por causa disso, o Paraguai acabou sendo temporariamente excluído da Unasul e do Mercosul, porque os dois blocos entenderam a destituição de Lugo como uma quebra da normalidade democrática. As restrições foram suspensas com a posse de Cartes, um rico empresário eleito em abril.

A presidente Dilma Rousseff e o boliviano Evo Morales também aproveitaram a ida ao Suriname para discutir em particular o impasse causado pela recente fuga para o Brasil do senador boliviano Roger Pinto Molina, acusado de corrupção na Bolívia.

Pinto Molina, que passou mais de um ano refugiado na embaixada do Brasil em La Paz, fugiu para o Brasil em uma operação organizada por um diplomata brasileiro, à revelia de Brasília. O governo boliviano se queixou ao Brasil pelo episódio, que acabou resultando na demissão do chanceler brasileiro, Antonio Patriota.

“Nenhum governo pode encobrir, nem proteger, nem defender corruptos. Sinto que alguns grupos no Brasil querem nos confrontar com a companheira Dilma, mas não vão conseguir”, disse Morales em entrevista coletiva.

“Desde o governo do companheiro Lula tantos problemas resolvemos, e vamos buscar esse caminho (com Dilma)”, acrescentou.

Também participam da cúpula o presidente do Peru, Ollanta Humala, o anfitrião Dési Bouterse e o mandatário da Guiana, Donald Ramotar.

Os presidentes de Argentina, Cristina Kirchner; do Chile, Sebastián Piñera; da Colômbia, Juan Manuel Santos; e do Uruguai, José Mujica, não participam, mas estão representados por seus chanceleres ou vice-presidentes.

(Por Diego Oré, em Caracas, com reportagem adicional de Daniel Ramos, em La Paz)

REUTERS

 

Fonte: Terra

10 Comments

  1. HMS_TIRELESS says:

    Em uma cúpula esvaziada pela ausência de grupos mais significativos dos países Sulamericanos, a UNASUL transformou-se em um convescote dos viralatas bolivarianos em todo o seu esplendor, no qual a Presidente Dilma figura como infeliz coadjuvante. E uma vez sob a batuta do terceiromundismo esquerdopata latinoamericano a tal UNASUL igualmente encarna a megalomania tão típica dos risível regimes locais e resolve se pronunciar sobre um tema, a Síria, que não lhe diz respeito algum. E pior: Ainda acham que serão ouvidos. Esses viralatas….

    • Cai pra dentro …

      • “…. Em uma cúpula esvaziada pela ausência de grupos mais significativos dos países Sulamericanos”. Menos, bem menos!! A América do Sul inteira é insignificante. Sabe porquê ? Porque foi colonizada pelas duas monarquias mais corruptas e decadentes da Europa na época : Portugal e Espanha.

  2. UNASUR = União das Repúblicas Socialistas Sulamericanas.

    A “condenação” desse órgão vale para o mundo tanto quanto o cocô do cavalo do bandido…

  3. Vao bombarder Arabia Saudista?Eles deveriam pelos menos treinar seus rebeldes no manuseio de armars quimicas. Ja leram o artigo do jornalista norte americano Dale Glavilak do Associated Press sobre os rebeldes sirios admitindo que Arabia Saudista forneceram ar armas quimicas mas o pessoal rebelde nao foram treinados no seu uso, dai o acidente.

  4. Dignos de pena, o brasil banana dos petralhas nao perdeu a mania de envergonhar seu povo kkkkk, alias seus eleitores nao sabem oque e´se envergonhar ,pois sao achegados a esmolas e crack !

  5. Cadê o Presidente da Colômbia?

  6. Os ataques Psyop ao Brasil e América do Sul perpetrados por muitos comentaristas, tem explicação bem distante das artificialmente estimuladas, disputas ideológicas, :

    “O propósito das operações de guerra psicológica (PSYOP), conforme definido pelo U.S. Army Civil Affairs and Psychological Operations Command (USACAPOC), assim como do MI6, o serviço de inteligência da Grã-Bretanha, é desmoralizar o inimigo, causando dissensões e agitação nas suas fileiras, e convencer a população a apoiar as forças e interesses dos Estados Unidos e de seus aliados.”

    • Perfeito Alves80

      Os mais desavisados sempre entram nesse jogo de desmoralização psicológica do Brasil, dos brasileiros , de suas riquezas .

      Não é a toa que somos alvo número um da espionagem americana … somo considerados ameaça por influência geopolítica e econômica.
      O monstro e seus aliados tem medo ?? Do que ?? Do futuro próximo??

      Fracos militarmente com os atrasos , sabotagens , repasse tecnológico é exatamente isso que esses caras querem.

      Mas quem sabe num futuro próximo também aparece uma aliança de verdade com Pak FA T-50 ou Turquia.

      Sds

      • E isto aí Stadeu,

        Como diz o refrão: “É preciso estar atento e forte Não temos tempo de temer a morte…”

        Sds

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