Defesa & Geopolítica

Continuamos ‘comendo poeira’: Cotecmar e Armada colombiana fixam para o 3º trimestre de 2022 a entrega do 1º patrulheiro de 2.550 tons.(porte comparável ao da CCT brasileira…)

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Por Roberto Lopes

 

 

A Marinha da Colômbia e o estaleiro estatal Cotecmar (Corporación de Ciencia y Tecnología para el Desarrollo de la Industria Naval, Marítima y Fluvial Colombiana) anunciarão, na próxima mostra internacional de equipamentos militares Expodefensa, marcada para o período de 2 a 4 de dezembro em Bogotá, a prontificação, no terceiro trimestre de 2022, do seu primeiro navio-patrulha oceânico OPV 93C – ou “OPV de segunda geração” –, de 2.550 toneladas, projeto de porte comparável ao da corveta classe Tamandaré (cuja primeira unidade não deve ficar pronta antes de 2024).

A nova classe resulta da experiência adquirida pelo estaleiro na produção de três patrulheiros Tipo Fässmer OPV 80: 20 de Julio, 7 de Agosto e Victoria (foto). Na Expodefensa a Cotecmar apresentará o desenho da embarcação que, por ter sido completamente desenvolvido em território colombiano – e, portanto, dispensar o pagamento de licenças de construção a outros estaleiros –, envolverá custos de produção significativamente menores.

Ao contrário das incertezas que rondam os programas da Marinha do Brasil, tolhida permanentemente por restrições orçamentárias e a falta de previsibilidade acerca da liberação de recursos, a Armada Colombiana já tem pronto o cronograma relativo à sua nova plataforma.

O projeto da OPV 93C vem sendo desenvolvido desde 2015. As fases do desenho conceitual e preliminar já foram concluídas. Este ano teve início a etapa do desenho contratual (orientação para as especificações técnicas que devem constar do contrato de fabricação), prevista para ser encarrada no segundo semestre de 2018.

A assinatura do contrato relativo à encomenda da embarcação é esperada para o início de 2019 – época em que terá início a fabricação propriamente dita. O lançamento ao mar está previsto para o final de 2021.

Comparativo – O navio foi concebido para cumprir missões de interdição marítima, segurança e controle do tráfego marítimo, busca e salvamento, prevenção de agressões ao meio ambiente, operações de Paz e Ajuda Humanitária.

Os chefes navais colombianos solicitaram recursos para um lote inicial de três OPV 93C, mas dependendo dos préstimos que a nova classe puder demonstrar, essa quantidade pode ser aumentada, para quatro ou até seis unidades.

A seguir a coluna INSIDER traz um breve comparativo das características técnicas da OPV 93C colombiana e da corveta classe Tamandaré CCT).

A coluna apurou que, no Rio de Janeiro, o Centro de Projetos de Navios vem fazendo ligeiras alterações na configuração das CCTs. O deslocamento do navio, por exemplo, passou das 2.750 toneladas para 2.790 toneladas – resultado, possivelmente, de alteração nos equipamentos que a corveta deve embarcar.

Eis o comparativo:

Comprimento:

OPV 93C – 93 m

CCT – 103,4 m (94,2 m na linha d’água)

Boca máxima:

OPV 93C – 14,2 m

CCT – 12,9 m (12,06 m na linha d’água)

Calado (a plena carga):

OPV 93C – 4,1 m

CCT – 4,25 m

Pontal (altura da embarcação desde a quilha até o convés superior):

OPV 93C – 7 m

CCT – 9,3 m

Deslocamento:

OPV 93C – 2.550 tons.

CCT – 2.790 tons. (deslocamento leve: 2.267 tons.)

Velocidade máxima:

OPV 93C – 20 nós (informação de caráter ostensivo; a velocidade é, possivelmente, maior)

CCT – 25 nós (algumas fontes falam em até 28 nós)

Raio de ação:

OPV 93C – 10.000 mn

CCT – 4.000 mn a 14 nós

Autonomia:

OPV 93C – 30 a 40 dias

CCT – 30 dias

Tripulação:

OPV 93C – 64 militares + 36 fuzileiros navais (o que reduziria sua autonomia para 20 dias)

CCT – 165 militares entre tripulantes, forças especiais e pessoal do Destacamento Aéreo Embarcado (DAE)

Aeronaves:

OPV 93C – 01 helicóptero de até 10 tons.

CCT – 01 helicóptero de até 10 tons.

Armamento: Canhões e mísseis, mas em ambos os casos as configurações ainda não estão definidas.

OPV 93E – Durante a Expodefensa a Cotecmar dará ênfase à sua nova OPV como “produto de exportação” (OPV 93E). Nesse sentido, divulgará dados particulares do projeto destinados a atender os requerimentos das diferentes marinhas interessadas:

– Aumento ou diminuição do comprimento da embarcação, pela inserção ou exclusão de blocos;

– Configuração Estratégica Modular;

– Flexibilidade na capacidade de Defesa Aérea;

– Flexibilidade dos níveis de Monitoramento e controle da plataforma;

– Adaptabilidade a pelo menos três tipos de canhão de proa;

– Disposição interna flexível;

– Adaptabilidade a quatro diferentes configurações de propulsão: propulsão convencional a diesel; Diesel CODAD; CODELOD e propulsão combinada Diesel Elétrica);

– Disposição interna que prevê duas salas de Máquinas, o que permite uma separação dos diversos equipamentos da motorização, aumentando a capacidade de sobrevivência e operatividade do barco (especialmente se comparado com os projetos das anteriores Fässmer OPV 80).

 

O conteúdo deste artigo é de total responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do site.

36 Comments

  1. ano que vem a nação troca o temer o congresso , e fé em Deus , continuaremos o projeto nuclear esse sim vale a pena , um governo melhor priorizaria caças e misseis .
    os corruptos roubam milhoes e o brasil produz mais trilhões
    com um governo eficiente subiremos varios degraus em apenas um ano
    ou melhor em 5 Subimos 50
    mas ao povo brasileiro nao vote por ideologia e sim por dinheiro no bolso pois esses politicos ladrões que estao hoje entregando a patria se escondem atrás de ideologias mas nem tem plano de governo .
    marquem eles para descontar ano que vem . vejam suas atitudes ,

  2. Só uma sugestão ao colunista do Plano Brasil, Sr. Roberto Lopes .. ao invés do tópico informativo; ” comendo poeira” .. que tal; ” vendo só o navio passar “ .. haja vista que nem para comprar até banheira velha, a coitada da MB não tem dinheiro.. pelo que parece né .
    .
    O que falta na MB é um afilhado forte do “seu Miché” …. como por exemplo o “seu Padilha” ( ministro da casa civil) .. esse sim ! .. como ministro da defesa… a MB ..rsrsr .. tinha até umas Enterprises .. aquela do tipo do capitão Kirk .

    • O menino Lucena esse atual governo vai fazer dois anos que ta no governo, a penúria das forças armadas já vem desde que houve a dista “democratização” do Brasil… Na verdade nenhum presidente eleito até hoje preocupou com as Forças armadas, e os militares não reclamam para não perderem os seus enormes privilégios (pensão, previdência diferenciada, etc…

    • Roberto Lopes says:

      Boa Lucena!

  3. A impressão que tenho, é que o desenho desse patrulheiro Colombiano, ainda pode ser alongando, chegando a algo próximo de uma verdadeira Fragata.

  4. Mais uma vez frisando, vamos cooperar com os colombianos e desenvolver as CCT,s em parceria com países sul americanos.
    Aproveitamos as capacidades deles em construção naval e alguns sistemas de armas e guerra eletrônica, somado a nossas capacidades de guerra eletrônica, comunicações, sistemas de armas etc.
    Mas nosso políticos e comandantes preferem ficar alucinando em seus sonhos de gradeza e apostar em projetos extremamente caros dos europeus e norte americanos.
    Deve ser porque a recompen$$$a e mais vantajosa para eles !

  5. Isso sim daria um excelente NPaOc.

    Mas não creio que daria uma excelente corveta…

    Temos que relevar o tipo de construção. Casco bem compartimentado, compartimentos estanque, disposição de maquinário e elementos vitais por entre os compartimentos, etc…

    Vestir um casco para propósitos policiais com pintura militar não o torna um militar de fato…

  6. Só uma sugestão que nunca será adotada: O Brasil (nação, não só a MB decidindo) negocia a compra de uma versão um pouco mais alongada dessa OPV colombiana (nesse caso já uma fragata leve) talvez 6 unidades, e negocia a venda direta de um lote de 16 a 22 Gripens produzidos no Brasil e 3 ou 4 KC-390… a balança dessa negociação penderia para o Brasil más creio que os Colombianos assinariam, más o orgulho do almirantado caviar….

  7. O estado brasileiro esta falido, e inchado e cheio de parasitas concursados que não vão largar o osso principalmente o judiciário. na previdência gastamos 80%dos recursos com 20 %da casta come e dorme do funcionalismo publico, e se ameaçarem mexer nestes privilégios eles ameaçam parar o país, e param, o pais e afogado em burocracia estatal e eles controlam a burocracia.

    Enquanto não enxugamos gastos depravados com esta gente encostada que estudou para mamar nas tetas do estado e não para produzir, não vai sobrar dinheiro para nada de útil, muito menos para as forças armadas, que tem a simpatia do povo mais como um bando de escoteiros do quer como forças de combate e dissuasão. Alias as forças armadas também estão contaminadas pela vadiagem do setor publico em todo o seu corpo de intendência. para muitos pingou o soldo na conta dane-se que não tem munição, e ate melhor, dai não precisam se desgastar na instrução e no tiro de guerra, e só comparecer bater o ponto e mandar conscrito carpir lote e descascar batatas.
    E que venham o próximo feriadão, só em novembro tem 3, em um pais que diz querer crescer, piada.

  8. Isso aí seria a minha Tamandaré… Um baita de um OPV.
    .
    Escolta?
    Um projeto único de casco, na faixa das 5.000t, derivando daí as versões EG, ASW e AAW.

  9. Toni cavalcante says:

    Tipo de matéria que a turma da periferia regional adora para esculachar os foristas brasileiros nas páginas de defesa sul americanas. O correto seria publicar a reportagem sobre a novidade e aguardar os comentários comparativos. Afinal, não esperem que políticos andem por aqui. Não precisa esconder as pernas, mas também não precisa mostrar a bunda.

  10. César Pereira says:

    Vamos orar para que a Engepron se torne um dia uma Cotecmar!
    Cotecmar faz navio e a Engepron faz água!

  11. Perfeito Tony Cavalcante, me parece que não precisamos de hermanos falando mal do Brasil, já temos gente por aqui que só fazem isso. Veja que isso é só um projeto da Colômbia, que na verdade a única coisa de um porte um pouco parecido que eles já fabricaram foi um navio de patrulha oceânica e sob licença e supervisão da Alemanha, nada mais. Mas a galera já está dizendo que esse projeto será melhor que a Tamandaré, kkkkkk … Tem que rir mesmo, com todo respeito a Colômbia, mas até que eles provém o contrário, estão anos luz atrás da indústria naval do Brasil.

    • Uma coisa é certa: independentemente do tamanho dos navios que ora estão sendo produzidos ou virão a ser produzidos, o fato é que os colombianos estão levando seus projetos adiante de forma consistente.

      Enquanto isso aqui no bananão o PROSUB, tão aclamado pela turma do “Brasil-PuTênfia”, segue consumindo os recursos da MB e sob fortíssima suspeita de corrupção pela Força Tarefa da Lavajato, o programa dos Navios de Patrulha Oceânica de 500 tons segue patinando e ao invés de se desenvolver uma corveta derivada do projeto dos OPVs da Classe Amazonas, cuja ToT foi incluída no contrato celebrado com a BAe Systems, a EMGREPRON, segundo alguns um cabidão de emprego, sugere reiventarmos a roda com as Tamandaré ( e gastando bem mais)

      Moral da história: Uma coisa é ser otimista, outra é ser ufanista…

      • Vc confundiu algumas coisas, o NaPa 500BR não é oceânico, com os Amazonas não teve ToT, o que teve foi a concessão de uma autorização de construção de mais algumas unidades. Outra coisa é desenvolver uma corveta a partir de um NaPaOc sendo que já construímos uma ótima corveta e a Tamandaré é uma evolução da mesma, subindo inclusive de categoria para fragata leve. O por que então de se jogar fora o que se sabe localmente e correr atras dos ingleses? O nosso por ser nosso não presta? Outra coisa, precisamos de pelo menos mais uns dez NaPaOc, veja este conceito aí, eu defendo este conceito a muito tempo. Pegue-se um casco Tamandaré, mantenha-se a propulsão do projeto, na proa um Bofors 40 mm/70 Mark 4, duas metralhadoras 20mm, uma em cada bordo, duas metralhadoras (CORCED) 12,7mm, também uma em cada bordo, sem torpedos, sem sonar, sem mísseis anti-navio,sistema óptico-eléctrico, Sistema de Controle Tático – SICONTA, radar de busca de superfície radar de navegação. Esta aí um legítimo NaPaOc nacional e que ainda corrige o grave defeito da Classe Amazonas que é não poder operar heli orgânico, e de brinde criaria escala para construção de nossas corveta/fragata-leves Tamandaré.

  12. Rogério Rufini says:

    Esse sim é um patrulheiro de pais com uma costa como a nossa, 15 desses navios divididos em 3 bases navais, uma no norte, RJ, e RS, lembrando que apenas se conta com 30% de navios navegando 100%, ou seja, teria no màximo 5 navios no mar patrulhando, o resto em manutenção, treinamento ou abastecimento,
    Ja a CCT, sou eu acho que 165 militares num navio de 103 metros um absurdo……, contra mão dos modelos modernos,

    • Rogério, veja um trecho de um poste que eu fiz em outro site: “Necessitamos sim de patrulheiros pequenos, de 500 e 200 ton, para o salvamar próximo ao litoral, patrulhamento próximo ao litoral, portos, baias, laguna dos Patos, foz do Amazonas e patrulhamento do Oiapoque. Existe um projeto da EMGEPRON de um patrulheiro de 200ton tanto marítimo como fluvial, a exemplo da classe Piratini. Mas também há necessidade de patrulheiro oceânicos. Neste ultimo caso navios maiores são mais adequados, 2000ton. Temos três, os Amazonas, ao meu ver eles tem uma grande deficiência, que é a de não poder operar com heli orgânico. De sul para norte, no meu entender, teríamos que ter 2 NaPaOc no 5º DN, 3 no 1º, 2 no2º, 3 no 3º e 2 no 4º perfazendo um total 12, e hoje só temos os 3 Amazonas. Nós não “ocupamos” nosso mar. Em relação a patrulha fluvial, é mais tranquilo a região de Ladário, 6º DN, Mas já no 9º e no 4º a coisa é bem mais complicada e necessita de muito mais meios e infraestrutura.”

      • Adson concordo com suas expectativas o único problema a palavra ou nome EMGEPRON… aquilo não passa de cabide de emprego de reformados e afins essa é a realidade, deve ser fechado ou privatizado.

      • Rogério Rufini says:

        Na noticia de patrulhas eu posto isso também, pelo menos 50 patrulhas de 200 a 2000 toneladas

  13. Rogério Rufini says:

    mesmo pensamento que o meu, mas ainda acho que tem que ter um deslocamento maior ainda,

  14. Rogério Rufini says:

    ai não entendo, se fala em colaboração das forças armadas, então por que motivo, a MB não participa desse projeto, que esta quase pronto, se fala de 8 patrulhas de 2 mil toneladas, com compra imediata de 5, imagina o custo ia ser baixo,

    • Além do custo baixo a garantia de ENTREGA. Fazer um negocio bem planejado entre Brasil e Colombia daria escala de produção para os barcos colombianos e aeronaves brasileiras, o problema que temos um grupo de 100 almirantes que acha que vive na França… detalhe tbm que almirante frances batalha os daqui…. hummm…. só no champagne e caviar…

      • Rogério Rufini says:

        Eles tem os mesmos problemas que nos, precisam de escoltas , seria uma parceria rica , Chile na mesma situação, uma parceria dessa poderia nascer uma escala de produção de cerca de até 10 Tamandares, e ate 2 dezenas de patrulhas de outras tonelagem

  15. Quando eu digo que tem algo de errado com as CCTs ninguém acredita. Fiz este comentário no hoje no mundo militar certa vez e quase fui trucidado lá pelos defensores destas corvetas com preço de fragata de 5000 tons chinesa.

  16. Pra mim é isto aí! Perfeito.
    .
    Esqueçam escoltas

  17. Curioso

    Estaleiro estatal.

  18. Toni Cavalcante says:

    O Brasil tem necessidade de novos meios desde ao menos 10 anos e os programas atuais sequer parecem urgentes, com perspectivas ainda muito longínquas e incertas. Por outro lado, de nada serve uma plataforma moderna com sistemas e armas deficientes; portanto a necessidade de radares 3D, sistema anti-aéreo e anti-navios de longo alcance é uma prioridade paralela. Principalmente levando-se em consideração que, de forma otimista, esses possíveis meios só estarão operacionais lá para meados de 2030.

  19. Flávio Henrique says:

    O engraçado é ver pessoas comparando um NPaOc com uma CORVETA enquanto temos um projeto similar e de MESMA FUNÇÃO….
    Para quem quiser ver:
    https://www.marinha.mil.br/cpn/content/navio-patrulha-oceanico-brasileiro

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