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Joint-venture entre IAI e Synergy é lançada

A criação da joint-venture EAE no Brasil foi confirmada pelo conselho de administração da Israel Aerospace Industries (IAI) em 30 de março de 2009. Cada parte investirá um montante inicial de aproximadamente 750 mil dólares. Numa recepção realizada durante a Latin America Aero & Defense – LAAD 2009, que aconteceu na última semana na cidade do Rio de Janeiro (RJ), a constituição da joint-venture foi anunciada pelo diretor-presidente da IAI, Yair Shamir, e pelo presidente do Grupo Synergy, companhia sul-americana com negócios nas áreas aeroespacial, naval e indústria petrolífera, German Efromovich. A joint-venture será chamada EAE Aerospace Engineering Ltd. A recepção, realizada no hotel Sheraton, contou com a presença de várias autoridades civis e oficiais das forças armadas brasileiras. Yair Shamir declarou: “a criação desta companhia é resultado de uma relação de cooperação bem-sucedida entre a IAI e o Grupo Synergy. A EAE será ativa no Brasil, assim como em outros mercados potenciais na América Latina, nas áreas aeroespacial, marítima e segurança interna.” “A criação da EAE com um parceiro experiente como a IAI contribuirá para a posição da Synergy como uma força líder nos campos aeroespacial e de defesa no Brasil e em outros países latino-americanos”, disse German Efromovich, diretor-presidente do Grupo Synergy. A EAE oferecerá aos seus clientes sistemas avançados, tais como veículos aéreos não-tripulados (VANTs), radares multimissão, sistemas de navegação inercial, sistemas e plataformas marítimas, sistemas de defesa marítimos e fronteiriços, modernização e serviços de conversão para aeronaves e navios civis e militares, entre outros. O escopo da parceria é bastante amplo, mas segundo um executivo da IAI ouvido por T&D, as áreas naval e de veículos aéreos não-tripulados (VANTs) têm maior potencial de negócios em curto ou médio prazo. Nos últimos dias, a Synergy, que possui estaleiros, apresentou proposta à Marinha do Brasil para a construção de quatro navios-patrulha de 500 toneladas (NaPa 500). Quanto aos VANTs, a IAI foi uma das companhias selecionadas pela Força Aérea Brasileira (FAB) para envio de solicitação de informações (RFI, sigla em inglês). A IAI promove na América Latina, em especial no Brasil e Chile o VANT Heron, inclusive para forças policiais como o Departamento de Polícia Federal (DPF). “As capacidades da joint-venture resultarão da combinação da tecnologia e experiência da IAI, como a cultura empreendedora e infraestrutura local oferecidos pelo Grupo Synergy no Brasil.”, disse Eduardo de Vasconcellos, responsável pelo desenvolvimento de negócios nos setores aeroespacial e de defesa da Synergy. A EAE, que será baseada numa parceria estratégica, apoiará a transferência de tecnologia e informação, em paralelo com o co-desenvolvimento de projetos com o Ministério da Defesa do Brasil, as forças armadas brasileiras e instituições de pesquisa e desenvolvimento, assim como instituições acadêmicas e outras companhias locais. A EAE, segundo divulgou a IAI em nota, também considerará a aquisição de companhias locais brasileiras. Os escritórios da EAE serão localizados nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, com capacidades industriais iniciais nos estaleiros e instalações aeroespaciais da Synergy. Novas instalações serão incluídas à companhia de acordo com o seu crescimento.

Fonte: Tecnologia&Defesa

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Perda de capacidade tecnologica compromete programa de atualização dos ICBM Trident

Os planos para atualizar os mísseis Trident das marinhas dos EUA e Britânica foram congelados alegadamente poela perda da capacidade de fabricação de componentes sensíveis essenciais ao funcionamento da ogiva do míssil.

A“US National Nuclear Security Administration” (NNSA) já não sabe como construir um material designado misteriosamente como “fogbank” e terá que o redescobrir, num esforço que vai atrasar em pelo menos um ano a actualização do programada dos mísseis Trident consumindo pelo menos mais 69 milhões de dólares.

Esta actualização é urgente, dada a relativa idade, desgaste e defasagem dos sistemas dos mísseis.

A ultima fábrica de “fogbank” foi demolida na década de noventa, no Tennessee, e agora ter-se-á que construir uma nova fábrica. Mas esse não será o maior custo… Como a agência não conservou registos escritos do processo de fabricação e os engenheiros responsáveis já se reformaram e como todo o processo era tão secreto… Não se conservaram os registos escritos suficientes. A NNSA admitiu o erro e está a rever os seus procedimentos.

Este é o custo do não investimento continuado em material de defesa…

Fonte: Quintus

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Meta prevê triplicar a produção tecnológica

O governo brasileiro pretende triplicar a médio e longo prazo a produção dos Centros de Tecnologia da Marinha, Aeronáutica e Exército. A declaração, do Ministro da Defesa Nacional, Nelson Jobim, foi dada durante a abertura da 7ª Edição da Latin América Aero & Defense (LAAD 2009), que começou hoje e vai até sexta-feira, no Riocentro, no Pavilhão 3.

O ministro destacou o fato do Brasil não querer ser apenas um comprador de material de defesa, mas sim um parceiro dos demais países produtores de tecnologia.
“Já firmamos com a França parcerias para a produção de um submarino nuclear, para a construção de helicópteros modelo EC-725, de última geração – serão 50 ao todo –, e também queremos desenvolver veículos não tripulados para as três forças”, destacou Jobim, ao lembrar também do projeto de um veículo blindado que será produzido em Minas Gerais.
O ministro explicou que a política atual do governo federal é a de unificação e integração entre as três forças. “Precisamos de capacitação nacional, mas, para isso, o país tem que dispor de uma agenda nacional, como os outros países fazem. Temos grandes centros de tecnologia, que podem aumentar em muito na sua produção”, disse.
De acordo com o Nelson Jobim, desde que o Plano de Defesa Nacional foi implantado, em dezembro de 2008, o governo vem trabalhando com afinco para reorganizar e reconstruir as forças do país e também a Indústria Nacional de Defesa. “É preciso caminhar agora para desenvolver os setores espacial, cibernético e nuclear”, ressaltou.
Antes de encerrar seu discurso e iniciar sua visita à feira, o ministro fez questão de frisar os investimentos programados para modernização dos aeroportos das principais capitais do país. Ao todo, estão sendo aplicados R$ 325 milhões. “Tivemos problemas apenas em Vitória, Guarulhos, Goiânia e Macapá, onde teremos que rever os contratos”, finalizou.

Fonte: LAAD press Release