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FAB PÉ DE POEIRA: FAB celebra os 77 anos da Infantaria da Aeronáutica

A Infantaria da Aeronáutica foi criada em 1941, mesmo ano em que se institucionalizou o Ministério da Aeronáutica

A Infantaria da Aeronáutica celebrou 77 anos de criação, nesta segunda-feira (10), com cerimônia militar realizada na Primeira Brigada de Defesa Antiaérea, em Brasília (DF). A solenidade foi presidida pelo Comandante de Preparo, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Egito do Amaral, e contou com a presença de diversas autoridades militares.

“Infantes de ontem, de hoje e de sempre! Não se deixem iludir pelo cenário de paz e tranquilidade que vivenciamos em nosso continente, nem pela necessidade de participarmos em ações subsidiárias em prol da sociedade brasileira. Não obstante essa realidade e independentemente das restrições orçamentárias vigentes, estarmos prontos para a Guerra constitui a razão de existirmos”, ressaltou o Oficial-General na Ordem do Dia.

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Durante a cerimônia, ocorreu uma homenagem aos Brigadeiros de Infantaria da reserva Agostinho Shibata, José Roberto Durans Amorim e Rodolfo Freire de Rezende. “Fico muito grato por essa homenagem e tenho certeza de que essa nova geração está conduzindo corretamente o rumo da Infantaria”, disse o Brigadeiro Shibata.

Em seguida, militares da Infantaria da reserva entraram em forma juntamente com militares da atualidade, formando um dos grupamentos da tropa que contou ainda com a Banda de Música da Ala 1, Grupamento Operacional, Comandante da Tropa e seu Estado-Maior, Bandeira Nacional e sua Guarda, Companhia Cerimonial Santos-Dumont, Primeira Brigada de Defesa Antiaérea e de Operação de Controle de Distúrbios.

Na sequência, também, desfilaram as viaturas operacionais utilizadas nas missões de Polícia de Aeronáutica, patrulhamento tático móvel e rondas ostensivas; viaturas do Terceiro Grupo de Defesa Antiaérea, com uma Unidade de tiro do míssil Igla-S, responsável por prover a defesa antiaérea; e o caminhão utilizado para o transporte de tropas, com capacidade de 20 homens e carga máxima de cinco toneladas.

Exposição

A homenagem à Infantaria, também, contou com uma exposição com materiais utilizados pela tropa da Defesa Antiaérea, como rádios de comunicação, material de escalada e de uso individual do militar, além do Radar Saber M-60.

“A gente faz a cobertura radar em zonas de sombra, como atrás de morros, para visualizar as aeronaves que estão se aproximando do ponto sensível”, explicou o Sargento Sandro Campos da Fonseca, do Serviço de Guarda e Segurança do Terceiro Grupo de Defesa Antiaérea, localizado em Anápolis (GO).

História

A Infantaria da Aeronáutica foi criada durante a Segunda Guerra Mundial, em 1941, mesmo ano em que se institucionalizou o Ministério da Aeronáutica, quando foram ativadas as primeiras Companhias de Infantaria de Guarda.

Já em 1982, o então Ministro da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Délio Jardim de Mattos, determinou que oficiais passassem a ser formados pela Academia da Força Aérea, adestrados para assumirem atividades inerentes à Autodefesa de Superfície, Defesa Antiaérea e Operações Especiais.

Em 2012, a Doutrina Básica da Força Aérea Brasileira definiu novos papéis para a Infantaria da Aeronáutica, exigindo transformações estruturais e organizacionais, resultando na ativação dos Grupos, Esquadrões, Esquadrilhas e Elementos de Segurança e Defesa, responsáveis pela proteção permanente do Comando da Aeronáutica e empregadas em diversas missões reais, das quais se destacam as operações para a Garantia da Lei e da Ordem.

“Desde o início, a Força Aérea compreendeu a importância de se ter uma proteção das suas bases, instalações e recursos no solo, então, enquanto a Força Aérea estiver que se preparar para o combate a presença da Infantaria será inestimável”, concluiu o Comandante da Primeira Brigada de Defesa Antiaérea, Brigadeiro de Infantaria Luiz Marcelo Sivero Mayworm.

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GDAAE Infantaria da Aeronautica PÉ DE POEIRA

FAB PÉ DE POEIRA: Inaugurada instalações da Primeira Brigada de Defesa Antiaérea (1ª BDAAE)

Descerramento da placa de inauguração das instalações
Sede passa a ser primeiro aquartelamento da FAB sob responsabilidade do quadro de Infantaria
Foi realizada nesta terça-feira (25), no Gama (DF), a inauguração da sede do quartel-general da Primeira Brigada de Defesa Antiaérea (1ª BDAAE). O evento contou com a presença do Comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, além de oficiais-generais e representantes de unidades de Defesa Antiaérea da Força.

O Comandante da 1ª BDAAE, Brigadeiro de Infantaria Luiz Marcelo Sivero Mayworm, falou da importância do primeiro aquartelamento da FAB sob responsabilidade do quadro de Infantaria. “O presente ato reflete a confiança depositada pelo Comando da Aeronáutica em nosso quadro e descortina inéditas responsabilidades administrativas e gerenciais. Nos últimos dez anos, a Brigada emergiu de uma concepção operacional, tornando-se realidade e, hoje, mais uma etapa daquela jornada se completa”, destacou.

Comandante da 1ª BDAAE falou aos convidados
O oficial-general falou, ainda, das perspectivas para a organização militar. “Uma vez que a defesa antiaérea constitui um dos pilares inalienáveis para o domínio do ambiente aéreo e espacial, entendo ser imprescindível materializar nossas capacidades, especialmente com vistas ao engajamento de longo alcance”, disse o Brigadeiro Mayworm.
Oficiais-generais da FAB prestigiaram a cerimônia

O Comandante da FAB ressaltou o aspecto da formação de pessoal na última década. “A gente melhorou a formação e a capacitação de todo o pessoal de Infantaria e também em uma atividade importantíssima como a antiaérea, que é essencialmente técnica. Qualquer força aérea no mundo precisa ter uma antiaérea bem estruturada e com capacidade adequada”, explicou o Tenente-Brigadeiro Rossato.

Além disso, o Comandante acredita no incentivo dos militares de Infantaria diante das mudanças. “Eles sempre estiveram motivados, mas isso aqui vai aumentar o grau de motivação deles porque oferece novas possibilidades. Eles têm todo um horizonte relacionado a mísseis de curto, médio e longo alcance, além da integração com aeronaves, radares e todo o sistema de defesa antiaérea”, finalizou.

Após a cerimônia, os convidados conheceram as instalações e visitaram uma exposição montada na área externa da Brigada.

Primeira Brigada de Defesa Antiaérea – Ativada em abril de 2016, a 1ª BDAAE tem como missão proteger pontos e áreas sensíveis de interesse do Comando da Aeronáutica indispensáveis ao funcionamento do Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA).

A Brigada possui três Grupos de Defesa Antiaérea (GDAAE) ligados ao Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA): o 1º GDAAE, localizado em Canoas (RS); o 2º GDAAE, localizado em Manaus (AM); e o 3º GDAAE, localizado em Anápolis (GO). Os grupos já atuaram em eventos importantes de nível nacional, como os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

 

Fonte: FAB

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FAB PÉ DE POEIRA: Segundo Grupo de Defesa Antiaérea (2º GDAAE- Grupo Ajuricaba) realiza Estágio de Observador de Defesa Antiaérea

Estágio possui ênfase nas técnicas de locomoção, ambientação e permanência em áreas de selva

O Segundo Grupo de Defesa Antiaérea (2º GDAAE), localizado em Manaus (AM), realiza, até o dia 27 de setembro, o Estágio de Observador de Defesa Antiaérea (EOBDAAE 2018). O objetivo é capacitar militares para atuar como elos do Sistema de Defesa Antiaérea, por meio do Subsistema de Controle e Alerta, guarnecendo Postos de Vigilância (P Vig).

Os P Vig ficam situados nas zonas de sombra dos radares ou no alto de elevações, como, por exemplo, em cristas militares, emitindo o alerta antecipado quando da aproximação de aeronaves hostis que tentem ingressar no Volume de Responsabilidade da Defesa Antiaérea (VRDAAE) do local defendido, garantindo a eficácia na defesa de Pontos e Áreas Sensíveis de interesse da Força Aérea Brasileira (FAB).

Por ser situado na Região Amazônica, o estágio possui ênfase nas técnicas de locomoção, ambientação e permanência em áreas de selva. Instruções como sobrevivência, topografia, contato com indígenas e nativos, entre outras, permitirão aos futuros Observadores de Defesa Antiaérea permanecer por períodos longos no terreno, exercendo suas funções operacionais. Além disso, instruções como reconhecimento de aeronaves, comunicação segura, e uso do óculos de visão noturna NVG (do inglês, Night Vision Googles), proporcionarão o conhecimento tático necessário ao cumprimento da missão.

“Sabendo da responsabilidade de atuarmos como elos do Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro, é de suma importância assimilarmos as instruções e assim defendermos os Pontos e Áreas Sensíveis de interesse da FAB e do Brasil. Sei que será difícil, mas ninguém me disse que seria fácil”, relatou o Soldado Riuler Henrique Leite, um dos alunos do estágio.

A cerimônia de abertura, realizada no dia 11, contou com a presença do Comandante do 2° GDAAE, Tenente-Coronel de Infantaria Gilson Resende Floriano Júnior, que ressaltou, durante suas palavras, a importância do papel do Observador de Defesa Antiaérea como último recurso na detecção de ameaças aéreas inimigas. “O alerta antecipado dos senhores proporcionará a atuação eficaz dos nossos mísseis antiaéreos. Nunca se esqueçam disso”, destacou.

Palestra

O Comandante da Primeira Brigada de Defesa Antiaérea (1ª BDAAE), localizada em Brasília (DF), Brigadeiro de Infantaria Luiz Marcelo Sivero Mayworm, ministrou uma palestra com o tema: “Sistemas Antiaéreos Contemporâneos e sua aplicação pelo Poder Aéreo e Espacial”, no dia 27 de agosto, na Ala 8, em Manaus (AM).

O oficial-general ressaltou a importância da proteção de pontos e áreas de interesse elencadas pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) e também do treinamento conjunto entre a aviação e a defesa antiaérea.

O evento contou com a presença do Comandante da Ala 8, Brigadeiro do Ar Maurício Carvalho Sampaio, além de oficiais aviadores e de infantaria pertencentes às Unidades Subordinadas.

Fonte: FAB

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FAB PÉ DE POEIRA: Segundo Grupo de Defesa Antiaérea (2º GDAAE- Grupo Ajuricaba) capacita novos atiradores e remuniciadores do Sistema Antiaéreo Igla-S

O Segundo Grupo de Defesa Antiaérea (2º GDAAE), localizado em Manaus (AM), realizou a cerimônia de encerramento dos Cursos de Atirador e Remuniciador do Sistema Antiaéreo Igla-S 2018, na última quinta-feira (02).

Durante um mês, os alunos receberam instruções teóricas e práticas sobre o Sistema de Defesa Antiaérea da Força Aérea Brasileira (FAB) com ênfase nas funções de Atirador e Remuniciador do Sistema de Defesa Antiaéreo Igla-S, permitindo aos alunos conhecerem o funcionamento do subsistema de armas, de controle e alerta, de comunicações e de logística.

Este ano, o curso contou com 12 militares do 12° Grupo de Artilharia Antiaérea de Selva (12° GAAAe SI), do Exército Brasileiro, além da participação de instrutores dos Esquadrões Pacau (1°/4° GAV) e Harpia (7º/8º GAV).

Os novos atiradores e remuniciadores do Sistema Igla-S irão compor as equipagens operacionais do 2º GDAAE e do 12º GAAAe SI, estando aptos a realizar a defesa antiaérea de pontos e áreas sensíveis de interesse do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE).

“O curso foi de grande valia para enriquecer os meus conhecimentos acerca dos assuntos ministrados. Dessa forma, concluo o curso e me sinto mais bem preparado para executar os procedimentos e operar da melhor forma possível o sistema Igla-S”, destacou o Sargento de Artilharia Gladstone Rafael Kunzel, primeiro colocado no Curso de Atirador.

 

Fonte:FAB

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FAB PÉ DE POEIRA: Terceiro Grupo de Defesa Antiaérea – 3º GDAAE (Grupo Defensor) cria dispositivo para auxiliar no treinamento de operadores do Sistema IGLA-S

Objetivo é registrar, com precisão, dados essenciais para a avaliação de desempenho operacional

O Terceiro Grupo de Defesa Antiaérea (3º GDAAE) da Força Aérea Brasileira (FAB), localizado em Anápolis (GO), está capacitando militares do 1º GDAAE para operação e manutenção do Dispositivo Automático de Registro de Tiro (DART). O treinamento começou no dia 19 de março e segue até 14 de abril.

O DART é um equipamento eletrônico, incorporado aos conjuntos de treinamento dos Sistemas Portáteis de Lançamento de Mísseis IGLA 9K38 e IGLA-S 9K338, que são utilizados pelas Unidades de Tiro em exercícios operacionais previstos pelo Comando de Preparo (COMPREP). Juntos, formam um sistema capaz de registrar, com precisão, dados essenciais para a avaliação de desempenho operacional, tais como coordenadas geográficas, hora GPS do disparo, azimute e grau de inclinação de pontaria.

O dispositivo foi criado pelo Sargento Wallace Mergulhão de Almeida Bartholomeu, Especialista em Eletrônica, que trabalha há 10 anos na área de defesa antiaérea. “Antes os dados eram registrados manualmente pelo Comandante da Unidade de Tiro, olhando a hora no relógio. Agora, esse dispositivo registra todas as atitudes tomadas pelo atirador por meio de dados dos satélites, além de sensores distribuídos por todo o conjunto de treinamento, o que contribui com uma melhor avaliação dos operadores do sistema”, explicou o Sargento Almeida.

As informações são compiladas e transmitidas à célula de avaliação do exercício e são importadas diretamente para o Programa de Planejamento de Missões Aéreas (PMA), a fim de analisar o desempenho das unidades aéreas e antiaéreas envolvidas nos exercícios.

Os militares do 2° GDAAE foram capacitados no período de 19 de fevereiro a 23 de março. A expectativa é que o dispositivo seja implementado nas outras Unidades de Defesa Antiaérea. “É gratificante estar contribuindo para o desenvolvimento da Defesa Antiaérea da Força Aérea Brasileira e receber esse conhecimento que, posteriormente, será disseminado na minha Unidade”, ressaltou o Sargento Felipe Henrique Fantinel Pinto, militar do 1º GDAAE.

Fonte: FAB

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FAB PÉ DE POEIRA: 3° Grupo de Defesa Antiaérea (Grupo Defensor) recebe visita de alunos do Curso Avançado de Aviação (CAAV) do Centro de Instrução de Aviação do Exército (CIAvEx)

Os alunos do Curso Avançado de Aviação (CAAV) do Centro de Instrução de Aviação do Exército (CIAvEx) realizaram uma visita à Ala 2, localizada em Anápolis (GO). O CAAV é o curso de mais alto nível ministrado pelo CIAvEx e habilita o Major ou Capitão aperfeiçoado para o desempenho das funções de Oficial de Ligação na Aviação do Exército nos Grandes Comandos, assim como para a função de Comandante de Unidade Aérea em Operações.

“Essa é uma troca de experiências, em que é possível observar as capacidades e complementaridades dos equipamentos utilizados por cada instituição, proporcionando uma visão mais ampla das possibilidades de emprego num Teatro de Operações real”, aponta o Major Aviador Henrique Moraes Furtado.

Os oficiais do Exército Brasileiro receberam palestras dos Esquadrões Aéreos, visitaram o 3° Grupamento de Defesa Antiaérea (3° GDAAE), a Seção de Processamento de Imagens e conheceram as aeronaves dos esquadrões.

A visita é um Pedido de Cooperação de Instrução e ocorre há mais de dez anos. “Essas instruções são de grande valia para o curso, tendo em vista a importância dos esquadrões, como o Esquadrão Guardião, realizando ações de Controle e Alarme em Voo, bem como de Reconhecimento”, explica o Major do Exército Leonardo Jorge Oliveira da Silva.

Fonte: FAB

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FAB PÉ DE POEIRA: 3° Grupo de Defesa Antiaérea (Grupo Defensor) recebe visita de Alunos da Escola de Artilharia de Costa e Antiaérea (EsACosAAe) do Exército

Alunos da Escola de Artilharia de Costa e Antiaérea (EsACosAAe) do Exército Brasileiro realizaram uma visita, no dia 17 de agosto, à Ala 2 e ao 3° Grupo de Defesa Antiaérea (Grupo Defensor), ambos localizados em Anápolis (GO). O objetivo é que os alunos complementem o conteúdo que tiveram em sala de aula. A EsACosAAe tem a missão de especializar militares em Defesa Antiaérea e Defesa do Litoral e também recebe militares de outras Forças que desejam se qualificar no sistema de Defesa Antiaérea.

Na Ala, os alunos visitaram os Esquadrões Aéreos e as aeronaves, além de assistirem a palestras. Já no 3° GDAAE, grupo da Força Aérea Brasileira (FAB) especializado em Defesa Antiaérea, os alunos assistiram a uma palestra com o Comandante, que explicou o histórico de Defesa Antiaérea na FAB e como o grupo se prepara para empregar os meios de que dispõe. Eles assistiram, ainda, a uma demonstração do Simulador Konus, utilizado para treinamento de procedimentos do Subsistema de Armas Russo IGLA-S, e alguns puderam testar o equipamento.

“Conhecer como a Força Aérea trata o assunto Defesa Antiaérea, perceber as similaridades e diferenças que existem entre a área do Exército Brasileiro e da Força Aérea é de extrema relevância para os alunos”, ressalta o coordenador da viagem, Major Martins Rocha.

A visita faz parte de uma viagem que a turma faz, próximo à conclusão do curso, à Brasília (DF) Os alunos conheceram também outras unidades da FAB, como o Comando Aeroespacial (COMAE), o Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA 1) e o Destacamento de Controle do Espaço Aéreo do Gama (DTCEA-GA).

Fotos: Soldado Leonardo

Fonte: FAB

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FAB PÉ DE POEIRA: Primeiro Grupo de Defesa Antiaérea (Grupo Laçador) recebe instrução sobre Guerra Eletrônica

“As instruções trouxeram novas possibilidades de melhoria no emprego dos nossos equipamentos”, afirma o Comandante do 1º GDAAE

Uma comitiva do Primeiro Grupo de Defesa Antiaérea (1º GDAAE), composta por quatro oficiais e quatro graduados, realizou uma visita de instrução no Comando de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército (CCOMGEX), localizado em Brasília-DF, nos dias 26 e 27 de junho. A atividade faz parte do Programa de Instrução e Manutenção Operacional do 1º GDAAE e teve como objetivo a busca de informações sobre novas tecnologias e atividades desenvolvidas no CCOMGEX.

O General Luiz Gonçalves, Comandante da Unidade anfitriã, fez a abertura do evento ministrando uma palestra institucional sobre os projetos estratégicos do Exército, com ênfase nas atividades de Comunicações, Guerra Eletrônica e Defesa Cibernética. Em seguida, a comitiva visitou outras Organizações subordinadas ao CCOMGEX e localizadas no mesmo complexo: Escola de Comunicações (ESCOM); Companhia de Comando e Controle (Cia C2); e Centro de Instrução de Guerra Eletrônica (CIGE).

No decorrer de dois dias, a comitiva teve instruções sobre o Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS), Rádio Falcon Harris III, Defesa Cibernética e utilização do software HTZ, voltado para o planejamento de comunicações em ambiente de Guerra Eletrônica. Foram realizadas ainda instruções práticas sobre programação e montagens de redes-rádio e visita aos laboratórios de Radar, Eletrônica, Guerra Eletrônica e Eletricidade.

O Comandante do 1º GDAAE, Major de Infantaria Antonio Fernandes Filho, ressaltou a importância da visita ao CCOMGEX como forma de buscar novos conhecimentos e ferramentas tecnológicas que possam ser aplicadas à atividade de Defesa Antiaérea. “Esta Organização do Exército é um centro de excelência no que diz respeito a Comunicações e Guerra Eletrônica. As palestras e instruções trouxeram novas possibilidades de melhoria no emprego de nossos equipamentos e na capacitação de nosso efetivo”, afirma.

Fotos: Tenente Nagata

Fonte: FAB

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FAB PÉ DE POEIRA: Defesa Antiaérea na Força Aérea Brasileira

Por  Cap Inf Lucas Rodrigues Nogueira Lemos

Saiba mais sobre o trabalho da Defesa Antiaérea da FAB e as participações em grandes eventos no País

Pela análise do histórico das Companhias de Artilharia Antiaérea de Autodefesa, nascidas no ano de 1997 em Canoas-RS, e no ano de 2009 em Manaus-AM, é possível observar que essas se desenvolveram baseadas na participação em exercícios e operações, aprimorando a doutrina e as concepções de emprego adquiridas do Exército Brasileiro, visto que seu efetivo de oficiais e graduados se especializava na Escola de Artilharia de Costa e Antiaérea – EsACosAAe.

A atividade de defesa antiaérea foi incorporada à missão da Infantaria em 1997 com a criação da Companhia de Artilharia Antiaérea de Autodefesa (CAAAD), em Canoas-RS.

O conhecimento e a experiência adquiridos ao longo desses anos serviram como base para a estruturação dos Grupos de Defesa Antiaérea (GDAAE), a qual pode ser relacionada a um processo conhecido como Ciclo de Vida Organizacional, que afirma que toda organização passa por momentos específicos em sua existência, como situações de crise, revolução e evolução, que se repetem ciclicamente, fazendo com que haja amadurecimento e lapidação de novos valores.

Desta maneira, a partir de 2012, às unidades de defesa antiaérea da FAB permitiu-se uma nova forma de envolvimento na sistemática de defesa aeroespacial brasileira: a participação em eventos de não guerra, ou, em outras palavras, a participação da defesa antiaérea nos grandes eventos esportivos que se realizaram em 2013, 2014 e 2016: Copa das Confederações, Copa do Mundo de Futebol e Jogos Olímpicos.

Diante deste quadro, o Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA) determinou que o 1º GAAAD (hoje denominado 1º GDAAE – Grupo Laçador) executasse, em junho de 2013, a defesa antiaérea da Arena Fonte Nova, em Salvador-BA, que sediou partida de futebol pela Copa das Confederações. Desencadeou-se, com isso, uma série de procedimentos que envolveram todos os subsistemas existentes em uma defesa antiaérea: o de comunicações, de armas, de controle e alerta e, por fim, o subsistema de apoio logístico, que, naquela ocasião, teve que envolver e cadenciar, harmoniosamente, todos os demais.

Militares treinam ciclo completo de emprego do Sistema Antiaéreo IGLA

A execução da defesa antiaérea seguiu, então, os protocolos já conhecidos. Primeiramente, a ida à cidade de Salvador, realizando a missão de Reconhecimento e Escolha para Ocupação de Posições – REOP. Tida como fase vital de qualquer defesa antiaérea, o REOP consiste na análise criteriosa das posições operacionais a serem ocupadas, não somente as posições das Unidades de Tiro e Postos de Vigilância dispostos no terreno, mas também do Centro de Operações Antiaéreas – COAAe, da Sala Móvel de Operações Terrestres e do Posto de Comando. Ademais, coube aos militares que executaram o REOP verificar minuciosamente os aspectos logísticos envolvidos, visto a complexidade em se mobilizar e em transportar praticamente a totalidade de seu efetivo. Descrevendo a cronologia das ações, após a conclusão do REOP e confecção do Plano de Defesa

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Antiaérea – PlanDAAe, a equipe precursora se deslocou para a cidade de Salvador, iniciando os trabalhos de apoio à tropa que se faziam necessários. Alimentação, alojamento, montagem dos meios, viaturas. Enfim, tudo detalhadamente coordenado, com apoio irrestrito da Base Aérea de Salvador, de seu Batalhão de Infantaria e da Prefeitura da Aeronáutica, para o recebimento da tropa envolvida na operação. Terminada a missão, era hora de preparar o terreno para o desafio ainda maior, que estava previsto para o ano de 2014: ambos os Grupos teriam que realizar a defesa antiaérea de estádios sede de jogos da Copa do Mundo de futebol. A Arena Corinthians, em São Paulo-SP, seria defendida pelo 1º GAAAD; a Arena Amazônia, pelo 2º GAAAD. Como de costume, as lições aprendidas foram absorvidas pela tropa, e o emprego real em ambiente urbano já não era mais novidade. Neste sentido, as adaptações foram realizadas. A camuflagem verde, típica das operações e exercícios anteriores, já não mais atendia ao cenário acinzentado das grandes cidades.

Os Grupos ocuparam posições operacionais em locais onde era possível manter o contato visual com as aeronaves, ampliando o monitoramento da FAB sobre o espaço aéreo próximo aos estádios.

O armamento, antes transportado em pesados cunhetes de madeira, passou a ser conduzido em compartimentos maleáveis, condizentes com características das posições das Unidades de Tiro. Outra importante lição havia sido aprendida: a coordenação minuciosa com os Batalhões de Infantaria da Aeronáutica. No caso de Salvador, ao BINFA 52 coube a proteção das posições dispostas no terreno. Consolidou-se a fi gura do militar “segurança aproximada”, ao qual fora confiada a missão de salvaguardar o local de atuação do Comandante da Unidade de Tiro, do Atirador e do Remuniciador, possibilitando a estes elementos a concentração na vigilância do espaço aéreo sob sua responsabilidade.

Dispositivo Termal de Pontaria MOWGLI-2M, de origem russa, quando incorporado ao sistema de mísseis superfície-ar IGLA-S, permite que o atirador identifique seus alvos e possa empregar a defesa antiaérea no período noturno.

Além disso, os deslocamentos, desde o Ponto de Liberação (P Lib) até as posições fi nais, tiveram que ser detalhadamente estudados pelos militares do Batalhão, para que houvesse o desempenho esperado na segurança do comboio que iria se deslocar pelas ruas e avenidas da capital soteropolitana. O protocolo, assim, foi seguido. Em Manaus e em São Paulo as equipes desdobraram-se para a realização do reconhecimento, que resultaria na confecção dos planos de defesa antiaérea específicos, a serem empregados na Copa do Mundo.

A versão mais moderna do míssil, o IGLA-S, é preparado para receber acessórios como o visor termal, um dispositivo infrared que intensifica a emissão de calor da aeronave e facilita o acompanhamento à noite.

Novamente o 1º GAAAD se deslocou, carregando consigo agora não só novos equipamentos de comunicação, como os rádios táticos Falcon III, capazes de prover enlace de voz e dados em alta velocidade, mas também o radar SABER M60, de tecnologia brasileira, importante ferramenta componente do subsistema de controle e alerta. Outro fator determinante ao cumprimento da missão consistiu na participação da Equipe de Ligação Antiaérea (ELAAe), composta por militares dos Grupos nos Centros de Operações Militares (COpM).

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Alocados, assim, nos Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo, CINDACTA II em Curitiba e CINDACTA IV em Manaus, permitiu-se uma ampliação na consciência situacional da defesa antiaérea, em virtude da capacidade técnica operacional dos respectivos Centros. Por força doutrinária, após o término da Copa do Mundo, os GAAAD foram renomeados a Grupos de Defesa Antiaérea, GDAAE. Com um perfil de adaptabilidade, o Núcleo de Brigada de Defesa Antiaérea (posteriormente renomeado para Primeira Brigada de Defesa Antiaérea – 1ª BDAAE), Comando de Preparo da atividade antiaérea na FAB, estruturou, logo após a Operação Copa do Mundo, em 2014, o Curso de Defesa Antiaérea – CDAAE, no Grupo de Instrução Tática Especializada – GITE. O curso dava início à construção de um legado em termos de doutrina antiaérea.

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A formação própria de oficiais e graduados proporcionou a complementação, nos Grupos, de recursos humanos especializados. Igualmente, possibilitou a capacitação desses militares em consonância com as necessidades da Força Aérea, de modo a aproximar ainda mais a defesa antiaérea à defesa aérea, em um cenário de defesa aeroespacial. Paralelamente à estruturação do CDAAE, e para dar base a seu currículo, aprovou-se o primeiro manual de defesa antiaérea, MCA 355-1. Seu texto representou a solidificação de toda doutrina antiaérea já permeada na atividade.

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Chegado o ano de 2016, aos GDAAE coube, novamente, a defesa antiaérea de arenas esportivas em função dos Jogos Olímpicos. Em Manaus mais uma vez a defesa ficou a cargo do 2º GDAAE. Em São Paulo houve uma novidade: não só o 1º GDAAE, mas também o 3º GDAAE, recém ativado, somaram esforços, deslocando-se de Canoas-RS e de Anápolis-GO para estruturar a defesa antiaérea. Cumprindo o planejamento do COMDABRA, os Grupos finalizaram com êxito sua missão nos Jogos Olímpicos.

Viatura Agrale Marrua permite o deslocamento das unidades Antiaéreas da FAB em qualquer tipo de terreno.

Na retaguarda do sucesso encontra-se o foco na preparação e no treinamento árduo. No ano que antecedera aos Jogos, os Grupos intensificaram suas instruções, com ênfase na manutenção e no aprimoramento da operacionalidade de seus efetivos. Para tanto, o Programa de Instrução e Manutenção Operacional – PIMO fora moldado de acordo com as especificidades da Operação.

Preparação Em especial, vale destacar a importância da preparação dos militares componentes das Unidades de Tiro, uma vez que, cabe a eles, em suma, a conclusão de todo o processo de execução de uma defesa antiaérea. Dessa maneira, os Comandantes de Unidade de Tiro, Atiradores e Remuniciadores de todas as posições que foram adotadas nos Jogos Olímpicos foram submetidos ao mais intenso treinamento no simulador de tiro KONUS, visando seu adestramento de forma a sistematizar todos os procedimentos relacionados ao funcionamento perfeito do subsistema de armas.

De origem russa, o simulador Konus tem uma tela de projeção onde são simulados inúmeros cenários em ambientes diversos, utilizando um sistema computadorizado que gera relatórios de eficiência dos atiradores. Aumentando a realidade dos treinamentos, o “míssil” do simulador e o mecanismo de lançamento juntos somam 18,25kg, o mesmo peso do equipamento real.

A utilização intensiva de um simulador como o KONUS representou um salto qualitativo significativo na capacitação dos militares das Unidades de Defesa Antiaérea. Possibilitou a aferição dos aprendizados teóricos, com a prática constante dos procedimentos relacionados a cada espécie de alvo, cada qual exigindo da Unidade de Tiro no treinamento e, em especial do atirador, a condução mecânica de etapas sequenciais para a neutralização da ameaça aérea virtualmente proposta. É preciso destacar, ainda, a economia de recursos e de meios envolvida nesta fase de capacitação. Embora tenham ocorrido todos os avanços operacionais já explicitados neste texto, o Sistema de Defesa Antiaérea na FAB ainda carecia de codificação escrita, que formalizasse de modo sistemático a complexidade de sua estrutura.

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O MCA 355-1, base da doutrina antiaérea, ainda que atualizado em 2015, não esgotou o rol de assuntos relacionados à atividade. Para preencher as lacunas existentes em termos da operacionalidade de seus subsistemas, a 1ª BDAAE mobilizou o efetivo dos GDAAE para que elaborassem manuais específicos, referentes aos equipamentos empregados e aos procedimentos de operação. Assim, somente no ano de 2016 foram aprovados outros cinco manuais de defesa antiaérea.

Futuro Sob essa ótica organizacional, não há que se falar em estacionamento ou em acomodação quanto ao aprimoramento administrativo e operacional, ou muito menos acreditar que o desenvolvimento estrutural do sistema antiaéreo já tenha se encerrado. Pelo contrário. A doutrina se modificará, confrontada com um cenário dinâmico condizente com as novas tecnologias aeroespaciais. Os equipamentos, rádios e radares serão aperfeiçoados, envoltos em um ambiente de guerra eletrônica cada vez mais complexo. O armamento ampliará sua capacidade de neutralização. Os recursos humanos desempenharão mais eficientemente suas atribuições. Neste sentido há, ainda, um vasto campo para o desenvolvimento da atividade

Antiaérea no contexto aeroespacial brasileiro. Como exemplo deve-se mencionar a busca pelo aprimoramento de uma Unidade de Comando eficiente, capaz de gerar consciência situacional plena, e de coordenar, simultaneamente, diferentes tipos de meios aéreos e de armamentos antiaéreos, em prol da soberania aérea e da não ocorrência de fratricídios ou de danos colaterais. A ascendência da atividade ainda não encontrou seu ápice, nem tampouco seu momento de inflexão, cabendo à Primeira Brigada de Defesa Antiaérea a condução dos Grupos de Defesa Antiaérea em direção à contínua busca pelo sucesso, na certeza de que os céus do Brasil estarão sempre e, incondicionalmente, guardados pela Infantaria da Aeronáutica

Texto Cap Inf Lucas Rodrigues Nogueira Lemos

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FAB PÉ DE POEIRA: BATALHÃO DE INFANTARIA DE GARANTIA DA LEI E DA ORDEM

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Trabalho da Infantaria da Aeronáutica foi essencial para manutenção de ambiente tranquilo durante Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016

Desde a criação do quadro de Infantaria da Aeronáutica, seu passado de glórias tem permeado diversas atividades de Polícia da Aeronáutica, segurança e defesa de instalações aeroportuárias em áreas de interesse, bem como o apoio às ações das Forças Armadas e Órgãos de Segurança Pública na garantia da lei e da ordem, mas pela primeira vez na sua história, a Força Aérea Brasileira criou um batalhão específico para realizar operações de Garantia da Lei e da Ordem.

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O Batalhão de Infantaria de Garantia da Lei e da Ordem (BINFA GLO), unidade temporária sediada na Base Aérea do Galeão, atuou no período de 14 de julho a 19 de setembro de 2016 e contou com a participação de 628 militares provenientes das diversas regiões do Brasil: COMAR I – Belém (BINFAE-BE), Alcântara (CINFAI – CLA) ; COMAR II – Recife (BINFAE-RF); COMAR III – Rio de Janeiro (BINFAE- GL, BINFAE-AF,BINFAE-RJ e BINFA 43; COMAR IV – São Paulo (BINFA-14), Campo Grande (BINFA-34), Guarulhos (BINFA-54 ), São José dos Campos ((BINFA-64 ), Guaratinguetá (BINFA-74) e Pirassununga (BINFA-84 ); COMAR V Canoas (BINFAE-CO ), Santa Maria (BINFA SM )e Florianópolis (BINFA 25); COMAR VI – Brasília (BINFAE-BR) e Anápolis (BINFA-36 ) e COMAR VII – Manaus (BINFAE-MN), Boa Vista (CINFAI-BV ) e Porto Velho (BINFA-17 ).

O BINFA-GLO teve como objetivo o planejamento (em nível tático), a coordenação e execução da Ação de Força Aérea Polícia da Aeronáutica a fim de contribuir para a promoção do ambiente pacífico e seguro durante a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, realizados nos períodos de 05 a 21 de agosto e 07 a 19 de setembro de 2016, respectivamente, no Rio de Janeiro, foram o maior evento esportivo do planeta e trouxeram ao Brasil cerca de 15.000 atletas de mais de 200 países, além de profissionais de mídia, turistas, chefes de Estado e de diversas pessoas da família olímpica.

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Com base na Missão Constitucional de Defesa da Pátria e a Manutenção e Garantia da Lei e da Ordem, além de diversos outros acordos e regulamentos para realização da RIO 2016 em ambiente seguro e estável, as Forças Armadas foram acionadas, por meio de Decreto Presidencial, para atuar nas Operações de Garantia da Lei e da Ordem em complemento aos Órgãos de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, com mais de 22 mil militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Coube à Força Aérea Brasileira a responsabilidade pelo saguão e área externa do Aeroporto Internacional Tom Jobim, incluídos os dois terminais de embarque e desembarque de passageiros, a Avenida 20 de Janeiro e a Estrada do Galeão, desde o Hospital da Força Aérea do Galeão (HFAG) até o entroncamento com a Linha Vermelha.

O BINFA-GLO se fez presente desde o dia 14 de julho de 2016 na cidade do Rio de Janeiro, onde deram prosseguimento aos treinamentos iniciados dois meses antes nas diversas regiões do país. A partir de 24 de julho de 2016, o Batalhão realizou cerca de 3.350 missões ao longo dos 70 dias ininterruptos de operação, mesmo durante o período de intervalo entre os Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

Dentre as inúmeras medidas de segurança destacaram-se as Patrulhas de Segurança a pé e por viaturas, escoltas, condução de detentos, Postos de Segurança Estáticos e os Pontos de Bloqueio e Controle de Vias ao longo da área de responsabilidade, atuando em ação preventiva de militares 24 h por dia, sete dias por semana, nas instalações aeroportuárias do Galeão e adjacências. Essa foi a primeira vez que a FAB criou um batalhão específico para ações de garantia da lei e da ordem, porém contou com a experiência de militares que estiveram em missão de paz no Haiti. Fazemos parte desta história. Somos precursores”, afirmou o coordenador de Defesa e Segurança dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 no âmbito da FAB, Coronel Almir de Pinto Lima.

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A história olímpica mostra que os Jogos sofreram diversas vezes com terrorismo e atentados. Foi assim, por exemplo, em 1972, com o massacre na vila dos atletas em Munique; em 1996, com a explosão de uma bomba no Parque Olímpico de Atlanta; e em 2001, o atentado de 11 de setembro que mudou a concepção mundial de segurança de forma significativa. As Forças Armadas Brasileiras contribuíram de forma significativa para a realização com êxito desse Grande Evento, principalmente mantendo o ambiente estável e seguro para sua realização.

Nesse contexto, o BINFA GLO foi eficaz no cumprimento de sua missão, sendo mais de 70 dias de Operações de Garantia da Lei e da Ordem em coordenação com as demais Forças Singulares, órgãos governamentais e não-governamentais e organismos internacionais, que garantiram a tranquilidade de todos os participantes e visitantes que passaram pelo Aeroporto Internacional Tom Jobim durante o evento e foi dessa forma que a Infantaria da Aeronáutica se apresentou para o Brasil e para o Mundo, com uma atuação excelente e digna de elogios por parte dos mais diversos setores.

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Comandante do batalhão GLO da FAB, Coronel de Infantaria Alexandre Okada

Avaliação – Para o comandante do batalhão, Coronel Alexandre Okada, a avaliação da missão pode ser resumida em três palavras “intensidade, êxito e aprendizado”. “Foram muitas missões em pouco tempo. Foram 24horas por dia, 7 dias por semana e operamos mesmo no intervalo entre os Jogos Olímpicos e Paralímpicos”, explica o oficial sobre a intensidade do trabalho.

Em alguns dias, foi necessário colocar todo o efetivo do batalhão na rua. Foi o caso dos quatro dias anteriores e no dia da abertura dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, além do dia da cerimônia de encerramento e outros quatro dias após.

Houve dias em que tivemos que trabalhar com 100% do efetivo por mais de 6 horas consecutivas, como os dias de maior movimento no aeroporto. Um dia após o encerramento dos Jogos Olímpicos, tivemos quase 90 mil passageiros. Em um dia de chegada dos atletas paralímpicos, foram mais de 580 cadeirantes”, relata o Coronel Okada.

De acordo com o militar, o êxito da missão pode ser medido diante da avaliação feita por outras forças e órgãos de segurança pública sobre o trabalho da infantaria da FAB. O militar conta que a missão possibilitou um grande aprendizado, especialmente sobre os aspectos de mobilização e desmobilização do efetivo e também com a integração com áreas de intendência e tecnologia da informação para apoio das atividades.

O aprendizado também é destacado pelo aspecto doutrinário. A experiência nesta operação vai influenciar atividades da infantaria da FAB em todo o País.

Aprendemos muito na área operacional e doutrinária. Isso servirá de embrião para outros batalhões, para outras atividades, para os manuais que serão escritos e servirão de doutrina para a nossa infantaria”, afirma.

O comandante do batalhão enfatiza o trabalho profissional e dedicação e motivação da tropa.

Não posso deixar de avaliar o êxito sem elogiar. Cada um, a todo momento, não esmoreceu e procurou sempre fazer o seu melhor. Cumpriram disciplinarmente todas as ordens e se dedicaram ao extremo. Tenho certeza de que fizeram o seu melhor e cumprido com seu dever com a pátria e com a FAB”, finaliza o Coronel Okada.

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Fonte: Revista Infantaria/Dezembro 2016

Edição Pé de Poeira

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FAB PÉ DE POEIRA: Militares concluem curso de neutralização e destruição de artefatos explosivos em Maxaranguape, no Rio Grande do Norte.

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Após dez semanas de aula, 11 novos militares concluíram, na quinta-feira (15/12), o curso de neutralização e destruição de artefatos explosivos, realizado no estande de tiro aeronáutico de Maxaranguape, no Rio Grande do Norte. Como parte das instruções práticas, que duraram três semanas, eles realizaram a descontaminação do estande e a destruição de artefatos explosivos que não podem mais ser utilizados.

Segundo explica o coordenador do curso, Tenente Pedro Paulo Gay Pinto, do Parque de Material Bélico da Aeronáutica, quando é realizado o emprego de armamentos no estande, pode acontecer de ele não explodir. Isso se dá por diversos motivos, como lançamento a baixa altura ou falha no acionamento do artefato bélico. Nesses casos, é preciso que, por volta de uma vez ao ano, uma equipe realize a descontaminação do local – ou seja, identifique onde estão esses armamentos e faça a detonação. Isso acontece em todos os estandes de tiro aeronáutico da Força Aérea Brasileira – que, além do Rio Grande do Norte, também estão sediados no Pará e no Rio Grande do Sul.

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Já a parte de destruição de artefatos explosivos serve para itens cujo prazo já expirou. É o caso, por exemplo, dos foguetes que são usados na estrutura do assento ejetável dos caças, para acionamento em caso de ejeção em solo (também conhecida por ejeção zero-zero, ou seja, zero velocidade e zero altitude). Se, no prazo estipulado pelo fabricante, o item não for utilizado, é preciso realizar a destinação correta.

“Os alunos aprendem sobre os itens do acervo da Força Aérea, como desmilitarizá-los, como destrui-los, quais são as medidas de segurança. Agora, depois de formados, eles serão a massa crítica para ajudar nos futuros processos de descontaminação e destruição, que são rotineiros”, afirma o Tenente Pedro Paulo.

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O estande de tiro de Maxaranguape, distante aproximadamente 80km da capital potiguar, é a segunda casa dos aspirantes e tenentes recém-formados pilotos na Academia da Força Aérea. Durante o estágio de especialização operacional – na aviação de caça, de asas rotativas e de transporte – eles utilizam o estande para o lançamento de bombas, mísseis, foguetes e tiro aéreo. Maxaranguape também é utilizado para o treinamento do lançamento de carga no caso dos pilotos de transporte.

Fonte: FAB

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FAB PÉ DE POEIRA: Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (PARA-SAR) forma novos militares especializados em busca e salvamento.

Os militares vão trabalhar em missões de busca e salvamento
Os militares vão trabalhar em missões de busca e salvamento

Curso teve duração de três meses e contou com etapas em montanha, selva e mar

A Força Aérea Brasileira ampliou sua capacidade de atuação em busca e salvamento com a formatura de 40 novos militares especializados na área. Após três meses, eles finalizaram a edição deste ano do curso SAR (do inglês, Search And Rescue). A formatura foi realizada na última semana (07/12), na Base Aérea de Campo Grande (BACG), e contou com a presença do Comandante da Segunda Força Aérea (II FAE), Brigadeiro do Ar Roberto Ferreira Pitrez.

Ministrado pelo Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (PARA-SAR), o curso iniciou com 64 alunos inscritos. Os militares são graduados e oficiais oriundos de diversas unidades da FAB em todo o País, além de contar com um representante da Polícia Militar do Estado do Mato Grosso.

Os alunos participaram de instruções em diversos ambientes. Após um nivelamento tático, em Pirassununga (SP), iniciaram a fase de montanha, com atividades que envolveram rapel, marchas e tirolesa, culminando com a escalada do pico Cuzcuzeiro, localizado na cidade.

A fase de operações helitransportadas, no Rio Janeiro (RJ), exigiu um grande esforço dos alunos. Ao longo de cinco dias, foram realizados 168 içamentos, 126 rapeis e 84 fast rope (técnica de desembarque rápido em que o combatente apenas calça luvas e agarra-se ao cabo que o conduz do helicóptero ao solo).

Na etapa de mar, os militares participaram de um teste de sobrevivência no qual permaneceram três dias em um bote na praia do Forte Imbuhy, em Niterói (RJ). Posteriormente, em Campo Grande (MS), foi ministrado o Estágio Teórico de Busca e Salvamento (ETBS) e o curso de Técnica de Socorro e Manutenção da Vida (TSMV), que tiveram participação de instrutores do Esquadrão Pelicano (2°/10° GAV) e do Corpo de Bombeiros do Mato Grosso do Sul.

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Já no Campo de Provas Brigadeiro Velloso (CPBV), na Serra do Cachimbo, Sul do Pará, ocorreu o módulo de vida na selva e operações de Busca e Salvamento em Combate (C-SAR, do inglês, Combat – Seach And Rescue), em que foram ministradas oficinas sobre abrigos, armadilhas e obtenção de alimentos. Durante cinco dias, os alunos permaneceram na mata isolada, a fim de serem treinados para desenvolver técnicas de resgate em combate.

“O curso capacitou os militares para cumprir a missão de busca e salvamento, além de busca e salvamento em combate, com todo o embasamento com táticas, técnicas e procedimentos SAR e C-SAR. Desta forma, cabem aos alunos aperfeiçoarem o que aprenderam a fim de empregarem o conhecimento nas diversas equipes de resgate em que atuarão nas unidades espalhadas pelo Brasil”, comentou o coordenador do curso, Capitão de Infantaria Igor Duarte Fernandes.

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Os militares receberam o brevê e o gorro laranja, que são símbolos da atividade. Durante a cerimônia, o Tenente Aviador Aron Matheus Ferreira Martines, pertencente ao Esquadrão Harpia (7°/8° GAV), recebeu uma placa de homenagem por ter sido considerado aluno destaque do curso.

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