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Iniciada a Construção do Site do Radar Brasileiro Além do Horizonte (OTH) da IACIT

Radar Além do Horizonte (OTH) da IACIT – Na maquete posicionado entre os dois caminhões

Iniciou-se este mês a construção do projeto do radar Além do Horizonte (OTH) da IACIT em um local costeiro no Sul do Brasil. Apoiado por transferência de conhecimentos tecnológicos da IAI-ELTA, o projeto está sendo realizado com o apoio da Marinha do Brasil (MB).

Depois de receber a liberação necessária das autoridades locais, a IACIT começou a instalação e montagem do primeiro OTH brasileiro. O sistema de radar é desenvolvido com o apoio da Autoridade Federal Brasileira Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e com a cooperação tecnológica da ELTA do Grupo IAI.

O desenho inovador do radar de onda de superfície, operando na faixa de Alta Frequência (HF), tem a capacidade de realizar vigilância Além do Horizonte por centenas de quilômetros no mar. O radar emprega tecnologia de matriz faseada e técnicas exclusivas de cancelamento de interferência que asseguram uma cobertura confiável e persistente de uma zona marítima mais ampla em todos os momentos, independentemente das condições atmosféricas ou do estado do mar.

Este aplicativo de radar OTH centra-se no Sistema de Gestão da Amazônia Azul (SisGAAz) e difere da linha de visão convencional de radares, visto que utiliza os fenômenos de propagação de ondas eletromagnéticas.

 

 

Estes recursos avançados de vigilância marítima são combinados com as capacidades oceânicas ambientais HF da IACIT. A empresa tem desenvolvido uma solução Radar HF desde 2010 para o clima oceânico ambiental e vigilância da superfície do mar, bem como para o controle da poluição e auxílio na previsão de riscos ambientais, tais como tempestades e tsunamis.

A IAI tem demonstrado um envolvimento crescente e contínuo no mercado de defesa brasileiro, como evidenciado pelo acordo para investimento e cooperação assinado, em 2013, entre a ELTA e a empresa eletrônica IACIT.

Fonte: C&R

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LAAD 2015: Rússia apresenta proposta para Alcântara

Uma maquete completa de um site de lançamento de satélites foi apresentada no estande da Russian Space Systems na LAAD 2015. Foto – DefesaNet

Pedro Paulo Rezende
Especial para DefesaNet

A Rússia está pronta para substituir a Ucrânia caso as autoridades de Kiev não mostrem interesse de dar continuidade às atividades da Alcântara Cyclone Space (ACS). Uma proposta preliminar foi entregue ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Significativamente, uma maquete completa de um site de lançamento de satélites foi apresentada no estande da Russian Space Systems na LAAD 2015, feira que foi realizada no Riocentro, Rio de Janeiro. A informação foi confirmada por fontes do Itamaraty e da Federação Russa.

O governo brasileiro pretende transformar o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), em uma nova Kourou (Centro de Lançamentos na Guiana Francesa). Para isso, já investiu R$ 1 bilhão no CLA para cumprir os termos do acordo espacial assinado em 2002. Parte desse dinheiro foi empregada como contrapartida no desenvolvimento do Cyclone 4. O local é considerado privilegiado por estar próximo à linha do Equador, o que garante boas condições climáticas e um menor custo para impulsionar o foguete até a órbita.

A maquete mostra vários diferenciais em relação ao acordo que formou a ACS. O Centro de Lançamento de Alcântara incluiria uma fábrica de propelente líquido e uma área de montagem do foguete, ao contrário do previsto no acordo entre Brasil e Ucrânia. Segundo os termos em vigor, o lançador seria trazido da Ucrânia já abastecido para ser desembarcado no Porto de Alcântara, o qual, além de atender às necessidades do sítio de lançamento da ACS, estará ato a receber cargueiros de até 100 mil toneladas.

Uma maquete completa de um site de lançamento de satélites foi apresentada no estande da Russian Space Systems na LAAD 2015. Foto – DefesaNet

PROBLEMAS

A ACS sofre duramente com a desordem econômica e a guerra civil nas províncias do leste ucraniano. Segundo o cronograma original, o primeiro lançamento deveria ter ocorrido em dezembro de 2010, mas foi adiado para dezembro de 2012 e final de 2015. Agora, não há uma data prevista. A fábrica, hoje, está inativa e os galpões foram esvaziados.

Vários problemas colaboraram para o atraso. Comunidades quilombolas (formadas por descendentes de escravos) vivem na região e criaram obstáculos para o projeto, que também teve de enfrentar as autoridades ambientais federais e estaduais. As obras, finalmente, tiveram início em setembro de 2010. A área de 500 hectares inclui as estruturas do Complexo Técnico, do Complexo de Lançamento e da área de armazenamento de propelente.

O acordo entre Brasil e Ucrânia nunca foi uma unanimidade. Sofre forte oposição de setores da Força Aérea Brasileira e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que gostariam de aplicar mais recursos no Veículo Lançador de Satélites (VLS), de concepção nacional. O Brasil já aplicou mais de US$ 2 bilhões no programa, sem nenhum resultado positivo. Depois de um grande acidente, em 25 de agosto de 2003, que dizimou a equipe que trabalhava no projeto, o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) recebeu apoio de técnicos russos.

Com base nessa cooperação, as falhas do foguete foram sanadas. Um novo terceiro estágio foi desenhado, usando combustível líquido em lugar de sólido, ampliando a capacidade de carga do lançador. Esse projeto, no entanto, foi substituído por outro, de tecnologia alemã.

Outro problema é o fato de que, a ACS depende, para ter sucesso no mercado de satélites, de um acordo de salvaguardas tecnológicas com os Estados Unidos, dono de 50% do volume de lançamentos. O Brasil não possui esse acordo. Chegou a ser firmado durante a gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso, mas os atuais membros do governo, na época na oposição, conseguiram derrubá-lo.

Fonte: DefesaNet

Rússia fará proposta para criar estação espacial conjunta dos BRICS

A Rússia está pronta para propor aos Estados membros do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) a criação de uma estação orbital comum, segundo informou o chefe do Conselho Técnico-Científico da Agência Espacial Federal Russa (Roscosmos), Yuri Koptev, em entrevista coletiva nesta quarta-feira (22).

Segundo ele, o desenvolvimento de uma estação orbital conjunta pode ser iniciado se o programa da Estação Espacial Internacional (EEI) for suspenso devido a divergências políticas entre os atuais parceiros do laboratório orbital.

“Se tivermos uma situação de força maior devido a alguma diligência política, temos uma possibilidade, depois de 2019, de preservar a espinha dorsal da estação, [possibilidade] que poderemos desenvolver em conjunto com os BRICS ou com alguns outros países”, explicou Koptev.

A expansão da cooperação espacial entre Brasil e Rússia, especificamente, foi tema de uma entrevista exclusiva da Sputnik com o diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da Agência Espacial Brasileira, Petrônio Noronha de Souza. Ele destacou a parceria que vem ocorrendo com os russos no desenvolvimento das estações do Glonass (Sistema de Navegação Global por Satélite) no Brasil — que, aliás, acaba de ganhar sua segunda antena, a ser instalada no campus da Universidade Federal de Santa Maria, no Rio de Grande do Sul – e comentou sobre um possível interesse do Governo brasileiro em um projeto russo, chamado Lançamentos Marítimos, para a construção de uma espécie de cosmódromo marítimo – um ponto de lançamento flutuante em uma plataforma em alto-mar, aproveitando a extensa costa brasileira, com latitudes bem próximas à linha do Equador, o que proporcionaria maior carga útil dos satélites.

Fonte: Sputnik News Brasil

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Sistema Radar Secundário S200R – Bradar/Embraer Defesa & Segurança

A Bradar, empresa controlada pela Embraer Defesa & Segurança, apresentou durante a LAAD 2015 seu mais novo equipamento: o Sistema Radar Secundário S200R , desenvolvido em parceria com o Centro Tecnológico do Exército (CTEx) e com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

Com investimentos provenientes da própria companhia, do CTEx, do ITA e da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), o S200R foi projetado para conectar-se ao Cindacta (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo). O radar tem  objetivo de “interrogar” os transponders instalados nas aeronaves, que fornecem informações de identificação e altitude. Os transponders enviam respostas ao radar, sendo que os tipos mais básicos enviam apenas a altitude do avião e um código do voo, com quatro dígitos. As estações do radar da Bradar são capazes de identificar a velocidade do avião e sua direção ao monitorar sucessivas transmissões. O S200R permite interrogar aeronaves distantes até 200 milhas náuticas (370 Km).

“O S200R trará uma gama maior de dados sobre um vôo e, com isso, o risco de atrasos poderá ser diminuído consideravelmente. Além disso, será possível saber com exatidão a direção e a velocidade das aeronaves”, explicou Astor Vasques, presidente da Bradar.

O desenvolvimento do sistema foi realizado dentro de um prazo de quatro anos. Partiu de um projeto em parceria com o ITA e teve como base o radar SABER M-200, desenvolvido para o CTEx e criado para fazer parte de um sistema de defesa antiaérea com mísseis de média altura (30 a 40 Km de alcance), capaz de operar nos modos de busca, vigilância, diretor de tiro e guiamento de míssil.

A integração do S200R ao Cindacta pode ser realizada por meio de rede semelhante à internet segura, utilizando protocolo Asterix (All Purpose Structured Eurocontrol Surveillance Information Exchange), desenvolvido e mantido pela Eurocontrol, organização responsável pelo controle de tráfego aéreo na Europa.

Medindo 8,5 metros de comprimento (antena), 1,8 metro de altura e  650 Kg, o radar pode ser montado em quatro dias, destinando-se à instalação fixa no topo de edifícios ou torres construídas para o controle de tráfego aéreo.

Ivan Plavetz

Fonte: Tecnologia & Defesa

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LAAD 2015:A Christie estreia-se na Feira de Segurança e Defesa LAAD, no Brasil

Christie Front Access Entero HB Cube_Back engine - low

Rio de Janeiro, Brasil – (14 de abril de 2015) – Pela primeira vez, a Christie® está exibindo suas principais soluções de visualização na feira de Defesa e Segurança LAAD de 2015, realizada no Centro de Exibições e Convenções Riocentro, no Rio de Janeiro (Brasil), de 14 até 17 de abril.

A LAAD reúne empresas brasileiras e internacionais especializadas no fornecimento de equipamento, serviços e tecnologia às forças armadas, polícia, forças especiais, serviços de segurança, consultores e organismos governamentais. Realizada a cada dois anos, é a principal feira do setor na América Latina.

“Estamos muito entusiasmados por apresentar de modo abrangente nossas soluções visuais de vanguarda durante essa feira importante, sendo para nós uma grande oportunidade de atrair mais usuários dos mercados da defesa e segurança no Brasil”, indicou Mauro Andrade, gerente do Setor de Vendas e Desenvolvimento Comercial, da Christie Digital Systems South America Ltda.

“A Christie tem grande reputação por oferecer soluções de visualização com alta luminosidade e que são eficazes em termos de custo, para as aplicações mais exigentes de hoje nos setores da defesa e segurança, oferecendo soluções sob medida, de um extremo ao outro, especificamente adaptadas às necessidades e ao orçamento dos clientes”, acrescentou.

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Pela primeira vez no Brasil, os visitantes do estande P.80 da Christie poderão verificar o novo sistema DLP® de fósforo laser com umchip da Série GS da Christie. A iluminação a fósforo laser elimina a necessidade de substituir a lâmpada e o filtro, proporcionando umas espantosas 20.000 horas de funcionamento de baixo custo. Estando equipada com conectividade sem fio, ocupando pouco espaço, com pouco peso, funcionamento silencioso e um conjunto completo de lentes, a série GS possui os requisitos necessários para os projetos de visualização mais exigentes de hoje, sendo adequada nas aplicações com instalações fixas, as quais englobam salas de reuniões, auditórios e instalações governamentais. Mais especificamente, está em exibição o projetor Christie DHD555-GS, com 5.000 lúmenes ANSI e resolução de alta definição.

O sistema de projeção integrada ajustável ao ambiente Christie Matrix StIM WQ exibe conteúdo de simulação a 120 Hz e produz 800 lúmenes ANSI com mais nitidez de imagens e sem artefatos de movimento. O Christie Matrix StIM WQ é o sistema de projeção com simulação WQXGA e com base LED mais luminoso da indústria, apresentando canais separados RGB e infravermelhos (IV), usando a tecnologia InfraScene da Christie e produzindo imagens independentes e estimuladas com óculos de visão noturna (OVN), para obter uma experiência de treino mais realística.

A Christie também está exibindo uma montagem de 2×2 do cubo de visualização Christie Entero HB com acesso pela frente, com 50 polegadas, o primeiro e o único cubo de visualização LED a oferecer controle sem fio através da opção Wi-Fi®, oferecendo a luminosidade mais alta no mercado e incomparável desempenho 24 horas por dia. Desenhado para não precisar de manutenção, a série Entero HB da Christie é robusta, não requer materiais consumíveis e não exige manutenção programada por um mínimo de cinco anos. As exibições em paredes de vídeo da Christie são alimentadas pela plataforma de gerência de conteúdo aberto Christie Phoenix, a qual oferece monitoração permanente, bem como compartilha e gerência de conteúdo baseado na rede.

Durante a feira LAAD 2015 também serão apresentados dois painéis LCD Christie FHD651-T LED, sensíveis ao toque, com iluminação lateral e 65 polegadas. Essa tela LCD profissional tem um excelente desempenho sensível ao toque, funcionalidade ProAV e segurança de qualidade comercial em um pacote atraente e fácil de integrar. Apresentando uma resolução HD completa, um alto nível de contraste de 4000:1 e apoiado por uma garantia comercial de três anos, o painel FHD651-T da Christie pode ser lindamente, facilmente e economicamente incorporado em qualquer local.

Para complementar esses painéis LCD de alto desempenho, é apresentada a versátil unidade Christie Brio Team, a qual garante facilmente uma colaboração segura e compartilha de conteúdo. Com acesso simples e não exigindo formação, a unidade Christie Brio Team é completamente independente e não requer acesso à rede local. Os indivíduos podem conectar-se rapidamente à unidade Brio Team e partilhar informações sem fio com os membros da equipe na mesma sala. Com Wi-Fi integrado e receptores AirPlay, a unidade Brio Team não precisa de controladores adicionais nem de chaves eletrônicas externas, evitando assim sua compra, quebra ou perda.

As aplicações do software de simulação da LMI International e Luciad também são exibidas no estande, estando integradas nas diferentes soluções de visualização da Christie.

Sobre a Christie®

A Christie Digital Systems USA, Inc., uma empresa mundial de tecnologias visuais, é uma subsidiária integral da Ushio Inc., do Japão (JP:6925). Estabelecendo constantemente os padrões por ser a primeira empresa no mercado a apresentar alguns dos projetores mais avançados do mundo e telas de sistemas completos, a Christie é reconhecida como uma das empresas de tecnologia visual mais inovadoras do mundo. Desde as telas para o setor a varejo até a indústria de Hollywood, desde os centros de controle essenciais à missão até às salas de aulas e simuladores de treino, os projetores e as soluções de visualização da Christie atraem a atenção do público de todo mundo com imagens surpreendentes e dinâmicas. Para mais informações, visite www.christiedigital.com.

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LAAD 2015: ARES Aerospacial

A ARES e uma empresa Brasileira com mais de 45 anos de atuação no pais, servindo com excelência as Forças Armadas Brasileiras, fornecendo soluções tecnológicas em equipamentos e sistemas customizados. Atuando desde o desenvolvimento, projeto e fabricação de produtos e suporte logístico para o cliente. Nos últimos anos a Ares acumulou experiência no qual possibilitou a mesma a atuar no segmento de defesa, desenvolvendo atividades na área de planejamento, fabricação, manutenção e comercialização de produtos para aplicações civis e militares, atendendo às demandas do mercado nacional e internacional. Atualmente a Ares concentra suas atividades no planejamento, projeto, desenvolvimento, fabricação, integração, manutenção e comercialização de produtos em três principais linhas de negócios: Estações de armas, sistemas navais, Ópticos e Eletro- Ópticos. Desde 2010, a empresa passou a fazer parte do grupo Elbit Systems- uma das lideres mundiais no fornecimento de sistema de defesa.

 

CORCERD

O COCERD (Controle Remoto de Conteira, Elevação e Disparo) e uma estação de armas leve (peso da torre 170 kg sem munição e arma) giro estabilizada no qual pode ser montadas em embarcações de diversos tipos. Este sistema permite a operação remota da arma.  Esta estação fica montada em um pedestal remotamente controlado no qual pode ser equipado com uma metralhadora BRW M2 calibre 12,7 mm ou uma FN MAG 7,62 mm no qual permite movimentos em azimute (360º) e em elevação (-10º a +45º) realizando de forma remota a pontaria e o disparo. Podendo ser operada de modo automático ou manual. A capacidade do cofre de munição e de 300 cartuchos para calibre 12,7 mm e 460 cartuchos para o calibre 7,62 mm.

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Fotos: Ghost e Iuri Gomes – Plano Brasil

REMAX

 A REMAX (Reparo de metralhadora automatizada X) é uma estação de arma remotamente controlada, completamente estabilizada, para metralhadoras M2HB calibre 12,7 mm ou FN MAG 7,62 mm desenvolvido sobre os requisitos do Exercito Brasileiro. A estabilização das linhas de visada e de tiro possibilita um disparo preciso mesmo em condições de movimentação do veiculo. A mesma pode ser instalada em veículos blindados utilizados em combates, missões de patrulhamento, Operações de PAZ e da Garantia da lei e da Ordem (GLO). O sistema pode ser operado por apenas um operador que fica abrigado dentro do veiculo. A REMAX permite movimentos em azimute (360º) e em elevação (-20º a +60º) realizando de forma remota a pontaria e o disparo.

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Fotos: Ghost e Iuri Gomes – Plano Brasil

 BOFORS 40 MK4

 O sistema de artilharia naval, 40MK4 da Bofors foi desenvolvido para atender as novas demando dos mais modernos teatros de operações navais. Seu baixo peso devido à substituição do sistema de movimento hidráulico por elétrico garante também um peso de 2,500 toneladas, 1,2 tonelada a menos que a versão anterior MK3 agregado as suas pequenas dimensões combinados com tecnologia de longo alcance e alto poder de fogo. Possui capacidade de alternar rapidamente entre tiro de advertência a tiro de destruição em menos de 0,5 segundos. Isto proporciona alta flexibilidade tática e operacional, juntamente com excelente capacidade sobrevivência, proporcionando vantagens aos navios em conflitos de qualquer espécie.

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Fotos: Ghost e Iuri Gomes – Plano Brasil

O canhão é operado remotamente, mas possui como back-up a opção de ser controlado “in-loco” em uma estação estabilizada. Tem um alcance máximo de 12,500m, cadência de 300 tiros por minuto, câmera integrada, capacidade interna para 100 cartuchos, e vida útil do cano de 5.000 disparos. O mesmo pode operar a moderna munição programável 3P (Prefragmented, Programmable and Proximity-fuze) utilizada pela arma possui 6 modos de detonação:

– Tempo e proximidade

– Tempo e proximidade com prioridade para Impacto

-Proximidade contínua

-Tempo

-Impacto

-Impacto anti-blindagem

Qualquer um dos 6 modos pode ser programado no momento do disparo, sendo feito de acordo com o alvo a ser atacado considerando sua velocidade e distância. Cada projétil possui 1.100 fragmentos de tungstênio, capaz de perfurar 18 mm de duralumínio.

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CARDOM

O Cardom e um morteiro com recuo, computadorizado, 120/81 mm para emprego em todo tipo de veículos (leve, médios, blindados, 4×4, 6×6, ou 8×8). O CARDOM fornece apoio de fogo preciso e eficaz e imediato para forças especiais e de deslocamento rápido, bem como para a infantaria e unidades de artilharia.

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LAAD 2015: TURBOMACHINE apresenta suas novidades.

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Autor: Ghost

A TURBOMACHINE participou da LAAD Defence and Security 2015, maior feira de Defesa e Segurança da América Latina, que aconteceu de 14 a 17 de abril no Riocentro. Anteriormente conhecida como Polaris a TURBOMACHINE apresentou seus produtos no qual se destacam as turbinas.

A Turbomachine e uma empresa especializada no desenvolvimento e produção de turbinas.  Sua família de produtos visa atender a necessidade do mercado podendo ser empregados nos mais variados sistemas como, por exemplo, mísseis de cruzeiros, drones, alvos aéreos e pequenas aeronaves. Os produtos podem ser desenvolvidos/ modificados para atender aos requisitos de cada cliente.

No seu stand a Turbomachine apresentou sua turbina TJ-1000.  Um turbojato de 70 kg, 1180 mm de comprimento, 350 mm de diâmetro e com capacidade de gerar 1200 libras de empuxo. Esse motor utiliza um compressor axial de quatro estágios, numa peça única de alumínio, e turbina de um estágio. Esse compressor axial de alto desempenho opera em regime transônico sendo capaz de gerar taxa de compressão da ordem de 2.2/1, por estágio – considerada elevada para modelos axiais.

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Foto: Ghost e Iuri Gomes – Plano Brasil

TF-300

Ilustração: Folder Turbomachine.

Outro modelo de Turbina exposto em seu stand foi à turbina TJ-200 uma microturbina a gás de apenas 180 mm de diâmetro, gerando 220 lbf de empuxo, pesando apenas 12 Kgs e apresentando até 300 km de alcance. Capaz de produzir esse empuxo com baixo consumo de combustível, ela pode ser usada para fabricar mísseis pequenos, baratos e precisos, com alcance elevado.  Isso só foi possível, porque a empresa desenvolveu um compressor  inovador, tipo axial, denominado TwinBlade, capaz de gerar altas taxas de compressão com menos estágios. A nova tecnologia de compressor axial do tipo transônico é uma inovação mundial em turbinas, sendo capaz de gerar uma razoável taxa de compressão e grande redução no consumo de combustível.

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Foto: Ghost e Iuri Gomes – Plano Brasil

TJ-200

Ilustração: Folder Turbomachine.

A grande surpresa da Turbomachine na LAAD 2015 foi o projeto de um pequeno míssil de cruzeiro (Small Cruise Missile) denominado CABURE 300 (Cabure = Nome de  uma pequena coruja, 300 = Alcance do míssil). De acordo com a Turbomachine o Cabure 300 e um míssil tático de cruzeiro indicado para operações cirúrgicas e de  saturação de área.

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 Foto: Ghost e Iuri Gomes – Plano Brasil

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Ilustração: Folder Turbomachine.

Histórico:

A Turbomachine é uma empresa brasileira focada em pesquisa, inovação e desenvolvimento de produtos, principalmente nas áreas de turbinas a gás e combustão assistida de plasma. A empresa foi Fundada em 17 de abril de 2008 pelo engenheiro aeronáutico Carlos Alberto Pereira Filho, a empresa está localizada na UNIVAP e conta com uma equipe experiente de engenheiros e técnicos.

tp-150Ilustração: Folder Turbomachine.

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Defesa EVENTOS LAAD 2015

LAAD 2015: Projeto Felin foi o grande destaque no stand do Grupo Safran na LAAD

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Evento aconteceu de 14 a 17 de abril, no Riocentro – Rio de Janeiro, Brasil

O Grupo Safran participou da LAAD Defence and Security 2015, maior feira de Defesa e Segurança da América Latina, que aconteceu de 14 a 17 de abril no Riocentro. As quatro empresas brasileiras do Grupo Safran — Turbomeca, Safran Aeronáutica, Morpho e Optovac — estiveram presentes no estande da multinacional, que teve entre os destaques a apresentação do seu projeto Felin, um sistema de comunicação para modernização do combatente, composto de equipamentos de rádio, tablet, bateria e transmissor, integrados no próprio uniforme do soldado; e um painel mostrando a participação das empresas do grupo no KC-390, novo avião de transporte militar da Embraer.

 O evento também foi palco de assinatura de grande acordo. No dia 14, a Safran/Sagem assinou com a Helibrás,acordo ITP (“Intention to proceed”), similar a uma carta de intenções, para modernização de pilotos automáticos de helicópteros. O acordo prevê a produção de 32 sistemas de piloto automático destinados ao programa brasileiro Pantera.

 O stand contou também com demonstração de produtos de ponta da Sagem / Optovac, como centrais de navegação inercial (Sigma 30 e Sigma 40), usadas em barcos da Marinha; binóculo de visão noturna com infravermelho (JIM LR) e equipamentos de identificação visual em aeronaves (Euroflir 350). A Turbomeca apresentou suas turbinas de helicópteros Arriel 1 e Makila. Esta última, que equipa os helicópteros EC-725 usados pelas três Forças Armadas brasileiras, é montada em Xerém (RJ), única linha de montagem existente fora da França.

 A LAAD reúniu fabricantes e fornecedores de tecnologias, equipamentos e serviços para Marinha, Exército, Força Aérea, forças policiais, forças especiais, segurança interna, gestores de segurança de grandes corporações, concessionárias de serviços e infraestruturas críticas. A feira é um grande palco de fóruns, debates e apresentações do estado da arte em Defesa e Seguranças pública e corporativa.

Com mais de quatro décadas de experiência no Brasil, a Safran tornou-se um parceiro tecnológico e industrial de alto nível, apoiando o desenvolvimento da indústria nacional e formando parcerias estruturais para conquistar novos mercados. O Grupo Safran enxerga grandes oportunidades a serem exploradas no Brasil devido a sua relevância internacional, às perspectivas de crescimento do tráfego aéreo, aos grandes programas da Defesa, aos investimentos governamentais programados na área de segurança e à sucessão de grandes eventos internacionais, como as Olimpíadas de 2016.

 O grupo francês tem 80% do seu negócio composto de sistemas aeronáuticos, sendo metade dessa fatia de sistemas de propulsão e motores de avião, fornecidos para todas as empresas aéreas brasileiras. Metade de todos os helicópteros em operação no país é acionada por motores turboélice do Grupo Safran.

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Defesa EVENTOS LAAD 2015

Atualizado LAAD 2015: Helibras apresenta o H-36 Caracal

Foto: Ghost - PB
Fotos: Ghost e Iuri Gomes – Plano Brasil

Texto: E.M.Pinto 

Fotos e informações Ghost

Plano Brasil

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Durante a feira internacional LAAD 2015, que ocorre no Rio de Janeiro até o dia 17 de abril, a Helibras empresa do grupo Airbus Helicopters apresentou ao público a aeronave H-36 Caracal.

H36
Fotos: Ghost e Iuri Gomes – Plano Brasil

O modelo exposto, equipado com sistemas de contramedidas eletrônicas e comunicações seguras, câmeras termais e detectores de emissões laser, bem como rastreadores de alvos e sistemas de transmissão de voz para o exterior, chamou a atenção do público por estar equipado com uma sonda de reabastecimento, detector de emissões de radar (RWR) e de mísseis inimigos (MAWS), chamou atenção do público presente. Segundo o fabricante, “itens integrados nas instalações da Helibras em Itajubá-MG”.

H36 FAB
Fotos: Ghost e Iuri Gomes – Plano Brasil

O H-36 é compatível com operações com óculos de visão noturna e é equipado com blindagem adicional, possui sistema dual de guincho para carga externa e está apto a receber duas metralhadoras 7.62mm dispostas lateralmente. O helicóptero configura-se como a mais moderna aeronave ao serviço das operações Salvamento aéreo e Resgate (SAR) da FAB.

A sonda de reabastecimento, dispositivo que aumenta significativamente a capacidade de operação diurna e noturna da aeronave amplia inclusive o seu raio de ação, permitindo operações de resgate em qualquer região da América do Sul (por Exemplo) e até mesmo sobre o mar territorial do Brasil.

H-36 FAB
Foto: Ghost PB

A aeronave ainda passará por testes finais até a sua certificação e aceitação, antes da incorporação às unidades da FAB que a operarão. A FAB já opera os primeiro modelos básicos do H-36 em missões de salvamento e transporte. No total, 16 helicópteros foram encomendados à Helibras no âmbito do programa H-XBR.

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LAAD2015: FUNDAÇÃO EZUTE APRESENTA EXPERIÊNCIA EM ABSORÇÃO DE TECNOLOGIA DO SISTEMA DE COMBATE DOS SUBMARINOS

Equipe de engenheiros da Ezute, recém chegada da França, relata a participação no processo de transferência de tecnologia e a experiência de como trazer conhecimento para o País

 A atuação da Fundação Ezute no Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB), da Marinha do Brasil, será um dos destaques da LAAD Defence & Security, maior feira no setor de Defesa, que acontece no pavilhão de exposições Riocentro, no Rio de Janeiro, entre os dias 14 e 17 de abril.

Atendendo as diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa (END), esse programa visa à soberania pela autossuficiência tecnológica. Para isso, a Fundação Ezute foi selecionada e aprovada para trabalhar junto à Directions de Construction Navales et Services (DCNS) no Sistema de Combate dos submarinos convencionais do PROSUB.

Segundo o acordo entre a DCNS e a Marinha do Brasil, a DCNS deverá fornecer o Sistema de Combate para os quatro submarinos convencionais (propulsão diesel-elétrica) (SBR) e também para o primeiro submarino brasileiro de propulsão nuclear (SNBR). A Fundação Ezute irá participar de atividades de integração do Sistema de Combate para o primeiro SBR e, no futuro, a Fundação irá apoiar a Marinha do Brasil na manutenção e evolução desse sistema.

Considerado o “cérebro do submarino”, o Sistema de Combate (SC) no SBR tem a função de gerenciar os subsistemas de detecção submarina, aérea e de superfície (utilizando sonares, radares e periscópio); os subsistemas de comunicação externa (navio-navio e terra-navio) e de navegação eletrônica; o subsistema ambiental (utilizando parâmetros oceanográficos e monitorando ruídos); e os subsistemas de armas e munições (com o cálculo da solução de tiro para o lançamento de armas, como torpedos ou mísseis) e de contramedida. Ou seja, tudo que os “olhos” e “ouvidos” do submarino perceberem serão processados nesse “cérebro”, que vai determinar a designação de alvo, o uso de um sistema de arma e eventualmente o disparo do armamento.

“A participação da Ezute neste projeto enriquece sua experiência em projetos de transferência de conhecimento e tecnologia e fortalece a parceria da instituição com a Marinha do Brasil. Somos uma Organização cujo maior ativo é o conhecimento acumulado e ele só faz sentido se for aplicado a serviço do desenvolvimento brasileiro”, destaca o presidente da Fundação, Tarcísio Takashi Muta.

MÃO NA MASSA

E não existe absorção de tecnologia sem colocar a mão na massa. Recentemente, um grupo de engenheiros da Fundação Ezute aportou no Brasil direto da França. Eles participaram de um programa de treinamento, transferência e absorção de tecnologia por três anos. Ao todo foram nove profissionais, que ainda estão sendo treinados nas dependências da DCNS, na cidade francesa de Toulon.

Eles participaram de um processo intenso para conhecer e absorver o Sistema de Combate do submarino. Entre eles, o engenheiro e coordenador da equipe CMS da Ezute, Carlos Eduardo de Almeida, 35 anos.  Para ele, uma experiência enriquecedora.  “Foi um privilégio fazer parte desse time dada a importância do projeto para a Marinha e para o nosso País.”  Ele se mudou com a família para a França e garante, três anos depois, que o Brasil tem condições de dar manutenção e ainda evoluir com o sistema.

SOBRE A EZUTE

A Fundação Ezute é uma organização que presta serviços intensivos em conhecimento e que se coloca como parceira para apoiar na gestão, conceber, especificar, planejar e implementar projetos complexos, participando do desafio de identificar e interpretar necessidades, inovar e contribuir para a melhoria da gestão e da produtividade das instituições públicas e privadas, tanto na área civil como na de defesa.

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Vídeo: Caminhões Militares SHACMAN – “ELES” estão chegando …

Veículos Militares SHACMAN. Com 40 anos de experiencia e tradição em manufatura de veiculos militares a Shacman traz agora para o Brasil sua tecnologia de veiculos VOP 1 nas configurações 6×6, 8×8 e 4×4.

 

https://www.youtube.com/watch?v=pu0hUGD26SQ

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LAAD 2015: BOEING APRESENTA O CENÁRIO DE DEFESA PARA O BRASIL E AMÉRICA LATINA

unnamedO vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios Internacionais para as Américas da Boeing Defesa, Espaço e Segurança (BDS, na sigla em inglês), Roberto Valla, afirmou em encontro com a imprensa que mercados emergentes como o Brasil oferecem muitas oportunidades para o mercado de Defesa. “A área de defesa está recebendo novas estruturas, construídas com base em plataformas multiuso e de mobilidade, bem como em conceitos de operações relacionados a redes de informação”, disse o executivo.  Segundo Valla, as estratégias militares para a próxima década serão impulsionadas por novas realidades econômicas e novas demandas de segurança. Produtos como o V-22 Osprey e o Littoral Combat Ship são adequados porque oferecem a versatilidade necessária para lidar com ameaças convencionais e não convencionais.

unnamed (1)SAIBA MAIS SOBRE O V-22 OSPREY, UMA DAS AERONAVES DE COMBATE DA BOEING – Com hélices retráteis e asas articuladas, porte robusto e desenho futurista, o Boeing V-22 Osprey parece ter saído das telas de cinema. E não é à toa: desenvolvido para as forças armadas, o Boeing V-22 Osprey é uma aeronave realmente versátil, que voa como um avião, decola e pousa como um helicóptero, consegue se transformar durante o voo em um turbo-hélice de alta propulsão – que é algo como um motor a jato – e tem a possiblidade de dobrar os rotores e girar as asas para que ele possa ser melhor armazenado em um porta-aviões. Parece improvável que uma aeronave possa fazer tudo isso, mas o V-22 Osprey pode. Confira aqui outras características do V-22 Osprey e assista a um vídeo sobre uma das missões de sucesso do produto.

 

unnamed (2)CONHEÇA O CENTRO CONJUNTO DE PESQUISAS BOEING-EMBRAER –Inaugurado em 14 de janeiro deste ano, o Centro Conjunto de Pesquisas em Biocombustíveis Sustentáveis para a Aviação Boeing-Embraer apoia o papel do Brasil no desenvolvimento de biocombustíveis sustentáveis e contribui para atingir as metas ambientais da indústria de aviação. Instalado no Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP), o centro concentrará a atuação de empresas na coordenação e financiamento de pesquisas com universidades e outras instituições brasileiras. As pesquisas conduzidas visam preencher lacunas na criação de uma indústria de biocombustíveis sustentáveis para a aviação no país, como produção de matérias-primas, análises técnico-econômicas, estudos de viabilidade econômica e tecnologias de processamento. Leia mais sobre o esforço colaborativo das empresas para consolidar o estabelecimento dessa indústria no Brasil.

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LAAD 2015: RÚSSIA AVALIA DESENVOLVIMENTO DA INDÚSTRIA DE MÍSSEIS COM BRASIL E ÁFRICA DO SUL

unnamedCooperação tecnológica entre países dos BRICS poderá ser constituída pelas brasileiras Odebrecht e Marcopolo, a sul-africana Denel e o conglomerado industrial russo Rostec

Moscou e Rio de Janeiro, 16 de abril de 2015 – A Rostec, corporação estatal da Federação da Rússia que desenvolve, fabrica e exporta produtos industriais de alta tecnologia para o uso civil e militar, estuda a possibilidade de ampliar a colaboração técnica-militar entre os países que integram os BRICS, incluindo a transferência de tecnologia e criação de parcerias entre companhias das três nações.

A empresa realiza negociações durante o evento LAAD – Defesa & Segurança 2015, que ocorre desde o dia 14 até 17 de abril no Rio de Janeiro (RJ). Estuda-se a adaptação de soluções tecnológicas nas áreas de defesa, segurança, construção técnica de aviões, desenvolvimento da indústria de transporte e também portos marítimos.

As conversas ocorrem entre as companhias que já são parceiras da Rostec, assim como as brasileiras Embraer, Odebrecht Defesa e Tecnologia e sua filial Mectron. Os acordos possuem como base não apenas o fornecimento direto de produtos, mas também a possibilidade de transferência de tecnologia para o local onde será feita a produção ou a adaptação de soluções tecnológicas conforme a necessidade de cada nação.

“Isso nos permite abrir o diálogo para o desenvolvimento de uma gama de projetos bilaterais ou trilaterais. Em particular, já podemos definir o cenário de cooperação conjunta entre Rússia, Brasil e África do Sul”, anunciou Sergey Goreslavskiy, chefe da delegação da Rostec na LAAD e diretor-adjunto da Rosoboronexport, companhia exportadora de produtos militares e que pertence ao conglomerado Rostec.

“A África do Sul, por exemplo, poderia aproveitar a cooperação já criada entre Rostec, sua holding KAMAZ e a brasileira Marcopolo para a construção em conjunto de micro-ônibus. Também vemos potencial na indústria de mísseis com nossos sócios brasileiros Odebrecht Defesa e Tecnologia e a sul-africana Denel”, acrescenta.

A colaboração com a Denel já está em andamento. Ambas empresas firmaram acordo durante a reunião dos BRICS na África do Sul em 2013. A holding “Helicópteros da Rússia” da Rostec, junto com a Denel Aviation, criaram em Johanesburgo o centro de manutenção e reparação de helicópteros civis produzidos na Rússia.

A holding KAMAZ, que também integra a Rostec, e a fabricante brasileira Marcopolo já possuem parceria desde 2012. Agora é estudada a possibilidade das duas empresas utilizarem suas capacidades tecnológicas para projetos na África do Sul, onde a companhia brasileira não apenas ocupa uma parte considerável do mercado, como também possui grandes recursos industriais.

O que assegura a possibilidade dos projetos e sua realização entre Rússia, Brasil e África do Sul é o uso do potencial político e econômico entre os países dos BRICS, as oportunidades que são abertas com a criação do banco de desenvolvimento do bloco e a iniciativa da Rostec.

Novidades na LAAD 2015

Destaque para a continuidade das negociações entre Brasil e Rússia sobre o sistema de artilharia antiaérea Pantsir-S1, assim como a construção de centros de manutenção, reparos e modernização de helicópteros e aviões já produzidos pela Rússia para os países da América Latina.

“Estamos em etapas finais de negociação sobre a aquisição do Pantsir-S1 pelo governo brasileiro e que poderá ser utilizado para assegurar a defesa da cidade do Rio de Janeiro durante os Jogos Olímpicos de 2016”, disse Goreslavskiy. “O sistema tem grande potencial de utilização, o que já foi até confirmado por autoridades do Brasil”, completa.

O representante da Rostec também destacou que, em dezembro de 2014, durante a visita do vice-primeiro-ministro russo Dmitriy Rogozin ao Brasil, o governo brasileiro confirmou a ausência completa de críticas em relação à tecnologia russa.

“A alta qualidade tecnológica da Rússia implementada em aviões e helicópteros criam boas condições para o desenvolvimento de parcerias de cooperação. Hoje, dentro do acordo ‘off-set’, já estão firmadas as obras completas para a criação do centro de manutenção, reparação e modernização de helicópteros”, destaca Goreslavskiy. O local irá unir as competências de duas holdings da Rostec: a “Helicópteros da Rússia” e a “Technodinamika”.

“A frota de aviões produzidos na Rússia e que estão presentes na América Latina ultrapassa 400 unidades”, informa Maksim Kuzyuk, CEO da Technodinamika. Por outro lado, somente 35% das aeronaves está operante. O restante necessita de reparos e outros serviços técnicos.”

De acordo com o executivo, a criação dos centros de manutenção permitirá atender completamente a demanda. A partir do momento em que um país informa a lista de aeronaves e peças de manutenção que deseja utilizar, “conseguimos construir em até dois meses um armazém e já oferecer os primeiros serviços de manutenção. Para que todo o centro funcione por completo e ofereça todo o leque de produtos e serviços, o período estimado é de dois anos”, informa Kuzyuk. A Technodinamika calcula que o mercado de pós-venda de equipamentos aéreos deve atingir US$ 130 milhões até 2020.

A Rostec participa da LAAD, maior feira de defesa e segurança da América Latina e que reúne delegações oficiais e 650 expositores de 71 países. As holdings do conglomerado industrial russo apresentam no evento seus projetos de alta tecnologia para os setores civil e de defesa. Entre as soluções tecnológicas, destaque para as áreas de segurança, desenvolvimento da infraestrutura de transporte, a construção de portos marítimos móveis e o setor energético. A companhia ainda apresenta o sistema “Cidade Inteligente”, “Cidade Segura” e “Governo Eletrônico”, assim como uma ampla gama de sistemas de defesa antiaéreo e helicópteros para uso civil e militar.