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Projetos estratégicos da Marinha

MD3O estande da Marinha do Brasil foi uma das atrações da III Mostra BID-Brasil. As imagens mostram as maquetes do submarino nucelar brasileiro e do reator nucelar, além do local exato onde ele ficará na embarcação. O projeto, desenvolvido pela Marinha, faz parte da construção do núcleo do poder naval, que conta, ainda, com a fabricação de quatro submarinos convencionais.

Fotos: Jorge Cardoso

MD2

Descrição:

O Programa Nuclear da Marinha, iniciado em 1979, está dividido em dois grandes projetos: o domínio do ciclo do combustível nuclear e o Laboratório de Geração Núcleo-Elétrica (Labgene).

O Brasil já domina o ciclo de produção do combustível nuclear. A Marinha inaugurou, em fevereiro de 2012, a Unidade Piloto de Hexafluoreto de Urânio (Usexa), última etapa para o domínio pleno do ciclo.

O Labgene tem o propósito de desenvolver a capacidade tecnológica para o projeto, construção, operação e manutenção de reator nuclear do tipo PWR (Pressurized Water Reactor) que será empregado na propulsão do primeiro Submarino Nuclear (SN-BR) a ser construído no Brasil.

Importância Estratégica:

O Programa Nuclear da Marinha dará ao Brasil capacidade técnica para o projeto, a construção e operação de plantas núcleo-elétricas de tecnologia nacional. A energia gerada por essas plantas poderá ser utilizada tanto para a propulsão de meios navais, como os submarinos SN-BR, de propulsão nuclear, quanto para a alimentação de redes elétricas urbanas e rurais.

Principais Benefícios:

  • Fomento da Indústria Nacional de Defesa;
  • Arrasto tecnológico;
  • Domínio de tecnologia sensível;
  • Capacitação e aprimoramento de mão de obra;
  • Desenvolvimento de planta núcleo-elétrica de emprego dual.

Cronograma de Execução:

A conclusão do Laboratório de Geração Núcleo-Elétrico (Labgene) está prevista para julho de 2016.

MD

 

Fonte: Ministério da Defesa

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Olhando de perto o C-95MB na BID Brasil 2013

C-95MB
C-95MB

Athos Gabriel – Correspondente de Brasília

A aeronave Bandeirante presente no pátio da 2º BID Brasil, era o da versão C-95MB modernizado do 4º Esquadrão de Transporte Aéreo, e estava com as portas abertas e contava com a presença de dois pilotos.

A aeronave conta com melhorias na parte estrutural e no sistema hidráulico, além de melhorias na parte interna para diminuição de ruído (não é uma aeronave pressurizada) e atualização do sistema de aviônicos (glass cockpit), o que facilita o gerenciamento do voo pelos pilotos.

Glass Cockpit do C-95MB
Glass Cockpit do C-95MB

No entanto, as principais queixas de quem opera este equipamento, é a limitação de peso que a aeronave possui e por não ser uma aeronave pressurizada, acarretando em um número maior de escalas para reabastecimento e uma jornada de vôo mais longa.

A modernização garante mais 20 anos de operação da aeronave na Força Aérea Brasileira.

Detalhe do painel do C-95MB
Detalhe do painel do C-95MB
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Orbisat muda de marca, agora é BRADAR

Maurício Aveiro, Presidente da BRADAR
Maurício Aveiro, Presidente da BRADAR

A Orbisat Indústria de Aerolevantamento S/A, empresa 100% nacional de base tecnológica especializada em rades de abertura sintética para sensoriamento remoto e aplicações de defesa e segurançãa, inicia agora uma nova fase em sua história e passa a se chamar BRADAR. A mudança representa a consolidação de um novo momento da empresa, iniciado há mais de dois anos, quando a Orbisat passou a ser controlada pela Embraer Defesa & Segurança.

Com unidades em São José dos Campos e Campinas a empresa conta com 200 colaboradores.

Os últimos dois anos foram marcantes para a empresa e o reflexo disso é visto em um aumento de 100% em sua receita desde 2011, devendo chegar este ano à R$ 80 milhões, resultado este obtido através de um conjunto de fatores, como o recebimento de investimentos, fortalecimento de sua base industrial e reestruturação financeira e organizacional, sendo estes últimos dois pontos considerados como fundamentais por Maurício Aveiro, presidente da BRADAR.

Nos últimos 24 meses a BRADAR entregou 19 radares do modelo SABER M-60, além de desenvolver novos projetos e fechar novos contratos, sobre estas novidades, veja nossa matéria sobre os anúncios da BRADAR realizados na BID Brasil 2013 em: Anúncios da BRADAR.

A BRADAR está também envolvida no programa SISFRON, onde a empresa fornecerá o radar de modelo SENTIR M-20 e outros subsistemas. O SENTIR M-20 é um radar terrestre capaz de executar missões de vigilância, aquisição e classificação, localização, rastreamento e exibição gráfica automática de alvos em terra, tais como indivíduos no solo, tropas, blindados e caminhões entre outros.

“Estamos desenvolvendo um série de projetos para atender às demandas das Forças Armadas e do mercado de sensoriamento remoto”, disse o presidente da BRADAR, Maurício Aveiro. “A integração com a Embraer Defesa & Segurança representou um passo importane para a consolidação de seus projetos e agora podemos seguir adiante”.

Presidente da BRADAR informando sobre a nova marca.
Presidente da BRADAR informando sobre a nova marca.

Após uma breve explicação sobre a mudança da marca, o presidente da BRADAR, Maurício Aveiro reforçou a importância do fornecimento de equipamentos para as Forças Armadas como um indicativo de que a empresa pode exportar produtos em breve. Houve uma apresentação em vídeo sobre a empresa e passou-se para uma rápida coletiva de imprensa da qual o Plano Brasil fez parte e colocamos aqui as nossas perguntas com as respostas da BRADAR:

Plano Brasil: Existe interesse da BRADAR em participar do processo de aquisição de sistemas de defesa antiaérea, sistema Pantsir, participar para receber tecnologia ou desenvolvendo um radar para este sistemas?
Maurício Aveiro: Nós temos contato com o Ministério da Defesa para empregos dos radares que nós desenvolvemos e estamos desenvolvendo em alguns casos com o próprio exército brasileiro, apartir dessas informações é que nós vamos trabalhar para ver qual seria a solução mais adequada, então a relação eventual de nossos produtos com outras empresas o próprio Ministério da Defesa é que irá definir.

Plano Brasil: A BRADAR pretende no futuro trabalhar com radares aerotransportados? Saindo da dimensão de solo?
Maurício Aveiro: Obrigado por essa pergunta pois ela me ajuda a tratar de um outro aspecto da BRADAR, na verdade a BRADAR começou com radares para sensoriamento remoto que é um radar aerotransportado, então é o caminho natural que nós vamos desenvolver soluções de radares aerotransportados para defesa, é natural. Na área de defesa a empresa começou a sua participação desenvolvendo radares terrestres, mas ela já tinha um radar aerotransportado, um radar SAR então é natural que nós possamos trabalhar com radares aerotransportados para a área de defesa.

Em outros questionamentos, a BRADAR foi questionada do porque de não utilizar aeronaves da Embraer para realização dos serviços de sensoriamento remoto, para isso o sr. Maurício Aveiro informou que a Embraer Defesa & Segurança é a controladora da empresa há somente dois anos, mas que existe horizonte para substituição de sua frota de aeronaves para aeronaves da Embraer.

Foi informado também que já existem países interessados nos produtos da BRADAR, com foco inicialmente na América Latina.

Um brinde à BRADAR
Um brinde à BRADAR

 

NOTA DO EDITOR:

O Plano Brasil deseja sorte a empresa neste momento importante e com a nova marca.

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Anúncios da BRADAR

Radar Saber M60
Radar Saber M60

Luiz Medeiros – Correspondente de Brasília
com informações de Rossi Comunicação – Assessoria de imprensa da BRADAR

Após o anúncio da mudança de nome de Orbisat para BRADAR a nova empresa anunciou para a imprensa dois importantes acontecimentos para a nova marca.

BRADAR entrega Radar Saber M60 ao Exército

A empresa acaba de entregar mais 3 unidades do radar Saber M60 para o Exército Brasileiro e apartir desta entrega o produto já totaliza 22 unidades vendidas em menos de 3 anos.

A Força Aérea Brasileira (FAB) deverá receber mais três (03) unidades do mesmo radar Saber M60 até o final de 2013, se somando à unidade já recebida pela FAB de acordo com aquisição efetuada em Abril deste ano.

O radar Saber M60 foi desenvolvido em conjunto com o CTEx (Centro Tecnológico do Exército) com o objetivo de realizar a vigilância em baixa altura. Este produto possuí capacidade de localizar alvos em até 60 quilômetros de distância transmitindo informações em tempo real para um Centro de Operações de Artilharia Antiaérea (COAA). Este tipo de tecnologia é dominada por somente 5 países no mundo.

O Saber M60 possuí baixo peso e de fácil instalação, podendo ser colocado ativo em cerca de 15 minutos demandando somente 3 pessoas, com isso a mobilidade do sistema é muito grande e permite que ele possa ser transportado para qualquer local do território nacional ou até mesmo para as missões de paz no exterior. O radar pode ser integrado tanto com sistemas de armas baseados em mísseis quanto em canhões, e como diferencial o Saber M60 pode operar em conjunto com um Centro de Operações de Artilharia Antiaérea (COAAe), uma exclusividade da BRADAR.

O radar Saber M60 foi utilizado com sucesso no Brasil pelas ocasiões dos grandes eventos recentes, como a Visita do Papa Francisco, a Copa das Confederações e também na Rio +20, Conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável. Estas utilizações do Saber M60 comprovam a possibilidade de uso dual do radar.

Detalhe: Computador de controle do radar Saber M60
Detalhe: Computador de controle do radar Saber M60

BRADAR anuncia contratos avaliados em R$ 36 milhões na área de sensoriamento.

A BRADAR assinou recentemente 3 importantes contratos na área de sensoriamento remoto. Os negócios são avaliados em 36 mihões de reais, com a Compania de Pesquisas e Recursos Minerais (CPRM) e as usinas de Santo Antônio e Belo Monte.

Na Usina de Santo Antônio, em Rondônia, a BRADAR renovou o contrato para monitoramento da área do reservatório da hidroelétrica. O objetivo é identificar regiões que sofreram modificações de borda, alteração de vegetação, novas edificações, entre outros aspectos, abrangendo uma área de cerca de 2,8 mil quilômetros quadrados em controle mensal.

Em Belo Monte, Pará, a BRADAR realizará o monitoramento de toda a extensão da usina e produzirá mapas cartográficos de alta precisão. O objetivo é auxiliar na gestão do projeto básico ambiental da usina, identificando possíveis desmatamentos, invasões irregulares, proliferação de plantas aquáticas, movimentações de terreno, entre outros. Estas informações serão cruciais para a usina acompanhar as ações em campo da implementação do empreendimento.

Este serviço permite um maior controle sobre a área de proteção dos reservatórios coibindo imediatamente danos ao patrimônio e gerando documentação com fatos e dados de alta precisão“, disse Maurício Aveiro, presidente da BRADAR. “Está constatada a eficiência da aplicação da tecnologia de radar para o monitoramento de grandes áreas.

Com a CPRM a BRADAR irá realizar o mapeamento cartográfico de área de extremo risco em 74 municípios Brasileiros, totalizando uma área de 90 mil quilômetros quadrados. As cidades selecionadas para monitoramento apresentam uma maior probabilidade de deslizamentos e enchentes e por isso foram selecionadas. O projeto deverá durar 15 meses e faz parte do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, do Governo Federal.

É muito gratificante podermos participar desse projeto, pois osso produto foi comprovadamente classificado como o mais adequado para realizar esse tipo de levantamento“, disse Maurício Aveiro. “Poderemos contribuir com informações capazes de nortear as ações do poder público na prevenção de desastres naturais e catéstrofes nestes municípios“.

A BRADAR utilizará para este mapeamento a tecnologia de sensoriamento remoto por radar interferométrico de abertura sintética que opera nas bandas X e P, capaz de gerar mapas de alta precisão.

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Abertura da Mostra BID Brasil 2013 com anúncios importantes!

Ministro Celso Amorim e o Diretor da APEX Ricardo Santana, fazem o desenlace para abertura oficial da Mostra BID Brasil 2013
Ministro Celso Amorim e o Diretor da APEX Ricardo Santana, fazem o desenlace para abertura oficial da Mostra BID Brasil 2013

Luiz Medeiros – Correspondente em Brasília

Com a presença de diversas autoridades, adidos militares de diversos países, como Chile, Colômbia, Venezuela, além da presença de adidos de Países Africanos, de Países Arábes, da Ásia além de Europeus e Norte Americanos juntamente da presença dos militares Brasileiros.
Dentre as autoridades presentes para a abertua vale ressaltar a presença do Ministro de Estado da Defesa: Celso Amorim, o Comandante do Exército Brasileiro: General de Exército Enzo Peri, o Diretor de Negócios da APEX: Ricardo Santana, o presidente da CEITEC S.A.: Marcelo Lubaszewski e o Vice-Presidente Executivo da Abimde: Carlos Afonso Pierantoni Gambôa.

Autoridades na Cerimônia de Abertura
Autoridades na Cerimônia de Abertura

Nesta edição a mostra conta com a participação de 40 empresas associadas a Associação Brasileira das Indústrias e Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE), 13 empresas associadas a Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e Laboratórios (ABIMO), 9 empresas associadas a Associação Brasileira da Indústria Têxtil (ABIT), 3 empresas associadas a Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (SOFTEX) e 3 empresas do Setor de Alimentação e como parceiros a Força Aérea Brasileira e o SENAC.

Nos pronunciamentos de abertura vale ressaltar na presença do Diretor de Negócios da APEX: Ricardo Santana que citou a origem da idéia de promover a Mostra BID, idéia tida em uma FIDAE, quando se pensou em realizar um evento do tipo que pudesse demonstrar o que a indústria nacional é capaz de fazer. O Diretor de Negócios da APEX fez questão de apontar que foi questionado sobre se a Mostra BID poderia chegar ao patamar das grandes feiras do Setor de Defesa e que em sua opinião isso é possível, que o processo já foi iniciado e que os outros setores agregados a esta segunda edição da BID Brasil já demonstra isso.

Pronunciamento do Diretor da APEX, Ricardo Santana
Pronunciamento do Diretor da APEX, Ricardo Santana

Na sequência o Vice-Presidente Executivo da Abimde, Carlos Afonso Pierantoni Gambôa, assumiu a palavra e frisou que a indústria Brasileira trabalha com criatividade e vontade. O sr. Pierantoni aproveitou o momento para lançar a revista Informe Abimde, a revista da Abimde e entregando o primeiro exemplar da revista para o Ministro Celso Amorim.

Pronunciamento do Vice-Presidente Executivo da Abimde, Carlos Afonso Pierantoni Gambôa.
Pronunciamento do Vice-Presidente Executivo da Abimde, Carlos Afonso Pierantoni Gambôa.

A abertura teve ainda o lançamento da 2ª geração de Chip’s para rastreabilidade pela CEITEC S.A., o presidente da empresa, Marcelo Lubaszewski, fez uma rápida explanação das soluções de chip’s que a empresa pública CEITEC está provendo ao mercado, como soluções para rastreabilidade animal e para produtos perecíveis. Foi então lançado o CTC13001T, chip que pode ser utilizado em lacres e cadeados eletrônicos, garantindo mais segurança a produtos como embalagens, medicamentos, bagagens aéreas, cargas logísticas e roupas, entre outros, o lançamento e apresentação foi feito com auxílio do Ministro Celso Amorim.

Marcelo Lubaszewski, presidente da CEITEC S.A.
Marcelo Lubaszewski, presidente da CEITEC S.A.
Lançamento do chip CTC13001 T
Lançamento do chip CTC13001 T

 Na sequência a cerimônia contou com a apresentação da mudança de nome e marca da Orbisat, que faz parte do grupo Embraer Defesa & Segurança. A Orbisat passa agora a se chamar BRADAR, e o presidente da empresa, Maurício Aveiro, fez questão de ressaltar que a empresa é brasileira e convidou todos à visitar o estande da empresa no evento para conhecer melhor a nova marca, a BRADAR.

Maurício Aveiro, Presidente da BRADAR, cumprimentando o Ministro Celso Amorim
Maurício Aveiro, Presidente da BRADAR, cumprimentando o Ministro Celso Amorim

O Ministro da Defesa assumiu a palavra agradecendo a presença de todos. O Ministro Amorim reforçou que ele e o governo estão trabalhando de forma intensa para fomentar a indústria nacional de Defesa, citando o exemplo do envio da Medida Provisória sobre as Empresas Estratégicas de Defesa e os produtos estratégicos de Defesa e que posteriormente se tornou lei devidamente regulamentada e que dentro em breve o governo deve estar registrando as primeiras Empresas Estratégicas de Defesa.

Pronunciamento do Ministro da Defesa,
Pronunciamento do Ministro da Defesa,

O Ministro Amorim reforçou a necessidade de termos uma base industrial de defesa sólida, a necesidade de uma autonomia pois mesmo que estejamos dentro de uma realidade pacífica hoje, como o demonstrado através da presença dos adidos de países vizinhos, nós não podemos excluir os riscos do futuro e para isso temos de estar preparados para produzir ao menos o essencial.
“Sem autonomia industrial e autonomia tecnológica não existirá uma base de defesa sólida, nem uma base para sua logística e nem uma base operacional.”

Ministro Celso Amorim
Ministro Celso Amorim

Ainda em sua exposição o Ministro informou que a indústria de defesa está intimamente ligada a tecnologia de ponta, até mesmo quando se fala de coisas mais comuns como tecidos até e indo ao exemplo de áreas críticas como a química, radiológica e biológica. A área de defesa cibernética também foi citada demonstrando que o país tem buscado soluções nesta área assim como nas demais citando como um exemplo da força da indústria nacional o blindado Guarani.
A área de micro-eletrônica e software foi citada pelo ministro como a “ponta” da tecnologia e estando presente em todas as armas, pois poucos são os armamentos hoje que não se utilizam de algum meio eletrônico.
A parceria nos desenvolvimentos com o MCTI foi citado, dando enfâse a questão de que o próprio país deve adquirir os equipamentos que aqui são desenvolvidos, porém que a exportação é importante e neste aspecto o ministro parabenizou o trabalho realizado pela APEX.

Por mais que o foco do evento seja a indústria nacional de defesa e o seu esforço para desenvolvimento o Ministro Amorim informou que não estamos fechados às parcerias internacionais, possuímos interesse em cooperações internacionais porém sob duas condições: que nós possamos dar um salto em setores onde demoraríamos muito tempo para atuar sozinhos e segundo ponto é que não percamos autonomia, pois não podemos ficar nem dependentes ou vulneráveis.

Cumprimento entre o Ministro Celso Amorim juntamente com o Diretor da APEX, Ricardo Santana, após a abertura do evento.
Cumprimento entre o Ministro Celso Amorim juntamente com o Diretor da APEX, Ricardo Santana, após a abertura do evento.

 

 

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Começou a 2ª Mostra BID Brasil

Entrada do Hangar do CAN onde está ocorrendo a BID Brasil 2013
Entrada do Hangar do CAN onde está ocorrendo a BID Brasil 2013

 

Luiz Medeiros – Correspondente de Brasília

Começou hoje para imprensa e convidados a 2ª Mostra BID Brasil, à exemplo do que ocorreu no ano passado o evento acontece na Base Aérea de Brasília, no Hangar do Correio Aéreo Nacional (CAN). O Plano Brasil esteva presente.

O evento realizado pela ABIMDE, APEX e Ministério da Indústria e Comércio Exterior cresceu este ano, contando com mais expositores e atividades, bem como contando também com a maior presença de autoridades nacionais e adidos estrangeiros.

Em breve o Plano Brasil trará matérias exclusivas com alguns dos expositores do evento. Vamos trazer para os nossos leitores as novidades de nossa indústria de Defesa e seu crescimento, por hora ficamos com algumas imagens para mostrar o que vem por aí!

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2ª Mostra BID Brasil – A indústria nacional de Defesa mostrando seus produtos

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Sistema Astros – Imagem: Luiz Medeiros para o Plano Brasil

Entre os dias 03 e 05 de outubro, a Base Aérea de Brasília receberá a segunda edição da Mostra BID BRASIL, focada nos setores de defesa e segurança. O evento é promovido pela ABIMDE (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança), pela Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), e conta com apoio do Ministério da Defesa.

Para este ano, a expectativa é reunir cerca de 70 empresas que compõem a Base Industrial de Defesa, dentre elas, Embraer, Avibras, Condor, Emgepron, Taurus, Imbel, Iacit, OrbiSat, CBC, BCA, AEL e Flight Technologies. Na edição de 2012, o evento contou com a participação de 50 empresas.

O evento reunirá as principais soluções e equipamentos tecnológicos produzidos pela indústria de defesa nacional como radares, VANT (veículo aéreo não tripulado), veículos blindados, linhas de alimentos desenvolvidas para as Forças Armadas Brasileiras, mas que são adequados também para o uso civil, e sistemas de rastreabilidade,

Além de conhecer os projetos ligados à defesa nacional, os visitantes poderão verificar como tais tecnologias estão sendo aplicadas no dia a dia da sociedade. “Tecnologias duais são aquelas que podem ser utilizadas para fins militares e civis, um exemplo disso são os radares terrestres, que hoje em dia são usados para o controle das fronteiras e também serviram para auxiliar no controle da segurança durante a visita do Papa Francisco ao Brasil. Outro exemplo refere-se à integração do bilhete único no transporte público de São Paulo, que foi derivada da tecnologia adotada no projeto Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia)”, explica o Almirante Carlos Afonso Pierantoni Gambôa, vice-presidente executivo da ABIMDE.

Outro produto que também tem grande importância para as áreas civis e militar é o VANT, que pode ser utilizado para o patrulhamento de áreas remotas e também para monitoração ambiental.

“Esses e muitos outros exemplos mostram que a nossa indústria de defesa é capaz de fornecer muitas soluções, as mais avançadas, e atender tanto ao setor militar quanto ao civil. Os investimentos em novos projetos e novas pesquisas são essenciais para a manutenção desse potencial. A Mostra BID-Brasil tem esse objetivo, apresentar o que já é possível encontrar no país”, ressalta o vice-presidente da ABIMDE.

Para o chefe do Departamento de Produto de Defesa (Deprod), do Ministério da Defesa, general Aderico Mattioli, trata-se de uma oportunidade para a indústria de defesa nacional mostrar a qualidade de seus produtos a potenciais compradores. “O Ministério da Defesa vem se articulando para alavancar o setor e assegurar maior participação na balança comercial do país”.

Para Ricardo Santana, o diretor de negócios da Apex-Brasil, “a indústria de defesa é um setor estratégico e inovador, responsável pelo desenvolvimento de tecnologias de ponta e gerador de empregos de elevada qualificação técnica. O apoio da Apex-Brasil tem o objetivo de promover e posicionar no mercado internacional os produtos e serviços desenvolvidos com tecnologia de ponta brasileira”.

No dia 04, às 10h30, será realizado o Workshop “Soluções de Defesa e Segurança”, voltado para os adidos militares estrangeiros e com palestras de representantes dos Ministérios da Defesa e de Relações Exteriores, da Apex-Brasil e da ABIMDE.

A segunda edição da BID BRASIL também conta com o apoio da Associação para Promoção do Software Brasileiro (Softex), da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (ABIMO) e da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT). As três entidades, a exemplo da ABIMDE, são parceiras da Apex-Brasil em projetos setoriais desenvolvidos para promoção de exportação de produtos e serviços brasileiros no exterior.

DEFESA E SEGURANÇA EM NÚMEROS

Atualmente, a ABIMDE possui 200 associadas.

Empregos: de acordo com a entidade, as companhias que atuam no mercado de defesa geram, juntas, cerca de 25 mil empregos diretos e 100 mil indiretos, movimentando mais de US$ 3,7 bilhões/ano, sendo US$ 1,7 bilhão em exportação, e US$ 2 bilhões em importação.

Futuro: segundo pesquisa realizada pela associação, esses números podem mais que dobrar nos próximos 20 anos devido aos grandes projetos anunciados pelo governo. A expectativa é de que os investimentos girem na ordem de US$ 120 bilhões a longo prazo, sendo US$ 40 bilhões já anunciados para programas voltados para vigilância das fronteiras marítimas, aéreas e terrestres do país.

Até 2020, o Brasil tem a possibilidade concreta de praticamente dobrar o número de postos de trabalho altamente especializados. A estimativa é de que o setor gere cerca de 48 mil novos empregos diretos e 190 mil indiretos. Já para 2030, a expectativa é ainda melhor, passando para 60 mil novas vagas diretas e 240 mil indiretas.

O setor de segurança, que pode ser dividido em Segurança Privada (que envolve os serviços de vigilância patrimonial) e Segurança Eletrônica (equipamentos de CFTV, alarmes, entre outros), deve apresentar um bom crescimento até o final de 2013. A expectativa para o setor de segurança privada é de 30%, e para segurança eletrônica, de 11%. Os setores movimentam, respectivamente, R$ 20 bilhões e R$ 4 bilhões ao ano. Em 2012, o setor de segurança privada cresceu 14% e o de eletrônica, 9%.

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Guarani – imagem: Luiz Medeiros para o Plano Brasil

Serviço 2ª Mostra BID BRASIL

Data: 03 a 05 de outubro de 2013
Local: Hangar do Correio Aéreo Nacional – Base Aérea – Área Militar do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek – Brasília – DF
Horário: Quinta e sexta (03 e 04), das 9h às 16h30 – imprensa e convidados
Sábado (5), até 17h – Portões Abertos – atendimento ao público civil e ao efetivo das Forças Armadas
Entrada franca.

NOTA DO EDITOR:
O Plano Brasil esteve presente neste evento em sua primeira edição e recentemente recuperamos as matérias sobre esta cobertura. Vejam também como foi a Mostra BID de 2012:

Abertura da MOSTRA BID (Base Industrial de Defesa)

e

IMBEL na Mostra BID Brasil