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Os EUA estão explorando a opção de substituir a Turquia no programa do caça F-35

Tradução e edição: ARC – Plano Brasil.

WASHINGTON, 10 de maio. / Tass /. Os Estados Unidos estão considerando a opção de substituir a Turquia como parte do programa do caça F-35 de quinta geração, em conexão com a intenção de Ancara de adquirir sistemas de mísseis de defesa antiaérea S-400 da Rússia.

      Isso foi anunciado na sexta-feira em uma reunião de jornalistas pela subsecretária de Defesa para Suprimento e Apoio Logístico dos EUA, Ellen Lord.

     “Estamos trabalhando há algum tempo, considerando fontes alternativas dentro da cadeia de fornecimento para o programa do F-35, que estão atualmente na Turquia. Apesar disso, continuamos a trabalhar com a Turquia e esperamos que eles usem um sistema para sua defesa antiaérea dentro dos padrões da OTAN “, disse o vice-chefe do departamento de defesa dos EUA, respondendo a uma pergunta sobre os planos para a aquisição de Ankara do sistema S-400.

      Também foi observada por autoridades do Pentágono que a exclusão da Turquia do programa do caça F-35 pode levar a um aumento em seu custo e a uma desaceleração na produção de determinados componentes. “Nós vemos que uma desaceleração potencial na oferta pode ocorrer nos próximos dois anos, e também pode afetar potencialmente o custo. No entanto, no momento, achamos que podemos minimizar esses dois fatores”, disse Ellen Lord.

    Segundo ela, os Estados Unidos continuam as negociações com a Turquia para convencê-la a comprar os sistemas de mísseis antiaéreos  Patriot, em vez do S-400. “Oferecemos à Turquia nossos sistemas Patriot. Essa é uma opção compatível com os requisitos da Otan”, disse Lord. “Estamos atualmente conduzindo uma discussão sobre a substituição da S-400 por um Patriot”, acrescentou.

     Como Lord observou, os demais parceiros dos EUA que participam do programa de criação do F-35 compartilham a posição de Washington. “Nossos parceiros nos apoiam muito”, disse a porta-voz do Pentágono.

     Ellen se recusou a especificar quanto tempo o Pentágono poderia precisar para encontrar substitutos para os componentes produzidos na Turquia entre as empresas do complexo militar-industrial dos EUA ou aliados estrangeiros de Washington como parte do programa de produção do F-35. Os componentes para a aeronave F-35 produzidos na Turquia envolvem 10 empresas.

Fonte: TASS

 

 

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Rússia oferece MiG-29M para o México

Caças multifuncionais médios Mikoyan-Gurevich MiG-29M (MiG-35) da Força Aérea do Egito, recebido em 2017 (Alexei Karpulev / RussianPlanes.NET)

Rússia apresenta mais de 200 produtos durante a expo FAMEX 2019, inaugurada nesta quarta (24) no país latino-americano.

 

Mais de 200 equipamentos militares da Rússia estão em exposição na FAMEX 2019, que acontece até o próximo sábado (27) no México, segundo o comunicado oficial da Rosoboronexport, a agência estatal russa para exportação e importação de armas.

Esta é a segunda vez que a Rússia, representada também pela Russian Helicopters, participa do evento.

“A Rosoboronexport continua a fortalecer gradualmente sua presença no mercado latino-americano. Aqui eles conhecem bem e valorizam as aeronaves militares, helicópteros e veículos blindados por suas características impecáveis e segurança”, disse o diretor-geral da Rosoboronexport, Alexander Mikheyev.

 

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Decolagem do MiG-35 (MiG-29M) egípcio no MAKS 2017

Segundo estimativas da empresa, o caça multifuncional MiG-29M e o avião de combate e treinamento Yak-130 tem boas chances na América Latina. Quanto aos helicópteros, os países da região demonstram especial interesse pelos modelos militares Mi-17B-5, Mi-171Sh, Mi-35M e Ka-52, dentre outros.

Yakovlev Yak-130 da Força Aérea do Laos, recebido em 2018. (Jane’s Defence)

O site americano Defense World confirma o interesse do México pelos caças russos e garante que a Rosoboronexport está cortejando a Força Aérea Mexicana para fornecer modelos MiG-29M e Yak-130. “De fato, o México não conta atualmente com nenhum caça, já que os obsoletos F-5 dos EUA estão se aposentando após 34 anos de serviço”, segundo o Defense World.

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Vídeo demonstrativo do MiG-35 (Zvezda, traduzido para o inglês pelo SouthFront)

A Força Aérea do México aposentou recentemente seus oito exemplares do caça tático Northrop F-5E e encontra-se sem vetores para defesa aérea. Além disso, a eleição da coalizão Movimento de Regeneração Nacional – MORENA (formada por partidos socialistas, cardenistas e social-democratas) liderada pelo presidente Andrés Manuel López Obrador, tende a esfriar as relações estratégicas do México com os EUA, quadro agravado com a proposta do presidente norte-americano Donald Trump para a construção do muro na fronteira e a maior contenção de imigrantes mexicanos e centro-americanos, e também a decisão de Obrador de encerrar a “Guerra às Drogas”, iniciado pelo presidente Felipe Calderón (2006 – 2012) com o “Plano Mérida”, resultando na ajuda norte-americana para equipamentos de vigilância, monitoramento, armas e inteligência para combate aos cartéis narcotraficantes.

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Um dos oito F-5E mexicanos antes da aposentadoria (Ruben Venegas / Airliners.NET)

O afastamento do México com os EUA pode resultar numa janela de oportunidade para maior aproximação com a Rússia e até a China (este último, sendo o segundo principal parceiro comercial mexicano) para a cooperação estratégica e técnico-militar. Inclusive o México já opera vetores militares russos desde os anos 1990, como helicópteros multifuncionais Mil Mi-17, blindados para transporte de tropas BTR-60, caminhões Ural-4320, mísseis antiaereos Igla e lança-foguetes RPG-29. já a Comissão Nacional de Segurança do México utiliza carros blindados Gorets-M e aviões Sukhoi Superjet 100 foram entregues a companhia aérea Interjet.

 

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helicóptero Mil Mi-17 da Marinha mexicana (helis.com)

Por ser uma “região periférica” de importância estratégica durante a Guerra Fria, o México, assim como a maioria dos países latino-americanos nunca teve uma atenção prioritária para equipamento de suas Forças Armadas, tendo operado tardiamente vetores já obsoletos como o De Havilland Vampire, de 1961 a 1982 e o F-5E a partir dessa última data, inclusive durante os anos 1980, países muito menores e mais pobres da América Central e Caribe, como Cuba e Nicarágua tinham vetores capazes de contestar o poder aéreo mexicano.

Por isso, na avaliação deste autor, a incorporação de um vetor como o MiG-29M / MiG-35, caso se concretize, concederá ao México uma capacidade nunca antes vista no país, representando um enorme salto qualitativo tal como foi a aquisição pela FAM, do P-51D Mustang durante a Segunda Guerra Mundial

Fonte: Russia Beyond e Defense World

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Defesa Anti Aérea

Força Aérea Filipina seleciona sistema de defesa antiaérea SPYDER

A Força Aérea Filipina (PAF) selecionou o sistema de defesa antiaérea  SPYDER-SR (PYthon 5 e DERby Air Defence Missile System – short range). de Israel como novos sistemas de defesa aérea (GBDAS) para suas forças armadas. Não foram liberadas informações sobre os valores do contrato que consiste na aquisição de três baterias além de treinamento e suporte.

Uma bateria SPYDER típica consiste de um conjunto de quatro (ou mais) veículos lançadores MFU, unidade móvel de comando e controle (CCU) equipado com radar de vigilância Elta EL/M-2106 ATAR 3D, um veículo transportador de munição e uma viatura configurada para prover serviços de apoio ao conjunto da bateria.

Na versão SPYDER-SR, cada unidade móvel leva quatro mísseis para pronto uso, que podem ser lançados em dois modos: lock on before launch (LOBL) e lock on after launch (LOAL). O alcance é de 15km, contra alvos a altitudes de 20m até 9.000m.

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Defesa Defesa Anti Aérea Traduções-Plano Brasil

Turquia realiza testes de aceitação de sistema avançado de mísseis

O avançado sistema de mísseis de superfície – superfície de longo alcance desenvolvido pela empresa turca Roketsan está passando por testes de aceitação.

Tradução e adaptação- E.M.Pinto

Informações: Defence Blog

Em 10 de julho, a conta oficial do Twitter da Subsecretaria Turca para Indústrias de Defesa (SSM) publicou um vídeo do que parece ser uma continuação do ciclo de testes de um novo sistema de mísseis de artilharia da KHAN.

O Khan (Kaan em turco), conhecido como Bora, é um moderno sistema de mísseis balísticos tácticos da Turquia. É um sistema de ataque superfície – superfície de longo alcance que transporta 2 contêineres com mísseis balísticos. Os mísseis estão equipados com ogivas convencionais de 470 kg.

Segundo o Roketsan, o míssil KHAN fornece elevada  letalidade em ataques à longa distância. O KHAN pode ser lançado a partir do sistema de armas da Roketsan e de outras plataformas com interfaces aplicáveis ​​para integração.

O principal papel dos mísseis balísticos  é atacar as tropas e os veículos blindados, assim como outros alvos importantes, como aeródromos, postos de comando, baterias de defesa aérea e instalações de apoio. Em alguns casos, este míssil balístico pode ser usado como uma alternativa ao bombardeio de precisão.

O míssil em si tem um motor de foguete de combustível sólido e um alcance entre 280 a 400 km. É controlado por controle aerodinâmico com sistema de atuação eletromecânico.

A fonte também informou que o novo sistema de mísseis turcos baseado em um novo chassi de alta mobilidade pesado MZKT-7909 feito na Bielorrússia. Este veículo possui um motor diesel turbo alimentado TMZ-84631.10, que desenvolve 525 hp. O motor é acoplado a uma transmissão automática.

Fonte: Defence Blog

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Aviação russa recebe proteção avançada para seus caças

Tradução e versão: ARC – Plano Brasil

A aviação russa terá uma proteção melhor contra os radares e mísseis inimigos. O Ministério da Defesa da Federação Russa recebeu complexos modernizados do sistema EW (Eletronic Warfare) “Khibiny”, modificados após os resultados obtidos no emprego da aviação em combates na Síria. Agora, esse sistema é capaz de proteger de mísseis antiaéreos não apenas a aeronave que o transporta, mas também um pequeno grupo aéreo que a acompanha. “Khibiny” também ensinou a encontrar e suprimir os canais de comunicação de rádio.

Os primeiros sistemas “Khibiny” modernizados já entraram em operação nos regimentos que estão operando na Síria. Isto foi revelado ao canal de notícia Izvestia pelo representante do Estado Maior das Forças Armadas e Espaciais. Esse sistema está sendo utilizado como parte de um programa de grande escala para modernização e reequipamento de uma grande frota de aviação e combate.

Os pods de interferência ativa de proteção individual foram desenvolvidos pelo Kaluga Research Radio Engineering Institute.O equipamento está localizado em dois pods suspensos, instalados nas asas da aeronave. Um deles é um receptor, que detrmina a frequência do sinal de rádio do inimigo. O segundo, é um dispositivo de memória digital com um transmissor para gerar um sinal de interferência em resposta.

L-265M10-02 Khibiny-M EW system at MAKS 2017
L-265M10-02 Khibiny-M EW system at MAKS 2017

O sistema analisa de forma independente a radiação dos meios radioeletrônicos e de radar do inimigo e, por um algoritmo especial, decide que tipo de interferência aplicar. A interferência pode ser um ruído poderoso – entupindo toda a faixa de rádio. O sistema também pode criar uma oportunidade de fuga para a aeronave que está sob a interferência inimiga, criando muitos objetivos falsos, entre os quais os aviões reais serão perdidos.

Na versão atualizada do sistema, uma terceira unidade apareceu, que é anexada sob a fuselagem. Nesta unidade foram instalados novos hardwares, o que amplia significativamente as capacidades do complexo principal.

O pod auxiliar é colocado adicionalmente na aeronave principal, quando uma missão de combate é realizada por um grupo. Com ele, este lutador pode cobrir com interferência de rádio todo o grupo operando em uma formação de combate.

Ao modernizar o sistema “Khibiny”, foram aplicados os mais avançados conhecimentos em radioeletrônica. A nova versão do complexo será capaz de interceptar sinais de aviões AWACS e sistemas de defesa aérea baseados em terra, com a finalidade de realizar reconhecimento radioeletrônico. Além disso, poderá encontrar canais comunicação inimiga e interrompê-las.

Os modernos sistemas aumentarão repetidamente a capacidade de sobrevivência dos combatentes que operam em zonas de combates repletas de sistemas antiaéreos, disse o especialista militar Aleksey Leonkov ao Izvestia.

Os pods “Khibiny” das versões anteriores foram inicialmente colocados no Su-34, Su-35 e executavam – e executam – tarefas de proteção exclusivamente individual. Mas, neste caso último caso, a carga útil, incluindo a quantidade de munição que a aeronave pode elevar, é significativamente reduzida. É mais racional usar uma aeronave do grupamento aéreo dotada do novo sistema EW  para que outras possam operar com carga máxima de armamentos. A idéia de defesa do grupo utilizada nesta nova modernização é emprestada da doutrina norte americana que usam a aeronave Boeing EA-18 Growler para cobrir os combatentes.

Su-34 - Sistema L-265M10-02 Khibiny-M EW Khibiny
Su-34 – Sistema L-265M10-02 Khibiny-M EW Khibiny

O “Khibiny” modernizado excluirá a possibilidade de aeronaves do grupamento de serem alvos de mísseis que utilizem emissões de radar (qualquer uma) sejam esses mísseis oriundos de outras aeronaves ou de sistemas em terra. O complexo forma um forte de sinal que distorce a “imagem” no radar, ocultando a verdadeira posição dos lutadores.

Além disso, torna-se impossível determinar que tipo de aeronave está sob proteção, ocultando a identidade das aeronaves do grupamento aéreo. O inimigo não conseguirá ver qual aeronave está se aproximando – seja o grupo como um todo ou caças individualmente. Isso reduz a capacidade que o inimigo possui em escolher suas armas, já que a posição e identidade real do inimigo são distorcidas, ou mesmo ocultadas.

De acordo com o Ministério da Defesa, a parcela da guerra eletrônica moderna nas Forças Armadas da Rússia até 2020 pode chegar a 80-90%. Os militares  russos confirmaram alta eficiência na Síria e o sistema é considerado como arma assimétrica para guerras de uma nova geração.

Fonte: Izvestia

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Nova versão do Pantsir receberá uma nova geração de mísseis

Tradução e adaptação- E.M.Pinto
Segundo a agência de notícias russas INTERFAX, o sistema de mísseis e armas antiaéreas Pantsir SM receberá uma nova antena de radar, bem mais poente potente e também,  uma nova geração de mísseis. Embora tais melhorias já constassem nos planos de atualização do sistema, alguns aprendizados colhidos no recente confronte Sírio lançaram luzes sobre as novidades para estas armas.
As informações concedidas  à Interfax por uma fonte do escritório de projetos da arma atestou que a nova antena permitirá uma detecção mais rápida do alvo, bem como resposta mais rápida e melhor trabalho do veículo em movimento à toda velocidade.

“Os trabalhos de modernização estão em andamento, tudo isso será implementado na nova versão do” SMC. “Primeiro de tudo, estamos falando de uma antena super-poderosa para isso… Além disso, o trabalho de criação de uma nova geração de mísseis para o novo” Pantsir “também está sendo concluído”.disse a fonte.

Em 15 de maio, o presidente russo Vladimir Putin definiu em uma reunião com os militares o procedimento de continuar a modernização do ZRPK PANTSIR e acelerar a produção em massa do novo sistema de defesa aérea S-500, o qual alegadamente será  capaz de engajar  alvos em elevadas altitudes próximo espaço.

“Uma das tarefas importantes – melhorar os meios de combate contra as armas de alta precisão. Os construores devem desenvolver activamente e expandir o avanço tecnológico no domínio da defesa para continuar a modernização do sistema ..” Pantsir “e concluir o desenvolvimento e pré-produção dos S-500 o mais novo sistema, capaz de operar a altitudes elevadas, incluindo o espaço próximo “, – disse Vladimir Putin em uma reunião sobre construção militar.
Mais cedo, uma fonte do complexo industrial de defesa informou à Interfax que o alcance do sistema de mísseis e armas antiaéreas Pantsir SM poderia aumentar para 60 km graças ao uso de mísseis hipersônicos. Ao informar que o sistema antiaéreo de mísseis e armas “Pantsir” usará armas hipersônicas e novos mísseis, que serão instalados no ZRPK, a fonte atestou que o seu  alcance de operação será aumentado em três vezes
“No momento, o trabalho está em andamento para criar para avaliar o míssil hipersônico que está previsto para aumentar o alcance do conjunto de 50-60 km.”, – disse a fonte.
Atualmente o alcance do sistema é de cerca de 20 km. 
Fontes do Ministério da Defesa da Federação Russa, afirmaram que está previsto para 2018 a incorporação das primeiras unidades da versão atualizada do sistema “Pantsir-SM”, que começará a equipar as unidades de defesa aérea. 
Na imagem o ZRPK Pantzir-SM sobre o novo chassi do KAMAZ 53958″ Tornado “8×8, durante aparição em Ashuluk.

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As implicações do S-300 na Síria

ARC- Plano Brasil

 

Prefácio

O último ataque contra posições do governo da Síria ocorrido no dia 13 de Abril ainda está repercutindo por todo o mundo. O ataque, que para a maioria dos especialistas, não passou de uma “demonstração de força” dos países ocidentais, provocou poucos danos as estruturas do Exército Sírio, mesmo assim, o Governo Sírio percebeu a necessidade de obter sistemas mais modernos, capazes de fazer frente aos mísseis e aeronaves que tem atuado impunemente e alvejado seu território.

Poucos dias após o ataque, alguns sites especializados de dentro e fora da Rússia levantaram a questão do fornecimento dos sistemas ao Governo Sírio, sistemas estes que poderiam sair dos estoques da Rússia ( A Rússia vem substituindo o S-300 pelo S-400) e que poderiam fortalecer as defesas Sírias.

Sistema S-300 – Rússia

É importante trazer a memória que a Rússia já havia levantado a questão do fornecimento destes sistemas  ao governo sírio, mas não julgou ser necessário até o último episódio.

Repercussão na Rússia

Alguns deputados russos apoiaram a ideia levantada pela mídia e por alguns especialistas do seguimento militar e inclusive, teve o apoio de Aleksander Sherin, vice-presidente do Comitê de Defesa da Duma, câmara baixa do parlamento russo. Segundo Aleksander, uma vez que sejam repassados esses sistemas ao Exército Sírio,  seria possível criar um sistema escalonado na Síria, capaz de atuar contra qualquer ameaça aos interesses do governo local e do governo russo.

Vale lembrar, que todas as decisões relacionadas a Síria, são muito complexas de serem tomadas pelo governo russo. Manter o apoio do publico interno tem sido a estratégia do Kremlim para alavancar os projetos de dentro e de fora do país. Alinhar essa estratégia com a manutenção da posição da Rússia como potencia global no cenário internacional, não é uma tarefa fácil, por isso, cada decisão é pensada, repensada, e pensada novamente antes de ser implementada, pois um erro pode por a perder todas as vitórias conquistadas até então pelo governo de Vladmir Putin.

Vladimir Putin – Presidente da Rússia

Apesar de toda a repercussão, o governo russo se calou durante algum tempo, não dando qualquer nota e somente depois de alguns dias, deram uma declaração sucinta e até vaga, no que cerne ao fornecimento dos sistemas ao governo da Síria ao declarar que não foi decidido nenhum repasse até então, porém, não negaram a possibilidade  da venda – ou doação – dos sistemas estocados para os sírios, deixando no ar a possibilidade do fornecimento.

Inquietação Israelita 

Tal possibilidade de fornecimento dos sistemas S-300 gerou inquietação dentro do governo de Israel, que já não andava muito satisfeito com a capacidade dos sírios em negar o espaço aéreo aos caças israelenses, que vale ressaltar, teve em seu último episódio, a perda de um F-16I alvejado por uma bateria do sistema S-200.

O Ministro da Defesa Israelense Avigdor Lieberman, ressaltou que se forem fornecidos estes sistemas ao governo sírio, as forças israelenses se verão obrigadas a destruí-los, haja visto que os mesmos tem a capacidade de dificultar ainda mais a capacidade operacional da força aérea de Israel no país árabe.

Benjamin Netanyahu e Vladmir Putin.

O temor por parte do governo de Israel no repasse desses sistemas, se deve as capacidades únicas deste SAM, pois algumas unidades deste sistema seriam suficientes para criar um “guarda chuva” de proteção sobre o governo sírio, e também sobre os combatentes do exército iraniano que tem atuado dentro do território do país aliado, e que de acordo com Tel Aviv, estariam repassando armamento para o Hezbollah (organização com atuação política e paramilitar fundamentalista islâmica xiita sediada no Líbano) e que poderiam ser usados contra Israel no futuro.

Resumo

Diante desse imbróglio, fica difícil prever se a Rússia fornecerá ou não os sistemas para os sírios, pois tal posição colocaria russos e israelenses em dois lados antagônicos, sendo as duas nações parceiras de longa data, mas ao mesmo tempo, permitir que o governo Sírio seja golpeado sequencialmente sem a atuação de Moscou pode enfraquecer os interesses do Kremlim no país árabe e tal possibilidade não está na agenda de Putin. Resta-nos esperar as cenas dos próximos capítulos…

 

 

 

 

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A resposta da Rússia: Duro discurso de Vladmir Putin expõe a nova posição russa e suas novas armas

Tradução e adaptação: ARC

Em uma mensagem à Assembleia Federal Russa, o presidente  Vladmir Putin surpreendeu a plateia e aos jornalistas do mundo com o seu discurso inusitado. Todos os presentes aguardavam um discurso sobre as propostas para o seu mandato na tradicional conferência que antecede as eleições russas.

Entretanto, Putin chocou o público  ao anunciar os mais novos avanços em armas do arsenal russo. Vladimir Putin, apresentou o novo sistemas de mísseis intercontinentais estratégicos “Sarmat”, um míssil de alcance global capaz de atingir a qualquer posição do planeta e que segundo Putin é invulnerável a qualquer sistema de defesa atual ou em desenvolvimento.

Além do Sarmat Putin falou de uma nova e temida arma, um drone submarino movido a energia nuclear o qual possui alcance igualmente irrestrito capaz de implantar armas nucleares e atacar frotas de navios invasores. O Público tomou conhecimento também de uma nova arma hipersônica denominada “Dagger” e um sistema de laser de combate dentre outros. falando para o Público num duo discurso, Putin alertou aqueles que que querem criar problemas para a Rússia de que estes terão uma resposta imediata…

 

 

 

“Por quê?”

Talvez, essa seja a pergunta fundamental para tantos leitores e espectadores que assistiram a  conferência,  por que a Rússia investe tanto em armamentos com o intuito  de subjugar os sistemas de defesa norte americanos? Para respondê-la é necessário analisar os acontecimentos dos últimos anos, nesta artigo que condensa alguams informações divulgadas pela rede russa RT, são apresentados alguns detalhes sobre a ótica do canal de televisão e mídia digital russa.

Guerra fria – Parte II

Durante anos, a comunidade global assistiu inerte aos avanços da estratégia norte americana de criar um sistema de contenção para os mísseis nucleares da Rússia. Justificativas maltrapilhas fizeram parte dos discursos, que buscavam dar legitimidade ao projeto de Washington. Foram realizados diversas reuniões com o propósito de alavancar o projeto, como também foram “costuradas” alianças com diversos países pelo mundo especialmente na região circundante da Rússia.

Diversas autoridades estadunidenses estiveram à frente deste projeto o qual usou de muitas desculpa para tirar o foco do motivo real da implantação de seus sistemas de defesa. O Irã foi usado também como justificativa, que segundo os EUA, possuíam um  “avançado” arsenal balístico crescente, que seria capaz de alvejar a Europa em poucos anos…o que é bastante contestado e mesmo refutado nos dias de hoje, o que dizer de 10 anos atrás quando o assunto estave em pauta.

Diante dessas e de outras justificativas, foram vistos nos últimos anos, diversos sistemas de defesa anti aérea dos EUA (DAM) avançando para perto das fronteiras da Rússia, tanto no flanco leste como no oeste, e tais medidas foram diversas vezes questionadas por Moscou, que via e vê o acordo de equilíbrio de forças sendo minado pelo ocidente, sob alegações infundadas.

Vale ressaltar que o Kremlim tentou diversas vezes buscar uma aproximação para solucionar o caso iraniano, oferecendo inclusive, um sistema de defesa conjunto, com a finalidade de trazer segurança para ambas as partes, e liquidar as desconfianças referentes ao propósito de tais sistemas, mas mais uma vez, os EUA não aceitaram um diálogo sobre o tema, sobre a afirmativa de que os sistemas nada tinham a ver com a Rússia.

Passado alguns anos, os EUA deram passos mais incisivos rumo ao objetivo de conter a Rússia e dessa vez a justificativa não era mais o Irã ou Coréia do Norte – que inclusive tornou-se o bode expiatório para a implantação dos sistemas THAAD na Coréia do Sul – mas a própria Rússia, que segundo o ocidente, havia “agredido” a soberania ucraniana, tomando parte de seu território, conhecido como Crimeia comprovou através de plebicito realizado na península, a intenção de seus populares (maioria russa) de pertencer a federação dos estados russos e não ao que sobrou da Ucrânia cujo produto interno bruto desmorona sem apoio russo, seu mairo parceiro comercial de outrora. A esmagadora parcela da população votou a favor da anexação, na da menos de  97%  dos eleitores.

O primeiro ministro romeno Dacian Ciolos e oficiais dos EUA participam de inauguração do sistema antimíssil americano de Deveselu na Romênia.

Diante desse novo discurso, os EUA avançou, e implantou na Romênia um sistema AEGIS Ashore Missile Defense System (AAMDS), sistema este, capaz de conter grande parte do arsenal balístico russo, jogando por terra toda a capacidade de reação da Rússia à um eventual ataque. Depois da Romênia, a Polônia que também teve início a implantação do  mesmo sistema e por último, o Japão, que também aderiu a implantação do equipamento norte americano.

Moscou Never Sleeps

Observando tais acontecimentos e juntando essas e outras peças do quebra cabeças, era esperada uma resposta da parte russa em relação aos último avanços de seu adversário ocidental.

A resposta foi progressiva, começou com um elaborado programa de modernização da tríade nuclear russa, que ficou defasada por conta do colapso da extinta URSS, gerando um gap tecnológico entre os equipamentos usados na Rússia em relação aos seus potenciais adversários.

O submarino nuclear multipropósito “Severodvinsk” apoiado sobre a sua plataforma durante o lançamento no estaleiro Sevmash em 15 junho de 2010 na cidade russa de Severodvinsk em Arkhanguelsk.

Nestes programas foram projetados e construídos novos submarinos, como também foram  modernizados bombardeiros, mísseis balísticos, desenvolvidos novos sistemas de contra medidas, etc. Foram muitos os avanços no decorrer desses últimos anos e ainda hoje, os programas de modernização da tríade nuclear continuam ativos, sendo uma clara resposta ao flanqueamento realizado pelos EUA…mas não acabou por aí…

A revelação de Putin

Diante de uma platéia que esperava ouvir suas metas como candidato a presidência, Vladimir Putin surpreendeu a todos, dentro e fora do país, com um discurso agressivo, no qual anunciou que a Rússia havia desenvolvido com sucesso diversos sistemas de armas, que ultrapassam as capacidades de defesa criadas pelos americanos.

O presidente russo acusou os EUA de arrogância, dizendo que pensavam que a Rússia não seria capaz de se recuperar logo após o colapso da União Soviética e que seus interesses simplesmente poderiam ser ignorados. Um movimento particular – a retirada de George W Bush do Tratado de Misil Antibalístico (ABM) em 2002 – resultou no início da contenção aprimorada da Rússia, que passou a estar cada vez mais cercada por sistemas americanos, o que prejudicava a dissuasão nuclear do país.

Vladimir Putin – Presidente da Rússia

Sem uma dissuasão nuclear, a Rússia seria exposta à pressão militar dos EUA e não poderia prosseguir com uma política soberana, disse Putin. O presidente advertiu já em 2004 que a Rússia não ficaria ociosa e que responderia a essa ameaça ao desenvolver novos sistemas de armas.

“No final, se não houvesse nada, nenhuma ameaça de fato, isso tornaria o potencial nuclear russo inútil…    Eles poderiam simplesmente interceptar tudo”.disse Putin

O mundo assistiu surpreso, ao posicionamento mais incisivo por parte da Rússia com relação aos seus interesses soberanos, deixando claro que Moscou não somente rejeitará sistemas que busquem conter a capacidade militar russa como também destruirá tais sistemas se assim for necessário.

A ponta da lança eslava

A Rússia já fez isso, de acordo com Putin, que passou a apresentar uma série de novos sistemas, alguns dos quais ainda não têm nomes mas que segundo o discurso são todos destinados a contrariar sistemas ABM atuais e futuros. Seu discurso foi acompanhado por uma série de videoclipes mostrando esses novos sistemas, parcialmente, como filmagens de testes de alguns elementos e com imagens mostrando suas capacidades.

Um desses sistemas é o novo Míssil Balístico Intercontinental (ICBM) chamado Sarmat (RS-28), O qual já é bem conhecido, porém, Putin ressaltou que o seu maior alcance permite que o míssil atinja o território dos EUA da Rússia através de uma rota do Pólo Sul. Os EUA têm dezenas de mísseis interceptores implantados no Alasca sob a presunção de que os ICBM da Rússia se aproximariam dessa direção, o que não seria o caso do Sarmat o qual pode operar por uma rota alternativa circundado regiões desprotegidas impunimente.

https://www.youtube.com/watch?v=fcpSzX9a7HY

 

 

“Nós dissemos aos nossos parceiros várias vezes que teríamos tomado medidas em resposta à colocação de sistema antimísses norte-americanos. Apesar de todos os problemas que enfrentamos, a Rússia era e continua sendo uma potência nuclear, mas ninguém nos ouviu, então nos ouça agora”, ressaltou Putin.

Putin passou então a apresentação de sistemas de armas que não eram conhecidos pelo público. Um deles é um míssil de cruzeiro que ainda não possui nome, com um alcance muito superior aos atuais mísseis operados no mundo. Segundo ele, isto é conseguido graças ao reator nuclear miniaturizado que impulsiona o míssil. Tal míssil pode voar baixo o suficiente para evitar a detecção antecipada e pode mudar a rota para evitar sistemas antimíssil inimigos ao longo de seu caminho, além de manobrar para transpor os sistemas antiaéreos que protegem seu alvo.

A idéia de um sistema destes movidos à energia nuclear não é nova. Os EUA tentaram desenvolver um como parte do Projeto Plutão no início da década de 1960, mas abandonaram-no, uma vez que mísseis estratégicos com propelentes químicos provaram ser uma alternativa mais viável. A Rússia ao contrário, deu continuidade e avançou nesta tecnologia, tornando-se a primeira nação a alcançá-la.

Putin também disse que a miniaturização de um reator nuclear deu à Rússia outro sistema avançado de armas sob a forma de um drone submarino de longo alcance. O drone pode mergulhar a profundidades inalcançáveis até então e, viajar entre continentes a uma velocidade várias vezes superior a de um submarino ou mesmo um navio de superfície, disse ele.

De acordo com o presidente, tais drones podem atacar grupos navais e porta aviões inimigos, defesas ou infra-estrutura costeira e não podem ser combatidos por nenhum sistema de defesa do mundo que operam atualmente. Ambas as versões, convencionais e nuclear podem ser feitas, disse ele.

Em dezembro de 2017, a Rússia completou os ensaios de um reator nuclear que oferece aos drones tais recursos. O reator é “100 vezes menor” do que os usados ​​por submarinos de propulsão nuclear e são mais eficientes, além de poderem alcançar seu pico de potência 200 vezes mais rápido do que uma usina nuclear convencional.

O vídeo mostrado para este sistema de armas não incluiu nenhum teste real, mas presumivelmente a miniaturização reivindicada de um reator nuclear, que foi usado para o mísseis de cruzeiro, também pode funcionar para uma embarcação.

Putin apresentou duas variantes de um sistema de armas hipersônicas já desenvolvido pela Rússia. Um é um veículo lançado pelo ar que atualmente realiza os testes de comabate no sul da Rússia.

O projétil viaja a uma velocidade de Mach-10 e tem um alcance de cerca de 2.000 km (1.240 milhas). A arma, chamada Kinzhal, “adaga” ou “punhal” (“Dagger”). A arma está disponível em formas convencionais e nucleares, disse Putin. Num vídeo mostrado ao público incluiu o momento em que a arma foi lançada  por um avião de combate em seus testes.

Outra arma que está sendo desenvolvida, mas que não teve foto ou vídeo divulgado, está sendo testada, se trata de uma ogiva implantada em um planador hipersônico. A Rússia primeiro a testou em 2004 e fez progressos significativos desde então, disse o presidente. O planador pode voar na atmosfera a velocidades de mais de Mach-20 e pode suportar um calor de até 2.000C° (3.632F°). O sistema, segundo Putin, está em produção em série e é chamado Avangard (“Avanço” em russo).

O último sistema de armas apresentado por Putin durante seu discurso foi um sistema de defesa antimíssil à laser, que segtundo ele já começou a ser introduzido no arsenal das forças russa em 2017. Um pequeno videoclipe mostrou o que presumivelmente é um sistema de laser antiaéreo, mas nenhuma filmagem de teste foi mostrada.

 

O Desfecho 

Putin enfatizou que a Rússia não precisaria de todas essas novas armas se suas preocupações legítimas não fossem ignoradas pelos EUA e seus aliados.

 “Ninguém queria falar conosco sobre o coração dos problemas. Ninguém nos ouviu. Agora vocês escutarão”.

Ele sugeriu que os EUA abandonassem seus planos hostis e onerosos contra a Rússia e começassem a negociar um acordo de segurança que levaria em conta os interesses de Moscou.

 

Os presidentes Vladimir Putin e Trump

Na sua fala mais dura, Putin encerrou o discurso, evocando as razões que responde a pergunta fundamental, o porque de tudo isso? relembrando que a Rússia não esteve dormindo, que sabe se defender e atacará quando se sentir ameaçada.

“Para aqueles que nos últimos 15 anos tentaram começar uma corrida armamentista e que conseguiram uma vantagem unilateral contra a Rússia, especialmente pela imposição de sanções ilegais do ponto de vista do direito internacional e que visam apenas conter o desenvolvimento do nosso país, seja no teatro civil seja na área militar, eu tenho uma coisa a dizer: Tudo aquilo que vocês tentaram suprimir e evitar através das suas políticas, já aconteceram, seu esforço foi em vão. Vocês não conseguiram, a Rússia está de volta “, disse Putin.

O chefe de Estado da Rússia ainda garantiu que em caso de ataques ao seu país, a resposta será imediata.

“Qualquer uso de armas nucleares contra a Rússia, ou seus aliados, de pequeno, médio ou qualquer outro poder, será percebido como um ataque nuclear. A resposta será imediata e com todas as consequências óbvias”.

No entanto, ele enfatizou que seu país não quer o confronto.

“Não pretendemos atacar a ninguém, não devemos criar novas ameaças para o mundo, mas sim sentar na mesa de negociações, elaborar propostas para renovar o futuro sistema de segurança internacional”. …”A Rússia será sensível se conversarmos como parceiros, de igual para igual… 

Porém Putin desafiou a comunidade internacional a reconhecer que suas palavras não são vazias como os discursos que ele atacou.

“Agora vocês tem que reconhecer essa realidade, confirmar que tudo o que eu disse não é um blefe – o que não é – pensem por algum tempo, envie para a aposentadoria as pessoas presas no passado e incapazes de olhar para o futuro, [e] parem de balançar o barco em que todos nós estamos antes que ele afunde, este barco se  chama planeta Terra “ , disse ele. 

Putin declarou que a Rússia necessita resolver questões internas e crescer como nação, ele relembrou que a expectativa de vida da Rússia deve ultrapassar  8 anos a mais até o final da próxima década. A expectativa de vida cresceu ao longo dos sete anos e agora é de 73 anos, e que segundo ele não é suficiente e finalizando declarou:

Temos que resolver uma das principais questões para a próxima década: garantir um crescimento confiável a longo prazo nos rendimentos reais dos nossos cidadãos”, 

Fonte: Informações RT

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Possíveis unidades lançadoras Modernizadas do sistemas Patriot para a Suécia


 
   Tradução e adaptação- Ghost – Plano Brasil

O Departamento de Estado dos Estados Unidos estabeleceu uma decisão aprovando uma possível venda militar estrangeira para a Suécia do sistema Patriot – PAC-3 + unidades de fogo modernizadas por um custo estimado de US$ 3,2 bilhões. A Agência de Cooperação de Segurança da Defesa entregou a certificação exigida notificando o Congresso desta possível venda.

O Governo da Suécia solicitou a compra de quatro Unidades lançadoras Modernizadas e quatro conjuntos de radar AN / MPQ-65, quatro estações de controle de engajamento AN / MSQ-132, nove grupos de mastro de antena, doze estações de lançamento M903, cem Patriot MIM-104E , duzentos mísseis MSE (Patriot Advanced Capabilty-3) (PAC-3) e quatro unidades geradoras de potência (EPP) III.

Também estão incluídos neste pedido:

  • Equipamentos de comunicação,
  • Ferramentas,
  • Equipamentos de teste,
  • Softwares de  teste,
  • Equipamentos de suporte para incluir veículos associados,
  • Motores principais,
  • Geradores,
  • Publicações e documentação técnica,
  • Equipamentos de treinamento,
  • Peças de reposição e reparação,
  • Treinamento de pessoal,
  • Assistência técnica de campo (TAFT),
  • Aerviços de suporte técnico,
  • Engenharia e logística,
  • Integração de Sistemas e Checkout (SICO),
  • Suporte de campo e
  • Outros elementos relacionados de logística e suporte aos softwares.

O custo estimado total do programa é de US $ 3,2 bilhões. Os principais contratados serão a Raytheon Corporation em Andover, Massachusetts e a Lockheed-Martin em Dallas, Texas. Não há contratos de compensação conhecidos propostos em conexão com essa venda potencial.

Esta proposta de venda apoiará a política externa e os objetivos de segurança nacional dos Estados Unidos, ajudando a melhorar a segurança de um parceiro estratégico que tem sido, e continua sendo, uma força importante para a estabilidade política e o progresso econômico na região do Mar Báltico e através da Europa.

A proposta de venda do sistema de mísseis Patriot melhorará a capacidade de defesa antimíssil da Suécia. A venda proposta apoiará a interoperabilidade com as forças dos EUA e da OTAN. A venda proposta deste equipamento não alterará o equilíbrio militar básico na região.

A implementação desta venda exigirá que aproximadamente 24  representantes do governo dos EUA e 32 contratados viajem para a Suécia por um período prolongado para o processamento dos equipamentos / colocação em campo, verificação do sistema, de treinamento, suporte técnico e logístico.

Fonte: Army Recognition

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As primeiras “batalhas” do J-20

Tradução e adaptação: ARC- Plano Brasil.


A Força Aérea chinesa anunciou oficialmente a entrada em operação do caça de quinta geração J-20 e muitos estão se perguntando se outras aeronaves da Força Aérea chinesa já tiveram a oportunidade de testar o que o J-20 tem “na barriga”.

De acordo com as entrevistas públicas de pilotos do J-20 em diversos canais chineses, e dos pilotos do caça J-11B , a resposta parece ser bastante clara, a aeronave é a última joia do exército chinês e realmente “conheceu” o outros caças da linha de frente, durante os vários exercícios aéreos em 2017 (se não antes). Não é, no entanto, surpreendente que nenhum resultado tenha sido comunicado publicamente, dada a natureza sensível e confidencial deste avião chinês.

Depois de ter atravessado várias versões e filtrado apenas fontes que parecem ter demonstrado sua credibilidade por alguns anos, o especialista em assuntos militares da China, Henry Kenhmann, relatou em seu site esboços destes exercícios nos quais foram empregados o J-20. Segundo o especialista, é possível desenhar o esboço dos cenários que teriam sido utilizados e ter os resultados obtidos pelo J-20 durante essas simulações de combate aéreo, embora, por enquanto, tudo isso ainda deve ser tomado com duvidoso, carecendo de relatos institucionais para confirmar ou negar.

J-20

Diante dos dados, foi considerado que o J-20 teria participado em pelo menos  dois tipos de cenários de combate. O primeiro para avaliar a capacidade da aeronave de conduzir o combate aéreo como uma caça de superioridade aérea, em face de adversários singulares ou reforçados pela multiplicação de meios no ar e com apoio terrestre.

Para isso, vários cenários teriam sido realizados, nos quais o J-20 sempre interveio em pares. Por exemplo, há o caso de dois J-20 em BVR contra um número desconhecido de J-10B e J-10C que foram apoiados por um AWACS KJ-500, no qual um dos dois J-20 teria conseguido abater o AWACS de surpresa, graças a sua furtividade e alcance do seu novo míssil ar-ar, enquanto o outro estava ocupado “entretendo” e perseguindo um aparelho que acompanhava a aeronave.

Um J-20 foi abatido por um dos J-10C com radar de varredura ativa (AESA), que foi capaz de localizar e bloquear o lutador furtivo por uma distância relativamente curta, dentro de 18 km, enquanto todos os J-10 versão A e B e metade dos J-10C teriam sido abatidos no exercício.

Outros casos foram mencionados, como a luta WVR entre dois J-20 e caças J-10B e J-10C, e estes últimos estavam em superioridade numérica, mas não é possível dar crédito a essa hipótese, nem mesmo relevar seus resultados, pelo menos por enquanto.

O último cenário consistiria em uma série de interceptadores J-10 (versão desconhecida), AWACS e aeronaves de guerra eletrônica (EW), bem como unidades de radar em terra e sistemas de defesa anti aérea de tipo S-300 (PMU1 ou PMU2).

Neste cenário, o J-20 forneceu apoio com seus sensores embarcados, em posição avançada, para guiar os mísseis ar-ar lançados pelos caças aliados, mas não se sabe ao certo quais caças foram utilizados junto ao J-20 neste cenário, acredita-se que tenha sido o J-16, e ambos tiveram como alvo outros caças e aviões de diversos AWACS.

Dois J-20 fotografados por um piloto J-16 (Imagem CCTV)

O cenário teria encerrado com uma grande perda de unidades terrestres e unidades anti aéreas do exército inimigo, e especialmente o alcance de alvos sensíveis pela aeronave OPFOR (aviação inimiga), um cenário que sugeriria a existência de um possível conflito entre China e Taiwan, onde este será apoiado por militares dos EUA com os caças F-22 e F-35, por exemplo. É necessário ressaltar que ainda não é conhecido como tal exercício simulou um caça 5G adversário, deixando diversas hipóteses na mesa, inclusive a utilização de outro(s) caça(s) J-20 como agressores.

É compreensível que toda uma base de defesa aérea chinesa, bem como as proteções da força aérea, tenham sido “eliminadas” em um confronto hipotético com os esquadrões de Taiwan e dos EUA neste cenário, o que explicaria a implantação dos primeiros J-20 operacionais no leste da China, enquanto os caças Su-35 foram alocados para uma base no sul.

Caças J-20 e J-16

 Resumo da ópera 

Se nesses rumores, as versões não sofrerem variações bruscas, é possível dizer que a introdução do J-20 dentro das forças aéreas chinesas geraram um “choque” e especialmente uma “desilusão”, que permitiu que os comandantes das unidades terrestres, aéreas e antiaéreas se conscientizassem da “dura realidade” que é o confronto com caças de última geração (4º na China, 5º nos EUA e na Rússia) além de gerar um sigilo quanto a efetividade e complexidade nas táticas contra esses dispositivos, que segundo os rumores, são “ineficazes” e “inoperantes”.

É necessário cautela com tais rumores, que apesar de terem uma aparente pauta realística, podem carregar sofismas, devemos esperar que outras fontes oficiais verifiquem essas afirmações. Uma coisa é certa, a Força Aérea chinesa ainda está iniciando suas operações com seu caça de quinta geração, e também está desenvolvendo e refinando suas doutrinas de emprego de uma aeronave furtiva como o J-20, e também vem desenvolvendo meios adequados para contrariar esse tipo de ameaça de forma concreta.

 

OBSERVAÇÃO: Os textos em negrito são acréscimos do autor deste texto, e não representa o texto original da matéria.

 

Fonte:Eastpendulum.com

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Sistema russo de defesa antiaérea Pantsir-S1 simboliza o orgulho da Rússia

A mídia norte-americana sublinhou que o sistema russo de defesa antiaérea Pantsir-S1 pode ser considerado o armamento ideal. O especialista em assuntos militares, Viktor Baranets, comentou a publicação.

© Sputnik/ Maksim Blinov

O sistema russo de defesa antiaérea Pantsir-S1, considerado armamento ideal para repelir ataques massivos com drones, não tem análogos nos EUA, sublinha Sebastien Roblin, em seu artigo para a revista The National Interest.

De acordo com a edição, durante conflito na Síria, estes complexos atacaram repetidamente vários mísseis e drones. Assim, em dezembro do ano passado, eles derrubaram dois mísseis disparados contra a base aérea de Hmeymim, frisou Roblin.

Este armamento não atraiu tanta atenção na Síria de analistas e jornalistas se comparado ao S-400 por ser um sistema de raio curto, assinala NI. Ele age na última linha da defesa antiaérea, bem como elimina aviões, helicópteros, drones e mísseis que estejam voando baixo, fazendo com o Pantsir-S1 adquira importância especial nas condições modernas.

No dia 6 de janeiro, terroristas tentaram atacar a base aérea de Hmeymim e o ponto de manutenção técnica em Tartus, lançando 13 drones de combate. Os militares russos conseguiram interceptar seis veículos aéreos, enquanto sete outros foram eliminados pelos sistemas Pantsir-S1.

O especialista em assuntos militares, Viktor Baranets, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, comentou conclusões da mídia norte-americana.

“Nosso armamento Pantsir-S1 está na Síria desde o início da operação, ele protege a zona próxima à defesa antiaérea das bases de Hmeymim e do porto de Tartus, destino de nossos navios. Trata-se de armamento único que nos últimos anos foi aperfeiçoado e, no momento, além de dois canhões antiaéreos, possui 12 mísseis guiados”, explicou o especialista.

“Estes mísseis se explodem na altitude de drones, eliminando o ‘bando’ de veículos aéreos. Eu acredito que o Pantsir-S compartilhe o mesmo patamar dos sistemas legendários, tais como o Iskander, S-300, S-400, e o S-500, que será desenvolvido em breve. Sendo assim, este armamento é orgulho nacional. Ele possui uma alta cadência de tiro e bons ‘olhos’, que são capazes de enxergar a várias dezenas de quilômetros. O sistema pode ser considerado armamento de alta precisão”, ressaltou Viktor Baranets.

Fonte: Sputnik

Edição: Plano Brasil

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Os Cruzadores Admiral Nakhimov e Pyetr Veliky da marinha russa, receberão o moderno sistema antiaéreo S-500, mísseis de cruzeiro Kalibr e mísseis hipersônicos Zircon.

A marinha russa tem mantido seu percurso, rumo a modernização plena de seus meios navais estratégicos, e os cruzadores, que são considerados como expressão máxima da força de superfície da marinha russa, estão entre os meios que são prioridades no atual programa de modernização do governo russo.

De acordo com o jornal alemão Stern, os cruzadores “Almirante Nakhimov” e “Pedro o grande” receberão modernos sistemas eletrônicos e de armas neste período de atualizações e dentre eles, o novo sistema antiaéreo S-500 (Phrometheus) com capacidade nominal de detecção de alvos de aproximadamente 800 km.

O sistema poderá interceptar até 10 mísseis balísticos e também mísseis hipersônicos voando à velocidade de 7 km/s, além de destruir alvos numa altitude de até 200 km. Vale ressaltar que o sistema S-500, fabricado pela empresa Almaz-Antey ainda está em desenvolvimento e tem data prevista para início das entregas em 2020.

 

Cruzador Almirante Nakhimov no estaleiro Sevmash em Severodvinsk

 

Foi relatado também que os cruzadores receberão os eficientes mísseis de cruzeiro Kalibr, que ficaram globalmente conhecidos quando foram utilizados diversas vezes, por navios e submarinos da marinha russa, nas operações realizadas na Síria, declaradamente contra o Daesh.

O Míssil de cruzeiro Kalibr já demonstrou sua capacidade em diversas ocasiões em operações reais na Síria, quando percorreu distâncias superiores a 1500 km sem quaisquer problemas, inclusive com mais de 147 alterações de percurso, ele acertou alvos com margem de erro de até 2,0 metros. Porém, exercícios da Marinha Russa, a arma percorreu distâncias superiores a 2500 km.

 

Cruzador Pyotr Veliky (Pedro o grande )

 

Por último, foi relatado que os cruzadores receberão um novo míssil anti navio, o míssil hipersônico Zircon, que já vem sendo testado amplamente pelas forças russas e, tem revelado um enorme potencial para fazer frente as ameaças inimigas, por vezes tratado como um “game changerg”.

O míssil hipersônico Zircon, atingiu a maior velocidade na história dos mísseis de sua categoria, ao voar a uma velocidade de quase 9.800 km/h, de acordo com fontes da agência de notícias Tass. Só a nível de comparação, o sistema Sea Ceptor, da Marinha Real Britânica, pode interceptar mísseis a uma velocidade bem menor, de até 3.700 km/h.

Este mesmo míssil é considerado por organizações governamentais dos Estados Unidos e também do restante da OTAN, como uma das maiores ameaças para as frotas de superfície dos países desta aliança militar.

Fonte: Stern.de

Nota:

Apesar de alguns dos sistemas citados nesta matéria estarem em estágio avançado nas etapas de testes, pouco se sabe a respeito de como tal implementação  ocorrerá, dado que alguns dos sistemas, como o S-500, tem previsão de receber sua homologação em 2018-2019,e o mesmo vale para o míssil Zircon, assim, tal informação carece de confirmações do Ministério de Defesa da Rússia de modo a se acreditar que tais sistemas serão realmente instalados  nos cruzadores.

 

A.R.