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PRECISAMOS DE MAIS ATENÇÃO

http://jc3.uol.com.br/blogs/repositorio/carcara.jpg

Autor: Carcará do Cerrado

Precisamos de mais atenção

Mantendo a série: “Perguntas de milhões de dólares!” (afinal elas não tratam de apenas um ou uns milhões).

Em meio a todo o reboliço pelo F-Xato2 acabamos que nos esquecemos um pouco de ver os grandes e bons exemplos de bons negócios que nossas Forças Armadas estão fazendo (ou não).

Vimos recente nosso exército adquiriu blindados sobre esteira do tipo MBT, os Leopard-1A5 para complementar os modelos desse tipo em operação e substituir os antigo M-60 em operação. Se esta foi uma das aquisições mais felizes ou não eu realmente não sei, o comentário geral da mídia e de alguns conhecidos meus do EB é que o Leopard-1A5 é superior aos Leopard 2A1 e A2 e se igualaria aos A3 e A4, vou pedir ajuda aos leitores, pois de terra eu entendo pouco, afinal o Carcará gosta de voar.

Leopard 1A5 foto (Alide)

Não sei se as aquisições do Blindados foram felizes, pois estes vieram usados assim como os M-60 e M-41 que estão sendo substituídos e o próprio Ministro da Defesa citou a certo tempo atrás que o Brasil deveria passar a comprar equipamento novo, ou no popular, o “0 km”. Sendo assim fica a dúvida? Foi uma boa aquisição? Valeria à pena esperar um pouco mais e investir em uma solução nacional (o supra-sumo do sonho de milhares, que seria ressuscitar o Osório)?

Em todo caso nossa força de blindados está recebendo um substancial incremento em sua capacidade, porém esse incremento ainda não será o bastante se não ocorrerem os investimentos necessários para se manter essa força operacional. A arma blindada do exército brasileiro no momento não dispõem da melhor quantidade de recursos para tal, mesmo tendo na IMBEL um importante sustentáculo e centro de tecnologias, ainda não temos o que deveríamos ter.

Além dessa compra o MD assegurou que mais de 2.000 viaturas do tipo Guarani serão produzidas para equipar o EB, notícia muito grata, mesmo que ainda possamos questionar se esse desenvolvimento é o melhor ou não no mercado ele sem dúvida agrega valores à nossa indústria e está baseado em uma capacidade que já possuíamos, já desenvolvemos este tipo de vetor antes.

A marinha segue navegando, as coisas pelo mar ainda são mais com vistas a futuro, menos imediatas que as do Exército ou até mesmo da FAB, mas temos de ver também a realidade da construção naval, que além de ser mais demorada não nos permite a construção de protótipos, ou dá certo ou dá certo. Mas temos a criação da 2ª Frota e aquisição de helicópteros (escolhidos pelo governo) e também dos Sea Hawks, escolhidos pela própria Marinha. Se as escolhas são acertadas ou não também não vou questionar, porém a Marinha tem dado um verdadeiro exemplo de saber negociar conforme o jogo político e está sendo não somente equipada como não está sofrendo alardes ou críticas da imprensa, só depois do fato consumado mesmo.

Agora chegamos a FAB, aí lamento mas vou ter que ser bem menos positivo. Eu realmente fiquei muito empolgado com as aquisições dos C-295 e C-99, mesmo que o primeiro apresente custos operacionais elevados, as próprias equipes e pilotos da Força estão muito satisfeitos com o vetor, ganhamos até competição de pintura com um C-295 do Pelicano! E aí vem a bomba, comprada já algum tempo, mas demonstrando um … não sei nem explicar… o P-3 AM BRANCO (em referência a nossa expressão popular de “Elefante Branco”).


Fizemos razoavelmente bem em comprar o P-3 e tirar o “recheio” americano e colocar um “recheio” espanhol/israelense, já é um começo, porém se não quisermos pegar o exemplo dos EUA onde os P-3 ainda terão uma sobrevida devido ao desenvolvimento do P-8 Poseidon, então vamos para o Chile, nossos hermanos compraram o C-295 de patrulha naval para substituir: BANDEIRULHA e P-3(BRANCO)!

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/2d/P-3_Orion_underside_view_20080614.jpg

Oh céus!

Longe de mim questionar a capacidade operacional do P-3AM que é efetiva e muito acima de nossos Bandeirulha de perna curta, mas poderíamos ter seguido e reforçado os vínculos com a CASA (EADS) utilizando seu excelente avião e aumentando até mesmo a disponibilidade de peças para este vetor no Brasil com uma maior quantidade de unidades na frota. O P-3AM sem dúvida alguma significa um aumento na capacidade de patrulha marítima de nossa Força Aérea, mas à que custo?

P-295 Persuader

Meu questionamento nem sequer fica na velha retórica de que: “equipamento americano não é bom”, não, isso é irrelevante, pois o equipamento está tendo seu recheio, ou seja, sua parte interessante toda trocada, mas seu sistemas de armas ainda será dependente de equipamentos complementares americanos (tipo o AGM-84 Harpoon).

Creio que em meio a toda a discussão de transferência de tecnologia sobre o programa F-X2, a aquisição desse vetor pela FAB seja um tanto infeliz, exceto talvez pelo aspecto da necessidade urgente de um vetor de patrulhamento marítimo mais capaz (vácuo deixado desde os tempos do P-2 Neptune), ainda mais dada a incapacidade do Bandeirulha provada no incidente do vôo AF-447 da Air France.

A escolha é infeliz e/ou questionável, ao meu ver, tendo em vista principalmente as possibilidades internas, dado que na década de 70 nós desenvolvemos um avião de patrulha nacional, o Bandeirulha e hoje operamos vetores nacionais com o que há de mais moderno em AEW&C e sensoriamento remoto com os R-99A e B, e indo até além, nós possuímos um vetor comercial do porte do P-8, os aviões da EMBRAER da família 170 e 190, que poderiam ser adaptados com algum esforço à tarefa e não demorariam tanto assim para estarem disponíveis, além de abrir espaço em um mercado muito interessante e sem tantas opções.
http://blog.flightstory.net/wp-content/uploads/montenegro_airlines-orders-e-195.jpg

Não vou me atrever a entrar no campo de quem teria sido o responsável por deixar essa oportunidade em nossas mãos ter escapado, se foi a FAB, o Governo ou até mesmo a própria EMBRAER, só sei que aqui eu creio que o termo “perdemos a chance” é real, total e completo.

Se estamos pensando em nos vermos livres de depência tecnológica ou em escolhas estratégicas que privilegiem o desenvolvimento da nossa indústria e capacidade produtiva, todos nós devemos ficar atentos e vigilantes à TODOS os fatos e não restritos somente ao programa F-X2 como nossa nobre mídia e pessoas/instituições influentes tem ficado recentemente.

O programa para a aquisição de um novo vetor de patrulhamento já foi feito e sua decisão pode não ter sido a mais feliz, pois comprou um aparelho usado, sem transferência alguma de tecnologia e com depência de suporte externo, além de equipamentos complementares externos.

Peculiar essa decisão dadas as “virtudes” do programa F-X2 não?
Ps..:: ressalto, novamente, à todos que a aquisição do P-3 significa sem dúvida alguma um aumento na capacidade operacional da FAB no quesito patrulhamento marítimo.

NOTA DO BLOG: Os artigos publicados na seção “O Carcará do Cerrado” não necessariamente refletem a opinião do Blog PLANO BRASIL, os textos são autoria e responsabilidades do autor e não possuem nenhum vínculo oficial ou representa as instituições militares brasileiras.

21 replies on “PRECISAMOS DE MAIS ATENÇÃO”

Bom nos lembrar que, felizmente, nem só de FX-2 vivem as compras de material de defesa. Dizem que os Leo1A5 são boas opções, os sensores e mira são derivados do Leo2, porém o Leo2 tem um canhão de calibre maior e é mais rápido. Mas só o Chile tem, então não é um problemão. Portanto no cenário pensado para os tanques, as forças blindadas estão concentradas no sul, creio que nosso Leo1 dá conta do recado. Outra compra que foi feita foram os Mi-35, que serão os nossos AH-2 Sabre. Já até sairam fotos deles com as cores da FAB. E parece que o exército vai querer os alguns.

A do P-3 concordo que foi outra bola fora, inclusive parece que encontraram problemas nas asas de alguns aparelhos, o que está atrasando a entrega. Espero que fiquem apenas como tampão enquanto não surge a opção Brazuca. Chegaram a pensar num P-99, mas parece que a função pede um avião maior até para permitir reabastecimento aéreo.

Exemplar foi a marinha, inclusive quando questionada na imprensa deu respostas claras e firmes quando jornalistas criaram caso sobre a compra dos submarinos franceses.

De qualquer forma parece que uma das idéias do Jobim é criar uma central única no ministério para tentar padronizar o equipamento das forças tanto quanto possível.

Os Leopard 1A5 são inferiores aos Leopard 2A, não importa se 1 ou 5, principalmente pela blindagem e o canhão. O melhor MTB do cone sul está no Chile, que está comprando mais uns Leopard 2A5.
O P-3 hoje é o avião de guerra anti-submarino mais utilizado no mundo (19 países), com dezenas de variantes e com um raio de ação que é o dobro dos P-295 do Chile. No caso de um país como o Brasil, com 8 mil km de praia não consigo ver melhor vetor não-jato ( a não ser o TU-95/TU-142). Vários países continuam comprando esta plataforma, Taiwan está recebendo mais alguns agora. Nenhum avião que a Embraer constrói hoje tem um raio de ação sequer próximo. A questão do recheio é outra história, vária de comprador para comprador, mas a versão da CASA/EADS é muito elogiada. Mas uma coisa me parece clara, aviões AWS turboélices estão com os dias contados, agora é a vez de vetores tipo P-8 Poseidon.
Os MI-35 também foram uma boa compra, parece que o exercito quer fazer o mesmo.
Acho que tem muito vaporware nas críticas a FAB, quero ver é a coisa funcionar. A marinha comprou o São Paulo, deu no que deu, cinco anos no estaleiro concertando as bobagens que os franceses deixaram nele e três tripulantes mortos. Rezo para que os Scorpenes a serem construídos não tenham o mesmo despenho medíocre que estão tendo no Chile e na Malásia.

Bruno,
Muito bem tocado o aspecto do alcance, sem dúvida o P-3 tem mais alcance do que uma eventual solução nacional que ficaria em 4.000km de alcance, mas imagino que esses 4 mil quilômetros de alcance já são um grande avanço (e mais do que o dobro do que possuímos hoje) e a possibilidade de termos um vetor nacional de custo menor e com uma hora de vôo talvez até mais barata devido a escala de produção do avião.

É fato que o P-3 é um sucesso e os próprios russos “copiaram” o desenho, mas o que levaria um país com uma região de costa muito vasta, tal como a nossa, a se “livrar” dos seus e optar pelo P-295? E outro ponto é: quais seriam os benefícios de termos uma plataforma nacional, moderna e com ampla penetração de mercado para a função de patrulheiro marítimo?

Novamente, eu concordo que a entrada do P-3 significa avanço substancial na capacidade da força, mas acho que um nacional e já na “era do jato” poderia ser um escolha feliz, de um avião novo e que poderia ter condições de chegar em marcas de vendas comparáveis ao sucesso do P-3 (sonhar não custa né?)

Com toda a certeza temos que tomar cuidado nas críticas e o nosso “Belo Antônio” (NAe A-12)foi bem citado, não adianta comprar equipamento usado para ele ficar no estaleiro, ou no hangar, ou na garagem…
Mas vamos esperar para ver os Scorpenes, e até mesmo os P-3

Renato,

Realmente não é só de F-X2 que vive o mundo!

E bem lembrada a postura da Marinha quando questionada pela imprensa, será que a FAB pode pegar uns cursos?

Quanto aos blindados eu agradeço as colaborações, e só posso lamentar por termos novamente adquirido equipamento não só usado como também menos capaz do que deveria ser, mas ainda tenho fé de que as coisas vão melhorar!

De fato, Bruno. Além da diferença de canhão e motor havia esquecido da blindagem no Leo.

Se bem me lembro pagaram uns 12 ou 18 milhões de dólares pelo Foch na época, o que é quase uma doação considerando o tamanho do navio. Se não tívessemos comprado aposto que ele ia para a desmontagem em Alang. Mas assim como vcs torço para que os tempos sejam outros e a era das compras de prateleira esteja no fim.

Quanto aos Scorpene os próprios Malaios admitiram que é um problema pequeno e o contrato está sendo cumprido a contento. Os U-214 alemães, que eram a alternativa aos Scorpene também tiveram sua quota de problemas de projeto, como instabilidade em alto-mar.

No mais, estou na torcida por um futuro P-190 ou quem sabe até um P-390. Acho que o futuro cargueiro da Embraer com asa alta e interior largo ia ser um belo patrulheiro.

Caros,

Pesquisando sobre o problema dos Scorpene da Malásia descobri que eles apresentaram pelo menos três problemas diferentes.
Citação retirada do site Defesense Word Net (http://www.defenseworld.net/go/defensenews.jsp?n=Malaysia%27s%20Scorpene%20submarine%20refuses%20to%20submerge&id=4164)

“The Malaysian Navy reports that Malaysia’s first Scorpene class submarine, delivered in September 2009, has developed problems that have left it unable to submerge. “The submarine can still dive but when we detected the defects, we were advised that it should not dive,” Defense Minister Ahmad Zahid Hamidi said. “The defects are still covered by warranty, so the supplier and contractor are repairing them,” he added.
This is the third fault found with the Scorpenes built for Malaysia. Malaysian Navy commander Abdul Aziz Jaafar said the first problem to emerge involved the submarine’s cooling system This problem was discovered last December. This delayed the submarine’s voyage from France to Malaysia.
During January 2010 another defect was identified, in a different system. These faults have already delayed the delivery of the second submarine, the KD Tun Razak. This submarine was originally scheduled for delivery in late 2009 but will now enter service in May 2010″.

Espero que os nossos tenham menos problemas.

Salve Ricardo…

Olha não vou colocar link, para não dizerem que tô fazendo lobby ou coisa do tipo, mas tem um comentário rolando por aí de que a tripulação do submarino malaio teve alguns “erros de procedimento”.

Enfim, espero que os nossos não tenham os mesmos problemas, mas devemos lembrar que os nossos serão bem diferentes, até mesmo no próprio tamanho já será visível isso.

Rodrigo Avelarsays:

caro colegas, quero ressaltar que os Leopard-1A5 vinheram por um bom preço e estão em exelente estados, por isson deixou de ser uma boa aquisição ao no EB, sobre os Scorpene os problemas na malasia foram reparados, mesmo assim foi bom isso teracontecido por lá, pois terõ mais cuidados com os nossos, e os Chilenos estõ contentes com os deles. Sobre o nosso FX2 só a mizericordia divina. abs…

Senhores, fiz um cálculo aproximado que indica que para patrulhar a mesma área voada pelos P-95 nestes seus audazes anos de serviço o P-3 consumirá US$ 1.200.000.000,00 A MAIS que os P-99 propostos pela Embraer na época. Isso mesmo, 1 bilhão e 200 milhões de dólares A MAIS, aproximadamente. Quer dizer que se cada P-99 custasse US$ 100 Mi a mais, ainda seria mais barato no longo prazo. Ou que se poderia comprar mais aeronaves, já que a diferença no custo de aquisição não chega nem a US$ 50 Mi.
Some-se a esse diferencial, dentre vários outros fatores, ganhos já na hora da compra: o salário dos funcionários da fábrica, mantendo vários empregos aqui no Brasil, e não na Espanha, os impostos pagos (retornados) ao próprio governo, funcionando como um “desconto” e o retorno desse dinheiro aquecendo o mercado interno, em vez do escoamento dessa verba para a Espanha.
O P-3 pode até ser melhor que o P-99, o que eu questiono, mas será que tanto assim a ponto de valer a pena pagar esse preço?
Quanto ao “equipamento americano não é bom”, Carcará, seria o francês ou o espanhol melhor? Sei bem que a França não ganha guerra há muito tempo…

Senhores, vou apresentar um mea culpa. Não são 1,2 Bi, são 1,4 Bi.

Salve Rodrigo,

Observação pertinente, e citei isso, nossa capacidade na arma blindada foi ampliada, mas não é só isso que nos satisfaz, precisamos pensar além e vislumbrar o futuro, em que podemos sim ter em nossa arma blindada um item que se não for nacional, pode ter um altíssimo índice de nacionalização!

Fernando,

Usei a expressão do “equipamento americano não é bom” porque esta é a retórica comum para criticar equipamentos americanos vendidos na prateleira (que não são os mesmos que eles operam) esse é o comentário comum da “massa”.
Não faço idéia de se o equipamento francês ou espanhol é melhor, e sem dúvida os franceses não sabem o que é ganhar a tanto tempo que enfim…
Mas só sei que mesmo perdendo todas (ou quase todas) nos últimos 200 anos, eles continuam sempre sendo uma voz de força no mundo e seu equipamento bélico (exceto na 2ª grande guerra) é digno de respeito ao longo da história, os franceses perderam muito mais por falta de estratégia do que de qualidade de equipamento.

Concordo inteiramente no quesito de que o desenvolvimento de uma plataforma nacional iria colaborar com a indústria e economia do país, porém eu gostaria de questioná-lo sobre esta conta simples, basicamente em que aspectos e de onde (se for possível) essa informação saiu, para ilustrar melhor à todos os leitores do blog essa conta “peculiar” dada a força de expressão que ela causa, e gostaria também de questionar se nessa conta está se levando em consideração o acréscimo substancial de alcance que este novo vetor representa, como foi colocado pelo Bruno.
Agradeço o comentário e agradeço bastante a informação!

Carcará, creio que o Bruno confundiu alcane com autonomia. O P-3 pode voar por até 17 horas, autonomia, em patrulha, mas para isso precisa desligar, isso mesmo, desligar dois motores. Desta forma a velocidade cai bastante e a área coberta, alcance, não é tão grande. O avião a jato voa por menos tempo sem reabastecer, mas voa bem mais rápido. Um P-99 pode voar, em cruzeiro, a 350 nós, ou seja, quase o dobro da velocidade do P-3 em modo econômico. Lembremos que a proposta da Embrtaer inclui o reabastecimento em vôo, portanto a autonomia total do P-99 pode ser extendida enormemente, inclusive ultrapassando as 17 horas do P-3. A uma velocidade tão superior, o alcance seria incomparavelmente maior.
Quanto ao cálculo, tomei por base os custos de hora de vôo do C-99 e do C-130, para comparar só custo de célula, pois para os sistemas de missão os custos seriam equivalentes.
Quanto ao material francês, bem, posso afirmar que o americano é melhor. Compare a logeividade do Mirage III contra o F-5. A complexidade dos sistemas franceses é algo inimaginável. Haja logística! E o pós-venda é incomparável. Material americano conta com um fundo de compras militares e o preço fica bem mais em conta. Os americanos sempre nos forneceram um nível de treinamento bem superior, atrelado às compras que já fizemos no passado. Por fim, os sistemas americanos são feitos para ganhar guerra, não só para vender.
Grato pela atenção, continuarei atento ao site.

Complementando, o programa de vendas militares americno FMS (Foreign Military Sales) dá desconto na aquisição de material, peças de reposição, armamento, equipamentos e até treinamentos e cursos (inclusive de pós-graduação). Lembremos que o equipamento oferecido como F-X2 é o F-18 E/F, ou seja, a mesma versão atualmente em uso pela marinha e pelos fuzileiros americanos. Não só isso, a primeira linha dessas forças. O equipamento substituiu o famoso (e poderoso) F-14, o que só foi possível nessa versão (as versões A, B, C e D conviveram com os F-14 e não tinham desempenho para substituir a primeira linh de defesa aérea da frota).
Quanto ao cálculo que fiz, realmente os números impressionam. Trata-se da diferença de custo estimado de horas de vôo para voar as mesmas 27 milhões de milhas que o P-95 voou nos últimos 25 anos. Como ambos são mais velozes que o P-95, em 25 anos espera-se que voem mais e assim, essa diferença tende a ser ainda maior.
Lembrando que o P-3 é um material americano, alguém pode dizer: então porque comprar o material americano para o F-X e não para o P-x? Na minha opinião, vale a comparação: O que vale mais a pena, um VW Polo zero quilômetro ou um Galaxie 500, ou um Diplomata, ou mesmo uma mercedes, ano 1970, que todo reformado com pintura nova, motor novo, ar-condicionado novo, vidro elétrico novo, trava elétrica nova, alarme novo, som com MP3 novo, direção hidráulica nova, mas bateria original, freios originais e estofamento original? Note-se que os itens novos também são encontrados no Polo zero… De resto, o carro velho não passa de um carro velho, com todos os rangidos da suspensão velha, bateria falhando, estofamento surrado e freios não confiáveis.

Salve Fernando!

Informações que acrescentam e muito a discussão do assunto!

Para princípio, vou esclarecer novamente:

Carcará :
Usei a expressão do “equipamento americano não é bom” porque esta é a retórica comum para criticar equipamentos americanos vendidos na prateleira (que não são os mesmos que eles operam) esse é o comentário comum da “massa”.
Não faço idéia de se o equipamento francês ou espanhol é melhor, e sem dúvida os franceses não sabem o que é ganhar a tanto tempo que enfim…
Mas só sei que mesmo perdendo todas (ou quase todas) nos últimos 200 anos, eles continuam sempre sendo uma voz de força no mundo e seu equipamento bélico (exceto na 2ª grande guerra) é digno de respeito ao longo da história, os franceses perderam muito mais por falta de estratégia do que de qualidade de equipamento.

Agora sobre o equipamento novo, é impecável, o carro usado pode cumprir com as funções, mas não é a mesma coisa e a manutenção é sempre mais complicada.

Agora voltando ao material americano e sua logística, realmente eles são impecáveis, só acho que o exemplo do programa FMS não é tão feliz, pois já vimos diversos equipamentos serem vendidos “capados”, ou sem o armamento ou até mesmo sem alguns dos equipamentos eletrônicos que complementam/acrescentam sua capacidade.
Nada é mais triste do que se comprar um caça e ele vir sem “dentes”.

Obviamente que isso é algo para ser estudado e analisado e outro ponto relevante sobre o equipamento francês é o que os israelenses fizeram com os Mirage, simplesmente transformaram em um avião muito melhor. Claro que fizeram isso com aviões americanos que por lá passaram, mas então vamos a África do Sul, eles conseguiram fazer uma versão do Mirage III que permitiu um aumento de vida e foi extremamente proveitoso para sua indústria local (infelizmente o conhecimento não foi tão bem aproveitado no final).

Voltando ao foco do assunto, eu vou até além, acho que uma plataforma do Emb-170 ou 190 seria incrível e poderia ainda manter custos mais baixos, porém a FAB optou por outra coisa.
Enfim, vou torcer para que os P-3 voem por muito tempo e sem dar trabalho e que na hora de troca-los nós não façamos uma “compra de oportunidade”, como me parece que foi o caso…

Eu prefiro o EMB-145. O 170/190 tem uma RCS muito grande. Fatalmente o perfil de uso do avião mudaria muito. Hoje não precisamos de superioridade aérea para empregar aeronave de patrulha. Com os 170/190 seria necessário uma escolta, já que ele não conseguiria se esconder dos radares inimigos.

Fernando uma plataforma AEW denunci-se puro e simplesmente pelo uso do seu Radar o seu principal sistema.
O RCS pequeno pode contribuir apenas em situações em que o AWACS penetre no território inimigo com os radares desligados, situação quase impossível de acontecer.
Concordo com o Carcará que a célula ideal seria o E190-195 pois teriam mais capacidade de carga, combustível e conforto aos tripulantes, porém sem dúvida o E-145 resolve as nossas “Atuais ” necessidades.
Discordo na questão dos Patrulheiros, veja mais uma vez estamos nos balisando no cenário sul americano onde nenhuma nação se configura em ameaça.
lembro-vos o caso do Voo AFR 447 em que o R 99 ( a melhor aeronave disponibilizada) foi enviado e tinha que fazer pernadas em F. Noronha para reabastecer e retornar a busca.
Necessitamos sim de aeronaves ISR AEW e Patrulheiros de longo alcance, é preciso deixar esta mentalidade do “pra quem é tá bom” e pensar no imprevisível, um eventual P 190 não seria um exagero para o país.
O slavamento do Concord ( O veleiro canadense) embora exitoso foi criticado pela morosidade, não dispomos de plataformas adequadas, uma das funções dos patrulheiros navais é oe sclareciemnto marítimo e SAR.
SDS.
E.M.Pinto

E.M.Pinto, eu estou me referindo a aeronaves de patrulha, não AEW. Realmente, a missão de uma AEW, bem como o perfil de voo, é MUITO diferente da aeronave de Patrulha. As AEW sempre contam com escolta e emitem com o radar o tempo todo, pois essa é a asua missão. As de Patrulha não. Voam isoladas, armadas, e buscam identificar e localizar embarcações navais inimigas por meio de diversos sistemas sensores, alguns ativos e outros (mais importantes) passivos. Estes sensores passivos se constituem em fontes mais importantes porque não emitem nehuma radiação, permitindo que as aeronaves cumpram a missão sem se mostrarem.
Quanto à autonomia (caso AF 447), não haveria problema se a aeronave contasse com reabastecimento em voo, conforme consta na proposta da P-99 da Embraer. Não é necessariamente aumentando o tamanho da aeronave que se reolve problema de autonomia, mas aumentando a capacidade de combustível. A bordo, sob as asas ou com REVO. Lembremos também que os R/E-99 não são aeronaves de Patrulha. Era de se esperar que não se mostrassem 100% adequadas. Um P-99 seria, com certeza, mais adequado. Agora, é claro que se ao comprar uma aeronave destas começarem a retirar equipamento para baratear a compra (o que já aconteceu muitas vezes e aconteceu nas compras de material americano, Carcará), aí a aeronave deixa de ser adequada, e no fim leva a fama de plataforma ruim. É o caso do A-29 (merecia uma nova asa, não foi feita parar “baratear”, RWR, FLIR), A-1 (radar, RWR), P-95 (motor, FLIR), F-5 agressor (equipamentos retirados por opção da FAB).

Carcará, sei que o assunto aqui anda meio frio… mas hoje estava lendo uma carta de um ex-fabiano e lembrei-me da nossa discussão sobre americanos x franceses. Só para citar a conclusão, ele diz: “a diferença entre o americano e o francês é que o americano pouco ou nada entrega, mas aquilo que ele se comprometeu a entregar ele o faz; já o francês, promete que vai entregar mundos e fundos e, ao final, apesar de compromissado e assinado, pouco ou nada entrega!”
Quisera poder postar a carta na íntegra, mas, se não me engano, foi matéria de jornal, no Correio Brasiliense de 20/02/2010.

Ronaldo de souza gonçalvessays:

Foi boa a aquisição dos tanques,claro que os chilenos são melhores nada impedi o Brasil de comprar ums 60 deles só para equilibrar o jogo.Quanto a avio~es patrulhas também são boaspois não se investi muito neste tipo de aviaõ.o sonho do sub nuclear poderia ser menos caçados com esses sub diesel, mas tenho uma suspeita boa que esses dieselcomo são 5metros maior podem se transformar em nuclear e Brasil poderia ter não um mais 5 nuclear seria fantastico.

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