Defesa & Geopolítica

Cada um puxa a brasa para a sua sardinha! Diretor do AMRJ defende que sua Instituição construa os NPa 500BR como forma de atualizar “o conhecimento das equipes técnicas”

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Por Roberto Lopes*

Na última quinta-feira de outubro (26.10), durante o Painel “Construção de Navios Patrulha para a Marinha do Brasil”, promovido pelo Clube Naval, no Rio de Janeiro, o diretor do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ), contra-almirante Engenheiro Naval Liberal Enio Zanelatto, apresentou as características do projeto do Navio Patrulha de 500 toneladas (NPa 500BR), realizando uma comparação com a Classe “Macaé” (que tem duas unidades construídas no Brasil sob os planos da classe francesa Vigilante 400 CL54).

Flagrante do painel sobre a construção de navios-patrulha no Brasil

Para o almirante Zanelatto, “a construção do NPa 500BR no Arsenal significaria a retomada da construção militar de navios de superfície, com a manutenção e atualização do conhecimento das equipes técnicas, de planejamento e gerência de projetos”.
O diretor do AMRJ ressaltou o histórico de construção de navios-patrulha no Arsenal, e defendeu que a retomada dessa atividade representaria um incentivo à indústria de construção naval brasileira.
Mas o aproveitamento futuro do Arsenal de Marinha ainda é incerto.
Aparentemente, sua próxima tarefa será concluir as obras em dois cascos da classe Macaé que estão sendo resgatadas do estaleiro EISA.
Não se sabe se o AMRJ terá algum papel na construção da primeira corveta classe Tamandaré, e nem se funcionará, prioritariamente, como um centro de reparos e manutenção de embarcações militares.
Além da palestra do Diretor do AMRJ, o evento contou ainda com exposições de representantes do Sindicato dos Estaleiros de Construção Naval Brasileiros e Offshore (SINAVAL) e da Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON), às quais se seguiram debates com a plateia.
A EMGEPRON lida com o projeto do NPa 500BR há mais de dois anos, e vem tentando vender a ideia a marinhas da África, da América Latina e da Ásia, até agora sem sucesso.
Eis as características técnicas do NPa 500BR:

Comprimento: 57,20 m
Boca: 8,76 m
Calado máximo: 2,61 m
Deslocamento carregado: 592 ton
Velocidade máxima contínua: 20 nós
Raio de ação a 13 nós: 2.800 MN (5.185,6 km)
Propulsão: 2 motores diesel CODAD
Tripulação: até 43 militares
Autonomia: 20 dias

SISTEMAS DE COMBATE
Canhão 40 mm L /70
Duas metralhadoras até o calibre 20mm
Sistema CORCED (opcional somente para 7.62mm ou 12.7mm) Não atende a 20mm.
Lançador MSA (opcional).
Sistema óptico-eléctrico
Sistema de Controle Tático – SICONTA
Radar de busca de superfície
Radar de navegação
Equipamento de Medidas de Apoio à Guerra Eletrônica – MAGE (opcional)
Dispositivo acústico de defesa  (opcional)

*Com informações do Centro de Comunicação Social da Marinha.

 

O conteúdo deste artigo é de total responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do site.

35 Comments

  1. Pingback: Cada um puxa a brasa para a sua sardinha! Diretor do AMRJ defende que sua Instituição construa os NPa 500BR como forma de atualizar “o conhecimento das equipes técnicas” | DFNS.net em Português

  2. O Almirante que me desculpe, mas ele conseguiria entregar uma embarcação dentro do prazo estipulado?
    Quando um fabricante não cumpre o prazo ele está sujeito às multas contratuais. A Emgepron, como entidade pública vinculada à Marinha do Brasil, poderia ser multada pela própria Marinha?

  3. César Pereira says:

    Manda fazer na Cotcmar, que os colombianos conhecem do riscado!

  4. É por aí…

    Se há algo que pode ser feito por aqui, teoricamente sem grande complicação, é o NPa 500BR. Até é possível arriscar-se a algo da classe de um NPaOc de 2000 toneladas.

    Quanto aos vasos mais complexos, o que mais interessa é integração de sistemas. Sem mais…

  5. Inace já fez, tem capacitação, p que manda para cotemar. Complexo de vira-latas.

    • Renato Barcellos says:

      É porque o pessoal do Cotecmar é gente seria.

    • Tirando a parte do complexo de vira-latas (o que acho uma bobajada), concordo com a idéia de que a INACE pode arcar com a construção desse tipo de embarcação menos complexa.

      • INACE é um excelente estaleiro, o nordeste tem estaleiros que tem capacidade de construir.

        Daria sobrevida aos empresários e sustentaria o empregos de dezenas de pessoas.

        Deveriam eram construir em dois estaleiros, em simultâneo no Brasil.

  6. Renato Barcellos says:

    Só balela dos magnatas da construção naval. Só conversa e apresentação de maquetes em 3D, que nunca saem do papel. O AMRJ parece mais um túmulo onde são enterradas as mentes dos burocratas da construção naval no Brasil. Se um doido qualquer estacionar em tempos difíceis um navio porta mísseis na costa brasileira ele será capaz de negar o mar a toda a falida esquadra brasileira composta de velhas naus que pelejam em flutuar. Chega ser um desdenho essas reuniões sem sentido.

    Em tempos de paz, prepare para a guerra.

  7. Rogério Rufini says:

    Se gastou nos Macae; e só terá 3 unidades , gostaria de saber o custo que foi eles, precisamos de vários patrulhas, desde 200 toneladas a 2000 toneladas, essas unidades são teoricamente simples de construir , programas dos Macae e outras ewcoltas visava 27 patrulha de diversas tonelagem e ficou em 3 Macae e tivemos sorte de 3 compras de oportunidades das Amazonas,

  8. Ta certissimo, começa pelos patrulhas de 500 t e depois vai ampliando o leque de navios feitos localmente no AMRJ. Se conseguir que se construa os navios deste projeto já será um ganho, e que sejam bem e rapidamente construidos.

    • Rogério Rufini says:

      penso que precisamos colocar ordem na nossa costa, navios de pesca estrangeiros fazem um estrago na nossa costa pescando a reveria, sem ser importunados, a MB tem por obrigação ter pelo menos 50 patrulhas de diversas tonelagem, desde 200 a 2000 tonelagem, depois começar a projetar navios de escoltas de primeira linha, para lá em 2030 começar a construir aqui, adquirir comprar de oportunidades, umas 6 unidades, e aumentar o número de tamandarés para 8, lá pelos anos de 2030 iniciar a construção de pelo menos 8 escoltas de de no minimo 6 mil toneladas para substituir as escoltas atuais, e quem sabe pensar numa marinha com pelo menos 20 escoltas, como outrora não muito longe tivemos

  9. Apoiado.. barquinhos de 500 t são “desafios” tecnológicos imensos.. Vai ajudar muito o arsenal.

  10. Mais uma “briga” desnecessária, que só vai nos trazer mais atrasos e oneração de custos.
    Mais uma demonstração da mentalidade atrasada, “bairrista” e sem estratégia de nossos oficiais militares.
    Acho que o AMRJ deve ser transformado em braço tecnológico fabril do IPQM, DSAM, etc..
    Semelhante ao UTEC Americano ( Underwater Tecnologie), fabricando e melhorando os protótipos desenvolvidos pelos centros de P&D da MB.
    Enquanto que a Engepron, siga a função a qual realmente foi criada, qual seja ?
    Gerenciamento de projetos militares em estaleiros civis nacionais, além de comercialização de produtos navais nacional.
    Mas nossos Alt,s querem ” abraçar o mundo com braços curtos “, ai fica essa festa da criancinha com dinheiro no bolso numa loja de doces.
    Quer tudo, mas não tem dinheiro para tudo o que deseja.
    Enquanto nosso MD, não tem capacidade de gerenciar e controlar a farra do boi louco que nossos oficiais generais.
    Um MD que não tem voz ativa e só serve de cabide de empregos para políticos dos partidos do poder e velhos oficiais generais de nossas FAA,s.

  11. ………………….mais uma idéia genial pra sugar a verba do PROSUB….nem terminaram todas as Macaé e já vem com esses tais Npa 500-BR………..mais uma tapeação em Pindorama……uma vergonha….lamentável………………..

  12. Jonathas ourique says:

    Oi pessoal tudo bem. li na matéria que o Npa 500-Br tem como opcional a instalação de um lançador MSA alguém poderia me explicar que lançador é esse? Seria um sistema lançador de missil?

  13. Quanta besteira!!!!!!!

  14. Tem que fazer em estaleiro provado!!!

    A Marinha tem que aprender a qualificar e gerir contratos com terceiros de forma eficaz.

  15. Ferreira Junior says:

    Porque não tem medidas antisubmarinos? Até lanchas carregavam torpedos na II Guerra Mundial. O MSA deveria ser obrigatório, está como opcional.

  16. Churrasco Naval says:

    De onde viriam as aeronaves inimigas para atacar um Navio patrulha de 500t na costa brasileira ???????????????????????????

  17. Quanto aos opcionais desse navio, o mais interessante para a MB seria os seguintes itens.
    1- RDS ( Rádio definido por software nacional integrado com Satcom)
    2- LINK-BR2
    3-Canhão 40 mm L /70
    4- uma torre Torc-30mm nacional
    5-Sistema CORCED (para os canhões de 30mm)
    6-Sistema óptico-eléctrico
    7-Sistema de Controle Tático – SICONTA
    8-Radar de busca de superfície e diretor de tiro ( Gaivota-X nacional)
    9- Radar de navegação (versão nacional)
    10-Dispositivo acústico de defesa
    11- Duas metralhadores rápidas de 20mm ( Corced para as 2 metralhadoras 20mm).
    12- Duas .50mm
    13- Duas metralhadoras 7.62mm
    Ai sim teríamos um excelente patrulheiro para nossas águas jurisdicionais.
    Quanto ao projeto, acho de sua importância a construção do mesmo, pois representa a evolução nítida do projeto Frances e a classe Grajaú.
    Nítido no desenho gráfico apresentado.

    • Quem lindo… Aposto que os pescadores vão ficar todos borrados de medo durante a abordagem ao ver todo esse dinheiro rasgado com armamento inútil.

  18. Renato Barcellos says:

    Kd os mísseis meu filho. Quando abordar uma nave suspeita vai fazer o que? dá tiro de metralhador contra um fragata porta mísseis.

  19. César Pereira says:

    Essa coisa de complexo de vira latas é coisa de mané,os estaleiros brasileiros PODERIAM muito bem dar conta desse trabalho,mas a coisa aqui não é tão simples assim, aqui existem os lobbys e os interesses escusos, o próprio título da matéria diz :
    ”Cada um puxa a brasa para a sua sardinha! …” .
    O grande problema é saber se esses navios vão ficar prontos dentro do cronograma e se custarão o valor inicial estipulado ?
    Ninguém contesta a capacidade do trabalhador brasileiro,o problema aqui é a corrupção !

  20. igual puxam brasa para o peixao ocean da rainha careca , aquele la que quebra o motor antes de entrar em missao em tempo de paz

  21. Um Navio Patrulha com velocidade máxima de 20 nós? Projeto já nasce defasado?

  22. É isso que andam ensinando nas universidades públicas brasileiras !!!???… por isso que sou a favor de privatizar TODAS as universidades públicas… JÁ !!!… verdadeiros celeiros de formação de incapacitados mentais…

  23. Rick, são poucos os patrulha com com mais velocidade. Em navios ainda menores e ou até lanchas é mais comum embarcações mais velozes.

  24. “Isso aí é um Navio Patrulha, meu filho… Não é feito pra encarar uma Fragata”.

    Navio patrulha para encarar Fragata só esse:

    https://www.youtube.com/watch?v=tO76jhtEh6Q

  25. Adriano, este também não é um patrulha, é uma corveta “missileira”.

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