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Coréia do Norte, Cúpula de Singapura e suas implicações

Hangout do Plano Brasil tratando sobre a Cúpula de Cingapura, o esperado encontro entre Kim Jong Un e Donald Trump, e suas implicações para a Coréia do Norte e demais atores envolvidos.

Com as participações:

Renato do Prado Kloss
Bacharel em Relações Internacionais pelo IBMEC-MG (2013) e Mestre em Estudos Estratégicos pela University of Reading (2017). Atualmente, focado nas áreas de Estratégia, Segurança, Defesa e Assuntos Asiáticos. Tem experiência nas áreas de Relações Internacionais, Estratégia e História Militar.

Tito Lívio Barcellos Pereira
Licenciado em Geografia pela Universidade de São Paulo (2009), bacharelado em Geografia pela Universidade de São Paulo (2010). Atualmente é integrante – grupo de estudos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humans (FFLCH-USP) e mestre em Estudos Estratégicos da Defesa e Segurança pelo Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense (INEST-UFF). Atualmente doutorando em Estudos Estratégicos Internacionais  pela UFRGS.
É integrante do grupo de estudos sobre Rússia e Espaço pós-soviético pelo Laboratório de Estudos da Ásia (Departamento de História – USP) e pesquisador do Laboratório Defesa e Política[s] (INEST – UFF). Tem experiência na área de Geografia, Ciência Política e Relações Internacionais, com ênfase na área de Geopolítica, Geografia Regional, Rússia e Espaço pós-soviético.

 

Mediação: Luiz Medeiros – Equipe Plano Brasil.

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XVIII Curso de Extensão em DEFESA NACIONAL

 

A Faculdade INPG em parceria com o Ministério da Defesa realizam entre os dias 25 à 29 de Junho o XVIII Curso de Extensão em DEFESA NACIONAL.

Trata-se de um ciclo de palestras organizadas pelo Ministério da Defesa com o objetivo de difundir o conhecimento sobre defesa junto à sociedade e estará aberto à toda comunidade acadêmica e civil da região do Vale do Paraíba.

O evento contará com personalidades – já confirmadas – do Ministério da Defesa, Ministério das Relações Exteriores, EMCFA, SEPROD, SEPESD, Marinha do Brasil, Força Aérea Brasileira (DCTA/IES) e Exército Brasileiro. Assim como, ABIN e do poder Executivo Federal e Municipal.

A temática das palestras envolvem as áreas das Políticas Externa e de Defesa do Brasil e serão ministradas por autoridades do poder executivo, da academia, da diplomacia e das Forças Armadas. Os eixos temáticos visarão abordar temas destas áreas e há possibilidade de adaptarmos à nossa realidade, principalmente no que concerne à indústria de defesa do Vale do Paraíba.
Contaremos com a participação de empresas da área de defesa da região (Avibrás, Savir entre outras).

Já é possível de destacar a participação do prefeito de São José dos Campos e do Dr. Ozires Silva, ex-presidente da Embraer. Assim como a vinda de alunos das principais escolas militares (ECEME, AMAN, ESCOLA NAVAL, ESPCEX, entre outros) e outras autoridades da região (Polícia Federal, Polícia Militar do Estado de São Paulo e outras agências de segurança).

Inscrições em: https://cedn.defesa.gov.br/formulario_inscricao/

 

*Agradecemos ao amigo Marco Túlio Freitas pela informação para divulgação desse evento.

 

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HANGOUT Plano Brasil - Colômbia na OTAN?

Secretário Geral da OTAN Jens Stoltenberg e o Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos.

O Plano Brasil apresenta mais um Hangout com temática geopolítica, desta vez tratando da entrada da Colômbia na Organização do Tratado do Atlântico Norte como Parceiro Global desta organização.

Contando com a participação de: Tito Livio Barcellos Pereira

Possui licenciatura em Geografia pela Universidade de São Paulo (2009), bacharelado em Geografia pela Universidade de São Paulo (2010). Atualmente é integrante – grupo de estudos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humans (FFLCH-USP) e mestre em Estudos Estratégicos da Defesa e Segurança pelo Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense (INEST-UFF) É integrante do grupo de estudos sobre Rússia e Espaço pós-soviético pelo Laboratório de Estudos da Ásia (Departamento de História – USP) e pesquisador do Laboratório Defesa e Política[s] (INEST – UFF). Tem experiência na área de Geografia, Ciência Política e Relações Internacionais, com ênfase na área de Geopolítica, Geografia Regional, Rússia e Espaço pós-soviético.

Para maiores informações acessar:<http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4200259E3>

Leia mais:
Página da OTAN sobre a associação com a Colômbia

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Braço Forte

Dnit e Exército iniciam quarta etapa de pesquisa sobre rodovias

Motoristas de 19 estados passarão por dois tipos de pesquisas espontâneas nos postos de atendimento espalhados pelas estradas

O que fazer para melhorar as condições de tráfego das estradas brasileiras? Para ajudar na formulação de repostas a essa pergunta, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), em parceria com o Comando de Operações Terrestres do Exército (Coter) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), iniciou neste sábado (18/11) a quarta etapa de pesquisa nas principais rodovias federais do pais. O levantamento vai até a próxima sexta-feira (24/11).

A Pesquisa de Origem e Destino, incluída no Plano Nacional de Contagem de Trafego (PNCT), vai coletar elementos que permitam a elaboração de um diagnóstico das estradas, com base no qual será possível desenvolver as soluções para os problemas identificados.
O PNCT, originalmente criado em 1975 para os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, foi interrompido em 2001 por contingenciamento de recursos e retomado apenas em 2013  por meio de cooperação técnica firmada com o Exército Brasileiro para o serviço de contagem de tráfego em pontos específicos da malha rodoviária federal.

Contando veículos

Em sua quarta fase, a pesquisa pretende levantar os dados em 66 pontos de coleta, em 19 estados brasileiros, completando assim o levantamento previsto de 300 postos. O coronel Jorge Fernando do Nascimento, chefe do Comando de Operações Terrestres do Exército, coronel Jorge Fernando do Nascimento, explica que, na verdade, são duas pesquisas.
“Uma pesquisa vai contar e classificar por tipo os veículos que passarem pelo posto. Ou seja, se é motocicleta, automóvel, caminhão, se é caminhão, de que tamanho, quantos eixos, capacidade de carga etc. Na outra pesquisa, os motoristas vão responder voluntariamente a um questionário mais amplo, informando não só a origem e o destino da viagem, mas também a finalidade do deslocamento, o tipo de veiculo, o combustivel que usa, se leva carga, que tipo de carga etc”, acrescentou o coronel Nascimento.
Todas essas informações serão enviadas para o Coter e depois encaminhadas à UFRJ que vai processá-las e analisá-las.
De acordo com Nascimento, os 2.600 militares envolvidos na operação passaram por um processo de capacitação e estão divididos em grupos sob o comando de um tenente com mais trés ou quatro sargentos. “É uma estrutura de organização militar normalmente usada pelo Exercito sempre que temos esse tipo de operação.”
Segundo os dados do Dnit, nas três primeiras etapas, 1.010 motoristas foram entrevistados e 12,7 milhões veículos foram contados. Na primeira fase, realizada em junho do ano passado em 60 postos, foram entrevistados 214 mil condutores e contados 3,5 milhões de veículos. A segunda etapa, em novembro de 2016, também em 60 postos, contabilizou 297 mil entrevistas e 2,3 milhões de veículos. Já na terceira etapa, em julho deste ano, a pesquisa ouviu mais de 500 mil condutores, além de contar 6,9 milhões de veículos em 117 postos nas cinco regiões do país.

Planejando caminhos

Brasília – O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e o Exército realizam pesquisa sobre as condições de tráfego nas rodovias brasileiras (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Universidade Federal do Rio de Janeiro analisará dados coletados na pesquisaMarcello Casal Jr/Agência Brasil
O principal objetivo da Pesquisa de Origem e Destino é, de acordo com informações do Dnit, fornecer subsídios para os estudos de planejamento em geral, estudos econômicos e projetos rodoviários, essenciais ao estabelecimento de critérios, entre outros objetivos, para que o governo possa “planejar o sistema rodoviário; programar necessidades e prioridades de melhoria no sistema rodoviário, medir a demanda atual de serviços por esse tipo de via, estabelecer as tendências de tráfego no futuro, avaliar o fluxo existente de tráfego em relação ao sistema rodoviário atual, estimar os benefícios dos usuários nas estradas, estabelecer uma classificação do sistema rodoviário, Justificar e planejar o policiamento, projetar pavimento e outros elementos de rodovia e localizar e projetar instalações para a operação rodoviária”.
“Esse diagnóstico de tráfego é importante para a identificação dos principais corredores de transporte com gargalos logísticos e da consequente necessidade de expansão ou adequação de capacidade das rodovias, além de ser ferramenta fundamental para as atividades de projeto, construção, manutenção e operação rodoviária”, disse o coordenador de Planejamento da Diretoria de Planejamento e Investimentos do Dnit, engenheiro Leonardo Roberto Perim. Em resumo, isso significa dar ao país condições de planejar, de maneira mais eficiente, os caminhos por onde passa o PIB (Produto Interno Bruto, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) brasileiro.
Fonte: Correio Braziliense

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Marinha de Cingapura dá "salto quântico" com a adição de 2 navios em serviço.

By: Mike Yeo

MELBOURNE, Austrália – Cingapura comssionou o segundo e terceiro navios de missão do litorânea construídos localmente para sua Marinha, enquanto que o navio líder da classe se desdobra para o exterior pela primeira vez.

Os dois navios, RSS Sovereignty e RSS Unity, foram introduzidos na Marinha da República da Cingapura em uma cerimônia terça-feira na RSS Singapura, uma das duas principais bases do serviço.

Falando na cerimônia de comissionamento, o ministro da Defesa, Ng Eng Hen, chamou os navios de “salto quântico” em comparação com os antecessores da classe Fearless, destacando suas características como a ponte integrada e o mastro, bem como o sua tripulação de 30 pessoas.

Ng também acrescentou que o navio líder da classe RSS Independence, que havia sido comissionado em maio, recentemente partiu para sua primeira viagem ao exterior como parte de um grupo tarefa da Marinha, participando de um exercício marítimo regional no Golfo da Tailândia antes de participar de uma revisão da frota internacional em Pattaya, na Tailândia.

Cingapura irá eventualmente operar oito dos navios de missão litorânea de 80 metros, ou LMV, com o quinto navio já lançado pelo estaleiro ST Marine em setembro deste ano. Espera-se que o último dos navios seja contratado em 2020, e eles substituirão 11 navios de patrulha de 55 metros da classe Fearless, que estão sendo retirados de serviço progressivamente.

Desenvolvido conjuntamente pela Marinha e Agência de Ciência e Tecnologia da Defesa de Cingapura, os LMVs são navios de multimissão projetados com flexibilidade e modularidade. Embora modestamente armados, os navios podem ser equipados com uma variedade de módulos de missão, incluindo sistemas em contêineres para executar uma variedade de tarefas de segurança marítima, como contramedidas de minas, assistência humanitária e anti-pirataria.

Os navios também têm uma única rampa de popa gêmea da Palfinger Marine Norway AS usada para o rápido lançamento e recuperação de pequenas embarcações e embarcações de superfície não tripuladas de até 11 metros de comprimento. Os navios também estão equipados com uma plataforma para operação de helicópteros, para helicóptero de porte médio e que pode ser usado para operação aeronaves não tripuladas e/ou helicópteros.

Os LMVs foram recentemente observados com o Indicador Avançado de Declive Estabilizado da Aeronautical & General Instruments Limited na parte traseira da superestrutura do navio para auxiliar nas operações de pouso de helicóptero.

E, de acordo com o tenente Chew Chun Chau, chefe do escritório do projeto LMV, a Marinha está colocando as capacidades de helicópteros do LMVs em teste através de ensaios utilizando os helicópteros Lockheed Martin S-70B Seahawk e o Airbus AS332M / M-1 Super Puma da República da Singapura.

Cingapura atualmente opera seis S-70Bs, principalmente no papel anti-submarino a bordo das fragatas da classe Formbidable da Marinha. Dois Seahawks adicionais foram pedidos e serão entregues no final deste ano, de acordo com David Boey, membro do Conselho Consultivo de Cingapura sobre Relações Comunitárias em Defesa.

No entanto, outra fonte próxima ao programa disse à Defense News que os helicópteros só chegarão em Cingapura no início de 2018. Os Seahawks de Cingapura estão equipados com o radar de vigilância marítima ANP / APS-143 da Telephonics e o Sonar Ativo de longo raio para helicópteros da L-3 Ocean Systems, este último como parte de sua suíte de guerra anti-submarino.

Um estado insular do sudeste asiático estrategicamente localizado onde o ocupado Estreito de Malacca atende o Mar da China Meridional, Cingapura é fortemente dependente do tráfego marítimo comercial que passa por sua vizinhança, que tem como parte dos desafios de segurança marítima incluindo a pirataria.

O país também é um parceiro de segurança dos Estados Unidos e tem sido um forte defensor da presença militar dos EUA na região, hospedando centros de logística para visitas de navios de guerra e aeronaves dos EUA, bem como desdobramentos rotativos dos Navios de Combate de Litoral da Marinha dos EUA.

 

Fonte: Defense News

Tradução e adaptação: Luiz Medeiros

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Defesa Economia Estados Unidos

O Congresso encaminha à Trump orçamento militar de 700 bilhões

Por Richard Lardner, The Associated Press

WASHINGTON – O Congresso enviou nesta quinta-feira ao presidente Donald Trump um projeto abrangente de política de defesa que autoriza um orçamento de 700 bilhões de dólares para os militares, incluindo bilhões de dólares para programas de defesa antimíssil visando contrapor a crescente ameaça de armas nucleares da Coréia do Norte.

O projeto de autorização de defesa para 2018 navegou através do Senado por voto de voz. A Câmara aprovou a medida no início desta semana.

Os parlamentares americanos alegam que as dezenas de bilhões de dólares extra são muito necessários para reaprovisionar os militares dos Estados Unidos, exauridos por anos de combate e um processo orçamentário que deixa as forças armadas americanas inseguras sobre quanto de recursos receberão a cada ano.

Mas ainda há um porém. Enquanto o orçamento militar de 700 bilhões é uma poderosa declaração política, o plano de 700 bilhões permanece especulativo até o Congresso concordar em reverter uma lei de 2011 que estabelece limites rígidos aos orçamentos federais, incluindo o Departamento de Defesa. O limite exigido pela lei sobre despesas de defesa nacional para o exercício de 2018 é de 549 bilhões.

Republicanos e Democratas não conseguiram chegar a um acordo até agora. Muitos republicanos defendem a flexibilização das bonificações apenas para despesas de defesa. Mas os democratas também querem aumentar os orçamentos para outras agências governamentais.

Se eles (Republicanos e Democratas) não conseguirem chegar a um acordo, o Congresso poderá ser forçado a usar novamente notas “tampão” de despesas. Sob estas medidas de curto prazo, o orçamento do Pentágono fica bloqueado nos níveis atuais e os serviços militares podem ser impedidos de iniciar novos programas ou encerrar os antigos. As principais autoridades militares declararam que as medidas “tampão” os obrigaram a mudar o destino de recursos que seriam para novas armas mudando para pagar as operações em curso

 

Fonte: Defense News

Tradução e adaptação: Luiz Medeiros

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Armada Argentina efetua buscas ao ARA San Juan

Por: César A. Ferreira

 

O submarino da Armada Argentina ARA San Juan perdeu contato às 00:30 horas (horário padrão – Greenwich) do dia 15.11.2017, quando navegava submerso no través de Puerto Madryn, desencadeando uma operação de busca por parte desta Armada. A última posição conhecida do submarino foi 46º 44’ de latitude sul e 59º e 54’ oeste. A belonave executava missão de patrulha na ZEE (Zona Econômica Exclusiva) da República Argentina.

Este acidente provoca neste presente momento sentimento de comoção extrema em Puerto Belgrano, já na Base Naval de Puerto Belgrano a situação é tensa e de grande preocupação. O sentimento dos populares agrava-se por não haver até a presente data um comunicado oficial sobre o sinistro e as operações realizadas visando o resgate do referido submarino.

O site M1 cita declaração ao veículo C5N, do especialista naval Fernando Morales: “(…) aparentemente não há vítimas (…) é uma informação a ser confirmada”. Informa o especialista que o ARA San Juan não estaria mais desaparecido, mas localizado, “(…) aparentemente, houve um problema com as baterias, um submarino não pode ser propulsionado com um motor diesel quando está submerso. Se houve um incêndio nas baterias, ficou sem comunicação e propulsão”, afirmou o especialista.

Localização do sinistro do ARA San Juan. Bing Maps.

A partir da perda de contato zarparam com urgência para a área estimada do sinistro do ARA San Juan duas corvetas da Armada Argentina, bem como decolou uma aeronave de esclarecimento marítimo. Neste presente momento um rebocador de alto-mar juntou-se as buscas. Não se tem certeza alguma do estado geral do submarino, se o mesmo realizou uma emersão de emergência estando à deriva na superfície, ou se ainda submerso.

O ARA San Juan é um submarino da classe TR-1700, projetado e construído pela empresa alemã Thyssen Nordseewerke e que sofreu uma atualização recente dos seus sistemas de propulsão em reparos de modernização de meia-vida nas instalações do CINAR. Este trabalho envolveu corte de casco, troca das baterias, troca dos quatro alternadores (4.000 ampéres) e dos  motores diesel MTU 16 cilindros em “V” (1.200 Kw). Os motores elétricos foram revisados, bem como os berços e amortecedores dos motores. Estes trabalhos foram realizados em 24 meses e finalizados em 2014, estando a belonave, segundo o Ministro da Defesa da época, Sr. Agustin Rossi, apto para mais 30 anos de serviço.

A tripulação do submarino ARA San Juan é composta por 37 submarinistas, sendo que deles  oito são oficiais. Até o presente momento não foi divulgada pelo almirantado argentino os nomes dos tripulantes do submarino sinistrado.

A realização desta nota contou com material dos sites M1, La Nácion e RT Espanhol.

Nota do Autor: uma das belonaves dedicadas às buscas é a ARA Sarandi, corveta classe MEKO 360 H2. A aeronave que efetua as buscas é o S-2T “Turbo Tracker” da força aeronaval da Armada Argentina. O Almirantado da República Argentina entrou em contato com os familiares dos tripulantes, mas não divulgou a lista dos mesmos para a imprensa, limitando-se a uma nota protocolar por meio de um oficial como porta-voz. A Armada da República Oriental do Uruguai enviou o navio de resgate ROU Maldonado (R OU 23), até o presente momento se desconhece o envio de qualquer meio de resgate da Marinha do Brasil, ou de esclarecimento da Força Aérea Brasileira.

É preciso ser dito que toda a esperança repousa na esperada emersão de emergência do submarino, pois, a lâmina de água na região exibe aproximadamente 900 metros de profundidade e caso esteja em repouso no leito matinho nada mais se poderá fazer pelos tripulantes do que lhes jogar coroas de flores.

 

Fonte: Debate Geopolítico

 

O conteúdo deste artigo é de total responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do site.

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Braço Forte Brasil História

Castello Branco: o homem, o chefe militar, o estadista

Por: Gen Bda Luiz Eduardo Rocha Paiva

​Em 2005, a Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME) completou um século de existência. Na época, eu a comandava e propus, ao Comandante do Exército, que ela recebesse a denominação histórica de “Escola Marechal Castello Branco”. Para respaldar a proposta, elaborou-se um documento, no qual foram ressaltadas as qualidades morais, éticas e profissionais do cidadão, chefe militar e estadista, bem como sua forte relação com a Escola. O texto, a seguir, tem o citado documento institucional como fonte, não havendo, portanto, autor específico.

Castello Branco – O homem

Nasceu em Messejana (CE), em 20 de setembro de 1900, filho do Capitão Cândido Borges Castello Branco (mais tarde, General de Brigada) e de Antonieta Alencar, descendente do escritor José de Alencar. Foi educado segundo sólidos princípios e valores morais e éticos, que forjaram caráter íntegro e firme. Esse atributo, a invulgar inteligência, o raciocínio ágil e lúcido e a diferenciada visão estratégica alicerçaram o respeito e a admiração dos que com ele conviveram ou daqueles que estiveram sob sua liderança, no meio civil e na carreira das armas.

Em 1922, casou-se com Argentina Viana, de tradicional família mineira, com quem teve dois filhos – Antonieta e Paulo. Um ano antes de assumir a Presidência da República, quando comandava o IV Exército em Recife (PE), sua esposa faleceu.

Castello Branco – O chefe militar

Foi declarado oficial de Infantaria em 1921 e, desde cedo, segundo o General Octávio Costa, “firmou-se frente aos subordinados pelos valores morais, capacidade intelectual, tenacidade, dedicação integral à missão e competência profissional”. Teve longa passagem na Escola Militar do Realengo, formando os cadetes. A primeira vez, na função de instrutor; na segunda, comandando o Curso de Infantaria.

A participação de Castello Branco na Força Expedicionária Brasileira (FEB), desempenhando a função de E3 da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária, consolidou sua ascendente trajetória profissional. Na Itália, sob pressão extrema, manteve estabilidade emocional e planejou, com habilidade, as grandes vitórias da FEB nos Montes Apeninos e no Vale do Rio Pó. Assim, consolidou seu já elevado conceito entre subordinados, companheiros e chefes militares, brasileiros e estrangeiros.

Foi instrutor, diretor de ensino e comandante da ECEME, conduzindo a elaboração do Manual de Estado-Maior e Ordens e do Regulamento de Operações; e a atualização do Método de Trabalho de Comando. Orientou a evolução da doutrina de concepção francesa, da 1ª Grande Guerra para a norte-americana, emergida nos anos 1940. Teve o mérito de adaptar essa última às características e aos desafios futuros do Exército Brasileiro.

Cultuava a tradição, mas suas palavras mostram que sabia distingui-la de rotina: “A rotina é a tradição corrompida, deturpada e morta, ao passo que a tradição é a conservação do passado vivo. É a luta contra a morte do passado. É a entrega, a uma geração, dos frutos da geração passada. Separar o que merece durar. Deixar sair o que merece perecer”.

Castello Branco – O estadista

Data da foto: 04/1964
Castello Branco assinando o termo de posse na Presidência da República.

No cenário conturbado que levou ao vitorioso Movimento Civil-Militar de 31 de Março de 1964, foi o líder naturalmente escolhido pelos pares e acolhido, no nível político, para conduzir os destinos do País, ao ser eleito presidente pelo Congresso Nacional, mantido aberto pelo Comando Revolucionário. Sua atuação na Presidência da República estabeleceu as bases para o extraordinário desenvolvimento que elevou o Brasil, nos anos seguintes, da 48ª para a 8ª economia mundial. Por outro lado, foi exemplo do que deve ser o caráter de todos os que ascendem à liderança em qualquer instituição ou nação.

Seu discurso de despedida da Presidência da República revela um verdadeiro estadista:
“Não quis nem usei o poder como instrumento de prepotência. Não quis nem usei o poder para a glória pessoal ou a vaidade dos fáceis aplausos. Dele nunca me servi. Usei-o, sim, para salvar as instituições, defender o princípio da autoridade, extinguir privilégios, corrigir as vacilações do passado e plantar com paciência as sementes que farão a grandeza do futuro […]. E se não me foi penoso fazê-lo, pois jamais é penoso cumprirmos o nosso dever, a verdade é que nunca faltaram os que insistem em preferir sacrificar a segurança do futuro em troca de efêmeras vantagens do presente, bem como os que põem as ambições pessoais acima dos interesses da Pátria. De uns e outros desejo esquecer-me, pois a única lembrança que conservarei para sempre é a do extraordinário povo, que na sua generosidade e no seu patriotismo, compreensivo face aos sacrifícios e forte nos sofrimentos, ajudou-me a trabalhar com lealdade e com honra para que o Brasil não demore a ser a grande nação almejada por todos nós.”

Este é um pequeno resumo do que foi Castello Branco – o homem, o chefe militar e o estadista.
Que falta faz um cidadão desse naipe na liderança política, nesse cenário conturbado e ameaçador como o vivido no Brasil de hoje!

Sobre o Autor:
General – de -brigada Luiz Eduardo Rocha Paiva, Aspirante a Oficial da Arma de Infantaria em 15/ 12/ 1973, na Academia Militar das Agulhas Negras e promovido a General-de-Brigada em 31/ 03/ 2003. Passou à reserva remunerada em 31/ 07/ 2007, quando era Secretário-Geral do Exército.
Possui doutorado em Aplicações, Planejamento e Estudos Militares na Escola de Comando e Estado–Maior do Exército (ECEME – RJ) – 1988/1989.Mestrado em Aplicações Militares na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (ESAO – RJ) – 1982; Pós Graduação Lato Sensu em Política, Estratégia e Alta Administração Militar – Especialização, com ênfase em Estratégia, na ECEME – RJ – 2000; Pós Graduação Lato Sensu MBA Executivo do Exército Brasileiro – Especialização, na FGV – RJ – 2000; Graduação em Aplicações Militares na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN –RJ) – 1970/1973; estagiou na 101ª Air Assault Division, do Exército dos EUA, onde fez o curso de operações aeromóveis na Air Assault School; foi Observador Militar das Nações Unidas em El Salvador – América Central e fez o Curso de Estado-Maior na Escola Superior de Guerra do Exército Argentino. Comandou o 5º Batalhão de Infantaria Leve (Regimento Itororó), em Lorena – SP, quando cumpriu missão de pacificação em conflito entre o MST e fazendeiros no sul do Pará, em 1998. Como oficial-general foi Chefe da Assessoria Especial do Gabinete do Comandante do Exército, encarregada de implantar o Programa Excelência Gerencial do Exército, comandou a Escola de Comando e Estado – Maior do Exército e foi Secretário -Geral do Exército. É Professor Emérito da Escola de Comando e Estado – Maior do Exército, membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil e colaborador do Centro de Estudos Estratégicos do Exército. Recebeu diversas condecorações e medalhas nacionais e estrangeiras e tem publicado artigos sobre temas políticos e estratégicos, em jornais e revistas nacionais e estrangeiras, desde que passou para a reserva em 2007.

Fonte: EBlog

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Eleições Francesas – Uma breve visão

De Luiz Medeiros, especialmente para Plano Brasil

Neste final de semana, no dia 23 de Abril de 2017, a França inicia um processo eleitoral que irá definir o novo presidente eleito na quinta república francesa. O processo deverá contar também com um segundo turno à ser realizado no dia 07 de Maio e por fim o novo presidente deverá assumir o cargo já no dia 15 de Maio.

Após o término das eleições o novo presidente assumirá sem tempo para grandes comemorações ou “transição”. Além do curto espaço de tempo entre o término do processo eleitoral e a posse o novo chefe do executivo assumirá uma França que se não vive uma crise econômica também não vive nenhuma lua de mel em sua economia. Necessidades de diversas reformas e investimentos internos, fora uma grave situação de crise em razão da imigração e duras críticas sobre o papel da França na geopolítica global e seu protagonismo (ou não) no momento.

O que podemos dizer com certeza é que François Hollande deixa o posto de forma no mínimo melancólica dada sua taxa de aprovação baixíssima. Hollande enfrenta ainda inúmeras críticas sobre posturas do seu governo tanto em assuntos internos quanto externos além da grave sensação de insegurança que paira sobre a França após um bom número de ataques terroristas durante seu mandato. O próprio Hollande nem sequer buscou a reeleição deixando a porta aberta para Manuel Valls que foi seu primeiro ministro e também é do Partido Socialista, porém teve seu nome recusado nas prévias do partido.

Um ponto interessante do momento político francês atual é a situação de crise. Sobre alguns aspectos há falta de quadros ou de representatividade por parte de figuras mais “tradicionais” da política, a sociedade francesa não se mostra muito satisfeita com sua classe política no momento. Desta forma as prévias Partido Socialista teve seu resultado em favor de Benoît Hamon, candidato mais radical e crítico acintoso do governo Hollande, claramente colocando em cheque a tese de uma candidatura de “situação” primando pelo continuísmo.

Candidato Benoît Hamon

Hamon dada sua carreira política possui seus méritos, iniciando seu período de maior expressão na carreira política com sua eleição para uma vaga no parlamento europeu, posição que ocupou de 2004 até 2009. Depois de sua passagem pelo parlamento europeu ele foi eleito para a Assembléia Nacional (o equivalente à Câmara dos Deputados na França) em 2012, cargo que ele detém até o momento.

Durante o governo Hollande, eleito em 2012, Hamon assumiu o posto recém criado de Ministro da Economia Social. O cargo na realidade se tratava de uma posição dentro do Ministério da Economia francês mas abaixo do Ministro da Economia, sendo citado por alguns como Ministro Junior. Permanecendo de 2012 até 2014 no Ministério da Economia quando Hamon deixou o cargo para assumir o prestigioso cargo de Ministro da Educação Nacional, agora sim em condição de Ministro efetivamente.

O tempo de Hamon à frente da educação francesa não durou muito, após assumir em Abril de 2014 ele deixaria o cargo ainda em Agosto do mesmo ano e denunciando que Hollande havia abandonado a agenda socialista e a partir de então Hamon assume posição crítica em relação ao presidente e seu governo dentro do próprio Partido Socialista.

Apesar de muitos considerarem a vitória de Hamon nas prévias do Partido Socialista como “supresa” outras opiniões apontam como um trabalho de articulação cuidadoso feito por ele após seu racha com o governo. A tese de articulação ganha força com o fato de que Hamon negociou com Yannick Jadot a sua desistência do pleito presidencial de 2017 e ainda declarando apoio a sua campanha. Com o apoio de Jadot a candidatura de Hamon passou a contar com o suporte do partido “Europe Écologie Les Verts”, o Partido Verde francês ganhando substancial envergadura política a sua campanha.

 

Um dos pilares da campanha de Hamon é a demanda por uma reforma extensa na república, que de acordo com suas palavras teria o objetivo de iniciar uma “Sexta República”. Hamon defende ainda a legalização da maconha e eutanásia e além disso considera que todos os cidadãos franceses devem ter um salário básico, dada sua crença de que a necessidade por trabalho deve diminuir em razão da automação. Sendo um crítico da economia neo-liberal que segundo ele “destrói o planeta”, Hamon se coloca à defender uma reforma radical na matriz energética francesa prometendo que 50% dela deverá ser proveniente de fontes renováveis até 2025.

Hamon é somente o quinto colocado nas pesquisas e vem em processo de constante perda de terreno, mas é o representante do partido no poder e que possui forte expressão no parlamento, não podendo ser desconsiderado de uma eventual “reviravolta”.

A política francesa também tem seu aspecto curioso na formação e dissolução de partidos. O “Les Républicains” ou “LR” (em tradução literal: “Os Republicanos”) é relativamente novo, fundado em 2015, mas herdeiro do legado político da direita francesa de Chirac e Sarkozy. O partido se organizou para realizar prévias onde François Fillon venceu Allain Juppé até mesmo com relativa facilidade. A campanha de Fillon depois das prévias passou a lidade com o drama do “Penelopegate” sobre a acusação de nepotismo relacionado com sua esposa e dois de seus filhos. Apesar de negar o nepotismo Fillon findou por assumir o fato como um erro em uma coletiva no dia 06 de Fevereiro de 2017 mas reforçando que o salário de sua esposa era perfeitamente justificável. Ao final de Março a esposa de Fillon, Penelope Fillon, foi formalmente colocada sob investigação juntamente de dois dos filhos do casal que também receberam salários por trabalhos junto ao gabinete parlamentar de Fillon. O escândalo resultou em um dano imenso à candidatura de Fillon e uma perda de apoio de público estrangeiro, como o alemão.

Candidato François Fillon

François Fillon é um dos mais velhos dentro dos “ponteiros” da eleição francesa, tendo carreira política extensa e no momento ocupa uma cadeira na Assembleia Nacional por Paris. Nos anos 90, ainda durante o governo Mitterrand, Fillon foi Ministro da Educação e posteriormente teve passagem pelos ministérios de Telecomunicações, Informação e Tecnologia, passando até mesmo pelo Ministério do Trabalho. Em 2004 Fillon retorna ao cargo de Ministro da Educação onde permanece até 2005 em sua última passagem por um ministério.

Com ampla experiência e bagagem política Fillon mostrou discurso afinado com as necessidades de reforma na França. Defendendo uma dura reforma previdenciária incluindo um aumento na idade mínima para aposentadoria, para 65 anos, e uma promessa de cortar 500 mil cargos públicos. Devido ao seu discurso Fillon ganhou alguns comparativos com Margaret Tatcher que aumentam quando o ponto é sobre imigração e a presença muçulmana no país, embora tenha discurso mais moderado do que a “extrema direita” ele considera o assunto como problema à ser tratado e inclusive levantando a questão da ameaça de “totalitarismo islâmico”.

A posição conservadora de Fillon se reduz no que toca a política externa, sendo um defensor do diálogo com a Síria de Bashar Al-Assad e apontando para um discurso moderado quanto à Rússia, sendo inclusive atacado por alguns de seus críticos como detentor de um discurso “pró-Rússia”.

Como dito anteriormente a política francesa tem seus fenômenos de “reinvenção” ou “recriação” de partidos mas além da mudança de nomes podemos também observar a criação de partidos novos. Nesse cenário temos o “En Marche!” (tradução literal: “Em Marcha!”) de Emmanuel Macron, que por ser fundador desse novíssimo partido (criado formalmente em Abril de 2016) foi facilmente alçado à candidatura presidencial pela legenda.

Emmanuel Macron

Emmanuel Macron é o mais novo dentre todos os candidatos à presidência francesa em 2017, com 39 anos, e pode (se eleito for) se tornar o presidente mais jovem da história da França. Nesse “tom” de jovialidade tanto pessoal quanto de seu partido (cuja as iniciais coincidem) Macron se descreve como parte de um movimento progressista. No livro “Revolution” (publicado em 2016) Macron se descreve como esquerdista e liberal, por essa razão foi rapidamente taxado de “populista” mais notavelmente por Manuel Valls (primeiro ministro francês entre 2014 e 2016).

A carreira política de Macron se inicia com sua filiação ao Partido Socialista francês em 2006, no momento ele era inspetor de finanças no Ministério da Economia (posto ocupado entre 2004 e 2008), o cargo público foi deixado por Macron para trabalhar com investimentos no Banco Rothschild & Cie.

Mesmo após deixar o PS, em 2009, Macron conseguiu em 2014 ser indicado para o posto de Ministro da Economia e buscou reformas que fossem favoráveis aos negócios. Apesar de suas discordâncias com o primeiro Ministro Manuel Valls, ele permaneceu no cargo até o final de Agosto de 2016, quando então passou a se dedicar ao seu próprio partido e a candidatura para 2017.

Macron rejeita a crítica de populista, se coloca como um defensor do livre mercado e comprova esse posicionamento isso com apoio ao CETA (acordo de cooperação entre a União Europeia e o Canadá). Apesar de sua posição crítica ao TTIP (Acordo Transatlântico entre UE e EUA) Macron deixa claro que apesar das condições ideais não terem sido alcançadas as portas devem permanecer abertas.

Para a visão da maioria dos analistas Macron é um “eurófilo”, mesmo que tendo sido crítico do acordo fechado entre UE e Grécia em 2015 (com forte influência de François Hollande) alegando que aquele acordo não ajudava a Grécia à lidar com seu débito.

Sobre meio ambiente Macron demonstra visões um tanto dúbias. Um exemplo é seu expresso e intenso apoio para uma transição ecológica e apoio às medidas acertadas na Conferência de Mudança Climática da ONU de 2015, porém no ano seguinte, 2016, Marcon declarou apoio ao uso do Diesel como combustível posição expressada logo após o escândalo de emissões da Volkswagen.

Para a segurança nacional Macron propõe que haja mais investimento em inteligência e acredita que o investimento em cultura seja uma solução para conter o terrorismo.

Um ponto controverso em sua campanha é apoio a política de “portas abertas” para os imigrantes, como o defendido por Angela Merkel.

Ainda no plano interno Macron defende o secularismo e o estado laico, se colocando crítico as escolas que ensinam mais sobre religião do que sobre os fundamentos básicos.

Por seus posicionamentos sobre imigração e secularismo muitos enxergam Macron como “o candidato” dos imigrantes e seus descendentes, mas esse título pode ser controverso.

Quanto a política externa Macron já teve posição moderada sobre o conflito Sírio, mas recentemente defendeu uma intervenção militar aliada no conflito. Quanto à Israel o candidato Macron se coloca favorável a postura do atual governo francês e se opõe aos movimentos de boicote ao Estado de Israel e foi polêmico ao ter recusado se pronunciar sobre a questão do reconhecimento do Estado Palestino.

Macron teve avaliações positivas nos debates realizados até o momento, especialmente “vencendo” o do dia 20 de Março porém sendo “derrotado” por Jean-Luc Mélenchon no do dia 04 de Abril, após uma performance surpreendente do candidato de extrema-esquerda.

Em mais um dilema do “mundo globalizado” os franceses não estão “imunes” ao avanço controversa e famigerada dita “extrema direita”, ou movimentos “ultra conservadores”. Aqui se encontra um partidos “tradicional” na história política francesa atual e um dos mais longevos depois do Partido Socialista. A Front national (Frente Nacional) tendo como candidata Marine Le Pen, que é também a presidente do partido.

Candidata Marine Le Pen

A FN, sendo um partido antigo, conta com um histórico controverso e pouca representatividade regional e no legislativo, mas ainda assim foi capaz de abocanhar 22 cadeiras no parlamento europeu. O partido já tentou a presidência anteriormente com a figura do incrivelmente controverso e criticável Jean-Marie Le Pen e sem sucesso ou impacto.

Mas os últimos anos mostram uma relativa mudança de curso e discurso no partido, nada de mudança radical, especialmente a partir de 2011 com Marine Le Pen assumindo a presidência e o gradativo e contínuo afastamento de seu pai (Jean-Marie) das atividades do partido.

A única mulher dentre os ponteiros, não somente assumiu o partido e afastou a figura do pai como afinou o discurso mas não se distanciou das bases de fundação do partido.

Marine Le Pen conseguiu assim capitanear o sucesso eleitoral de 2014-15 de seu partido com a eleição de prefeitos e o aumento expressivo da presença do partido no parlamento europeu e assim o capital político de Le Pen aumentou significativamente.

A vitória de Donald Trump nos EUA e o BREXIT serviram como trampolim perfeito para Le Pen juntamente de um quadro de crise na França e um governo altamente criticável.

Apesar de ter despontado como possível favorita no início da campanha presidencial, Marine Le Pen perdeu força nos últimos momentos, especialmente com o avanço da candidatura de Emmanuel Macron e Jean-Luc Mélenchon e com o que alguns consideram como um pequeno “ressurgimento” de François Fillon.

Le Pen teve sua carreira política iniciada ainda na década de 90, sempre na esteira de seu pai, mas a proeminência veio com a presença no parlamento Europeu, iniciada em 2004. Marine Le Pen é considerada hoje a segunda figura mais influente no parlamento, perdendo somente para o presidente Martin Schultz.

Le Pen foi candidata na eleição de 2012, tendo uma expressiva terceira colocação no primeiro turno o que para muitos foi ponto fundamental para o processo de crescimento do partido e de sua figura que terminou sendo consolidado na eleição regional de 2014-15.

Em seus posicionamentos Le Pen é fortemente crítica à imigração, criticando até mesmo a imigração legalizada sob a alegação dos problemas posteriores quanto à serviços públicos e empregos. Le Pen é crítica inclusive a nacionalização de imigrantes, reforçando sua crítica quanto ao multiculturalismo e a deterioração da cultura nacional.

Com visão crítica ao livre comércio e tendência protecionista, Le Pen considera também o intervencionismo como solução para a questão econômica, tendo como base os pensamentos de Maurice Allais, cidadão francês que teve o prêmio Nobel de economia em 1988. Allais foi crítico do Euro, da constituição Europeia de 2004, do livre comércio e da globalização. Le Pen é crítica das regras do sistema bancário e da atual política fiscal do país.

Forte crítica da União Europeia e da OTAN, Le Pen advoga pela saída da França de ambas organizações, sob alegações de que as mesmas não atendem as demandas francesas. Em contraponto Le Pen apresenta discurso ameno sobre a Rússia e defendeu em entrevista ao Haaretz Israelense o direito de “…criticar o Estado de Israel, como se pode criticar qualquer Estado soberano, sem que isso seja taxado de anti-semitismo. Afinal a Frente Nacional sempre foi sionista, e sempre defendeu o direito do Estado de Israel existir.”

Cercada de polêmicas Le Pen é taxada como xenófoba e racista, e mesmo sendo a única candidata mulher dentre os ponteiros ela não levantou nenhum tipo de movimento feminista à seu favor.

Le Pen teve presença considerada com “discreta” nos debates presidenciais e nos possíveis cenários de segundo turno sempre aparece como a candidata derrotada.

Se não bastasse o avanço da “extrema direita” a França nesse momento apresenta um leve avanço da “extrema esquerda” que curiosamente não é representada pelo Partido Socialista (sendo esse de um histórico de ser mais “moderado”). No extremo da esquerda vemos mais um partido novo, o “La France insoumise” (tradução: França Insubmissa), formado em 2016 na realidade se trata mais de um conglomerado de partidos menores de esquerda que se uniram sob a figura de Jean-Luc Mélenchon, fundador do partido.

A FI em si não possui representatividade no parlamento francês e nem mesmo na esfera regional, mas seus aliados são o Fronte de Esquerda na Assembléia Nacional e os Comunistas no Senado e assim compõem o braço representativo do partido.

Candidato Jean-Luc Mélenchon

O candidato mais velho nessa eleição com 65 anos é Jean-Luc Mélenchon, um político experiente. Iniciou sua carreira na política ainda nos anos 70 e foi um importante líder Miterrandista passando por diversos cargos.

Após o período Mitterrand o Partido Socialista enfrentou um período complicado e longa ausência no comando do Estado Francês, mesmo assim Mélechon chegou a ser ministro da Educação no período 2000-2002 e depois sendo eleito Senador em 2004 por Essonne, permanecendo até 2010.

Em 2008 Mélechon se desligou do Partido Socialista para fundar o “Parti de Gauche” (ou Partido de Esquerda em tradução), se radicalizando e se afastando do PS. Através de seu novo partido Mélechon conquistou uma cadeira no parlamento europeu em 2009, posto que ocupa até o presente momento.

Em 2012 Mélechon tentaria a presidência pela primeira vez, encerrando em quarto lugar no primeiro turno, após a derrota na eleição ele se tornou uma das vozes de esquerda mais críticas ao governo Hollande, alegando sua traição aos ideais da Esquerda Francesa.

Mélechon é um crítico da União Européia, mesmo sendo membro do parlamento europeu, assim como é crítico do neoliberalismo e da globalização, mas defende a renegociação de tratados Europeus e não necessariamente a dissolução destes. Ainda sobre a Europa existe uma crítica sobre Mélechon quanto à um certo sentimento “anti-Alemão” de sua parte e que teria sido mais recentemente esboçado em uma publicação de 2015 onde ele deixaria clara sua visão de que a Alemanha havia se tornado novamente um problema, uma ameaça.

O candidato da extrema esquerda é também um crítico também da OTAN e neste caso considerando a saída da França da organização que ele alega ser uma afronta à soberania francesa. Mélechon é criticado em razão de seu posicionamento mais suave sobre Putin e Rússia.

No plano interno Mélechon defende aumento dos auxílios assistenciais e mais presença do Estado sobre a economia, defende também revisão fiscal, manutenção e ampliação de impostos sobre grandes fortunas. Mélechon é também um dos defensores da legalização da maconha.

A performance de Mélechon no debate de 04 de Abril foi vista por diversos analistas como surpreendente, sendo considerado o “vencedor” deste e ganhando fôlego extra para o final da campanha.

No dia 23 de Abril de 2017 os franceses vão às urnas, e não são somente 5 os candidatos na corrida, mais de 10 candidaturas estão na disputa.

O país está claramente dividido entre quatro ponteiros de acordo com as pesquisas e estas com diversas variações, dada a proximidade dos candidatos e o nível de divisão do eleitorado. O número de eleitores declaradamente indecisos também varia e mais do que os números sobre os candidatos, entre 25% à 31% do eleitorado se declara como indeciso, mesmo que observado o menor número ele é bastante expressivo e certamente pode decidir a eleição.

A França de hoje não é um país fora do mundo e assim reflete muitos dos problemas enfrentados no cenário político mundial. Da insatisfação popular com a política à falta de quadros passando pelo sentimento de falta de representatividade e assim abrindo margem para surgimento de movimentos mais radicais de todos os lados do espectro político ideológico. Aliado à isso no plano “meramente político” temos uma sociedade que mudou, um país que tem a cara de imigrantes e seus descendentes. A França hoje luta com as mais diversas dificuldades culturais advindas de sua nova (ou não tão nova) composição social e enfrenta ainda as dificuldades que o mundo desenvolvido possui quanto a geração de empregos, impostos, previdência, etc.

O “não voto” pode ser tão ou mais marcante na eleição francesa como foi na brasileira, na americana e no caso britânico do BREXIT, mas somente no dia 23 vamos saber se os franceses indecisos vão optar por votar em alguém ou “não votar”.

Apesar dos recentes fatos relacionados ao terrorismo (incluindo o atentado do dia 20 na Champs-Élysées reivindicado pelo Estado Islâmico) poderem representar ponto determinante na eleição aliados a questão migratória, é importante observar que o país vive inúmeros dilemas internos que talvez passem com menor importância ou sequer se apresentem no noticiário internacional. Questões domésticas podem acabar definindo a eleição em rumos menos esperados.

No momento aponta-se para uma vitória de Emmanuel Macron tanto no primeiro quanto no segundo turno e mesmo sendo somente resultado de pesquisa que pode mudar já é possível se observar algumas possíveis mensagens que população francesa esteja querendo externalizar. Mensagens que talvez não sejam tão vinculadas às questões de política externa ou nem mesmo à União Europeia. O mais prudente é considerar como muito cedo para tentar traduzir qualquer mensagem no momento, especialmente dado a curta carreira e histórico desse candidato e mesmo pautando qualquer análise em sua campanha e discurso poderemos ainda chegar em uma conclusão pouco consistente.

Mesmo que o menos esperado ocorra, seja uma vitória de Le Pen, Fillon ou mesmo de Mélechon, qualquer análise de momento pode terminar por ser “enganosa”, pelas mais diversas razões.

Após o dia 23 muito possivelmente o processo eleitoral francês seguirá para o segundo turno que tende à ser previsível e com um curto período de campanha, mas um tempo valioso para que o mercado, a União Européia e o mundo comecem à se ambientar com um novo governo francês.

O que talvez possa se concluir no momento é que a primeira derrotada seja justamente a França. Vivendo um cenário de crise e estando diante de uma eleição dividida, onde essa divisão seja talvez o que mais justifique ter como primeira derrotada a França. O país que pode sair do pleito com a sociedade ainda mais fracionada e ainda menos crédula em sua classe política, além de uma população que pode acabar por ter ainda mais medo do que virá na sequência e possivelmente uma sensação de insegurança crescente.
Qualquer que seja o candidato eleito ao final do segundo turno o seu primeiro trabalho será o de “unificar” o país, tarefa que não se desenha nada fácil, porém será o início básico para que ele ou ela possa no mínimo começar governar.

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Estados Unidos Hangout

HANGOUT PLANO BRASIL - Eleição Presidencial Americana 2016

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ATUALIZAÇÃO!

POR MOTIVOS DE AGENDA DOS CONVIDADOS O HANGOUT PLANO BRASIL SOBRE A ELEIÇÃO PRESIDENCIAL AMERICANA ESTÁ ADIADO PARA O DIA 25/10/2016. O HORÁRIO INICIALMENTE PERMANECE SENDO O MESMO, ÀS 19:00 HRS.

EM BREVE MAIORES INFORMAÇÕES.

 

HORÁRIO: 19:00 hrs (horário oficial de Brasília).

Link à ser divulgado no Plano Brasil.

 

PARTICIPANTES:

Marco Túlio Delgobbo Freitas

Professor do Instituto Nacional de Pós Graduação em São José dos Campos.
Possui graduação em História pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2004) e mestrado em Relacões Internacionais pela Universidade Federal Fluminense (2008). Tem experiência na área de Ciência Política, com ênfase em Política Internacional, atuando principalmente nos seguintes temas: guerra irregular, missões de paz, Somália, Estratégia, Politicas Públicas, e Politica Internacional.

Leia Mais em: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4194459Y3
Tito Livio Barcellos Pereira

Possui licenciatura em Geografia pela Universidade de São Paulo (2009), bacharelado em Geografia pela Universidade de São Paulo (2010). Atualmente é integrante – grupo de estudos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humans (FFLCH-USP) e mestre em Estudos Estratégicos da Defesa e Segurança pelo Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense (INEST-UFF) É integrante do grupo de estudos sobre Rússia e Espaço pós-soviético pelo Laboratório de Estudos da Ásia (Departamento de História – USP) e pesquisador do Laboratório Defesa e Política[s] (INEST – UFF). Tem experiência na área de Geografia, Ciência Política e Relações Internacionais, com ênfase na área de Geopolítica, Geografia Regional, Rússia e Espaço pós-soviético.

Leia mais em: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4200259E3

 

PAUTA:

  • Porque a eleição Americana?
    – Qual a importância pro mundo.

 

  • Um pouco de Donald Trump:
    – Expectativas sobre um eventual governo Trump.

 

  • Um pouco de Hillary Clinton:
    – Expectativas sobre um eventual governo Hillary.

 

  • O posicionamentos sobre a eleição:
    – Rússia
    – Europa
    – Demais Atores

 

  • Guerra midiática.

 

  • Necessidades e expectativas para o país e sua política externa para o próximo governo.

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Artigos Exclusivos do Plano Brasil BID 2016 EVENTOS

4ª Mostra BID Brasil - Análise Plano Brasil

Abertura 4 Mostra BID Brasil

Por Luiz Medeiros, Anderson Barros e Tito Lívio Barcellos Pereira – Equipe Plano Brasil especial em Brasília

 

 

Realizada nos dias 27, 28 e 29 de Setembro no Centro de Convenções Ulysses Guimarães a 4ª Mostra BID Brasil promovida pela ABIMDE foi mais uma vez uma grande oportunidade para a indústria nacional de defesa mostrar suas soluções para o mercado (seja interno ou externo).

O evento contou com cerca de 100 empresas expondo as mais diversas soluções para Defesa e Segurança, em uma área de mais de 4.700m² e contou com público de mais de 3000 pessoas entre adidos militares, militares brasileiros e membros da academia.

O evento registrou pequeno aumento na quantidade de expositores e contou com equipamentos maiores em exposição em área interna além da já tradicional exposição em área externa.

Parte da Área externa da mostra
Parte da Área externa da mostra

Desde sua primeira edição em 2012 o evento somente cresceu, mas agora passou por uma pequena modificação em sua dinâmica e agora será realizado a cada 2 anos, aproveitando assim a dinâmica da LAAD que ocorre em anos “ímpares” e cobrindo uma lacuna dos anos “pares” para garantir uma constante visibilidade para os produtos da indústria brasileira de defesa em eventos realizados dentro do território nacional.

Ministro Jungmann em visita ao stand do Exército
Ministro Jungmann em visita ao stand do Exército

ABERTURA

A abertura do evento contou com a presença do Ministro da Defesa, Raul Jungmann e também com os presidentes da Apex-Brasil, Roberto Jaguaribe, e Abimde, Carlos Frederico Queiroz de Aguiar.

Durante essa cerimônia pode-se colocar como ponto alto a fala do Ministro da Defesa sobre o trabalho do ministério para incentivar o setor especialmente quando o Ministro Jungmann citou a revisão de agenda regulatória para o setor, indo de encontro com a revisão que está sendo efetuada na END (Estratégia Nacional de Defesa).

Comandante da Força Aérea Brasileira Nivaldo Luiz Rossato
Comandante da Força Aérea Brasileira Nivaldo Luiz Rossato

Na fala do presidente da Apex-Brasil o ponto mais interessante foi a exposição de que o setor de defesa destina uma fatia maior de seu faturamento para Pesquisa Desenvolvimento e Inovação, em uma média uma cifra de 10% do faturamento, o que simboliza um percentual razoavelmente superior a média nacional de outros setores.

Do lado da Abimde, novo presidente Carlos Frederico Queiroz Aguiar reforçou a importância do evento e tocou em um ponto crítico quanto ao Governo, onde o setor de defesa carece de que o Governo trabalhe em melhores políticas públicas para o setor, além da necessidade de que o Ministério da Defesa atue para fomentar políticas de aquisição integrada entre as forças.

No restante os discursos abordaram a temática já conhecida das outras edições do evento, ressaltando a importância do segmento industrial de defesa e tendo do lado do Governo (Ministério da Defesa) o compromisso com o setor e do lado da Abimde a cobrança de que esse compromisso seja levado à cabo.

O EVENTO

Presença do Público
Presença do Público

Com cerca de 100 expositores dos mais diversos segmentos na Indústria de Defesa, de botas à aeronaves, a feira teve boa movimentação em todos os dias. Expositores já consagrados tiveram em seus stands verdadeiros pontos de peregrinação, como a Imbel, Taurus e Embraer. Alguns outros expositores ficaram em posição menos “favorecida”, mas a dinâmica do espaço facilitava a movimentação para que todos os expositores pudessem ser bem visitados e visualizados, mesmo aqueles mais afastados da entrada e da área “central” da mostra.

A ausência da Odebrecht Defesa e Tecnologia com stand próprio foi relativamente coberta com a presença de algumas das suas soluções dentro das áreas de outros expositores, como no stand da Marinha por exemplo.

Soluções para a Marinha do Brasil na 4ª Mostra BID Brasil
Soluções para a Marinha do Brasil na 4ª Mostra BID Brasil

Os stands das três forças tiveram expressiva presença do público e com foco no do Exército para as soluções da Imbel em rádios comunicadores, que fazem parte do projeto COBRA e uma opção de modernização para o EE-9 Cascavel, o veículo ficou em evidência e com diversas demonstrações de movimentação de sua torre.

Motor Foguete L-75
Motor Foguete L-75

Na Força Aérea um foco interessante ao motor de foguete L-75, em ponto central no stand, e logo a frente na área central da entrada na área interna da Mostra o mock-up do caça Gripen, em posição clara de destaque no evento, com seu cockpit aberto para visualização do que será o futuro WAD (Wide Area Display) da aeronave.

A Marinha trouxe a sua bem conhecida maquete esquemática do submarino nuclear e apresentou o desenvolvimento do projeto MANSUP, além de um foco interessante nos desenvolvimentos do CASNAV em soluções de simulação e gerenciamento.

A tônica bem evidente em diversas das soluções apresentadas no evento denotaram uma certa veia “temática”. Na edição passada da Mostra BID havia sido colocado um foco em simulação, desta vez o evento não possuiu um tema destacado mas as soluções apresentadas demonstraram um “tema” por si, a modernização e revitalização.

Com diversas empresas apresentando soluções em modernizações de equipamentos já em uso pelas Forças Armadas Brasileiras, algumas outras apresentando soluções em revitalização e manutenção de equipamentos. Uma parcela razoável do evento se focou nisso, algo relativamente natural dadas as circunstâncias mais restritas do país no presente momento.

Essa tônica de modernização/revitalização não retirou a importância de empresas que trouxeram soluções novas, produtos novos e nem mesmo o “brilho” de uma importante mudança do evento com a sua “internacionalização”, marcada principalmente pela presença da empresa Sueca SAAB. A companhia sueca que está envolvida com a Embraer e outras empresas nacionais no âmbito do F-X2 trouxe um stand próprio e com soluções em defesa anti-aérea.

EE-9U Cascavel Modernizado
EE-9U Cascavel Modernizado

Uma curiosidade importante e novidade desse evento foi a presença do Pólo de Defesa de Santa Maria, iniciativa do município do Rio Grande do Sul com suporte não somente da prefeitura mas também do governo do Estado em um projeto bastante interessante e consistente para o desenvolvimento da região sob a esteira da indústria de defesa.

ANÁLISE

Ao caminhar pelos corredores que estiveram bem preenchidos, com média diária superior à mil pessoas, foi possível verificar um setor de defesa que mesmo ainda sentindo as dificuldades do momento passado pelo país já consegue vislumbrar algum horizonte de melhora para algum momento futuro. Diferentemente das edições de 2013 e 2014 onde o pessimismo era forte e corrente no setor industrial a posição agora é de atenção mas com menos pessimismo do que anteriormente.

Evolução em estrutura com credenciamento possível em máquinas de auto-atendimento
Evolução em estrutura com credenciamento possível em máquinas de auto-atendimento

Colocando a experiência pessoal de quem esteve presente em todas as edições do evento é claro e visível a evolução não somente do evento, sua organização e estrutura, mas principalmente desse clima nos expositores. Ainda que esteja muito longe de ser um clima bom, a consciência de tempos difíceis agora possuí uma expectativa de que algumas engrenagens voltem ao seu devido movimento em breve e indústria brasileira seguirá seu rumo.

A bandeira do Brasil ao fundo da área interna de exposições e o mock-up do Gripen da FAB
A bandeira do Brasil ao fundo da área interna de exposições e o mock-up do Gripen da FAB
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NO AR! – Hangout Plano Brasil – A ascensão do dragão chinês

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Acompanhe pelo Link:
http://youtu.be/XyWzwLKA9yk