ASCLÉPIO

NAVIO HOSPITAL OCEÂNICO

capaFoto montagem do Navio Hospital proposto no programa ASCLÉPIO (Por-E. M. Pinto).

CONSIDERAÇÕES SOBRE O PROGRAMA


Como resultado de um esforço diplomático cujo objetivo é reafirmar sua presença em todos portos dispostos a recebê-los, a Marinha Popular da China elaborou, desenvolveu e agora põe em operação um moderno e atualizado Navio Hospital, o qual foi inteiramente desenvolvido para esta função e que entrará em operação juntamente com outros navios hospital desenvolvidos a partir de navios transporte de tropas, trata-se do ambicioso programa conhecido como TYPE 920.

Diferentemente de outros navios de referência tal como os norte americanos USS MERCY e USS CONFORT, o programa Chinês diferencia-se por ser um programa de desenvolvimento de um Navio Hospital projetado desde a raiz, por isto inúmeras vantagens podem ser extraídas deste projeto.

Soluções tecnológicas e mesmo de construção, ergonomia e e distribuição mais ordenada dos módulos e seções interiores são exemplos claros das vantagens deste programa em relação outro qualquer.

Sobre esta ótica, um programa como o TYPE 920 poderia servir de referência para o desenvolvimento de um navio desta categoria em solo Brasileiro, seja para adoção pela nossa Marinha, caso esta um dia optasse por isso, seja para construção de embarcações para outras nações que assim manifestassem interesse.

Vale ressaltar ainda que a ofensiva pacífica da qual falou-se inicialmente neste artigo e sobre a qual a Marinha Popular da China está empreendendo com a adoção desta nova classe de Navios, não é de todo um ato isolado de desfraldamento de bandeiras em águas aliadas.

type-920Projeto  NHO, TYPE-920 Chinês os mais modernos navios Hospitais atualmente em operação.

Este tipo de navios além de prover o serviço e o atendimento médico à populações carentes e estigmatizadas por catástrofes naturais, serve também de instrumentos político-diplomáticos os quais são rotineiramente empreendidos pelas nações, um exemplo claro disso pôde ser constatado mais recentemente no mar do Caribe. Uma das primeiras missões efetuadas pela Marinha dos Estados Unidos logo após a reativação da 4ª frota foi exatamente a de prover as nações aliadas o apoio médico e a disponibilidade de seus navios hospitais entre outros à s nações aliadas.

Portanto como pode ser concluído estes navios constituem-se em elevados instrumentos político-diplomáticos ao serviço de uma Nação e de seus aliados e portanto o autor parte do princípio que na eventual adoção deste tipo de navios, a Marinha do Brasil passaria não somente a dispor de uma embarcação importante do ponto de vista da assistência na área da saúde, mas também passaria a dispor de uma peça importante no complexo jogo de xadrez da diplomacia internacional.

Sobre esta perspectiva, é então apresentado no programa o qual denominamos, projeto ASCLÉPIO, algumas reflexões e proposições do que poderia vir a ser um desenvolvimento de um navio destinado à operação como navio Hospital Oceânico.

O programa apresentará três distintas propostas para a adoção de um navio desta categoria, todas as propostas consideram no entanto, o desenvolvimento de uma embarcação preparada para operar independentemente dos meios navais militares, mas que em situação de conflitos poderia apoiar a Força Naval, cumprindo assim as missões de Navio Hospital.

As possibilidades do emprego do Navio Hospital Oceânico, NHO, seriam inúmeras, estes navios poderiam prestar serviço a diversas instituições e entidades tais como:

I- Estes navios poderiam servir às universidades e escolas de formação para profissionais da área de saúde e de empresas ligadas a área médica.

II- Serviriam de plataformas para empresas privadas da área de cosmética e farmacêutica, bem como demais empresas especializadas na área médica, odontológica e sanitária. Seu emprego possibilitaria a estas empresas atuariam juntamente em expedições ao exterior, divulgando seus produtos e negócios e prestando serviços ao país.

III- A atuação de um moderno navio Hospital em águas estrangeiras poderia ser utilizada como instrumento diplomático de grande valor. Estes navios serviriam ainda como divulgadores da medicina moderna, mostrando aos países estrangeiros as capacidades e os avanços alcançados por nossos profissionais.

IV- Quando atracados, os NHO poderiam servir de centro de convenções para congressos e reuniões científicas da área médica, onde cirurgias e demais práticas experimentais poderiam ser executadas in-situ.

V- Prestariam serviços Humanitários a serviço da Organização das Nações Unidas, Ministério da Saúde, Cruz Vermelha e suas congeneres Crescente e Estrela vermelha.

Salas de conferências Virtuais, os NHO seriam equipados com estes sistemas o que permitiriam aos navios servirem entre outras coisas, como centro de convenções em qualquer lugar do planeta.

PROPOSIÇÕES

Tendo em vista esta necessidade a qual o autor afirma existir e que consiste em uma lacuna no que se refere as nossas capacidades de prover auxílio e de desfraldar nossa bandeira mundo afora, elaboramos três diferentes propostas as quais consideramos possíveis de serem realizadas.

E a primeira delas considera a possibilidade de nossa Marinha converter um navio já existente e operado por esta em um navio hospital.

1ª Proposta

Conversão de um navio atualmente em operação na Força Naval.

Antes de mais nada é importante que estes navios possuam as dimensões e autonomias necessárias para missões oceânicas e que após uma reforma completa, possam navegar ainda por pelo menos mais 30 anos, dentre as embarcações disponíveis em um futuro próximo, podemos considerar:

Os navios tanques Marajó e Gastão Motta, o navio de desembarque de carros de combate Matoso Maia e os navios de desembarque-Doca ceará e Rio de Janeiro.

Apesar de sua vida útil está chegando ao fim os NDD ou navios desta categoria mais recentes adquiridos nos estoques da US-NAVY parecem ser os mais indicados dada as características como, convés de vôo, espaço interior e a possibilidade de se converter 2 navios idênticos para a mesma função o que viria de encontro com a nossa proposta de racionamento logístico.

Os NDD CEARÁ e RIO DE JANEIRO, possuem as seguintes características:

Deslocamento máximo: 12 150 000 kg

Dimensões : comprimento 155,5 m, 25,6 de largura

Velocidade máxima: 42 km h-1

Raio de Ação máximo: 18 500 km

Tripulação: 345 Capacidade de Tropa: 500

Grupamento aéreo: Plataforma para 2 Helicóptero

Veículos de apoio: 21 Embarcações de Desembarque de Viatura e Material ou 6 Embarcações de Desembarque de Viatura e Material e 3 Embarcações de Desembarque de Carga Geral.

ceara1 Um provável navio o qual poderia ser convertido em Navio Hospital seria NDD Ceará da Marinha do Brasil.

Algumas alterações em seu projeto poderiam conduzir a um melhor aproveitamento destas embarcações.

Com modificações nos sistemas propulsores dos navios, com a substituição da planta motriz por um modelo mais moderno visando aumentar sua eficiência e minimizar os gastos com combustível proporcionariam ao navio maior raio de ação.

Outro ponto importante seria a troca de todos os sistemas eletrônicos do navio, seus sistema de comunicação e de navegação deveriam ser padronizados aos demais navios da frota.

Módulos estruturais extras poderiam ser adicionados ao navio, estes módulos seriam compostos por clínicas e ambulatórios, bem como salas de repouso, dormitórios e demais dependências, do navio.

Por se tratar de um projeto militar, as estruturas destes navios são bastantes resistentes a cargas e a desgastes por corrosão e além destas, duas outras capacidades também viriam de encontro as pretensões do programa MAR DE TITÃ, uma delas diz respeito a capacidade de operar Helicópteros sem necessitar a instalação de novos sistemas ou estruturas, a outra diz respeito ao emprego de Hovercrafts via Doca, o que aumenta as suas capacidades, versatilizando o apoio aos navios.

Obviamente os reparos de armamentos e sistemas dedicados exclusivamente para as missões militares seriam removidos. O que liberaria mais espaço e capacidade de cargas.

Dentre as três propostas apresentadas aqui neste artigo, esta é a que talvez fosse a mais factível do ponto de vista financeiro, dadas as condições de custos, pois estes navios já se encontram incorporados pela Marinha e não necessitariam ser adquiridos via compra.

É claro isto só seria viável após a avaliação da estrutural dos navios e dos custos envolvidos na sua reconversão.

2ª Proposta

Compra e conversão de um navio comercial.

A segunda opção que consideramos neste artigo é a da compra de um navio comercial e sua posterior conversão em um Navio Hospital.

Dentre os navios comerciais existe uma infinidade de embarcações e modelos que poderiam se enquadrar neste projeto.

Obviamente qualquer que fosse a escolha, o navio contemplado teria de ser reconstruído, por isso tal escolha poderia se basear em um modelo o qual necessitasse de pouca ou relativa remodelação de forma a reduzir os custos envolvidos.

Vale lembrar que a marinha dos Estados Unidos converteu um petroleiro em Navio Hospital, nascendo assim o famoso USS COMFORT.

Dentre as inúmeras embarcações disponíveis, podemos citar: os navios cargueiros, petroleiros e até mesmo navios de cruzeiro de segunda mão.

Neste caso não seria feita uma aquisição da fábrica e sim através da compra por oportunidade de uma embarcação cuja vida útil estivesse perto do fim.

Construção de um Navio de transporte de passageiros, embarcações como esta poderiam ser convertidas em navios de apoio hospitalar.

O autor considera que a adoção de um navio de cruzeiro como futuro NHO, traz consigo consideráveis vantagens, dado que estes navios são projetados para terem um amplo espaço interno, o que beneficiariam o projeto. Refeitórios, acomodações, enfermarias e unidades de tratamento, seriam perfeitamente introduzidas no interior de um navio desta magnitude.

Web Tutorial ImageConcepção artística de um navio de cruzeiro, estas Naus possuem uma infra-estrutura e espaço interno os quais o capacitam a serem facilmente convertidos em NHO.

A dimensão do navio a ser adquerido dependeria das ambições e do tipo de emprego que se daria a este navio.

O ideal seria o emprego de um navio trans-atlântico capacitado a operar em mares como o mar turbulentos como o mar do norte, isto porque esta capacidade daria ao navio a possibilidade de operar em qualquer lugar do globo respondendo ao chamado quando necessário em qualquer lugar.

Acreditamos No entanto navios baseados nestas considerações poderiam desempenhar muito bem o seu papel frente a sua missão.

Comparativamente à 1ª proposta, os Navios hospital baseados num modelo comercial teriam algumas limitações, entre outras estes navios seriam impossibilitados a operar veículos Hovercraft, pelo fato de não possuírem doca interna.

Dependendo do modelo adotado seria necessário a construção de um Heliponto capaz de suportar cargas pesadas, de forma a poder operar simultaneamente por exemplo dois helicópteros médios.

Porém, apesar de algumas desvantagens os NHO baseados num transatlântico teria muitas outras vantagens, como por exemplo o custo d e manutenção e operação, pelo simples fato de adotar sistemas e técnicas adotados na construção civil de navios desta categoria que garantiriam uma economia de recursos.

3ª Proposta

A construção de um navio específico para este tipo de missão

A terceira e última proposta apresentada neste artigo, considera o projeto e construção nacionais de um navio dedicado e exclusivamente projetado para exercer as funções de Navio Hospital Oceânico.

Esta proposta foi idealizada na congregação das vantagens individuais das duas proposições feitas até agora e contempla o desenvolvimento nacional de um NHO que poderia ser perfeitamente conduzido por nossa indústria naval cuja competência é inqüestionável.

Este programa no entanto utilizaria o casco e sistemas comuns aos demais navios propostos no projeto MARINAS DE POSEIDON, no entanto seria o menor navio desta família.

projeto-cadConcepção artística do NHO (projeto ASCLÉPIO) onde se observa a introdução de um Hangar e pista superior destinada ao emprego simultâneo de até 2 aeronaves HH-24.

Com a adoção dos sistemas básicos dos demais navios do programa, estes navios permitiriam a racionalização de recursos e procedimentos de construção, o navio e questão seria menor que os demais propostos no programa e seriam desenvolvidos adotando técnicas e procedimentos adotados na construção civil conforme as demais variantes.

estudanteAprendizagem via Robôs, estes navios prestariam serviço como unidades de treinamento para estudantes de todas as universidades espalhadas pelo país.

ESTRUTURA

DEPENDÊNCIAS

O NHO seria desenvolvido para ser operado por uma tripulação habitual fixa de 72 membros, no entanto quando em operações de apoio a frota, o navio acomodaria um número muitas vezes superior a este.

A Brigada médica à serviço do Comando Integrado de Saúde das Forças Armadas (CISFA) seria composta por até 600 profissionais de diversas áreas da saúde.

Devido a natureza de suas operações e em adequação as condições impostas a convenção de Genebra, os NHO não operariam quais quer tipos de armas.

O navio seria projetado para deslocar até 15 000 toneladas e teria 180 m de comprimento por 36 de largura, seria concebido para operar à uma velocidade máxima de 60 km/h desta forma poderia cobrir grandes distancias em menos tempo, respondendo mais prontamente ao chamado de uma emergência como por exemplo um socorro à uma catástrofe natural. Dada a natureza de suas operações o navio deveria ter capacidade de operar a longas distâncias tendo para isto uma autonomia de 24 000 km.

A embarcação também teria espaço para transportar outros 180 integrantes de equipes de apoio da Força Naval.

O NHO seria projetado para atender até 900 pacientes simultaneamente, ou ainda acomodar até 1 200 refugiados e vítimas de catástrofes naturais e epidemias.

INSATALAÇÕES MÉDICAS

As instalações médicas do navio seriam separadas por pisos, os quais seriam dispostos de forma a facilitarem o atendimento. Os que por sua vez seriam executados seguindo uma lógica de prioridades tendo como base as características operadas pela US-NAVY em seus navios Hospitais.

Ao embarcar no navio os pacientes seriam separados em níveis de prioridade e situacional, para tanto o navio teria cinco divisões de atendimento principais, subdivididas em cinco níveis, como segue:

I- Negro, pacientes vítimas de epidemias mortíferas ou mesmo de acidentes ou ataques de guerra química, biológica ou nuclear, nesta seção ficariam isolados até 60 pacientes os quais seriam submetidos aos tratamentos intensivos.

II- Vermelho, pacientes gravemente feridos e em risco eminente de morte.

Este setor, atenderia simultaneamente até 120 enfermos.

III- Amarelo, neste setor haveria espaço para até 240 pacientes feridos ou em eminência de cirurgias. Também aqui se encontrariam aqueles que necessitassem de cuidados especiais.

IV- Verde, destinado ao atendimento de até 240 pacientes com baixos índices de cuidados, bem como pacientes em recuperação pós cirúrgica.

V- Azul, destinado à acolher até 240 pacientes recuperados sem risco de saúde e que aguardam a oportunidade de deslocamento, eventualmente estas acomodações poderiam ser preenchidas por refugiados e vitimas de catástrofes naturais cujo grau de enfermidade fosse baixo ou nenhum.

O navio poderia ser equipado com uma sala de videoconferência via satélite o que permitiria a realização de conferências remotas e intervenções de profissionais a distância. Congressos e até mesmo consultas virtuais poderiam ser realizadas no navio mesmo quando em deslocamento.

conference1Vídeo conferencia, sistemas destes seriam instalados nos NHO de forma a permitir as equipes médicas realizarem consultas e conferências em auto mar com os seus colegas destacados no continente a milhares de quilômetros de distância.

As embarcações também poderiam ser equipadas com seções especiais para abrigarem instalações especializadas ao atendimento e tratamento de vítimas de armas químicas, biológicas e Nucleares (QBN).

cleanroom

As unidades médicas de QBN, seriam equipadas com salas de quarentena, ambulatórios e seções isoladas de forma a garantirem maiores seguranças e melhor atendimento aos socorridos e a tripulação embarcada.

Entrando na era da medicina remota, as clínicas cirúrgicas dos NHO poderiam ser equipadas com instrumentos e equipamentos os quais permitiriam a realização de cirurgias remotas.

Desta forma, a partir do Brasil, profissionais das Forças Armadas ou mesmo de instituições civis poderiam realizar cirurgias, sem a necessidade da presença física do profissional, o que diminuiria custos operacionais e melhoria e qualidade do atendimento e serviço prestado por estes navios em regiões distantes dos grandes hospitais.

operacao-remota

Cirurgia remotas seriam realizadas a bordo dos NHO, até mesmo militares feridos no campo de batalha poderiam ser assistidos por módulos posicionados nos veículos das brigadas médicas.

robot

Robôs cirurgiões, tecnologias como esta poderiam ser introduzidas nos NHO, a serviço do Ministério da Saúde, ONU ou mesmo em ocasiões de conflitos, cirurgias e intervenções de alto risco seriam realizadas por profissionais posicionados a milhares de quilômetros.

Haveria também espaço par a instalação de laboratórios de análises clínicas, estes laboratórios embarcados facilitariam o emprego destas embarcações em regiões distantes do globo, tornando os NHO mais independentes das infra-estruturas em terra.

Com isto a análise de exames básicos seria feita a bordo e a resposta para a intervenção em caso necessário seria imediata.

laboratorioOs NHO seriam equipados com modernos laboratórios para analises, isto os permitiriam operar independentemente da infra-estrutural em terra por períodos prolongados.

ponte-nho

O centro de comando e navegação dos NHO, independente da escolha feita, os NHO teriam que possuir sistemas de navegação e comunicação de ponta, isto garantiria a execução de missões em qualquer parte do planeta.

DOCA HELIPONTO E HANGAR

Qual a necessidade de uma doca num navio hospital?

Acreditamos que a possibilidade de um navio destes vir a operar veículos do tipo Hover craft ou mesmo L-CAT especificamente adaptados para as funções de apoio hospitalar, traria maior versatilidade e ampliaria as capacidades dos navios hospital.

Isto porque a adoção e capacidade de operação destes tipos de veículos permitiria ao grupamento médico embarcado aceder a regiões de águas rasas, recifes, enseadas, praias, ou quaisquer regiões de difícil acesso dinamizando os serviços e prestando os primeiros socorros ou mesmo evacuações em massa em uma magnitude antes nunca experimentada.

A doca permitiria ainda aos veículos transportadores embarcarem víveres e cargas em geral aos navios sem que estes precisassem ancorar o que aumentaria os seus índices de disponibilidade, pois minimizaria os tempos de paragem e atracamento.

O heliponto e Hangar, tão importantes quanto a doca, o heliponto e hangar são peças fundamentais na operacionalidade destes navios pois os permite operar com maior flexibilidade em evacuações e transporte de feridos e ou vítimas de calamidade, permitindo assim ao navio efetuar o translado destes de uma forma mais eficiente e rápida.

No entanto não basta apenas possuir a capacidade de operá-los mas sim de mantê-los constantemente se for preciso, pois em viagens de longa duração as aeronaves precisam ser devidamente acomodadas de forma a minimizar os efeitos danosos da exposição ao clima e ao mar salgado.

Sendo assim é importante que os navios possuam hangares com capacidade de acomodar o grupamento aéreo.

PROPULSÃO

O sistema de propulsão do navio seria suprido por um sistema PROPULSOR AZIMUTAL impulsionado por uma turbina à gás semelhante as demais .

A navegação do NHO poderia ser de última geração e para tanto deveria ser considerado a adoção de sistemas de guiagem e orientação por GPS, sonares, radares, comunicação e demais sistemas padronizados aos demais navios da frota.

hospital-comfort

Unidades de tratamento intensivas do USS Comfort (foto US-NAVY), instalações como estas seriam instaladas nos NHO de forma transforma-los em perfeitos hospitais flutuantes.

SISTEMAS ELETRÔNICOS

Os sistemas de comunicação instalados seriam os mesmo adotados nos demais programas apresentados no projeto MAR DE TITÃ .

Em sintonia com a necessidade de comunicação global, os NHO teriam de possuir capacidade de comunicação e posicionamento por satélites. Para tanto os navios seriam dotados de sistemas de comunicação e distribuição de informações partilhadas via transmissão de dados por DATA-LINK.

O sistema de comunicação por satélites, seria uma ferramenta de alto valor e importância para este tipo de navios dado que pela proposta que é apresentada aqui, estes navios deveriam possuir capacidade de operação em qualquer lugar do globo terrestre e desta forma deveriam ter certa autonomia podendo conectar-se aos centros de coordenação disposto em solo Brasileiro independentemente das condições geográficas e atmosféricas.

Os navios seriam dotados de sonar e sistemas de radares para navegação, radares meteorológicos e sistema de posicionamento via GPS.

VEÍCULOS DE APOIO

O grupamento aéreo embarcado também estaria subordinado ao CISFA e apoiaria as operações de transporte de feridos e evacuação em situações de calamidade, seu convés seria projetado para suportar até 2 helicópteros até pesados CH-72, embora a unidade aérea baseada em seu hangar fosse composta por 2 MH-24 convertidos especialmente para heliambulância (HH-72 e HH-24N).

Aumentando as capacidades deste navio e flexibilizando ainda mais as suas operações, a doca interna característica dos navios de apoio logístico e de operações anfíbias propostas no programa MARINAS DE POSEIDOM seria mantida no projeto.

A partir desta, seriam operados até dois Veículos especialmente modificados para este fim, os quais desempenhariam missões de assistência Hospitalar e resgate em regiões de difícil acesso tal como golfos, rios recifes e praias rasas.

Estes veículos seriam a versão “Hover-Ambulância” do veículo VDT-60, denominados aqui, VHT-60 e contariam com salas de primeiros socorros preparadas para o atendimento emergencial.

Esta variante se diferenciaria da sua versão de desembarque por possuir uma estrutura totalmente coberta, a qual alocaria macas, enfermaria, salas de quarentena e desinfectação.

Dever-se ia também estudar a viabilidade da operação de veículos do tipo L-CAT especificamente modificados para estes fins.

Os NHO, seriam aparelhados com ambas as versões do veículo, uma destinada ao transporte de suprimentos e equipamentos especiais, VDT-60 e outra destinada ao atendimento emergencial e socorro VHT-60.

VHT-60, veículo de socorro e assistência hospitalar, estas variantes do VDT-60, seriam empregados em missões de assistência, translado e até mesmo atendimento emergencial, seriam as ambulâncias sobre água a serviço das brigadas médicas.

ho-asclepioConcepção artística do NHO (por E.M.Pinto).


ESPECIFICAÇÕES

Tipo: NAVIO HOSPITAL OCEÂNICO – NHO

Tripulação: Capacidade máxima 1500, tripulação padrão 72 tripulantes + 24 integrantes do grupamento aéreo, + 24 integrantes dos grupamentos de apoio e até 1200 refugiados.

Deslocamento: 15 000 toneladas.

Comprimento: 180 m.

Boca: 36 m.

Largura do convés: 40 m.

Propulsão: 2 Turbina a gás ROLLS ROYCE MT-30, ou 2 turbinas GENERAL ELECTRIC GENX-BR,

Autonomia: 36 000 km .

Sistemas eletrônicos: radar meteorológico sonar e radar de navegação, sistema de comunicações por satélite e sistema de geoposicionamento e navegação por GPS.

Grupo aéreo: máxima de 2 helicópteros pesados HH-72, padrão 2 helicópteros HH-24.

Embarcações de apoio: 2 veículos Hover-craft VDT-60 ou VHT-60 de transporte e apoio logístico e 4 barcos de apoio BP-120.




6 replies on “ASCLÉPIO”

Acho a proposta mais realista a de converter um porta-container pois possue grande espaço para ser modificado, inclusive para se adaptar um heliponto com hangares .
cumprimentos

Jairo Villas Boassays:

Gostei muito do texto, também sou um idealista com relação a termos um navio Hospital destas caracterisitcas.
Este projeto ainda esta em estudo, para ser executadoou não foi tocado pra frente

Prabens

Aguardo possivel resposta

Jairo

Salve Jairo,bem vindo aoPlano Brasil e obrigado pela participaçao(desculpe os erros mas escrevo de um teclado que nao contem todos os caracteres, como sinais, estou na Rep Tcheca).
O ASCLEPIO tal como todos os projetos do Mar Profundo sao criacao e proposicao daquilo que julgo serem o que a marinha necessita.
nenhum dos programas ai estao em desenvolvimento, sao apenas proposicoes pessoais, minhas.
Servem para levantarmos a discussao acerca do tema Naval.
apresentarei tambem o Plano terrestre e aereo bem como finaliyarei naval com novos projetos.
a intecao e propor .
algo que disperte a discussao e leve a concientizacao de leigos como eu do tema (Defesa).
Claro que os programas podemconter alguns erros e algumas sugetsoes incoerentes, mas como disse, e para levantar a discussao, espero que os participantes enviem sugestoes e apartir dai eu irei incluir de acordo com os objetivos do site.
Entretanto, se voce quiser saber mesmo sobre os reais programas levados pelo ministerio da defesa, eles estao em outra secao que nao os PROJETOS PESSOAIS, eles estao nas noticias que sao postadas diariamente no site e voce pode le-las na secao rapidinhas na coluna direita do site onde aparecem os meses podes ver individualmente as materias que sao noticias referenciadas de suas fontes.
de outra forma podes procurar no buscador do site as informacoes, pro exemplo digitando( PRM )programa de reaparelhamento da marinha, dai apareceraoinformacoes.
sugiro ainda fazer esta busca pelo google digitando o assunto que queres, em seguida incluio nome do site Plano Brasil e dai seleciona as materias, pois o buscador do site, disponibilizado pelo provedor, nao e muito bom.
agradeco os elogios e conto com sua participacao, feliz 2010 e muito obrigado.
Cumprimentos
E.M.Pinto

Jairo Villas Boassays:

Adorei o texto, ficquie com uma dúvida.Este projeto foi aprovado, esta em estudo ou não será aplicado

Abraços jairo

Jairo villas Boassays:

Ola E.M.Pinto

Obrigado pela resposta, e te desejo um ano de 2010 de realizações e Paz. Pelo que pude entender esta concepção e de sua autoria, o que certamente gostaria de parabeniza-lo. Neste caso na concepção de contruir um NHO conforme descrito acima, qual seria os custo aproximado deste navio? Sou engenheiro com especialização em hospitais e trabalho num grande hospital Universitário da UFRJ, e certamente saberia calcular o custo das instalações hospitalares, que seriam necessários neste tipo de Nave, porém não tenho ideia do custo de um navio deste.

Abraços

Jairo Villas Boas

Parabéns, buscando informações sobre a realidade brasileira encontrei o seu site e considero suas proposições bastante enriquecedoras. O nosso grande problema é a miopia política obnubilada pelo neoliberalismo norte americano. Um abraço!

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