Defesa & Geopolítica

ADSUMUS: Viatura Blindada Especial Sobre Rodas (VtrBldEspSR) 8×8 Piranha IIIC.

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FICHA TÉCNICA (Piranha III C CFN Brasil)
Velocidade máxima: 100 Km/h.

Alcance Maximo: 750 Km (em rodovia).

Motor: Motor Caterpillar C-9 com 400 hp a diesel.

Peso: 22 Toneladas (máximo).

Altura: 2,18 m.

Comprimento: 7,58 m.

Largura: 2,66 m

Tripulação: 2 +12 soldados equipados.

Armamento: Metralhadora FN Mag cal 7,62X51 mm, um lançador automático de granadas LAG-40 de 40 mm, ou uma metralhadora M-2HB cal .50 (12,7 mm)

Trincheira: 2 m

Inclinação frontal: 60º

Inclinação lateral: 30º

Obstáculo vertical: 0,60 m

Passagem de vau: Anfíbio.

DESCRIÇÃO

O veículo blindado Piranha, da Mowag suíça, representa uma das mais bem sucedidas famílias de veículos blindados multifuncionais do ocidente tendo sido entregues cerca de 8000 unidades em suas diversas versões. Seu projeto data do final dos anos 60 e seu primeiro protótipo ficou pronto em 1972. O projeto foi feito sem apoio do governo, ou seja, com dinheiro da própria MOWAG, o que não costuma ser comum nesse segmento de sistema de armas. Suas quatro gerações (já existe uma quinta em desenvolvimento), em suas muitas versões têm se mostrado com grande capacidade de se adaptar nas mais diferentes missões como o simples transporte de tropas, ao combate direto como caça tanques através da sua ultima versão, a M-1128 do Exercito dos Estados Unidos.

A terceira geração deste blindado, conhecida como Piranha III, é o foco deste artigo, pois o corpo de fuzileiros navais do Brasil usa este excelente carro blindado.

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Acima: O Piranha III é um dos mais populares veículos de transporte de tropas de todo o mundo. Nessa foto um exemplar do exército romeno.

Atualmente a Mowag faz parte da General Dynamics European Land Combat Systems que fabrica e desenvolve o Piranha III, que também é conhecido como LAV-III e pode ser encontrado nas configurações 6X6, 8X8 e 10X10.

O exercito dos Estados Unidos usa uma versão do Piranha III chamada localmente de LAV-25 e que, também possui diversas versões especiais que o manterão em serviço por muitas décadas ainda. Certamente que muito das experiências de combate dos Estados Unidos nas guerras do Iraque e do Afeganistão, geraram conhecimentos para serem aplicados em soluções nas novas gerações do Piranha.

Acima: O LAV-25 é uma versão do Piranha III usada pelo exército canadense e pelos fuzileiros navais dos Estados Unidos. Seu armamento é pouco mais pesado que o Piranha IIIC padrão.

Acima: O LAV-25 é uma versão do Piranha III usada pelo exército canadense e pelos fuzileiros navais dos Estados Unidos. Seu armamento é pouco mais pesado que o Piranha IIIC padrão.

A modularidade deste veículo permite a instalação de diversos tipos de motorização para ir de encontro com as necessidades do cliente. Ao todo estão disponíveis, hoje, 5 motores, sendo eles:

– MTU 6V183 TE 22 com 400 hp a 2300 rpm (Alemão)

– Scania DSJ9 48A com 400 hp a 2300 rpm (sueco)

– Caterpillar 3126 com 400 hp a 2500 rpm (Estados Unidos) (usada pelo Brasil)

– Detroit Diesel 6V53TA com 350 hp a 2800 rpm (Estados Unidos)

– Cummins 6CTAA8-3 T350 com 350 hp a 2200 rpm (britânico)

Com qualquer um desses motores a transmissão é feita automaticamente. A suspensão hidropneumática e de ajuste individual para cada roda é conjugada com um sistema central de calibragem dos pneus (CTIS) permite mobilidade elevada em qualquer tipo de terreno. Os freios são do tipo ABS e a velocidade  máxima do Piranha III é de 100 km/h, sendo de 30 a 40 % mais rápida que a atingida pelos veículos sobre lagartas. Outra característica do Piranha III relacionado a sua mobilidade é a sua capacidade anfíbia, sendo que há dois lemes e duas hélices que permitem uma velocidade de navegação de 8 km/h.

Acima: O Exército dos Estados Unidos usa o 4466 unidades da família Stryker, outro derivado do Piranha III, para funções de transporte de tropas, comando, ambulância, reconhecimento entre outras.

Acima: O Exército dos Estados Unidos usa o 4466 unidades da família Stryker, outro derivado do Piranha III, para funções de transporte de tropas, comando, ambulância, reconhecimento entre outras.

A blindagem do Piranha III também é modular e por isso varia de resistência contra projéteis de armas leves, como fuzis 7,62X51 mm, passando por proteção contra munição .50 e podendo, ao extremo ser blindada contra granadas de 40 mm.  A necessidade dessas proteções será decidida por cada cliente. O assoalho é construído com proteção anti-minas. Há previsão para uso de filtros contra guerra QBN (Química, biológica e nuclear), que é típico nesse tipo de veículo de projeto mais recente.

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Acima: As viaturas “Piranha”, versão Comando, são inéditas na Marinha do Brasil. Cada veículo possui a capacidade de operação, no compartimento do Estado-Maior, de até seis redes em VHF, uma rede em HF e uma rede em VHF/UHF. Existe, ainda, uma unidade do equipamento rádio VHF destinada exclusivamente a prover o comando e controle entre os veículos. Estes equipamentos permitem que as viaturas operem de forma adequada com os meios navais e aeronavais e, se utilizadas simultaneamente, permite o emprego em um Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais de valor Brigada Anfíbia. Associada a esta capacidade, é possível utilizar a funcionalidade GPS, adquirida pela Marinha do Brasil, para a transmissão e a recepção de dados de localização de forma remota, características estas, essenciais para o emprego em um Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais. Os conjuntos adquiridos para esta versão fazem parte do projeto de revitalização do Sistema de Comunicações e suas primeiras unidades foram recebidas pelo Corpo de Fuzileiros Navais, em 2006. Além disso, o blindado possui um gerador de energia a diesel, totalmente integrado à viatura, que permite a operação de todos os equipamentos, sem a necessidade de manter o motor em funcionamento.

 

Mesa de trabalho e intercomunicadores da Viatura Comando

Mesa de trabalho e intercomunicadores da Viatura Comando

A versão para transporte de tropas com a configuração 8X8 pode transportar até 12 soldados totalmente equipados além da tripulação de 2 homens. As versões especiais, de reconhecimento, ambulância, e antitanque, transportam numero de soldados bem menor, devido as necessidades de transporte de munição e sistemas de miras e armamentos.

Piranha IIIC Socorro

Piranha IIIC Socorro

Piranha IIIC equipado com  lâmina anti-obstáculos (Straight Obstacles Blade – SOB). Foto Rafael Sayão

Piranha IIIC equipado com lâmina anti-obstáculos (Straight Obstacles Blade – SOB). Foto Rafael Sayão

Falando em armamentos, o piranha III pode ser equipado com metralhadoras calibre 7,62X51 mm de diversos modelos, metralhadoras M-2HB .50 (12,7 mm), lançadores automáticos de granadas como o LAG-40, em calibre 40 mm, da empresa Santa Barbara espanhola ou outros modelos como o General Dynamics MK-19 norte americano.  Uma torre com um canhão automático M-242 de 25 mm, do tipo Chain Gun, fabricado pela Bushmaster dos Estados Unidos, pode ser instalada. Os Piranhas III norte americanos, conhecidos como LAV-25 usam esta torre. Este canhão possui uma cadencia de tiro de 200 tiros por minuto. Uma versão do Piranha norte americano chamado de M1128 MGS (Mobile Gun System)  pode ser equipado com um canhão de carregamento automático M-68 A2 de 105 mm. Podem, ainda, ser transportado no Piranha, morteiros de 81 mm e lançadores de mísseis anticarro de diversos tipos.

 

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Acima: O M-1128 MGS (Mobile Guns System) é a versão com amamento mais pesado do Piranha III desenvolvido pela General Dynamics Canadá para o exército dos Estados Unidos (US Army). Seu canhão M-68A2 de 105 mm tem carregamento automático.

Acima: O M-1128 MGS (Mobile Guns System) é a versão com amamento mais pesado do Piranha III desenvolvido pela General Dynamics Canadá para o exército dos Estados Unidos (US Army). Seu canhão M-68A2 de 105 mm tem carregamento automático.

Viatura Piranha IIIC equipada com o reparo REMAX (Reparo de metralhadora automatizada X)

Viatura Piranha IIIC equipada com o reparo REMAX (Reparo de metralhadora automatizada X)

No Brasil o Piranha III foi testado pelo exercito brasileiro no centro de avaliação do exercito quando a Mowag trouxe por sua conta e risco um veiculo desses sabendo da necessidade do Exercito Brasileiro de um substituto para o URUTU. Porém foi a Marinha do Brasil, através do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) que colocou uma primeira encomenda do Piranha III C devido as deficiências do URUTU na missão de paz no Haiti comandada pelo Brasil. A marinha adquiriu, inicialmente 7 unidades, sendo 6 delas do tipo APC (transporte de tropas) e uma de socorro e no final de 2007 foi assinado um novo contrato de fornecimento de mais 5 unidades configuradas como APC. Os piranhas III C dos fuzileiros do Brasil transportam 8 soldados totalmente equipados mais a tripulação de 3 homens. Hoje o corpo de fuzileiros navais do Brasil operam 30 unidades do Piranha III.

Ação no Vidigal Novembro 2011. Viatura Blindada Sobre Rodas 8x8 Piranha IIIC, avança nas estreitas e sinuosas ruas do Vidigal Foto - Wilson Guimarães Moreira via Defesanet

Ação no Vidigal Novembro 2011. Viatura Blindada Sobre Rodas 8×8 Piranha IIIC, avança nas estreitas e sinuosas ruas do Vidigal Foto – Wilson Guimarães Moreira via Defesanet

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Abaixo temos dois videos publicados pelo site Defesanet onde mostra um pouco da operação do Piranha IIIC no HAITI.

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Fontes: Texto e Fotos ( Legendas em azul) WARFARE (Titulo original: MOWAG PIRANHA III. O sucesso suiço para apoio da infantaria.)

Fotos, legendas (em laranja) e videos sugestão Plano Brasil.

3 Comments

  1. Pingback: ADSUMUS: Viatura Blindada Especial Sobre Rodas (VtrBldEspSR) 8×8 Piranha IIIC. | DFNS.net em Português

  2. Bom sr: Ghost li esta matéria concordo com esse veículo blindado e suas varias versões mundo afora talvez comprovando sua utilidade , e talvez confiabilidade, mas gostaria que o veículo Guarani pudesse ser utilizado mesmo na sua versão atual 6×6 , O exército ia desenvolver uma nova família de blindados 8×8 talvez estilo guarani , mas com vários cortes orçamentários essa ideia ficara somente no papel .

  3. carlos alberto soares says:

    Caro Roberto Lopes, suas considerações:
    https://www.youtube.com/watch?v=1wwUTEkRano

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