Defesa & Geopolítica

Acordo de salvaguardas tecnológicas é necessário para abertura do CLA ao mercado global

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Primeiro acordo deve ocorrer com os Estados Unidos

Nesta sexta-feira (14), o Presidente da Comissão de Coordenação de Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE), Major-Brigadeiro do Ar Luiz Fernando de Aguiar, visitou o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, e ressaltou a importância do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), em termos de desenvolvimento para o país e geração de recursos. A explanação ocorreu durante apresentação do CLA a veículos de imprensa nacionais e internacionais.

Segundo a Estratégia Nacional de Defesa, a Força Aérea Brasileira (FAB) é responsável pelo desenvolvimento de projetos no Setor Aeroespacial, assim como a operação e o monitoramento de satélites. “O que propomos é um plano aeroespacial de alto nível, um programa brasileiro feito por brasileiros. Isto não é um programa de governo, mas de nação”, ressaltou o Major-Brigadeiro Aguiar.

De Acordo com o Presidente da CCISE, foi criado grupo técnico com a atribuição de tratar a viabilidade de acordos de salvaguardas tecnológicas com estados estrangeiros, como forma de potencializar as ações de fortalecimento do Programa Espacial Brasileiro. “O Brasil pretende fechar um acordo de salvaguardas tecnológicas com os Estados Unidos que pode viabilizar  para a utilização comercial do CLA até o próximo ano. Os EUA dominam plenamente a área de espaço e queremos começar com boas parcerias”, disse.

O oficial-general ainda abordou a criação da empresa pública Alada. “A Alada destina-se a explorar atividades relacionadas ao desenvolvimento de projetos e equipamentos aeroespaciais, além da exploração econômica da infraestrutura e das navegações aeroespaciais, de forma direta e indireta”, disse.

CLA – Até hoje, ao todo, 490 veículos foram lançados pelo Centro de Lançamento de Alcântara, em um total de 101 operações. Alguns dos lançamentos são da família de foguetes suborbitais VS-30, VS-40 e VSB-30. Os veículos tiveram testes iniciais no CLA e já foram lançados em mais de 20 operações na Austrália, Noruega e Suécia, frutos de acordos de cooperação entre o Brasil e a Agência Espacial Europeia (ESA).

Segundo o Diretor do CLA, Coronel Engenheiro Luciano Valentim Rechiuti, desde 2009, são realizadas periodicamente operações de lançamento de Foguetes de Treinamento Básico e Foguetes de Treinamento Intermediário. “Nesse período ocorreram operações em atendimento ao Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), como a Operação Maracati II, em 2010, a Operação Salina e Operação Iguaíba, em 2012, a Operação Raposa, em 2014, a Operação São Lourenço, em 2015, e a Operação Rio Verde, em 2016”, listou.

Ele explica que, além de testar dispositivos e equipamentos de segurança, que passam a ser incorporados aos projetos de engenhos aeroespaciais em desenvolvimento no Brasil, as operações também mantêm as equipes preparadas para operações cada vez mais complexas.

 

Fonte: FAB

5 Comments

  1. Ferreira Junior says:

    Uma coisa é o “ACORDO DE SALVAGUARDAS” a outra bem diferente é membros de potência estrangeira de forma permanente e sem acesso por brasileiros a locais dentro do território nacional.

  2. César Pereira says:

    “O que propomos é um plano aeroespacial de alto nível, um programa brasileiro feito por brasileiros. Isto não é um programa de governo, mas de nação”, ressaltou o Major-Brigadeiro Aguiar.

    Espero que os fatos se deem de acordo com as palavras do Major-Brigadeiro Aguiar, sem pegadinhas e ”ajustes” !

  3. Parece que aos pouco vamos voltando a realidade depois de 33 anos de sonolência…

  4. Estou sentindo falta dos tais “monarquistas” por aqui depois que o Príncipe da Casa de Orleans e Bragança afiançou apoio INCONDICIONAL ao MITO… 🙂

  5. esses MILICOS brasileiros estao dando e arreganhando pros americanos,oh, racinha de entreguistas.

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