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Plano Brasil/MD/FAB/EMBRAER/Análise: “Força Aérea Brasileira (FAB) incorpora a sua primeira aeronave de transporte multimissão KC 390”

NOTA DO PLANO BRASIL, por Gérsio Mutti: Plano Brasil/MD/FAB/EMBRAER/Análise: Força Aérea Brasileira (FAB) incorpora a sua primeira aeronave de transporte multimissão KC 390.

 

“A incorporação do KC-390 na Força Aérea Brasileira é um marco na aviação militar. Sua modernidade trará uma implementação e aperfeiçoamento na doutrina de emprego desse vetor multimissão, contribuindo sobremaneira para o cumprimento da missão de controlar, defender e integrar os 22 milhões de quilômetros quadrados sob nossa responsabilidade”. Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez.

 

“A entrada em serviço do KC-390 na FAB representa um marco importante para o programa e certamente aumentará o crescente interesse internacional por essa aeronave, consolidando o caminho para novas vendas”. Jackson Schneider, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança.

 

[embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=DPJtgVemPnY[/embedyt]

 

FAB: KC-390 – O FUTURO É AGORA

 

 

FAB recebe novo avião militar KC-390

Aeronave é a maior fabricada no Hemisfério Sul

 

 

Publicado em 04/09/2019 – 13:15

 

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil, Anápolis

 

A Força Aérea Brasileira (FAB) recebeu hoje (4), oficialmente, sua mais nova aeronave militar, o KC-390, fabricado no país em parceria com a Empresa Brasileira de Aeronáutica SA (Embraer). A cerimônia de entrega do avião ocorreu na Ala 2 da Base Aérea de Anápolis, em Goiás, e contou com a participação do presidente da República, Jair Bolsonaro, do ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e de comandantes das Forças Armadas, além de diversas autoridades, incluindo o governador de Goiás, Ronaldo Caiado e parlamentares.

 

Ao discursar durante a cerimônia, Bolsonaro falou em soberania e voltou a criticar declarações de líderes estrangeiros sobre o hipotético estabelecimento de uma governança internacional sobre a Amazônia, como chegou a ser sugerido pelo presidente da França, Emannuel Macron. “O Brasil é um país pacífico, mas não pode continuar, nem continuará sendo passivo a esse tipo de agressão. A Amazônia brasileira é nossa”, disse.

 

Para o presidente, a repercussão internacional de notícias dos incêndios na Floresta Amazônica, que têm sido objeto de declarações de organismos internacionais e de presidentes de outros países, também serviu para unificar a população brasileira em torno do sentimento de patriotismo. “Isso que aconteceu nos últimos dias foi muito bom para despertar o patriotismo entre nós”, acrescentou.

 

O KC-390 é o maior avião militar desenvolvido e fabricado no Hemisfério Sul. Segundo a FAB, a aeronave tem condições de realizar todo tipo de operação de transporte como o de paraquedistas e tropas militares e de lançamento de cargas, além de missões de reabastecimento em voo, evacuação aeromédica, socorro humanitário, busca e resgate e combate a incêndios. A aeronave tem ainda capacidade de operar em pistas não pavimentadas ou danificadas e em praticamente qualquer parte do planeta, incluindo a Antártida e regiões de floresta, como a Amazônia.

 

As primeiras unidades da aeronave multimissão ficarão sediadas na Ala 2 da Base Aérea de Anápolis. Em 2014, o governo brasileiro adquiriu 28 aviões KC-390, que vão substituir, de forma paulatina, o cargueiro C-130 Hércules. A Embraer não informa o custo unitário da nova aeronave, porque o valor final varia conforme a customização exigida pelo clientes. O governo de Portugal também fechou contrato para a compra de 5 unidades do KC-390.

 

Em seu discurso, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, disse que a entrega da aeronave consolida uma posição importante do Brasil no mercado internacional de veículos militares.

 

“A entrega do avião, além de representar significativo incremento na capacidade operacional da Força Aérea, representa um potencial para a ampliação da participação brasileira no mercado internacional de defesa, possibilitando inegável contribuição para a economia do país. No mês passado, como já foi anunciado, Portugal formalizou a encomenda de seis aviões KC-390, abrindo as portas da Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte] para essas aeronaves. Além disso, a recente posição do Brasil, como aliado preferencial extra-Otan, amplia mais as possibilidades”, afirmou o ministro.

 

Tecnologia

 

De acordo com a FAB, o KC-390 é o único da sua categoria que conta com sistema de comando de voo por impulsos elétricos (fly-by-wire, em inglês), que controla eletronicamente o comportamento da aeronave durante o voo, garantindo mais precisão nas manobras e reduzindo a carga de trabalho da tripulação.

 

O novo modelo da FAB tem 35,2 metros de comprimento, 35,05 de envergadura e 11,84 de altura. Com capacidade de carga de até 26 toneladas, o avião pode transportar armamento pesado, como lança-foguetes, veículos blindados de combate e até helicópteros. O avião também tem autonomia para percorrer uma distância de 6 mil quilômetros sem reabastecer, podendo atingir velocidade máxima de 870 km/h e atingir até 11 mil metros de altura, graças à configuração com dois motores Turbofan Aero Engines V2500, de última geração.

 

Fonte: Agência Brasil (EBC) ( http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2019-09/fab-recebe-novo-aviao-militar-kc-390 )

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Artigos Exclusivos do Plano Brasil Defesa Sistemas Navais

Itaguaí Construções Navais comemora dez anos com avanços no PROSUB

Próximo passo será a integração do submarino Humaitá

 

 

Rio de Janeiro, 21 de agosto de 2019 – A Itaguaí Construções Navais comemorou hoje, 21/08, os dez anos de criação da empresa, que é responsável por executar o PROSUB, o Programa de Desenvolvimento de Submarinos da Marinha do Brasil. A data marca uma década da assinatura do estatuto da ICN, formada pelos sócios Naval Group e OEC (Odebrecht Engenharia e Construção). A comemoração ocorreu nas instalações do estaleiro, localizado em Itaguaí (RJ), com a presença dos dois mil integrantes, além de representantes da Marinha do Brasil e da ICN.

O PROSUB prevê a fabricação simultânea de quatros submarinos convencionais, os mais modernos do mundo nesta categoria, e do primeiro submarino com propulsão nuclear da América Latina, que alçará o Brasil ao grupo de apenas seis países que detêm essa tecnologia. Em outubro deste ano ocorrerá a integração do segundo submarino convencional, o Humaitá. Em dezembro de 2018, a primeira embarcação do programa, o submarino Riachuelo, foi lançado ao mar e iniciado os testes de comissionamento dos equipamentos.

Durante a solenidade de hoje, o presidente da ICN, André Portalis, enfatizou que o grande mérito do trabalho destes dez anos foi a capacitação técnica, a evolução contínua da empresa e o apoio da recebido da Marinha do Brasil:

 

– Somos orgulhosos do êxito alcançado, sobretudo, com a integração de equipes, com o programa de transferência de tecnologia e o estímulo permanente recebido da Marinha brasileira, da qual somos uma ferramenta industrial e é a nossa razão de existir. Nosso projeto já atingiu vários marcos importantes desde 2013, quando iniciamos a operação na fábrica da UFEM (Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas) até o lançamento do submarino Riachuelo, no final do ano passado.

A UFEM é o complexo fabril, com 45 edificações e 57 mil metros quadrados, construído para abrigar a fábrica de componentes dos submarinos do PROSUB. Além da área administrativa, a UFEM também é composta por um prédio principal, com diversas oficinas e o almoxarifado. A Unidade foi inaugurada em março de 2013.  

O engenheiro Pedro Moreira, diretor de contrato do Estaleiro e da Base Naval (EBN), espaço do complexo ICN onde os submarinos são construídos, e representante do sócio OEC, lembrou que a ICN se tornou um polo de desenvolvimento tecnológico do País.

– Os nossos integrantes desenvolveram competências técnicas que não estavam disponíveis. Esse é um dos grandes méritos do PROSUB para o desenvolvimento econômico do Brasil e reafirma a enorme capacidade da engenharia nacional.

O contra-almirante Celso Koga, gerente da Coordenadoria-Geral do Programa de Desenvolvimento de Submarino com Propulsão Nuclear, lembrou como eram grandes os desafios de dez anos atrás:  

– Criar a ICN, uma empresa privada para construir os nossos submarinos, não se mostrava um projeto o simples. Mas a companhia se mostrou resiliente e capacitou sua mão de obra nas mais diferentes áreas. Estamos no caminho certo para alcançar nosso objetivo maior que é a construção do Álvaro Alberto, o primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear.

Durante a cerimônia, o contra-almirante Paulo Demby, chefe de Relações Institucionais e Comunicação da Diretoria Geral Nuclear e Tecnológica da Marinha, lembrou que, além de estratégico para o País, o PROSUB estimulou o desenvolvimento de toda a região sul do Rio de Janeiro, onde está a ICN está instalada.

– Uma notória região deteriorada da Baía de Sepetiba se transformou em um moderno estaleiro, com espaços com tecnologia de ponta da indústria naval mundial, como o simulador e o ship lift (rampa de lançamento dos submarinos).   

 

Transferência de tecnologia

 

O PROSUB gerou o desenvolvimento de toda cadeia produtiva no País, a partir do programa de transferência de tecnologia militar entre a França e o Brasil, ajudando a impulsionar a indústria naval de defesa, a capacitar o mercado de trabalho nacional e a gerar milhares de empregos com alta especialização técnica. Mais de 100 empresas nacionais atuam como fornecedoras de tecnologia e produtos para o desenvolvimento dos submarinos e das obras. Cerca de 90% de todos os equipamentos usados no Estaleiro Base Naval são adquiridos de empresas instaladas no Brasil. As obras, sob responsabilidade da OEC, também estimularam o desenvolvimento de novos equipamentos, feitos sob medida para o desafio lançado pelo programa.

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Braço Forte Brasil

2ª BATERIA DE ARTILHARIA ANTIAÉREA INAUGURA SALA E SIMULADOR DO MÍSSIL DE BAIXA ALTURA TELECOMANDADO RBS 70

Sant’Ana do Livramento (RS) – Um dos eventos mais esperados pelos militares da 2ª Bateria de Artilharia Antiaérea (2ª Bia AAAe) e pela Comunidade da “Fronteira da Paz” tornou-se realidade no dia 31 de maio, com a Inauguração da Sala e Simulador do Míssil de Baixa Altura Telecomandado RBS 70.

O evento contou com as presenças do General de Brigada Amadeu Martins Marto, Comandante da Artilharia Divisionária da 3ª Divisão de Exército; e do General de Brigada Carlos Augusto Ramires Teixeira, Comandante da 3ª Brigada de Cavalaria Mecanizada; além de autoridades civis e militares do Brasil e do Uruguai.

No primeiro momento, o Comandante da 2ª Bia AAAe, Major Andrei Daniel Ferraz Silva, ministrou uma palestra aos convidados sobre as potencialidades do novo material de emprego militar, o salto operacional da unidade e o Programa Estratégico do Exército Defesa Antiaérea.

Em seguida, o Major Ferraz, junto ao General Marto e ao General Ramires, realizaram o descerramento da Placa de Inauguração da Sala e Simulador do Míssil RBS 70, e foi realizada uma demonstração do novo equipamento da organização militar.

Encerrando o evento, os convidados prestigiaram a solenidade militar sobre o recebimento oficial do referido material. Em suas palavras, os oficiais-generais ressaltaram a importância do emprego da tecnologia e da capacitação dos recursos humanos da Unidade, bem como suas novas capacidades para cumprir suas missões de defesa antiaérea.

 

 

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Aviação Defesa Traduções-Plano Brasil

Força Aérea Tcheca adquirirá helicopteros Bell UH-1Y e AH-1Z

Tradução e adaptação-E.M.Pinto

A Força Aérea Tcheca adquirirá oito utilitários UH-1Y Venom e quatro helicópteros de combate AH-1Z Viper O contrato de US $ 625 milhões deverá ser concluído até o final do ano.

O primeiro-ministro tcheco, Andrej Babiš, anunciou em 22 de agosto que a Força Aérea Tcheca adquirirá 12 novos helicópteros dos Estados Unidos. A República Tcheca selecionou o programa Bell Helicopter  como vencedor e vai adquirir oito utilitários UH-1Y Venom e quatro helicópteros de ataque AH-1Z Viper.

Superando a oferta da Lockheed Martin Sikorsky UH-60M. O contrato intergovernamental, estimado em US $ 625 milhões não considera o imposto sobre valor agregado, e deve ser aprovado pelo Ministério da Defesa da República Tcheca (MoD) e pelo governo nos próximos meses. A Força Aérea Tcheca pretende operar todos os 12 helicópteros a partir de 2023.

“O sistema H-1 (combinação de helicópteros Venom e Viper) oferece tudo o que solicitamos”, disse o general Aleš Opata, chefe do estado-maior geral das forças armadas da República Tcheca. Os novos helicópteros serão usados ​​para apoio ao combate, transporte de tropas e evacuação médica. “Gostaríamos de concluir o contrato até o final do ano”, disse o ministro da Defesa tcheco, Lubomír Metnar. A República Tcheca será o primeiro país da Europa Central e Oriental a operar helicópteros UH-1Y e AH-1Z.

Os helicópteros serão armados com mísseis AGM-114 Hellfire e canhões M197 20 mm. A oferta dos EUA prevê cooperação com a indústria de defesa Tcheca. Várias empresas estão interessadas no contrato, incluindo Aero Vodochody, Ray Service e LOM Praha.

Fonte: Janes

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Aviação Defesa Traduções-Plano Brasil

Egito assina acordo de US $ 2 bilhões para a compra de 50 caças russos

Egito assina acordo de US $ 2 bilhões para 50 caças da Rússia

 

 

Tradução-E.M.Pinto

 

A Força Aérea Egípcia assinou um acordo militar para compra 50 aviões combate MiG-35 da Rússia. O acordo de US $ 2 bilhões, é o maior da era pós-soviética, e supera o que foi assinado entre o Cairo e Moscou em abril de 2015.

O primeiro acordo previa a entrega até 2020 de  24 caças MiG-29M da Rússia. O novo acordo prevê a adoção de uma aeronave bem mais moderna e atualizada, o MiG-35 é uma aeronave oriunda de um projeto de revisão completa do MiG-29 básico. A aeronave possui uma capacidade multifuncional mais robusta, com uso aprimorado de armas de alta precisão ar-ar e ar-solo. Além disso, ele possui um alcance de combate aumentado devido a um aumento em sua capacidade interna de combustível.

A cooperação mútua entre os dois países foi potencializada após a posse de Al-Sisi em junho de 2014, particularmente no nível de apoio militar, no entanto, as relações se deterioraram depois que um avião de passageiros russo caiu sobre a península do Sinai em outubro de 2015. A retomada do tráfego aéreo russo na capital egípcia do Cairo no ano passado teve um papel significativo na mitigação das relações entre os dois países.

Fonte: Midle East Monitor

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Aviação Negócios e serviços Tecnologia Traduções-Plano Brasil

Primeiro helicóptero Mi-38 de série é apresentado na MAKS-2019

Tradução e adaptação-E.M.Pinto

A Russian Helicopters Holding Company (membro da Rostec State Corporation) apresentou o primeiro helicóptero Mi-38 de produção na MAKS-2019.

O  Mi-38 fabricado pela fábrica de helicópteros de Kazan foi apresentado em uma exposição estática. A aeronave também participará do programa de voo que faz parte do show aéreo, realizando um voo com outras aeronaves civis fabricadas pela Russian Helicopters.

Os protótipos de pré-produção do Mi-38 haviam sido demonstrados anteriormente na MAKS. Eles participaram do programa de teste de voo de certificação. Além disso, o helicóptero de transporte militar Mi-38T baseado no helicóptero civil certificado Mi-38 participa do programa de voo da exposição pela primeira vez.

Várias mudanças no design do helicóptero Mi-38 foram feitas: Dentre elas, melhorias aerodinâmicas na fuselagem e na unidade de propulsão,  rotor principal e nas pás. Os motores  por exemplo estão colocados “atrás” da transmissão principal do rotor, em vez de sua colocação tradicional na frente a ele. Isso permitiu a redução da resistência aerodinâmica e do nível de ruído no cockpit, além de aumentar a segurança da aeronave.

“O Mi-38 é uma nova conquista na indústria russa de helicópteros. Devido ao seu desempenho, relação custo-benefício, alcance de vôo e capacidade de transporte de carga, esse helicóptero é extremamente interessante em termos de operação comercial e para clientes militares. Atualmente, testes de certificação de o helicóptero Mi-38 com uma cabine altamente confortável foi concluído e estamos prontos para começar a fornecer essas aeronaves: estamos conduzindo negociações com uma empresa de leasing agora “, disse o diretor geral da holding russa de helicópteros Andrey Boginsky.

Uma versão para passageiros do Mi-38 pode acomodar até 30 passageiros em capacidade total e há uma versão VIP proposta para oito passageiros. O alcance do voo do novo helicóptero é de até 1.300 km (com tanques de combustível adicionais). O Mi-38, cujo peso máximo de decolagem é de 15,6 toneladas, pode transportar cinco toneladas de carga útil a bordo ou içadas externamente.

A aeronave pode ser operada em uma ampla variedade de condições climáticas, incluindo climas marítimos, tropicais e frios. Devido a soluções técnicas exclusivas, o Mi-38 é superior a outros helicópteros de sua classe em capacidade de levantamento de peso, capacidade de passageiros e uma das principais características de desempenho da aeronave é a capacidade de voo em clima seco, frio e em elevadas altitudes.

Fonte: Ruaviation

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Aviação Defesa Traduções-Plano Brasil

Mi-28NM irá aumentar a velocidade devido a novas lâminas

Tradução e adaptação- E.M.Pinto

O mais recente helicóptero de ataque Mi-28NM “Night Hunter” receberá um sistema de pás de rotor modernizado e mais avançado. Como resultado, a velocidade da aeronave  aumentará em 10 a 20 km/h, melhorando  o desempenho básico do vôo.

As aeronaves possuem melhoramentos nos sistemas automáticos de controle de voo da aeronave além de ser muitas vezes mais letal do que a versão anterior devido aos novos sistemas em estado de arte e capacidade de comandar o ataque de drones contra alvos em todo o campo de batalha.
Para aumentar a capacidade destrutiva, a aeronave faz uso do novo sistema de mísseis Chrysanthemum, que possui um sistema de controle eletrônico, e permite a destruição de carros com proteção de blindagem de até 1200 mm a uma distância de até seis quilômetros em quaisquer condições.
Além desta arma, Um míssil com alcance de até 25 quilometros também foi desenvolvido para o Mi-28NM.

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drone de combate "Caçador" terá desenvolvimento acelerado por conta dos avanços no programa PAK FA

E.M.Pinto
 
Segundo o Ministério da Defesa da Rússia,  o drone de combate Su-70 “Caçador”, possui exímia capacidade furtiva superior ao próprio Su-57. A aeronave produzida em formato de “asa voadora” e dificilmente perceptível para radares, é projetado tanto para operação autônomas quanto para operações em conjunto com o futuro bombardeiro PAK-DA ou mesmo com os caças  Su-57.
O MD russo reportou que muitas tecnologias do Su-70 já estão desenvolvidas e que seu programa será bem curto, uma vez que muitas de suas tecnologias são herdadas dos desenvolvimentos para o caça de 5G que estão em fase final de testes de seus protótipos.
Em nota o MD russo afirma que dentre outras funções, o drone explorará por exemplo a localização das instalações de defesa aérea inimigas e as destruirá ao comando de um piloto de caça.
O caçador possui uma exímia capacidade de carga, inigualável a qualquer modelo já desenvolvido no mundo, com uma massa total de cerca de 24 toneladas o Caçador poderá transportar em baias internas, cerca de 8 toneladas de armamentos para as mais diferentes missões, SEAD, CAS, CAP e interceptação. 

 

Quando foi apresentado ao público o Su-70 “caçador” exibia as tubeiras traseiras dos seus motores que despertaram nos articulistas de defesa os questionamentos sobre suas capacidades furtivas. Entretanto, o drone equipado com uma variante dos motores AL-31F foi apresentado  na MAKS 2019 com um bocal plano oq ue deve reduzir significamente  a visibilidade  nas faixas de infravermelho.

Imagens Michael Jerdev

Melhorias aerodinâmicas são esperadas para serem  introduzidos num futuro próximo, em uma das etapas da produção em massa.

 

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Defesa Sistemas Navais Traduções-Plano Brasil

França prepara oferta de submarinos nucleares para a Índia

Tradução e Adaptação- E.M.Pinto

A França está buscando inovar no avanço de sua parceria estratégica com a Índia, colocando, pela primeira vez, submarinos de ataque com propulsão nuclear (SSN) em oferta. 

Fontes próximas à agenda do encontro entre o primeiro-ministro Narendra Modi e o presidente francês Emanuel Macron, marcada para 22 de agosto à noite em Paris antes da cúpula do G-7, revelaram que os franceses também devem oferecer 36 caças Rafale e torpedos para os submarinos Scorpene da Marinha Indiana em acordos Governo-a-Governo.

A Índia tem um programa ambicioso para construir seis submarinos de ataque movidos a energia nuclear a um custo aproximado de mais de 100.000 Crore. Os franceses provavelmente oferecerão parcerias para projetar e construir esses submarinos na Índia. O Grupo Naval da França está atualmente construindo os SSNs da classe Barracuda para a Marinha Francesa. 

Até agora, os únicos dois SSNs operados pela Índia foram adquiridos em locação da Rússia. A Marinha Indiana está operando atualmente um submarino da classe Akula, o INS Chakra. Também está adquirindo um segundo submarino na mesma classe em locação. Com longa resistência sob o mar, esses navios são poderosos instrumentos de negação do mar aos adversários. 
Um grande impulso também deve ser dado à oferta de mais 36 caças Rafale para a Força Aérea Indiana. O pedido de 2016 para o primeiro lote de 36 Rafales de aquisição emergencial a um custo de € 7,87 bilhões  tornou-se politicamente contestado. A Índia, entretanto, anunciou um novo programa para adquirir 114 aeronaves de caça multi-funções (MRFA) no âmbito do modelo de parceria estratégica. 
A resposta indiana à oferta francesa de um segundo lote de 36 caças Rafale da prateleira será observada de perto. O Rafale também deve competir na competição MRFA da Índia por atender a uma exigência maior. 
Contra uma exigência de 42 esquadrões de caça, a força está reduzida a 32, com vários outros esquadrões de aeronaves antigas da era  soviéticas prontas para o descomissionamento em um futuro próximo. 
Relatórios indicaram que a oferta francesa para o segundo lote de Rafales de prateleira na mesma configuração que os da ordem anterior seria significativamente mais barata, porque o custo dos aprimoramentos específicos da Índia e a instalação de infraestrutura de manutenção na Índia não necessitaria ser implantado novamente.
Enquanto isso, o Ministro da Defesa Rajnath Singh e o Chefe do Marechal da Aeronáutica, BS Dhanoa, devem viajar para a França em 19 de setembro para aceitar a primeira entrega do Rafale da ordem de 2016. A empresa francesa Dassault está sob contrato para fornecer todos os 36 caças até 2022.
A Índia busca torpedos  pesados para os 6 sob submarinos Scorpene, depois que o torpedo Black Shark, que havia sido listado anteriormente, ficou indisponível devido à lista negra do Grupo Finmeccanica / Leonardo que foi punida após o escândalo dos helicópteros da Agusta Westland. O Black Shark é fornecido pela WASS, uma empresa do grupo Leonardo. O governo francês está agora apoiando a oferta do Grupo Naval, o OEM do Scorpene, pelos  os torpedos F21.

 

Fonte:Defencenews

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Defesa Negócios e serviços Traduções-Plano Brasil

Turquia deseja expandir as relações no setor de defesa com a rússia

ZHUKOVSKY, 27 de agosto / TASS /. A Turquia está interessada na produção de material de defesa conjuntamente com a Rússia. Isto inclui a produção de caças, foi o que disse o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, sobre os resultados das conversações com seu colega russo Vladimir Putin nos bastidores do MAKS Air Show de 2019.

“Um dos principais passos nas relações com a Rússia é a produção conjunta [de sistemas de defesa antimísseis S-400], houve muitos rumores sobre isso, não lhes demos atenção alguma”, disse ele. “Gostaríamos de aplicar nossa solidariedade nesta área em outras esferas da indústria de defesa. Isso também pode se aplicar a aeronaves militares.”

O presidente russo, Vladimir Putin, disse aos repórteres sobre os resultados das negociações com Erdogan que eles discutiram a produção conjunta de equipamentos militares russos.

 “Nós discutimos a cooperação no programa Su-35 e até o possível trabalho no novo jato Su-57”, observou o líder russo. “Temos muitas oportunidades; demonstramos novos sistemas de armas e novos sistemas de guerra eletrônica”.

Em setembro de 2017, a Rússia informou sobre um contrato assinado com a Turquia para a compra de sistemas de defesa antimísseis russos S-400 no valor de US $ 2,5 bilhões. O contrato inclui a transferência parcial da tecnologia de produção para os turcos. O primeiro lote de sistemas S-400 foi entregue à Turquia de 12 de julho a 25 de julho.
 

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Comandos Navais franceses com fuzis CETME

Wolfgang Riess, um dos Comandos que usou estes CETMEs – mais tarde ele foi trabalhar como técnico de armas da H&K. Esta história vem de suas anotações.

 

Por Ian McCollum 
 
Tradução Filipe do A. Monteiro.
 

Eu estava lendo sobre os primeiros fuzis com retardo do recuo por roletes (no livro requintadamente técnico e detalhado de Blake Stevens, Full Circle: A Treatise on Roller Locking /Círculo Completo: Um Tratado sobre Trancamento por Roletes) e me deparei com essa história muito legal, que eu queria compartilhar…

A Espanha adotou formalmente o CETME Modelo B em 1958. Era mecanicamente praticamente a mesma arma que conhecemos hoje como o CETME-C ou G3, mas que ainda calibrado para o cartucho 7,62 NATO-CETME. Esta foi uma resposta espanhola aos requisitos de cartuchos da OTAN – era dimensionalmente idêntica 7,62 mm OTAN, mas disparou um projétil de 125 grãos a 2300 fps, em vez dos 143gr a 2790fps do padrão da OTAN. Os espanhóis viram que o cartucho padrão era muito potente para ser eficaz em um fuzil de tiro seletivo, e a carga reduzida foi desenvolvida para reduzir o recuo a um nível manejável. Isso foi feito apenas por alguns anos, até que eles se renderam e adotaram o Modelo C em 1964 usando munição padrão. O CETME-B ainda usaria a munição da OTAN, mas ela foi dura com as armas.

De qualquer forma, os franceses estavam ocupados lutando contra os rebeldes argelinos neste momento, e em março de 1961 um cargueiro dinamarquês chamado Margot Hansen foi visto por um avião de patrulha marítima francesa e parou na costa da Argélia. Durante a abordagem e inspeção, descobriu-se que o navio carregava 200 novos fuzis CETME-B e munição para eles, destinados (ilegalmente) aos grupos rebeldes da ANL e da FLN. As armas foram confiscadas, é claro, e colocadas em depósito no depósito naval francês em Mers El Kebir. Este depósito também possuía outras armas apreendidas, principalmente de origem alemã da Segunda Guerra Mundial – Kar 98k Mausers e fuzis de assalto StG-44. Quando os 200 CETMEs chegaram, rapidamente chamaram a atenção dos Comandos Navais Franceses que estavam estacionados no porto.

Os franceses na época usavam fuzis MAS 49/56, apenas semiautomáticos e com carregadores de 10 tiros. O poder de fogo automático suplementar era fornecido pelos fuzis-metralhadores Chatellerault 24/29, que possuíam carregadores redondos de 20 tiros (que ocasionalmente eram adaptadas a fuzis 49/56, mas essa é uma história diferente). Os Comandos Navais estavam muito interessados nesse novo fuzil, que parecia oferecer as capacidades de seus fuzis e FMs em um único pacote leve. Como eram uma unidade da Marinha Francesa e as armas foram apreendidas pela Marinha e armazenadas em um depósito da Marinha, os Comandos puderam requisitar as armas e munição apreendidas para seu próprio uso sem muita dificuldade.

Comandos Navais franceses testam seus fuzis CETME-B no Djibuti.

O único obstáculo que surgiu foi quando alguém notou que todos os fuzis estavam faltando os percussores. Por quê? Ninguém sabe ao certo, mas muito provavelmente porque os contrabandistas estavam planejando retê-los por segurança ou por um pagamento adicional. Também é possível que toda a configuração do contrabando fosse na verdade uma operação falsa que estava sendo executada pelo SDECE (Inteligência do Exército Francês), mas quaisquer registros que pudessem confirmar isso há muito tempo foram destruídos. De qualquer forma, os Navais não permitiram que uma questão menor, como percussores, os detivesse, e os operadores de máquinas dos depósitos fabricaram por engenharia reversa o projeto e fabricaram um grande número de substitutos. Eles nunca conseguiram acertar o material e o tratamento de calor, e seus percussores aparentemente tinham uma tendência de quebrar com frequência – então os Navais carregavam um monte de peças sobressalentes sempre que usavam as armas.

Outro obstáculo que surgiu foi que a munição apreendida acabou por ser um lixo. Ela foi feita apressadamente a partir de componentes enviados para serem sucateados, e dimensões como o comprimento total variaram substancialmente. Alguns cartuchos não tinham os furos das espoletas. As bases das espoletas variaram significativamente, e foram misturadas dentro de caixas. Os homens conseguiram obter munição de 7,62 mm fabricada na França e acabaram usando os fuzis CETME-B em operações de combate até fins de 1978. Um histórico bem-sucedido para um lote de fuzis espanhóis, por fim usado por décadas contra os próprios grupos que se destinava a ajudar!

Um grupo de comandos franceses relaxantdo durante sua campanha na Argélia. Dois estão armados com submetralhadoras MAT-49 e dois com fuzis CETME-B apreendidos.

Como as armas conseguiram sair do controle espanhol? Esta é uma boa pergunta. Elas teriam sido os armas de uso militar de primeira linha na época, não sendo as armas excedentes ou deixadas sem vigilância. No entanto, a CETME estava trabalhando ativamente com empresas holandesas e alemãs e organizações militares na época, e os carregamentos de fuzis poderiam ter sido legitimamente destinados a qualquer um desses países. Blake Stevens sugere que uma possibilidade para a fonte é que tal carregamento tenha sido desviado por um homem como o notório contrabandista de armas alemão Otto the Strange (Otto, o Estranho) – embora isso possa ser apenas especulação.

 

Fonte: https://www.forgottenweapons.com

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Plano Brasil/MB/CN/Turma ATAC/Análise: “Prêmio Anual 2019 do Clube Naval (CN), “Medalha Almirante Jaceguai”, conferido ao Comandante Costa Braga. Diga-se de passagem, reconhecimento mais do que merecido!”

NOTA DO PLANO BRASIL, por Gérsio Mutti: Plano Brasil (PB)/Marinha do Brasil (MB)/Clube Naval (CN)/Associação da Turma Aspirante Conde (ATAC)/Análise: “Prêmio Anual 2019 do Clube Naval (CN), “Medalha Almirante Jaceguai”, conferido ao Comandante Costa Braga. Diga-se de passagem, reconhecimento mais do que merecido!”

Tema para o “Concurso Prêmio Medalha Almirante Jaceguai 2019” do Clube Naval (CN): “PROJETO PILOTO DO SISTEMA DE GERENCIAMENTO DA AMAZÔNIA AZUL E A EVOLUÇÃO DAS CAPACIDADES DE DEFESAS NO MAR”.

Bravo Zulu (BZ) ao Comandante Costa Braga, e Bravo Zulu (BZ) a Associação da Turma Aspirante Conde (ATAC).

We are a team! That´s it!”

Senhores Comentaristas do Blog Plano Brasil (PB), com muita honra anuncio que o meu Colega e Amigo de Turma do Colégio Naval (CN) e da Escola Naval (EN) e integrante da Associação da Turma Aspirante Conde (ATAC) de Guardas-Marinha de 1976, o Capitão de Mar e Guerra do Corpo da Armada (Reserva Remunerada da Marinha – RRM), Claudio da Costa Braga, foi, merecidamente, laureado com a “MEDALHA ALMIRANTE JACEGUAI”.

O Comandante Costa Braga é Membro Titular do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil (IGHMB – http://www.ighmb.org.br/), onde ocupa a “Cadeira de Nº 76” (IGHMB – http://www.ighmb.org.br/IGHMBTitulares.pdf), que tem por Patrono o Almirante Barroso, [Francisco Manuel Barroso da Silva, Barão do Amazonas (Lisboa, 29 de setembro de 1804 – Montevidéu, 8 de agosto de 1882), (https://www.marinha.mil.br/dphdm/historia/almirante-barroso)].

O Comandante Costa Braga é um reconhecido analista militar naval da Marinha do Brasil (MB), e autor renomado dos seguintes livros e ensaios de História Militar Naval (HMN):

1) A GUERRA DA LAGOSTA (https://www.revistanavigator.com.br/navig2/rese/N2_rese2.pdf);

Sobre a temática deste livro a Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha (DPHDM – https://www.marinha.mil.br/dphdm/content/guerra-da-lagosta) diz o seguinte:

“Descrição:

196 páginas. Relato sobre a crise externa com a França no início da década de 1960. Episódio que teria levado o General Charles de Gaulle a dizer que “o Brasil não é um país sério”. Pesquisa realizada pela primeira vez com documentos secretos. Serviço de Documentação da Marinha (SDM), 2004.”

2) 1910 – O FIM DA CHIBATA: VÍTIMA OU ALGOZES? (https://www.skoob.com.br/1910-o-fim-da-chibata-365477ed411854.html);

Sobre a temática deste livro a Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha (DPHDM – https://www.marinha.mil.br/dphdm/o-fim-da-chibata) diz o seguinte:

“Descrição:

Edição do Autor, 2010, 435 páginas, ilustrado. Relato dos bastidores da Revolta dos Marinheiros, na cidade do Rio de Janeiro, na busca da abolição dos castigos corporais sofridos pelos Praças, a bordo dos navios de guerra da Marinha do Brasil.”

3) O ÚLTIMO BAILE DO IMPÉRIO, O BAILE DA ILHA FISCAL (https://www.revistanavigator.com.br/navig9/rese/N9_rese.pdf);

Sobre a temática deste livro a Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha (DPHDM – https://www.marinha.mil.br/dphdm/content/o-%C3%BAltimo-baile-do-imp%C3%A9rio) diz o seguinte:

“Descrição:

113 páginas, ilustrado. O livro apresenta os pormenores do baile oferecido pelo Governo brasileiro à oficialidade do Encouraçado chileno Almirante Cochrane em retribuição às homenagens prestadas no ano anterior ao Navio-Escola brasileiro Almirante Barroso quando de sua passagem pelo Chile: a escolha do local, a presença da família imperial, as roupas usadas, a decoração, o jantar, a ceia, as danças e os fatos marcantes ocorridos nos seus bastidores, que serviram de argumento para os republicanos que tramavam a queda da Monarquia. Serviço de Documentação da Marinha (SDM), 2007.”

4) EL ÚLTIMO BAILE DEL IMPÉRIO – EL BAILE DE LA ISLA FISCAL (edição em espanhol);

5) TAMANDARÉ NAS GUERRAS DA INDEPENDÊNCIA E CISPLATINA;

6) A ADMINISTRAÇÃO NAVAL DO PERÍODO DE 1889 ATÉ O INÍCIO DO GOVERNO PRUDENTE DE MORAES;

7) A IMPORTÂNCIA GEOPOLÍTICA DA ÁFRICA AUSTRAL PARA A ESTRATÉGIA NAVAL BRASILEIRA (trabalho acadêmico apresentado na forma de ensaio);

8) A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL – UMA VISÃO PORTUGUESA (trabalho acadêmico apresentado na forma de ensaio);

9) A REVOLUÇÃO COMUNISTA RUSSA – UM FRACASSO CENTENÁRIO;

10) A AÇÃO DE DRONES NA GUERRA NAVAL;

11) É de autoria do Comandante Costa Braga o trabalho que instituiu o “PATRONO E O DIA DAS COMUNICAÇÕES NAVAIS” na Marinha do Brasil (MB); e

12) É também, de autoria do Comandante Costa Braga a letra “CANÇÃO DAS COMUNICAÇÕES NAVAIS” em vigor na Marinha do Brasil (MB).

Breve Histórico sobre a Vida do Almirante Jaceguai: “Uma vida dedicada à Marinha do Brasil (MB), Imperial e Republicana”

Artur Silveira da Motta (São Paulo, 26 de maio de 1843 – Rio de Janeiro, 06 de junho de 1914):

1) Almirante da Marinha do Brasil (MB) no Segundo Império (23 de julho de 1840 – 15 de novembro de 1889) e, também, na Primeira República (15 de novembro de 1889 – 24 de outubro de 1930), até a data da sua morte em 06 de junho de 1914;

2) Veterano de Guerra e Herói Naval do Segundo Império do Brasil com feitos admiráveis reconhecidos pelas autoridades militares do Brasil, Argentina e Uruguai durante a Guerra do Paraguai por atos de bravuras em combates navais;

3) Nobre do Segundo Império do Brasil: Agraciado pelo Imperador D. Pedro II com o Título Imperial de Barão de Jaceguai;

4) Escritor brasileiro dedicado a assuntos navais;

5) Instituidor no ano de 1890, com recursos próprios, da medalha que hoje carrega o seu nome no evento patrocinado pelo Clube Naval (CN) no processo de seleção anual de trabalhos apresentados por militares da Marinha do Brasil (MB), da ativa, [Serviço Ativo da Marinha (SAM)] e inativos [Veteranos], historiadores e analistas militares, que se dedicam a estudar a intrincada História Militar Naval (HMN), projeto concebido pelo Almirante Jaceguai, e que após 129 anos (2019-1890=129 anos) satisfez todas as suas premissas iniciais; e

6) Imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL).

O Almirante Jaceguai, filho do Conselheiro José Inácio Silveira da Motta, no ano de 1858, aos quinze anos de idade, ingressou na Escola Naval (EN) do Rio de Janeiro como Aspirante, concluindo o curso em 1860.

Seu pai, após acidente marítimo, cogitou em transferi-lo para o Exército Brasileiro, mas Jaceguai se opôs, seguindo a carreira na Marinha de Guerra Imperial e realizou diversas viagens de instrução, nas quais foi promovido aos postos de Segundo-Tenente e Primeiro-Tenente.

Na Corveta Beberibe, seguiu para o Rio da Prata, onde participou da Campanha Oriental, e no dia 20 de fevereiro de 1865 seguiu para a frente de batalha na Guerra do Paraguai, onde serviu como Ajudante de Ordens do Almirante Tamandaré, [Joaquim Marques Lisboa, Marquês de Tamandaré, Patrono da Marinha do Brasil (MB), (Rio Grande, 13 de dezembro de 1807 – Rio de Janeiro, 20 de março de 1897), (https://www.marinha.mil.br/dphdm/historia/almirante-tamandare/carreira-do-tamandare)], então Comandante-em-Chefe das Forças Navais brasileiras entre os anos de 1865 e 1866.

Posteriormente, no comando do Encouraçado Barroso, participou das Batalhas de Curupaiti e Humaitá.

Em especial na Batalha de Humaitá, houve a Passagem de Humaitá (https://pt.wikipedia.org/wiki/Passagem_de_Humait%C3%A1) onde a Força Naval brasileira forçou a passagem sob fogo cerrado da artilharia paraguaia localizada na Fortaleza de Humaitá. Esta transposição na foz do rio Paraguai foi considerado pelos observadores militares da Tríplice Aliança, Brasil, Argentina e Uruguai, como sendo um feito admirável e memorável.

Por serviços de guerra e atos de bravuras, foi promovido a Capitão de Mar e Guerra com apenas 26 anos, feito único na Marinha do Brasil, Império e República.

Finda a guerra, o então Capitão de Mar e Guerra Artur Silveira da Motta passou por diversas missões diplomáticas no exterior, além de haver desempenhado inúmeras funções na Marinha de Guerra Imperial.

Em 1882, no Brasil Império o então Capitão de Mar e Guerra Artur Silveira da Motta foi agraciado com o Título Imperial pelo Imperador D. Pedro II de Barão de Jaceguai e foi promovido a Chefe de Esquadra.

Em 1900, foi nomeado Diretor da Escola Naval (EN).

Estudioso de assuntos navais, suas obras foram todas de cunho militar naval:

1) Organização Naval: Reunião de Artigos (1896);

2) O Dever do Momento: Carta a Joaquim Nabuco (1897);

3) Quatro Séculos de Atividade Marítima: Portugal e Brasil (1900);

4) Ensaio Histórico sobre a Gênese e Desenvolvimento da Marinha Brasileira (1903);

5) De Aspirante a Almirante, Memórias, 5 Volumes (1906, 1909, 1910, 1913 e 1917); e

6) Reminiscências da Guerra do Paraguai (1935).

Foi o segundo ocupante da “Cadeira de Nº 6” da Academia Brasileira de Letras (ABL), que tem por Patrono Casimiro de Abreu. Eleito em 28 de setembro de 1907, foi empossado em 9 de novembro do mesmo ano.

Faleceu em 06 de junho de 1914 na Cidade do Rio de Janeiro.

Fonte: Wikipédia.