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Artigos Exclusivos do Plano Brasil Aviação Defesa

MD russo planeja assinar em breve um contrato para aquisição de 114 helicópteros de ataque e reconhecimento Ka-52M

 
 
O Ministério da Defesa russo agendou para 2020 a conclusão de um contrato para a compra de 114 helicópteros de combate Ka-52M atualizados.
 
Tradução e adaptação-E.M.Pinto
 
Em nota às agências de notícias russas, o vice-ministro da Defesa, Alexei Krivoruchko declarou que um contrato para mais de uam centena de aeronaves Ka-52M é programada para ser assinada em meados de 2020.
Krivoruchko declarou que a aeronave teve um importante papel na Síria e que o helicóptero de reconhecimento provou ser excepcionalmente bom, porém, o conflito trouxe lições e aprendizados que estão sendo incorporados na aeronave e que o tornarão mais capaz e eficiente, aumentando a sua taxa de sobrevivência e letalidade. 

A modernização do helicóptero então está diretamente relacionada à experiência de seu uso em combate na Síria. O Ka-52M receberá novos sistemas de fornecimento de energia e detecção de alvos, que aumentam a segurança  o alcance do uso de armas.

Como é sabido, um contrato governamental está em execução e prevê cerca de uma centena de aeronaves para as forças armadas russas. Krivoruchko especificou que até 2022 outras trinta aeronaves da série Ka-52 deverão ser entregues, dos quais oito helicópteros, até o final de 2019.

O novo contrato duplicará o número de vetores a disposição das forças armadas russas, entretanto Krivoruchko ressalta que as suas capaciades são superiores a série inicial, os ganhos de capacidade são maiores e é provável que uma revisão do programa seja estendido aos vetores dos lotes iniciais, melhorando as suas capacidades

Síria

Além de poderosas armas, o helicóptero é equipado com os sistemas de eletrônica, rádio e óptico-eletrônicos mais avançados que o permitem seu emprego a ualquer hora e condições climáticas. Não é por acaso que o Ka-52 está ativamente empenhado em apoiar as ações das forças especiais, a aeronave executa missões de reconhecimento independente das áreas onde os militantes estão baseados.
O Ka-52 possui eixo coaxial contrarotativo, o que lhe confere uma série de vantagens sobre as máquinas do esquema clássico com um rotor de cauda de apoio e compensação. 
A sua taxa de subida é superior e além disso, este sistema lhe confere voo pairado de forma estável a altas altitudes, além de pousos mais seguros mesmo em condições de forte vento lateral.
O canhão Ka-52 de 30 mm está localizado exatamente no centro de gravidade do helicóptero, praticamente não sujeito a vibrações durante o vôo, o que proporciona precisão. Além disos a aeronave é equipada com o sistema de defesa a bordo L-370 “Vitebsk” o qual oferece proteção  contra ataques de mísseis com guiados por infravermelho.
 
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Artigos Exclusivos do Plano Brasil Brasil Defesa

Declaração de Trump sobre lote de 105 caças F35 para o Japão levanta dúvidas sobre possível novo lote

E.M.Pinto

“O Japão planeja encomendar mais 105 caças F35”, foi o que anunciou o presidente dos Estados Unidos Donald Trump nesta segunda-feira, 27 de maio. Trump ressaltou em seu discurso que “com esta nova encomenda o Japão se tornará o maior operador estrangeiro do caça no planeta”.

Apesar do entusiasmo, a declaração de Trump deixou os especialistas militares confusos pois, a informação pode apenas estar relacionada ao pedido inicial já confirmado pela Lockheed Martin que em dezembro de 2018 declarou que o governo do Japão anunciou em seu último orçamento de defesa em 2018 os  planos para aquisição de 105 unidades da F35A. A mídia informou na época que as compras poderiam totalizar mais de US $ 9,1 bilhões.

Provavelmente Trump esteja se referindo ao interesse do Japão em formalizar o seu pedido de intenções já efetuado, dando respaldo a continuidade do projeto que em seus altos e baixos enfrenta uma crise por conta dos recentes incidentes envolvendo a aeronave como o da queda de um dos primeiros modelos do caça da Força aérea de autodefesa do Japão.

Tal incidente poderia ter repercutido negativamente na continuidade do programa e talvez esta declaração de Trump tenha sido feita no sentido de reafirmar que apesar do incidente o Japão segue firme na sua decisão.

A Casa Branca não pôde comentar a declaração de Trump sobre o acordo para informar se tratam-se dos 105 já tornados públicos ou se trata-se de mais um lote adicional de aeronaves.

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Defesa Sistemas Navais Traduções-Plano Brasil

Novo porta-aviões italiano lançado 15 meses após o início da construção

Tradução e adaptação- E.M.Pinto

O novo Porta helicópteros da Marinha italiana (LHD), Trieste, foi lançado em uma cerimônia no estaleiro Castellammare di Stabia da Fincantieri em 25 de maio.

O navio anfíbio polivalente foi lançado na presença do presidente italiano Sergio Mattarella e do comandante chefe da Marinha italiana, Adm. Valter Girardelli, entre outros oficiais de alto escalão.

 O LHD é também referido como um porta-aviões uma vez que se espera que seja capaz de transportar e operar aeronaves F-35B de pouso-decolagem vertical. 

A Trieste será entregue em 2022, de acordo com a Fincantieri, e será capaz de operar aeronaves, veículos e equipamentos anfíbios, contando com um convés de vôo e uma doca alagável localizada na popa do navio.

O navio possui acomodações para uma tripulação total de 1000 integrantes e contará com um convés para operações de helicópteros, de 230 m de comprimento, permitindo a operação de um batalhão de 600 tropas e acomodação para veículos, civis e militares. .

A doca alagável de 50 m de comprimento e 15 m de largura permitirá que o navio implante equipamentos anfíbios e veículos das marinhas da UE e da OTAN. Também transportará barcos de patrulha rápidos que serão capazes de transportar tropas a velocidades de 40 nós.

Foto: Fincantieri

Embedded video
As áreas de carga do Trieste são acessíveis através de guindastes, rampas de popa e laterais e o manuseio será gerenciado por rampas internas e elevadores.
 
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Além de permitir a projeção da força de desembarque da Marinha italiana, o Trieste prestará assistência a países e populações em caso de desastres naturais, graças à sua capacidade de fornecer água potável, fornecimento de energia e assistência médica. A unidade também foi concebida para realizar funções de comando e controle em caso de emergências no mar, evacuação de cidadãos e operações de assistência humanitária.

Um hospital totalmente equipado também estará disponível a bordo, completo com salas de operação, salas de radiologia e análise, um consultório odontológico e salas de pacientes capazes de abrigar 27 pacientes gravemente feridos.

 imagem-Ministério da defesa italiano

A Fincantieri também está construindo um navio de apoio logístico Vulcano de 193 metros. A entrega do navio provavelmente será adiada, já que foi danificada em um incêndio em julho de 2018 , apenas um mês após o lançamento.

Fonte: Naval Today

New Italian aircraft carrier launched 15 months after construction start

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ADSUMUS

ADSUMUS: Exercício marca encerramento de Curso Especial de Operador de Carro Lagarta Anfíbio

CLAnf de 3° geração lançando granada fumígena
 
No período de 13 a 19 de maio, foi realizado, na Área de Apoio Administrativo de Itaoca, exercício de conclusão do Curso Especial de Operador de Carro Lagarta Anfíbia (C-Esp-Op-CLAnf) COROEX-2019, quando os alunos colocaram em prática todo aprendizado adquirido, seja conduzindo o blindados de assalto anfíbio AAV7A1 (designados localmente como Carro-Lagarta Anfíbio – CLAnf) em terra ou no mar.
 
Houve ainda a utilização dos novos CLAnf (3° geração) na transposição de arrebentação na praia, exercício de movimento navio-terra diurno e noturno, pista de orientação com o CLAnf e na de obstáculos dos blindados.
 
Durante os adestramentos, os alunos foram avaliados pela equipe de instrução e, ao término do exercício, tornaram-se “clanfistas”.
CLAnf de 3° geração passando pela pista de obstáculos de blindados

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Balanço estrategico China Estados Unidos Geopolítica Geopolitica Opinião Uncategorized

Conexão Geo com Cmte. Leonardo Mattos

 

Pautas de hoje:

1) As eleições europeias e mais um capítulo do BREXIT
2) A Guerra entre China e EUA prossegue
3) Narendra Modi é reeleito na India
4) Atualizando a Venezuela
5) Notícias Militares
6) O que vem por aí

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Defesa Traduções-Plano Brasil

Raytheon testou com sucesso ogiva avançada para o míssil balístico de nova geração

Tradução e adaptação-E.M.Pinto

A fabricante americana de armas Raytheon anunciou que testou com sucesso uma ogiva avançada para o novo míssil balístico da nova geração, anunciando que a arma executa o  seu primeiro teste de voo para o final deste ano.

O novo míssil chamado DeepStrike, é a oferta da Raytheon para o programa Precision Strike Missile, ou PrSM, do Exército dos EUA. O PrSM substituirá o Sistema de Mísseis Táticos do Exército, projetado na década de 1970 e que está se aproximando rapidamente do fim de sua vida útil. 

Durante o teste de campo, os especialistas da instalação de testes do National Technical Systems detonaram a ogiva dentro de um ambiente controlado e determinaram que ela excede os requisitos de desempenho do Exército com base na massa e na distribuição dos fragmentos.

“Este teste, foi feito logo após a nossa bem-sucedida revisão preliminar do projeto DeepStrike e mostra a rapidez com que estamos nos movendo para entregar essa capacidade tão necessária ao exército”, disse o Dr. Thomas Bussing , vice-presidente da Raytheon Advanced Missile Systems. 

“Com nossa tecnologia avançada e experiência em design e desenvolvimento de mísseis, a Raytheon está posicionada de forma única para fornecer ao Exército o melhor míssil de superfície a superfície de longo alcance possível.” completou.

Apresentando um inovador design de dois compartimentos e outros avanços, o novo míssil de ataque de precisão de longo alcance da Raytheon voará mais longe, mais rápido, cobrindo mais alcance e dobrando o poder de fogo, tudo isto, pela metade do custo.

A nova arma também é mais manobrável e possui uma arquitetura modular e aberta que simplifica as atualizações do sistema.

O míssil DeepStrike da Raytheon é projetado para engajar alvos terrestres fixos entre 60-499 km de distância e melhorará a capacidade de resposta em comparação com os sistemas atuais, restaurando a capacidade do Exército de superar um adversário no campo de batalha.

O Exército identificou PrSM como uma prioridade e acelerou o cronograma de aquisição do míssil para fornecer uma capacidade inicial no ano fiscal de 2023.

No entanto, o míssil será utilizável apenas do lançador M142. Um oficial do programa afirmou que os sistemas dos lançadores M270 precisam ser atualizados antes que o software do PrSM possa ser integrado.

De acordo com o escritório do programa, o cronograma atual reflete a aceleração do cronograma aprovado, de acordo com o desejo do comando do Exército de implantar esta capacidade no ano fiscal de 2023, quando devem ser iniciados os testes completos e no fiscal de 2024 deve se iniciar a produção em massa da nova arma.

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Defesa Sistemas de Armas Tecnologia Traduções-Plano Brasil

VKS receberá 100 novos helicópteros Milmi 28 NM até 2027

A produção de 100 helicópteros Mi-28NM já foi iniciada em Rostov-on-Don e até 2027, os “Night Hunters” melhorados serão entregues às Forças Aéreas e Espaciais da Federação Russa.

“O Comandante Supremo decidiu ordenara  produção de 100 aeronaves para a VKS até 2027, os primeiros helicópteros já estão em produção “ , disse o vice-ministro Alexei Krivoruchko ao Zvezda .

Além disso, a frota existente de helicópteros de aviação do exército será equipada com sistemas de defesa aerotransportados modernos, armas e sistemas de detecção de alcance aumentados, além de sistemas mais precisos.
Um novo míssil guiado anti-carro denominado “Chrysanthemum-M” o qual possui um sistema de orientação de canal duplo aumentará o alcance de destruição de alvos blindados para 10 km. Este alcance é bem maior comparado à versão atual de 6km. Note que estes mísseis estão instalados na versão de exportação do Night Hunter, mostrado no fórum internacional Army-2018.

No entanto, a principal diferença entre o Mi-28NM e a versão anterior, que além do radar perimetral da visão circular, destaca-se também o sistema de controle duplicado,  se necessário, o artilheiro também pode pilotar o helicóptero. Além disso, o helicóptero pode agora comandar drones em vôo e controlar remotamente os drones.

A atualização também afetou a potência do motor e as pás, devido ao desempenho de vôo melhorado em climas de alta altitudes e quentes. A velocidade de cruzeiro do helicóptero aumentou e as possibilidades de realizar manobras acrobáticas complexas em voo aumentaram.
Em março, houve relatos de que os últimos Mi-28NM foram testados no céu da Síria e agora a VKS aumenta a carteira de pedidos para estas aeronaves.
Fonte: RG

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Aviação Destaques Traduções-Plano Brasil

Como pode o SU-57 custar menos que um SU-35?

 

Tradução e adaptação- E.M.Pinto

A mensagem de que o VKS Receberá 76 caças Su-57 até 2028 chamou a atenção de especialistas militares estrangeiros. Eles ficaram surpresos com o custo relativamente baixo da aeronave de quinta geração uma vez que o contrato é estimado em US$ 2,6 bilhões.

O Su-57 de última geração revelou-se muito mais barato não apenas para as aeronaves americanas da quinta geração como o F-22 e F-35, mas também para o caça russo Su-35 da geração 4 ++. Como exemplo, dados sobre o custo do Su-35 entregue à China em 2015 estimam que cada Su-35 custasse cerca de US$ 83,3 milhões.

 “A primeira explicação para o custo mais baixo do Su-57 é que ele provavelmente só diz respeito ao custo da produção dos aviões, sem levar em conta os custos da pesquisa e desenvolvimento a qual já foi adjucada  no programa de desenvolvimento e não aumentará se mais caças forem encomendados. “- disse a publicação Military Watch.

Em outras palavras, os custos de desenvolvimento não serão transferidos ao cliente, além disso, o contrato para o fornecimento de Su-35 para a China previa o fornecimento de equipamentos terrestres, motores sobressalentes e munição.

O segundo fator que contribui para reduzir os preços do Su-57 é que os aviões são projetados para as Forças Aeroespaciais Russas e a aeronave é exportada a preços mais altos.

Bem, outra circunstância que afeta a eficiência econômica do setor de defesa russo é que os custos de produção são medidos em dólares americanos. Com uma taxa de câmbio baixa do rublo em relação ao dólar, você pode comprar muito mais bens e serviços do que na Europa ou nos Estados Unidos. Esta circunstância leva a uma redução significativa nos custos de produção.

“Esse é um dos principais fatores que permitem à tecnologia russa competir com sucesso com a tecnologia ocidental em termos de preços”, disse a publicação.

Pelos valores cada SU-57 estaria custando apenas US$35 milhões, o que é um valor muito abaixo do esperado.

Fonte: Military Watch

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Aviação Defesa Sistemas Navais Traduções-Plano Brasil

Marines encomendam 12 CH-53K num contrato avaliado em US $ 1,3 bilhão

 

O Comando de Sistemas Aéreo Navais dos EUA concedeu à Sikorsky um contrato de US $ 1,3 bilhão para a construção e entrega de 12 helicópteros CH-53K King Stallion para o US Marine Corps.

Tradução e adaptação-E.M.Pinto

O helicóptero mais potente do Departamento de Defesa, o CH-53K King Stallion, é um helicóptero de projeto e construção totalmente nova que expandirá a capacidade da frota de movimentar mais material e com mais rapidez .

O CH-53K fornecerá ao Corpo de Fuzileiros Navais a capacidade de transporte pesado necessária para atender aos requisitos operacionais futuros das missões de helitransporte pesado.

“O Corpo de Fuzileiros Navais está muito agradecido pelos esforços da Marinha e de nossos parceiros industriais para poderem conceder o contrato LRIP 2/3.Esta é uma vitória para o Corpo de Fuzileiros Navais que garantirá a capacidade de transporte pesado que precisamos para atender aos requisitos operacionais futuros e apoiar a Estratégia Nacional de Defesa”. Declarou o tenente-general Steven Rudder, vice-comandante da Aviação dos Marines.

Com uma capacidade de deslocamento e içamento projetada e demonstrada de quase 14 toneladas em um raio de missão de 203 km, em ambientes elevados e  quentes o CH-53K triplica a capacidade de transporte e  elevação comparado ao CH-53E .

O CH-53K provou a capacidade de levantar até 16329 kg através do gancho de carga externo. De acordo com a Marinha, o CH-53K terá uma capacidade logística equivalente com menores custos operacionais por aeronave e menos horas de manutenção direta por hora de vôo.

“Este  contrato reflete uma estreita cooperação e compartilhamento de riscos entre o governo e as equipes da indústria para fornecer recursos essenciais para o Corpo de Fuzileiros Navais”. Trabalhando com nossos parceiros do setor, a equipe garantiu que as soluções para desafios técnicos fossem incorporadas a essas aeronaves de produção. Isso reflete a urgência de garantir que fornecemos os recursos necessários para apoiar o Corpo de Fuzileiros Navais e a missão do Departamento de Marinha, ao mesmo tempo em que continuamos a impulsionar acessibilidade e responsabilidade no programa ”. Relatou James Geurts, Secretário Assistente da Marinha para Pesquisa, Desenvolvimento e Aquisição.

Até o momento, o helicóptero demonstrou voos em elevadas altitudes, temperatura quente e ambientes com capacidades visuais degradadas, carga máxima de um ponto de gancho de carga 16.329 kg a velocidade de vôo para a frente de mais de 200 nós, com Ângulo de 60 graus de curvas; altitude de 18.500 pés; Desembarques e decolagens em declive de 12 graus; ejeção de carga externa  e testes de fogo.

 

Fonte: Naval Today

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Ministro da Defesa Fernando Azevedo: ‘Orçamento das Forças Armadas não condiz com o País’

Ministro afirma que os gastos do Brasil com a Defesa deveriam subir para 2% do PIB – hoje são de 1,4%; ‘Não é suficiente’

BRASÍLIA – O ministro da Defesa, general Fernando Azevedo, afirmou, em entrevista ao Estado, que o orçamento das Forças Armadas “não é condizente com a estatura política-estratégica que o Brasil tem”. Para ele, ter apenas 1,4% do Produto Interno Bruto para a Defesa “não é suficiente”, o que nos coloca em sétimo lugar nesse tipo de investimento na América do Sul. O ideal, observou, seria ter 2% do PIB.

Em relação ao contingenciamento de 44% para as Forças Armadas anunciado pelo governo, o ministro afirmou que “isso não é corte” e disse acreditar que a arrecadação irá melhorar, com a aprovação da reforma da Previdência, pelo Congresso.

Questionado sobre a afirmação do presidente Jair Bolsonaro de que “nós não podemos fazer frente a ninguém”, o ministro respondeu que “nós não estamos com as Forças Armadas desejáveis, mas com as Forças possíveis” e que não acredita que possam ser impostas derrotas ao País – embora afirme que há “problemas de renovação e de modernização” das frotas. Para o general, “nós estamos em condições” de enfrentar qualquer vizinho. A seguir, os principais pontos da entrevista.

Esse contingenciamento é um golpe nas Forças Armadas?

É uma medida fiscal preventiva. Estamos com praticamente R$ 2 bilhões a menos que no ano anterior, quando o orçamento já era pequeno. Mas eu tenho esperança de que o Congresso aprove a reforma da Previdência, que vai ser um bem econômico para o País e trazer mais receitas, permitindo o descontingenciamento.

E se a verba não voltar?

Estou vendo uma disposição clara para a aprovação da reforma. Temos de esperar as coisas acontecerem.

Há descompasso em relação a que o Brasil precisa?

Existe uma revista especializada em Defesa, do Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo (Sipri), que aponta que os gastos do Brasil com Defesa, em relação ao Produto Interno Bruto, em 2017, foram de 1,4%. Isso nos colocou em sétimo lugar na América do Sul. Então, eu acho que está abaixo da estatura geopolítica que o Brasil tem, pelo seu tamanho, pela sua faixa de fronteira, pelo mar territorial que tem, pelos 22 mil km² de espaço aéreo que precisam ser vigiados 24 horas. Nós temos de ter o mínimo de poder dissuasório e de presença no País para manter a paz e as necessidades de que o Brasil precisa. Ele realmente não é um orçamento condizente com a estatura político-estratégica que o Brasil tem.

Há uma situação de penúria nas Forças Armadas?

Quando o recurso é insuficiente, só temos duas saídas em relação a programas e projetos: mudar o escopo ou prolongar o prazo. Normalmente nós fazemos as duas coisas. Isso não é bom. A gente vai ficando defasado no tempo e acaba saindo um projeto mais caro do que o inicial. Mas não tem mágica a ser feita.

Este contingenciamento afeta a operacionalidade das Forças?

A curto prazo, neste primeiro semestre, não. Mas, se prolongar, nós vamos ter de fazer um novo planejamento em relação aos compromissos assumidos, em relação ao custeio.

Já houve anos em que se precisou cortar expediente pela metade e dar baixa antecipada. Isso pode se repetir?

Isso já foi há muito tempo, em 2002. Eu não acredito, tenho muita esperança e quase a certeza de que não vai acontecer isso. As Forças já estão acostumadas a esse cenário de contingenciamento e planejamento e sabemos que a equipe econômica (do governo) joga junto com a gente.

O treinamento da tropa vai ser prejudicado?

Agora não, mas vamos ver até que ponto vai isso aí (contingenciamento). Nós temos muita esperança de que a economia volte a arrecadar, após a aprovação da reforma da Previdência, que é fundamental. Estamos confiantes no Congresso.

Mas o Brasil hoje não tem caça para proteger o espaço aéreo. Estamos vulneráveis? 

A primeira unidade do Gripen a chegar está prevista para 2021. O Brasil está um pouco atrasado nos projetos estratégicos. Mas, vulnerável, não, porque temos os antigos ainda em operação, como os F-5, o AMX, os Supertucanos. Eles estão precisando ser renovados.

Mas a frota hoje não está com idade muito avançada?

O transporte de tropa e de caça são duas coisas estratégicas. Contamos ainda com os Hércules, que há 40 anos estão prestando bons serviços. Estamos com problemas de renovação e de modernização.

O presidente descartou uma intervenção militar na Venezuela com a justificativa de que “não podemos fazer frente a ninguém”. É isso mesmo?

Nenhum país da expressão do Brasil está, de imediato, preparado para uma guerra. Nós estamos aí, normal, igual aos outros países.

Se o País for combater hoje contra qualquer vizinho, qual é a situação?

Nós estamos em condições.

Mas não foi isso que o presidente falou. Ele disse que estamos aquém…

Nós não estamos com as Forças Armadas desejáveis. Mas estamos com as Forças possíveis.

Isso poderia impor uma derrota ao País?

Acredito que não. Mas não tenho uma bola de cristal. Temos as nossas Forças Armadas dentro do que é possível, na parte de dissuasão.

Hoje a composição do orçamento da Defesa é de quase 80% para pessoal. Resta pouco para investimentos?

Não é que seja muito pouco. Mas não é suficiente. O ideal é 2% (do PIB), que é o índice Otan.

 

Fonte: Estadão

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Traduções-Plano Brasil

Turquia participará da produção de S-500 em cooperação com a Rússia

Tradução e adaptação-E.M.Pinto
 
TASS, 19 de maio – O presidente turco, Tayyip Erdogan,  informou a Reuters que a Turquia produzirá sistemas de mísseis antiaéreos S-500 em cooperação com a Rússia.

Segundo a agência, Erdogan também confirmou que a compra dos sistemas S-400 é um “negócio fechado”.

Segundo o jornal turco Haberturk, Erdogan relatou que a Turquia enviou 100 engenheiros à Rússia coo parte do programa de colaboração para fabricação das armas.

Ele notou que a Turquia pretende receber a aeronave de caça de quinta geração F-35 dos EUA. 

“Mas cedo ou mais tarde, receberemos os F-35”, disse Erdogan.

No início de maio, o CEO da Rostec, Sergey Chemezov, afirmou que a Rússia valoriza o desenvolvimento da parceria tecnológica com a Turquia na defesa aérea.
“Vamos dar as boas-vindas ao desejo do lado turco de se tornar um parceiro no projeto S-500”, observou Chemezov.

Fonte: Tass

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Braço Forte Brasil Defesa

Brasil e OTAN: uma análise da possível parceria

 

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) foi criada em 1949, agrupando 12 países em torno de um projeto de “segurança coletiva” em face do inimigo comum.  A Europa estava dividida ideologicamente: a leste, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) ameaçava expandir militarmente seu território e, a oeste, os Estados Unidos da América (EUA) tentavam impedir.

            Desde sua criação, a organização sediada em Bruxelas incorporou novos atores e, atualmente, é composta por 29 países.  A despeito da incontestável liderança americana, as decisões são tomadas em unanimidade, não havendo o poder de veto como ocorre, por exemplo, no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

            Com o fim da URSS, a organização teve sua finalidade questionada sob o pretexto de que a ameaça militar direta teria se extinguido. No entanto, a instabilidade de caráter étnico dos Balcãs e o ataque terrorista de 11 de setembro de 2001 reforçaram a ideia de que a OTAN iria ainda desempenhar um papel importante.  O pensamento de extinção cedeu lugar ao processo de transformação pelo qual a organização ampliou sua área geográfica de atuação para além de seus próprios limites.

            Nesse contexto de transformação, a ideia de se estabelecer parcerias estratégicas para a paz foi colocada em prática. Baseada em um senso mais complexo de defesa coletiva, a OTAN passou a privilegiar relações bilaterais com países não europeus capazes de contribuir de alguma forma para a consecução de seus objetivos. São exemplos claros de tais parcerias as relações entre a OTAN e o Iraque, o Afeganistão, a Austrália e, na América do Sul, mais recentemente, a Colômbia.   

            Em novembro de 2018, em uma entrevista à BBC, o ex-embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon, defendeu que o Brasil estabelecesse também uma parceria para a paz com a OTAN, pois “isso traria ao Brasil uma oportunidade para se envolver e trabalhar diretamente não apenas em questões militares e das forças armadas, mas em tudo que for ligado à segurança nacional e segurança global”. 

Para o Brasil, maior país da América do Sul, a aproximação direta com a OTAN sempre gerou questionamentos sobre o que essa parceira representaria para o país. Essa é uma reflexão importante, especialmente no momento atual, em que a política externa brasileira está se aproximando dos EUA.

            No campo geopolítico, não há dúvidas de que se o Brasil deseja realmente alcançar uma posição de maior protagonismo internacional, uma possível parceria com a OTAN contribuiria para este objetivo. Ressalta-se que isso não representa um rompimento com a tradição brasileira de não intervenção e de solução pacífica de controvérsias.

            Por outro lado, o estabelecimento dessa parceria reafirmaria o posicionamento contrário do Brasil ao expansionismo e ao terrorismo, repudiados historicamente pela diplomacia brasileira. Ou seja, a ação de se aproximar não seria novidade nenhuma para aqueles que acompanham os passos do Brasil.

            Militarmente, as oportunidades são mais claras e fáceis de visualizar. O sistema doutrinário da aliança é fruto das lições aprendidas em suas missões e constitui-se em um conhecimento de ponta para nações pacíficas como o Brasil. A ideia-força seria  “aprender com os erros e acertos dos outros”. A OTAN cumpre missões, atualmente, no Afeganistão e em Kosovo, patrulha o mar Mediterrâneo, apoia a União Africana na Somália e policia o espaço aéreo nas regiões fronteiriças com a Rússia. Todas essas atividades podem subsidiar a nossa própria doutrina.

            A Diretriz para Atividades do Exército Brasileiro na Área Internacional (DAEBAI) assinala a região formada pela América do Norte e Europa como sendo o “Arco do Conhecimento” para aquisição de inovações doutrinárias e tecnológicas. Para cumprir esse objetivo, militares brasileiros são enviados para frequentarem cursos de aperfeiçoamento e altos estudos que os tornam conhecedores da doutrina militar das Nações Amigas (NA). Paralelamente, uma rede de oficiais de ligação foi estabelecida com o intuito de se ter acesso aos centros de doutrina desses países. Estamos, de uma maneira indireta, recebendo os ensinamentos da OTAN.

            Não obstante, há que se ressaltar que uma parceria com a aliança permitiria o acesso direto ao sistema de ensino da Organização. A Colômbia, por exemplo, envia militares para a Escola da OTAN na Alemanha (Oberammergau) e para o Colégio de Defesa da OTAN na Itália (Roma) desde 2013. Ademais, O Exército Brasileiro poderia ter acesso facilitado a outras formações como, por exemplo, na Escola de Defesa Cibernética em Portugal, considerada referência no setor.

            Nessa mesma direção, acrescenta-se a possibilidade de promoção dos Produtos de Defesa do Brasil em mercados tradicionalmente fechados. Quanto mais aprofundarmos a participação em exercícios utilizando material nacional, maiores são as chances de adoção desses equipamentos na Europa e nos demais parceiros da OTAN. Os programas ASTROS e GUARANI encaixam-se perfeitamente nesse ponto.

            Finalmente, cabe ressaltar que estabelecer uma pareceria para a paz com a OTAN não representa, em absoluto, alinhar-se automaticamente com qualquer ator internacional. Ao contrário, assinala um passo pragmático para o fortalecimento das capacidades militares dissuasórias do País. Sem dúvidas, será um passo possível e importante.

Fonte: EBlog

 

Sobre o Autor

O Tenente-Coronel Mauricio Aparecido França é oficial de infantaria do Exército Brasileiro. Após concluir o curso da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, no Rio de Janeiro, frequentou a École de Guerre, em Paris em 2017-2018. Nesse ano escolar, cursou o programa de mestrado da École Pratique Hautes Etudes (EPHE) desenvolvendo pesquisa sobre a evolução do pensamento geopolítico brasileiro”.