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Colômbia recebe novo lote de veículos blindados Humvee dos EUA

O Ministério da Defesa (Ministerio de Defensa Nacional – Mindefensa) da Colômbia recebeu um novo lote de veículos blindados AM General Humvee  procedente dos Estados Unidos.

Um total de 14 veículos Humvee M1151A1 e 2 unidades do modelo  M1097A2 na configuração ambulância esses últimos adquiridos de segunda mão foram entregues. Os veículos foram divididos entre o Exército (Ejército Nacional de Colombia – EJC) e os Fuzileiros Navais ( Infantería de Marina de Colombia ). O Exército Colombiano recebeu quatro unidades do modelo M1151A1 e os Fuzileiros ficaram com 10 unidades do M1151A1 e 2 unidades do M1097A2.

Veículos Humvee recebidos pelos Fuzileiros Navais. Os veículos entregues possuem um esquema de de pintura na cor areia. . Foto: MG42  via Erich Saumeth

Os mesmos estão sendo adquiridos através do programa Foreign Military Sales (FMS). O modelos M1151A1 e utilizado para transporte de cargas e pode receber blindagem adicional combinando os kit A/B. Os mesmos possuem cabine dotada de proteção balística podendo servir de plataforma para uma variedade de configurações (transporte de pessoal, carga entre outras).

Seu peso vazio é da ordem de 2300/2600 kg e a carga útil transportada é superior a 2.000 kg. O mesmo pode ser aerotransportáveis por aeronaves e ser lançada de paraquedas, podendo também ser carregada por helicópteros. Dependendo do terreno, o MM1151 pode alcançar velocidades de até 113 km/h.

Veículos entregues ao Exército Colombiano

 

Com Informações de AM General

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ONU: "Forças dos EUA e do governo afegão mataram mais civis do que os insurgentes"

Enterro de civis mortos num ataque aéreo conduzido por aeronaves remotamente pilotadas da CIA em Khogyani (Jim Huylebroek / New York Times)

Pela primeira vez, os civis afegãos são mortos em maior número pelas forças governamentais e pela coalizão liderada pelos EUA do que o Taleban e outros grupos insurgentes, informou um relatório da ONU divulgado nesta quarta-feira.

Esta triste cifra ocorre no momento em que os EUA intensifica sua campanha aérea no Afeganistão enquanto realiza conversações de paz com o Taleban, que agora controla grandes partes do país pela primeira vez desde que foi retirado do poder em 2001.

Nessa imagem, fotografada em 23 de Março, um homem afegão descobre os corpos de crianças em cima de um caminhão após serem mortas num ataque aéreo na província de Kunduz. Pelo menos 13 civis foram mortos, a maior parte crianças, num ataque aéreo por “forças internacionais” na cidade setentrional de Kunduz na semana passada, segundo informou a ONU, no dia 25 de março. Os EUA é o único membro da coalizão internacional no Afeganistão que providencia apoio aéreo no conflito. (Bashir Khan Safi / AFP)

Durante os três primeiros meses de 2019, as forças da ISAF (Força Internacional de Assistência para Segurança), uma força-tarefa da OTAN e outros parceiros, liderada pelos EUA que conduz as operações no Afeganistão, além do próprio governo afegão, foram responsáveis pela morte de 305 civis, enquanto os insurgentes mataram 227 pessoas, de acordo com o relatório da Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (UNAMA).

A maior parte das mortes resultam de ataques aéreos ou operações de busca em solo, primariamente conduzidas pelas forças afegãs treinadas e equipadas pelos EUA, o que a UNAMA qualifica como “ações realizadas com impunidade”.

“A UNAMA conclama que as forças de segurança afegãs e a coalizão internacional para conduzir investigações em alegações de danos e mortes a civis, que publiquem os resultados de seus dados coletados, e providenciem compensações apropriadas as vítimas,” conclui o relatório.

A UNAMA iniciou a copilação de dados de baixas civis em 2009 a partir da deterioração das condições de segurança no Afeganistão.

É a primeira vez desde que a coleta de dados começou que mostra que as forças pró-governamentais mataram mais do que as forças insurgentes.

Em 2017, As forças dos EUA iniciaram uma aceleração de seu tempo operacional após o presidente Donald Trump flexibilizou restrições e facilitou as condições para bombardeio a posições do Taleban.


Jovem fazendeiro afegão morto em 15 de janeiro de 2010 por um grupo de soldados do Exército norte-americano autointitulado “The Kill Team”.

Enquanto outras nações contribuem com apoio logístico e técnico, os EUA conduzem a maior parte dos ataques aéreos. E em menor escala, a pequena Força Aérea afegã está voando mais missões.

Os EUA enviaram os grandes bombardeiros estratégicos Boeing B-52 em traslados sobre o país, beneficiados pelo aumento da infraestrutura aérea para as operações contra o Estado Islâmico no Iraque e na Síria, onde foram derrotados.

Entretanto, o relatório da UNAMA relatou uma diminuição das baixas civis em 23% em comparação com o primeiro trimestre de 2018.

O decréscimo resultou de uma diminuição dos ataques suicidas, mas a UNAMA não sabe se essa mudança ocorreu após o rigoroso inverno ou a diminuição de ataques do Taleban a civis durante as conversações de paz.

Ainda assim, o chefe da UNAMA, Tadamichi Yamamoto, que também serve como representante especial da Secretaria Geral da ONU no Afeganistão, disse que a morte de civis é um “número chocante”.

“Todas as partes envolvidas devem zelar mais pela segurança dos civis,” Yamamoto disse em declaração.

Ano passado foi o ano mais mortal para a população afegã, com 3.804 mortos, de acordo com a UNAMA

Em 17 anos de ocupação, foram 62 mil mortos nas Forças de Segurança afegãs, 3,5 mil mortos entre as forças da coalizão (sendo 2,4 mil mortos entre soldados dos EUA) contra 65 mil mortos entre os insurgentes do Taleban, além de pequenas células da Al-Qaeda e afiliados do Estado Islâmico. O total de civis mortos totaliza 38 mil mortos até o presente momento. E não há perspectivas concretas de estabilização política do país.

No vídeo abaixo mostra as dificuldades enfrentadas pelos EUA, o que resultou no fracasso dos esforços de reconstrução e estabilidade do país, que culminou na rápida expansão do Taleban nos últimos anos

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Fonte: AFP e New York Times

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Entra em produção seriada o Motor Al-41F desenvolvido para o caça SU-57

E.M.Pinto


Segundo relatou a TASS, a produção em série do motor desenvolvido para o caça de 5ª Geração russo, Su-57 entrou em produção seriada.

Numa apresnetação proferida à imprensa,  a OKB exibiu os prospectos da linha de prodção dos motores AL-41F e deu detalhes sobre suas características básicas.
Curioso é que num dos slides da apresentação a OKB informou que a produção de fato foi iniciada ainda em 2018.
A decisaão para a produção em série foi tomada em outubro daquele ano, atribuindo-lhe o código 01 o qual significa prontidão para produção em série.
Já em novembro daquele ano, foi a dada a transferência da documentação de projeto de trabalho para o motor. Durante o trabalho de desenvolvimento, 38 turbinas foram montadas, 20 delas para testes de vôo nos protótipos do caça Su-57.

DETALHES

A OKB informou que o motor de turbojato AL-41F-1, possui cãmaras de mistura de fluxos, uma câmara de pós-combustão e um vetor de empuxo com direção controlada. Além do SU 57 o motor será instalado também nos caças Su-35.

Sua principal diferença em relação aos seus antecessores é o novo sistema de controle automático: é totalmente digital e construído com componentes integralmente russos. Outra vantagem é o sistema de ignição à plasma isento de oxigénio nas câmaras de combustão principal e de pós-combustor.

Uma nova variante a 02 já está em bancada de testes. O anúncio de prontidão de produção em série e esperado para muito em breve, segundo informou a OKB. Segundo a fonte da Lyulka Design Bureau (LKB) O primeiro vôo de teste do motor  (02) foi realizado no protótipo do Su-57 em dezembro de 2017.

O desenvolvedor LKB, informou que o motor garante a super manobrabilidade para ambos os caças, tanto o Su-57 quanto ao Su-35 e que a sua relação Peso/Empuxo e baixa visibilidade garante as aeronaves maiores potências e menores índices de detecção pro radar e Infra vermelho. O novo motor adicionará a essas qualidades a capacidade de acelerar a velocidade supersônica sem pós-combustor, mantendo um rítimo de economia de combustível compatível com os moteres de séries anteriores em regimes de velocidades subsônicas.

SOBRE  O AL-41F

AL-41F é uma designação para duas variantes diferentes de motores de turbofan militares russos.

Inicialmente a designação dada pela NPO Saturno ao AL-41F referia-se ao motor turbojato russo projetado para vôo supercruise para o programa MFI ( Mnogofunktsionalni Frontovoy Istrebitel , “Lutador Frontal Multifuncional”), que resultou no avião conceito Mikoyan Project 1.44 .

Especialistas o caracterizavam como um motor  equivalente ao General Electric YF120 o qual foi superado pelo  YF-119 mais convencional no programa de motor do Advanced Tactical Fighter dos Estados  Unidos.

Desde o cancelamento do programa de MFI, a designação AL-41F1S e AL-41F1 foi atribuída as variantes AL-31F as quais equipam o caça Su-35S e até onde se sabia, os protótipos do caça Su-57 de produção inicial.

A designação AL-41 foi reutilizada para variantes atuais do Saturno AL-31 que equipam os caças Sukhoi Su-35 (Izdeliye 117S / AL-41F1S) e produção inicial do avião furtivo Sukhoi Su-57 (Izdeliye 117 / AL-41F1) . Algumas das tecnologias do AL-41F original foram aplicadas nos motores Izdeliye 117S, 117 e 30.

Especificações 

designação: AL-41F
  •  Iz 30 AL-41FRU AL-41F3

Características gerais

  • Tipo: Turbofan
  • Comprimento: 4990 mm
  • Diâmetro: 1280 mm
  • Massa seca: 1.420 kg 
  • Compressor:Axial
  • Máxima Potência : 180 kN
  • Relação de empuxo-peso : 11: 1