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Army-2018- Marinha russa encomenda mais quatro corvetas Karakurt

E.M.Pinto

O Ministério da Defesa da Rússia e o Estaleiro Amur assinaram um contrato para a construção de quatro novas corvetas da classe Karakurt. O anúncio foi feito na ocasião da exposição militar Army-2018 em 22 de agosto.

Esta é a primeira vez que o construtor naval Komsomolsk-on-Amur foi contratado para construir corvetas da classe Karakurt  Project 22800. Um total de treze unidades da classe foram encomendadas até agora, e serão construídas em lotes por três diferentes construtores navais. O estaleiro Amur é o quarto construtor naval a aderir ao projeto.

Nome Nº de casco Construtor
Uragan 251 Pella Shipyard, St. Petersburg
Taifun 252 Pella Shipyard, St. Petersburg
Shtorm 254 More Shipyard, Feodosiya , AO Pella
Shkval 253 Pella Shipyard, St. Petersburg
Burya 257 Pella Shipyard, St. Petersburg
Okhotsk 255 AO Pella More Shipyard , Feodosiya
Vikhr 256 AO Pella More Shipyard , Feodosiya
Tsiklon 257(?) 801 Zelenodolsk Zaliv Shipyard, Kerch
Musson 801 Zelenodolsk Shipyard , Zaliv Kerch
Passat 802 Zelenodolsk Shipyard Zaliv Zavod , Kerch
Briz 803 Zelenodolsk Shipyard Zaliv Zavod , Kerch
Tornado 804 Zelenodolsk Shipyard
Smerch (Karakurt) 805 Zelenodolsk Shipyard
Veter # nd Amur Shipyard
Burun # nd Amur Shipyards
Priliv # nd Amur Shipyard
Priboj # nd Amur Shipyard
Nakat # nd Vostochnaya Verf’ , Amursky
Volna # nd Vostochnaya Verf’ , Amursky

As corvetas Project 22800 foram projetadas pelo Almaz Central Marine Design Bureau e deslocam 800 ton. Os navios de 67 ms estão armados com mísseis de cruzeiro Kalibr, um canhão naval AK-176MA de 76,2 mm, dois canhões de 30 mm e uma metralhadora pesada de 12,7 mm.

De acordo com as especificações do construtor naval, eles são capazes de atingir velocidades de 30 nós e são adequados para tarefas dentro de  uma faixa de 3000 quilômetros da costa.

Três navios da classe foram lançados até agora, com o lançamento mais recente ocorrendo em maio deste ano. Espera-se que a Amur Shipbuilding entregue os quatro navios à Frota do Mar Negro antes do final de 2026, de acordo com as especificações do contrato.

Sobre o Navio

Capacidade:

A embarcação foi projetada para oferecer alta capacidade de manobra e estabilidade, pussui superestrutura furtiva, será instalado sistemas de comando e controle, sistemas de navegação e comunicação, como também armas, tudo de ultima geração. A corveta do projeto 22800 mede cerca de 67 metros de comprimento, 11 metros de largura e pode alcançar velocidades superiores a 30 nós, seu deslocamento é de cerca de 800t.

https://www.youtube.com/watch?v=YrWFu0SL25o

Armamento:

A classe karakurt está equipada com um canhão automático AK-176MA de 76,2mm, essa é uma versão atualizada do canhão naval AK-176, que pode disparar uma taxa de 150 tiros por minuto, a arma integrará um sistema de controle digital e uma estação optronica do tipo Sfera-2 que tem por capacidade visualizar múltiplos alvos em grande intervalo.

Seu principal armamento serão os oito misseis de cruzeiro disparados de um sistema de lançamento vertical que pode ser os misseis do tipo Kalibr-NK com capacidade de acertar o alvo a 2500 km como foi visto no conflito da síria ou misseis com propósitos navais do tipo P-800 Onix, com alcance superior a 350 km e velocidade superior a mach 2.5 mach, ou um misto desses misseis dependendo da missão.

Para garantir a proteção aérea, essas corvetas estarão equipadas com sistemas Pantsir-M e dois sistemas de armas AK-630M 30mm (CIWIS), que podem atingir além de alvos aéreos alvos também na superfície  como barcos pequenos e rápidos no alcance de 5000 metros. A corveta também vem equipada com duas metralhadoras pesadas de 12,7mm manuais, essa embarcação não foi projetada para o combate submarino.

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Defesa Traduções-Plano Brasil

Programa US MALD-X completa demonstração de voo livre

Tradução e adaptação- E.M.Pinto

Nos dias 20 e 22 de agosto, foi completado com sucesso uma série de demonstrações de voo livre do sistema de armas  MALD-X. Foi o que relatou o Gabinete do Subsecretário de Defesa para Capacidades Estratégicas (SCO) da Subsecretaria de Defesa e Engenharia dos EUA (Aircraft Miniature Air Launch Decoy) e o Centro Naval de Guerra Aérea Naval em Point Mugu,

Este projeto inovador e colaborativo baseia-se na plataforma MALD, um sistema de sucesso que procura demonstrar a eficácia operacional e a vantagem tática proporcionada por um grande número de plataformas colaborativas e dispensáveis, ​​destacadas com a conclusão de uma complexa demonstração de voo livre de técnicas avançadas de guerra eletrônica. 

” O rápido desenvolvimento e demonstração foi possível graças à colaboração técnica cruzada entre a Força Aérea e a Marinha “, disse Chris Shank, diretor da SCO… O MALD-X está entregando à Marinha para completar o desenvolvimento do sistema e fazer a transição para uma capacidade operacional. O excelente trabalho em equipe técnica cruzada é um exemplo para futuros projetos inovadores… A modularidade do MALD-X permite que a Marinha injete rapidamente cargas úteis e capacidades adaptáveis ​​em futuros conjuntos de missão ainda desconhecidos… O MALD-X oferece aos futuros caças e aviões de combate a capacidade de se concentrar na natureza das ameaças emergentes em vez de ficarem sobrecarregado, e é capaz de fazer um sistema interagir com elementos de missão e ações de apoio à missão “, disse Matthew O’Connell, gerente do programa MALD-X. 

O programa MALD-X continua buscando vários aprimoramentos para o veículo que forneceriam conjuntos de missão adicionais que serão demonstrados no próximo ano. Desenvolvido pela Raytheon, o MALD é um chamariz de baixo custo e modular, é programável e dispensável lançado pelo ar e imita as aeronaves de forma a confundir sistemas defensivos inimigos. O MALD pesa menos de 150kg e tem um alcance de aproximadamente 800 km e resistência de 90 minutos, de acordo com Raytheon.

 

Fonte: Air Recognition

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Aviação Defesa Sistemas Navais Traduções-Plano Brasil

ROSTEC INICIA A MODERNIZAÇÃO DO PORTA-AVIÕES INDIANO VIKRAMADITYA

Tradução e adaptação-E.M.Pinto

Seguindo o programa de cooperação técnico-militar com a Índia, a holding Technodinamika (parte da Rostec State Corporation) começou a executar a supervisão da instalação dos sistemas hidráulicos no porta-aviões INS Vikramaditya da Marinha Indiana. Este projeto é mais um passo para o desenvolvimento da cooperação técnico-militar entre a Índia e a Rússia.

Dentro do projeto, estão previstos a supervisão da instalação, comissionamento e testes de mar do porta-aviões Vikramaditya.

https://www.youtube.com/watch?v=vr5tYlEVH5c

“A supervisão da instalação dos sistemas hidráulicos no Vikramaditya é um passo importante na atualização do que é atualmente o mais poderoso porta-aviões da Marinha Indiana”, disse o diretor de tecnologia da Technodinamika, Igor Nasenkov. “O projeto do Vikramaditya é extremamente promissor, levando em conta o programa de desenvolvimento de longo prazo da frota de aviões indianos, segundo o qual, até 2027, ele adquirirá mais dois navios.”

Os sistemas hidráulicos GS-1MF e GS-3 são utilizados para o reabastecimento, limpeza e pressurização de sistemas hidráulicos de aeronaves e helicópteros que fazem parte da ala aérea do porta-aviões.

O porta-aviões Vikramaditya resulta de uma profunda modernização do porta-aviões Admiral Gorshkov e foi projetado para substituir o INS Viraat, que chegou ao fim de sua vida útil.

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Há 15 anos, o Brasil sofria seu pior acidente em exploração espacial

Sabemos que o Brasil, especialmente quando comparado aos Estados Unidos e à antiga União Soviética, está anos-luz distante de ter um programa de exploração espacial profícuo. Poucas vezes nosso país se aventurou a desenvolver tecnologia espacial de ponta ou mesmo tentar lançar dispositivos para o espaço, obviamente por falta de interesse e recursos, e não de capacidade humana.

Apesar disso, o Brasil iniciou um programa espacial moderno em 1956, dois anos antes da fundação da NASA, com a criação de uma base de rastreio em Fernando de Noronha que serviria para “vigiar” as transmissões a partir dos foguetes que decolavam da estação no Cabo Canaveral, de onde a grande maioria dos foguetes da agência espacial norte-americana vieram a decolar e ainda o fazem até hoje.

[embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=MXSDHu54_wA[/embedyt]

Lançamentos na Linha do Equador

O programa espacial brasileiro teve altos (não muito altos) e baixos durante as décadas de 1960, 1970 e 1980, mas entrou no decênio de 1990 com empolgação: a AEB, Agência Espacial Brasileira, começou a realizar diversas decolagens a partir do Centro de Lançamento de Alcântara, a 32 quilômetros de São Luís, capital do estado do Maranhão. Sua latitude, por ser próxima à Linha do Equador, diminui o consumo de combustível das naves que partem de lá.

O Centro de Lançamento de Alcântara foi inaugurado em 1º de março de 1983 e serviu como substituto para o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, no Rio Grande do Norte. Após quase 30 decolagens feitas da base de lançamento de Alcântara, um terrível acidente com o foguete VLS-1 XV-03 da missão SATEC deixou 21 mortos, todos funcionários do Centro Técnico Espacial (CTA) de São José dos Campos, no estado de São Paulo.

“Após quase 30 decolagens feitas da base de lançamento de Alcântara, um terrível acidente com o foguete VLS-1 XV-03 da missão SATEC deixou 21 mortos”

Fogo e destruição

Um incêndio seguido por uma explosão foi causado pela ignição acidental de um dos quatro motores do foguete brasileiro, conforme relatou o ministro da Defesa na época, José Viegas. O acidente aconteceu três dias antes da data prevista para a decolagem da missão, 22 de agosto de 2003, e pode ser rapidamente visto por quatro câmeras que monitoravam cada um dos andares da base de lançamento.

O fogo se alastrou a partir da base do veículo e em segundos tomou todo o foguete, chegando até sua extremidade superior onde estava o satélite que seria colocado em órbita. Câmeras externas também mostram a tragédia: é possível ver a explosão da base onde o veículo estava armazenado pouco depois das 13h26.

O objetivo da missão – também chamada de Operação São Luís – era colocar em órbita circular equatorial os satélites meteorológicos SATEC, do INPE, e o UNOSAT, da Universidade do Norte do Paraná.

[embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=LA3vrWl56K0[/embedyt]

Motivos e negligência

Segundo o tenente-brigadeiro Astor Nina de Carvalho, comandante do Centro de Lançamento de Alcântara, a tragédia com o VLS-1 começou com o incêndio causado pela ignição acidental do motor que se alastrou em velocidade impressionante, chegando a temperaturas de 3 mil graus Celsius, que derrubou a torre de lançamento sobre o foguete e causou a explosão. A plataforma onde os 21 técnicos do CTA da Aeronáutica trabalhavam também ruiu, levando todos a óbito imediatamente.

“Algumas pessoas mais ‘criativas’ chegam a cogitar a possibilidade de terrorismo, sabotagem, especialmente por parte dos Estados Unidos”

Muitas investigações foram feitas no local do acidente para determinar as causas do incêndio e encontrar culpados pelas mortes. As famílias dos técnicos até hoje lamentam o ocorrido e sentem o esquecimento público do caso e a negligência do governo no que diz respeito ao amparo que deveriam receber após a perda de entes queridos.

Algumas pessoas mais “criativas” chegam a cogitar a possibilidade de terrorismo, sabotagem, especialmente por parte dos Estados Unidos, que teriam propositalmente causado o acidente para evitar que outros países entrassem no ramo da exploração espacial — área que os norte-americanos têm dominado após o fim da União Soviética —, como se a exploração espacial brasileira ameaçasse a hegemonia do Tio San.

[embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=sC8kQgzufm8[/embedyt]

Futuro à vista

No século XXI, o Centro de Lançamento de Alcântara continuou funcionando, tendo, em 2010, colocado em órbita com sucesso um foguete de médio porte, o VSB-30, que realizou testes em microgravidade e conseguiu retornar a salvo para a Terra. Da mesma base também saiu o primeiro foguete de propulsão líquida do Brasil, em 2014.

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Torcemos para que esse acidente, pelo menos, tenha ajudado os responsáveis pelo desenvolvimento de tecnologia espacial no Brasil a entender melhor o funcionamento de seus dispositivos, para que isso não torne a acontecer e vitimar fatalmente funcionários envolvidos nessas missões.

Fonte: .tecmundo

Edição Plano Brasil

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ADSUMUS

ADSUMUS: Pelotão de Motociclistas da Companhia de Polícia do Batalhão Naval (CiaPolBtlNav) participam da escolta do 2º Passeio Motociclístico da Semana do Soldado.

Batedores que realizaram a escolta
O Pelotão de Motociclistas da Companhia de Polícia do Batalhão Naval (CiaPolBtlNav) apoiou o 2º Passeio Motociclístico em comemoração  Semana do Soldado no dia 18 de agosto.
O evento, organizado pelo Exército Brasileiro (EB), sob coordenação do 1º Batalhão de Polícia do Exército (1ºBPE), em parceria com a Rio Harley-Davidson, integrou diversas instituições das Forças Armadas e Órgãos de Segurança, entre os quais se pode destacar o 1º Batalhão de Guardas do EB, Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, Batalhão de Polícia de Choque e Guarda Municipal, do Rio de Janeiro, batedores do próprio 1ºBPE e da CiaPolBtlNav.
Batedores escoltam o comboio
Durante o encontro, 768 motocicletas participaram do passeio. Os motociclistas saíram da sede da Rio Harley-Davidson, no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro-RJ, passando por quase toda a extensão da orla carioca  e finalizando  no 1ºBPE, localizado no bairro  Tijuca-RJ.
Fonte: MB