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Militares brasileiros são alvo de ataque com pedras na República Centro-Africana
Africa
Comboio com militares brasileiros é atacado na República Centro-Africana (Foto: Editoria de Arte / G1)

Comboio com militares brasileiros é atacado na República Centro-Africana (Foto: Editoria de Arte / G1)

Um comboio integrado por dois militares brasileiros foi alvo de um ataque com pedras nesta terça-feira (1º) durante patrulhamento em Bangui, capital da República Centro-Africana.

Os dois atuam como observadores em uma missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no país africano.

Em novembro do ano passado, a ONU pediu ao Brasil o envio de tropas para a República Centro-Africana, mas o pedido ainda não foi atendido. Segundo a Cruz Vermelha, o país vive uma tragédia humanitária.

Segundo o Centro de Comunicação Social do Exército, no ataque, o tenente-coronel do Exército Carlos Rocha ficou ferido e a capitã de corveta da Marinha Márcia Braga sofreu escoriações leves.

De acordo com o almirante Rogério Lage, da Subchefia de Operações de Paz do Ministério da Defesa, o apedrejamento aconteceu durante confronto entre muçulmanos e cristãos no local.

Em razão do ataque com pedras, o motorista do veículo em que os brasileiros estavam perdeu o controle e colidiu com uma árvore, o que, segundo o Centro de Comunicação Social do Exército, causou uma fratura no nariz do tenente-coronel.

Rogério Lage disse que, além da lesão na face, o militar tem suspeita de traumatismo craniano.

Um policial local, que estava armado, ajudou os militares brasileiros a deixar o veículo. Depois que eles foram retirados, informou o centro do Exército, o veículo foi incendiado pelos autores do ataque.

Segundo o Centro de Comunicação do Exército, o tenente-coronel foi encaminhado para um hospital da ONU em Uganda. Ele estava consciente depois do ataque. A capitã de corveta permaneceu na República Centro-Africana.

Os familiares dos militares brasileiros foram avisados. Um adido militar brasileiro estava em deslocamento para o local a fim de obter mais informações sobre o caso e sobre o estado de saúde dos militares.

Segundo o Centro de Comunicação Social do Exército, os observadores são divididos em áreas e, rotineiramente, fazem patrulhamentos a fim de identificar eventuais conflitos nesses locais.

 

Nota do Ministério da Defesa

O Ministério da Defesa divulgou nota à imprensa sobre o ataque na República Centro-Africana:

O Ministério da Defesa, por intermédio da Subchefia de Operações de Paz, informa que, nesta terça-feira, em Bangui, capital da cidade da República Centro-Africana, houve um confronto local no bairro mulçumano PK5. Durante o ataque, uma viatura da Organização das Nações Unidas (ONU), com 2 militares brasileiros, do Estado Maior da Força de Paz da ONU na República Centro Africana (MINUSCA), foi apedrejada, sendo danificada.

Na continuidade da ação, a capitão-de-corveta Márcia Andrade Braga, da Marinha do Brasil, e o tenente-coronel Carlos Henrique Martins Rocha, do Exército Brasileiro, foram feridos. Em seguida, a polícia local agiu e os militares foram deslocados para uma Unidade Médica Nível 2 (atendimento hospitalar de baixa complexidade). A militar da Marinha teve escoriações e ferimentos leves e já recebeu alta. O coronel Rocha teve uma lesão na face e suspeita de traumatismo cranioencefálico, e foi deslocado para uma Unidade Médica Nível 3 (hospital) em Entebbe, Uganda.

O estado de saúde do militar do Exército é estável, e está sendo prestada a assistência necessária a seus familiares. Uma equipe da ONU acompanha o atendimento ao coronel e o adido do Exército Brasileiro está a caminho do local. O Ministério da Defesa coordena as ações referente à situação.

Fonte: G1

"5" Comments
  1. Kkkkkkk, sinto saudades do final da decada de 80 , sem a bandeira da bestial ONU, se resolvia tudo rapidamente , áreas assim eram “limpas ” com muita facilidade, agora hummmmm, o politicamente correto penaliza os milicos que muitas vezes estão lá obrigados , não há solução quando se tenta apaziguar mulas , existe 3 soluções, exterminar todos , dividir a nação e armar adequadamente as partes ou criar uma grande área, zona verde , e lá receber e proteger quem de fato quer sair do inferno . Na operação em si , destacar oque motiva de fato o conflito , religião é um engodo , os motivos são econômicos, ocupem estas áreas, controlem a produção e o comércio, atirem em quem pensar se opor , rapidim se resolve isto é por favor ; meia dúzia de recrutas obedecendo regras gays de engajamento não resolvem nada !

    • francisco

      Bem feito. Quem manda ir fazer papel de polícia no pais dos outros?

      • BLUE EYES, NA RESISTÊNCIA

        Tudo começou na época do desgoverno do molusco petralha condenado que queria a todo custo fazer marketing do Brasil puftência a custa de forçação de barra empregando nossas FAs e gastando BILHÕES de nosso parco dinheiro que hoje nos faz falta…

  2. Adriano Corrêa

    É uma situação sempre perigosa!

    As tropas que irá (e não podem demorar em partir). Deverão levar em conta esses tipos de situações, uma força de choque pra enfrentar e dispersar esses tipos de confrontos.

  3. Hilário Riso

    Trágico para a dupla de militares que sofreu essa violência, mas isto é uma noticia relevante? Quero dizer não acontece toda hora isso no Rio?

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