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Defesa Rússia Sistemas de Armas Traduções-Plano Brasil

Rússia renovará a frota de bombardeiros estratégicos Tu-160 até 2030

Tradução e adaptação: E.M.Pinto

A frota de bombardeiros supersônicos estratégicos Tupolev Tu-160 equipada com novas armas deve ser renovada até 2030, disse o vice-ministro da Defesa russo, Yuri Borisov, nesta última quarta-feira.

“Vamos comprar toda uma frota de novos bombardeiros estratégicos Tu-160 em sua nova versão e realizar uma atualização pesada nas aeronaves operacionais, onde apenas a fuselagem permanecerá, enquanto todos os equipamentos e motores, rádio-eletrônicos de bordo serão substituídos. Por isso, teremos a frota renovada de aeronaves estratégicas em algum lugar até 2030 “, disse Borisov durante sua visita à empresa Kuznetsov, com sede em Samara, que produz motores para aviação de longo alcance.

De acordo com o vice-ministro da Defesa, o novo Tu-160 será menos visível do que seu antecessor “devido a revestimentos especiais”.

“Ao lado, estamos desenvolvendo novas armas, e você não pode comparar o avião Tu-160 com os mísseis Kh-55, Kh-550 e até Kh-101 ao avião, que esperamos  produzir em série por volta de 2030 com novas armas cujos parâmetros serão bastante diferentes “, disse Borisov.

O Tu-160 é o maior avião de combate com uma asa de varredura variável e um dos aviões de combate mais poderosos do mundo. Em 2015, foi anunciada a decisão de reiniciar a produção do bombardeiro estratégico no Kazan Aviation Enterprise. Em 16 de novembro de 2017, o novo avião foi entregue da oficina de montagem final para a estação de testes de voo. Graças à sua atualização, a eficiência do bombardeiro Tu-160 deverá aumentar em cerca de 60%.

 

Fonte: Rusaviaton

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ADSUMUS

ADSUMUS: Comandante de Operações Navais visita a Base Permanente do Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais

O Comandante de Operações Navais foi recebido pelo Comandante da FFE
No dia 15 de março, o Comandante de Operações Navais, Almirante de Esquadra Paulo Cezar de Quadros Küster, visitou a Base Permanente do Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais, localizada no Comando da Força de Fuzileiros da Esquadra (ComFFE), em Duque de Caxias – RJ.
Na ocasião, foram visitadas as instalações do local e o Comandante do Grupamento, Capitão de Mar e Guerra Luis Felippe Valentini da Silva, proferiu uma palestra na qual foram apresentadas, dentre outras, informações sobre a montagem da Base e o preparo dos cerca de 200 militares designados para uma possível participação na Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro-Africana (MINUSCA), que foi criada em abril de 2014, com o intuito de proteger os civis da guerra civil que ocorre no país.
A Base Permanente foi montada com o propósito de ambientar os militares, simulando as condições logísticas que serão encontradas no país africano

Fonte: MB

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Conflitos Terrorismo

Intervenção tem apoio de quatro em cada cinco no Rio

Pesquisa aponta amplo apoio da população carioca à ação dos militares, mas apenas 20% acham que a situação melhorou após um mês de ocupação. Há ceticismo sobre esclarecimento da morte de Marielle.

Militär übernimmt Kontrolle in Rio de Janeiro (Reuters/P. Olivares)Militares patrulham favela no Rio de Janeiro

Após um mês em vigor, a intervenção federal no Rio de Janeiro tem o apoio de quatro em cada cinco moradores da cidade, mas apenas 21% acham que a situação melhorou com os militares nas ruas, segundo revela pesquisa do Instituto Datafolha divulgada neste domingo (25/03).

A pesquisa, que se concentrou apenas na cidade do Rio, aponta um apoio de 76% à intervenção federal de segurança pública, com 20% opinando contra a decisão do presidente Michel Temer – 5% dos entrevistados preferiram não se manifestar.

Pouco mais da metade dos cariocas se dizem otimistas de que as coisas vão melhorar ao fim da intervenção, mas 71% dizem ainda não terem visto melhoras. Para 36%, tudo continuará como era antes quando o Exército sair das ruas.

Em todas as regiões da cidade e em todos os segmentos socioecômicos, destaca a pesquisa, há apoio majoritário à intervenção. Há, por exemplo, apenas uma pequena diferença no apoio entre quem mora (78%) e quem não mora (75%) em favelas.

Igualmente não há variação na opinião pela cora da pele: brancos, pardos e negros apoiam em 76% a ação dos militares. O apoio, porém, é menor (70%) entre moradores do Rio com nível superior completo de estudos.

Por região, apoiam com menor peso a intervenção os moradores das áreas mais nobres do Rio (63%), discernidas no estudo como Zona Sul (mais Tijuca). O maior suporte aos militares está na Zona Oeste, com 81%.

Em comparação a uma pesquisa feita em outubro do ano passado, o apoio, de maneira geral, ao uso das Forças Armadas para fazer a segurança no Rio caiu, de 83% na época para 79% agora.

A sondagem do Datafolha também confirmou uma sensação crescente entre os cariocas: a de que muitos gostariam de deixar a cidade por conta da violência (73%). Mais de 10% afirmam que evitam sair à noite por medo da criminalidade.

Também foi indagado aos entrevistados se eles acreditavam que o assassinato da vereadora Marielle Franco seria esclarecido: apenas seis em cada dez disseram achar que os responsáveis serão presos.

A pesquisa foi feita entre as últimas quarta e sexta-feiras, em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, e ouviu mais de mil pessoas, com margem de erro de três pontos percentuais.

RPR/ots

Fonte: DW

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Conflitos Geopolítica

Rússia chama expulsão de “gesto provocador” e promete reação

O Ministério afirmou que a Rússia reagirá a decisão dos países da UE e da OTAN de expulsar diplomatas russos por causa do caso Skripal.

Moscou – A Rússia expressou nesta segunda-feira seu “enérgico protesto” pela decisão de países da União Europeia e da OTAN de expulsar diplomatas russos por causa do caso Skripal, numa declaração do Ministério de Relações Exteriores divulgada no site oficial.

“Expressamos o nosso enérgico protesto pela decisão adotada”, afirmou o Ministério, que advertiu que a Rússia “reagirá”.

“Acreditamos que este é um passo como hostil e que não ajuda a estabelecer as causas e a busca pelos culpados”, seguiu o texto sobre o ocorrido em 4 de março em Salisbury (Reino Unido), quando o ex-espião russo Sergei Skripal e a filha dele, Yulia, foram envenenados, segundo o Reino Unido, com um agente químico de fabricação russa.

O órgão manifestou que este “gesto provocador” dos países que “seguem o jogo das autoridades do Reino Unido (…) é a continuação da política de confronto que aponta a uma piora da situação”.

Segundo o Executivo em Moscou, ao acusar infundadamente à Rússia do envenenamento de Skripal e da sua filha, as autoridades britânicas “adotaram, de fato, uma postura parcial e hipócrita”. A parte russa, conforme a declaração, solicitou informação ao Reino Unidos em várias ocasiões, mas não recebeu retornos, embora se trate de uma tentativa de assassinato de cidadãos russos em território britânico.

Fonte: Exame

 

Trump expulsa 60 russos dos EUA e ordena fechamento de consulado

Movimento vem depois de o Reino Unido ter expulsado oficiais russos por ataque contra o ex-espião Sergei Skripal. Outros países europeus podem fazer o mesmo.

São Paulo  – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou nesta segunda-feira (26) a expulsão de 60 russos do país, incluindo diplomatas e funcionários do governo de Vladimir Putin, e fechou o consulado russo na cidade de Seattle. A ação, diz os EUA, é resposta ao ataque com agente nervoso contra um ex-espião que aconteceu no início deste mês no Reino Unido e que teria sido conduzido pela Rússia.

O movimento dos EUA acontece após a expulsão de diplomatas russos do Reino Unido e que foi anunciada há alguns dias pela primeira-ministra britânica, Theresa May, e a cobrança por explicações do governo da Rússia pela União Europeia. Segundo a rede de notícias CNN, a expectativa é a de que outros países europeus realizem manobras diplomáticas do gênero nos próximos dias.

 

Fonte: Exame

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Aviação Tecnologia

IAI centra esforços na energia verde para desenvolver aeronave movida a eletricidade

A Israel Aerospace Industry (IAI) começou a trabalhar no desenvolvimento de soluções de energia verde para uma futura aeronave movida a eletricidade, combinando benefícios ambientais e maior alcance e resistência, além de significativa economia de combustível.

A demanda por aviões elétricos deve alcançar centenas de unidades por ano na próxima década, abrangendo uma gama de tamanhos e diferentes perfis de missões. Estima-se que o uso crescente de propulsão elétrica poupará centenas de milhões de dólares em combustível e manutenção. Os benefícios trazidos ao meio ambiente incluem uma significativa redução de poluição do ar e sonora. Ainda que a propulsão elétrica hoje se limite majoritariamente a aeronaves muito leves, a IAI estima que, à medida que a tecnologia continua a amadurecer, o mercado se diversificará para aviões de passageiros de curto alcance e outras configurações.

A IAI tem muitos anos de experiência em sistemas movidos a eletricidade para veículos aéreos não tripulados. Alguns dos produtos desenvolvidos pela empresa incluem os VANTs Panther e Mini Panther, veículos não tripulados com decolagem e aterrissagem verticais, além do veículo de reconhecimento Bird Eye 650.

Nos últimos anos, a IAI tem investido pesadamente em pesquisa e desenvolvimento de sistemas movidos a eletricidade, dentre os quais motores, baterias e fontes de energia. A empresa também monitora de perto o desenvolvimento, integração e demonstração de tecnologias avançadas nesse campo. Ao lado dos projetos que a própria empresa realiza em suas instalações, a IAI também considera colaborações com uma empresa startup em seu mais recente e desafiador projeto de aeronave movida a eletricidade.

Moshe Medina, Vice-presidente do Grupo de Engenharia e Desenvolvimento da IAI, destacou: “O mundo da aviação está prestes a entrar em uma nova era de propulsão elétrica. A melhora significativa das fontes de energia elétrica para a comunicação celular e carros elétricos pode ter um efeito positivo na confiabilidade e eficiência do sistema movido a eletricidade. Isso, por seu turno, pode tornar a aeronave elétrica a ‘nova grande tendência’ no mundo da aviação. Os aviões elétricos são mais verdes, mais silenciosos, confiáveis e mais econômicos. Embora muitos desafios tecnológicos precisem ser vencidos como parte do processo de desenvolvimento e certificação, a extensa experiência da IAI nos permite desenvolver um kit de soluções para construir o avião elétrico mais eficiente. Em breve vamos concluir a caracterização e o conceito na fase de design e focaremos nas áreas em que houver o maior potencial para negócios”.

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Defesa Sistemas de Armas Tecnologia

Míssil de precisão entra em fase final

Exército retoma voos de testes do MTC-300, capaz de atingir um alvo a 300 km de distância; primeiras entregas estão previstas para 2023

Roberto Godoy, O Estado de S.Paulo

26 Março 2018 | 05h00

O primeiro míssil brasileiro de cruzeiro, o MTC-300, com 300 km de alcance e precisão na escala de 50 metros, entra na fase final de desenvolvimento esse ano, com a retomada dos voos de teste. As primeiras entregas para o Exército estão previstas para 2020 – encomenda inicial de 100 unidades, definida em 2016, está sendo negociada e será entregue em lotes sequenciais até 2023. O investimento no programa é estimado em R$ 2,45 bilhões.

O míssil é o vetor mais sofisticado do desenvolvimento do Astros 2020, a sexta geração de um sistema lançador múltiplo de foguetes de artilharia criado há cerca de 35 anos pela empresa Avibras, de São José dos Campos. O Programa Estratégico Astros 2020 cobre a compra e a modernização de uma frota de 67 carretas lançadoras e de veículos de apoio, a pesquisa do MTC-300 e também a de um novo foguete guiado, o SS40G, de 45 km de raio de ação. No pacote entra a instalação do Forte Santa Bárbara, em Formosa (GO), sede do grupo, que já opera 53 viaturas da versão 2020.

“O míssil expande a capacidade de dissuasão do País e confere ao Exército apoio de fogo de longo alcance com elevados índices de precisão e letalidade porém com mínimos danos colaterais”, analisa um oficial da Força ligado ao empreendimento. É um recurso empregado para missões de destruição de infraestrutura, como uma central geradora de energia ou um complexo industrial. A cabeça de guerra de 200 kg de explosivos é significativa. “Com duas delas é possível comprometer o funcionamento de uma refinaria de petróleo de grande porte”, considera o engenheiro militar.

A configuração do MTC 300 é o resultado de 13 anos de aperfeiçoamento. O desenho é moderno, compacto, e utiliza asas retráteis que se abrem depois do disparo partir do casulo transportado por uma carreta. O motor de aceleração usa combustível sólido e só é ativado no lançamento. Até agora foram realizados 16 voos de ensaio. Há ao menos mais quatro em fase de agendamento antes do começo da produção de pré-série.

Míssil MTC-300
Primeiras entregas do míssil MTC-300 estão previstas para 2023 Foto: JF Diorio/Estadão

Durante o voo de cruzeiro, subsônico, o míssil tem o comportamento de uma pequena aeronave – a propulsão é feita por uma turbina desenvolvida também pela Avibrás. Ela foi construída para durar 40 horas, dez vezes mais que as quatro horas do tempo máximo de uma missão de ataque. A navegação é feita por uma combinação de caixa inercial e GPS. O míssil faz acompanhamento do terreno com um sensor ótico-eletrônico, corrigindo o curso em conformidade com as coordenadas armazenadas a bordo.

Regras. A arma está no limite do Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis, o MTCR, do qual o Brasil é signatário. O acordo restringe o raio de ação máximo a 300 quilômetros e as ogivas a 500 quilos. O MTC-300 está dentro da distância fixada e atua com folga no peso, sustenta o presidente da Avibras, João Brasil de Carvalho Leite.

O míssil ainda não tem o radar necessário para buscar alvos móveis. O recurso permitiria realizar por exemplo, um disparo múltiplo contra uma frota naval, liderada por um porta-aviões, navegando a até 300 quilômetros do litoral – no caso do Brasil, eventualmente ameaçando províncias petrolíferas em alto-mar. Uma bateria do sistema é composta por seis carretas lançadora com suporte de apoio de viaturas remuniciadoras, um blindado de comando, um carro-radar de tiro, um veículo-estação meteorológica, um de manutenção e, quando houver uso do míssil, um de preparo de combate.

O MTC-300 é disparado por rampas duplas – cada carreta levará quatro unidades. O Astros 2020 completo pode utilizar quatro diferentes tipos de foguetes. O modelo SS-30 atua em salvas de 32 unidades e o SS-40, de 16. Os maiores, SS-60 (70 km de alcance) e SS-80 (cerca de 90 km), de três em três. O grupo se desloca a 100 km/hora em estrada preparada e precisa de apenas 15 minutos de preparação antes do lançamento. Cumprida a missão, deixa o local deslocando-se para outro ponto da ação, antes que possa ser detectado.

O mercado internacional para o produto é amplo. Uma prospecção feita há dois anos pela Avibras entre países clientes, operadores das versões mais antigas do sistema de foguetes – Arábia Saudita, Malásia, Indonésia e Catar, além de três novos interessados, não identificados – indicou um potencial de negócios entre US$ 2,5 bilhões e US$ 3,5 bilhões a serem definidos até 2025. A empresa, que atravessou uma séria crise até 2015, quando registrou receita bruta de R$ 1,1 bilhão, cresceu 20% em 2017, obtendo receita liquida de R$ 1,7 bilhões.

Fonte: Estadão