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Braço Forte Brasil Defesa

Portaria conjunta do Exército Brasileiro e Receita Federal incrementará comércio de produtos controlados

Crédito: STen Negreiro e Sd R. Carvalho

Brasília (DF) – Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança, em 2017 esse segmento da economia movimentou R$ 200 bilhões, com a geração de 25 mil empregos diretos e 100 mil indiretos. Entretanto, esses números poderiam ser ainda mais expressivos, se a cadeia logística de produtos controlados sofresse menos entraves aduaneiros na exportação e importação de insumos. Com o objetivo de colaborar para agilizar tais processos, foi assinada, no dia 14 de março, em Brasília, uma portaria conjunta entre o Exército Brasileiro e a Receita Federal do Brasil.

A cerimônia de assinatura foi realizada no Forte Caxias – Quartel-General do Exército, tendo como signatários o Comandante Logístico, General de Exército Guilherme Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, e o Secretário da Receita Federal do Brasil, Jorge Antonio Deher Rachid. Também estiveram presentes o Ministro do Superior Tribunal Militar, General de Exército Marco Antônio de Farias, e oficiais-generais que compõem o Comitê de Gestão de Controle de Riscos do Comando Logístico (COLOG).

A parceria firmada entre o Exército e a Receita Federal tem por objetivo facilitar o comércio exterior de Produtos Controlados pelo Exército (PCE). Dentre esses produtos, destacam-se as armas de fogo, munições e alguns compostos químicos que oferecem maior risco à sociedade.

A Portaria conjunta viabiliza o planejamento e a execução de um projeto-piloto referente ao Programa Brasileiro de Operador Econômico Autorizado (OEA), passo importante na desburocratização dos processos de exportação e importação de PCE no mercado econômico nacional. Basicamente, a implementação de um programa OEA objetiva maior segurança, rapidez e competitividade comercial ao País.

A certificação de exportadores e importadores de PCE, por meio do OEA Exército, permitirá simplificar os controles administrativos, bem como reduzir recursos financeiros e humanos do Sistema de Fiscalização de Produtos Controlados, que poderão ser aplicados em outras atividades. Dessa forma, a iniciativa atende ao princípio constitucional da eficiência, aprimorando processos na prestação de serviço administrativo pelo Estado.

O General Theophilo acredita que a nova legislação “agilizará os trâmites burocráticos para importação e exportação de material de emprego militar, pois as empresas que atuam nesse setor passarão a ser credenciadas pelo Operador Econômico Autorizado, representando um ganho para o Sistema de Fiscalização de Produtos Controlados”.

Já o Secretário da Receita Federal qualifica a iniciativa como um passo importante na relação com o comércio exterior, envolvendo produtos de interesse para o Exército Brasileiro, com redução do tempo de despacho e custos do processo, além de segurança jurídica. “O programa OEA é orientado pela Organização Mundial de Aduanas, e a Receita Federal já expandiu para quase 170 operadores, facilitando a cadeia logística no território brasileiro e dos países com quem mantemos comércio”.

Fonte: Exército

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Sistemas Navais Traduções-Plano Brasil

Chineses trabalham no sexto Destroyer Type 055

Sean O’Connor, Indianapolis 

Tradução e adaptação-E.M.Pinto

As imagens de satélites comerciais recentemente capturadas mostram que a China iniciou a construção em seu estaleiro em Dalian do sexto Destroyer lança mísseis Type 055 para a Marinha do Exército de Libertação do Povo (PLAN).

Segundo a matéria da Jane´s, a imagem do satélite mostra que a montagem do primeiro andar para o casco 6 ocorreu entre 21 de dezembro de 2017 e 3 de janeiro de 2018. Dois cascos de navios do mesmo modelo encontravam-se em estágios finais de montagem, estão presentes em um vizinho Doca seca.

Os cascos 1 e 2 estão sendo construídos nas instalações do estaleiro de Jiangnan perto de Xangai, onde o trabalho no casco 5 começou em Novembro de 2017.

 

Fonte: Jane’s 360 

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Braço Forte Brasil Defesa

Operações em Roraima visam à coordenação e à segurança de venezuelanos que fogem da crise humanitária.

Boa Vista (RR) – Na última semana, foram estabelecidas duas operações pelo Ministério da Defesa em apoio à crise humanitária causada no estado de Roraima, devido à fuga de venezuelanos de seu país. A primeira, Operação Acolhida, está sob a coordenação da Força-Tarefa Logística Humanitária e atuará de modo interagências, envolvendo vários órgãos da esfera federal, estadual e municipal. O objetivo, nessa fase inicial, é recepcionar e apoiar os refugiados, por meio de medidas assistenciais, como distribuição de alimentos, melhoras nas condições dos abrigos e apoio de saúde.

Sob a responsabilidade do Exército Brasileiro, foi desencadeada, pela 1ª Brigada de Infantaria de Selva (1ª Bda Inf Sl), a Operação Controle, que tem por objetivo aumentar a segurança na faixa de fronteira roraimense, intensificando a triagem e o controle dos refugiados, direcionando-os para os centros de acolhimento e auxiliando o processo de interiorização deles no Brasil ou de retorno à Venezuela.

No dia 12 de março, o Presidente da República editou a medida provisória nº 823/2018, liberando um crédito extraordinário de 190 milhões, para atender ao planejamento do Ministério da Defesa na questão do apoio humanitário aos venezuelanos. O recurso faz parte da ação federal prevista na medida provisória, editada em fevereiro deste ano pelo Chefe do Executivo Federal.

Ministério da Defesa em reconhecimento à área para as ações emergenciais

Com foco nas operações a serem desencadeadas, nos dias 9 e 10 de março, uma comitiva do Ministério da Defesa, que integra o Comitê Federal de Assistência Emergencial aos Imigrantes Venezuelanos, foi recebida pela 1ª Bda Inf Sl. Dentre os objetivos dessa atividade, encontrava-se o reconhecimento de vários locais da cidade de Boa Vista e Pacaraima ocupados por venezuelanos.

A comitiva foi recebida pela Governadora do Estado de Roraima, Senhora Suely Campos, para uma reunião no Palácio do Governo, pautada em ações emergenciais que serão desenvolvidas no estado.

Compuseram a representação do Ministério da Defesa o Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Almirante de Esquadra Ademir Sobrinho; o Chefe de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa e futuro Comandante Militar da Amazônia, General de Exército César Augusto Nardi de Souza; além de oficiais-generais da três Forças e outras autoridades civis. Os visitantes estiveram acompanhados do Comandante da 12ª Região Militar, General de Divisão Carlos Alberto Mansur; do Coordenador Operacional da Força-Tarefa Logística Humanitária, General de Brigada Eduardo Pazuello; e do Comandante da 1ª Bda Inf Sl, General de Brigada Gustavo Henrique Dutra de Menezes.

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Conflitos Geopolítica Rússia Síria Sistemas de Armas Sistemas Navais Traduções-Plano Brasil

A Rússia e EUA enviam grandes forças militares para a Síria 💡

Rustam- Moscou

Tradução e adaptação E.M.Pinto

Nas últimas 24 horas, a Rússia transferiu sistemas adicionais de mísseis S-400 e aviões de combate, navios de superfície, submarinos e navios de assalto de propósito específico para a Síria. Os EUA estão deslocando forças navais e aéreas para atacar a Síria apartir do Mediterrâneo, Jordânia, Turquia, Chipre e Iraque.

A situação em torno da Síria continua a deteriorar-se rapidamente. Na mídia, nem toda a informação relacionada ao confronto entre a Rússia e os Estados Unidos sai de Forma oficial.

Embora toda atenção esteja focada no escândalo entre a Rússia e a Grã-Bretanha, os americanos, aparentemente, não se recusam a atacar a Síria. Washington não deu ouvidos nem ao aviso do Estado-Maior russo de que os militares russos responderão com um único golpe, que também incluirá as “transportadores ” de mísseis americanos.

 

Com base em dados abertos, os Estados Unidos e seus aliados estão transferindo a aviação para a fronteira com a Síria, em particular, bases aéreas na Jordânia, Turquia, Chipre e Iraque e a Marinha dos EUA está localizada no Mar Mediterrâneo.

Para parar o golpe, o departamento militar russo recorre não apenas à retórica verbal, mas também as ações militares muito concretas.

Uma série de publicações ocidentais afirmam que sistemas S-400 adicionais foram transferidos para o território da Síria nas últimas 24 horas, a mídia informou a transferência de dezenas de caças Su-30SM e Su-35, As fragatas almirante “Essen” e Almirante “Grigorovich”, os navios de assalto anfibio BDK Orsk e Minsk, os navios de patrulha naval Pytlivy foram deslocados para  região segundo informou o newsli.ru.

Em geral, o agrupamento russo de navios no Mediterrâneo aumentou para duas dúzias, incluindo até seis submarinos – é um acumulo sem precedentes de frotas na Rússia para um território limitado.

De acordo com informações do lado turco, o BDK transporta forças especiais russas. Aparentemente, o Ministério da Defesa da Rússia deixa claro que um golpe na Síria significará em um ato aberto de agressão contra a Federação Russa e um ataque em retaliação trará perdas inaceitáveis ​​para os atacantes.