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Israel Aerospace Industries lança cápsula rebocável de autodefesa

A Israel Aerospace Industries (IAI) lançou um novo sistema de guerra eletrônica que proporciona uma camada adicional de autodefesa às aeronaves. Esse sistema único e econômico, desenvolvido pelo ELTA Group, subsidiário de inteligência da IAI, é rebocado pela aeronave, protegendo-a à medida que atua como elemento de para os distração mísseis guiados por radar. A nova “isca” rebocada foi nomeada como ELL-8270.

O ELL-8270 se diferencia de outras soluções por ser totalmente autônomo, o que significa que não precisa de energia ou sinal da aeronave e é rebocado por ela com um simples cabo. Apesar de sua grande eficácia, a “isca” tem custo menor do que outras soluções que tentam obter o mesmo resultado. Durante voos em áreas ameaçadas por mísseis inimigos, a isca é posicionada a uma distância segura da aeronave e emite sinais para atrair o míssil para longe da aeronave. O sistema é capaz de lidar com várias ameaças simultâneas, pode ser utilizado por aeronaves de qualquer tipo, é extremamente leve e pode ser recolhido à aeronave ou descartado se preciso.

Esta é uma solução eficaz de autodefesa contra todos os mísseis guiados por radar, incluindo os mais modernos. Assim, ela funciona como uma última camada de proteção depois que todas as outras defesas falharam e um míssil foi lançado contra a aeronave. A IAI tem orgulho de oferecer mais uma solução avançada do ELTA em seu leque de opções para os clientes no segmento de autodefesa contra múltiplas ameaças e soluções para guerra.

O ELL-8270 se junta às cápsulas de autodefesa ELL-8212 e ELL-8222, aos sistemas de alerta antecipado e posicionamento ELL-8265, aos uniformes de autoproteção integrados ELL-8260, entre outros.

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Espaço Negócios e serviços Tecnologia

SpaceX- Lockheed Martin Corp e Boeing visitam a base de Alcântara no Maranhão

O ministro da Defesa do Brasil disse na quinta-feira que a Boeing, Lockheed Martin, SpaceX e outras empresas aeroespaciais dos EUA manifestaram interesse em lançar foguetes da base de Alcântara, e visitaram o local em dezembro.

“Eles ficaram muito impressionados “, Disse o ministro da Defesa, Raul Jungmann, a repórteres. “Eles mostraram interesse, mas não posso dizer se isso se concretizará”.

A localização de Alcântara torna atrativo porque um quinto menos de combustível é usado para lançar satélites em órbita ao longo do equador em comparação com locais mais ao norte ou ao sul. Além da SpaceX, da Lockheed Martin Corp e da Boeing Co, a visita de Alcântara incluía as pequenas empresas aeroespaciais dos EUA como a Vector Space, que pretende lançar pequenos satélites, e Microcosm, que se concentra em fornecer acesso de baixo custo ao espaço, disse um organizador da viagem.

Rubens Barbosa, ex-embaixador brasileiro nos Estados Unidos que organizou a visita à base, disse que as empresas dos EUA estavam ansiosas para usar Alcantara. No entanto, a SpaceX disse que os comentários não estavam corretos. “Relatórios que a SpaceX está interessado em lançar do Brasil são incorretos”, disse o porta-voz John Taylor em um comunicado. Tambem em um comunicado, a Lockheed Martin confirmou uma viagem de estudos a Alcântara e Brasília. “Embora não haja decisões formais neste momento, esperamos um diálogo contínuo”.

A Vector Space Systems não respondeu aos pedidos de comentários.

Já a Boeing disse que enviou dois executivos para visitar a base. “A Boeing vê isso como um momento emocionante na indústria espacial à medida que construímos foguetes, para testar novas naves espaciais e desenvolver tecnologias inovadoras para manter os seres humanos vivos em órbita no espaço profundo”, disse a empresa. “As parcerias internacionais desempenharão um papel importante para tornar isso realidade e aguardamos a participação do Brasil”, continuaram.

As empresas americanas não poderão lançar foguetes do Brasil até que o país sul-americano assine um Acordo de Proteção de Tecnologia (TSA – Technology Safeguards Agreement) com Washington para proteger a propriedade intelectual dos Estados Unidos. Uma tentativa anterior de fazê-lo em 2000 foi barrada pelo governo esquerdista do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando assumiu o poder em 2003 e nunca foi ratificado pelo Congresso.

Os legisladores brasileiros devem aprovar uma nova TSA que agora está sendo negociada com os Estados Unidos. Jungmann disse, além das empresas americanas, que a China, a Rússia, a França e Israel estavam interessados ​​em uma parceria com o Brasil para usar a base de Alcantara. O Brasil prevê vários usuários para a base. “Eu acho que poderíamos configurar cinco plataformas de lançamento”, disse Jungmann. Diversos países trabalharam com o Brasil em atividades espaciais. Nas últimas duas décadas, a China lançou cinco satélites que o Brasil usa para observar a agricultura, o meio ambiente e a destruição da floresta amazônica. O Brasil abandonou planos para construir seus próprios foguetes após uma explosão e um incêndio que em 2003 em Alcântara matou 21 técnicos de alto nivel. O país, então, se voltou para a Ucrânia para fornecer tecnologia espacial, mas cancelou o acordo em 2015 após os problemas financeiros da república da ex-União Soviética a deixaram incapaz de fornecer foguetes como prometido – e ao mau gerenciamento do lado brasileiro.

Fonte: Homem do Espaço

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Negócios e serviços Sistemas de Armas Tecnologia Traduções-Plano Brasil

Romênia a procura por lotes adicionais de caças F-16

Tradução e adaptação- E.M.Pinto

O ministro da Defesa da Romênia, Mihai Fifor, realizou uma conferência de imprensa no dia 20 de fevereiro em que apresentou alguns dos principais projetos de capitalização que se desenrolaram no Ministério da Defesa Romeno. Entre os projetos, ele mencionou a aquisição de um possível lote de até 36  caças Lockheed-Martin F-16.

Atualmente, a Força Aérea da Romênia opera uma mistura de 26 envelhecidos caças MiG-21 da era soviética e 12 F-16 de segunda mão comprados por US $ 181 milhões sob um acordo de governo para governo com Portugal, firmado em outubro de 2013. As seis primeiras aeronaves foram entregue no final de setembro de 2016, seguido de mais três em dezembro. Os últimos três aviões entregues em outubro de 2017.

Estes F-16 foram submetidos a um programa de revitalização e atualização na Lockheed Martin antes de sua transferência para a Romênia. A empresa dos EUA também recebeu um contrato de US $ 24 milhões para fornecer à Força Aérea Romena o sistema de treinamento F-16A / B Block 15, suporte logístico e desenvolvimento de software, conforme anunciou o Departamento de Defesa dos EUA em 24 de abril de 2017. O contrato realizado em Orlando, Flórida, estará completo até 20 de abril de 2021. Este contrato é 100% de vendas militares estrangeiras para a Romênia.

Os MiG-21, entretanto, estão nos seus últimos anos de serviço e a Romênia está ansiosa para retirá-los do serviço. Mas, por enquanto, a aposentadoria deixaria a Força Aérea terrivelmente despreparada. Portanto, é necessário um suplemento ao estoque de F-16.

O primeiro passo envolve uma pequena aquisição de quatro F-16 adicionais. Se isso acontecer como planejado, a Romênia passará a uma compra muito maior de mais 36 unidades. Isso acabaria por dar à Força Aérea uma espinha dorsal de combate de 56 caças de quarta geração. O pedido de 36 unidades reflete uma ambição crescente por parte do Ministério da Defesa para construir capacidade de combate, já que há apenas um ano o objetivo de médio prazo estabelecido para o ministério era para uma ordem de aquisição de 20 unidades.

Fonte: AirRecognition

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Exercito Brasileiro adquire sistema de ponte da General Dynamics European Land Systems.

Uma reportagem do jornalista português Victor Barreira, correspondente do portal IHS Jane’s Defence Weeklyem Istambul, informou que o Exército brasileiro está comprando um sistema de modernas pontes  multifuncionais do tipo Improved Ribbon Bridge (IRB), da empresa General Dynamics European Land Systems. como parte de seu  Programa Estratégico do Exército OCOP (Obtenção da Capacidade Operacional Plena)

Uma proposta foi emitida no final de 2017 através da Comissão do Exército do Brasil em Washington, DC. O contrato está sendo finalizado e a entrega pode ocorrer dentro de um ano após a assinatura, o exército disse a Jane.

A encomenda do Exercito Brasileiro incluirá os diversos módulos de ponte, três caminhões para de transporte dos módulos na configuração 8×8,  e uma embarcação usada para elevação de ponte.



Com informações de Victor Barreira via Janes

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Coreia do Sul assina contrato para a aquisição de 106 carros de combate K2 Black Panther adicionais

Segundo informações divulgadas a Coreia do Sul adquiriu um segundo lote de carros de combate K-2 Black Panther da  Hyundai Rotem . O segundo lote de veículos contempla 106 unidades adicionais que deverão ser entregues ao exército sul-coreano.

A primeira aquisição do K2 Black Panther foi realizada em 2014 quando um contrato para 100 unidades foi assinado entre a  Hyundai Rotem e o Governo.

O K2 Black Panther é o carro de combate sul-coreano que vai substituir os M48A5K Patton e complementar os K1. Oriundo de um projeto totalmente novo e inovador, o K-2 Black Panther é visto pelos especialistas como um dos melhores e mais atuais carros de combate concebidos na atualidade

https://youtu.be/BX4Lak_MjQc

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Austrália: Transferência de tecnologia para veículos blindados AMV35 8×8

Tradução e adaptação- Ghost Plano Brasil

A BAE Systems e Patria selecionaram a RUAG para produzir um sistema de proteção avançada de alto nível para o seu veículo de reconhecimento de combate AMV35 (CRV), A transferência de tecnologia será feita da RUAG Suíça para a RUAG Austrália. O acordo aumenta substancialmente a capacidade da Austrália na área de soluções avançadas de proteção e significa o desenvolvimento de armadura balística para o veículo de combate AMV35 8×8 que será fabricado na Austrália por australianos.

A BAE Systems está juntando-se à RUAG para oferecer o seu veículo de reconhecimento de combate AMV35 8×8 (CRV) às forças australianas que desejam equipar-se com 225 veículos de reconhecimento e combate de nova geração. Se a oferta da BAE Systems Australia for selecionada pela Canberra, a RUAG fornecerá a armadura externa do futuro veículo australiano. O convite à apresentação das propostas para a fase 2 do programa Land 400 coloca os britânicos na concorrência com os alemães da Rheinmetall e, no campo da comunicação, podemos dizer que a vantagem é da BAE. Através de sua subsidiária australiana, a BAE promete construir 225 unidades no estado de Victoria.

Vários ministros de estado australianos também foram à sede da RUAG Austrália em 20 de fevereiro para apoiar a parceria entre os dois fabricantes europeus. Os alemães prometem construir o mesmo número do modelo Boxer, no estado de Queensland. O diretor-gerente da RUAG Austrália, John Yeager, disse que o projeto Land 400 criaria potencial para futuras oportunidades de exportação. Se o AMV35 for selecionado pela Austrália, a subsidiária da RUAG poderá oferecer sua tecnologia, desenvolvida e produzida na Austrália, para as forças do país, bem como para clientes estrangeiros, oferecendo benefícios econômicos para o Estado de Victoria. Yeager indicou com razão que a armadura foi desenvolvida pela empresa-mãe, RUAG Defence Switzerland e que já equipou outros exércitos ocidentais.

A empresa-mãe transferirá para a Austrália o know-how necessário para dominar a tecnologia da blindagem que seria a primeira na indústria de defesa do país. Na semana passada, a BAE Systems anunciou a assinatura de um Memorando de Entendimento com a Universidade de Melbourne, oferecendo aos seus alunos a oportunidade de concluir estágios e treinamento de aprendizado no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da BAE Systems. Fishermans Bend. Uma campanha final do governo de Victoria também foi lançada para a oferta da BAE Systems, com o Partido Trabalhista, colocando outdoors em Canberra para defender a indústria de defesa na região.

No âmbito do projeto, avaliado em US $ 5 bilhões (4 bilhões de euros), devem ser criados 2.000 empregos. Os fabricantes franceses também querem sua participação no bolo da Land 400 e para isso, a Safran e a MBDA juntaram forças em novembro de 2017 para oferecer a tecnologia MMP (míssil de médio alcance / anti-tanque) ao vencedor da Fase 2. A armadura balística selecionada para o AMV35 é um sistema de proteção multi-material que é testado em combate e comprovado.

O AMV35 é um veículo de reconhecimento de combate 8×8 desenvolvido conjuntamente pelas empresas de defesa Patria e pela BAE Systems. Essas empresas apresentaram uma oferta para o programa do Veículo de Recuperação de Combate do Exército Australiano (CRV), 225 veículos de sete variantes para as mais variadas funções serão baseadas em uma única plataforma equipada com sistema de armas comprovadas em combate.

 

Com informações de Armyrecognation

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As exportações de armas da Rússia para a Indonésia atingem US $ 2,5 bilhões ao longo de 25 anos

Tradução e adaptação: E.M.Pinto

O ano de 2018 marca o 60º aniversário das primeiras entregas de armas soviéticas à Indonésia: em 1958, a União Soviética entregou 100 veículos GAZ-69. A Rússia entregou armas no valor de mais de US $ 2,5 bilhões para a Indonésia nos últimos 25 anos, informou na quarta-feira o escritório de imprensa agência de negócios de armas do estado, a Rosoboronexport.

Em geral, as entregas de produtos militares para a Indonésia totalizaram mais de US $ 2,5 bilhões desde novembro de 1992. Durante esse período, a Rússia entregou veículos de transporte de pessoal blindados BTR-80A e veículos de combate de infantaria BMP-3F, fuzis de assalto Kalashnikov da série 100, aeronaves de combate Su-27SK e Su-27SKM, Su-30MK e Su-30MK2, helicópteros Mi-35 e Mi- 17 e também outros sistemas de armas e hardware militar, afirmou o assessor de imprensa citando o presidente da Rosoboronexport, Alexander Mikheyev.

Foi relatado anteriormente que Jacarta pretendia comprar 10 novos caças Su-35 para substituir os aviões mais antigos dos EUA, os F-5 Tiger que operavam na Força Aérea indonésia desde 1980. Consequentemente, a empresa russa de alta tecnologia, Rostec, informou que a Indonésia recebeu uma oferta comercial para 11 aviões Su-35.

Com informações Armyrecognation

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ADSUMUS: Grupamento de Fuzileiros Navais de Brasília (GptFNB) realiza adaptação de novos soldados.

Exercício de controle de distúrbios
O Grupamento de Fuzileiros Navais de Brasília (GptFNB) realizou, no período de 5 a 9 de fevereiro, o exercício “Quartelex – Turma I/2018”. O “Quartelex” é o nome atribuído ao período de adaptação dos novos soldados fuzileiros navais recém-apresentados ao GptFNB.
A atividade teve como objetivo adestrar e familiarizar os 26 soldados fuzileiros navais nas principais atividades desempenhadas pelo grupamento como: a proteção das instalações de interesse da Marinha do Brasil na Capital Federal e o emprego no controle de distúrbios.
Fonte:MB

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ADSUMUS

ADSUMUS: Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE) completa 61 anos

Militares desfilam em continência ao Comandante da Marinha
No dia 8 de Fevereiro, foi realizada a cerimônia alusiva ao 61° aniversário da Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE), presidida pelo Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira.
A ordem do dia, lida pelo Comandante da Força dos Fuzileiros da Esquadra, Vice-Almirante, fuzileiro naval, Cesar Lopes Loureiro, destacou a história da FFE e o importante papel da Força ao longo dos seus 61 anos: “A criação da Força de Fuzileiros da Esquadra, em 1957, foi o resultado concreto da modernização das forças operativas de fuzileiros navais, previstas no regulamento de 1950, rompendo os paradigmas até então existentes, estabelecendo, de maneira definitiva, a vocação anfíbia dos fuzileiros navais.
Ao longo dos últimos 61 anos, mercê de constante evolução impulsionada por gerações de combatentes anfíbios, a FFE passou a ser conhecida no cenário nacional e internacional por suas atuações, dentre elas: na República Dominicana, de maio de 1965 a setembro de 1966, integrando a Faibrás; em Angola, de 1995 até agosto de 1997, contribuindo com quatro contingentes, integrando a Unavem III; e no Haiti, de maio de 2004 a 2017, integrando a Minustah, contribuindo decisivamente para o sucesso da missão naquele país.
Referente ao cenário interno, a FFE exerceu importante papel nos grandes eventos ocorridos no país, como: Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, em 1992; a Jornada Mundial da Juventude, em 2013; nas Copas das Confederações em 2013 e do mundo, em 2014; e nos jogos olímpicos e paralímpicos em 2016, contribuindo decisivamente para o êxito do País na realização desses grandes eventos. A FFE participa também ativamente de operações de garantia da lei e da ordem em todo o território nacional, em apoio aos órgãos de segurança pública estaduais.
A FFE também está apta a realizar operações humanitárias, quando atuou em apoio às populações do Chile, afetadas por um terremoto de grandes proporções em 2010, e nas enchentes que devastaram a região serrana fluminense, em 2011. A capacidade de operar nos mais variados espectros de conflitos, organizada em grupamentos operativos de fuzileiros navais, dimensionados para as características e peculiaridades de cada missão, tornam a Força de Fuzileiros da Esquadra uma Força expedicionária por natureza, com grande poder de combate e permanência nas ações.”
A cerimônia foi encerrada após o desfile da tropa em continência ao Comandante da Marinha.
Cerimônia alusiva ao aniversário da FFE

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Defesa Sistemas de Armas Tecnologia Traduções-Plano Brasil

Saab lança primeira aeronave GlobalEye AEW & C baseada no Global 6000

Tradução e adaptação: E.M.Pinto

Com informações DefenceBlog

A Saab lançou a primeira aeronave GlobalEye Airborne Early Warning & Control (AEW & C) numa apresentação para a mídia a partir de sua cede em Linköping, na Suécia. O GlobalEye é um sistema avançado de monitoramento aéreo baseado em um avião  Global 6000 da Bombardier. A aeronave sofreu um programa de modificação detalhado para adaptá-lo ao seu papel.

O lançamento é um marco significativo no programa.

A Saab está atualmente produzindo o GlobalEye AEW & C, combinando vigilância aérea, marítima e terrestre em uma única solução. O GlobalEye combina um conjunto completo de sensores sofisticados, incluindo o poderoso novo radar de alcance prolongado (Erieye ER), com a aeronave a jato de ultra-longo alcance Global 6000.

“A amplitude e a profundidade de experiência da Saab combinam todo o conhecimento e tecnologia necessárias para projetar, desenvolver e produzir os sistemas AEW & C mais avançados. Nossas capacidades coletivas oferecem soluções incomparáveis, como o GlobalEye.  Este marco é uma clara evidência de que o programa GlobalEye e a Saab estão cumprindo nossos compromissos”. disse Anders Carp, vice-presidente sênior e chefe de área de negócios da Saab.

Esta primeira aeronave está equipada e preparada para ensaios terrestres e de voo para reunir dados aerodinâmicos como parte do programa de desenvolvimento e produção em curso.

O contrato de desenvolvimento e produção foi premiado no Dubai Air Show em Novembro de 2015 pelos Emirados Árabes Unidos com um pedido inicial para dois sistemas. Um pedido adicional dos Emirados Árabes Unidos para um terceiro sistema foi anunciado em 2017. A solução trazida pelo GlobalEye oferece um alcance de detecção alargado, a resistência e a capacidade de desempenhar múltiplos papéis com uma solução, incluindo tarefas como busca e resgate, vigilância de fronteiras e operações militares.

 

Fonte: Defence Blog

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Braço Forte Brasil Defesa

Braço Forte: Soldados da Paz

Cel Marcos Antonio

No dia 15 de outubro de 2017, encerrou-se, definitivamente, a maior e mais longa participação das Forças Armadas brasileiras em uma missão no exterior. Desde 2004, a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH) trabalhou para tornar possível a paz e fortalecer as instituições haitianas, por meio de forte capacidade militar, muitas vezes, amparada pelo capítulo VII da Carta das Nações Unidas. Além disso, houve o esforço conjunto dos órgãos da Organização das Nações Unidas (ONU) e das entidades parceiras para a proteção dos direitos humanos e para o desenvolvimento econômico do país caribenho.

Nesse contexto, faço um relato e algumas reflexões sobre um período difícil e inesquecível da história da ONU, do Haiti e das Forças Armadas do Brasil.

No dia 12 de janeiro de 2010, por volta de 16:30 horas, pelo horário de Porto Príncipe, capital do Haiti, eu estava em frente ao prédio do Forte Nacional, base de uma das Companhias de Fuzileiros do Batalhão Brasileiro da MINUSTAH, aguardando a saída de uma viatura ¾ Land-Rover, que conduziria a mim, na época, major e comandante da 3ª Companhia de Fuzileiros de Força de Paz, e a um de meus comandantes de pelotão, um capitão, para receber 30 militares da minha subunidade, que chegariam ao aeroporto da capital, vindos do Brasil. Do meu grupo, além desse oficial, estava um subtenente, encarregado de material. Havíamos chegado um dia antes, compondo o 1º escalão do 12º Contingente Brasileiro.

Por volta das 16:50 horas, sentimos um leve tremor, que se assemelhava à passagem de um veículo pesado. Em seguida, o tremor aumentou e logo um abalo muito forte estremeceu o chão e fez estourar as janelas de vidro do Forte. Percebendo ser um terremoto, começamos a correr para nos distanciar do prédio. Naquele momento, dois militares da Companhia do 11º Contingente, a qual estávamos substituindo, encontravam-se a pouco mais de três metros à nossa esquerda, quando foram soterrados pela explosão (sim, explosão!) de um grande muro próximo a nós. Não houve como salvá-los. Só conseguimos retirar seus corpos com a ajuda de outros militares, mais de uma hora depois, cavando com as mãos e duas pás.

Após 30 segundos do abalo, olhei para o Forte Nacional e vi que aquela instalação centenária estava no chão. Junto a mim e ao capitão, havia alguns militares e crianças da vizinhança que vieram, chorando, em busca de abrigo. Ao redor, no bairro de Bel Air, só ouvíamos gritos de pânico da população. Uma densa poeira cobriu a região durante alguns minutos.

Aos poucos, surgiram os sobreviventes do Forte. Eram militares brasileiros, incluindo o subtenente de minha Companhia e o comandante que eu substituiria; policiais da ONU (UNPOL); e os haitianos que trabalhavam na Base, conhecidos como “bon bagay”. Um subtenente do 11º Contingente estava soterrado em sua sala e, pelo menos, cinco haitianos da Polícia Nacional do Haiti (PNH), que ocupavam uma delegacia e um alojamento na instalação, estavam desaparecidos. A equipe médica do Forte atendia aos feridos, incansavelmente.

Não tínhamos notícias do grupo de combate daquela subunidade, que permanecia de serviço no Palácio Nacional, residência e local de despacho do Presidente do Haiti. Pensávamos em como tirá-los daquele lugar, o que foi feito por um blindado urutu do esquadrão da Cavalaria. Durante as oito horas posteriores, houve mais de 30 réplicas do terremoto, deixando o clima tenso e imprevisível.

As comunicações estavam inoperantes pela queda das antenas e a destruição dos equipamentos, e os celulares da rede móvel haitiana não funcionavam. As notícias vieram com a chegada da primeira viatura de socorro da Base General Bacelar, onde estava a maior parte do Batalhão. Assim, soubemos da dimensão do terremoto. Havia mortos por toda a região e o caos estava instaurado. A conhecida “Casa Azul”, base de um pelotão brasileiro; o Quartel-General da MINUSTAH, localizado no Hotel Christopher; e vários prédios de autoridades públicas estavam destruídos.

As Unidades de Engenharia de Força de Paz, incluindo a do Brasil, estavam desdobradas para resgatar os feridos e abrir caminho nas ruas bloqueadas pela destruição. Uma dessas equipes chegou ao Forte Nacional à noite e somou esforços para salvar o subtenente que estava soterrado, mas ele não resistiu. Pela manhã e nos dias seguintes, as buscas pelos sobreviventes continuaram, começando uma das maiores operações de ajuda humanitária do mundo, com mais de 70 países envolvidos, com envio de tropas, equipes especializadas em salvamento e saúde, apoio em alimentos e água, e esforço de logística.

Presenciamos, em todos os militares do Exército Brasileiro, um verdadeiro sentimento de abnegação e de cumprimento do dever. Houve o trabalho incansável de tentar salvar vidas, proporcionado pelos integrantes da Engenharia e da Saúde; as ações em manter contínuo o apoio de alimentação e transporte, como o proporcionado pelo pessoal das cozinhas e os motoristas; e a manutenção do ambiente seguro e estável, diante de todo o caos existente, feito pelas tropas de Infantaria e Cavalaria, por meio de patrulhas e operações. São esses apenas alguns exemplos.

Trabalhando semanas em condições desfavoráveis, a tropa brasileira contribuiu para reduzir as consequências daquele terremoto. Foram incontáveis os exemplos de liderança em todos os níveis, bem como a certeza de que nossos militares têm alta capacidade de adaptação diante de situações inesperadas, mantendo sempre o foco na missão, a capacidade de agir e a compreensão do contexto em que estão envolvidos.

O Exército Brasileiro perdeu 18 militares, alguns dos quais, meus conhecidos. Em todo o Haiti, o número de mortos pode ter chegado a 300 mil, com prejuízos estimados em U$ 8 bilhões, sendo considerada uma das maiores catástrofes da história. A missão prosseguiu por mais sete anos e foi concluída com sucesso.

Aprendemos muito com a missão de paz no Haiti. Aprenderam o Brasil, a ONU, as Forças Armadas e o Exército Brasileiro. Cada indivíduo, de cada um dos 26 contingentes do nosso País, deixou sua contribuição para a construção da paz. Resta, agora, aos próprios haitianos, a consolidação de todo esse trabalho.

Fonte: EB blog

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Defesa Navios Sistemas Navais

Fragata “Liberal” é condecorada com a comenda da Ordem do Mérito Naval

Almirante de Esquadra Küster realiza a imposição da comenda da Ordem do Mérito Naval
A Fragata “Liberal” foi condecorada com a comenda da Ordem do Mérito Naval, em cerimônia realizada no navio. Presidido pelo Comandante de Operações Navais, Almirante de Esquadra Paulo Cezar de Quadros Küster, o evento aconteceu no dia 16 de fevereiro.
Criada pelo Decreto n° 24.659, de 11 de junho de 1934, a comenda premia os militares da Marinha do Brasil (MB), que se tiverem distinguido no exercício da profissão e as organizações militares e instituições civis, nacionais e estrangeiras, suas bandeiras ou estandartes, assim como personalidades civis e militares, brasileiras ou estrangeiras, que prestarem relevantes serviços à MB.
A insígnia da Ordem do Mérito Naval tem, no anverso, a efígie da República, rodeada de um círculo de esmalte azul, no qual estão gravadas as palavras “mérito naval” e, no reverso, em idêntico círculo, a palavra “Brasil”.
Fonte: Marinha do Brasil