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Os riscos para a economia mundial em 2018
28 de janeiro de 2018 Economia

Alguns podem ser mais difíceis de se antecipar do que outros, como uma guerra, um colapso repentino dos mercados financeiros ou um desastre natural de grandes proporções.

Mas, em determinados casos, há sinais que alertam os economistas para potenciais ameaças e que permitem fazer previsões no curto e no médio prazo.

GETTY IMAGES – A expectativa é de que a economia mundial cresça 3,1% em 2018

Cecilia Barría

Riscos estão sempre rondando qualquer economia.

Neste início de 2018, diversos organismos internacionais listaram as possíveis ameaças à economia mundial. Apesar da previsão de crescimento de 3,1% para este ano, ainda existem incógnitas e ameaças latentes.

Confira abaixo algumas dos riscos projetados para o ano, de acordo com especialistas consultados pela BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC:

GETTY IMAGES – Um dos principais riscos é que o financiamento se torne mais dicífil.

José Juan Ruiz, economista-chefe do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID):

– Riscos geopolíticos e de estabilidade das instituições e das regras globais. Qual será o futuro da Organização Mundial do Comércio e do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta)? Haverá uma escalada das tensões entre EUA e Coreia do Norte, ou entre EUA e China? Estas são algumas das incertezas que podem prejudicar a economia.

– Queda do crescimento da produtividade, tanto em países desenvolvidos como emergentes. Hoje a produtividade cresce menos do que no passado, porque mundo ainda não sabe como utilizar bem as novas tecnologias nos sistemas produtivos. Outro elemento que influi nessa dinâmica é o envelhecimento crescente da população, que diminui a faixa dos economicamente ativos.

– A surpresa da inflação. Há um consenso amplo no mundo de que estamos em uma fase de inflações estruturalmente baixas, com condições monetárias muito favoráveis e mercados abundantes que criam riqueza financeira com pouca volatilidade. Isso provocou uma sincronização da recuperação econômica. Mas, se a inflação subir nos Estados Unidos (que é o esperado), pode haver um aumento na taxa de juros e mudanças nesse cenário.

– Aumento dos níveis de endividamento do setor privado e também dos próprios países. Com isso, alguns recursos que seriam usados em investimentos ou em programas sociais terão que ser destinados a pagar a dívida.

– Há um dilema moral. As empresas precisam apostar no bem comum, e não apenas nos lucros dos acionistas. Isso é um risco, mas levanta a questão sobre como elas podem ganhar legitimidade perante uma sociedade cada vez mais cansada do aumento da desigualdade. Eu acredito que esse debate pode ter um efeito importante.

GETTY IMAGES – Bolsas de valores em todo o mundo registram alta e juros baixos, mas essas condições poderiam mudar repentinamente

Alicia Bárcena, secretária-executiva da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal):

– Mudança climática. Este é o maior desafio que estamos enfrentando. O aquecimento global, os desastres naturais, a escassez de água e a contaminação podem colocar 122 milhões de pessoas na pobreza extrema, além das que já estão nessa situação hoje.

 Crescente desigualdade. O aumento da desigualdade de renda e a polarização social são consequências adversas da hiperglobalização, especialmente no mundo desenvolvido. Hoje existem oito pessoas que concentram uma riqueza equivalente à de 50% da população mundial mais pobre. A desigualdade ameaça a sustentabilidade econômica e social do atual modelo de desenvolvimento; seus custos ameaçam o bem-estar, o investimento e a inovação.

– Diminuição da confiança na democracia. Uma cultura baseada em privilégios transforma as diferenças em desigualdades. Estas tensões sociais, combinadas com incertezas, têm enfraquecido a confiança pública nas instituições democráticas.

– Crise do multilateralismo. Os grandes e persistentes desequilíbrios na conta corrente dos países, juntamente com as mudanças de localização de empresas e a piora nas condições de trabalho, têm provocado um ressurgimento do protecionismo em muitos lugares. Isso, combinado com negociações comerciais ineficientes, enfraquece o sistema de comércio multilateral internacional.

– Impacto desigual da revolução tecnológica. Mais de 40% da humanidade continua desconectada, não participa e nem tem voz na nova economia digital. Assim como as novas tecnologias redefinem os produtos e o mercado de trabalho, a distribuição desigual e o consumo dessas tecnologias afetam o crescimento e criam novas desigualdades.

GETTY IMAGES – Pode haver queda nos mercados internacionais, após uma fase de alta e pouca volatilidade

Carlos Arteta, economista líder do Grupo de Perspectivas Globais de Desenvolvimento do Banco Mundial:

– Endurecimento abrupto das condições internacionais de financiamento. Isso pode acontecer caso os mercados financeiros reavaliem a velocidade com que os bancos centrais doa países desenvolvidos normalizam suas políticas monetárias. Por exemplo, se a inflação nessas economias crescer mais do que o previsto.

– Reajuste muito rápido nos mercados de ações. Este risco tem aumentado devido a níveis muito altos registrados nas bolsas de valores mais importantes do mundo, assim como baixas taxas de juros. Essas condições poderiam mudar rapidamente e gerar tensão financeira.

– Aumento das restrições ao comércio. A ameaça tem crescido diante das tendências protecionistas de algumas das economias mais importantes do mundo, como a dos Estados Unidos.

– Crescimento da incerteza na política econômica. Mudanças drásticas na condução da economia poderiam afetar as decisões de investimento.

– Aumento das tensões geopolíticas. Um endurecimento das tensões na península coreana ou no Oriente Médio, por exemplo, poderia minar a confiança e prejudicar a atividade econômica.

GETTY IMAGES – A desigualdade ameaça a sustentabilidade econômica e mundial, e empresas também têm que responder por seu papel, segundo especialistas

Fonte: BBC Brasil.com

 

"2" Comments
  1. Pingback: Os riscos para a economia mundial em 2018 | DFNS.net em Português

  2. O que estao fazendo no Brasil e a amostra do que eles estao no resto do mundo. Reduzir a situacao do trabalhador assalariado ao nivel de trabalhador escravizado. Lembram-se se vc nao esta em condicoes de pagar suas dividas, seus credores podem se apropriar de seus bens, fortuna etc em caso vc nada possue vc ainda tem a sua capacidade de trabalho, portanto pode ser forcado tgrabalhar gratis ate pagar suas dividas.

    Como se pode esperar de tudo que o Servico de Desinformaco BBC produz, este artigo tenta apresentar a situaco economica mundial, como nao tao grave, como se a economia estivesse se movendo para frente ainda que nao o nivel esperado de crescimeto 3%, mas nao estamos numa depressao economica. Na verdade o que esta ocorrendo e manipulacao de estatisticas para ocultar a seriedade da situacao economica, Segundo alguns economistas, se utilizassemos os mesmos metidos de analiseseconomicas de 20 ou 30 anos atras, o mundo esta em dpreao economica desde 2009. Uma taxa de regressao economica entre 3 a 5% ao ano.

    E a crise do sistema capitalista mundial par o qual nao ha solucao. Podem exigir sacrificios da populacao trabalhadora reduzindo-a a escravidao, como etao querendo fazer no Brasil, mas nao vao superar essa crise. E queda na taxa de lucro que fazem os capitalistas preferirem investir seu capital na especulacao financeira em vez de investi-los em novas industrias, com novas tecnologias, etc, e crise de superproducao que nao consegue mercados, por causa da queda do poder economico dos consumidores devido a queda nos salarios, e o perigo eminent da explosao a qualquer momento do mercados de titulos de valores, da Bolsa, do mercado de Derivativos, o esgotamento da tentativa de superar as diversas manifestacoes d crise financeira atraves da impressao da dinheiro, o chamado Quantity Easy/QE, que egundo o economistaJim Willie o FED esta imprimindo/digitando em torno de $10 trilhoes de dolares por mes nos ultimos anos nao so para comprar titulos do tesouro do governo norte americano que niguem mais estao comprando, ao contrario, muitos paises estao devolvendo os titulos que possuem e seus bancos centrais e tambem previnir o colapso do mercado de derivativo que resultou da queda nos precos do petroleo mundial.

    A unica solucao real que o sistema capitalista sair dessa depressao economics e a destruicao massiva de todo excesso de capital para o qual nao existe mercado. E capital e constituido de dois aspectos, segundo a economia classic, o cspital morto ja produzido, o aspecto material, edificios ,maquinarias, patents, etc e mao de obra,isto e gente. Destruir cpital significa na pratica eliminar gente, para o qual o sistema nao esta em condicoes de oferecer trabalho e portnto nao pode ser consumidor. A Agenda 21 fala da necessidade d reduzir a populacao mundial para 600 milhoes de pessoas, isto e exterminar uns 5 bilhoes de pessoas. E cancelar as dividas publicas e as diividas individuais e deixarem todos esses bancos que ja estao falidos e so continuam em operacao gracas ao dinheiro que recebem praticamente gratis dos Bancos Centrais, dinheiro digitado sem lastros em nada fisico,. Isso so e possivel numa guerra mundial, que so pode ser termonuclear, ou numa revolucao

    Quando o Servico de Desinformcao BBC cujo o objetivo e acalmar, tranquilizar a populacao e nao publicar uma analise seria, objetiva da situacao economica mundial. o leitor ou ouvinte nao deve concluir que a situacao pode nao estar boa, mas tambem nao esta tao ruim. Ao contrario, situacao economic mundial esta pessimae vair piorar, o o que temos para frente e suor e sangue plus sangue e suor, sem conforto senao o da morte.

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