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Soldados russos receberão novos fuzis AK-12 e AK-15

Novos fuzis Kalashnikov serão a principal arma de pequeno calibre das Forças Armadas do país e comporão o equipamento de combate Rátnik.

Na última segunda-feira (29), o Consórcio Kalashnikov recebeu o direito para fornecer os novos fuzis AK-12 e AK-15 às Forças Armadas russas. O armamento comporá o equipamento de combate Rátnik (“guerreiro”, em português), também conhecido como “soldado do futuro”.

À primeira vista, o novo AK-12 parece uma versão modificada do AK-74. O novo fuzil usa o mesmo cartucho, de calibre de 5,45 mm, mas apresenta paramentos melhores que seu antecessor.

O AK-12 recebeu trilhos Picatinny integrados para a instalação de equipamentos adicionais e tem mira mecânica, com uma linha de pontaria mais extensa.

Além disso, o cano do fuzil foi adaptado para disparar granadas de fabricação estrangeira.

 

O AK-12 também recebeu carregadores em forma de caixa, com capacidade para 30 a 60 cartuchos, e carregadores tipo tambor, com capacidade de 95 cartuchos. Devido à nova forma dos carregadores, os soldados também poderão ver quantos cartuchos já foram disparados.

Segundo especialistas militares, os novos fuzis da Kalashnikov mantêm caraterísticas marcantes do AK-47 e AK-74: simplicidade na concepção, alta confiabilidade, elevada resistência operacional e preço relativamente baixo.


Os novos fuzis podem disparar em fogo seletivo, ou seja, tiros ininterruptos, tiros automáticos e rajadas curtas de dois ou três tiros.

A única diferença técnica entre o AK-12 e AK-15 é o tipo de cartucho. O AK-15 usa cartuchos mais poderosos, de calibre de 7,62 x 39 mm (como o AK-103 e o AK-47).

Fonte: Russia Beyond

Edição: Plano Brasil

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Blindados norte-americanos, uma ferramenta confiável das Forças Armadas brasileiras

Os blindados M113 BR foram utilizados durante a Operação Aço, realizada pela 5ª Brigada de Cavalaria Blindada em setembro de 2017, como conclusão do ano de instrução de suas tropas. (Foto: Exército Brasileiro)
Os primeiros veículos blindados provenientes dos Estados Unidos chegaram para o Exército Brasileiro na década de 1960 e hoje formam uma frota com mais de 700 unidades.

Viaturas blindadas M113 operadas pelo Exército Brasileiro (EB) foram as responsáveis por dar início a uma das maiores operações urbanas já desencadeadas pelas Forças Armadas do Brasil. A Operação São Francisco, realizada em 2014, no Rio de Janeiro, teve como objetivo a ocupação de 15 favelas, a fim de conter a violência decorrente principalmente do tráfico de drogas.

Os carros da família M113 são alguns dos cerca de 700 veículos blindados de origem norte-americana usados pelo EB em operações nas cidades, nas áreas de fronteira e em exercícios de treinamento das tropas. Eles também estão presentes na Marinha do Brasil (MB) que, assim como o Exército, já conduziu os blindados por ruelas do Rio de Janeiro em operações de segurança, em apoio à polícia. “O M113 se comportou muito bem nas ações de segurança no Rio de Janeiro, porque é um veículo que tem mais facilidade para manobra e para transitar em locais estreitos”, destacou o Coronel Everton Pacheco da Silva, chefe da Seção de Blindados da Diretoria de Material do EB.

O M113 é uma Viatura Blindada de Transporte de Pessoal. Como a nomenclatura indica, esses carros foram desenvolvidos para transportar grupos de infantaria e cavalaria em organizações militares blindadas. Os primeiros carros M113 foram adquiridos pelas Forças Armadas brasileiras por meio de um acordo militar com os Estados Unidos, durante os anos 1960. Na década seguinte, o EB ganhou como doação Viaturas Blindadas de Combate M41.

No começo do século 21, uma nova leva de blindados fabricados pelos EUA aportou no Brasil. Esse lote foi composto por 91 veículos M60 A3. Em 2016, chegaram mais 50 veículos, de diferentes tipos: 34 unidades do modelo M577 A2, 12 unidades do modelo M113 A2 e quatro tanques blindados de socorro M88 A1. Todos esses foram fruto de doação realizada pelo governo norte-americano através do programa de Vendas Militares para o Exterior.

Junto com esse carregamento de 50 veículos vieram ainda dois blindados de artilharia M109 A5. Estes obuseiros fazem parte de um contrato em curso, que prevê a entrega de um total de 40 viaturas. Destas, três serão aproveitadas exclusivamente para treinamento das tropas e cinco terão sua carcaça e peças usadas em trabalhos de manutenção. As outras 32 estão sendo modernizadas nos Estados Unidos e devem ficar prontas em 2019.

Com a modernização, os M109 A5 recebem novos equipamentos para navegação do veículo e posicionamento do armamento, incluindo GPS, acelerômetros, sensores e radar de boca. Assim, essas viaturas passam para a versão chamada de M109 A5+ BR. “Adquirimos esses blindados porque mexemos na constituição das brigadas blindadas e houve a necessidade de emprego de mais equipamentos”, contou o Cel Everton.

O CLAnf do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil foi recebido em junho de 2017. O veículo faz parte de um lote de 23 unidades que a MB adquiriu dos Estados. (Foto: Marinha do Brasil)

Atuação concentrada no sul

Quando chegarem ao Brasil em 2019, o lote dos 32 obuseiros M109 A5+ BR serão empregados nas atividades da 5ª Brigada de Cavalaria Blindada e da 6ª Brigada de Infantaria Blindada, que fazem parte do Comando Militar do Sul do EB. Mais de 70 por cento da frota de blindados sobre lagarta do EB – como todos esses fabricados nos EUA – encontram-se em organizações militares do sul do país. Mas há também exemplares de veículos blindados do modelo M60 no Comando Militar do Oeste, onde são usados frequentemente em ações de vigilância das fronteiras como a Operação Ágatae a Operação Fronteira Sul.

Segundo o Cel Everton, não há blindados sobre lagarta na região amazônica nem no nordeste, porque o terreno nessas áreas não é adequado para esses equipamentos. “Já no sul e no oeste os terrenos são mais planos, as estradas são melhores e há campos mais limpos, sem obstáculos impeditivos”, afirnou.

Blindados no Corpo de Fuzileiros Navais

Na MB, veículos blindados sobre lagarta são usados em operações conduzidas pelo Corpo de Fuzileiros Navais. Além dos exemplares dos M113 dos EUA, os fuzileiros navais brasileiros possuem Carros sobre Lagarta Anfíbio (CLAnf) do modelo AAV-7A1.

Os mais novos chegaram em meados de 2017. Até o momento, foram entregues duas unidades, do total de uma compra de 23 viaturas acordada entre a MB e a Marinha dos Estados Unidos.

“O carro lagarta anfíbio é o meio mais característico de uma Força de Fuzileiros Navais, porque é capaz de se deslocar no mar e em terra da mesma forma. Essa característica permite à Marinha projetar seu poder sobre terra”, afirmou o Contra-Almirante do Corpo de Fuzileiros Navais da MB Carlos Chagas, comandante do Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo, em entrevista ao canal do Ministério da Defesa brasileiro, em julho de 2017. “Por isso, esse equipamento é fundamental não só nas operações anfíbias, mas também em algumas operações terrestres”, ressaltou o C Alte (FN) Chagas.

Com esses 23 blindados, que devem chegar até o final de 2018, o Corpo de Fuzileiros Navais da MB terá em seu acervo operacional 49 unidades de CLAnf. Esse será o maior quantitativo entre os fuzileiros das nações da América do Sul.

 

Fonte: Dialogo Americas

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Conflitos

Separatistas iemenitas tomam Áden e governo é confinado em palácio

Separatistas do sul do Iêmen tomaram controle da cidade portuária de Áden após dois dias de confrontos, disseram moradores nesta terça-feira, confinando o governo internacionalmente reconhecido do presidente Abd-Rabbu Mansour Hadi no palácio presidencial.

 Confrontos entre separatistas do sul, apoiados pelos Emirados Árabes Unidos, contra forças leais ao presidente Hadi, sediado na Arábia Saudita, arriscam paralisar a campanha contra o movimento houthi, alinhado com o Irã, no norte do Iêmen.

Os Emirados Árabes Unidos são um importante componente de uma coalizão militar liderada pela Arábia Saudita de Estados árabes que apoiaram o governo de Hadi desde que os houthis tomaram grande parte do país, incluindo a capital Sanaa, há três anos. O governo de Hadi opera em Áden, embora ele more na Arábia Saudita.

Moradores disseram que forças leais ao Conselho de Transição do Sul (STC), formado no ano passado para buscar o renascimento do ex-Estado independente do Iêmen do Sul, tomaram o último reduto das Forças de Proteção Presidencial de Hadi, na área de Dar Saad, no norte de Áden, em confrontos que em alguns momentos envolveram artilharia pesada e tiros de tanques.

Separatistas do sul do Iêmen posam com tanque em Áden 30/1/2018 REUTERS/Fawaz Salman – Foto: Reuters
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Ativistas compartilharam fotos nas redes sociais da bandeira do ex-Estado independente do Iêmen do Sul colocada sobre o portão da base. O Iêmen do Sul foi unido ao Iêmen do Norte em 1990.

Moradores de Áden disseram que combatentes do STC haviam anteriormente tomado postos das Forças de Proteção Presidencial nos distritos de Crater e Tawahi, na área central de Áden.

Fonte: Reuters via, Terra

Edição: Plano Brasil

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Estados Unidos Geopolítica

Primeiro discurso de Trump sobre o Estado da União: Um discurso sombrio

Ao falar de imigração em seu primeiro discurso sobre o Estado da União, Trump pintou um retrato assustador de um país e de um povo, em suas palavras, vítimas da imigração.

Trump durante o discurso do Estado da União

Em seu primeiro discurso sobre o Estado da União, o presidente americano, Donald Trump, não depreciou ninguém pelo nome. Ele não atacou Hillary Clinton nem os meios de comunicação, dois de seus alvos favoritos. Não incentivou divisões entre republicanos e democratas – na verdade, falou muito de bipartidarismo, pedindo aos legisladores que trabalhem juntos em prol do povo americano. Tudo pelas notícias positivas.

Mas, ao mesmo tempo em que o começo – e, até certo ponto, o fim – de seu longo discurso pode ser caracterizado como otimista, com o foco na economia e no orgulho americano, o tom do restante de sua fala se tornou cada vez mais sombrio e ameaçador.

Os trechos sobre imigração, em particular, pintaram um retrato assustador de um país, em suas palavras, vítima tanto da imigração legal quanto ilegal. A forma como Trump descreveu os imigrantes, como fomentadores do caos para o povo americano, atingiu seu ponto mais baixo quando ele explorou a dor com fins políticos. Como na campanha presidencial, ele chamou a atenção na plateia para pais de crianças mortas por membros de gangues que também eram imigrantes sem documentos.

Curiosamente, a parte sobre imigração foi também o trecho mais detalhado de discurso que, no geral, foi pouco específico. Trump reiterou o que, em sua opinião, deveriam ser os quatro pilares de uma reforma migratória: a possibilidade de os chamados “dreamers” receberem a cidadania americana; a construção de um muro na fronteira com o México; o fim da loteria de vistos; e uma diminuição significativa do reagrupamento familiar de imigrantes.

Trump disse que os imigrantes podem levar um número ilimitado de parentes distantes aos EUA – o que, na realidade, é mentira. Os imigrantes com cidadania americana ou que possuem um green cardpodem somente reagrupar seus parentes mais próximos.

De forma abominável, Trump não apenas relacionou a imigração ilegal com a criminalidade de gangues, mas também vinculou as duas principais formas de entrar legalmente nos EUA – a loteria de vistos e o reagrupamento familiar – com o terrorismo.

O próprio presidente americano chamou de “concessão” o projeto para permitir a naturalização dos “dreamers” e, ao mesmo tempo, reduzir drasticamente a imigração legal. Mas sua imagem de um país ameaçado pelos imigrantes deixa, na verdade, pouco espaço para entendimento com os democratas.

Revelador também é o foco de Trump em proteger a subsistência dos americanos das ameaças de qualquer tipo de imigração, além de suas repetidas descrições dos EUA como vítima de um cerco econômico por parte de países que, segundo ele, usam práticas comerciais desleais, prejudicando o trabalhador americano.

Funcionou durante a campanha para impulsionar sua base – e, pode-se dizer, continua funcionado.

Revelador também é o que ele minimizou. A Rússia – sua suposta interferência nas eleições americanas e possível relação com a campanha de Trump são alvo de uma série de investigações – foi mencionada uma vez. A China foi citada três vezes, e a palavra “democracia” não apareceu em nenhum momento do discurso.

O primeiro discurso de Trump sobre o Estado da União será bem recebido entre seu eleitorado e grande parte dos republicanos. Mas o tom profundamente nativista e cerceador é um anátema para qualquer um que considere os EUA uma nação de imigrantes e que acredite no lema E pluribus unum, “de muitos, um”.

Dito isso, o discurso tem pelo menos um efeito prático: deve finalmente acabar com qualquer argumento fútil sobre Trump como potencial “unificador” ou sobre um potencial recomeço sem sua presidência.

  • Michael Knigge é correspondente da DW em Washington

Fonte: DW

 

Em discurso, Trump pede unidade e enfatiza discórdia no Congresso

Em primeiro pronunciamento sobre o Estado da União, presidente adota tom conciliatório ao falar da política interna. Quanto ao cenário internacional, Trump defende postura comercial mais rígida e critica Coreia do Norte.

“A era da rendição econômica chegou ao fim”, disse Trump em pronunciamenro ao Congresso dos EUA

Em seu primeiro pronunciamento ao Congresso americano sobre o Estado da União nesta terça-feira (30/01), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu a unidade nacional e o reforço das fronteiras do país, pedindo uma “família americana unida”. O discurso ocorreu após um ano de um governo bastante conturbado, permeado por escândalos, divisão e controvérsias.

“Esta noite, peço que deixemos de lado nossas diferenças para buscarmos terreno comum e invocar a unidade que precisamos entregar às pessoas que nos elegeram”, disse o presidente aos membros do Congresso americano.

“Quero falar sobre o tipo de futuro que teremos e que tipo de nação seremos. Todos nós, juntos, como uma equipe, um só povo e uma só família americana”, disse Trump, adotando um tom atipicamente conciliatório.

O presidente, no entanto, não deu nenhum sinal de que pretende ceder em relação à redução da migração que defende e que é tema de grandes discussões no Congresso.

De olho nas eleições legislativas em novembro e tentando agradar sua base conservadora, Trump mencionou diversos temas que desagradam a oposição democrata, como o muro na fronteira com o México e novas restrições à entrada no país de familiares dos migrantes que vivem em condições legais nos EUA.

O magnata de 71 anos exaltou os avanços da economia durante seu governo, destacando que o mercado de ações vem atingindo “um recorde após o outro”. Ele voltou a defender uma postura mais rígida de seu país no mercado internacional, dizendo que “a era da rendição econômica chegou ao fim”.

“Os Estados Unidos viraram a página após décadas de acordos comerciais injustos que sacrificavam nossa prosperidade e mandavam nossas empresas, empregos e nossa riqueza para o exterior”, afirmou. “Estamos recuperando tudo isso muito rapidamente.”

Ambição “imprudente” da Coreia do Norte

Ao mencionar uma variedade de temas sobre a política externa, ele denunciou o “caráter depravado” do líder norte-coreano, Kim Jong-un, e alertou que a ambição nuclear “imprudente” da Coreia do Norte poderá “muito em breve” ameaçar o território americano.

“Travamos uma campanha de pressão máxima para evitar que isso aconteça”, disse. Num dado momento, ele apontou para o desertor norte-coreano Ji Seong-ho, ovacionado pelos presentes, citando-o como um exemplo do que chamou de natureza brutal do regime de Pyongyang.

Trump utilizou o discurso de uma hora e 20 minutos para tentar aplacar algumas dúvidas sobre sua presidência, mas evitou tratar do escândalo em torno da suposta ingerência da Rússia nas eleições presidenciais de 2016 e o possível vínculo de Moscou com a campanha que o levou à Casa Branca.

As suspeitas resultaram na abertura de uma investigação por parte de uma comissão liderada pelo procurador especial Robert Mueller. O presidente, porém, não fez qualquer alusão às denúncias ou às investigações.

O líder americano disse ter assinado uma ordem para manter em funcionamento a prisão militar em Guantánamo para suspeitos de terrorismo, revogando mais uma política adotada por seu antecessor, Barack Obama, que tentou fechar o local, alvo de denúncias por parte de organizações de defesa dos direitos humanos.

Recorde no Twitter

Uma pesquisa realizada pela CNN após o pronunciamento apontou que 48% da população teve uma impressão “muito positiva” do presidente. No primeiro discurso sobre o Estado da União de Obama, esse índice foi de 57%. A emissora afirmou que o percentual de aprovação é o mais baixo registrado desde o início do levantamento, em 1998.

O Twitter anunciou que o discurso de Trump se transformou no tema mais compartilhado na história da rede social, com 4,5 milhões de mensagens com as hashtags #SOTU (sigla em inglês do nome do discurso) e #Jointsession (“sessão conjunta”), em referência à reunião da Câmara dos Representantes e do Senado para ouvir o presidente. A mensagem mais retuitada foi a que trazia um link para assistir o discurso ao vivo.

O recorde anterior também era de Trump, com 3 milhões de compartilhamentos, alcançado em fevereiro do ano passado na ocasião de sua fala ao Congresso.

Fonte: DW

 

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Aviação Defesa Destaques Rússia Sistemas de Armas Tecnologia

Bombardeiro russo Tu-160 modernizado realiza primeiro voo

Aeronave pode alcançar 18 mil metros de altura, algo de que nenhum sistema antiaéreo e antimíssil é capaz.

A imprensa russa divulgou um vídeo do primeiro voo do novo bombardeiro estratégico de longo alcance Túpolev Tu-160M2 “Cisne branco”.

O voo foi realizado em 26 de janeiro em Kazan  (800 km a leste de Moscou). Uma delegação liderada pelo presidente Vladimir Putin assistiu ao voo.

O novo Tu-160M2 é um veículo completamente novo, embora o design do interior do novo “Cisne branco” seja idêntico ao de seu antecessor, o Tu-160, de acordo com o vice-diretor da Túpolev, Valéri Solozobov.

 

https://www.youtube.com/watch?time_continue=17&v=g1l7BN2LFr4

“O avião será equipado com aparelhos eletrônicos mais modernos e terá novos sistemas de guerra eletrônica e controle de fogo”, disse Solozobov.

O Tu-160M2 poderá ser equipado com todo tipo de bombas nucleares e convencionais: perfuradores de blindagem e de concreto, bombas de fragmentação, minas marítimas etc. O peso total de carga pode chegar a 40 toneladas.

Fotos: Marina Lys’tseva

Fonte: Russia Beyond

Edição: Plano Brasil

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Conflitos Destaques Geopolítica Rússia Síria

Cúpula em Sochi cria comissão ‘constitucional’ na Síria

Em uma reunião esvaziada e ofuscada pela operação militar da Turquia, os participantes do Congresso do Diálogo Nacional Sírio, realizado em Sochi, na Rússia, concordaram nesta terça-feira (30) em formar uma “comissão” para redigir um “projeto de reforma constitucional” para o país árabe.

Reunião do Congresso do Diálogo Nacional Sírio, em Sochi – Foto: ANSA / Ansa – Brasil
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Esse comitê deverá se reunir em Genebra, na Suíça, sob a égide das Nações Unidas (ONU), para escrever um texto que determine as bases para a convocação de eleições democráticas na Síria. O órgão será formado por membros do governo e da oposição, além de representantes da sociedade civil e líderes tribais.
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No entanto, o congresso em Sochi foi boicotado pelo Conselho Nacional Sírio (SNC), que reúne os principais grupos opositores do regime de Bashar al Assad, e pelos curdos. Estes últimos criticam o “salvo-conduto” dado pela Rússia para a operação militar turca contra forças curdas na região de Afrin, noroeste da Síria.
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A reunião já havia começado com duas horas de atraso porque um grupo de oposição pró-Turquia decidira de última hora não participar das tratativas. Além disso, o breve discurso inaugural escrito pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, e lido pelo ministro das Relações Exteriores Sergei Lavrov foi interrompido por manifestantes contrários às operações do país em solo sírio.

Para muitos observadores, a cúpula de Sochi é uma tentativa do Kremlin de estabelecer um processo de paz paralelo àquele promovido pela ONU, embora as Nações Unidas tenham participado do evento. O objetivo de Moscou seria mediar uma solução favorável à tríade formada com Turquia e Irã.

Fonte: ANSA via, Terra

 

 

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Estados Unidos Geopolítica Rússia

“Lista Putin” de Washington é ato hostil, diz presidente russo

Documento do Tesouro dos EUA com nomes de oligarcas e políticos ligados ao Kremlin irrita Putin. Presidente russo diz que atitude trará complicações, mas que “por hora” não planeja retaliações.

O presidente russo, Vladimir Putin, reagiu com indignação nesta quarta-feira (30/01) ao anúncio da chamada “lista Putin”, divulgada pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos no dia anterior. O documento aponta 96 oligarcas e 114 altos funcionários do governo que teriam ganhado poder ou riqueza graças ao presidente russo.

A aguardada lista inclui russos que podem ser sancionados sob uma lei aprovada no ano passado com o objetivo de punir Moscou por sua suposta ingerência nas eleições americanas de 2016, nas quais Donald Trump foi eleito presidente. A lista não acarreta sanções econômicas ou diplomáticas para seus integrantes, mas aumenta a pressão de Washington sobre Moscou.

Entre os 96 oligarcas listados pelos EUA – que, segundo o Departamento do Tesouro americano acumulam fortunas superiores a 1 bilhão de dólares –, estão nomes como Oleg Deripaska, Mikhail Prokhorov e o magnata do petróleo Roman Abramovich, dono do clube inglês de futebol Chelsea.

Os membros do alto escalão do governo mencionados na lista são o do primeiro-ministro, Dmitri Medvedev, do ministro do Exterior, Sergey Lavrov, além de dezenas de assessores, diretores de empresas estatais ou chefes da inteligência russa. A relação inclui também indivíduos que já foram alvo das sanções internacionais no passado.

Putin lamentou a divulgação da lista, mas disse que, por hora, não planeja retaliações. “É, sem dúvida, um ato hostil. Trará complicações à difícil situação que as relações russo-americanas atravessam, e é claro que prejudica as relações internacionais como um todo”, disse o presidente.

Putin chegou a brincar, dizendo que se sentia ofendido por seu nome não constar na lista. Ele, porém, afirmou que é um ato “estúpido” tratar a Rússia da mesma forma como se trata a Coreia do Norte ou o Irã, ao mesmo tempo em que Washington pede que Moscou ajude a negociar a paz na Península da Coreia.

“Aguardávamos essa lista e, não vou esconder, estávamos prontos para tomar ações retaliatórias, ações sérias, que teriam reduzido nossas relações a zero”, disse Putin O líder russo, porém, afirmou que ainda deseja melhorar as relações com os EUA, motivo pelo qual não tomará nenhuma medida em represália.

“Por hora, vamos evitar essas ações. Mas observaremos com cuidado o desenrolar da situação”, afirmou. “Queremos construir laços estáveis e de longo prazo [com os EUA] com base nas leis internacionais.”

Putin é o favorito para vencer as eleições presidenciais em março, estendendo seu mandado até 2024 e se tornando o chefe de Estado mais longevo no cargo desde Josef Stalin.

O líder opositor Alexei Navalny elogiou a elaboração da lista pelos EUA. Ele afirmou através do Twitter estar satisfeito com o fato de esses indivíduos “terem sido reconhecidas oficialmente em nível internacional como trapaceiros e ladrões”.

Ele questionou, porém, o fato de que alguns empresários russos sem laços aparentes com o governo constam na lista do Tesouro americano, como Sergei Galitsky, fundador da rede varejista Magnit, e Arkady Volozh, CEO do serviço de buscas online Yandex.

Fonte: DW

 

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China Estados Unidos Geopolítica

China é ameaça tão grande quanto a Rússia, diz chefe da CIA

O diretor da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), Mike Pompeo, afirmou que a China é uma ameaça tão grande para seu país quanto a Rússia, cujo governo é acusado de interferir nas eleições presidenciais de 2016.

China é ameaça tão grande quanto a Rússia, diz chefe da CIA – Foto: EPA / Ansa – Brasil
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Em entrevista à rede britânica “BBC”, Pompeo afirmou que os esforços chineses para “influenciar secretamente” o mundo ocidental preocupam tanto quanto a “obra de subversão” levada adiante por Moscou.
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O diretor da CIA citou como exemplo as supostas tentativas de Pequim de “roubar” informações comerciais norte-americanas e de se infiltrar em escolas e hospitais. “Os chineses têm uma pegada muito maior sobre a qual implementar essa missão em relação aos russos”, declarou Pompeo.

No entanto, ele alertou que ainda não percebeu uma “redução significativa” nas atividades subversivas da Rússia e que o país tentará influenciar nos resultados das eleições de meio de mandato, em novembro de 2018. “Tenho toda a expectativa de que eles continuarão a fazer isso”, afirmou, fazendo a ressalva de que os EUA saberão garantir um pleito “justo e livre”.

Fonte: ANSA via, Terra

 

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Defesa Destaques Negócios e serviços

Austrália planeja se converter em um dos maiores exportadores internacionais de armas

Nos próximos dez anos, a Austrália planeja se converter em um dos maiores exportadores internacionais de armas, sendo que a instabilidade global ameaça a paz no mundo.

O primeiro-ministro da Austrália Malcolm Turnbull, caminha na frente de veículos militares durante uma visita a Thales Underwater Systems em Sydney – Daniel Muñoz / AAP / AP

O premiê da Austrália, Malcolm Turnbull, anunciou na segunda-feira (29) que seu governo elaborou uma estratégia para aumentar significativamente as exportações de armamento do país. Neste sentido, a nação oceânica busca transformar-se em uma das principais vendedoras de armas do mundo no prazo de 10 anos.

O elemento central desta nova estratégia é a criação do fundo especial para empréstimos no total de US$ 3,8 bilhões (R$ 11,97 bilhões). O dinheiro deveria ajudar os fabricantes nacionais de armas a acessar os mercados internacionais e impulsionar as exportações.

Atualmente, a Austrália ocupa o 20º lugar na lista dos maiores exportadores de armas. Nos últimos anos, as exportações aumentaram de US$ 1,5 bilhão (R$ 4,73 bilhões) para US$ 2,5 bilhões (R$ 7,9 bilhões).

“Considerando nosso orçamento de defesa, devemos ocupar um lugar mais alto”, afirmou Turnbull, acrescentando que o objetivo principal do país nessa área é “estar entre os dez primeiros”.

Fonte: Sputnik

Edição: Plano Brasil

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Defesa Destaques Geopolítica

Dinamarca investirá R$6,7 bi em gastos militares – contra “ameaça russa”

Parlamentares dinamarqueses concordaram neste domingo (28) em alocar um adicional de 12,8 bilhões de coroas (US$ R$6,7 bi) para gastos militantes durante os próximos seis anos, citando a Rússia como uma das maiores ameaças à sua segurança.

© AP Photo / Mindaugas Kulbis

“A ameaça da Rússia é real e está aumentando, precisamos mostrar determinação com a defesa”, disse o primeiro-ministro Lars Lokke Rasmussen em comunicado citado pela agência de notícias Reuters.

O país vai estabelecer uma brigada militar formada por 4 mil homens e posicionada no Mar Báltico. Para 2018, o orçamento com gastos militares será de 22 bilhões de coroas (R$11,57 bi), valor que subirá gradativamente até 2023, quando o país espera gastar 20% acima dos níveis atuais.

O ministro das Relações Exteriores, Anders Samuelsen também divulgou comunicado em que cita as preocupações da Dinamarca com segurança.

“O cenário de ameaça internacional é muito sério. Uma Rússia mais assertiva perto das fronteiras da OTAN, o terrorismo, ameaças cibernéticas e fluxos irregulares de migrantes são coisas com as quais precisamos lidar”.

A Rússia moveu em 2016, mísseis Iskander-M com capacidade nuclear para o enclave de de Kaliningrado, no Mar Báltico. Um sistema de defesa de mísseis aéreos também foi instalado na região. À época, Moscou argumentou que o deslocamento foi motivadopela “necessidade de defender fronteiras russas diante da expansão militar por parte da OTAN”, nas palavras do porta-voz da presidência da Rússia, Dmitry Peskov.

Fonte: Sputnik

Edição: Plano Brasil

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Estados Unidos Geopolítica Negócios e serviços

Trump promete transformar os EUA no maior parceiro comercial do Reino Unido pós-Brexit

Os EUA se tornarão os principais parceiros comerciais de Londres após a retirada do Reino Unido da União Europeia, disse o presidente Donald Trump, em entrevista à emissora ITV do Reino Unido.

© AFP 2018/ Brendan Smialowski

Em sua primeira entrevista internacional desde que assumiu o cargo em janeiro de 2017, Trump prometeu concluir um acordo comercial com o Reino Unido.

A retirada do bloco do Reino Unido deve ocorrer antes do final de março de 2019.

Anteriormente, Trump disse em uma coletiva de imprensa conjunta com a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, que o comércio entre os Estados Unidos e o Reino Unido aumentará significativamente nos próximos anos.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, disse na quinta-feira que Washington está pronta para negociar um acordo comercial pós-Brexit com o Reino Unido assim que Londres se mostrar disposta.

Fonte: Sputnik

 

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Defesa Destaques Equipamentos Meios Navais Navios Rússia Tecnologia

Kommuna – Navio russo de resgate de submarinos

O navio de resgate de submarinos Kommuna, lançado à água em 1913, começou exercícios no mar Negro, sendo a embarcação mais antiga da Rússia e do mundo inteiro em serviço ativo.

© Sputnik/ Georgy Zimarev

A construção do catamarã de dois cascos Volkhov, que era o nome original do Kommuna, foi iniciada em 1912 e, três anos depois, ele entrou em serviço da Frota do Mar Báltico. Maria, filha do imperador Nicolau II da Rússia, foi quem, segundo a tradição, abriu a garrafa de champanhe durante a cerimônia de lançamento do navio à água.

Desenhado para resgatar submarinos, o navio Kommuna serviu também como navio auxiliar para os submarinos, transportando torpedos e combustível e oferecendo alojamento para cerca de 60 marinheiros em simultâneo.

© SPUTNIK/ RAMIL SITDIKOV – Navio de resgate Kommuna na baía de Sevastopol
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O segredo da longevidade do navio é literalmente isso mesmo: um segredo. Na produção dos cascos do Kommuna foi usado um tipo de aço naval especial concebido pelos engenheiros da usina Putilov, cujo processo tecnológico hoje em dia se perdeu.
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© SPUTNIK/ GEORGY ZIMAREV – Navio de resgate Kommuna
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Os especialistas estimam o estado dos cascos da embarcação como quase perfeito: de fato, só se deterioram as partes adicionadas posteriormente.

Apesar de integrar a Marinha russa, o Kommuna é um navio civil especializado na preparação de mergulhadores e buscas subaquáticas.

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© SPUTNIK/ GEORGY ZIMAREV – O batiscafo AS-28 usado no navio de resgate Kommuna
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Graças a múltiplas modernizações, o navio tem equipamentos modernos, entre os quais os batiscafos de salvamento e resgate AS-28 e o robô submarino Pantera Plus, o mesmo que o navio russo Yantar usou nas buscas do submarino argentino desaparecido ARA San Juan.

O objetivo das manobras no mar Negro é precisamente praticar o uso dos aparelhos submersíveis e a gestão do trabalho dos mergulhadores, detalhou o serviço de imprensa do Distrito Militar do Sul.

Fonte: Sputnik