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Conflitos Estados Unidos

Trump fracassará contra Irã como o “mais esperto” Reagan, diz aiatolá Khamenei

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, disse nesta quarta-feira que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fracassará após ter endurecido contra o seu país, dizendo que este está mais forte do que durante a época de Ronald Reagan, que era “mais poderoso e mais esperto”.

Líder supremo do Irã Khamenei durante cerimônia em Teerã 4/6/2017 TIMA via REUTERS

“Reagan era mais poderoso e mais esperto do que Trump, e era um ator melhor para fazer ameaças, e ele também se mobilizou contra nós e eles derrubaram nosso avião”, disse Khamenei em um discurso transmitido pela televisão estatal.    Em 1988, um navio de guerra dos EUA abateu um avião de passageiros iraniano que voava sobre o Golfo Pérsico, matando todas as 209 pessoas a bordo, um incidente que Washington disse ter sido um engano. Teerã disse ter sido um ataque deliberado ao Irã, então em guerra contra o vizinho Iraque.    “Mas Reagan já se foi e, de acordo com nossas crenças, agora ele enfrenta a retribuição de Deus… enquanto o Irã fez grandes avanços em todas as áreas desde a época de Reagan”, acrescentou o aiatolá.

“Esta tendência continuará sob o presidente americano atual, e quaisquer esperanças de sua parte de que a República Islâmica recuará ou se enfraquecerá é fútil”.    Em outubro Trump se recusou a confirmar que Teerã está obedecendo o acordo nuclear firmado em 2015 com potências mundiais e alertou que pode encerrar o acordo no futuro.    Ele anunciou a mudança na política norte-americana em um discurso no qual detalhou uma abordagem mais agressiva para o Irã devido a seus programas nuclear e de mísseis balísticos e seu apoio a grupos militantes no Oriente Médio.    Conforme o pacto nuclear, sanções impostas aos iranianos foram suspensas em troca de Teerã conter o desenvolvimento de tecnologias com potencial para a fabricação de bombas atômicas.

Fonte: Reuters

 

 

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Coreia do Sul assina contrato com a Noruega para o fornecimento de obuseiro autopropulsado K9 Thunder

A empresa sul-coreana Hanwha Land Systems recebeu um contrato da agência de Material de Defesa Norueguesa – Forsvarsmateriell  para o fornecer 24 obuseiros autopropulsados K-9 Thunder e seis veículos de transporte de munição K-10 ARV ( Ammunition Resupply Vehicle) em um contrato estipulado em  215 milhões de dólares.

As entregas devem ter inicio em 2020 e deverão receber modificações para se adequarem aos requerimentos do Exercito Norueguês.

https://youtu.be/pwvdErBJk9A

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Conflitos Defesa Destaques Equipamentos Negócios e serviços Opinião Rússia Síria Sistemas de Armas Tecnologia

A guerra na Síria e as armas russas

A guerra na Síria foi uma demonstração perfeita das armas russas. Até o antigo armamento soviético conseguiu demonstrar mais uma vez suas altas capacidades de combate e fiabilidade, para não falar das armas modernas. O analista militar Mikhail Khodaryonok disse que “o exército russo deixou o Ocidente estupefato”.

© Foto: Ministério da Defesa da Rússia

Entretanto, apesar dos evidentes êxitos militares na Síria, a Rússia deve passar para um novo modelo de produção e desenvolver suas próprias e promissoras tecnologias no futuro próximo. O país deve se tornar um centro intelectual e tecnológico a nível mundial, disse o especialista.

Segundo Khodaryonok, o complexo militar e industrial do país poderia impulsionar mudanças estruturais na economia. A campanha síria é mais uma evidência da sua eficácia.

Durante a operação na Síria entre 2015 e 2017, as Forças Armadas russas testaram mais de 200 modelos de armas e equipamento militar. A maioria das armas confirmou suas capacidades táticas e técnicas. Entretanto, foi tomada e decisão de parar a produção de dez modelos que não passaram a prova dos combates reais.

Apesar disso, há muitos exemplo. positivos. Em particular, o projétil modernizado de alta precisão Krasnopol, de 152 mm, demonstrou sua eficácia destruindo os carros-bomba jihadistas a uma distância de mais de 15 km. As bombas de aviação KAB-500 e KAB-1500 também neutralizaram alvos jihadistas. Um operador de tanques russo usou meios modernos de navegação e deteção de alvos em uma batalha noturna e destruiu seis tanques inimigos.

Durante o lançamento dos mísseis Kalibr-PL a partir do mar Mediterrâneo, os submarinos russos foram cercados por navios da OTAN, que vigiavam suas ações. O Ministério da Defesa russo lhes forneceu as coordenadas dos lançamentos com antecedência.

Para lançar os projéteis, os submarinos russos subiram primeiro à superfície e depois mergulharam. Após isso, os meios de vigilância dos navios da OTAN os perderam quase  imediatamente nas profundezas do Mediterrâneo.

Apenas se ouvia: “Onde está o submarino russo? Aonde foi parar? É um buraco negro!”, lembrou o colunista.

Sukhoi Su-34

Depois da guerra na Síria, a demanda por aviões, navios e veículos blindados russos, bem como por armas ligeiras e dispositivos robotizados, aumentou drasticamente. Atualmente, há uma demanda incrível pelo caça-bombardeiro russo Su-34.

A Rússia tradicionalmente ocupa o segundo lugar no mundo em exportações de armas. Hoje em dia, o mercado de armas e equipamentos militares é dividido da seguinte maneira: os EUA ocupam 33%; Rússia, 23%; China, 6,2%; França, 6%; Alemanha, 5,6%; outros países, 26,2%.

Os analistas preveem que, até 2020, a capacidade do mercado pode crescer para 120 bilhões de dólares (R$ 360 bilhões).

Os principais importadores de armas são atualmente a Índia, com 13%; Arábia Saudita, que representa 8,2%; Emirados Árabes Unidos que são responsáveis por 4,6%; China, 4,5%; Argélia, 3,7%; e outros países, 66%. Os principais compradores de armas russas são os países da região Ásia-Pacífico, Oriente Médio e África do Norte. Os cinco principais parceiros da Rússia são: Argélia (28%), Índia (17%), China (11%), Egito (9%) e Iraque (6%). Aproximadamente metade dos produtos fornecidos são aviões, e um quarto são meios de defesa aérea.

Ao mesmo tempo, o autor sublinha que se observa um aumento de competição por parte da China, Índia, Coreia do Sul, Brasil e Bielorrússia.

“Para ultrapassar os concorrentes no mercado mundial de armas e equipamento militar, a Rússia deve se focar nas tecnologias de uso duplo, ou seja, as que são aplicadas tanto no âmbito civil como no militar. Isso permitiria otimizar em grande parte os custos de seu desenvolvimento”, disse o especialista.

Este tipo de tecnologias se utiliza no campo militar, nas áreas de energia, robótica, inteligência artificial, aviação e indústrias espaciais, construção de motores, sistemas de controle automático e biomedicina.

“De fato, é um setor real da economia que se baseia nas tecnologias de uso duplo do complexo militar e industrial russo. Este caminho de desenvolvimento da indústria nacional parece ser o mais adequado na atualidade”, concluiu o autor.

Fonte: Sputnik

Edição: Plano brasil

 

 

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ADSUMUS: Soldados Fuzileiros Navais realizam cerimônia de juramento à Bandeira

Soldados Fuzileiros Navais durante cerimônia
No dia 11 de dezembro, foi realizada , no Centro de Instrução Milcíades Portela Alves (CIAMPA), a cerimônia de juramento à Bandeira Nacional de 671 soldados do Curso de Formação de Soldado Fuzileiro Naval. O evento contou com a presença de cerca de cinco mil convidados e foi presidido pelo Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, Almirante de Esquadra (Fuzileiro Naval) Alexandre José Barreto de Mattos, que foi acompanhado por autoridades civis e militares.
https://youtu.be/AenOdeA-QvU
A cerimônia teve início com a apresentação da Banda Marcial do Corpo de Fuzileiros Navais, prosseguiu com o juramento à Bandeira. Também houve a entrega dos prêmios escolares, a imposição de divisas pelos familiares e, por fim,  o desfile em continência dos soldados recém-formados.  A cerimônia ratifica o compromisso dos militares com a Marinha do Brasil.
Entrega de premiação aos agraciados

 

Fonte: MB

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Braço Forte Defesa

O exército dos EUA (U.S Army) assinou um contrato com a empresa BAE systems para começar a produção do veículo auto propulsado M109A7 155mm e o veículo de reabastecimento M992A3.

Um Contrato avaliado inicialmente em US$413,7 milhões do exército norte americano com a empresa BAE systems visa dar início a produção dos veículos M109A7 em baixo ritmo de produção. Neste contrato também  estão incluídas algumas opções que serão incluídas na fase de alta produção – ou produção de larga escala – opções estas que somadas acumulam o valor de US$1,7 bilhão.

 

M109A7 155mm

A BAE systems irá produzir inicialmente 48 conjuntos, com a opção que possibilita a produção de 60 conjuntos por ano por aproximadamente três anos de entregas durante a produção de larga escala.

O programa do veículo M109A7 consiste em um novo design de chassi para melhor desempenho, com capacidade de sobrevivência melhorada e determinados componentes comuns a outros veículos da Força, além disso existem outros recursos adicionais disponíveis.

“Nós temos trabalhado com o exército para projetar, desenvolver, construir e testar este veículo durante anos”, disse Adam Zarfoss, vice presidente e gerente geral da BAE systems, no setor de veículos de combate. “Trabalhando com estreita colaboração com nossos clientes, conseguimos projetar um veículo que atende as necessidades das forças atuais e fornece a infra-estrutura do sistema de geração de energia elétrica que deixa espaço suficiente para adicionar outros componentes quando necessário”.

O programa do obuseiro auto-propulsado M109A7 é uma importante atualização do seu antecessor, o M109A6 Paladin. ele utiliza o armamento principal existente e a estrutura da cabine do M109A6, mas substitui a estrutura do chassi do veículo por um novo com design que aumenta a capacidade de sobrevivência e permite  a integração dos componentes de transmissão e suspensão comuns entre os carros de combate. Este ponto em comum reduz o custo geral do programa e custos logísticos, e proporciona uma melhor mobilidade e um sistema de sobrevivência para manter o domínio no campo de batalha.

O M109A7 também aproveita as tecnologias de programas de design anteriores, como um sistema de geração, distribuição e gerenciamento de energia de bordo de 600 volts, juntamente com uma unidade de pistão elétrico de alta tensão e sistemas de compressão de projéteis. M109A7

A “espinha dorsal” digital e capacidade de geração de energia oferecem um potencial de crescimento significativo para futuras cargas úteis e irá acomodar requisitos de rede de campo de batalha já existentes. As atualizações garantem semelhanças com os sistemas existentes na equipe de combate da brigada blindada do Exército, incluindo o veículo de combate Bradley, construído pela BAE Systems e a nova família de veículos blindados multiuso.

 

M992A3 CAT

M992A3 (imagem retirada de Deviant Art website)

O veículo de suporte e reabastecimento de artilharia auto propulsada M992A3 (FAASV) é construído no mesmo chassi que o  M109A7, também é conhecido como CAT ( Carrier Ammunition Tracked) este veículo fortemente blindado serve como transporte de munições. O M992A3 leva consigo munições para o blindado M109A7.

O M992A3 é basicamente o chassi de um M109A7 com uma torreta substituída por uma superestrutura totalmente fechada. Dentro dessa superestrutura são armazenadas as munições e outros componentes do M109A7.

O M109A7 SPF e o M992A3 fazem parte de um pacote e atualização e modernização que visa melhorar características dos veículos anteriores, tais como: maior eficiência energética, melhor utilização do espaço interno, aumento da prontidão, maior blindagem e sustentabilidade para garantir maiores chances de sobrevivência no campo de batalha.

Observação: Este texto é de responsabilidade do autor e não deste site.

Fonte: Armyrecognition.com

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Conflitos Destaques Estados Unidos Geopolítica Rússia Síria Terrorismo

Rússia acusa EUA de treinarem ex-combatentes do Estado Islâmico na Síria

O chefe do Estado-Maior da Rússia acusou os Estados Unidos de treinarem ex-combatentes do Estado Islâmico na Síria para tentar desestabilizar o país.

As alegações do general Valery Gerasimov, feitas em uma entrevista a um jornal, se concentram em uma base militar dos EUA em Tanf, uma passagem de fronteira estratégica situada em uma estrada síria na divisa com o Iraque no sul da nação.

A Rússia diz que a base é ilegal e que ela e a área ao seu redor se tornaram um “buraco negro” no qual os militantes operam livremente.
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Neste ano o Estado Islâmico perdeu quase todo o território que controlava na Síria e no Iraque. O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, disse nesta quarta-feira que a maior parte da batalha contra o Estado Islâmico na Síria terminou, segundo a agência estatal de notícias RIA.

Os EUA dizem que a instalação de Tanf é uma base temporária usada para treinar forças aliadas para combater os extremistas. Washington rejeitou alegações russas semelhantes no passado, dizendo continuar comprometida a aniquilar o grupo e lhe negar qualquer santuário.

Mas Gerasimov disse ao diário Komsomolskaya Pravda nesta quarta-feira que os EUA estão treinando combatentes que são ex-militantes do Estado Islâmico e agora se intitulam Novo Exército Sírio ou usam outros nomes.

Ele afirmou que satélites e drones russos flagraram brigadas de militantes na base norte-americana.

“Eles na verdade estão sendo treinados lá”, disse Gerasimov, acrescentando que também há um grande número de militantes e ex-combatentes do Estado Islâmico em Shadadi, onde disse também existir uma base dos EUA.

“Eles praticamente são o Estado Islâmico, mas depois que trabalham neles eles mudam de aspecto e assumem outro nome. Sua tarefa é desestabilizar a região”.

A Rússia se retirou parcialmente da Síria, mas Gerasimov disse que o fato de Moscou estar mantendo uma base aérea e uma instalação naval no país significa que está bem posicionada para lidar com bolsões de instabilidade se e quando eles emergirem.

Por Andrey Ostroukh e Andrew Osborn

Fonte: Reuters

Edição: Plano Brasil

Estado-Maior russo: base dos EUA em Al-Tanf está totalmente bloqueada pelo exército sírio

O exército sírio bloqueou totalmente a base militar norte-americana de Al-Tanf, onde têm sido treinados militantes que posteriormente vão para outras regiões, afirmou o chefe do Estado-Maior russo, general do exército Valery Gerasimov.

“A base militar norte-americana de Al-Tanf na Síria está totalmente bloqueada pelas tropas sírias […] O mais importante é que há alguns meses estamos testemunhando a saída de militantes de lá”, disse o general em entrevista ao jornal russo Komsomolskaya Pravda.

Segundo o militar, quando o bloqueio não era tão intenso, da região de Al-Tanf saíram cerca de 350 militantes.

“Havia a ameaça de captura da cidade de Al-Qaryatayn, na Síria […] Suas forças foram derrubadas. […] Está claro que lá [na base] são treinados militantes. Para piorar, lá fica o acampamento de refugiados de Rukban, o maior na Síria”, comentou.

Outro lugar onde estariam sendo treinados militantes é o acampamento de Shaddadi, no nordeste da Síria. O general acrescentou que no momento cerca de 750 militantes permanecem no acampamento de Shaddadi e uns 350 no de Al-Tanf.

Na opinião de Gerasimov, a coalizão internacional liderada pelos EUA não tinha nem tem a intenção de destruir o Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia).

Fonte: Sputnik

http://www.planobrazil.com/agencia-sana-eua-evacuam-chefes-do-daesh-de-deir-ez-zor-siria-em-helicopteros/

 

 

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América do Sul Brasil Conflitos Destaques Geopolítica

Brasil decide declarar encarregado de negócios da Venezuela no país persona non grata

O governo brasileiro decidiu declarar o encarregado de negócios da Venezuela no Brasil, Gerardo Antonio Delgado Maldonado, persona non grata, informou o Itamaraty nesta terça-feira, em resposta à decisão venezuelana de apontar o embaixador do Brasil em Caracas como persona non grata.

Palácio Itamaraty – Ministério das Relações Exteriores 

No sábado, a Assembleia Constituinte da Venezuela recomendou declarar o embaixador brasileiro, Ruy Pereira, e o encarregado de negócios do Canadá no país, Craig Kowalik, personas non grata, após críticas sobre direitos humanos.

Em nota divulgada no sábado, o Itamaraty disse que, caso fosse confirmada a decisão, o Brasil aplicaria “medidas de reciprocidade correspondentes”.

“Essa decisão demonstra, uma vez mais, o caráter autoritário da administração Nicolás Maduro e sua falta de disposição para qualquer tipo de diálogo”, afirmou o Itamaraty na nota.

O cargo de encarregado de negócios é o posto mais alto depois de embaixador, função que não é ocupada por nenhum venezuelano no Brasil atualmente.

Países ocidentais e vizinhos latino-americanos têm feito críticas a Maduro neste ano, acusando-o de violar a democracia e os direitos humanos. O governo venezuelano diz que países estão tentando encorajar um golpe de direita.

Muitos países, inclusive o Brasil, não reconhecem a Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela, controlada por autoridades pró-governo.

Por Laís Martins

Fonte: Reuters

Edição: Plano Brasil