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EUA destinaram 22 milhões de dólares anuais a programa secreto para investigar OVNIs

O projeto foi criado em 2007 pelo então líder do Partido Democrata no Senado, Harry Reid, e foi até 2012

Imagem de um vídeo gravado por dois aviões F-18 em que se vê um óvni.

NICOLÁS ALONSO

Entre 2007 e 2012, o Governo dos EUA destinou anualmente 22 milhões de dólares (72 milhões de reais) do orçamento de 600 bilhões de dólares do Departamento de Defesa (1,9 trilhão de reais) a um programa secreto para investigar objetos voadores não identificados (óvnis), segundo uma investigação do The New York Times. As autoridades nunca informaram sobre a existência do Programa de Identificação Avançada de Ameaças Aeroespaciais (Advanced Aerospace Threat Identification Program, em inglês), mas depois das revelações o Pentágono reconheceu sua existência. Embora o projeto, impulsionado pelo ex-senador democrata Harry Reid, tenha perdido o financiamento do Departamento de Defesa em 2012, suas investigações continuam em andamento.

De um escritório escuro, escondido nos labirínticos corredores do quinto andar do Pentágono, o especialista em inteligência militar Luis Elizondo e sua equipe analisavam vídeos, documentos e outros materiais. Neles se descrevem velozes aeronaves e estranhos objetos que flutuam no ar. Em um dos vídeos, publicado pelo The New York Times, um objeto voador avistado em San Diego (Califórnia) viaja contra ventos de mais de 200 quilômetros por hora. Foi detectado por dois aviões de combate F/A-18F da Marinha. Os pilotos não podiam acreditar.

Os investigadores do programa também entrevistaram pessoas que garantiram ter tido encontros físicos com óvnis. E falaram com membros do serviço militar que tinham informado sobre avistamentos de aviões estranhos. No início deste ano, a Agência Central de Inteligência (CIA)publicou em seu site milhões de páginas de documentos desclassificados, alguns dos quais registram avistamentos de óvnis e testemunhos sobre eles.

Durante seus cinco anos de duração oficial, o projeto analisou informes e entrevistou supostas testemunhas de objetos voadores não identificados. Embora o financiamento do programa tenha acabado em 2012 por corte de despesas, os trabalhos prosseguiram, assinalaram participantes do projeto e funcionários do Departamento de Defesa. Elizondo também disse ao jornal que o projeto continuou se desenvolvendo sob sua liderança no Pentágono até outubro, quando ele se demitiu em protesto contra “um excessivo secretismo”.

A maior parte dos fundos foi destinada à Bigelow Aerospace, empresa de investigação aeroespacial dirigida por um amigo de Harry Reid, Robert Bigelow, um empresário multimilionário que trabalha com a Nasa para produzir naves espaciais expansíveis. “Estou totalmente convencido de que os alienígenas existem”, disse Bigelow anos atrás em um programa de televisão.

No entanto, o debate sobre a existência de seres extraterrestes e a presença de óvnis na Terra continua aberto. Sara Seager, uma astrofísica do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), afirmou ao jornal americano que o fato de não poder identificar um objeto voador não significa que ele venha de outro planeta ou galáxia. “Às vezes, as pessoas não entendem que frequentemente há fenômenos que não têm explicação”, assinalou a cientista.

O SENADOR HARRY REID, IMPULSOR DO PROGRAMA

Reid, que se aposentou este ano do Congresso dos EUA, reiterou que está orgulhoso do programa e afirmou não estar envergonhado por nada. “Acredito que essa seja uma das coisas boas que fiz no Congresso. Fiz algo que ninguém tinha feito antes”, disse ele em uma entrevista recente em Nevada.

Em 2009, o líder democrata assegurou em uma carta ao então subsecretário de Defesa, William Lynn III, que tinham sido obtidos muitos avanços com “a identificação de vários achados altamente sensíveis e pouco convencionais relacionados com a indústria aeroespacial”, e pediu que o acesso ao programa fosse limitado a “alguns poucos funcionários da lista”.

Fonte: El País

 

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EUA vetam pedido da ONU por reversão de reconhecimento de Trump a Jerusalém

Os Estados Unidos ficaram ainda mais isolados nesta segunda-feira em relação à decisão do presidente Donald Trump de reconhecer Jerusalém como capital de Israel quando bloquearam um pedido do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para que a declaração fosse retirada.

Embaixadora dos EUA na ONU Nikki Haley veta resolução sobre Jerusalém na ONU 18/12/2017 REUTERS/Brendan McDermid

Os outros 14 membros do conselho votaram a favor de uma resolução redigida pelo Egito, que não mencionou os EUA ou Trump especificamente, mas expressou “profundo pesar com decisões recentes relativas ao status de Jerusalém”.    “O que testemunhamos aqui no Conselho de Segurança é um insulto. Não será esquecido”, disse a embaixadora norte-americana na ONU, Nikki Haley, após a votação.

Foi o primeiro veto lançado pelos Estados Unidos no Conselho de Segurança em mais de seis anos, afirmou Haley.

O chanceler palestino, Riyad al-Maliki, disse que os palestinos pedirão uma reunião de emergência da Assembleia Geral da ONU após o veto norte-americano.

O projeto de resolução afirmava que “quaisquer decisões e ações que pretendam ter alterado o caráter, status ou composição demográfica da Cidade Sagrada de Jerusalém não têm efeito legal, são nulas e devem ser rescindidas em conformidade com resoluções relevantes do Conselho de Segurança”.    Trump reverteu décadas de política externa dos EUA repentinamente neste mês ao reconhecer Jerusalém como a capital israelense, provocando revolta nos palestinos e no mundo árabe e preocupação entre os aliados ocidentais de Washington.    Trump também planeja transferir a embaixada de seu país de Tel Aviv para Jerusalém.

“Na esteira da decisão dos Estados Unidos… a situação se tornou mais tensa com um aumento de incidentes, particularmente foguetes disparados de Gaza e choques entre forças de segurança palestinas e israelenses”, disse o enviado da ONU para a paz no Oriente Médio, Nickolay Mladenov, ao Conselho de Segurança antes da votação.

Ele informava o conselho sobre a implantação de uma resolução adotada em dezembro de 2016 que exigia um fim à construção de assentamentos israelenses. Mladenov disse que “nenhum passo do tipo” foi dado pelo Estado judeu.    Aquela resolução foi aprovada com 14 votos a favor e uma abstenção do governo do ex-presidente norte-americano Barack Obama, que desafiou a pressão de Israel e do então presidente eleito Trump para Washington exercitar seu veto.    “Pedimos a todos os lados para virem e negociarem… não para virem ao Conselho de Segurança ou à Assembleia Geral, é uma perda de tempo. A única maneira de seguir em frente é com negociações diretas”, disse Danny Danon, embaixador de Israel na ONU, aos repórteres antes da votação desta segunda-feira.    O esboço de resolução também conclamou todos os países a evitarem estabelecer missões diplomáticas em Jerusalém.    “Está alinhado a resoluções anteriores do Conselho de Segurança”, disse o embaixador britânico na ONU, Matthew Rycroft, sobre o texto vetado.    Israel diz que Jerusalém é sua capital indivisível. O Estado judeu capturou Jerusalém Oriental na Guerra dos Seis Dias de 1967 e a anexou, uma ação jamais reconhecida internacionalmente. Os palestinos querem Jerusalém Oriental como a capital do futuro Estado que almejam em territórios que Israel conquistou meio século atrás.

Fonte: Reuters

 

 

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ADSUMUS: Comandos Anfíbios 2017 Encerramento

Uma Equipe de reportagem da Record, acompanhou o encerramento do Curso de Comandos Anfíbios do CFN essa semana, a reportagem foi ao ar nessa noite de Domingo, Veja aqui a Reportagem completa da Formação de nosso Demônios do mar.