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Vídeo – Blindado VBTP-MR Guarani

 

Viatura Blindada de Transporte de Pessoal – Média sobre Rodas – GUARANI

 

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Destaques Estados Unidos Geopolítica Opinião Rússia

“Intervenção russa nos EUA é invenção de opositores de Trump”, diz Putin

Presidente russo afirma que EUA prejudicam a si mesmos com alegações de conspiração entre Moscou e campanha de Trump. Líder do Kremlin anuncia candidatura independente, se distanciando de escândalos de corrupção.

Putin durante entrevista coletiva anual, em Moscou

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ridicularizou nesta quinta-feira (14/12) – em sua tradicional coletiva de imprensa anual – as alegações de conspiração entre o Kremlin e a campanha do presidente dos EUA, Donald Trump, afirmando que estas foram “inventadas” pelos inimigos de Trump e prejudicam o sistema político dos EUA.

“Tudo foi inventando por pessoas que se opõem ao presidente Trump, para minar sua legitimidade”, disse. “Estou pasmo quanto a isso. As pessoas que o fazem estão causando danos à situação política doméstica, incapacitando o presidente e demonstrando falta de respeito aos eleitores que votaram nele.”

Putin voltou a insistir que as acusações contra o ex-embaixador russo em Washington Serguei Kislyak, de ter interferido na campanha eleitoral por causa dos seus contatos com pessoas do entorno de Trump, não têm o menor cabimento.

“É uma prática mundial que diplomatas ou inclusive membros de governos se reúnam com todos os candidatos e suas equipes. O que viram de terrivelmente surpreendente nisso? E por que isso tem que se transformar numa mania de ver espiões?”, questionou.

Elogios ao trabalho de Trump

O presidente russo também insistiu que emissora estatal RT e a agência de notícias Sputnik têm uma presença muito pequena no mercado midiático dos EUA, e acrescentou que a demanda dos EUA para que se registrem como agentes estrangeiros representa um ataque à liberdade de imprensa.

O Kremlin retrucou e solicitou que a Voice of America e a Radio Free Europe/Radio Liberty – ambas financiadas por Washington – também se registrassem como agentes estrangeiros.

Questionado sobre sua avaliação do trabalho de Trump à frente da Casa Branca, Putin disse que isso é uma coisa que seu eleitorado deve fazer, embora tenha acrescentado que vê “conquistas bastante importantes”. Putin apontou que os mercados globais vêm demonstrando a confiança de investidores na política econômica de Trump.

O líder russo afirmou que Moscou se opõe à proposta nuclear de Pyongyang, mas alertou os EUA para não usarem força militar contra a Coreia do Norte, afirmando que as consequências seriam “catastróficas”.

Candidato independente

Putin também aproveitou a coletiva anual para anunciar que vai concorrer a um quarto mandato como candidato independente nas eleições de março de 2018.

Como candidato independente, Putin mantém uma distância do partido controlado pelo Kremlin, Rússia Unida, do qual muitos membros foram perseguidos por acusações de corrupção. Ele garantiu que concorrência política é bem-vinda, mas insistiu que a oposição deveria oferecer um programa positivo.

“O povo está descontente com muitas coisas e tem razão para estar. Mas quando o povo começa a comparar e vê o que propõe a oposição, sobretudo a extraparlamentar, surgem grandes dúvidas”, disse o presidente. “A Rússia deve ser um país que olha para o futuro, mais moderno, com um sistema político mais flexível e uma economia baseada em tecnologias de ponta.”

Ao mesmo tempo, Putin zombou de seu principal crítico, Alexei Navalny, que foi impedido de concorrer à presidência por ter sido condenado judicialmente em casos que o opositor afirma terem motivação política. O presidente afirmou que pessoas como Navalny querem desestabilizar a Rússia – e que ele, Putin, promete não deixar isso acontecer.

Sem mencionar o nome de Navalny, o presidente comparou o ativista e oposicionista com o ex-presidente da Geórgia, que se tornou líder da oposição ucraniana, Mikhail Saakashvili, que desafiou o governo ucraniano com uma série de protestos anticorrupção. Putin afirmou que seu governo não deixará uma “pessoa como Saakashvili” mergulhar a Rússia numa instabilidade como que agora está destruindo a Ucrânia.

Novamente, Putin negou que no leste da Ucrânia haja tropas russas posicionadas, ao mesmo tempo em que expressou estar convencido de que russos e ucranianos vão superar no futuro suas diferenças sobre a península da Crimeia – anexada por Moscou em 2014.

“No território do Donbass não há tropas russas. Embora seja verdade que lá foram criadas unidades militares com milicianos que são autossuficientes”, afirmou o presidente da Rússia. Ele insistiu que o conflito só pode ser regulado com negociações diretas sem mediadores entre Kiev e as autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk.

Mais de 1.600 jornalistas nacionais e estrangeiros participaram da tradicional entrevista coletiva que Putin dá todos os anos nesta época e que é transmitida ao vivo pela televisão.

Fonte: DW

 

 

 

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Conflitos Destaques Estados Unidos Opinião Rússia Síria

No céu da Síria EUA e Rússia fazem um jogo muito perigoso

Ultimamente, no céu da Síria se registram mais casos de manobras perigosas dos aviões militares russos e norte-americanos. Entretanto as versões da Rússia e dos EUA sobre os acontecimentos se distinguem. Ambos os países estão trocando acusações.

© Sputnik/ Ministério da Defesa russa

De acordo com o The National Interest, a troca de acusações entre a Rússia e os EUA é o prelúdio para o jogo “quem vai temer primeiro” em que frequentemente perdem ambas as partes.

O F-22 norte-americano e o Su-35 russo quase colidiram nos céus da Síria, informa o The National Interest.

“Todavia, os amadores da aviação bem como os nacionalistas que promovem a ideia sobre o combate aéreo entre caças russos e norte-americanos ficarão desapontados: tais combates não existem. Por enquanto”, afirma a edição norte-americana.

Os EUA abateram um caça sírio, a Turquia um caça russo, mas os EUA e a Rússia só “observam” um ao outro.

Mas na semana passada conforme referido no artigo do The New York Times, dois bombardeiros norte-americanos A-10 escaparam de uma colisão com o bombardeiro russo Su-24. Voando em velocidade máxima, os caças se aproximaram um do outro a uma distância de cerca de 90 metros. Os jatos norte-americanos foram forçados a alterar a direção para evitar a colisão.

Mais um incidente ainda mais perigoso ocorreu quando o Su-24 sobrevoou os grupos apoiados pelos EUA 3 vezes em 20 minutos. De acordo com os militares norte-americanos, os dois caças F-22 tentaram estabelecer o contato com o caça russo, mas sem resultados. Entretanto, a publicação acrescenta que eles “demonstraram moderações, embora pudessem abrir fogo para se defender”.

Os oficiais norte-americanos acusaram a Rússia de violações do acordo que regula os voos de aviões de ambos os países sobre o Eufrates.

De acordo com a edição, a versão russa é completamente diferente. O representante do Ministério da Defesa, general-major Igor Konashenkov, afirmou que em 23 de novembro o “caça F-22 impedia ativamente que os dois jatos russos Su-25 cumprissem o objetivo militar de liquidação de um ponto de controle do Daesh [organização terrorista proibida na Rússia] nos subúrbios da cidade Mayadeen”.

O The National Interest também indicia que houve uma “declaração perigosa” por parte da Rússia sobre que “após o surgimento do caça multifuncional russo Su-35C, o caça norte-americano suspendeu as manobras perigosas e se afastou para o espaço aéreo do Iraque”.

Em outras palavras os EUA declaram, sem ameaças diretas, que têm o direito de abater os caças russos que atacam ou sobrevoam os grupos apoiados por eles na Síria. Entretanto, a Rússia está afirmando que os caças norte-americanos não tem direito de ficar no espaço aéreo da Síria e isso “significa supostamente que caças norte-americanos podem ser liquidados legalmente”.

Tudo o que acontece, de acordo com a publicação, lembra o prelúdio para o jogo “quem vai temer primeiro” em que na maioria dos casos perdem ambas as partes.

Fonte: Sputnik

 

 

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Conflitos Destaques Israel

Ministro israelense ameaça devolver Líbano à ‘Idade da Pedra’

Em entrevista ao portal saudita Elaph, o ministro da Inteligência de Israel, Yisrael Katz, avisou que seu país não hesitará em atacar o Líbano para deter a atividade do grupo xiita libanês Hezbollah, e ameaçou devolver o Líbano à “Idade da Pedra”, informou o jornal israelense Haaretz.

© East News/ UPI Photo / eyevine – Imagem meramente ilustrativa

Além disso, Katz anunciou que Israel atacará instalações militares do Irã no Líbano: “Temos informações de que o Irã está construindo fábricas de mísseis avançados no Líbano e quero enfatizar que traçamos uma linha vermelha e que não deixaremos que o faça custe o que custar”, acrescentou.

Lembrando-se da Segunda Guerra do Líbano em 2006, onde Israel lutou contra o Hezbollah, Katz destacou que os eventos de 11 anos atrás serão um “piquenique” em comparação com o que Israel pode fazer agora.

“Lembro-me de como um ministro saudita disse que devolveria o Hezbollah às suas cavernas no sul do Líbano. Devolveremos o Líbano à Idade da Pedra”, declarou o ministro israelense.

Katz, que se referiu na entrevista à Arábia Saudita como líder do mundo árabe, propôs que Riad desempenhe um papel mais importante no processo de paz entre israelenses e palestinos, como patrocinador dos últimos. “[Os palestinos] são muito fracos, eles precisam de alguém para ajudá-los”, sugeriu Katz.

“Os norte-americanos estão preparando uma iniciativa, mas não nos explicaram que está incluído. Dizem que será somente uma opção e não uma imposição. Creio que é uma oportunidade”, afirmou o ministro.

Além disso, de acordo com o Haaretz, Katz convidou o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salmán, para visitar Israel. Atualmente, Israel e a Arábia Saudita não mantêm relações diplomáticas oficiais.

Israel e Palestina estão enfrentando uma nova onda de tensões devido ao reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Ele assinou um documento autorizando a transferência da Embaixada dos EUA de Tel Aviv para Jerusalém.

Fonte: Sputnik

 

 

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Destaques Geopolítica Rússia

Putin diz que Rússia não será arrastada para nova corrida armamentista com EUA

O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta quinta-feira que a Rússia prestará a atenção devida ao desenvolvimento de seu Exército e Marinha, mas que não será arrastada para uma nova corrida armamentista com os Estados Unidos.

Presidente russo Vladimir Putin, durante coletiva de imprensa anual em Moscou 14/12/2017 REUTERS/Maxim Shemetov

Putin, falando em coletiva de imprensa de final de ano, também disse que a Rússia não irá voltar atrás em seu compromisso de concluir um Tratado Estratégico de Redução de Armamentos com os Estados Unidos, apesar do que descreveu como hesitação de Washington em relação a tratados de controle de armas.

Reportagem de Denis Pinchuk, Vladimir Soldatkin e JackStubbs

Fonte: Reuters

 

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América do Sul Defesa Equipamentos Meios Navais Navios Sistemas de Armas

Arsenal subaquático na América do Sul

Na América do Sul, a maioria dos países que tem saída ao oceano Atlântico ou Pacífico possui frotas de submarinos. Conheça as embarcações mais modernas e melhor equipadas.

© AFP 2017/ Argentina’s Defence Ministry

Passado quase um mês de buscas incessantes do submarino argentino ARA San Juan, a questão dos submersíveis e de sua utilização nas Forças Armadas foi abordada em vários países latino-americanos.

Além da Argentina, outros países da região têm este tipo de embarcações no seu arsenal militar. A Sputnik Mundo fez uma lista dos submarinos mais potentes que cada país possui.

Argentina

Para além do ARA San Juan, a Marinha argentina possui outros dois submarinos. O interessante é que todas as embarcações são batizadas com nomes de províncias argentinas que começam por “s”.
O submarino ARA Salta, da classe 209, foi fabricado em 1972 nos estaleiros Howaldtswerke de Kiel (Alemanha), é de propulsão elétrica e tem bateria de chumbo-ácido. O navio participou da guerra das Malvinas (1982).

CC BY 2.5 / MARTÍN OTERO / S31ARASALTA – Submarino ARA Salta, da Marinha Argentina

O ARA Santa Cruz foi construído entre 1980 e 1982, também na Alemanha, sendo muito parecido com o San Juan. Ambos pertencem à classe TR-1700.

Brasil

As Forças Armadas do Brasil possuem cinco embarcações ao todo. Quatro submarinos são da classe Tupi, um deles foi feito na Alemanha e os outros três sob licença no Arsenal da Marinha do Rio de Janeiro. Todos os quatro da classe Tupi correspondem ao modelo Tipo-209, o mais popular do mundo.

O quinto barco também leva um nome indígena, Tikuna, sendo ele maior e mais avançado do que seus irmãos. O Tikuna possui uma classe própria, que foi encerrada em 2009 após a mudança de modelo para o francês Scòrpene.

CCO / US NAVY / SUBMARINE TIKUNA – Submarino brasileiro Tikuna

No Arsenal de Marinha no Rio de Janeiro estão sendo construídos mais quatro submarinos de tecnologia francesa (classe Scorpène): o Riachuelo (2018), o Humaitá (2019), o Tonelero (2020) e o Angostura (2020), além do submarino nuclear Álvaro Alberto, previsto para 2024.

CC BY-SA 3.0 / AGÊNCIA BRASIL/VLADIMIR PLATONOW / RÉPLICA DE SUBMARINO NUCLEAR – O capitão da Marinha brasileira Ferreira Marques mostrando uma réplica do futuro submarino nuclear Álvaro Alberto

Chile

A Marinha chilena conta com dois navios da classe 209 do estaleiro Howaldtswerke, integrados à frota em 1984: o Thomson e o Simpson. O país é também um dos que opera os submersíveis da classe Scorpène: o O’Higgins (2005) e o Carrera (2006), montados na França e Espanha.

CC0 / US NAVY / CS SIMPSON SS-21 – Submarino chileno na base naval norte-americana de Pearl Harbor, Havaí

Colômbia

A Colômbia dispõe de quatros grandes naves submersíveis, todas de produção alemã e propulsão diesel-elétrica: dois da classe 209, o Pijao e o Tayrona, que entraram em serviço em 1975; e os moderníssimos U-206, o Intrépido e o Indomable, de 2015. Para além destes, o país tem ao menos sete embarcações submarinas mais pequenas.

CC0 / US NAVY / COLOMBIAN SUBMARINE ARC TAYRONA – Submarino colombiano Tayrona

Equador

Os submarinos do Equador são dois, construídos em 1978 em Kiel (Alemanha). Seus nomes, tal como os brasileiros, foram dados em homenagem a povos indígenas, mas, neste caso, pré-colombianos. Trata-se do Shyri e o Huancavilca, da classe 209.

Peru

O Peru é outro país que utiliza submarinos da classe 209 do fabricante alemão Howaldtswerke, possuindo seis embarcações deste tipo: o Angamos (1980), o Antofagasta (1981), o Pisagua (1983), o Chipana (1982), o Islay (1974) e o Arica (1975).

CC0 / US NAVY / PERUVIAN SUBMARINE BAP PISAGUA (SS-33) ARRIVES AT THE U.S. NAVAL BASE POINT LOMA ON 7 JULY 2017 – Submarino peruano Pisagua

Venezuela

A Marinha Nacional da Venezuela dispõe de dois submarinos da classe 209: o Sábalo e o Caribe, mas o último está em processo de modernização e reparação.

CC BY 4.0 / CARLOS E. PÉREZ S.L. / S-31 SÁBALO – Submarino venezolano Sábalo

Fonte: Sputnik

 

 

 

 

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Conflitos

Chefe da ONU alerta países a não entrarem “como sonâmbulos” em guerra com a Coreia do Norte

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, alertando para o perigo de se entrar “como sonâmbulos” em uma guerra, disse nesta quinta-feira que as resoluções do Conselho de Segurança sobre os programas nuclear e de mísseis da Coreia do Norte precisam ser adotadas plenamente por Pyongyang e outros países.

Secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, durante cúpula na França 12/12/2017  – REUTERS/Etienne Laurent

Guterres fez os comentários aos repórteres depois de se reunir com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, em Tóquio poucos dias depois de o secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, propor conversas diretas com os norte-coreanos sem condições prévias.

Na quarta-feira a Casa Branca disse que não é possível realizar negociações até a Coreia do Norte melhorar seu comportamento, e não quis dizer se o presidente Donald Trump, que adotou uma retórica severa com Pyongyang, deu seu aval à abordagem de Tillerson.

“Está muito claro que as resoluções do Conselho de Segurança precisam ser totalmente implementadas primeiro por toda a Coreia do Norte, mas por todos os outros países cujo papel é crucial para… se obter o resultado que todos almejamos, que é a desnuclearização da Península Coreana”, disse  Guterres.

Guterres acrescentou que a união do Conselho de Segurança também é vital “para permitir a possibilidade de engajamento diplomático”, o que viabilizaria a desnuclearização.

“A pior coisa que poderia acontecer é todos nós entrarmos como sonâmbulos em uma guerra que poderia ter circunstâncias muito dramáticas”, disse.

O Japão diz que agora é hora de manter o máximo de pressão sobre Pyongyang, e não iniciar conversas sobre os programas nuclear e de mísseis do regime. A China e a Rússia, porém, acolheram a oferta de Tillerson.

Abe, que conversou com os repórteres ao lado de Guterres, reiterou que um diálogo precisa ser relevante e voltado à desnuclearização.

“Concordamos plenamente que a desnuclearização da Península Coreana é indispensável para a paz e a estabilidade da região”, afirmou Abe.

O aceno de Tillerson veio quase duas semanas depois de a Coreia do Norte ter dito que testou com sucesso um novo míssil balístico intercontinental (ICBM) que coloca todo o território continental dos EUA ao alcance de suas armas nucleares.

Mas Pyongyang parece ter pouco interesse em negociações com Washington até ter desenvolvido a capacidade de atingir os EUA com um míssil com ogiva nuclear, algo que a maioria dos especialistas diz que o país ainda não comprovou ter.

Fonte: Reuters

 

 

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Muitas promessas, nenhum cumprimento: como OTAN mentiu para URSS

Investigadores norte-americanos mostraram ao mundo documentos que comprovam as palavras de Vladimir Putin no discurso em Munique de 2007: OTAN enganou o líder soviético Gorbachev.

© AP Photo/ D. Mills

Segundo Svetlana Savranskaya e Tom Blanton dos Arquivos de Segurança Nacional da Universidade George Washington, Gorbachev e outros líderes soviéticos receberam inúmeras garantias de que a OTAN não ia se expandir além da fronteira da Alemanha Oriental em 1990.

Claro que “as discussões da OTAN no contexto das negociações da unificação da Alemanha em 1990 não se limitaram somente ao status do território da Alemanha Oriental; as consecutivas queixas soviéticas e russas de estarem sendo enganados sobre a expansão da OTAN se baseavam em memorandos contemporâneos escritos aos mais altos níveis”.

Como explicam os historiadores, Gorbachev somente aceitou a reunificação alemã, sobre a qual a União Soviética tinha o direito legal de vetar, porque recebeu promessas da OTAN de não se expandir depois de Moscou retirar suas forças do Leste Europeu.

As promessas foram pronunciadas pelo então secretário de Estado dos EUA, James Baker, pelo presidente George H.W. Bush, pelo chanceler da Alemanha Ocidental Helmut Kohl, pelo diretor da CIA Robert Gates, pelo presidente francês François Mitterrand, pela primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, pelo ministro das Relações Exteriores britânico Douglas Hurd, pelo primeiro-ministro britânico John Major e pelo então secretário da OTAN Manfred Werner.

Durante décadas, informações sobre a promessa têm sido negadas pela OTAN, enquanto historiadores mundiais vêm debatendo muito acirradamente o assunto, até mesmo na Rússia.

Na conferência de segurança em Munique de 2007, Putin estipulou que a expansão da OTAN não tem nada a ver com a modernização ou segurança da Europa.

“Temos o pleno direito de perguntar – contra quem é dirigida esta expansão? O que se passou com aquelas declarações dadas pelos parceiros ocidentais após a dissolução do Pacto de Varsóvia? […] Ninguém se lembra delas.”

Depois ele citou as palavras do discurso de 1990 do então secretário-geral da OTAN Werner em Bruxelas: “O mesmo fato de estarmos prontos para não posicionar as tropas da OTAN fora do território da Republica Federal da Alemanha dá à União Soviética firme garantia de segurança.” Putin contestou, “onde esta essa garantia” assim que terminou de citar as palavras do então secretário da OTAN.

“Como mostram os recentes documentos desclassificados, os russos podiam ter tido razão”, concluiu Dave Majumdar da revista National Interest.

Fonte: Sputnik

 

 

 

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Caça russo de 5ª geração Sukhoi Su-57 – ‘Características’

Em 2019, as Forças Armadas da Rússia devem receber o novo caça da quinta geração que recebeu o nome oficial de Su-57. O projeto do avião de combate multifuncional foi aprovado em 2004, tendo sido desenvolvido pela empresa Sukhoi. A Sputnik lhe apresenta as principais características e particularidades do caça inovador.

Apesar de muitas características técnicas do Su-57 ainda serem mantidas em segredo, já se pode indicar algumas particularidades do aparelho. Nomeadamente, o caça se destaca por sua alta capacidade furtiva e supermanobrabilidade, podendo voar a velocidades de cruzeiro supersônicas. O avião está equipado com copiloto virtual e sistema de guerra eletrônica Gimalai.

Falando de munições, o caça possui um canhão incorporado de 30 mm capaz de fazer 150 disparos por minuto, além de transportar mísseis de médio e longo alcance e bombas aéreas.

Fonte: Sputnik

Edição: Plano Brasil

 

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Destaques Espaço Estados Unidos Tecnologia

Por que o homem não pisou mais na Lua?

Foi, nas palavras de Neil Armstrong, um pequeno passo para o homem, mas um salto enorme para a humanidade.

GETTY IMAGES – Estados Unidos enviaram seis tripulações à Lua entre 1969 e 1972

Em 21 de julho de 1969, às 2h56 no horário local (0h56 no horário de Brasília), um ser humano – no caso, Armstrong – pisou pela primeira vez na Lua. A notícia estremeceu o mundo. Outras cinco expedições americanas chegaram ali até dezembro de 1972, quando Eugene Cernan fechou o ciclo de alunissagens, ou seja, de pousos na superfície da Lua. Depois dele, nenhum homem voltou ao satélite natural da Terra em mais de 45 anos.

Muitas teorias de conspiração foram criadas deste então para apoiar a ideia de que as alunissagens nunca aconteceram e que as imagens que se difundiram não foram nada mais do que montagens feitas em estúdios de televisão. Mas os motivos, na verdade, são outros: dinheiro, relevância científica e, é claro, questões políticas.

Mas quase meio século depois, o governo dos Estados Unidos anunciou que pretende voltar ao satélite em breve. E que isso pode ser só uma primeira parada em uma jornada para a conquista de Marte.

AFP – Armstrong foi o primeiro homem a pisar na Lua

Na segunda-feira, o presidente Donald Trump aprovou a Diretriz de Política Espacial 1, uma ordem presidencial que autoriza a Nasa a enviar novamente missões tripuladas à Lua.

A previsão é que a diretriz, que foi firmada sem consulta prévia ao Senado, só entre em vigor quando restar ao presidente dois anos na Casa Branca. Mas tendo em vista os prazos para a aprovação dos orçamentos, muitos especialistas temem ela não será efetiva – a menos que Trump seja reeleito em 2020.

Entenda a seguir o que fez os Estados Unidos, e nenhum outro país, não enviarem uma tripulação sequer à Lua em quase meio século – e por que isso pode mudar agora.

Questão de orçamento

Com a façanha de Armstrong, os Estados Unidos foram coroados em sua batalha pela corrida espacial com a então União Soviética, que já havia colocado um cachorro e um tripulante, Yuri Gagarin, no espaço, mas não conseguiu chegar muito além da atmosfera terrestre.

A iniciativa foi, no entanto, extremamente dispendiosa.

EPA – Trump assinou uma ordem presidencial para a Nasa enviar novamente missões tripuladas à Lua

“Enviar uma nave tripulada à Lua era extremamente caro, e realmente não há uma explicação verdadeiramente científica para sustentá-la”, explica à BBC Mundo Michael Rich, professor de Astronomia da Universidade da Califórnia em Los Angeles.

De acordo com o especialista, para além do interesse científico, por trás das missões à Lua encontravam-se razões políticas – basicamente a competição pelo controle do espaço.

Ao longo dos anos, com a Lua “conquistada” pelos Estados Unidos, pisar no satélite começou a perder o interesse. “Não havia justificativa científica ou política para retornar”, diz Rich.

George W. Bush propôs em 2004, durante seu mandato, um plano semelhante ao de Trump: enviar uma nova tripulação à Lua e, de lá, abrir as portas para a conquista de Marte.

Mas o projeto se desfez, segundo Rich, pela mesma razão pela qual não havia se repetido antes: seu custo.

O governo Barack Obama, que sucedeu Bush, não se mostrou disposto a gastar os US$ 104 bilhões (o equivalente a R$ 344,44 bilhões) calculados como o custo da empreitada.

“Na prática, é muito difícil convencer o Congresso a aprovar um orçamento tão exorbitante quando, a partir do ponto de vista científico, não havia razões suficientes para retornar à Lua. O projeto Apollo (para levar o homem até lá) foi grandioso, mas pouco produtivo cientificamente falando”, comenta.

Durante os anos do programa, o montante que o governo dos Estados Unidos destinava aos projetos da Nasa representava quase 5% do orçamento federal. Atualmente, corresponde a menos de 1%.

“Naqueles anos, os americanos estavam convencidos de que destinar tal quantia para esses projetos era necessário. Depois disso, acredito que a maioria da população não estivesse muito convencida da ideia de que seus impostos fossem destinados a um passeio pela Lua”, afirma.

GETTY IMAGES – Muitas iniciativas privadas buscam um modelo de negócios espacial para explorar minerais da Lua

Outra razão, comenta, é que a Nasa se viu envolvida em outros projetos mais importantes nos anos que se seguiram: novos satélites, sondas a Júpiter, pôr em órbita a Estação Espacial Internacional, investigações sobre outras galáxias e planetas, ou seja, projetos que tinham mais “relevância científica” do que uma potencial viagem de volta ao satélite.

A nova corrida espacial

As potenciais viagens à Lua começaram, no entanto, a ganhar novamente interesse nos últimos anos.

Há cada vez mais iniciativas estatais e privadas que não só anunciam um retorno ao satélite, mas também planos ambiciosos de colonização, a maioria baseada no barateamento de tecnologias e na fabricação de naves espaciais.

A China, por exemplo, planeja pousar na superfície da Lua em 2018, enquanto a Rússia anunciou que pretende ter uma nave ali em 2031.

Rússia pretende ter uma nave na superfície da lua em 2031 – a China prevê pousar ali no ano que vem | Foto: ESA

Enquanto isso, muitas iniciativas privadas buscam um modelo de negócios espacial que englobe desde explorar os minerais que existem na Lua até vender fragmentos do satélite como pedras preciosas.

E, ao que parece, os Estados Unidos não querem ficar para trás.

Novas justificativas

A agência espacial americana sustenta há anos que ainda existem grandes razões para voltar à Lua.

A Nasa considera que o retorno do homem poderia trazer um maior conhecimento da ciência lunar e permitir a aplicação de novas tecnologias no solo.

Além disso, Laurie Castillo, porta-voz da Nasa, assegurou à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, que a agência continua na Lua – mesmo sem a presença humana.

“Temos hoje a Lunar Reconnaissance Orbiter (uma sonda especial americana lançada em 2009 para exploração da Lua), que está fazendo coisas impressionantes”, disse

“Mas quando se leva em conta o desenvolvimento tecnológico que alcançamos, você se pergunta se ainda é necessário enviar um homem fisicamente à Lua para comprovar qualquer tecnologia. Então você conclui que as razões para voltar fogem novamente ao meramente científico”, opina o professor Rich.

BLUE ORIGIN – Jeff Bezos, o magnata da Amazon, é um dos grandes empreendedores do espaço

Logo, o anúncio feito por Trump tem fundo político, avalia.

“Acredito que ele queira dar a ideia de que os Estados Unidos não ficarão para trás na nova corrida espacial.”

Dados os avanços tecnológicos e a aposta do setor privado na conquista especial, Rich não acredita que uma base na Lua ou em Marte esteja longe da realidade.

“Em menos de cem anos, estou quase certo de que a Lua estará muito próxima e que estaremos explorando outros lugares do Universo.”

Fonte: BBC Brasil.com

 

 

 

 

 

 

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China Defesa Defesa Anti Aérea Geopolitica Negócios e serviços Rússia Sistemas de Armas Tecnologia

Rússia iniciará fornecimento de S-400 para a China

Primeira entrega de avançado sistema de defesa aérea será feita ‘no futuro próximo’, revelou Serguêi Tchemezov, CEO da estatal de tecnologia Rostec, à agência TASS.

O contrato de fornecimento do sistema de defesa aérea S-400 à China será cumprido “sem demora”, segundo informações do diretor-geral da corporação de tecnologia russa Rostec, Serguêi Tchemezov, à TASS.

O governo chinês confirmou em meados do ano que comprará, ao menos, três lotes (seis divisões) do sistema para suas forças de defesa aérea.

Cada divisão consiste em oito lançadores, 112 mísseis, além de veículos de comando e apoio necessários.

Quando questionado se a Rússia pretende ou não localizar a produção de S-400 na Turquia – que, embora seja membro da Otan, também está adquirindo o sistema de defesa aérea russo –, Tchemezov rapidamente encerrou o assunto.

“Você pode tentar produzir um carro em um território vazio, mas isso é irrealista, porque serão necessários especialistas treinados para construí-lo”, disse Tchemezov, acrescentando que a Turquia tem o mesmo entendimento.

Fonte: Russia Beyond

Edição: Plano Brasil

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Conflitos Destaques Estados Unidos Geopolítica

Apesar de abertura de Tillerson, Casa Branca diz não ser hora certa para conversas com Coreia do Norte

Nenhuma negociação pode ser feita com a Coreia do Norte até que o país melhore seu comportamento, disse nesta quarta-feira uma autoridade da Casa Branca, levantando dúvidas sobre a oferta do secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, de iniciar conversas com Pyongyang a qualquer momento e sem condições prévias.

Secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, conclui suas observações sobre a relação EUA-Coreia durante um fórum no Atlantic Council em Washington, EUA, 12 de dezembro de 2017. REUTERS / Jonathan Ernst

Por Matt Spetalnick e David Brunnstrom

“Dado o teste de mísseis mais recente da Coreia do Norte, claramente agora não é o momento”, declarou o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca à Reuters.

    Tillerson disse na terça-feira que os EUA estão “prontos para conversar a qualquer momento em que a Coreia do Norte quiser conversar”, aparentando se distanciar de uma demanda essencial dos EUA de que Pyongyang deve primeiro aceitar que quaisquer negociações terão que ser sobre desistir de seu arsenal nuclear.

A Casa Branca se negou a dizer se o presidente Donald Trump, que adotou uma linha retórica mais dura contra a Coreia do Norte do que Tillerson, deu aprovação para a abertura.

    Um dia após a aparição de Tillerson no think tank Atlantic Council, em Washington, a autoridade da Casa Branca, que se negou a ser nomeada, estabeleceu uma fórmula diferente para qualquer ação diplomática com a Coreia do Norte.

    “O governo está unido em insistir que quaisquer negociações com a Coreia do Norte devem aguardar até que o regime melhore fundamentalmente seu comportamento”, disse a autoridade. “Como o próprio secretário de Estado disse, isto precisa incluir, mas não é limitado a, nenhum novo teste nuclear ou de mísseis”.

Em seu discurso, no entanto, Tillerson, não definiu explicitamente um congelamento de testes como uma exigência antes que conversas possam começar. Ele disse que será “difícil conversar” caso Pyongyang decida testar outro aparato em meio a discussões e que “um período de silêncio” será necessário para discussões produtivas.

    Isto acontece em meio a tensões elevadas entre Washington e Pyongyang sobre avanços bélicos da Coreia do Norte e trocas recentes de retóricas belicosas que aumentaram temores na Ásia sobre o risco de conflito militar.

Fonte: Reuters

“Contradições entre Trump e Tillerson enfraquecem posição dos EUA contra Coreia do Norte”

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A fala do ex-secretário de Estado norte-americano Rex Tillerson na terça-feira pode até dar a entender que os EUA estão prontos para iniciar negociações com a Coreia do Norte sem condições prévias, mas não é bem assim, argumenta especialista.

Durante uma entrevista coletiva de quarta-feira, a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Heather Nauert, disse a jornalistas: “(…) Estamos dispostos a sentar e conversar com eles, mas agora é não o momento certo. O Secretário não está criando nenhuma nova política. Nossa política permanece exatamente como era”.

Autor do recém-lançado livro “The US vs China: The New Cold War of Asia?”, Jude Woodward explicou à Rádio Sputnik como a mudança dos EUA na retórica norte-coreana retrata a instabilidade da política externa dos EUA. O especialista indicou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou repetidamente o ceticismo sobre a negociação com a Coreia do Norte.

“Trump não conseguiu construir uma política externa estável, com as pessoas sendo deslocadas de uma posição para outra. Eu acho que esta não é a primeira vez que Tillerson disse o que pensa ser necessário quanto à Coreia do Norte. O [ex-estragista da Casa Branca] Steve Bannon também disse não apoiar uma solução militar com a Coreia do Norte e defendeu negociações”, explicou Woodward.

China no centro das atenções

A evolução das relações China-Coreia do Sul também é ditada pela realidade da questão norte-coreana.

Também à Rádio Sputnik, o especialista em China, Keith Bennett debateu a chegada do presidente sul-coreano Moon Jae-in em Pequim em uma missão para aprofundar as relações econômicas entre os dois países depois que as relações terem estremecido com a instalação do controverso sistema antimísseis THAAD em território sul-coreano.

“A questão THAAD é percebida pela China como uma ameaça à sua própria segurança, ainda maior que a ameaça da Coreia do Norte. Essa questão não desapareceu. Eles [Moon e Xi Jinping] concordaram em tentar avançar, mas desde então tem havido um certo endurecimento da posição chinesa. O que os chineses esperavam da Coreia do Sul era o comprometimento de Moon em não expandir a instalação do sistema THAAD, que Seul não se unisse a nenhum sistema regional de defesa antimíssil e que não haja uma aliança militar entre os EUA, a Coreia do Sul e o Japão”, explicou Bennett.

Fonte: Sputnik