Defesa & Geopolítica

Obama evoca nazismo para alertar sobre fragilidade da democracia

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Ex-presidente dos EUA diz que complacência dos eleitores pode levar a eventos como a Segunda Guerra Mundial. “É preciso estar atento e ir às urnas”, afirma. Conservadores acusam democrata de comparar Trump a Hitler.

O ex-presidente Barack Obama durante uma conferência em Chicago na terça-feira passada

O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama recordou a ascensão do nazismo na Alemanha no século passado para fazer um alerta à sociedade americana sobre a fragilidade da democracia.

“Ficamos complacentes e achamos que as coisas continuam sendo como sempre foram, de maneira simplesmente automática, mas elas não continuam”, afirmou Obama durante uma conferência em Chicago no início da semana, que veio à tona na imprensa somente neste sábado (09/12).

O ex-líder democrata ainda falou sobre a necessidade de se cultivar o “jardim da democracia” – caso contrário, “as coisas podem desmoronar muito rapidamente”, alertou ele, afirmando que o mundo viu “sociedades onde isso aconteceu”, em referência ao “final dos anos 1920 e os anos 1930”.

Obama lembrou a ascensão do ex-líder nazista Adolf Hitler num momento em que, segundo ele, tudo “parecia muito sofisticado e, embalado com a música, a arte, a literatura e a ciência que emergiam, acreditava-se que [essa fase próspera] ia durar para sempre”.

“E então 60 milhões de pessoas morreram. O mundo inteiro foi mergulhado no caos”, continuou o ex-presidente, possivelmente se referindo à Segunda Guerra Mundial, entre 1939 e 1945, quando morreu aproximadamente esse mesmo número de pessoas.

Ele concluiu o pensamento oferecendo um simples conselho aos cerca de 1.800 participantes da conferência – em sua maioria líderes empresariais na área de Chicago –, que se estendeu à sociedade americana: “Vocês precisam prestar atenção. E ir às urnas”.

Obama, que acumula uma série de divergências com o atual presidente americano, o republicano Donald Trump, não mencionou diretamente seu sucessor durante a fala na conferência, ou mesmo a situação política de nenhum país.

As declarações, no entanto, foram suficientes para arrancar críticas de personalidades conservadoras dos EUA, que chegaram a acusar o ex-líder de ter feito uma comparação entre Trump e Hitler.

“Achei que Obama fosse melhor do que isso. Comparar seu sucessor a Adolf Hitler é horrível. Simplesmente degradante”, opinou Jesse Watters, comentarista da emissora Fox News.

“Quando um ex-presidente faz uma comparação entre Hitler e Trump, a mídia convencional não diz nada. Comportamento desprezível”, afirmou, por sua vez, o apresentador Chuck Woolery, que já chegou a ser acusado de ter opiniões antissemitas.

Apesar das críticas dirigidas a Obama, agências de notícias afirmam que o ex-presidente não mencionou o nome do ex-líder nazista durante o discurso em Chicago.

Desde que deixou a Casa Branca, em janeiro, Obama tem seguido a tradição de reserva de seus antecessores e mantido a discrição sobre decisões políticas da nova administração, exceto para frisar seu desacordo em relação a temas como imigração e meio ambiente.

Fonte: DW

 

5 Comments

  1. Pingback: Obama evoca nazismo para alertar sobre fragilidade da democracia | DFNS.net em Português

  2. E o que é a democracia senão o respeito a vontade da maioria? Se o Trump foi eleito há que se respeitar a vontade das urnas. Se lá nos USA a eleição indireta não espelha a vontade da maioria do povo que mudem o sistema.
    Agora vem o sr. Obama, que se beneficiou do voto indireto, criticar a ascensão dos grupos de ultradireita? indiretamente ele está justificando as ditaduras que não respeitam a vontade da maioria..A classe dominante não aceita perder o poder e sempre apela para golpes armados.
    Acredito que essa onda de ultraconservadorismo, que aparece no mundo todo, é fruto do descontentamento da população contra esse liberalismo exagerado que vivemos hoje. O povo está com saudades do tempo em que havia respeito as leis, instituições e tradições culturais. Hoje nada é respeitado e algumas pessoas pensam que podem fazer o que quiserem, porque tem direitos, mas esquecem que também tem obrigações..

  3. depois de evocar o estado islâmico em nome democracia na síria , Iraque e líbia e financiar e organizar golpes anti democráticos no brasil,ucrânia,paraguaí…. fazer campanha para eleger a fanática liberal que queria a todo custo destruir o irã e cercar economicamente a china como se os EUA ainda tivessem nos anos 90 pega mal tanta hipocrisia obamashow !

  4. Vai procurar o que fazer, Obama !!!!

    Depois da grande c***gada que vc deixou na Siria, deveria ter vergonha de aparecer em publico

  5. Adriano Corrêa says:

    Só mais um garoto propaganda!

    Quando ele fez um discurso para os cadetes formandos, ele tocou na classe média brasileira como um dos desafios a prepoderancia dos EUA.

    E o que aconteceu? Esse golpe escroto e os mais covardes ataques deste governo Temer contra a classe média e baixa brasileira, num esforço diário e continuado de empobrecer os brasileiros.

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