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Três tenentes da Marinha do Brasil são presos em MS por tráfico internacional de armas

Tenentes seguiam para o RJ com cinco armas e mais de 1000 munições

Três tenentes da Marinha do Brasil, dois de 28 e um de 29 anos, foram presos em Rio Brilhante, a 158 km de Campo Grande, por associação criminosa e tráfico internacional de armas. Os oficiais, que estavam com cinco armas e mais de 1000 munições, viajavam em um ônibus com destino ao Rio de Janeiro na última sexta-feira (8).

Os militares estavam dentro do ônibus da Viação Mota, linha Ponta Porã/MS – São Paulo/SP , quando foram abordados sendo abordados pela PRF (Polícia Rodoviário Federal), por volta das 19h.

Eles se identificaram como Oficiais da MB e afirmaram que tinham como destino a cidade do Rio de Janeiro.

Em princípio, apenas um admitiu estar armado, porém, como não tinha o registro da arma, uma revista minuciosa na bagagem de mão e assento foi iniciada. Militares não possuíam malas no bagageiro do ônibus.

Em revista pessoal, no segundo oficial foi encontrada mais uma arma em sua cintura. O terceiro oficial tentou esconder outra arma, desmontada, por dentro do assento onde estava. Posteriormente, foram encontradas dois espingardas calibre 12.

Os tenentes disseram, inicialmente, que adquiriram as armas para defesa pessoal, em função de ameaças sofridas no estado carioca.

Os três portavam a Identidade Militar, a qual foi confirmada junto à Marinha, por meio do “Contra-Almirante”, Barros Cputinho, do 6º Distrito Naval de Ladário. Houve contato com a 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada de Dourados que providenciou um Oficial do Exército Brasileiro para acompanhar o flagrante.

Presos foram conduzidos para a Delegacia da Polícia Federal de Dourados. O trio foi enquadrado por tráfico internacional de arma de fogo e associação criminosa.

Relação do material apreendido:

– 02 (duas) Espingardas cal. 12, número de série raspado, marca BOITO.
– 03 (três) Pistola 9mm, número de série rapasda, marca Glock.
– 08 carregadores de Pistola cal. 9mm.
– 260 munições cal. 12
– 100 munições cal .40 Winchester.
– 900 munições cal. 9mm.
– 02 coldre para pistola.
– 01 case para arma longa.
– 01 bandoleira.
– 02 placas balísticas para colete.
– 04 acessórios para cal. 12

 

Fonte: Midiamax

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Suécia e o exclusivo MBT S-Tank 103

 

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Moscou acusa EUA de violar tratado de mísseis

© AFP / DANIEL MIHAILESCU – Centro de defesa de mísseis balísticos Sistema Aegis terra, Deveselu – Romênia

EUA e Rússia continuam a troca de acusações mútuas quanto as violações do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF). Cada parte tem seus próprios argumentos sobre as ações que não correspondem aos artigos do Tratado. Nesta conexão, o vice-chanceler russo, Sergei Ryabkov, expressou a posição da Rússia.

De acordo com o diplomata, Rússia tem uma vasta gama de reclamações em relação à atividade militar norte-americana. “É ampla e inclui uma série de teses que discutimos com os EUA já por muitos anos”, declarou o diplomata russo em entrevista ao jornal russo Kommersant.

Neste contexto, o vice-ministro russo destacou que o posicionamento dos sistemas de defesa antimíssil estadunidense Aegis Ashore na Polônia, previsto para o próximo ano, viola gravemente o Tratado INF.

“Sem dúvida, a situação com o posicionamento — já realizado na Romênia e previsto para o próximo ano na Polônia — dos complexos universais Aegis Ashore, capazes de lançar não só mísseis antibalísticos, mas também mísseis de cruzeiro de longo alcance, representa, em nossa opinião, uma grave violação do Tratado. Já dissemos e continuamos dizendo isso aos estadunidenses”, indicou.

Entretanto, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia já denunciou o posicionamento de baterias de mísseis norte-americanas na Polônia, considerando-o parte do plano dos EUA para criar uma rede de sistemas de mísseis ao redor da Rússia. Moscou considera as alegações da OTAN como “ameaças míticas”.

Ao falar sobre outras violações efetuadas por parte dos EUA, Ryabkov sublinhou que os norte-americanos utilizam mísseis-alvo alegadamente para testar seus sistemas de defesa antimíssil, mas que, na realidade, são muito parecidos com mísseis balísticos de médio e curto alcance, cujos testes são proibidos pelo Tratado INF.

Ao mesmo tempo, ele lembrou sobre veículos aéreos não tripulados (VANT) de combate que estão em serviço do Exército estadunidense. O vice-ministro apontou que nenhum país do mundo produz e utiliza esses veículos de combate em uma escala tão elevada.

Além disso, o vice-chanceler russo chamou a atenção para um artigo do orçamento militar dos EUA aprovado para 2018 considerado bastante ambíguo pela Rússia. O novo artigo permite ao Pentágono começar o desenvolvimento de um míssil de cruzeiro de baseamento terrestre com alcance de 250 a 500 km. Assim, por um lado ele não viola diretamente o Tratado INF, mas, por outro lado, não dá uma definição certa quanto aos avanços militares dos EUA.

Finalmente, Sergei Ryabkov destacou que “para preservar o Tratado INF se requer um enfoque mais responsável por parte dos EUA”.

Mais cedo, o secretário de Estado adjunto dos EUA, Thomas Shannon, tinha declarado que EUA estão avaliando soluções militares para criar sistemas de mísseis de médio alcancese Moscou violar o Tratado INF.

Datado de 1987, o Tratado INF previa a eliminação dos mísseis balísticos e de cruzeiro, nucleares ou convencionais, cujo alcance fosse entre 500 e 5.500 km. Além disso, o acordo permite a qualquer uma das partes inspecionar as instalações militares da outra.

Até o momento, Rússia e EUA se acusam repetidamente de desenvolver sistemas que violam este tratado.

Fonte: Sputnik

  • Sistema Aegis terra, Deveselu – Romênia:  Sistema Aegis terra usa radar avançado e computadores poderosos para controlar armas inimigas. Originalmente desenvolvido para navios, o sistema foi modificado para o uso em terra, e é fundamental para o sistema de defesa de mísseis da OTAN agora instalado – sobre objeções da Rússia – na Romênia e Polônia.

Edição: Plano Brasil

 

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Rússia vs Ocidente em 2018: previsões do Stratfor

Impasse na evolução: foi assim que um grupo de analistasdo centro militar norte-americano Stratfor qualificou as relações entre a Rússia e os países ocidentais para 2018. Segundo o centro, nenhum dos assuntos disputados (como as sanções, Ucrânia ou Síria) chegará a uma solução.

O relatório reconhece que em janeiro de 2017, com a cerimónia de tomada de posse do presidente Donald Trump, que tinha declarado durante a campanha eleitoral sua intensão de melhorar as relações com a Rússia, se esperava uma aproximação entre os dois países.

Além disso, os países europeus atravessaram um aumento explosivo do número dos movimentos eurocéticos e até na OTAN havia desentendimento sobre como desenvolver relações com a Ucrânia, Moldávia, Geórgia, todos de importância histórica e estratégica para a Rússia.

Tudo isso prometia uma mudança nas relações com Moscou. Entretanto, hoje é evidente que essas expetativas não se tornarão realidade em breve.

A pressão das sanções contra a Rússia se intensificou. O próprio Trump, sob suspeita de um hipotético “conluio com os russos”, foi obrigado a ceder uma parte de seus poderes sobre o regime de sanções ao Congresso dos EUA, que mantém uma linha dura.

Os eurocéticos na França e na Alemanha não atingiram altos níveis de poder e são suspeitos de “interferência russa” em suas eleições respectivas — algo que Moscou tem rejeitado e de que não há nenhuma prova —, o que fez esfriar as relações.

Finalmente, a OTAN não se desviou da sua estratégia de contenção da Rússia, implantando mais forças nas fronteiras do bloco e não revisou sua posição em relação à Ucrânia, com os EUA mesmo considerando fornecer armas letais a Kiev. Ambas as iniciativas provocaram a reação negativa de Moscou.

O que esperar em 2018?

As questões da Ucrânia e da Síria, bem como a crescente presença militar da OTAN nas fronteiras russas e as acusações de “interferência” dominarão a agenda russo-ocidental, de acordo com o Stratfor.

Na Ucrânia a ideia apresentada pelo presidente russo Vladimir Putin sobre o envio dos “capacetes azuis” (Forças de Paz da ONU) pode dar um impulso positivo aos contatos diplomáticos locais e contribuir para o fim do conflito, mas é pouco provável que as partes consigam acordar o formato de tão missão.

Nos EUA, se forem confirmadas as acusações contra Trump sobre a cooperação com a Rússia durante a campanha eleitoral, Washington pode endurecer as sanções. Além disso, existe a opção de fornecer armas letais a Kiev.

No entanto, segundo o relatório, a Rússia pode dar uma resposta assimétrica a qualquer desses passos.

O crescimento da presença militar na fronteira leste da OTAN – a fronteira ocidental da Rússia – continuará. Os sistemas de mísseis russos Iskander chegarão à região de Kaliningrado enquanto a OTAN vai inaugurar um novo comando europeu.

Rússia sentirá falta do Ocidente 

Na sua previsão o centro analítico destaca a mudança da política externa da Rússia.

Enquanto o estreitamento das relações com a China já se manifestava claramente, se nota também a crescente influência da Rússia nos países árabes e nas aéreas de interesse estratégico dos EUA e da Europa como a Síria e Coreia do Norte.

A presença militar russa no Oriente Médio e na Ásia-Pacífico está aumentando junto com outras regiões de importância como o Afeganistão, Venezuela e Líbia. Embora o interesse russo tenha tido inicialmente um caráter tático, as relações da Rússia nessas regiões hoje inclui interesses políticos, econômicos e de segurança, lê-se no documento.

“Manter as relações com o Ocidente já não é o objetivo principal da política externa da Rússia. Moscou criou uma sofisticada rede de relações em todo o mundo e se o enfrentamento com a Europa e os EUA continuar em 2018, não será nada mais que um dos focos do grande número de interesses e prioridades da Rússia”, concluiu o artigo.

Fonte: Sputnik

 

 

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Protesto anti-Trump acaba em confronto no Líbano

Violência segue intensa no Oriente Médio após decisão americana de reconhecer Jerusalém. Policiais reprimem manifestação perto da embaixada americana em Beirute e, na cidade disputada, oficial israelense é esfaqueado.

Policiais usaram canhões de água e gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes em Beirute

Os protestos contra a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como capital de Israel entraram em seu quarto dia neste domingo (10/12). Confrontos violentos foram registrados no Líbano, e um oficial israelense foi esfaqueado em Jerusalém.

A polícia local informou que um palestino de 24 anos, que mora na Cisjordânia ocupada, atacou um segurança ao se aproximar de um detector de metais em uma das entradas do principal terminal de ônibus de Jerusalém. O suspeito foi detido, e o oficial israelense está em estado greve.

Enquanto isso, em Beirute, forças de segurança libanesas reprimiram, com uso de gás lacrimogêneo e canhões de água, um protesto realizado nas imediações da embaixada americana. O Líbano abriga quase 500 mil refugiados palestinos, o que representa aproximadamente 10% da população do país.

Os manifestantes – muitos erguendo bandeiras palestinas – atearam fogo em pneus e tonéis de lixo, queimaram bandeiras dos Estados Unidos e de Israel e lançaram garrafas contra os policiais que haviam feito uma barricada na avenida principal que dá acesso ao complexo da embaixada.

Segundo a imprensa internacional, a manifestação ocorreu a algumas centenas de metros da sede diplomática e não apresentou uma ameaça direta a seus funcionários.

Forças de segurança em Beirute fizeram uma barricada para impedir o acesso de manifestantes à embaixada

O responsável pela Cruz Vermelha libanesa, Georges Kettaneh, informou à agência de notícias Efe que sete pessoas foram levadas ao hospital, enquanto 42 foram atendidas no local da manifestação, que terminou ao meio-dia (hora local) após várias horas de tensão entre manifestantes e policiais. A imprensa local relatou ainda a detenção de vários manifestantes.

O Líbano, em reunião extraordinária da Liga Árabe, na noite deste sábado, para discutir o reconhecimento de Jerusalém, sugeriu sanções dos Estados árabes contra os EUA para evitar a transferência da embaixada americana em Israel.

“Devem ser tomadas medidas cautelares contra esta decisão”, disse o ministro do Exterior libanês, Gebran Bassil. “Em primeiro lugar, devem ser tomadas medidas diplomáticas, e depois políticas, seguidas de sanções econômicas e financeiras.”

Neste domingo, o papa Francisco fez um apelo à comunidade internacional para que evite “uma nova espiral de violência” em Jerusalém, “respondendo, com palavras e ações, aos anseios de paz, de justiça e segurança das populações dessa terra atormentada”, afirmou a Santa Sé em comunicado.

O Vaticano disse ainda acompanhar “com grande atenção a evolução da situação no Oriente Médio, especialmente em Jerusalém, uma cidade sagrada para cristãos, judeus e muçulmanos de todo o mundo”, acrescentando que o papa lamenta “os enfrentamentos que causaram vítimas nos últimos dias”.

Bandeira de Israel é queimada por manifestantes em Beirute

Tensão no Oriente Médio

Na quarta-feira passada, Trump anunciou que vai transferir a embaixada americana de Tel Aviv – onde estão as embaixadas de outros países – para Jerusalém, ignorando alertas de líderes estrangeiros sobre os riscos que a medida possa trazer aos esforços de paz no Oriente Médio.

A decisão, que acarreta o reconhecimento da cidade disputada como capital do governo israelense, logo provocou reações indignadas de entidades e líderes internacionais, incluindo aliados de Washington na Europa e no Oriente Médio.

O anúncio de Trump ainda levou ao acirramento da violência na região, marcada por dias de intensos protestos de palestinos e pela repressão das forças de segurança israelenses. Confrontos entre as duas partes deixaram dois palestinos mortos na Faixa de Gaza na sexta-feira.

Além disso, na madrugada do sábado,outros dois corpos foram encontrados na mesma região após bombardeios do Exército de Israel contra posições militares do movimento Hamas.

Israel considera Jerusalém sua capital “eterna e indivisível”, enquanto os palestinos defendem que a parte leste de Jerusalém deve ser a capital de seu almejado Estado.

As Nações Unidas estabelecem que o status de Jerusalém deve ser definido em negociações entre israelenses e palestinos, razão pela qual os países com representação diplomática em Israel têm suas embaixadas em Tel Aviv e imediações.

Fonte: DW

Presidente do Egito convida líder palestino para falar de anúncio de Trump sobre Jerusalém

O presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, convidou o presidente palestino, Mahmoud Abbas, para ir ao Cairo na segunda-feira a fim de discutir a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como capital de Israel, afirmou um comunicado da presidência do Egito neste domingo.

O comunicado diz que Sisi gostaria de “discutir maneiras de lidar de uma maneira que preserve os direitos dos palestinos e seu legítimo direito de estabelecer um estado independente com Jerusalém Oriental como sua capital”.

Por Amina Ismail

Fonte: Reuters

 

 

 

 

 

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Japão, EUA e Coreia do Sul testarão rastreamento de mísseis em meio a crise com Coreia do Norte

Mapa marcando a trilha do míssil balístico de alcance intermediário disparado pela Coréia do Norte sobre o Japão em 29 de agosto e 15 de setembro. FLANDERS MARINE INSTITUTE / U.S. FORCES JAPAN / U.S. FORCES CORÉIA / U.S. DEPARTAMENTO DE DEFESA / REUTERS

Os Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul realizarão treinos para rastreamento de mísseis durante dois dias nesta semana, disse a Força de Autodefesa Marítima do Japão no domingo, à medida que aumentam as tensões na região em relação aos programas de desenvolvimento de armas da Coreia do Norte.

A Coreia do Norte disparou dois mísseis sobre o Japão, conforme busca armas nucleares e mísseis balísticos em desafio às sanções da ONU e condenação internacional. Em 29 de novembro, o país fez um teste disparando um míssil balístico internacional, o mais avançado até o momento, capaz de alcançar os Estados Unidos.

O exercício, que acontecerá na segunda e terça-feira, será o sexto treino para compartilhamento de informações sobre rastreamento de mísseis balísticos entre os três países, disse a força de defesa.

Os Estados Unidos e a Coreia do Sul conduziram testes militares de larga escala na semana passada, os quais a Coreia do Norte disse terem tornado o estouro de uma guerra “um fato estabelecido”.

Reportagem de Kaori Kaneko

Fonte: Reuters

Edição: Plano Brasil

 

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Liga Árabe condena decisão de Trump sobre Jerusalém

Em reunião extraordinária, secretário-geral pede à comunidade internacional que reconheça Estado palestino com Jerusalém Oriental como capital. Netanyahu vai se encontrar com Macron e ministros do Exterior da UE.

Os ministros de Relações Exteriores da Liga Árabe expressaram neste domingo (10/12) sua firme rejeição à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel e pediram que o presidente americano voltasse atrás na decisão.

Reunidos na sede da Liga Árabe, no Cairo, os ministros consideraram “nula” tal medida e a qualificaram como “violação perigosa da legislação internacional e das resoluções do Conselho de Segurança da ONU”.

“Com a decisão, Trump legitima a ocupação de Jerusalém Oriental por Israel”, criticou o secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Abul Gheit. Na Guerra dos Seis Dias, em 1967, Israel ocupara e mais tarde anexara o leste de Jerusalém.

A iniciativa de Trump também gera “perguntas sobre o papel dos Estados Unidos e seu compromisso em fortalecer a estabilidade e a paz na região”, acrescentou Gheit, não apenas no Oriente Médio, mas em todo o mundo. Em resposta, a comunidade internacional deveria reconhecer a Palestina como Estado e Jerusalém Oriental como capital, pediu o secretário-geral.

Ahmed Aboul Gheit é secretário-geral da Liga Árabe

No comunicado final do encontro, que foi convocado de maneira extraordinária pela Jordânia, os ministros salientaram que esta mudança na política dos EUA para o conflito palestino-israelense representa uma reviravolta “perigosa” que coloca Washington do lado da “ocupação” e que o afasta do seu papel como mediador.

O texto, que contém 16 pontos, foi aprovado após intensas discussões, informou a agência de notícias EFE. “O conselho solicita aos Estados Unidos que anule sua decisão sobre Jerusalém e que trabalhe com a comunidade internacional para que Israel se comprometa a aplicar as decisões internacionais e a pôr fim à ocupação ilegal e ilegítima de todos os territórios palestinos e árabes ocupados desde junho de 1967”, detalha o documento.

Sanções contra os EUA?

O Líbano sugeriu sanções dos Estados árabes contra os EUA para evitar a transferência da embaixada americana de Tel Aviv para Jerusalém. “Devem ser tomadas medidas cautelares contra esta decisão”, disse o ministro das Relações Exteriores, Gebran Bassil. “Em primeiro lugar, devem ser medidas diplomáticas, e depois políticas, seguidas de sanções econômicas e financeiras”, disse. A Liga de Estados Árabes é formada por 22 países e as regiões autônomas palestinas.

Netanyahu na Europa

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, iniciou neste domingo uma viagem à França e à Bélgica, onde se encontrará com autoridades francesas e europeias. “Vou agora à Paris e a Bruxelas e me reunirei em Paris com o meu amigo, o presidente francês Emmanuel Macron, e depois em Bruxelas terei um importante encontro com os ministros europeus de Relações Exteriores. Nos últimos 22 anos, nenhum primeiro-ministro teve nenhum encontro assim. Eu dou grande importância à Europa. Respeito a Europa, mas não estou preparado para aceitar padrões duplos”, explicou ele antes de partir.

“Ouço vozes que criticam a declaração histórica do presidente (Donald) Trump, mas não ouvi nenhuma condenação do lançamento de foguetes contra Israel e da terrível incitação contra nós”, criticou.

Netanyahu, que também ocupa o posto de ministro de Relações Exteriores, acrescentou na nota: “Não aceitarei esta hipocrisia e, como sempre, inclusive neste importante fórum, representarei a verdade de Israel sem medo e com a cabeça erguida”.

Macron está entre os líderes que advertiram Trump contra a intenção de reconhecer Jerusalém como capital de Israel, rompendo o consenso internacional e a postura histórica dos Estados Unidos de que o futuro de Jerusalém tem que ser decidido num acordo de paz entre israelenses e palestinos. A União Europeia é muito crítica com a política de colonização israelense nos territórios palestinos ocupados e é defensora de uma solução de dois Estados nas fronteiras estipulada entre as partes em 1967.

Fonte: DW

 

 

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SEGURANÇA PÚBLICA: Dias antes de mortes no Salgueiro, reunião na cúpula da segurança decidiu infiltrar militares na mata

Numa reunião no último dia 6 de novembro, a cúpula das forças de segurança estadual e federal definiu um plano para encurralar traficantes do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. A estratégia era entrar na favela pela Rodovia BR-101 com caveirões para forçar os bandidos a tomarem a rota de fuga identificada em investigações da Polícia Civil: a Estrada das Palmeiras. Ali, homens das Forças Armadas que chegariam em helicópteros e se infiltrariam numa mata, na noite anterior, seriam responsáveis por surpreender os fugitivos.

O plano foi posto em prática numa operação conjunta no dia seguinte, mas fracassou: avisados, os traficantes deixaram a favela antes de as forças de segurança chegarem. Três dias depois, na madrugada do dia 11, uma nova operação da Polícia Civil e do Exército no local terminou em sete mortes — após um mês, mais uma vítima não resistiu aos ferimentos. Agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e militares afirmam que não atiraram na ocasião, somente entraram na favela e encontraram corpos baleados. Todos os agentes ouvidos afirmaram que foram à favela em três caveirões. Nenhum depoimento menciona homens na mata.

Armas apreendidas na operação

A existência da reunião e do plano foram confirmadas pelo EXTRA por duas fontes que investigam a ação. Participaram do encontro, às 10h30 do dia 6, no Centro Integrado de Comando e Controle, na Cidade Nova, representantes da Secretaria de Segurança, do Exército, da Marinha, da Força Aérea, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Civil.

O relato de duas testemunhas já ouvidas pela polícia e pelo MP, no entanto, vai de encontro ao plano discutido na reunião. Um jovem de 19 anos, que foi baleado nas mãos e na coxa durante a operação e sobreviveu afirmou que homens vestidos de preto, com capacetes e fuzis com mira a laser atiraram, da mata, em direção às vítimas. Já Luiz Octávio Rosa dos Santos, de 27 anos, a oitava vítima fatal da ação, que morreu no último dia 11, depois de um mês internado, também contou em depoimento que os tiros que atingiram as vítimas “vinham da mata em direção das casas que ficam do outro lado da Estrada das Palmeiras”.

Fonte: Jornal Extra

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Obama evoca nazismo para alertar sobre fragilidade da democracia

Ex-presidente dos EUA diz que complacência dos eleitores pode levar a eventos como a Segunda Guerra Mundial. “É preciso estar atento e ir às urnas”, afirma. Conservadores acusam democrata de comparar Trump a Hitler.

O ex-presidente Barack Obama durante uma conferência em Chicago na terça-feira passada

O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama recordou a ascensão do nazismo na Alemanha no século passado para fazer um alerta à sociedade americana sobre a fragilidade da democracia.

“Ficamos complacentes e achamos que as coisas continuam sendo como sempre foram, de maneira simplesmente automática, mas elas não continuam”, afirmou Obama durante uma conferência em Chicago no início da semana, que veio à tona na imprensa somente neste sábado (09/12).

O ex-líder democrata ainda falou sobre a necessidade de se cultivar o “jardim da democracia” – caso contrário, “as coisas podem desmoronar muito rapidamente”, alertou ele, afirmando que o mundo viu “sociedades onde isso aconteceu”, em referência ao “final dos anos 1920 e os anos 1930”.

Obama lembrou a ascensão do ex-líder nazista Adolf Hitler num momento em que, segundo ele, tudo “parecia muito sofisticado e, embalado com a música, a arte, a literatura e a ciência que emergiam, acreditava-se que [essa fase próspera] ia durar para sempre”.

“E então 60 milhões de pessoas morreram. O mundo inteiro foi mergulhado no caos”, continuou o ex-presidente, possivelmente se referindo à Segunda Guerra Mundial, entre 1939 e 1945, quando morreu aproximadamente esse mesmo número de pessoas.

Ele concluiu o pensamento oferecendo um simples conselho aos cerca de 1.800 participantes da conferência – em sua maioria líderes empresariais na área de Chicago –, que se estendeu à sociedade americana: “Vocês precisam prestar atenção. E ir às urnas”.

Obama, que acumula uma série de divergências com o atual presidente americano, o republicano Donald Trump, não mencionou diretamente seu sucessor durante a fala na conferência, ou mesmo a situação política de nenhum país.

As declarações, no entanto, foram suficientes para arrancar críticas de personalidades conservadoras dos EUA, que chegaram a acusar o ex-líder de ter feito uma comparação entre Trump e Hitler.

“Achei que Obama fosse melhor do que isso. Comparar seu sucessor a Adolf Hitler é horrível. Simplesmente degradante”, opinou Jesse Watters, comentarista da emissora Fox News.

“Quando um ex-presidente faz uma comparação entre Hitler e Trump, a mídia convencional não diz nada. Comportamento desprezível”, afirmou, por sua vez, o apresentador Chuck Woolery, que já chegou a ser acusado de ter opiniões antissemitas.

Apesar das críticas dirigidas a Obama, agências de notícias afirmam que o ex-presidente não mencionou o nome do ex-líder nazista durante o discurso em Chicago.

Desde que deixou a Casa Branca, em janeiro, Obama tem seguido a tradição de reserva de seus antecessores e mantido a discrição sobre decisões políticas da nova administração, exceto para frisar seu desacordo em relação a temas como imigração e meio ambiente.

Fonte: DW

 

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Como “comportamento de manada” permite manipulação da opinião pública por fakes

A estratégia que vem sendo usada por perfis falsos no Brasil e no mundo para influenciar a opinião pública nas redes sociais se aproveita de uma característica psicológica conhecida como “comportamento de manada”.

Usuários reais estão sujeitos à manipulação de perfis falsos nas redes sociais | Ilustração: Kako Abraham/BBC

Juliana Gragnani

O conceito faz referência ao comportamento de animais que se juntam para se proteger ou fugir de um predador. Aplicado aos seres humanos, refere-se à tendência das pessoas de seguirem um grande influenciador ou mesmo um determinado grupo, sem que a decisão passe, necessariamente, por uma reflexão individual.

“Se muitas pessoas compartilham uma ideia, outras tendem a segui-la. É semelhante à escolha de um restaurante quando você não tem informação. Você vê que um está vazio e que outro tem três casais. Escolhe qual? O que tem gente. Você escolhe porque acredita que, se outros já escolheram, deve ter algum fundamento nisso”, diz Fabrício Benevenuto, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), sobre a atuação de usuários nas redes sociais.

Ele estuda desinformação nas redes e testou sua teoria com um experimento: controlou quais comentários apareciam em um vídeo do YouTube e monitorou a reação de diferentes pessoas.

Quanto mais elas eram expostas só a comentários negativos, mais tendiam a ter uma reação negativa em relação àquele vídeo, e vice-versa.

“Um vai com a opinião do outro”, conclui Benevenuto. Em seu experimento, os pesquisadores chegaram à conclusão de que a influência estava também ligada a níveis de escolaridade: quanto menor o nível, mais fácil era ser influenciado.

Exército de fakes

Evidências reunidas por uma investigação da BBC Brasil ao longo de três meses, que deram origem à série Democracia Ciborgue, da qual esta reportagem faz parte, sugerem que uma espécie de exército virtual de fakes foi usado por uma empresa com base no Rio de Janeiro para manipular a opinião pública, principalmente, no pleito de 2014. E há indícios de que os mais de 100 perfis detectados no Twitter e no Facebook sejam apenas a ponta do iceberg de uma problema muito mais amplo no Brasil.

A estratégia de influenciar usuários nas redes incluía ação conjunta para tentar “bombar” uma hashtag (símbolo que agrupa um assunto que está sendo falado nas redes sociais), retuítes de políticos, curtidas em suas postagens, comentários elogiosos, ataques coordenados a adversários e até mesmo falsos “debates” entre os fakes.

Alguns dos usuários identificados como fakes tinham mais de 2 mil amigos no Facebook. Os perfis publicavam constantemente mensagens a favor de políticos como Aécio Neves (PSDB) e o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB), além de outros 11 políticos brasileiros.

Eles negam ter contratado qualquer serviço de divulgação nas redes sociais por meio de perfis falsos. A investigação da BBC Brasil não descobriu evidências de que os políticos soubessem do expediente supostamente usado.

Eduardo Trevisan, dono da Facemedia, empresa que seria especializada em criar e gerir perfis falsos, nega ter produzido fakes. “A gente nunca criou perfil falso. Não é esse nosso trabalho. Nós fazemos monitoramento e rastreamento de redes sociais”, disse à BBC Brasil.

Personas

As pessoas que afirmam ser ex-funcionárias da Facemedia entrevistadas pela BBC Brasil disseram que, ao começar na empresa, recebiam uma espécie de “pacote” com diferentes perfis falsos, que chamavam de “personas”. Esses perfis simulavam pessoas comuns em detalhes: profissão, história familiar, hobbies. As mensagens que elas publicavam refletiam as características criadas.

“As pessoas estão mais abertas a confiar numa opinião de um igual do que na opinião de uma marca, de um político”, disse um dos entrevistados.

“Ou vencíamos pelo volume, já que a nossa quantidade de posts era muito maior do que o público em geral conseguia contra-argumentar, ou conseguíamos estimular pessoas reais, militâncias, a comprarem nossa briga. Criávamos uma noção de maioria”, diz um ex-funcionário.

Para Yasodara Córdova, pesquisadora da Digital Kennedy School, da Universidade Harvard, nos EUA, e mentora do projeto Serenata de Amor, que busca identificar indícios de práticas de gestão fraudulentas envolvendo recursos públicos no Brasil, “a internet só replica a importância que se dá à opinião das pessoas ao redor na vida real”.

“Se três amigos seus falam que um carro de uma determinada marca não é bom, aquilo entra na sua cabeça como um conhecimento”, diz ela.

GETTY IMAGES – Especialista vê prática como fator que afeta a confiança da socieade na democracia

Confiança abalada

Para Lee Foster, da FireEye, empresa americana de segurança cibernética que identificou alguns perfis fakes criados por russos nas eleições americanas, essa tentativa de manipulação pode não fazer as pessoas mudarem seus votos. “Mas podem passar a ver o processo eleitoral todo como mais corrupto, diminuindo sua confiança na democracia”, afirma.

“As redes sociais estão permitindo cada vez mais coisas avançadas em termos de manipulação nas eleições”, diz Benevenuto, citando as propagandas direcionadas do Facebook. “Estamos entrando em um caminho capaz de aniquilar democracias.”

A solução proposta por pesquisadores para o problema dos perfis falsos e robôs em redes sociais vai da transparência das plataformas ao esforço político de “despolarizar” a sociedade.

Córdova diz que não se deve pensar em “derrubar todos os robôs” – que não são necessariamente maliciosos, são mecanismos que automatizam determinadas tarefas e podem ser usadas para o bem e para o mal nas redes sociais.

“É impossível proibi-los. A saída democrática é ter transparência para outros eleitores”, afirma. Se “robôs políticos” existem e estão voluntariamente cedendo seus perfis para reproduzir conteúdo de um político, eles devem estar marcados como tal, como, por exemplo, “pertencente ao ‘exército’ do candidato X”.

Transparência

Defensora do direito à privacidade e da liberdade de expressão, a pesquisadora Joana Varon, fundadora do projeto Coding Rights (“direitos de programação”), também defende a transparência como melhor via. “Anonimato e privacidade existem para proteger humanos. Bots (robôs de internet) feitos para campanha eleitoral precisam ser identificáveis e registrados, para não enganar o eleitor”, afirma.

Mas como aplicar essa lógica para os perfis falsos controlados por pessoas que prestariam serviço secretamente para políticos, como os identificados pela BBC Brasil?

Para Pablo Ortellado, professor do curso de Gestão de Políticas Públicas da Universidade de São Paulo (USP), deve haver maior transparência e regulação em plataformas como o Facebook, que deve começar a agir “como se fosse um Estado, já que virou a nova esfera pública”, onde acontecem discussões e interações. Ou seja, a plataforma deve começar a se autorregular, se não quiser ser regulada pelos Estados.

Uma de suas tarefas, diz ele, deve ser excluir esses perfis falsos da rede – algo que a própria empresa diz, sem dar detalhes, que pretende fazer no Brasil antes das eleições de 2018.

PA – Facebook diz que está aperfeiçoando seus sistemas para ‘detectar e remover’ conteúdos ligados a fakes

“Mas o grande desafio mesmo é desarmar a sociedade, que está muito polarizada e sendo estimulada nos dois campos. Sem essa polarização, cai a efetividade dos perfis falsos”, diz Ortellado.

Córdova defende que os usuários sejam educados sobre o que são robôs e que mais pessoas os estudem. “O remédio contra esses exércitos de robôs é um exército de pessoas que entendam a natureza dessas entidades na internet.”

Além disso, diz, a tendência é que as plataformas deixem as pessoas controlarem seus próprios feeds e que existam cada vez mais empresas de checagem de notícias, já que outra preocupação em 2018 são as “fake news” (notícias falsas). “Não tem solução mágica. É um ecossistema que está sendo criado.”

À BBC Brasil, o Twitter informou que “a falsa identidade é uma violação” de suas regras e que contas que representem “outra pessoa de maneira confusa ou enganosa poderão ser permanentemente suspensas”.

O Facebook diz que suas políticas não permitem perfis falsos e que está aperfeiçoando seus sistemas para “detectar e remover essas contas e todo o conteúdo relacionado a elas”. “Estamos eliminando contas falsas em todo o mundo e cooperando com autoridades eleitorais sobre temas relacionados à segurança online, e esperamos tomar medidas também no Brasil antes das eleições de 2018.”

Fonte: BBC Brasil.com