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PÉ DE POEIRA

FAB PÉ DE POEIRA: Grupo de Segurança e Defesa da Ala 8 (GSD-MN) forma condutores de cães de guerra no Amazonas

O Grupo de Segurança e Defesa da Ala 8 (GSD-MN), sediado em Manaus (AM), formou sete novos condutores de cães de guerra. A cerimônia militar de encerramento do curso ocorreu no dia 27 de novembro, nas instalações da própria Unidade.

O estágio teve início em seis de novembro, sendo voltado para o Soldado Policial da Aeronáutica. Durante a formação, os alunos receberam instruções dos mais variados temas, como faro de entorpecentes e de explosivos, guarda e proteção, substâncias entorpecentes e explosivas, noções de medicina veterinária, entre outros.

De acordo com a chefe do Pelotão de Cães de Guerra, Tenente Veterinária Raquel Tomé, o condutor é fundamental nas operações envolvendo os cachorros. “Somente ele é capaz de realizar a missão, pois se trata de um soldado especializado, técnica e fisicamente preparado para atuar no binômio condutor-cão. Ele é capaz de entender o trabalho do cão, como nas diversas missões de faro, em que ele é o responsável por diagnosticar o local suspeito por meio do comportamento demonstrado pelo canino”, explicou.

Os novos condutores de cães estão preparados para atuar em diferentes atividades, como faro em aeronaves, bem como em bagagens de passageiros e de tripulantes, faro em alojamentos, operações de varredura em presídios de todo o território nacional e de controle de distúrbios.

“O Pelotão de Cães de Guerra do GSD-MN possui cachorros preparados para atuar na busca e na detecção de substâncias entorpecentes e explosivas, assim como na guarda e na proteção”, completou a Tenente Raquel Tomé.

Para o cumprimento do estágio, a Organização contou com o apoio de outras instituições, como a Polícia Militar do Amazonas, a Polícia Federal, o Exército Brasileiro e o Centro Universitário do Norte (Uninorte).

Fonte: FAB

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Na Jordânia, Jungmann se reúne com o secretário de Estado da Defesa dos Estados Unidos

Amâ (Jordânia), 4/12/2017 – No início da manhã de domingo (3), o ministro da Defesa, Raul Jungmann, reuniu-se com o secretário de Defesa dos Estados Unidos, James Mattis, que está na Jordânia para uma conferência promovida pelo rei Abdullah II, sobre a prevenção ao extremismo violento no oeste da África.

Na pauta do encontro, as preocupações e desafios comum aos dois países e a possibilidade de uma cooperação bilateral. Jungmann também destacou o sucesso do trabalho de cibersegurança, realizado pelas instituições brasileiras durante as Olimpíadas no Rio de Janeiro, e a importância do compartilhamento de informações.

Foram ainda discutidos diversas questões que envolvem o monitoramento de fronteiras e o combate ao narcotráfico e contrabando. O ministro também abordou a criação da Iniciativa Sul-Americana de Segurança, que deverá realizar sua primeira reunião na Argentina, no início de 2018.

Durante a conversa com o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Jungmann falou do estreitamento da relação entre Brasil e Estados Unidos após a promoção dos Diálogos da Indústria de Defesa, realizados em Brasília, em setembro de 2016, e em Washington, em setembro de 2017.

O secretário Mattis defendeu a necessidade de uma agenda em comum entre os dois países para que possam ser identificadas as possibilidades de cooperação e a trocas de experiências no campo da defesa.

O ministro da Defesa brasileiro, nesta semana, continuará em agenda de viagem aos países árabes.

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)

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Aviação Defesa Destaques Equipamentos Israel Sistemas de Armas Tecnologia

Israel está construindo novo drone semelhante ao Global Hawk dos EUA

Veículo aéreo não tripulado israelense Heron TP (Eitan) 

De acordo com a mídia israelense, o país está construindo um veículo não tripulado gigantesco comparável ao seu antecessor estadunidense RQ-4 Global Hawk.

Vale ressaltar que este drone será uma versão modernizada do veículo de reconhecimento não tripulado da Força Aérea israelense, Eitan, pormenoriza a edição Jerusalem Post.

Ao aumentar o alcance e as capacidades de combate do Eitan, o drone “atingirá a escala do RQ-4 Global Hawk”, afirmou o comandante do esquadrão de Eitan da Força Aérea de Israel ao jornal.

Veículo aéreo não tripulado Northrop Grumman RQ-4B Global Hawk – EUA

Já outro oficial de aviação comunicou que “vai demorar mais alguns meses até que o veículo modernizado esteja pronto para iniciar os voos de teste”.

O colunista da The National Interest, Michael Peck, ressalta que tanto o Eitan (também conhecido como Heron TP) quanto o Global Hawk são conhecidos como drones de alta altitude e longa duração (HALE, High-Altitude Long Endurance drones, em inglês).

“Porém, o Eitan, que voou pela primeira vez em 2004, não tem assim tanta semelhança com o Global Hawk. Claro que não são parecidos: o RQ-4 tem aquele nariz de baleia típico, próprio dos drones estadunidenses como o Global Hawk e Predator, enquanto o Eitan tem aquele aspecto duplo que parece um pouco ao P-38 da época da Segunda Guerra Mundial”, escreve o jornalista.

Peck lembra que o Global Hawk é capaz de voar à altitude de mais de 18 km, enquanto o Eitan só pode subir até 14 km. Ademais, a aeronave estadunidense possui o alcance espantoso de quase 20 mil km. Israel, por sua vez, ainda não revelou oficialmente a autonomia de voo do Eitan, mas, segundo cálculos informais, será por volta de 8 mil km.

“Entretanto, o Eitan modernizado será maior que o original, embora não se saiba se será tão grande como o Global Hawk”, adianta o colunista, citando as palavras de um oficial israelense de que “tudo o que tem a ver com o Eitan da próxima geração é maior e melhor”.

Peck frisa que, independentemente de o drone israelense poder atingir o tamanho e o desempenho do seu “primo” estadunidense, o fato de Israel estar modernizando os veículos não tripulados de longo alcance “é significativo”.

“Levando em conta a volatilidade no Oriente Médio, a oportunidade de enviar um drone que possa permanecer no céu por 40 horas vigiando territórios vastos por algo que interesse a Israel, como por exemplo sítios nucleares ou de mísseis balísticos, será de grande importância. Usar um Eitan modernizado, ao mesmo tempo que Israel começa a utilizar os F-35, é uma combinação poderosa”, assegura.

Em resumo, o jornalista observa que é marcante o fato de um país com população de menos de 9 milhões de habitantes e um território do tamanho do estado de Nova Jersey ser uma das poucas nações, além da Rússia e dos EUA, que se dedica a construir drones HALE.

Fonte: Sputnik

Edição: Plano Brasil

 

 

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RUAG Ammotec se prepara para ter produção de munições em Pernambuco

Exército defende abertura do mercado brasileiro em parecer elaborado com a Defesa

A multinacional Ruag, de origem suíça, é a primeira empresa estrangeira a receber aval para se estabelecer no Brasil, numa abertura do mercado armamentista feita pelo governo Temer. Outras indústrias, como a austríaca Glock e a checa CZ, estão em processo de negociação para aportarem no país. O aval foi dado pela Casa Civil da Presidência, que recebeu a atribuição de aprovar a vinda de empresas do setor para o Brasil. A tarefa, até o ano passado, era do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. A instalação é deferida pela Casa Civil após parecer do Exército, elaborado em conjunto com a Defesa.

Com autorização do governo desde setembro passado, a Ruag se prepara para instalar uma fábrica de munições possivelmente em Pernambuco, estado do atual ministro da Defesa, Raul Jungmann. Segundo o Exército, a abertura do mercado ocorreu por uma necessidade de ter competitividade e mais qualidade para as forças de segurança, que se queixam de poucas opções no mercado interno. A Glock é fornecedora antiga, por exemplo, da Polícia Federal.

Polícias militares se ressentem da dificuldade de obter autorização para comprar arma lá fora. Isso porque, segundo uma regra ainda em vigor, mas que poderá ser modificada em breve, só é possível importar armas se não houver uma similar na indústria nacional.

A chegada das empresas estrangeiras também atende a um pleito dos civis que têm posse ou porte de arma. A dificuldade de obter modelos de marcas internacionais é uma reclamação histórica por parte desse grupo.

O general Ivan Neiva, diretor do Departamento de Produtos Controlados do Exército, diz que há mecanismos “mais inteligentes” de proteger e incentivar a indústria nacional do que simplesmente fechar o mercado:

— Podemos pensar em margem de preferência para produtos nacionais, financiamento diferenciado, investimento em pesquisas — afirma o general. — Além disso, as empresas que vierem não poderão ser meras montadoras de produtos aqui. Elas terão que desenvolver fornecedores locais, gerar conhecimento, criar empregos.

Questionada sobre a chegada de empresas estrangeiras, a Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições afirmou que “a concorrência não preocupa”, mas ressaltou a necessidade de “assegurar isonomia de tratamento, que atualmente não existe”.

“A carga tributária e as restrições sobre o produto nacional são muito superiores às do produto importado. A falta de isonomia prejudica a indústria nacional e gera desequilíbrio na concorrência, o que não é aceitável”, diz.

Fonte: Época Negócios

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Conflitos Destaques Israel Síria

Síria: Novo ataque de Israel com mísseis contra instalação militar perto de Damasco

A televisão estatal síria informou nesta segunda-feira que Israel disparou mísseis em uma instalação militar síria na região rural de Damasco, acrescentando que os sistemas de defesa aérea da Síria interceptaram três dos mísseis.

Uma testemunha disse à Reuters na segunda-feira que três explosões fortes foram ouvidas da direção de Jamraya, a oeste de Damasco. Outra testemunha afirmou que fumaça grossa podia ser vista subindo pela área.

Uma porta-voz militar israelense disse que não comentaria os relatos.

Reportagem de Kinda Makieh em Damasco

Fonte: Reuters

Edição: Plano Brasil

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Defesa Destaques Equipamentos História Rússia Tecnologia Vídeo

AK-47 fabricado em 1948 difere bastante do “AK-47” de hoje

Fábrica do fuzil de assalto mais famoso do mundo divulga vídeo do primeiro protótipo da AK-47, que difere de sua versão mais conhecida.

O primeiro lote de 1.500 fuzis AK-47 foi produzido em 1948 e imediatamente entregue às Forças Armadas para testes. Mas a arma hoje conhecida pela sigla AK-47 difere bastante de seus primeiros protótipos.

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As diferenças básicas podem ser detectadas facilmente. As primeiras metralhadoras tinham uma coronha de metal, que mais tarde foi trocada por madeira.

Também havia um freno de boca não removível, que foi substituído apenas 30 anos mais tarde, quando saiu a primeiro AK-74.

“A coronha de metal afetava gravemente a precisão da arma, por isso a fábrica a substituiu por uma de madeira”, explica o professor da Academia das Ciências Militares da Rússia, Vadim Koziúllin.

Além disso, os primeiros protótipos do AK-47 não eram muito confiáveis, não funcionando muito bem em condições climáticas extremas.

Mas a principal tecnologia do protótipo não diferia das futuras versões do fuzil: este foi o primeiro rifle de assalto semiautomático e automático de calibre de 7,62 x 39 mm soviético.

A arma recebeu um carregador de munição de 30 cartuchos e tinha alcance máximo efetivo de 800 metros.

A AK-47 tem alta reputação por sua resistência à água, areia e lama, assim como por sua manutenção simples. Uma das principais características do fuzil é o funcionamento em todas as condições meteorológicas, de temperaturas entre 40 graus Celsius negativos a 60 graus Celsius positivos, sob fortes chuvas e tempestades de areia.

Tributo ao lendário AK-47 e seu criador Mikhail Kalashnikov – uma estátua de bronze no centro de Moscou

Hoje, 70 anos após sua criação, a AK-47 continua a ser uma das armas mais empregadas em guerras em todo o mundo devido a seu funcionamento, bastante confiável, e baixo preço.

De acordo com uma pesquisa da Universidade de Oxford, hoje há cerca de 100 milhões de rifles Kalashnikov em todo o mundo. Desses, 75% são AK-47.

Veja o funcionamento do fuzil em câmera lenta:

Fonte: Russia Beyond

Edição: Plano Brasil

 

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Destaques Rússia

Quem é o padre Tikhon Shevkunov, o poderoso e polêmico ‘conselheiro espiritual’ de Putin

GETTY IMAGES – Tikhon Shevkunov (à esq.) é apontado como conselheiro espiritual de Putin

Nunca houve confirmação nem desmentido, mas não faltam rumores, fotos e polêmicas. A última delas, nesta semana.

Trata-se de uma pergunta que permanece sem resposta oficial há vários anos: o padre Tikhon Shevkunov é o conselheiro espiritual e confessor, chamado de dukhovnik em russo, de Vladimir Putin, uma das pessoas mais poderosas do mundo?

Mas mesmo sem esse reconhecimento público, acredita-se fortemente que realmente seja nesse homem que o presidente da Rússia presta atenção em matéria divina.

“Não apenas é seu confessor religioso”, logo explica Famil Ismailov, editor do serviço russo da BBC. “É uma espécie de confidente, lhe dá conselhos.”

Diz a lenda que em 1999, antes de chegar ao Kremlin – sede do governo russo – e provavelmente enquanto ainda dirigia o Serviço Federal de Segurança, Putin chegou às portas do mosteiro de Shevkunov, em Moscou.

E desde então eles têm aparecido juntos em público, em várias ocasiões, inclusive em viagens pelo país e ao exterior.

Em entrevista ao jornal britânico Financial Times, em 2013, e questionado sobre ser ou não o conselheiro de Putin, Shevkunov despistou: “Pode acreditar nesses rumores se quiser, mas certamente eles não são difundidos por mim”.

Polêmica

Dukhovnik ou não, Shevkunov é conhecido, tem poder e está envolvido atualmente em uma polêmica.

O bispo, de 59 anos, dirige uma comissão da Igreja Ortodoxa Russa que investiga a execução da família Romanov por um pelotão de fuzilamento em 1918, na cidade de Ecaterimburgo.

PA – A família real Romanov: da esq. para a dir.: Olda, María, o czar Nicolás 2º, a czarina Alejandra, Anastasia, Alexéi e Tatiana

Em uma conferência na segunda-feira, ele disse que muitos membros da instituição acreditam que a morte do czar Nicolás 2º se tratou de um “assassinato ritual”, um conceito que no passado era vinculado à teoria de que o último czar russo foi vítima de uma conspiração judaica, segundo lembrou o jornal britânico The Daily Telegraph.

“Agora sabemos que o homem a quem se referem como o sacerdote pessoal do nosso presidente é um flagrante antissemita”, afirmou o jornal liberal russo Novaya Gazeta.

O ponto de vista da comissão foi condenado por organizações judaicas. O rabino Boruch Gorin, porta-voz da federação de comunidades judaicas russas, disse à agência de notícias Interfax que a investigação era um exemplo “impactante” de “ignorância medieval”.

A polêmica foi criada antes que Putin participasse pela primeira vez, nesta quarta-feira, do conselho anual dos bispos da igreja.

‘Ele entende sua responsabilidade diante de Deus’

O Kremlin não comentou sobre a polêmica e tem evitado esclarecer o vínculo entre Putin e Shevkunov.

“É um assunto privado”, disse o porta-voz de Putin, Dmitry Peskov, ao Financial Times, em 2013. “Simplesmente não sei.”

Mas o auxiliar confirmou que Shevkunov é “muito popular”, e que ele e Putin se conhecem bem. Para depois acrescentar: “Ninguém pode ter certeza se é o dukhovnik ou não. Se alguém sabe que é o dukhovnik, então já não é o dukhovnik”.

GETTY IMAGES – Místico Rasputin, que diziam ter poderes curativos, era confidente da imperatriz Alejandra

É fato, porém, que o dukhovnik é uma figura comum na vida dos ortodoxos russos. E que anos atrás, em 2001, Shevkunov garantiu em entrevista a um jornal grego que Putin era “realmente um cristão ortodoxo”.

“Não apenas nominalmente”, explicou, “mas uma pessoa que se confessa, recebe a comunhão e entende sua responsabilidade diante de Deus pelo alto serviço que lhe confiou e por sua alma imortal”.

“Isso faz parte de sua imagem. Assim ele (o presidente) atrai russos religiosos”, opina Famil Ismailov.

“Putin criou sua persona política ao longo dos anos. Ele não é um presidente tradicional, ele não é um autocrata tradicional”, acrescenta. “Todo czar teve seu Rasputin”, diz, ele em alusão ao místico siberiano Rasputin, que era confidente da imperatriz Alexandra.

GETTY IMAGES – Shevkunov garantiu que Putin era, de verdade, ‘um cristão ortodoxo’

Religião e poder

O país sofreu uma transformação desde a chegada de Putin ao poder, em 2000.

A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) deu as costas à religião. Mas sob o governo ele, a Rússia moderna transformou a crença em uma das pedras angulares do Estado. Com isso, a Igreja Ortodoxa cresceu em poder e influência.

Isso se deve, em parte, ao fato de a Igreja ter ajudado a fortalecer o Estado russo e os que estão no poder. Também porque o Kremlin sabe que as pessoas precisam de algo para acreditar.

Shevkunov pode estar desempenhando um papel importante nisso.

Ele foi batizado aos 24 anos, em 1982, quando já havia se graduado na escola de cinema. Desde então, não deixou de produzir documentários religiosos, escrever livros e crescer na hierarquia eclesiástica.

Sua relação com o presidente parece ter sido de imensa ajuda.

Fonte: BBC Brasil.com

 

 

 

 

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Conflitos Destaques Geopolítica

Ministério do Interior do Iêmen anunciou nesta segunda-feira (04/12) a morte do ex-presidente Ali Abdullah Saleh

Ali Abdullah Saleh morreu em combates na capital, afirmam rebeldes. Até poucos dias atrás, ambos eram aliados na guerra contra o presidente Hadi e contra a coalizão liderada pela Arábia Saudita.

Saleh, de 75 anos, governou o país por mais de três décadas e conduziu diversas guerras contra os houthis

O Ministério do Interior do Iêmen, controlado pelos rebeldes houthis, anunciou nesta segunda-feira (04/12) a morte do ex-presidente Ali Abdullah Saleh, até poucos dias atrás um aliado dos rebeldes e a quem a nota oficial se refere como “o líder da traição”.

Em entrevista à emissora Al Masirah, funcionários do ministério disseram que Saleh morreu em meio aos enfrentamentos com combatentes houthis na capital, Sanaa. Também um representante do governo internacionalmente reconhecido do Iêmen confirmou a morte de Saleh, em declarações à agência de notícias AP.

Membros do partido de Saleh também confirmaram a morte do ex-presidente, em declarações à emissora árabe Al Arabiya. Imagens na internet supostamente mostram o corpo do presidente, mas não há confirmação oficial.

No sábado foi rompida a aliança entre os houthis e as forças leais a Saleh, que lutavam juntos contra o presidente Abd Rabbuh Mansur al-Hadi, depois de Saleh se declarar disposto a abrir “uma nova página” com a coalizão liderara pela Arábia Saudita e que apoia Hadi, desde que esta parasse de atacar o Iêmen e encerrasse seu embargo. A coalizão e o governo de Hadi saudaram o anúncio, mas os houthis acusaram Saleh de traição.

Saleh, de 75 anos, governou o país por mais de três décadas e conduziu diversas guerras contra os houthis. Ele foi forçado a renunciar em 2012, em consequência da Primavera Árabe, e formou uma surpreendente aliança com o grupo rebelde xiita depois que este tomou Sanaa, no fim de 2014.

Fonte: DW

 

 

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Conflitos Destaques Estados Unidos Geopolítica

Apesar do alerta da Coreia do Norte sobre guerra nuclear, Coreia do Sul e EUA realizam exercícios aéreos

As manobras acontecem uma semana depois de Pyongyang dizer que testou seu míssil balístico intercontinental (ICBM, na sigla em inglês) mais avançado e capaz de alcançar os EUA, parte de um programa de armas que vem desenvolvendo em desafio a sanções e críticas internacionais.

O ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, disse ser “lamentável” que todas as partes não tenham “aproveitado a janela de oportunidade” apresentada por dois meses de calma relativa antes do lançamento norte-coreano mais recente.

China e Rússia haviam proposto que EUA e Coreia do Sul desistissem de grandes exercícios militares em troca da suspensão dos programas de armas da Coreia do Norte. Pequim classifica a ideia formalmente como proposta de “suspensão dupla”.

Os exercícios anuais EUA-Coreia do Sul, batizados de Ás Vigilante, transcorrerão até sexta-feira, e seis caças antirradar F-22 Raptor estarão entre as mais de 230 aeronaves participantes.

No domingo o norte-coreano Comitê de Reunificação Pacífica do País chamou o presidente norte-americano, Donald Trump, de “insano” e disse que as manobras “levarão a situação já crítica na Península Coreana à beira da guerra nuclear”.

Caças F-35 também se envolverão nos exercícios, que incluirão o maior número de caças de quinta geração que já participaram do evento, segundo um porta-voz da Força Aérea dos EUA baseado na Coreia do Sul.

Cerca de 12 mil efetivos, inclusive dos Fuzileiros Navais e da Marinha, se juntarão às tropas sul-coreanas. As aeronaves participantes partirão de oito instalações militares dos EUA e da Coreia do Sul.

         Reportagens da mídia sul-coreana disseram que bombardeiros B-1B Lancer podem se unir aos exercícios nesta semana, mas o porta-voz da Força Aérea norte-americana não as confirmou.

Na semana passada Trump disse que sanções adicionais de peso serão impostas a Pyongyang em reação a seu teste de ICBM. No início deste mês o presidente inclui o regime em uma lista de patrocinadores estatais do terrorismo, uma designação que permite a seu país impor mais punições.

Fonte: Reuters

Edição: Plano Brasil

As manobras militares de Coreia do Sul e EUA que enfurecem a Coreia do Norte

GETTY IMAGES – Governo norte-coreano disse que EUA está ‘pedindo uma guerra’ ao realizar manobra militar com a Coreia do Sul

A tensão voltou a aumentar na península coreana.

Desta vez, por causa de manobras militares conjuntas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul nesta segunda, poucos dias depois de a Coreia do Norte realizar o lançamento de seu míssil balístico mais avançado.

Segundo Paul Adams, correspondente da BBC em Washington, o teste de combate aéreo chamado Vigilant ACE é um dos mais sofisticados e completos exercícios militares.

Tanto os Estados Unidos quanto a Coreia do Sul insistem que as manobras buscam testar a capacidade dos dois exércitos de trabalharem juntos, mas o governo norte-coreano considera essas práticas uma ameaça direta.

O regime de Kim Jong-un condenou duramente as manobras, inclusive antes de começarem, por meio de um comunicado divulgado pela agência estatal, a KCNA.

O presidente americano, Donald Trump, está “pedindo uma guerra nuclear”, advertiu Pyongyang, utilizando a mesma retórica adotada em setembro pela embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, Nikki Haley – que afirmou então que as ações do governo norte-coreano trouxeram o mundo mais perto de uma guerra.

GETTY IMAGES – Caças furtivos F-22 participaram das manobras dos EUA e da Coreia do Sul

Os exercícios militares, que duraram cinco dias, tiveram a participação de 230 aviões de combate e 12 mil militares.

Entre os aparatos usados, estão seis caças F-22 de quinta geração, com tecnologia furtiva – ou seja, que dificilmente são detectados por radares.

A manobra também teria incluído bombardeiros estratégicos B-1B, segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap.

Resposta de Pyongyang

Embora os exercícios militares estivessem programados há um tempo, foram iniciados poucos dias depois de o regime norte-coreano lançar um míssil que, segundo o governo de Kim Jong-un, seria capaz de atingir qualquer parte do território dos Estados Unidos.

O Hwasong-15 voou a uma altitude maior que os mísseis lançados anteriormente, antes de cair nas águas do Japão – um resultado que os especialistas consideraram como um “avanço significativo” para a corrida armamentista da Coreia do Norte.

GETTY IMAGES – Kim Jong-un assegurou que seus mísseis têm capacidade de atingir qualquer parte do território norte-americano

“Os cálculos iniciais indicam que o novo míssil poderia lançar uma arma nuclear de tamanho moderado em qualquer cidade dos Estados Unidos”, escreveu Michael Elleman, especialista em mísseis do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, no portal especializado 38 North.

Mas ele destacou também que o regime norte-coreano ainda precisa levar a cabo mais testes com esse míssil para verificar sua verdadeira capacidade e eficácia.

‘Uma corrida’

O assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, H.R McMaster, afirmou no fim de semana que há formas de resolver a crise com a Coreia do Norte para além de um conflito militar, mas advertiu que é uma “corrida, porque (Kim Jong-un) está se aproximando cada vez mais e não resta muito tempo”.

Em um fórum na Califórnia, o assessor fez um apelo à China para que promova um embargo total de petróleo à Coreia do Norte, com a finalidade de dificultar os avanços militares do regime.

GETTY IMAGES – Trump insiste que a China demonstre um esforço maior para conter os avanços militares da Coreia do Norte

“É do interesse urgente da China fazer mais”, destacou. “Não é possível lançar um míssil sem combustível.”

Pequim, por sua vez, argumenta que está cumprindo as sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) contra Pyongyang e insiste na necessidade de reduzir a tensão e voltar à mesa de negociações – uma possibilidade que aparenta ser cada vez mais remota.

Fonte: BBC Brasil.com