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Índia anuncia construção de seis submarinos nucleares em meio a tensões na Ásia

Submarino nuclear russo K-152 Nerpa – projeto 971U Shchuka-B / Codinome – OTAN: Akula Em 23 de janeiro de 2011 foi oficialmente entregue à Marinha Indiana sob contrato de arrendamento no estaleiro Zvezda, na cidade de Bolshoi Kamen

A Índia está lançando um projeto de construção de seis submarinos atômicos, disse o comandante da Marinha Indiana, Almirante Sunil Lanba, nesta sexta-feira.

“Nós lançamos um projeto de construção de seis submarinos atômicos, [mas] não posso dizer nada porque é um projeto secreto”, disse ele em uma conferência de imprensa em Nova Deli.

O almirante comentou desta forma as perspectivas da participação das forças navais da Índia na eliminação das ameaças que enfrenta nos seus espaços marítimos.

“Estamos todos bem informados sobre a situação de segurança em nosso espaço marítimo, a presença de ameaças tradicionais e atípicas exige tanto atenção e tomada de decisão que leva à desaceleração”, afirmou o chefe da Marinha da Índia.

Além das disputas históricas com o Paquistão, a Índia viveu momentos de forte disputa e tensão diante da China, em razão de uma disputa territorial na divisa entre os dois países.

Fonte: Sputnik

Edição: Plano Brasil

 

 

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Rússia chama ameaça dos EUA de destruir Coreia do Norte de “discurso sanguinário”

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse nesta sexta-feira que uma ameaça norte-americana de destruir a Coreia do Norte no caso de uma guerra é “um discurso sanguinário” e ação militar contra Pyongyang seria um grande erro.

Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, fala durante uma reunião com seu homólogo italiano Angelino Alfano em Roma, Itália, 1 de dezembro de 2017.  – REUTERS / Remo Casilli

Falando em uma visita à Itália, Lavrov condenou firmemente comentários feitos pela embaixadora dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas, Nikki Haley, que nesta semana alertou a liderança da Coreia do Norte de que o país será “completamente destruído” caso uma guerra ocorra, após Pyongyang testar seu míssil mais avançado.

    ”Se alguém realmente quer usar força para, como a representante dos EUA na ONU colocou, destruir a Coreia do Norte… então eu acho que está brincando com fogo e é um grande erro”, disse Lavrov a repórteres.

    Ele chamou a declaração de Haley sobre a Coreia do Norte, feita em encontro de emergência do Conselho de Segurança da ONU, de “um discurso realmente sanguinário”.

“Nós iremos fazer de tudo para garantir que (uso de força) não aconteça, para que o problema seja solucionado usando somente meios pacíficos e político-diplomáticos”, disse Lavrov.

    Posteriormente, falando em conferência em Roma, Lavrov afirmou que a Rússia e os EUA querem que a Coreia do Norte se desarme, mas disse que Washington irá enviar uma imagem ruim caso abandone um acordo nuclear de 2015 com o Irã.

    O presidente dos EUA, Donald Trump, disse em outubro que não irá certificar que Teerã está cumprindo o acordo de 2015 e alertou que pode encerrá-lo, acusando o Irã de “não ser fiel ao espírito” do acordo.

“Se os EUA abandonarem este acordo, não será muito crível aos olhos daqueles que agora são solicitados a abandonar seus próprios programas nucleares, como a Coreia do Norte”, disse Lavrov.

Ele acrescentou que a maior parte dos “analistas sérios… e muitas autoridades” em Washington entenderam isto.

Reportagem de Andrew Osborn e Dmitry Solovyov, em Moscou, e Crispian Balmer, em Roma

Fonte: Reuters

 

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SEGURANÇA PÚBLICA: Justiça condena PM apontado como líder de gupo de extermínio a 79 anos de prisão no Rio de Janeiro.

PM era lotado no 12º BPM (Niterói) Foto: Thiago Freitas / Agência O Globo

A Justiça condenou o policial militar Alexsandro Horffmamm Lopes a 79 anos de prisão por homicídio qualificado, extorsão mediante sequestro e associação criminosa de dois traficantes, em 2010. Hoffmamm é apontado como um dos líderes de um grupo de extermínio formado por policias civis e militares, investigado pela juíza Patrícia Acioli, assassinada em 2011. Outros 13 integrantes da quadrilha também foram denunciados pelos mesmos crimes.

De acordo com a denúncia feita pelo Ministério Público, o PM, que era lotado no 12º BPM (Niterói), organizava as ações cometidas pelo grupo. Ele esteve presente no local da execução de Diego Torres da Silva e Rafael Dias de Miranda em julho de 2010, no bairro Jardim Catarina, e determinou a outros cinco integrantes do grupo como o assassinato deveria ser feito, segundo a decisão da Justiça.

De acordo com a juíza Juliana Grillo El-Jaick destacou na sentença que a forma como o crime foi cometido impediu a defesa das vítimas, já que a quadrilha estava em maior número e com mais recursos. A magistrada também negou o pedido para que Lopes recorresse em liberdade.

“O apenado não faz jus ao direito de apelar em liberdade, vez que permaneceu preso a todo o processo, de forma que não faz sentido soltá-lo agora, após a prolação de sentença condenatória. Ademais, a prisão do mesmo se apresenta necessária para garantir a aplicação da lei penal, pois, uma vez em liberdade, poderia tentar escapar da atuação Estatal”, avaliou.

Hoffmamm, conhecido como Zumbi, junto com Wanderson da Silva Tavares, conhecido como Gordinho, teria participado do sequestro do traficante Antonio Carlos Fernandes, o Bueiro, em setembro de 2010. A dupla queria R$ 15 mil e armas em troca da libertação do bandido, que acabou sendo morto.

Zumbi, segundo o Ministério Público, fazia parte de um grupo de milicianos que atuava no bairro Santa Luzia, em São Gonçalo. O “Bonde do Zumbi” foi acusado de formação de quadrilha para praticar homicídios. Faziam ainda parte do grupo de extermínio Christiam Brito Guimarães, Alecsandre Nazareth Baiense, Rogélio Acácio Ferreira e Fábio Gomes do Couto.

Fonte: Jornal Extra

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Conheça o FNSS Savunma PARS 6X6. O leopardo Turco.

Por Anderson Barros

Em um mundo dominado pelos grandes fabricantes de veículos blindados, poucos já ouviram falar do PARS III 6X6 irmão do meio de uma família promissora de veículos blindados produzidos pela empresa Turca FNSS Savunma. O nome PARS faz referencia ao  leopardo de Anatólia (Panthera pardus tulliana é uma espécie de leopardo, muito próxima da extinção, que habita a região da Anatólia, na Turquia)

As características do veículo impressionam o blindado possui 7,00 m de comprimento, 2,90 m de largura e 2,40 m de altura. O mesmo tem elevada capacidade de operar em terrenos irregulares, podendo passar por obstáculos verticais de 70 cm de altura e encarar inclinação frontal de 60º.

O PARS III em 6×6 tem capacidade para acomodar um total de 9 militares, incluindo motorista, comandante, artilheiro e 6 soldados de infantaria. O comandante e motorista são acomodados na frente do veiculo e contam com um campo de visão de 180 ° o que oferece maior segurança na condução. O veiculo é capaz de levar até 6 toneladas de carga e possui capacidade anfíbia . Para mover tudo isso, o veículo conta com um motor a diesel Deutz de 530 CV e câmbio automático que gera uma velocidade máxima em estrada de até 100 km / h.

Um diferencial do PARS III, reside no sistema que permite esterçar as rodas do 3º eixo, diminuindo o diâmetro de giro para 7 metros, um recurso importante tendo em vista o seu peso de combate de 25 toneladas e suas dimensões.

O PARS III 6X6 se destaca pela blindagem extremamente resistente, com proteção balística e anti-minas que variam do nível 3 ao nível 6 em alguns pontos dos veiculo seguindo a norma STANAG-4569. Outro detalhe interessante sobre esse veiculo é o seu compartilhamento de componentes com os outros membros da família de veículos PARS III.

Confira abaixo o PARS III 6X6 em ação em um vídeo da própria fabricante mostrando mais detalhes: 

https://youtu.be/v2Ic7T9-ndI

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África: Venda de escravos na Líbia

 

 

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Rússia criará ‘internet independente’ para BRICS

Decisão é resposta a ameaças na World Wide Web, mas especialistas são céticos quanto à possibilidade de se criar rede totalmente autônoma.

DMÍTRI GOLUB

O Conselho de Segurança da Rússia encarregou o Ministério das Comunicações e o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia de iniciar uma discussão entre os países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) sobre a criação de um sistema de servidores raiz do DNS (do inglês Domain Name System, um sistema de gerenciamento de nomes hierárquico e distribuído para computadores conectados à internet) próprio.

De acordo com o documento, citado pelo jornal econômico russo RBC, o sistema “será independente do controle de [organizações internacionais] ICANN, IANA e VeriSign, e poderá atender às necessidade dos usuários dos países do Brics em caso de falhas ou ataques direcionados”.

O protocolo da reunião do Conselho de Segurança foi assinado em 5 de novembro pelo presidente russo Vladimir Putin.

“O aumento das capacidades dos países ocidentais na realização de operações ofensivas no espaço da informação é uma ameaça séria para a segurança da Rússia. Os Estados Unidos e os países da União Europeia continuam a dominar na gestão da internet”, lê-se no documento.

A Rússia afirma que o papel dos governos na gestão da internet deve ser claramente especificado e não pode ser meramente consultivo, segundo declaração à BBC do assessor do presidente russo, Ígor Schegolev.

Mass especialistas do setor de tecnologia e informação são céticos quanto à possibilidade de criação de um sistema próprio de servidores DNS do Brics.

O representante do Centro Técnico de Internet (TCI), que suporta a estrutura do DNS da Rússia, disse ao jornal RBC que a criação de um sistema do gênero é impossível, já que o sistema de nomes na internet é “hierárquico e só pode ter uma raiz”.

“Na internet de hoje, é impossível adquirir autonomia completa. Todas as informações nos servidores-raiz são distribuídas de um único ponto, o IANA (da sigla em inglês, Autoridade para Atribuição de Números da Internet). Assim, a criação de um sistema de servidores-raiz independentes de administradores internacionais significa a criação de uma internet alternativa, independente da rede existente”, disse.

Em 2014, o Ministério das Comunicações da Rússia testou a estabilidade da porção russa da internet contra ameaças externas, verificando a possibilidade de violações no sistema de endereçamento, segundo declaração do diretor-geral do TCI, Aleksêi Platônov, ao jornal Kommersant.

“Durante os testes, a rede de DNS não funcionou de forma adequada, porque as informações sobre o domínio russo ‘.ru’ foram deletadas do banco de dados da ICANN. O TCI, a MSK-IX e outras empresas de telecomunicações russas tiveram que garantir o funcionamento do segmento nacional da internet no nível de rede local”, disse Platônov.

Segundo ele, durante os testes, graças aos espelhos [cópias exatas de um conjunto de dados na rede] no servidor raiz do DNS da Rússia, foi possível garantir que o sistema continuasse funcionando.

“Ou seja, se a Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números (ICANN, na sigla em inglês) remover as informações sobre o domínio russo dos servidores-raiz, elas serão armazenadas nos servidores locais. Se toda a internet russa estiver conectada a esse servidor, tudo funcionará normalmente”, explica.

No entanto, tratava-se de uma situação de emergência, e não um modo permanente de funcionamento do sistema.

“A principal dúvida é: qual o objetivo da criação do próprio sistema de servidores-raiz do DNS para o Brics? A Rússia já criou uma infraestrutura de espelhos, ou seja, de duplicação dos dados para servidores de alto nível”, diz o consultor do centro PIR, Oleg Demídov.

“A criação de uma infraestrutura própria que duplice o DNS global leva diretamente ou indiretamente à fragmentação da rede global, o que se contrapõe às iniciativas para construção de uma economia digital na Rússia”, diz Demídov.

Já houve diversas tentativas de criar uma alternativa aos servidores-raiz do DNS. Além disso, várias organizações gerenciam os servidores alternativos (Open Root Server Network, OpenNIC e outros).

Os sistemas alternativos de nomes de domínio copiam o estado atual dos servidores-raiz, mas, caso necessário, podem criar seu próprio espaço de endereços com outro domínio de nível superior.

Fonte: Russia Beyond

Edição: Plano Brasil

 

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Argentina encerra busca por sobreviventes de submarino

Marinha argentina anuncia fim da operação de resgate dos 44 tripulantes do ARA San Juan, por não acreditar que haja sobreviventes. Autoridades, no entanto, seguem procurando a embarcação, desaparecida há 15 dias.

A Marinha da Argentina anunciou nesta quinta-feira (30/09) que não espera mais encontrar sobreviventes entre os 44 tripulantes do submarino ARA San Juan, desaparecido há 15 dias. Apesar de ter finalizado a operação de resgate, a força armada disse que segue a busca pela embarcação.

“Já se passou mais que o dobro de dias em que seria possível resgatar a tripulação”, disse o porta-voz da Marinha, Enrique Balbi, em pronunciamento em Buenos Aires. Ele se referia à reserva de oxigênio disponível na embarcação, que seria suficiente para sete dias em média, dependendo da situação.

Balbi acrescentou que, “apesar da magnitude das buscas, não foi possível encontrar o submarino e não haverá mais resgate de pessoas”. Ainda que sem esperança por sobreviventes, a Marinha disse que não encontrou vestígios de naufrágio ou de destroços da embarcação nas áreas que foram exploradas.

A procura pelo San Juan, ou pelo menos por vestígios dele, vai se concentrar agora no fundo do mar, informou o porta-voz, que aguarda agora a chegada de um dispositivo americano capaz de atingir uma profundidade de 6 quilômetros. A operação no Oceano Atlântico envolve 28 embarcações, nove aviões e 4 mil pessoas de um total de 19 países.

Familiares dos tripulantes, que deixaram a base naval de Mar del Plata em lágrimas após o anúncio, criticaram a decisão da Marinha de encerrar a operação. “Destruiu a mínima esperança que eu ainda tinha. Não entendo essa decisão arbitrária e injusta”, disse Luis Tagliapietra, cujo filho estava no submarino.

Em entrevista a uma emissora argentina, o pai ainda reclamou sobre a forma como foi comunicado. Segundo ele, ao menos 12 famílias ficaram sabendo sobre o encerramento da operação por meio do pronunciamento da Marinha na televisão.

O submarino havia partido de Ushuaia, no extremo sul da Argentina, em 13 de novembro, rumo ao seu posto na base naval de Mar del Plata, 400 quilômetros ao sul de Buenos Aires. Dois dias mais tarde, em 15 de novembro, fez seu último contato com a base, reportando estar a 432 quilômetros da costa argentina.

No início desta semana, a Marinha revelou que, horas antes de perder a comunicação, a embarcação relatou entrada de água em seu interior, que teria molhado as baterias e provocado um curto-circuito e um princípio de incêndio, com fumaça, mas sem chamas. O problema foi corrigido, e o San Juan seguiu seu curso.

Cerca de três horas depois do último contato, foi detectado um som consistente com uma explosãonuma área próxima ao local de desaparecimento do submarino. A Marinha concentrou suas buscas nessa região nos últimos dias, ainda sem sucesso.

Com 65 metros de comprimento e sete metros de largura, o San Juan é um dos três submarinos da frota argentina. Lançado em 1983, foi produzido pelo antigo estaleiro alemão Thyssen Nordseewerke. Entre 2007 e 2014, a embarcação passou por reformas que prolongaram seu uso por mais 30 anos.

Fonte: DW

Edição: Plano Brasil