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Robôs e ‘trolls’, as armas que Governos usam para envenenar a política nas redes

Pelo menos 30 países sofrem a manipulação do debate público por meio de perfis falsos nas redes sociais

Brexit, mais de 80 notícias da mídia britânica incluíram tuítes de ‘bots’ JACK TAYLOR GETTY IMAGES

JAVIER SALAS

Durante dias ele monopolizou a atenção no Reino Unido e no resto da Europa. Um texano seguidor de Trump usava uma foto de um atentado em Londres para difundir ódio racista a partir da sua conta no Twitter, a @SouthLoneStar. Recebeu o apoio de milhares de retuítes, mas também centenas de milhares de postagens que reprovavam sua islamofobia, e foi tema de numerosas notícias na grande imprensa repercutindo o que havia saído na rede devido a esse comentário. Alcançou, em dois anos, mais de 50.000 seguidores interessados em seus tuítes contra Clinton, contra os muçulmanos e a favor do Brexit.

Outra conta norte-americana, a @TEN_GOP, angariou 130.000 seguidores graças a suas diatribes pró-Trump, ultracristãs, militaristas e contrárias à grande imprensa e aos antifascistas. Suas palavras foram compartilhadas por figuras da direita midiática dos EUA e chegaram à esfera mais próxima do presidente Trump: seu filho Donald, seu assessor de Segurança Nacional, sua chefa de campanha… todos o retuitaram. Diversos jornais, como The Washington Post e Los Angeles Times, citaram seus tuítes como exemplo do pensamento conservador.

Mas @SouthLoneStar não era texano. E @TEN_GOP nunca havia estado nos EUA. Eram duas entre milhões de contas fraudulentas comandas a partir da Rússia, na mais famosa fazenda de trolls do planeta: a Internet Research Agency (IRA). Uma entidade respaldada pelo Kremlin que se dedica a desinformar e intoxicar em escala global. Seu método: pastorear as redes sociais. Seu feito: manipular o debate público.

Mas não são só os russos. Em pelo menos 30 países os governos empregam “exércitos de formadores de opinião” para difundir suas ideias, impulsionar suas agendas e rebater as críticas nas redes sociais, segundo um relatório publicado na semana passada pela instituição Freedom House. Em alguns casos, são exércitos reais, como os dois milhões de comentaristas que a China contratou para inundar notícias, redes e fóruns. Dos 65 países analisados (entre eles o Brasil), em pelo menos 20 foi identificado o uso coordenado de redes de robôs (contas automatizadas) para influenciar o discurso político. Além disso, foi possível documentar exemplos proeminentes de notícias falsas sobre eleições ou referendos em pelo menos 16 nações.

“Os Governos estão atualmente usando as redes sociais para reprimir a dissidência e promover uma agenda antidemocrática”, denunciou Sanja Kelly, diretora do projeto, na apresentação do relatório. Kelly relatou que esse tipo de manipulação é mais difícil de detectar e de combater que outros tipos de censura, como o bloqueio de sites. Diante da desativação de uma página web, sempre é possível procurar um plano B, ao passo que semear a confusão é mais eficiente.

Em média, cada robô recebeu cinco retuítes de contas reais, ou seja, cinco humanos compartilhavam o conteúdo gerado por um robô criado para poluir

Os robôs também falam espanhol: um dos primeiros a usá-los maciçamente foi o presidente mexicano Enrique Peña Nieto, antes de chegar ao poder, com os populares Peñabots. Depois foi a vez da oposição venezuelana, pioneira em seu país no uso dessas ferramentas, mas à qual já se somou com força o governo de Nicolás Maduro. E, embora o relatório não a inclua, é um problema que também afeta a Espanha, e muito. Um coletivo de pesquisadores chamado @BotsPoliticosNo realizou minuciosas análises que revelaram redes de robôs fraudulentos e perfis falsos em torno de todos os partidos políticos durante 2015 e 2016, especialmente o conservador Partido Popular, além de coletivos catalães contrários à independência. E, no sumário da Operação Púnica, uma grande investigação por corrupção na política, consta que Esperanza Aguirre, ex-presidenta da Comunidade de Madri, do PP, contratou uma rede de 45.000 perfis falsos no Twitter, conforme publicou o site Eldiario.es, e também Florentino Pérez, presidente do Real Madrid. Mas aqueles movimentos eram toscos, basicamente milhares de perfis replicando mensagens para conseguir uma aparência de popularidade, difamar o adversário e talvez emplacar algum Trending Topic (os temas mais comentados no Twitter).

“Agora tem mais força, mais repercussão, foi se sofisticando até ficar tão sutil que se torna horripilante”, afirma Mariluz Congosto, pesquisadora da Universidade Carlos III, de Madri, em referência ao grande desenvolvimento recente dessas artimanhas. “Muitos são híbridos: geralmente são robôs automatizados, mas às vezes escrevem tuítes mais trabalhados, como se uma pessoa assumisse as rédeas”, explica Congosto em referência aos chamados ciborgues, conta robôs nas quais também há publicações humanas, para dar credibilidade, dirigir campanhas e fortalecer seus interesses, e que são atualmente o material mais eficaz nas redes de intoxicação.

Os Governos agora estão usando as redes sociais para reprimir a dissidência e promover uma agenda antidemocrática “

Houve um tempo em que o essencial era encher auditórios e comícios com ônibus e sanduíches. Hoje, quando a audiência se digitaliza, é natural que sua gestão se automatize. São baratos, fáceis de criar, colhem dados, podem servir a diversos clientes ao mesmo tempo, servem para intimidar, para deslegitimar, desmobilizar, gerar ruído, fingir popularidade, silenciar o inimigo… Estas redes trabalham com o rebanho digital em três níveis: os pastores, que são contas muito influentes que ditam o tom do diálogo; os cães pastores, que amplificam a mensagem e atacam os rivais; e finalmente milhares de contas automatizadas que, como ovelhas, movem-se balindo para onde lhes mandarem, gerando uma falsa sensação de maioria social.

Esses rebanhos não convencem ninguém, mas não é isso que pretendem. Foi o que explicou Adrian Chen, um dos jornalistas que revelaram a existência da IRA, na The New Yorker. “O verdadeiro efeito”, escreve, “não era lavar o cérebro dos leitores, e sim atingir as redes sociais com uma avalanche de conteúdo falso, semeando dúvidas e paranoia e destruindo a possibilidade de usar a internet como um espaço democrático”. Se os opositores querem visibilizar suas críticas ao Governo, este amplia a rede com outros temas que sejam tendência, de virais tontos até meias verdades sobre suas políticas.

No sumário da Operação Púnica, por exemplo, consta que Esperanza Aguirre contratou uma rede de 45.000 perfis falsos no Twitter

Quem controlava a @SouthLoneStar não pretendia convencer, e sim polarizar o diálogo em torno do racismo, do ódio e da xenofobia. E conseguiu. Mais de 80 notícias da mídia britânica incluíram tuítes da pequena amostra de 2.700 usuários derrubados pelo Twitter por serem da IRA, segundo o The Guardian. Geralmente eram mencionados para criticá-los ou mostrar o rechaço de outros usuários, mas acabavam obtendo uma imerecida atenção que permitia influenciar a agenda.

“Os usuários tendem a propagar informação de baixa qualidade, como as notícias falsas, porque estão inundados por elas e têm uma capacidade de atenção limitada”, afirma Filippo Menczer, pesquisador da Universidade de Indiana (EUA). Menczer é um pioneiro na caça e captura de robôs malignos porque acredita que eles são um problema para a democracia, que se baseia em um eleitorado informado: “Os robôs sociais são eficazes em induzir as pessoas a acreditarem e compartilharem alegações falsas, manipulando a informação a que estão expostos”. Isto se obtém, explica, criando a falsa impressão de que muitas pessoas compartilham uma opinião, ou pondo em xeque os vieses cognitivos e sociais das pessoas. “Se você consegue desinformar e enganar os eleitores, está obstruindo sua capacidade de votar com base em opiniões bem informadas”, denuncia.

O modelo econômico

O modelo de negócio dos meios e plataformas que vivem da atenção favorece a difusão de veneno. O spam político vira clickbait mediático. Os jornalistas vivem pendentes do Twitter e sentem a necessidade de refletir em seus veículos os temas supostamente candentes, além de necessitar que o público clique em suas notícias. As plataformas vivem do tempo que os usuários passam nelas, graças a conteúdos que sejam espalhados e gerem envolvimento. Além disso, aparecem novos atores, títulos digitais sem jornalistas, criados exclusivamente para viralizar notícias inventadas, meias verdades e informação extremista, porque esses materiais são consumidos com avidez e geram suculentos lucros publicitários, sem a necessidade de gastar em salários. Pouquíssima gente lê a notícia antes de compartilhá-la; muitas vezes, difunde apenas a captura do título.

Agora tem mais força, mais repercussão, foi se sofisticando até ficar tão sutil que se torna horripilante “

Em Michigan, um dos Estados decisivos nas eleições que consagraram Trump, o produto da “mídia lixo” teve mais sucesso nas redes sociais que as notícias da imprensa profissional, segundo um estudo da Universidade de Oxford sobre a campanha. “Os robôs difundem notícias falsas, espalham hashtags que tornam inúteis as conversas políticas nas redes sociais e fabricam um consenso manipulando métricas”, afirma uma das autoras desse trabalho, Lisa-Maria Neudert. E acrescenta: “Não só manipulam os usuários, mas também algoritmos das redes sociais, mostrando propaganda nas tendências e na parte superior do feed de notícias”. “Os robôs são ativados em momentos de maior interesse político: eleições, referendos, crise”, explica essa especialista em perfis robóticos de Oxford. “Mas o mais importante é que procuram influenciar na vida política cotidiana, semeando confusão, descontentamento e ceticismo”, resume.

Além disso, as redes sociais são obrigadas por seus acionistas a crescerem sempre: o chefe de segurança do Twitter advertiu em 2015 sobre a presença de numerosas contas fraudulentas criadas por russos, mas elas não foram apagadas porque isso prejudicaria o crescimento da companhia, segundo a Bloomberg. O Twitter reconhece agora que detecta 3,3 milhões de contas suspeitas a cada semana, e desde meados deste ano se comprometeu a enfrentar o problema. “Não é tão fácil detectá-los quando escrevem algumas poucas orações propagandísticas em 20% do tempo e copiam atividade humana nos outros 80%”, explica Takis Metaxas, pesquisador em Wellesley e Harvard. “Compreender a propaganda, empregar o pensamento crítico e perceber nossos próprios preconceitos são a melhor maneira de defendermos a democracia”, propõe Metaxas, que descobriu na campanha para o Senado de 2010 um dos primeiros episódios de uso maciço de robôs. Aqueles, diz, “foram facilmente detectáveis, mas desde então melhoraram muito”.

São baratos, fáceis de criar, colhem dados, podem servir a diversos clientes ao mesmo tempo, servem para intimidar, para deslegitimar, desmobilizar, gerar ruído, fingir popularidade, silenciar o inimigo…

Pouco antes do Brexit, a Rússia criou 150.000 contas falsas para inundar o debate no Reino Unido com mensagens xenófobas, um dos assuntos mais espinhosos do referendo. Em média, cada bot recebeu cinco retuítes de contas reais, ou seja, cinco humanos compartilhavam o conteúdo gerado por um robô criado para poluir. Depois do referendo do Brexit, uma petição online que exigia sua repetição precisou ser cancelada porque 77.000 robôs o asfixiaram com assinaturas falsas. Nos EUA, duas contas fraudulentas russas convocaram e anunciaram no Facebook manifestações em frente a uma instituição islâmica de Houston: uma islamofóbica, e outra em defesa dos muçulmanos. Os dois grupos se chocaram na rua, e a imprensa apresentou esse confronto como um exemplo da profunda divisão dos norte-americanos.

Quando o Instituto da Internet da Universidade de Oxford analisou a fundo este fenômeno em nove países, não teve dúvidas: “Os robôs utilizados para a manipulação política também são ferramentas efetivas para fortalecer a propaganda online e as campanhas de ódio. (…) A propaganda informática é atualmente uma das ferramentas mais poderosas contra a democracia”. Muitos desses casos são dos Governos contra seus próprios cidadãos. Um dado citado por Sanja Kelly, da Freedom House: “Em 14 países, os Governos que tentam combater as notícias falsas ironicamente terminaram restringindo a liberdade da Internet”. As plataformas digitais estão cumprindo um obscuro papel na política, e os robôs (e os ciborgues) são só uma ferramenta a mais.

Fonte: El País

 

 

 

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MERCADO DE BLINDADOS: Polônia negocia veículos Australianos Thales Hawkie 4×4

O Ministro da Defesa australiano Heterocisto Pyne, visitou no final de Outubro a cidade de Varsóvia para se encontrar com autoridades a fim de discutir um possível contrato para cerca de 700 veículos blindados 4×4 Hawkei da Thales Austrália.

A Polônia está trabalhando para modernizar significativamente sua capacidade de defesa e procura adquirir inicialmente cerca de 50 veículos blindados, seguindo programas de aquisição que deverá aumentar o número para aproximadamente 700 unidades. Isso faz parte de uma expansão de US $ 46 bilhões em sua força de defesa.

Segundo informações do Ministério da Defesa Australiano as negociações sobre a exportação dos veículos Hawkie está em andamento há algum tempo, tendo em sua lista de países interessados, Polônia e a Indonésia como prioridades.

https://youtu.be/e0hp89e5Eb0

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Dois H225 encomendados por empresa sul-coreana para missões SAR

A empresa 119 Rescue Headquarters, da Coreia do Sul, encomendou dois helicópteros H225 à Airbus Helicopters para aumentar sua frota atual de dois AS365N2 E DOIS h225 (Foto: Airbus Helicopters, Patrick Penna). As aeronaves serão empregadas na tarefa de busca e salvamento, e poderão ser reconfiguradas para combate a incêndio e prestação de serviços médicos de emergência.

Fonte: S&D

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ADSUMUS

ADSUMUS: Acampamento marca fase final do Curso de Soldados Fuzileiros Navais em São Tomé e Príncipe

Nos dias 12 a 17 de novembro, foi realizado o acampamento do Curso de Formação de Soldados Fuzileiros Navais de São Tomé e Príncipe, na região da Praia Fernão Dias e Praia dos Tamarindos, no Distrito de Lobata. O exercício foi conduzido pelo Grupo de Assessoramento Técnico de Fuzileiros Navais junto à Guarda Costeira (GAT-FN-STP), com o apoio da Unidade de Fuzileiros Navais de São Tomé e Príncipe. Foram realizadas oficinas que exploraram as diversas disciplinas ministradas durante o curso, dentre as quais: Operações Anfíbias, Natação Utilitária, Escola de Embarcações, Combate Ofensivo e Defensivo, Instrução Básica de Combate (Pista de Reação), Defesa contra Agentes NBQR, Primeiros Socorros, Navegação Terrestre, Combate em Área Edificada, Armamento e Minas, Tiro Instintivo, Patrulhas de Combate e Reconhecimento, Pista de Acuidade e Grupo de Visita e Inspeção e Grupo de Presa (GVI/GP).

As oficinas do acampamento foram, em sua maioria, desenvolvidas dentro do contexto de uma operação anfíbia, com ênfase na prática dos conhecimentos adquiridos durante o curso.  O exercício permitiu aos alunos sentirem-se integrando um pelotão de Fuzileiros Navais, para o cumprimento de diversas missões, e forçando-os a demonstrarem suas aptidões e capacidades, mediante as diversas situações propostas, sendo constantemente expostos ao cansaço físico e mental e exigidos durante todos os dias da semana.

Um evento de destaque foi a demonstração operativa que ocorreu no dia 15 de novembro, durante a Oficina de Combate em Área Edificada, em Fernão Dias. Na ocasião, estiveram presentes o Ministro da Defesa de São Tomé e Príncipe e autoridades militares do país, como o Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, o Comandante do Exército e o Comandante da Guarda Costeira.  O Encarregado do Núcleo da Missão Naval do Brasil também participou da ação. O grupo pode observar o bom desempenho dos alunos durante a atividade e também visitou o Posto de Comando do exercício, na Praia dos Tamarindos, onde foi proferida, pelo encarregado do GAT-FN-STP, uma palestra detalhando as atividades realizadas pelos alunos durante o curso e o acampamento.

No dia 17 de novembro, após uma semana de intensas atividades, uma breve cerimônia foi realizada para efetuar a entrega das tarjetas com o nome de cada um dos alunos. Este evento marcou tanto o término do exercício, quanto o encerramento das atividades instrucionais do curso, sendo que, após a cerimônia de formatura, a ser realizada no dia 1º de dezembro, os recém-formados Fuzileiros Navais passarão a reforçar o efetivo de combatentes anfíbios da Unidade de Fuzileiros Navais de São Tomé e Príncipe.

Fonte:MB

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Conflitos Destaques Estado Islãmico Geopolítica Opinião Síria

General iraniano desempenhou importante papel na derrota do Daesh

 

Foto: Sayyed Shahab-o-din Vajedi

O comandante da Força Quds do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica iraniano, general Qassem Soleimani, recebeu a mais alta condecoração “pela derrota definitiva dos terroristas do Daesh na região”. O ex-correspondente militar Hassan Shemshadi contou em entrevista à Sputnik sobre o papel do general na vitória sobre o terrorismo na Síria.

Antes de iniciar o conflito armada na Síria, o general Soleimani era conhecido apenas no Irã, sendo uma das principais figuras na guerra irã-Iraque. No entanto, quando o Dash apareceu na arena, Qassem Soleimani não ficou de lado, participando com a força especial Quds nos combates contra os terroristas na Síria e Iraque, sublinhou o ex-correspondente iraniano.

“Seu papel na manutenção de segurança, estabilidade e paz na região é enorme e indiscutível. Os iranianos têm muito orgulho de seu compatriota”, comentou.

Em setembro, o general anunciou que em três meses o Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia) seria derrotado definitivamente, lembra Hassan Shemshadi. Naquele momento ninguém acreditou nisso, mas o general cumpriu sua palavra. Dois meses depois ele participou de uma operação que apoiou de modo significativo as tropas sírias e seus aliados na libertação da cidade de Al-Bukamal. A vitória nesta batalha terminou a missão de derrotar o Daesh.

O jornalista destaca que o general, ao enviar suas tropas para tarefas extremamente perigosas, salvou vidas não apenas de iranianos e xiitas, mas de muitos civis, qualquer que fosse sua religião ou nacionalidade.

“Combatendo na linha de frente, ele, com sua coragem e valentia, salvou milhões de vidas dos povos da região do mal do Daesh”, afirmou Shemshadi à Sputnik Irã.

Mani Mehrabi, especialista iraniano em assuntos do Oriente Médio, também compartilhou com a Sputnik as operações mais importantes com a participação do general Soleimani.

Segundo o analista, o general contribuiu para tais vitórias importantes sobre o Daesh como a libertação das cidades sírias de Aleppo, Deir ez-Zor e Raqqa e de Mossul iraquiana.

Mehrabi deu um destaque especial à operação de libertação de um piloto russo, atacado por turcomenos, curdos e militantes do Exército livre da Síria. Graças às ações de Soleimani, a Força Quds não apenas ajudou a salvar o militar russo, como não teve um único ferido entre os seus combatentes.

“Vale destacar que nem os agentes da CIA e da MI6 [inteligência norte-americana e britânica] conseguiram libertar os reféns das mãos do Daesh”, ressaltou.

Tal como o anterior interlocutor da Sputnik, Mehrabi acha o general Soleimani a figura mais distinta na história do Irã atual, que salvou o país do mais terrível grupo terrorista.

Fonte: Sputnik

 

 

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Destaques Estado Islãmico Terrorismo

Número de mortos em atentado no Egito sobe para 305

Segundo a Procuradoria Geral do país, 27 crianças estão entre as vítimas. Presidente decreta três dias de luto oficial e Forças Armadas lançam ataques contra o EI. Abertura de passagem na fronteira com Gaza é suspensa.

Mesquita Al-Rawda, em Al-Arish, a capital da província do Sinai do Norte

O número de mortos numa mesquita sufista no Egito subiu para 305, informou neste sábado (25/11) a Procuradoria Geral do Egito. Entre as vítimas, há 27 crianças. O pior ataque terrorista da história recente do Egito ainda deixou 128 feridos.

O número de mortos numa mesquita sufista no Egito subiu para 305, informou neste sábado (25/11) a Procuradoria Geral do Egito. Entre as vítimas, há 27 crianças. O pior ataque terrorista da história recente do Egito ainda deixou 128 feridos.

Leia mais: Fatah e Hamas pedem eleições em 2018

O atentado na cidade de Arish, capital da província do Sinai do Norte, provocou a suspensão da abertura temporária da fronteira do país com Gaza, que aconteceria neste sábado.

O diretor da Autoridade de Travessias e Fronteiras da Autoridade Nacional Palestina (ANP) em Gaza, Nazmi Muhana, afirmou que as autoridades egípcias decidiram adiar a abertura da passagem de Rafah, esperada por milhares de pessoas, devido ao ataque.

A passagem é a única saída de Gaza que não é controlada por Israel e que é aberta pelo de maneira excepcional. A fronteira ficaria aberta por três dias consecutivos para a travessia de cerca de 30 mil pessoas que estão inscritas em uma lista de espera para sair do território palestino, que é submetido a duro bloqueio por Israel há uma década.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, condenou o massacre e expressou o desejo de que os crimes “não abalem a determinação do Egito na guerra contra o terrorismo”. O país deu início neste sábadp a um luto nacional de três dias.

A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) classificou o atentado como “brutal assassinato” e rechaçou todos os “atos de terrorismo, violência sem sentido e abuso da religião”.

O movimento islamita Hamas também se uniu às condenações e reprovou o atentado “nos termos mais enérgicos”. “Atacar os lugares de oração é uma violação flagrante de todas as legislações religiosas e uma provocação aos muçulmanos de todo o mundo, já que as mesquitas são consideradas lugares sagrados e seguros para os crentes”, disse a organização.

O acordo de reconciliação política feito em outubro entre o Hamas e o nacionalista Fatah com a mediação do governo egípcio e a recuperação gradual do controle de Gaza por parte da Autoridade Nacional Palestina tinha alimentado as esperanças de que a fronteira de Rafah pudesse ser aberta de forma permanente.

Abertura de passagem de Rafah foi suspensa devido ao atentado

“Força brutal” contra o EI

As Forças Armadas do Egito deram início a bombardeios contra posições terroristas na madrugada deste sábado. Veículos utilizados no ataque contra a mesquita Al Rauda foram destruídos.

“Como parte da perseguição dos elementos terroristas responsáveis de atacar fiéis da mesquita Al Rauda, a aviação teve como alvo elementos terroristas e destruiu um número de veículos que realizaram o ataque terrorista”, afirmou em comunicado o porta-voz das Forças Armadas, Tamer al Rifai.

Veículos utilizados pelos terroristas foram destruídos pelas Forças Armadas do Egito

Segundo a União das Tribos do Sinai, os terroristas fecharam “as portas da mesquita e mataram todos os que rezavam”. Quando chegaram as ambulâncias no local, “um grupo escondido de terroristas disparou e fugiu”.

Os agressores detonaram bombas caseiras instaladas ao redor da mesquita durante a saída dos fiéis da oração de sexta-feira, dia sagrado para os muçulmanos. Após as explosões, os terroristas começaram a disparar contra os fiéis que tentavam fugir da mesquita. As primeiras ambulâncias que chegaram ao local também foram atacadas pelos extremistas.

O presidente egípcio, Abdul Fatah al Sisi, prometeu num discurso transmitido pela televisão estatal que as Forças Armadas e a polícia “vingarão nossos filhos para recuperar a estabilidade, e vamos responder este ato com uma força brutal”.

O presidente americano, Donald Trump, telefonou nesta sexta-feira para al Sisi e afirmou que os Estados Unidos continuarão a defender o território egípcio do terrorismo. Trump aproveitou o episódio para defender pelo Twitter a proibição de entrada nos EUA de cidadãos de seis países predominantemente muçulmanos e a construção do muro na fronteira com o México.

A província do Sinai do Norte se encontra em estado de emergência desde 2014, devido à presença do braço egípcio do grupo jihadista Estado Islâmico (EI), chamado Wilayat Sina, que reivindicou a maioria dos atentados ocorridos nos últimos anos no país.

O Egito também se encontra em estado de emergência desde abril devido aos atentados contra duas igrejas coptas no delta do Nilo.

Fonte: DW

 

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Infantaria da Aeronautica PÉ DE POEIRA

FAB PÉ DE POEIRA: Formatura do Curso de Para-Comandos 2017

O PARACOMANDOS, paraquedista operacional em ações de comandos e operações especiais, adquire habilidades decorrentes de instruções, tais como treinamento físico militar, lutas, topografia, orientação e navegação, operações de helitransportadas, combate em terreno acidentado, ações de comandos na selva, emprego de explosivos, natação utilitária e operações anfíbias.

O militar também adquire técnicas de infiltração e exfiltração, planejamento de combate, emprego de armamentos, equipamentos optrônicos, comunicações, operações de guerra irregular, operações psicológicas, operações de combate em edificações e em áreas urbanas, operações de contraterrorismo, patrulhas de combate, reconhecimento especial e guiamento aéreo avançado. O curso possui fases na Amazônia e no Pantanal, bem como na região serrana de Itatiaia-RJ e na Marambaia-RJ.

Os novos comandos estão aptos a comporem os Destacamentos Operacionais do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (PARA-SAR), visando ao cumprimento das ações de Força Aérea previstas na missão do Esquadrão. 

Fonte: FAB

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Conflitos Estado Islãmico Geopolítica Terrorismo

Militantes matam mais de 230 pessoas em ataque a mesquita no Egito

CAIRO (Reuters) – Militantes mataram mais de 230 pessoas em uma mesquita no Sinai do Norte, no Egito, nesta sexta-feira, explodindo uma bomba e baleando fiéis, no ataque mais mortífero da história recente do país, disseram testemunhas e a mídia estatal.

Presidente do Egito Abdel Fattah Al Sisi se reúne com autoridades após ataque 24/11/2017 Divulgação

Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo ataque, mas desde 2013 as forças de segurança vêm combatendo uma afiliada do Estado Islâmico na região predominantemente desértica, e os militantes já mataram centenas de policiais e soldados.

A mídia estatal mostrou imagens de vítimas ensanguentadas e corpos cobertos por cobertores dentro da mesquita Al Rawdah, localizada em Bir al-Abed, a oeste de El Arish, a principal cidade do Sinai do Norte.

    Os fiéis encerravam suas orações de sexta-feira quando a bomba explodiu, relataram testemunhas. Cerca de 40 atiradores se posicionaram do lado de fora da mesquita com jipes e abriram fogo de direções diferentes enquanto as pessoas tentavam fugir, segundo as testemunhas.

    “Eles atiravam nas pessoas à medida que elas saíam da mesquita”, disse um morador cujos familiares estavam no local. “Eles atiraram nas ambulâncias também”.

    A Procuradoria-Geral disse em um comunicado que 235 pessoas morreram e que 109 ficaram feridas.

Atacar uma mesquita seria uma mudança de tática para os militantes do Sinai, que geralmente visam soldados, policiais e igrejas cristãs.

    A rede de televisão Al Arabiya e algumas fontes locais disseram que alguns dos fiéis eram sufis, que extremistas como os membros do Estado Islâmico veem como apóstatas por reverenciarem santos e santuários – algo equivalente à idolatria para os islâmicos.

Os jihadistas também têm atacado tribos locais e suas milícias por trabalharem com o Exército e a polícia, rotulando-os como traidores.

A facção do Sinai é uma das últimas remanescentes do Estado Islâmico desde o colapso do autodeclarado califado do grupo na Síria e no Iraque na esteira de derrotas militares para forças apoiadas pelos Estados Unidos.

    O presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, ex-comandante das Forças Armadas que se posiciona como opositor da militância islâmica na região, convocou uma reunião de segurança de emergência com seus ministros da Defesa e do Interior e com seu chefe de inteligência logo depois do atentado, informaram a Presidência e a TV estatal.

    Ele prometeu que o ataque “não ficará impune”.

Há tempo o Sinai do Norte, que se estende para o leste a partir do Canal de Suez na direção da Faixa de Gaza e de Israel, é um pesadelo de segurança para as forças de segurança egípcias por causa do contrabando.

    Sisi tem apoio de alguns líderes tribais beduínos, que ajudaram o Exército a localizar rotas de contrabando de armas usadas por grupos jihadistas.

    A violência se agravou no Sinai depois de 2013, quando Sisi liderou a deposição do presidente Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana.

Os militantes vêm tentando se expandir para além da desolada e desértica Península do Sinai e agir no território continental densamente povoado do Egito, e já atacaram igrejas de cristãos coptas e peregrinos.

Em maio atiradores atacaram um grupo copta que viajava a um monastério no sul egípcio, matando 29 pessoas.

    (Reportagem adicional de Mohamed Abdellah no Cairo e Yousri Mohamed em Ismalia)

Fonte: Reuters

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Acidentes e Catástrofes América do Sul Defesa Meios Navais Navios Opinião Sistemas de Armas

Submarino: Projetado para desaparecer no mar

Marcia Carmo

Nove dias após a última comunicação feita pelo submarino argentino ARA San Juan, a cada minuto aumenta a sensação de que nenhum dos 44 marinheiros sairá do episódio com vida.

“Encontrá-los vivos já será mais do que um milagre, por causa da reserva de oxigênio (limitada) do submarino”, disse à BBC Brasil o engenheiro naval Martín D’Elía, professor da Universidade Tecnológica Nacional (UTN), de Buenos Aires e de Mar del Plata.

Projetados para desaparecer no mar

A operação resgate do submarino ARA San Juan já envolve treze países e equipes do Canadá e da Rússia também devem chegar nas próximas horas ao país. Nos últimos dias, aviões, barcos e robôs fazem parte das buscas do submarino que foi fabricado na Alemanha. “A maior tecnologia naval do mundo está reunida nesta operação de busca”, disse o coronel argentino da reserva Rubén Palomeque, da coordenação de resgate do ARA San Juan.

No entanto, até a tarde desta sexta-feira, apesar da modernidade dos equipamentos, não havia notícia do paradeiro da embarcação dos anos 1980. O ARA San Juan, segundo a Marinha argentina, realizava uma patrulha de rotina nos mares do país contra barcos ilegais. O engenheiro Martin D’Elia disse que submarinos são “uma arma de guerra” e “construídos para não serem encontrados”. A profundidade do local onde poderia estar a embarcação também pode complicar o resgate, segundo ele.

Quando perguntado por que tantos países, com suas tecnologias de “última geração”, não podiam encontrar o submarino, ele respondeu: “Estamos vendo a magnitude do que é um submarino, ou seja de como é difícil encontrá-lo”.

Martin D’Elia afirmou que, de acordo com a última comunicação, o submarino poderia estar na fronteira entre a plataforma marítima argentina, onde a profundidade seria em torno dos 200 metros, e as águas internacionais, cuja profundidade atinge 4 mil metros. Nesse caso, mesmo os mais modernos dispositivos de busca – os veículos submergíveis americanos a controle remoto – seriam de pouca utilidade, já que suportam descer a 1,5 mil metros da superfície.

“Os submarinos podem ser usado para colocar minas flutuantes ou para ataques marinhos. E são mesmo desenhados para não serem detectados”, disse o engenheiro naval. Ex-tripulante do ARA San Juan, Horacio Tobías, disse, por sua vez, que “quando o submarino está submerso, está sozinho no mundo, ele e o oceano”.

D’Elia explicou que radares, por exemplo, não podem detectá-lo porque o submarino “tem pouca emissão de calor”.

O especialista acrescentou que o submarino irradia calor, ondas magnéticas e de som desenvolvidos “para ser o mais discreto possível”. O ARA San Juan navega com motor elétrico e também a diesel – quando está submerso funciona com o elétrico, que “é muito silencioso”, e, quando emerge da água, usa combustível fóssil.

“Sem radiação térmica e com o ínfimo barulho que produz, é muito difícil encontrá-lo. O sistema, o isolamento do som, o desenho do submarino, fazem com que a detecção magnética seja a menor possível. Outros barcos que usam sensores não o detectam e, quando o detectam, percebem-no quase como uma boia”, afirmou.

Ele recordou que, no fim dos anos 1960, no período da guerra fria, um submarino russo (submarino K129) afundou a mais de 4 mil metros de profundidade e, tempos depois, os americanos o encontraram. A embarcação foi localizada graças ao mesmo sistema de “hidrófonos” – que identificou a explosão – espalhados pelo oceano, que foram criados por prevenção bélica e registram permanentemente os ruídos no fundo do mar.

Sem caixa preta

O caso do submarino desaparecido gerou uma série de questionamentos entre os familiares dos marinheiros e em setores políticos do país sobre se algum dia se saberá exatamente o que aconteceu com a embarcação.

O perito naval e vice-presidente da Liga Naval Argentina, Fernando Morales, disse que um submarino militar não é como os aviões e não leva caixa preta, por questões de segurança. “Seria um perigo, caso ele caísse em mãos inimigas”, afirmou.

O desaparecimento do ARA San Juan provocou ainda dúvidas sobre o procedimento da Marinha argentina. O porta-voz Balbi disse que foram respeitados protocolos internacionais, esperadas as 36 horas determinadas para o início das buscas e o pedido de ajuda internacional. Segundo ele, não é esperado que um submarino se comunique constantemente com a base porque ele é feito para ter “independência” na navegação.

Surgiram ainda questionamentos sobre as condições do submarino, que tinha passado por revisão quatro anos atrás, segundo informação oficial. E sobre os recursos destinados às Forças Armadas na Argentina.

“As Forças Armadas vivem com falta de investimentos desde o início dos anos 1990. E hoje deveríamos nos perguntar como um caso como este (do submarino) não ocorreu antes”, disse o professor de defesa e de segurança internacional da Universidade de Buenos Aires (UBA), Sergio Eissa.

Segundo ele, no início da década de 1990, as Forças Armadas contavam com um orçamento de 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB) e no fim daqueles anos somente com 0,9% do PIB – o que foi mantido até 2013, quando houve um “aumento irrisório”.

Sergio Eissa disse o problema supera a restrição orçamentária: a Argentina possui frota marítima dos anos 1970 e 1980, defasada em relação à tecnologia atual.

Nesta sexta-feira, o presidente argentino Mauricio Macri falou à nação, no prédio das Forças Armadas, em Buenos Aires, dizendo que o caso do submarino deve ser investigado e lamentou a “dor dos familiares” dos tripulantes do ARA San Juan. Ele afirmou ainda que não é hora de “se aventurar em buscar culpados até que exista informação completa sobre o que aconteceu”.

Na TV, na véspera, a mulher de um dos marinheiros, a advogada Itatí Leguizamón, disse: “o culpado são os anos de abandono da Marinha”.

Fonte: BBC Brasil.com

Edição: Plano Brasil

 

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Rússia anuncia planos para novos porta-aviões

O novo programa estatal de armamento da Rússia prevê o desenvolvimento de porta-aviões, anunciou o vice-ministro da Defesa da Rússia, Yury Borisov.

“Se nos referirmos concretamente aos porta-aviões, seu desenvolvimento e entrada em serviço estão previstos para o fim do programa”, declarou.

Ao mesmo tempo, o vice-ministro sublinhou que para estes tipos de navios serão também desenvolvidos aviões de decolagem vertical.

Nesse contexto, Borisov indicou que os modelos existentes, referindo-se aos MiG-29 e Su-33, podem se tornar obsoletos. Por esta razão, em dez anos será preciso criar novas aeronaves: tanto com decolagem curta como aterrissagem e decolagem vertical.

Entretanto, ele apontou que tais planos realmente existem e serão realizados no âmbito do programa estatal de armamento.

Na véspera, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, se reuniu com altos funcionários do Ministério da Defesa e representantes do Complexo Industrial Militar para discutir o programa estatal de armas para 2018-2027.

Fonte: Sputnik

 

 

 

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Opinião: ‘Itália pode ajudar o Brasil a construir satélites’

Brasil e Itália escreveram um novo capítulo nas suas relações políticas e comerciais ao longo da semana no âmbito da cooperação espacial. O especialista em armamento e defesa Pedro Paulo Resende falou com exclusividade à Sputnik Brasil sobre a possível cooperação da Itália no âmbito do programa espacial brasileiro.

Na quarta-feira, 22 de novembro, durante o encontro Seminário de Amizade, realizado na Câmara dos Deputados, o Brasil convidou a Itália para participar do programa espacial brasileiro.

O especialista em questões de armamento e defesa, o jornalista Pedro Paulo Rezende disse em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil que a cooperação italiana no programa espacial brasileiro poderia se dar no âmbito da construção de satélites geoestacionários.

“O Brasil pretende construir três satélites geoestacionários. Nós já temos um em órbita, basicamente de tecnologia francesa, e o governo brasileiro vem fazendo convites a vários países para resultar em propostas que atendam às nossas necessidades relacionadas à pesquisa espacial. Esses satélites geoestacionários são dedicados 50% à utilização para uso militar e 50% para uso civil”, afirmou.

São chamados de geoestacionários os satélites que se encontram aparentemente parados em relação a um ponto fixo sobre a Terra. Esse ponto fixo ocorre, geralmente, sobre a Linha do Equador. Como são posicionados sempre sobre o mesmo ponto da Terra, os satélites geoestacionários são utilizados para comunicações e para observação de regiões específicas do planeta.

De acordo com Pedro Paulo Rezende, o Brasil vem procurando ampliar a cooperação espacial com diversos países além da Itália.

“Há alguns dias, o Ministro da Defesa, Raul Jungmann, esteve em Washington conversando com responsáveis pelo setor aeroespacial dos Estados Unidos. E como o Brasil está estendendo este chamado a vários outros países, não me surpreenderei se os próximos convidados forem Rússia e China. Então, é bem provável que outros países entrem nessa disputa”, declarou.

Além disso, foi destacado que há negociações entre Brasil e Itália para modernização de blindados e para as operações do avião militar AMX construído em conjunto pelos dois países. Além disso, a Itália está participando de licitação internacional para construção de quatro corvetas para a Marinha do Brasil.

A Sputnik Brasil também procurou a Agência Espacial Brasileira para se manifestar sobre o convite à Itália para participar do programa espacial brasileiro mas, até o momento do fechamento desta matéria, a AEB ainda não havia designado representante para prestar as informações solicitadas.

Fonte: Sputnik