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Não há qualquer sinal do submarino argentino ARA San Juan (S-42)

 

 

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O que farão os militares russos na Síria após derrota do Daesh?

As ações da Rússia no Oriente Médio provaram que o país regressou à região e que no futuro próximo não a tenciona abandonar. Nesta terça-feira (22), Moscou comunicou que as bases militares russas não serão retiradas da Síria após a operação militar estar terminada.

Embora o contingente de tropas russas em território sírio venha a ser reduzido, as que restarão não vão ficar sem fazer nada. Neste artigo, a Sputnik explica que metas perseguirá a Rússia na Síria depois da derrota dos terroristas.

Contingente limitado

Anteriormente, o presidente russo, Vladimir Putin, durante a reunião com seu homólogo sírio, Bashar Assad, contou que em breve a operação da Força Aeroespacial russa no país árabe será terminada. Ele frisou que ainda falta muito até à eliminação completa dos terroristas na Síria, mas os militares russos já cumpriram suas tarefas. No momento, o governo sírio controla mais de 98% de seu território; o exército praticamente recuperou o controle sobre a cidade de Abu Kemal, sendo este o último bastião do Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países); a situação nas zonas de desescalada é considerada estável, a quantidade de grupos militares que se juntaram ao regime de cessar-fogo aumentou até 234.

© SPUTNIK/ MINISTÉRIO DA DEFESA DA RÚSSIA – Tropas russas na Síria (foto de arquivo)

De acordo com o primeiro vice-ministro da Defesa russo, Valery Gerasimov, no país árabe arruinado pela guerra hoje estão sendo criadas condições para a recuperação da vida pacífica e o regresso dos refugiados. Contudo, muitos especialistas acreditam que a guerra ainda vai ecoar por muito tempo na região.

“Temos de compreender que por muitos anos a Síria ainda permanecerá um foco de tensões. Por este motivo, nossas bases militares serão necessárias. A Rússia poderá ter influência direta nos conflitos que surgem regularmente no Oriente Médio. Além disso, as bases aumentam as capacidades de nossas Forças Armadas no estrangeiro”, explicou à Sputnik Aleksandr Khramchikhin, especialista militar.

É evidente que na Síria do pós-guerra não há necessidade de um contingente numeroso de tropas russas. Gradualmente, sua quantidade será reduzida.

Criar raízes em terreno sírio

No momento, a Rússia utiliza na Síria duas infraestruturas militares: a base aérea de Hmeymim, situada na província de Latakia, e o posto de manutenção técnica da Marinha russa na cidade de Tartus.

O último, até 2012, representava um conjunto de cais modesto, com um sistema de água doce, que contava com apenas quatro funcionários. A reconstrução completa do posto se iniciou em 2015. O número de especialistas subiu para 1.700 efetivos. O que hoje em dia está acontecendo em Tartus é um grande mistério. Só é conhecido que em 2016 Vladimir Putin assinou um acordo sobre a expansão do território do posto de manutenção técnica da Marinha russa em Tartus, bem como sobre a escala de navios militares russos nas águas territoriais da Síria. Aparentemente, trata-se da construção de uma base naval completa.

De acordo com fontes abertas, depois da reconstrução, no porto poderão entrar navios de primeira e segunda classe, bem como barcaças de grande tonelagem e submarinos, inclusive nucleares. É evidente que uma infraestrutura dessas deve ser bem protegida, o que por sua vez significa que a Tartus podem ser enviadas forças adicionais de defesa antiaérea, tropas de defesa costeira e destacamentos de fuzileiros navais.

Quanto à base aérea de Hmeymim, esta já representa uma instalação sólida. Durante os últimos dois anos, os militares russos se estabeleceram em Latakia, o acampamento de barracas perto das pistas de pouso e decolagem se transformou em uma verdadeira pequena cidade. Na base há armazéns de munições e combustível, postos de reabastecimento e reparação de material, postos de alimentação modernos, banheiros e lavandarias, fábricas de pão, postos de assistência médica, entre outras instalações. A base está cercada por uma linha de defesa considerável que consiste de sistemas de defesa antiaérea modernos e de guerra eletrônica.

© FOTO: MINISTÉRIO DA DEFESA DA RÙSSIAm – Dia-a-dia na Base Aérea da Rússia na Síria (foto de arquivo)

Outro especialista militar russo, Anatoly Tsyganok, explicou qual é a vantagem destas bases russas na Síria para além da geopolítica e do aspecto militar:

“Elas [bases] irão favorecer o desenvolvimento da cooperação entre a Rússia e a Síria. Primeiro, os nossos soldados e oficiais ajudarão o governo do país a neutralizar minas em seu território. Segundo, eles vão treinar os militares sírios, ajudá-los a conhecer o equipamento e material bélico de produção russa. Quer dizer, os militares terão ainda muito trabalho na área. Até mesmo sem guerra.”

Flanco sul

Aliás, a geopolítica também é muito importante. O Oriente Médio continua sendo uma zona de interesses dos EUA e seus aliados da OTAN. Sendo assim, o surgimento de mais um ator na região não agrada aos representantes da Aliança Atlântica que, por sua vez, repetidamente expressaram preocupações por a Rússia poder aumentar sua presença militar ainda mais. Pois, Moscou possui realmente essa possibilidade.

“Vale destacar que Hmeymim é uma base bastante desenvolvida, capaz de aceitar todos os tipos de aviões, não apenas caças, mas também, bombardeiros de longo alcance, como o Tu-22M3, ou até os portadores de mísseis estratégicos Tu-95 e Tu-160. Assim, a Rússia é capaz de repelir ameaças de diferentes tipos. Os mísseis de cruzeiro de baseamento aéreo Kh-101 poderão alcançar qualquer alvo na região, o mesmo é válido para os mísseis Kalibr de baseamento naval. Por um lado, tomamos sob controle todo o Oriente Médio. Por outro, defendemo-nos de ameaças que podem surgir nos flancos sul da OTAN. É uma combinação exclusivamente vantajosa”, explicou à Sputnik Igor Korotchenko, o editor-chefe da revista Defesa Nacional.

Fonte: Sputnik

 

 

 

 

 

 

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Putin ganha apoio de Irã e Turquia em nova iniciativa diplomática a favor da Síria

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Ratko Mladic o 'açougueiro da Bósnia' é condenado à prisão perpétua

Mladic comandou assassinato de cerca de 8 mil homens e garotos muçulmanos em 1995; ele foi inocentado de outra acusação de genocídio em vilarejos | Foto: AFP

Ratko Mladic, o general do Exército que ficou conhecido como o “açougueiro da Bósnia”, foi condenado nesta quarta-feira à prisão perpétua.

Comandante do Exército sérvio durante a Guerra da Bósnia (1992-1995), ele era acusado de genocídio e de crimes contra a humanidade e de ter promovido uma “limpeza étnica” na região

O processo contra Mladlic, de 74 anos, começou em 2012. Ele havia sido detido um ano antes na Sérvia após ter ficado 16 anos foragido.

Em 1995, o ex-general foi indiciado pelo Tribunal Penal Internacional junto com o presidente da então República Sérvia da Bósnia, Radovan Karadzic – que foi julgado e condenado a 40 anos de prisão.

Mladic também era acusado de ter conduzido o massacre de Srebrenica, maior genocídio ocorrido na Europa no pós-Guerra, com o assassinato de cerca de 8 mil homens e meninos muçulmanos. Ele negou as acusações e seu advogado disse que vai recorrer da decisão.

O alto comissário da ONU para Direitos Humanos, Zeid Ra’ad al-Hussein disse que o ex-general é a “personificação do mal” e que sua condenação é “o exemplo perfeito de justiça internacional”.

Mladic ficou foragido por 16 anos e foi ajudado pelo ex-presidente iugoslavo Slobodan Milosevic | Foto: Reuters

Ação na guerra

Madlic foi responsável por comandar o cerco de 43 meses a Sarajevo durante a Guerra da Bósnia.

No final de fevereiro de 1992, os muçulmanos (chamados bosníacos) e croatas da Bósnia votaram pela independência em relação à Iugoslávia em um referendo boicotado pelos sérvios. Um mês depois, a União Européia reconheceu a independência da Bósnia.

Os sérvios então deram início à guerra. Sob liderança do presidente Karadzic, o Exército de 180 mil homens comandado por Madlic cercou Sarajevo e ocupoou 70% do país. Com o intuito de estabelecer uma República Sérvia, perseguiram e mataram croatas e muçulmanos.

Madlic e Karadzic conduziram uma campanha de limpeza étnica. Em Sarajevo, mais de 10 mil civis foram mortos.

A principal motivação de Mladic teria sido cumprir o que ele entendia como “destino da nação Sérvia” e criar um Estado sérvio puro.

Mladic viu na guerra a oportunidade de se vingar de cinco séculos de ocupação da região pelos turcos muçulmanos. Ele se referia aos bosníacos como “turcos”, com o intuito de ofendê-los.

Assim que seus atiradores especiais tomaram Sarajevo, matando sem piedade os civis, Madlic teria gritado para encorajá-los: “Queimem seus cérebros” e “Bombardeiem até que eles fiquem à beira da loucura!”.

O cerco devastou partes centrais de Sarajevo, com a destruição de casas e a queima de carros. Uma avenida da cidade ficou conhecida como o Beco do Atirador, porque os franco-atiradores sérvios atiravam em tudo que se movia: carros, homens, mulheres ou crianças.

De acordo com o tribunal, os soldados sob o comando de Mladic também estupraram dezenas de mulheres e meninas muçulmanas.

Uma muçulmana bósnia em momento de luto por um dos parentes mortos em Srebrenica | Foto: AFP

Massacre de Srebrenica

O pior e mais grave crime de Mladic foi o massacre de Srebrenica, localizada a 80 km de Sarajevo. A cidade era um enclave bosníaco sob proteção da ONU.

Em julho de 1995, as forças lideradas por Mladic conseguiram tomar a cidade e assassinaram milhares de homens e meninos, entre 12 e 77 anos. Enquanto os homens eram detidos, Mladic era visto distribuindo doces aos meninos na praça central da cidade. Horas depois, em um campo fora da cidade, seus homens disparavam contra os presos, divididos em grupos de dez.

Em cinco dias, cerca de 8 mil homens e garotos foram executados. Foi a pior execução em massa desde os crimes cometidos pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial.

Carreira

Mladic nasceu no vilarejo Kalinovik, ao sul da Bósnia. Seu pai também era militar e morreu quando ele completou dois anos, lutando pelas tropas croatas pró-nazistas.

O general comandou o cerco a Sarajevo e exigia que seus soldados não tivessem piedade com os croatas e muçulmanos bósnios | Foto: Reuters

Ele cresceu em Tito, na Iugoslávia, e se tornou oficial no Exército Popular Iugoslavo. Soldado de carreira, diziam que ele inspirava a devoção de seus soldados.

Quando o país caminhava para a guerra, em 1991, ele liderou um batalhão do Exército iugoslavo contra as forças croatas na cidade de Knin. No ano seguinte, foi designado comandante do novo Exército sérvio.

Prisão

Mladlic conseguiu ficar anos foragido com a ajuda de apoiadores e a proteção do então presidente iugoslavo Slobodan Milosevic. Após a guerra, ele retornou a Belgrado, onde frequentava restaurantes lotados, partidas de futebol e corridas de cavalo, escoltado por guarda-costas.

Com a queda de Milosevic em 2000, o ex-general teve que voltar a fugir e ficou uma década se escondendo pela Sérvia.

Quando o ex-presidente Karadzic foi detido em 2008, aumentaram as especulações de que Mladlic também seria capturado. Mas isso só aconteceria em 2011, quando a polícia cercou a casa onde ele vivia em Lazarevo.

Ele que estava com 69 anos e tinha parte do corpo paralisado por causa de um derrame. “Poderia ter matado dez de vocês, mas não quis. Vocês são apenas jovens fazendo seu trabalho”, teria dito, segundo relatos dos oficiais.

Na prisão, Karadzic e Mladic eram frequentes parceiros em jogos de xadrez. O ex-general foi finalmente levado a julgamento em 2012 no Tribunal Internacional de Justiça em Haia, na Holanda, acusado de 11 crimes, incluindo genocídio.

No tribunal, ele foi sarcástico, aplaudiu os juízes e argumentou com eles. À época, sua defesa disse que ele não estava em Srebrenica durante o massacre e que ele não tinha nenhum tipo de comunicação com as tropas lá.

Nesta quarta-feira, ele foi acusado de 10 dos 11 crimes. Ele foi inocentado de uma segunda acusação de genocídio em pequenos vilarejos.

No momento em que sua sentença foi anunciada, Mladic havia sido retirado do tribunal por gritar com os juízes. “É tudo mentira, vocês estão mentindo”, disse.

Parentes de vítimas do general Mladic na Guerra da Bósnia acompanharam o início de seu julgamento, em 2012, em uma cidade próxima a Srebrenica, na Sérvia | Foto: AFP

Fonte: BBC Brasil.com

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Os 7 países que ficaram mais ricos que o Brasil nos últimos 20 anos

GRÁFICOS QUE TODO BRASILEIRO PRECISA VER

 

Em 20 anos, nós brasileiros ficamos mais pobres do que estonianos, lituanos, poloneses, letões, uruguaios, croatas e turcos.

Não por acaso, o Brasil está atrás de todos estes 7 países no ranking de liberdade econômica:
Estônia: 6º
Lituânia: 16º
Letônia: 20º
Uruguai: 38º
Polônia:45º
Turquia: 60º
Croácia: 95º
Brasil: 140º

 

Ambiente de negócios x Renda per capita

Em vertical, a avaliação do Doing Business em relação à facilitação de negociação, e, em horizontal, o GDP per capita. Quanto mais acima e à direita, mais rico e com maior facilidade na realização de negócios, enquanto, mais à esquerda, piores são as condições na realização de negócios e mais pobre é o país.

Fonte: The World Factbook/CIA; The World Bank

A Constituição brasileira é mais longa do que a de qualquer país da OCDE ou da América Latina

Os 7 países que ficaram mais ricos que o Brasil nos últimos 20 anos

Gastos previdenciários x Proporção de idosos

Salários do setor público x setor privado

Nos últimos 5 anos, o consumo do governo aumentou enquanto o das famílias diminuiu

Quanto os parlamentares ganham a mais que o povo?

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Macri vai falar com Putin e a Rússia se juntará na busca do submarino ARA San Juan

Funcionários diplomáticos de ambos os países estão em negociações. Os russos têm experiência no assunto: em 2000 enfrentaram a tragédia de Kursk.

Macri e Putin, na cimeira do G20 na China, em setembro (EFE)

Natasha Niebieskikwiat

A Rússia quer se juntar à força internacional de 12 países que procuram o submarino ARA San Juan, e nas próximas horas os presidentes Maurício Macri e Vladimir Putin falarão por telefone.

A propósito, o próprio Putin teve que enfrentar a tragédia do submarino Kursk, que em agosto de 2000 afundou com 118 tripulantes a bordo no Mar de Barents, ao norte da Rússia.

Kursk, a tragédia com um submarino que enfrentou o governo russo em 2000 (AP)

No entanto, embora toda a participação da força internacional no Atlântico Sul seja regida por códigos humanitários e o tratado conhecido como SAR – incluindo a presença britânica – a entrada dos russos em ação pode gerar alguma resistência dos norte-americanos. A presença das forças de Washington e Londres é hoje a mais visível nos mares argentinos.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros anunciou ontem a declaração de agradecimento à Alemanha, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, França, Noruega, Peru, Reino Unido e Uruguai, países que participam de várias maneiras na busca pelo ARA São João.

Fonte: Clarín

Edição: Plano Brasil

 

 

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Brasil: O que muda com a nova lei de migração

Legislação é vista como avanço por se pautar pelos direitos humanos e não considerar mais o imigrante ameaça à segurança nacional. Entenda alguns dos principais pontos.

Refugiados haitianos em São Paulo em 2014

Entrou em vigor nesta terça-feira (21/11) a nova Lei de Migração, que substitui o Estatuto do Estrangeiro e define os direitos e deveres “do migrante e do visitante, regula a sua entrada e estada no País e estabelece princípios e diretrizes para as políticas públicas para o emigrante”.

Considerada inovadora e um avanço em relação ao Estatuto, criado em 1980, ainda durante a ditadura militar, a nova legislação não considera mais o imigrante uma ameaça à segurança nacional e, segundo especialistas, pauta-se pelos direitos humanos.

Quando a lei foi sancionada, com vetos, pelo presidente Michel Temer, em maio deste ano, o texto foi bem recebido por organizações de defesa dos direitos humanos, uma vez que fora elaborado durante vários anos em conjunto com representações da sociedade civil e contempla princípios como a não-discriminação, o combate à homofobia e a igualdade de direitos de trabalhadores imigrantes e nacionais. Um dos princípios contidos na lei, por exemplo, é a “não discriminação em razão dos critérios ou dos procedimentos pelos quais a pessoa foi admitida em território nacional”.

Mas também nesta terça-feira será publicado o decreto de regulamentação da nova lei. Esse dispositivo jurídico é expedido pelo chefe do Executivo e explica a lei e como ela deve ser aplicada.

O decreto regulamentar não pode contrariar a lei, mas justamente essa crítica está sendo feita ao presidente por diversas organizações de defesa dos direitos dos migrantes, assim como pela Defensoria Pública da União (DPU). “O decreto tem aspectos claramente contrários à própria Lei de Migração, como a previsão de prisão do migrante que será deportado, quando o artigo 123 da lei expressamente proíbe privação de liberdade por razões migratórias”, declarou Camila Asano, coordenadora de Programas da Conectas Direitos Humanos, à Folha de S. Paulo.

A DPU considera temas sensíveis “a concessão de vistos, o acesso a serviços e programas sociais e a maior participação dos migrantes nas decisões sobre política migratória no Brasil”, segundo conclusão de um encontro que, em agosto, discutiu a regulamentação da nova lei.

Entenda algumas das principais mudanças introduzidas pela nova Lei de Migração do Brasil e o que o decreto de regulamentação altera nela.

1.   Vistos

O que diz a nova lei: a concessão de vistos temporários para acolhida humanitária foi institucionalizada com a nova lei, que dá visto de um ano “ao apátrida ou ao nacional de qualquer país” em “situação de grave ou iminente instabilidade institucional, de conflito armado, de calamidade de grande proporção, de desastre ambiental ou de grave violação de direitos humanos ou de direito internacional humanitário, ou em outras hipóteses”.

Assim, o visto temporário humanitário utilizado por refugiados haitianos desde 2010, por exemplo, foi consolidado. A lei também garante que o estrangeiro não deve ser deportado ou repatriado se correr risco de morrer ou de sofrer ameaças à sua integridade pessoal ao retorna ao país de origem.

O que diz o decreto: prevê um ato conjunto dos ministros da Justiça, Relações Exteriores e do Trabalho para definir condições, prazos e requisitos para a emissão do visto. Outro ato conjunto dos mesmos ministérios “poderá estabelecer instruções específicas para a realização de viagem ao exterior do portador do visto” – segundo os críticos, esses procedimentos poderão atrasar a concessão de vistos.

Outra crítica feita por organizações de defesa dos migrantes diz respeito às taxas cobradas para a emissão de cédulas de identidade, das quais alguns imigrantes, dependendo da situação, eram isentos (por exemplo os refugiados).

2.   Reunião familiar

O que diz a nova lei: concede o visto ou autorização de residência, “sem discriminação alguma”, a cônjuge ou companheiro do imigrante, a filhos de imigrante com autorização de residência e a outros familiares de até segundo grau (netos ou irmãos, por exemplo).

O que diz o decreto: pede que os familiares de asilados políticos estejam em território nacional para que ocorra a reunião, o que muitas vezes não é possível porque a maior parte chega ao país sozinha e depois quer trazer a família.

3.   Expulsão, deportação e repatriação

O que diz a nova lei: O estrangeiro em situação irregular no Brasil não poderá ser preso. Irá responder ao processo de expulsão em liberdade, com ajuda jurídica do governo brasileiro.

A situação migratória de um imigrante em vias de expulsão será considerada regular se seu processo estiver pendente de decisão.

Refugiados ou apátridas, “de fato ou de direito”, menores de 18 anos separados da família ou pessoas que precisam de acolhimento humanitário não serão repatriados.

A lei também garante que o estrangeiro não deve ser deportado ou repatriado se houver razões, no país de origem, que coloquem a vida ou a integridade pessoal dele em risco – algo que não ficou definido no decreto.

O que diz o decreto: determina que apátridas, refugiados ou asilados políticos não serão repatriados, deportados ou expulsos “enquanto houver processo de reconhecimento de sua condição pendente no país”. Também prevê que “a pessoa em situação de impedimento de ingresso” e que não possa ser imediatamente repatriada “será mantida em liberdade vigiada até a sua devolução ao país de procedência ou de nacionalidade”, o que contraria a lei.

4.   Direito de manifestação política

O que diz a nova lei: elimina a proibição de participação em atividades políticas por estrangeiros do Estatuto do Estrangeiro e garante o direito do imigrante de se associar a reuniões políticas e sindicatos. A nova Lei de Migração não prevê o direito ao voto aos imigrantes, o que é proibido pela Constituição.

Fonte: DW

 

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Hariri suspende renúncia após encontro com presidente do Líbano

Premiê afirma ter reconsiderado sua decisão após pedido presidencial. Ele retornou poucas horas antes a Beirute, depois de ter permanecido duas semanas no exterior e anunciado sua renúncia na Arábia Saudita.

Presidente Aoun e Hariri durante uma parada militar em Beirute, após premiê ter reconsiderado sua renúncia

O primeiro-ministro libanês, Saad Hariri, anunciou nesta quarta-feira (22/11), em Beirute, que suspendeu sua renúncia após um pedido do presidente Michel Aoun.

Num discurso transmitido pela televisão, Hariri disse ter decidido pôr a renúncia de lado e salientou que os interesses do Líbano estão acima de tudo. “Hoje apresentei minha renúncia ao presidente, e ele me pediu para que a suspendesse temporariamente diante de novas conversações sobre os motivos que levaram a ela”, declarou Hariri.

Aoun havia se recusado a aceitar oficialmente a renúncia do premiê até que ele retornasse ao país e fizesse o pedido pessoalmente. Em entrevista na televisão em 12 de novembro, Hariri já havia dado a entender que ainda poderia rever sua decisão, mas apenas se o grupo militante xiita Hisbolá assumisse o compromisso de respeitar a política do governo libanês e não se envolver em conflitos regionais.

Hariri retornara a Beirute poucas horas antes, Duas semanas atrás, ele anunciara, de forma inesperada, sua renúncia ao cargo. O chefe de governo estava na Arábia Saudita quando fez o anúncio e não pisava no Líbano desde então.

A televisão libanesa exibiu imagens ao vivo da chegada de Hariri ao aeroporto internacional de Beirute, onde ele aparece descendo de um avião em meio a um forte esquema de segurança.

O premiê não falou com os jornalistas que o aguardavam no terminal. Após deixar o local, seguiu para sua residência, no centro de Beirute, mas antes visitou o túmulo do pai, Rafiq Hariri, que também foi primeiro-ministro do país e morreu num atentado com carro-bomba, em 2005.

Antes de chegar à capital libanesa, Hariri fez paradas nesta terça-feira no Egito e no Chipre, onde se encontrou com os presidentes de cada país, Abdel Fattah al-Sisi e Nicos Anastasiades, respectivamente, para debater a crise no Líbano e na região do Oriente Médio.

Hariri havia passado duas semanas em Riad após seu anúncio de demissão, e depois viajou à França a convite do presidente Emmanuel Macron. No sábado passado, os dois líderes se reuniram no Palácio do Eliseu, em Paris, onde também debateram a crise política que assola o Líbano desde o anúncio de renúncia do premiê.

Na capital francesa, o chefe de governo libanês já havia antecipado que voltaria a Beirute nesta semana para participar das celebrações do Dia da Independência, em 22 de novembro. A cerimônia é normalmente comandada pelo presidente, primeiro-ministro e chefe do Parlamento libanês.

Renúncia inesperada

O primeiro-ministro anunciou sua renúncia em 4 de novembro  passado durante uma visita à Arábia Saudita, gerando uma crise política no Líbano. Na ocasião, ele disse temer ser assassinado, atacou o Hisbolá e criticou a ingerência do Irã em seu país.

Grupos políticos libaneses, por outro lado, acusam a Arábia Saudita de ter obrigado Hariri a renunciar, como forma de atingir indiretamente o Hisbolá, aliado do governo libanês. Aoun também disse duvidar que a decisão de Hariri tenha “refletido sua vontade”.

O premiê, por outro lado, rechaçou tais alegações e disse ter escrito sua carta de renúncia com “a própria mão”. Ele ainda concordou que “teria sido melhor” ter renunciado a partir do Líbano, mas alegou correr perigo em seu país.

O anúncio de renúncia de Hariri trouxe o temor de que o Líbano, país de frágeis equilíbrios entre as suas diversas comunidades, caia de novo na violência.

Fonte: DW

 

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Coreia do Norte chama inclusão em lista de terrorismo de “comportamento vergonhoso” de Trump

A Coreia do Norte respondeu nesta quarta-feira à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reincluir o país em uma lista de Estados que patrocinam o terrorismo, chamando a ação de “uma grave provocação e violação agressiva”, relatou a mídia estatal norte-coreana.

Trump colocou a Coreia do Norte de volta em uma lista de Estados patrocinadores do terrorismo na segunda-feira, uma designação que permite que os Estados Unidos imponham mais sanções contra Pyongyang e que arrisca aumentar as tensões sobre os programas de míssil e armas nucleares da Coreia do Norte.

Em entrevista à mídia estatal KCNA, um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Coreia do Norte chamou a decisão de “comportamento vergonhoso” por parte de Trump e negou que a Coreia do Norte seja envolvida em qualquer terrorismo.

Reportagem de Josh Smith

Fonte: Reuters

Edição: Plano Brasil

 

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Segundo Ex Comandante da VKS mísseis hipersônicos Zircon e outras armas já estão operacionais nas Forças Armadas Russas

Tradução e adaptação: E.M.Pinto

Em uma controversa entrevista à agência russa de notícias TASS MOSCOU, proferida hoje 21 de novembro (Clique para ler), o Ex-comandante das Forças Aeroespaciais Russas (VKS) e atual Chefe do Comitê de Defesa e Segurança do Conselho da Federação, Viktor Bondarev afirmou categoricamente que o míssil hipersônico “Zircon”  bem como os mísseis intercontinentais lançados a partir de plataformas submarinas “Skif” (Sineva) estão operacionais e fazem parte do arsenal das Forças Armadas da Rússia.


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Até então as únicas informações oficiais davam conta do desenvolvimento do míssil hipersônico dividia em três fases, por uma escala de tempo de uma década. Porém com as declarações de Bondarev a situação é outra. A global Security classifica esta arma como um “Game Changer”, ou seja, um vira jogo, capaz de tornar obsoletas todas as formas de defesa antiaérea de uma frota naval.

Ao afirmar que arma encontra-se na sua capacidade operacional inicial, Bondarev reforça a tese de que este míssil poderá  ser incorporado a toda a frota de superfície russa muito me breve (2018), uma vez que seu sistema lançador é padrão para os navios de superfície mais modernos e para os que estão submetidos aos programas de atualização.

As declarações são importantes por não haver oficialmente qualquer outra arma equivalente  no mundo que esteja e capacidade operacional, sendo o Zircon a primeira do seu gênero.

As razões para se temer o míssil Zircon são claras, a arma pode cruzar nada menos que que 300km em menos de 10 segundos não havendo qualquer sistema defensivo existente no planeta ou em desenvolvimento que seja capaz de detê-lo.

Trafegando até o alvo a uma velocidade superior à 10000 km/h, o Zircon não precisa de uma ogiva com carga bélica para incapacitar até mesmo um gigante dos mares como um porta aviões nuclear, isso porque a Energia cinética concentrada e transferida pelo impacto no alvo é centenas de vezes maior que a de uma carga explosiva padrão dos mísseis de ataque naval.

As afirmações feitas por fontes da indústria de defesa russa afirmaram à TASS, que a arma hipersônica bateu nos teste de avaliação, a marca de Mach 8  e que segundo eles, o míssil será submetido a julgamentos ainda este ano. Depois que o míssil for aceito para o serviço, ele equipará o arsenal dos cruzadores de mísseis pesados ​​Pyotr Veliky e Almirante Nakhimov.

Além do Zircon, Bondarev afirmou ainda que as campanhas na Síria mostraram que as guerras subsequentes também irão abraçar a esfera espacial. Segundo ele, é impossível combater os meios modernos com um rifle na mão e até mesmo uma metralhadora. É por isso que o desenvolvimento e produção do programa  PAK DP (o Perspective Airborne Complex of Long-Range Intercept- Novo interceptador em desenvolvimento pela MIG), novos mísseis veículos aéreos não tripulados de ataque estão chegando.

As armas de precisão e o desenvolvimento das forças nucleares estratégicas, foram designadas como prioridades da nova etapa de rearmamento russo. Desta  forma, o vice-ministro da Defesa da Rússia, Yuri Borisov, disse anteriormente aos jornalistas que as primeiras provas do míssil “Sarmat” mais avançado, estavam programadas para o final de 2017. De acordo com dados públicos, o trabalho de design experimental do míssil intercontinental de lançamento submarino Skif (Sineva) prevê o desenvolvimento de um recipiente de transporte e lançamento para mísseis balísticos, o que permitirá lançá-los a partir de uma grande profundidade.

Fonte: Tass