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Voou pela primeira vez a nova aeronave AWACS russa

Tradução e adaptação – E.M.Pinto

O mais novo modelo da aeronave de alerta antecipado (AWACS) russa, A-100 (Izdeliye PM)  fez seu voo inaugural neste sábado, informou o serviço de imprensa do projetista da aeronave a Vega Radio Engineering Concern uma subsidiária do grupo Russian Electronics da Rostec Corporation. De acordo com o projetista, durante o primeiro voo foram testadas as características aerodinâmicas, a aviônica da aeronave e os elementos dos sistemas radio-técnicos.

O A-100 foi criado com base na plataforma Il-76MD-90A melhorada, que está equipada com novos motores turbofan PS-90A-76 que são 15% mais poderosos que o D-30KP usado pelo Il-76. Os projetistas instalaram uma carenagem com um sistema de antena único. Externamente o A-100 será semelhante à A-50 cuja matriz de radar principal é alojada em um domo rotativo montada em dois suportes acima da fuselagem.

O novo radar Vega Premier AESA que equipará o A-100 é alojado numa cúpula e terá direcionamento eletrônico em elevação enquanto o azimute é controlado pela rotação da cúpula. A matriz girará uma vez a cada 5 segundos, melhorando assim a capacidade do radar para rastrear alvos de rápido movimento cujo alcance declarado para detecção de aviões de combate inimigos é de até 600 km e navios de superfície até 400km de distância.

Dentre as capacidades acrescentadas, o A-100 pode acompanhar e selecionar mais alvos, além de orientar aeronaves e mísseis para atingir alvos aéreos, terrestres e navais.

Após certificação, as aeronaves deverão começar a ser entregues as Forças Aeroespaciais Russas a partir de 2020.

Fonte: Tass

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Bombardeiros supersônicos Tu-22 M3 serão modernizados a partir de 2018

Tradução e adaptação E.M.Pinto

Segundo a Agência de noticias russa TASS, os bombardeiros russos de longo alcance Tupolev Tu-22M3 serão submetidos a um amplo programa de modernização a partir de 2018, as informações circularam após a declaração do presidente da Tupolev Aircraft Company, Alexander Konyukhov à agência TASS nesta última sexta feira.

Konyukhov informou que a primeira aeronave modernizada voará em 2018 e que neste mesmo ano, será dado inicio a modernização das aeronaves operacionais.

Uma fonte na indústria de defesa russa disse à TASS na sexta-feira que os designers completaram o desenvolvimento da documentação para a versão modificada do bombardeiro Tu-22M3, denominado Tu-22M3M e a primeira grande atualização de aeronaves operacionais começaria em 2018.

Os bombardeiros Tu-22M3M receberão armas de precisão avançadas, enquanto seus dispositivos radioelétricos (sistema de guiagem SVP-24-22, radar NV-45) e motores serão padronizados aos equipamentos utilizados na versão modernizada do Tu-160, a Tu-160M2, novos motores NK-32-02 produzidos pela empresa de motores aeroespaciais Kuznetsov com base em Samara serão adotados para este avião, acrescentou a fonte.

Atualmente está em andamento na Kazan Aircraft Enterprise um plano para preparar as instalações de produção para o reparo e modernização dos bombardeiros que estão em serviço nas unidades operacionais das Forças Aeroespaciais da Russas.

O prazo de modernização e o número de aeronaves atualizadas dependerão da capacidade da empresa e de como o trabalho prosseguirá nos primeiros aviões, observou a fonte. A nova variante, atualizada do Bombardeiro estratégico Tu-160 fez seu primeiro vôo em fevereiro de 2018 e como foi relatado anteriormente pela TASS, pelo menos 30 Tu 22M3 serão atualizados para o nível do Tu-22M3M.

 

Com novos sistemas a bordo e uma vida útil prolongada de 35 anos o bombardeiro atualizado poderá transportar armas convencionais de precisão, incluindo mísseis de cruzeiro Kh-32 com uma autonomia de até 600 km.

O Bombardeiro supersônico de longo alcance Tu-22M3 já é uma versão atualizada do Tu-22, mas que com o passar dos anos, necessita de uma nova atualização. O avião foi desenvolvido pela Tupolev Design Bureau em meados da década de 1970. Realizou seu primeiro voo em 20 de junho de 1977 e entrou em serviço em 1989. O bombardeiro voa à velocidades máximas de 2.000 km / h e possui um teto de serviço de 13,30 km. É capacitado a transportar uma carga de combate de até 24 toneladas que inclui os míssies Kh-22 e Kh -15, bombas, minas navais.

No total, a Rússia produziu 268 desses aviões. De acordo com os dados da revista The Military Balance, as Forças Aeroespaciais Russas operam 62 bombardeiros Tu-22M3. Eles são ativamente utilizados na campanha da Síria, realizando ataques às instalações de terroristas do Estado Islâmico e dos demais rebeldes.

 

Fonte: Tass

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Editorial: "Cloud Shadow" o UCAV de ataque naval chinês

E.M.Pinto

Ele é o primeiro UCAV da família “Shadow” a ser exportado em série. Segundo o Global Times , a AVIC informou nesta semana que o drone possui um sistema de controle de voo de aviônica, sem similar no mercado. Movido a um motor a reação, o UCAV chinês opera à uma altitude  de cruzeiro superior à maioria dos sistemas de defesa superfície-ar e uma velocidade muito mais rápida que a primeira geração de UCAV destinados ao ataque.

O Cloud Shadow pode operar num ambiente de média intensidade com segurança servindo de plataforma de inteligência rápida de logo alcance, servindo de plotador para ataques precisos à superfície, sejam terrestres ou navais navais.

A Família Shadow possuí até o momento três tipos de UCAV , o “Cloud Shadow” e o “Cloud Shadow 1”, equipados com uma câmera CCD de alta resolução de alta altitude e um radar de abertura sintética (SAR) o vetor pode pode capturar mais de 10.000 km2 de imagens ópticas por hora a uma altitude de 13 km.  Já o “Cloud Shadow 2 é equipado com um detector de sinal de radar de banda larga e um detector de sinal de comunicação, capacitado a detectar e localizar todos os sistemas de radar terrestres à 400 km e todos os sinais de comunicação dentro de 200km.

Por último, o “Cloud Shadow 3”, é equipado com um radar SAR, bem como um dispositivo de reconhecimento opto-eletrônico avançado, pode trabalhar com vários tipos de armas de ataque avançadas ao mesmo tempo que pode executar reconhecimento de alta altitude e ataques a alvos além de 50km.

O que faz com que o novo UCAV chinês se destaque, é a sua carga útil de mísseis anti-navio. Além de sua série normal de mísseis guiados e bombas inteligentes, a aeronave pode transportar até dois mísseis anti-navio Strike Eagle YJ-9E (foto a seguir)  sendo que o YJ-9 é uma variante leve míssil padrão YJ-81/83 operado pela maioria dos vasos navais médios da PLAN.

O YJ-9 foi revelado pela primeira vez ao público em 2004 a bordo de um helicóptero anti-navio Z-9D. A arma é equipada com uma ogiva de 30 kg e possui um alcance de 18 km trafegando a uma velocidade de Mach 0.85.

O YJ-9 também pode ser transportado pelo treinador avançado L-15 e outros aviões chineses leves para missões anti-navio perto da costa. Entusiasmada com o projeto, a AVIC informou que lançará mais produtos derivados da família “Shadow” num futuro próximo.

 

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O mais importante ao lidarmos com o novo, é aceitar a realidade e sua inevitabilidade

https://www.youtube.com/watch?v=uga9W1oW7j0

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Plano de enviar tropas brasileiras para missão na África enfrenta resistência

Diplomatas consideram difícil justificar envio de tropas para região conflagrada e, na Justiça, teme-se que País se torne alvo terrorista

Cláudia Trevisan, CORRESPONDENTE / WASHINGTON, Rodrigo Cavalheiro e Tânia Monteiro / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

Embora o ministro da Defesa, Raul Jungmann, tenha anunciado que o Brasil enviará soldados para uma missão de paz na República Centro-Africana, a manobra está longe de ser consenso no governo. O Itamaraty considera mais difícil justificar à população a necessidade de envio de tropas para a África do que para o Haiti. No Ministério da Justiça também há reservas, pelo temor de que o Brasil se transforme em alvo do terrorismo.

Um dos fatores de preocupação é o perfil de atuação muito mais arriscado e a possibilidade real de morte de militares brasileiros. “No caso do Haiti, havia uma realidade mais conhecida. Na África, há uma realidade diferente, mais difícil de entender, que talvez exija mais informação para a opinião pública”, afirmou um diplomata de alto posto, que sustentou não haver uma divisão institucional entre os ministérios. “Há opiniões diferentes nos dois lados (Defesa e Itamaraty)”, completou. Um segundo funcionário de carreira afirmou que os que se opõem à ideia consideram a iniciativa arriscada e compensada parcialmente com reembolso da ONU.

Uma segunda razão de resistência, em um ano eleitoral, seria o custo da missão. O ministro disse que o cálculo não foi feito, mas o Exército tem levantamentos avançados sobre o tema. Segundo um militar com acesso aos estudos prévios, seriam necessários US$ 100 milhões por ano, valor aproximado ao aplicado na última etapa no Haiti para manter um batalhão com troca semestral. Embora a ONU exija a substituição anual da tropa, o Brasil prefere um revezamento maior, como maneira de se prevenir casos de abuso sexuais.

O conflito na República Centro-Africana

Um país em tensão constante

Um terceiro fator que afasta a decisão de um consenso é a distância cultural e geográfica. O Brasil estaria contribuindo para a paz em um país africano com graves conflitos ligados a disputas religiosas.

Jungmann negou ontem que haja divergência com o Itamaraty. Segundo ele, o presidente Michel Temer deu sinal verde para o planejamento da operação. “A posição do presidente até aqui tem sido de mandar tocar os estudos, de que nós seguíssemos adiante”, disse Jungmann em Washington. Em relação ao Itamaraty, ele disse ter recebido apoio “decisivo e já expresso” do chanceler Aloysio Nunes Ferreira.

A intenção do Ministério da Defesa é enviar um contingente de mil soldados à República Centro-Africana. O número seria um pouco menor que o mantido no país pelo Paquistão, que tem o maior contingente, com 1.115 militares. A contribuição brasileira seria semelhante às de Bangladesh (1.001) e do Egito (1.000). Não está claro se o Brasil chefiaria a missão. A previsão é de que outros militares, ainda a serem treinados, sigam para a operação e não os que estiveram no Haiti. Não há estimativa também de quanto tempo o Brasil permaneceria no país africano.

Jungmann disse que a participação é fundamental para o treinamento e a prontidão dos militares. “É uma experiência no terreno, em situação real, que qualquer Força Armada precisa ter constantemente.” Na avaliação dele, não haverá problema para aprovação da proposta pelo Congresso. Na quinta-feira, Jungmann disse que o objetivo é que as tropas brasileiras cheguem à República Centro-Africana antes da metade do próximo ano. O projeto deve ser enviado ainda neste ano.

O ministro lembrou que o Brasil comandou durante 13 anos a missão de paz no Haiti, da qual participaram 36 mil soldados do país. Jungmann sustentou que o Brasil deve participar das decisões globais e, se não fizer isso, não eleva seu patamar nos foros internacionais, onde se decidem questões importantes, inclusive no Conselho de Segurança da ONU.

De acordo com um militar que acompanha o planejamento da operação, a estimativa de US$ 100 milhões anuais tende a ser superada no primeiro ano, em razão do custo maior de montagem da base e eventual realocação. Alguns equipamentos novos teriam de ser adquiridos, em razão da natureza do terreno, diferente do haitiano. Entre os equipamentos estariam 50 jipes blindados. Outro ponto que encarece a missão é a necessidade de voos frequentes.

Dentro das Forças Armadas também não há consenso sobre a forma da missão. Integrantes do Exército consideram a participação da Marinha prescindível, por encarecer as missões. Indispensável seria mesmo o apoio da Aeronáutica. Segundo o ministro, o prazo de permanência só será discutido depois da aprovação da proposta pelo Congresso. Ainda assim, ele poderá ser prorrogado, como ocorreu sucessivas vezes no Haiti.

Em setores do Ministério da Justiça, a proposta encontra resistência porque a missão tem entre seus objetivos combater uma coalizão de milícias muçulmanas. O enfrentamento poderia tornar o Brasil vulnerável a atentados terroristas. Jungmann disse, porém, que “este risco não foi detectado” pela Defesa, pelo Itamaraty ou pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Jungmann reconhece que no país africano o Brasil terá “um desafio de maior complexidade” do que teve no Haiti.

O governo sabe, contudo, que pode enfrentar críticas por dois fatores: a forte restrição orçamentária para 2018 e a queixa de eleitores de que as cidades estão sofrendo com a criminalidade e os soldados poderiam ajudar na segurança pública. Em missões de paz, os militares têm autonomia para combater a criminalidade local, diferentemente do que acontece no País.

Fonte: Estadão

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Braço Forte

Dnit e Exército iniciam quarta etapa de pesquisa sobre rodovias

Motoristas de 19 estados passarão por dois tipos de pesquisas espontâneas nos postos de atendimento espalhados pelas estradas

O que fazer para melhorar as condições de tráfego das estradas brasileiras? Para ajudar na formulação de repostas a essa pergunta, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), em parceria com o Comando de Operações Terrestres do Exército (Coter) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), iniciou neste sábado (18/11) a quarta etapa de pesquisa nas principais rodovias federais do pais. O levantamento vai até a próxima sexta-feira (24/11).

A Pesquisa de Origem e Destino, incluída no Plano Nacional de Contagem de Trafego (PNCT), vai coletar elementos que permitam a elaboração de um diagnóstico das estradas, com base no qual será possível desenvolver as soluções para os problemas identificados.
O PNCT, originalmente criado em 1975 para os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, foi interrompido em 2001 por contingenciamento de recursos e retomado apenas em 2013  por meio de cooperação técnica firmada com o Exército Brasileiro para o serviço de contagem de tráfego em pontos específicos da malha rodoviária federal.

Contando veículos

Em sua quarta fase, a pesquisa pretende levantar os dados em 66 pontos de coleta, em 19 estados brasileiros, completando assim o levantamento previsto de 300 postos. O coronel Jorge Fernando do Nascimento, chefe do Comando de Operações Terrestres do Exército, coronel Jorge Fernando do Nascimento, explica que, na verdade, são duas pesquisas.
“Uma pesquisa vai contar e classificar por tipo os veículos que passarem pelo posto. Ou seja, se é motocicleta, automóvel, caminhão, se é caminhão, de que tamanho, quantos eixos, capacidade de carga etc. Na outra pesquisa, os motoristas vão responder voluntariamente a um questionário mais amplo, informando não só a origem e o destino da viagem, mas também a finalidade do deslocamento, o tipo de veiculo, o combustivel que usa, se leva carga, que tipo de carga etc”, acrescentou o coronel Nascimento.
Todas essas informações serão enviadas para o Coter e depois encaminhadas à UFRJ que vai processá-las e analisá-las.
De acordo com Nascimento, os 2.600 militares envolvidos na operação passaram por um processo de capacitação e estão divididos em grupos sob o comando de um tenente com mais trés ou quatro sargentos. “É uma estrutura de organização militar normalmente usada pelo Exercito sempre que temos esse tipo de operação.”
Segundo os dados do Dnit, nas três primeiras etapas, 1.010 motoristas foram entrevistados e 12,7 milhões veículos foram contados. Na primeira fase, realizada em junho do ano passado em 60 postos, foram entrevistados 214 mil condutores e contados 3,5 milhões de veículos. A segunda etapa, em novembro de 2016, também em 60 postos, contabilizou 297 mil entrevistas e 2,3 milhões de veículos. Já na terceira etapa, em julho deste ano, a pesquisa ouviu mais de 500 mil condutores, além de contar 6,9 milhões de veículos em 117 postos nas cinco regiões do país.

Planejando caminhos

Brasília – O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e o Exército realizam pesquisa sobre as condições de tráfego nas rodovias brasileiras (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Universidade Federal do Rio de Janeiro analisará dados coletados na pesquisaMarcello Casal Jr/Agência Brasil
O principal objetivo da Pesquisa de Origem e Destino é, de acordo com informações do Dnit, fornecer subsídios para os estudos de planejamento em geral, estudos econômicos e projetos rodoviários, essenciais ao estabelecimento de critérios, entre outros objetivos, para que o governo possa “planejar o sistema rodoviário; programar necessidades e prioridades de melhoria no sistema rodoviário, medir a demanda atual de serviços por esse tipo de via, estabelecer as tendências de tráfego no futuro, avaliar o fluxo existente de tráfego em relação ao sistema rodoviário atual, estimar os benefícios dos usuários nas estradas, estabelecer uma classificação do sistema rodoviário, Justificar e planejar o policiamento, projetar pavimento e outros elementos de rodovia e localizar e projetar instalações para a operação rodoviária”.
“Esse diagnóstico de tráfego é importante para a identificação dos principais corredores de transporte com gargalos logísticos e da consequente necessidade de expansão ou adequação de capacidade das rodovias, além de ser ferramenta fundamental para as atividades de projeto, construção, manutenção e operação rodoviária”, disse o coordenador de Planejamento da Diretoria de Planejamento e Investimentos do Dnit, engenheiro Leonardo Roberto Perim. Em resumo, isso significa dar ao país condições de planejar, de maneira mais eficiente, os caminhos por onde passa o PIB (Produto Interno Bruto, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) brasileiro.
Fonte: Correio Braziliense

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Roll out do Tu-160M2: Uma nova era na história desta máquina excepcional

16 de novembro – Apresentado o primeiro bombardeiro estratégico supersônico Tupolev Tu-160’M2′ –  Kazan Aircraft Enterprise

Durante muito tempo, a questão da retomada da produção do Tu-160 não foi discutida, era necessário manter as aeronaves restantes em condições adequadas para a operação.

Tu-160 o “Cisne Branco”

Apesar da silhueta bem conhecida, os “cisnes” modernizados diferem significativamente dos seus predecessores. O Tu-160 ainda tem características e capacidades inigualáveis no mundo.

Mecanismo exclusivo para controle de enflechamento das asas, compartimentos de armas, motores pesados que são ​​alimentados com dióxido de nitrogênio, sendo assim capaz de conduzir essas aeronaves com um peso máximo de descolagem de 275 toneladas à 2.200 km / h.

Carateristas que não foram ainda replicadas por nenhum outro país no mundo.

Tudo isso teve que ser reconstruído a partir do zero, foi um processo fabuloso, especialmente difícil.

Contudo, já no outono de 2017 a fabricante PJSC estava pronta para a produção dos novos motores NK-32-02 modernizados para os novos Tu-160M2 .

A complexidade da tecnologia de produção reside no fato de que é necessário restaurar equipamentos únicos criados exclusivamente para a fabricação do Tu-160. Isso se aplica tanto aos motores quanto à estrutura.

 

 

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Governo de Goiás Recebe comitiva da ACIA e MD para tratar sobre o Polo de defesa

Sugestão Fagner Vinicius

O governador Marconi Perillo e o Deputado estadual Carlos Antonio (PSDB), recebeu, na manhã dessa sexta-feira (17), representantes da Associação Comercial e Industrial de Anápolis, da FIEG e com técnicos do Ministério da Defesa no Palácio das Esmeraldas, em Goiânia.

A reunião discutiu a instalação do Centro de Aquisição do Ministério da Defesa em Goiás, além do Polo de Defesa e Tecnologia Aérea, que serão instalados em Anápolis.

ANÁPOLIS NA ROTA DA INDÚSTRIA ESTRATÉGICA

Alertada pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra – ADESG, de que Anápolis reúne as
condições mais favoráveis para sediar um Polo da Base Industrial de Defesa, seguimento que compreende armas, munições, veículos blindados, aeronaves, satélites, dentre outros, a ACIA iniciou uma mobilização para lançar a candidatura de Anápolis para a implantação desse polo.

Ciente das qualidades de Anápolis, entre elas localização estratégica, crescimento acima da média nacional,
maior polo industrial do centro oeste, mão de obra qualificada, polo de integração ferroviário, incentivos fiscais,
plataforma logística multimodal e moderno Porto Seco, a ACIA intensificou a mobilização de toda sua diretoria e do seguimento empresarial, universitário, classista, Base Aérea de Anápolis (FAB), Comando Militar do Planalto (Exército) e do Fórum Empresarial, realizando reuniões, fóruns e debates Um comitê executivo foi criado para coordenar o projeto, levando a ACIA a participar, entre outros eventos, a duas edições do Fórum da Indústria de Defesa (FID) em Brasília – DF, promovido pela Secretaria de Produtos de Defesa (SEPROD) do Ministério da Defesa (MD), e de reuniões técnicas com a Diretoria Executiva da ABIMDE – Associação Brasileira da Indústria de Defesa, na cidade de São Paulo.

A implantação de um Polo da Base da Industria da Defesa em Anápolis significa a atração de industrias modernas, atraindo investimentos e dando um salto qualitativo no Parque Industrial de nossa cidade. A ACIA, em sua histórica luta pelo desenvolvimento de Anápolis sente-se orgulhosa de participar de mais etapa do progresso local.

Fonte:   Assessoria de comunicação da ACIA

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Após submarinos, mais da metade dos tanques alemães Leopard 2 estão fora de combate

© AP Photo/ Michael Sohn

Mais de metade dos 255 tanques de batalha Leopard 2 alemães estão fora de serviço, enquanto uma parte considerável dos veículos de combate é considerada apenas condicionalmente operacional porque não tem peças sobressalentes críticas, segundo um relatório divulgado pela mídia local.

O Exército alemão foi bem conhecido no passado por sua capacidade de implantar formações de tanques bem treinados e mantidos contra o inimigo, mas essa crença parece estar desaparecendo. Apenas 95 dos 244 Leopard 2 da Bundeswehr estão prontos para combate, o grupo de mídia Funke descobriu em um relatório do Ministério da Defesa. O relatório foi publicado pela revista Focus.

Cerca de 53 tanques foram desarmados, sete estão sendo usados para testes, enquanto 89 veículos estão “condicionalmente operacionais”, pois não podem ser reparados sem peças sobressalentes críticas. O relatório do Ministério da Defesa destaca especialmente vários casos em que “a indisponibilidade das peças sobressalentes necessárias seria prejudicial”.

Houve relatórios anteriores sugerindo que o Exército alemão está enfrentando problemas técnicos frequentes ao usar seus veículos de combate. Em abril deste ano, emergiu que os veículos blindados da Alemanha implantados no Mali, como parte de uma missão da ONU, foram retirados devido a “poeira” e “estradas rochosas”.

Na época, o comandante-adjunto do contingente alemão reconheceu que as tropas estão esticadas em seus limites em termos de equipamentos. Enquanto isso, a revelação parecia ser sintomática de um problema maior que os militares alemães enfrentam.

No final de fevereiro, Andre Wreener, chefe da União das Forças Armadas Alemãs, disse ao jornal Rheinische Post que o Exército do país não tem “tudo” dos helicópteros e aeronaves prontos para o combate para óculos de visão noturna.

A mídia alemã também informou consistentemente sobre a prontidão de combate pobre e desvios técnicos das aeronaves alemãs. Mais recentemente, a Deutsche Welle disse que apenas 38 dos 89 aviões de combate Tornado da Alemanha estavam prontos para o combate e apenas 25 dos 57 aviões de transporte estavam operacionais.

A porcentagem dos helicópteros de ataque prontos para combate nas Forças Armadas alemãs varia entre 18% e 32%, dependendo do tipo de aeronave, escreveu a Deutsche Welle. Problemas semelhantes também afetam transportadores de pessoal blindados, navios marítimos e submarinos.

Fonte: Sputnik

 

 

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EUA vendem sistema antimíssil para Polônia por US$ 10,5 bilhões

País aliado dos americanos no leste europeu deve passar a contar com avançado sistema de defesa aérea em meio à tensão com a Rússia.

Unidades Patriot Advanced Capability-3 (PAC-3) – Sistema de interceptação de mísseis do Japão

Em um gesto que pode irritar a Rússia, os EUA autorizaram a venda de um sofisticado sistema antimíssil para a Polônia. A negociação envolve 10,5 bilhões de dólares.

O país europeu deverá receber 208 mísseis Patriot Advanced Capabilty-3 (PAC-3), 16 estações de lançamento M903, quatro radares AN/MPQ-65, quatro estações de controle, peças sobressalentes, software e equipamentos associados.

Os equipamentos são da empresa americana Raytheon. Eles foram projetados para detectar, rastrear e destruir veículos aéreos não tripulados (drones), mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos de curta distância.

Em um comunicado emitido após o anúncio da venda, o Departamento de Estado dos EUA disse que “uma Europa segura capaz de dissipar ameaças aéreas e mísseis e outras formas de agressão promove paz e estabilidade dentro da Otan e no continente europeu”.

A transação ainda requer aprovação do Congresso americano, uma vez que qualquer venda de tecnologia militar avançada para outro país precisa de uma permissão especial. O Congresso tem 15 dias para levantar quaisquer objeções ao acordo, mas a expectativa é que ele seja facilmente aprovado, dados os estreitos laços militares entre os dois países.

Durante a visita do presidente dos EUA, Donald Trump, a Varsóvia em julho, os EUA e a Polônia assinaram um memorando de intenção para vendas de armas.

A Polônia é um dos poucos países do leste da Europa que resolveu expandir sua capacidade militar em face de uma possível agressão da Rússia após a anexação da Crimeia.

No ano passado, a Rússia instalou mísseis Iskaner com capacidade nuclear em seu enclave de Kaliningrado, na fronteira com a Lituânia e a Polônia. A ação provocou reação dos membros da OTAN, que começaram a realizar exercícios militares na região.

Agora, a Polônia se junta a Holanda, Alemanha, Espanha e Grécia como um dos poucos países europeus que possuem um sistema de defesa aérea Patriot. Os EUA também implantaram recentemente uma bateria Patriot na Lituânia, como parte dos exercícios multinacionais da Otan na região do Báltico.

Fonte: DW

 

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Brasil se junta ao esforço internacional pela busca ao ARA San Juan

Por: César A. Ferreira

As armas nacionais brasileiras se juntaram ao esforço internacional em apoio às buscas ao submarino S-42 ARA “San Juan”, sem contato nestas últimas 72 horas. O Navio de Socorro Submarino K-11 “Felinto Perry”, levantou âncora e zarpou nesta tarde do dia 18.11.2017. A belonave brasileira, classe fragata Type 22 Bach 1, F-49 “Rademaker”, juntou-se aos navios em missão de busca partindo do porto de Montevidéu, Uruguai. Outro meio flutuante da Marinha do Brasil designado para área de buscas e que se encontra próximo é o Navio Polar (vocacionado para pesquisas marinhas) H-41 “Almirante Maximiano”. A FAB, Força Aérea Brasileira se soma aos trabalhos de busca com duas aeronaves dedicadas: um P-3AM Orion e um.SC-105 SAR. Ambos possuem torretas flir, para busca no espectro infravermelho, e o P-3AM dispõe de um MAD – magnetic anomaly detector (ing), dispositivo que permite a detecção de uma massa metálica quando a aeronave sobrevoa a mesma.

O Navio de Socorro Submarino, NMB NSS K-11 “Felinto Perry” apresenta capacidade nominal de resgate até a profundidade de 300 metros. O navio possui facilidades como Sino Atmosférico de Resgate (300 m), câmera hiperbárica para oito mergulhadores, guindaste com capacidade para 30 toneladas, veículos de operação remota com câmera de vídeo e de sonar, bem como sistema de posicionamento dinâmico Kongsberg AOP 503 Mk.II, que permite que a embarcação permaneça alinhada com o ponto submerso de maneira constante.

Meios internacionais e corporativos

Vários outros meios navais e aéreos foram enviados para comporem os meios de buscas por forças armadas e corporações da América Latina, EUA e Europa. O Uruguai, sabe-se, enviou o ROU 26 “Vanguardia”, navio vocacionado ao salvamento que conta com plataforma para resgate subaquático e capacidade de oferecer energia e ar-comprimido para flutuação, bem como uma aeronave de esclarecimento marítimo King Air B200. O Chile comparece com o envio de uma aeronave CASA-295 ASW Persueder, que tal como o P-3AM da FAB possui um dispositivo MAD, e com o Navio da Armada do Chile AGS-61 Cabo de Hornos, dedicado a pesquisa oceânica, que dispõe de sensores eletroacústicos, sonar unidirecional, grua com capacidade para 30 toneladas e posicionamento dinâmico. Os EUA enviaram uma aeronave P-8A Poseidon (USNAVY). Uma aeronave P-3 que pertence à Nasa, mas que ainda contém um MAD, que estava a realizar pesquisas no sul do continente, incorporou-se as buscas. A USNAVY, por meio da URC – Undersea Rescue Command, prepara o envio por meio aéreo dos seguintes dispositivos de resgate: SRC (Submarine Rescue Chamber), ROV (Remotely Operated Vehicle) e PRM (Pressurized Rescue Module). Estes meios estão em transporte neste presente momento, via aérea, através de aeronaves C-17 Globemaster III e C-5 Galaxy, pertencentes ao AMC – Air Mobile Command, USAF.Os britânicos, por sua vez, independente da arrastada querela sobre as ilhas Falklands, participam das buscas com o navio de exploração polar HMS “Protector” e com o navio patrulha HMS “Clyde”, além de uma aeronave C-130.

Não só os meios estatais participam das buscas, os meios corporativos, desde pesqueiros a navios de apoio offshore, também o fazem. Dentre estes destaca-se o “Skandi Patagonia”, da empresa Total S.A.

Meios argentinos

Os argentinos destacaram para a área de busca numerosos meios navais e aéreos, tanto da Armada Argentina, como da Fuerza Aérea Argentina. Dentre os meios aéreos foram destacados um Beechcraft King Air B200 de esclarecimento marítimo, um Grumman S-2T Turbo Tracker (matrícula “2-AS-24”), dois helicópteros AS 555FN Fennec (matrículas “3-H-131” e “3-H-132”, um Lockheed P-3B Orion (matrícula “6-P-53”), estes da Aviación Naval. Da FAA tem-se um KC-130H (matrícula “TC-69”), apoiado por um Beechcraft 350ER MPA (matrícula PA-22) da Prefectura Naval.

Entre os meios navais inicialmente destacados pela Armada Argentina estão os navios ARA “Sarandi” (Meko 360), ARA “Rosales” (Meko 140) e ARA “Drummond”. Nesta manhã navegaram para se juntar aos esforços de busca e resgate, os navios oceanográficos ARA “Austral” e ARA “Puerto Deseado”, com especialistas do CONICET e do Serviço de Hidrografia Naval a bordo, necessários para operararem as sondas multi-feixes e os magnetômetros. Também zarparam as corvetas ARA “Spiro”, ARA “Espora” e ARA “Robinson”, o navio logístico ARA “Patagonia”, o destroyer ARA “Argentina” e o transporte ARA “Bahia San Blas”. A Prefectura Naval designou o navio GC-28 “Prefect Derbes” e o SB-15 “Tango”. Participa também deste esforço o navio de pesquisas oceanográficas BIP “Victor Angelescu”, que possui sonar de varredura de fundo.

Um detalhe interessante é que se faz uso do satélite de observação marinha, com radar de abertura sintética, pertencente ao CONAE/INVAP concebido de uma iniciativa conjunta da Argentina e da Itália.

Os meios navais tem por base Comodoro Rivadávia, encontro os meios aéreos estão sendo concentrados nas Bases Aeronavales Almirante Zar e Comandante Espora.

Área de busca

A área de busca delimitada pelo comando da Armada Argentina compreende o polígono definido pelas seguintes coordenadas: Ponto A. 44-20S 060-45W; Ponto B. 43-45S 057-50W; Ponto C. 45-20S 057-12W e Ponto D. 45-55S 060-07W. As condições estão longe de serem as ideais estando a visibilidade comprometida devido aos ventos intensos, forte precipitação e mar encapelado. O área geográfica exibe Estado de Mar 6, o que significa vagas entre 4 e 6 metros. O porta-voz da Armada Argentina, oficial Enrique Balbi, afirmou que a profundidade da área obedece a uma lâmina d’água de 340 metros. A Armada Argentina por certo conhece muito bem aquele trecho da plataforma continental.

O que pode ter acontecido?

Como é natural em ocasiões desta natureza especula-se muito. De fato o que se tem é uma perda de contato com o submarino. Quando um submarino sai em patrulha em tempos de paz é estabelecido um protocolo de comunicação, onde a cada espaço tempo previamente determinado deverá enviar uma mensagem reportando as coordenadas no qual se encontra. O S-42 ARA San Juan rompeu com este procedimento levando o Almirantado a iniciar os seus protocolos de busca. Não se tem certeza sobre nada, além da impossibilidade de contato com o referido submarino e o fato dele não ter sido detectado, o que devido aos meios de esclarecimento marítimo empregados leva a crer que ele esteja submerso. Neste caso não se sabe se este navega submerso, portanto com energia, ou se por acaso se encontra em repouso no leito marinho. A notícia mais recente aponta tentativas de comunicação por meio de telefone via satélite. O informe distribuído pelo Ministério da Defesa da República Argentina diz explicitamente em trecho destacado: “(…) Los intentos indicarían que la tripulación intenta establecer contacto y se trabaja para precisar su localización exacta. Las llamadas, de entre 4 y 36 segundos, fueron recibidas entre las 10.52 y las 15.42 en distintas bases de la Armada, aunque no llegaron a establecer contacto”. Estas chamadas teriam se dado na tarde de sábado, 18.11.2017.

Espera-se que de todas as hipóteses não tenha acontecido o pior cenário, que seria o do naufrágio do S-42 ARA San Juan, pois naufrágios de submarinos tem por costume serem absolutos no que tange às casualidades. Neste contexto, a se confirmar o informe das tentativas de contato de telefone via satélite, o quadro que se forma é maior alento.

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6 pontos para prestar a atenção nas eleições do Chile neste domingo

Ex-presidente Piñera lidera pesquisas de intenção de voto para suceder a presidente Bachelet | Foto: Martin Bernetti/AFP

Marcia Carmo

Neste domingo, os chilenos votam em primeiro turno para escolher o sucessor da presidente socialista Michelle Bachelet. A disputa envolve oito candidatos, entre eles um ex-presidente e um jornalista. A expectativa é de que menos da metade dos eleitores chilenos compareçam – o voto não é obrigatório no país.

Pesquisas de intenção de voto indicam que o Chile pode viver um cenário político parecido com o de 2010. Naquele ano, Bachelet passou a faixa para Sebastián Piñera. Quatro anos depois, em 2014, foi Piñera quem “devolveu” a faixa para Bachelet.

Este ano, Piñera é candidato novamente, por uma coalisão conservadora. Pesquisas eleitorais apontam que ele tem a liderança isolada, com 44% das intenções de voto. É mais que o dobro do segundo lugar, o jornalista e senador Alejandro Guillier, de centro-esquerda, próximo de Bachelet.

“Piñera tem chances de ganhar porque a esquerda nunca esteve tão dividida”, afirma Marta Lagos, diretora da ONG Latinobarómetro. Pela primeira vez, a frente de centro-esquerda disputará a cadeira do Palácio presidencial de La Moneda com mais de um candidato.

Além disso, a desaceleração da economia chilena “influencia” o voto em Piñera e “complica” as chances de Guillier, segundo Guillermo Holzmann. professor de Ciências Políticas da Universidade de Valparaíso.

“A percepção é de que a economia está estancada e que, com Piñera, voltaria a crescer”, diz Holzmann. O Chile cresce menos de 2% ao ano, afetado pelo desempenho da China.

Caso as pesquisas se confirmem, Piñera não terá força para vencer no primeiro turno, apesar de estar na liderança. Para isso, precisaria de mais de 50% dos votos. O segundo turno está previsto para 17 de dezembro. O eleito só será empossado em março de 2018.

Veja 6 pontos para prestar atenção nas eleições no Chile neste domingo:

1 – Qual é o legado de Bachelet?

O governo de Michelle Bachelet implementou medidas importantes, como reformas educativa e tributária e a descriminalização do aborto em casos de estupro ou de risco para a mãe.

“As medidas implementadas por Bachelet significam uma mudança cultural para os chilenos”, opina Marta Lagos, da ONG Latinobarómetro.

Já o analista Guillermo Holzmann acredita que a herança de Bachelet tem pontos negativos: “A reforma tributária, por exemplo, gerou uma série de distorções, e elas deverão ser revistas pelo próximo governo”.

Lagos e Holzmann observam que Bachelet teve falhas que acabaram abrindo caminho para a possível eleição de Piñera, seu opositor.

Além disso, um caso de corrupção que envolveu um filho de Bachelet reduziu seu apoio popular.

A presidente costuma ser mais elogiada no exterior do que no seu país. Conta com cerca de 40% de popularidade – longe dos cerca de 80% de apoio registrados ao concluir seu mandato anterior, em 2010.

A expectativa é de que, ao deixar o governo, volte a ter um posto nas Nações Unidas, onde foi diretora da ONU Mulheres.

Eleições vão escolher sucessor de Michelle Bachelet | Foto: Christian Miranda/AFP

2 – Sebastián Piñera vai retornar?

Empresário milionário, com doutorado em economia na Universidade Harvard, nos EUA, Piñera governou o Chile entre 2010 e 2014. Seus opositores o acusaram de conflito de interesses em diferentes ocasiões, o que ele nega.

“Em termos de conflito de interesse, Piñera sempre nos surpreende”, disse o deputado do Partido Comunista (PC), Daniel Núñez. Segundo ele, o ex-presidente teria criado uma lei de pesca após suas empresas terem investido no setor.

A acusação de conflito de interesses contra Piñera também apareceu na campanha política deste ano. Seus aliados dizem que as denúncias “são fantasmas sem embasamento”.

Piñera prometeu reativar a economia e reduzir o tamanho do Estado, buscando atrair investimentos internacionais.

“Quando chegou à Presidência pela primeira vez, Piñera governou com tecnocratas. Agora, tende a ser mais político”, considera Holzmann. Analistas econômicos observam que o mercado vê com bons olhos a eleição de Piñera.

No fechamento da campanha, na quinta-feira à noite, Piñera disse que esta campanha “não foi fácil, porque faltaram projetos por parte dos vários candidatos e houve clima de ódio” contra ele e sua família.

Piñera discursa em comício no Chile; ex-presidente é o favorito nas eleições deste domingo | Foto: Ivan Alvarado/Reuters

3 – Eleitores chilenos estão apáticos

A desconfiança nas instituições contribui para que os eleitores chilenos estejam apáticos em relação ao pleito, segundo analistas.

No país, a percepção é de que “os políticos estão mais preocupados com suas próprias vidas e não com a do eleitor”, avalia Holzmann.

A coordenadora de Governabilidade Democrática do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Marcela Ríos, disse à imprensa local que a apatia eleitoral também está vinculada ao “deficit de formação cidadã” e ao fato de que “muitos chilenos já não se sentem representados pelos partidos políticos”.

Na tentativa de atrair mais eleitores, o governo anunciou que o transporte público será gratuito neste domingo.

4 – Economia do Chile está em baixa

O baixo preço do cobre, principal produto de exportação chileno, influenciou o desempenho da economia do país durante a atual gestão de Bachelet.

“No primeiro governo, Bachelet governou com alto preço do cobre. Na gestão atual, o preço caiu pela metade”, afirma Lagos. “Agora, o cobre voltou a subir. Se continuar assim, ajudará a economia no próximo governo”, completa Holzmann.

Analistas apontam ainda que o menor crescimento da China influenciou o atual ritmo da economia do Chile. A China é um dos principais sócios comerciais do país.

Segundo a Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), a economia chilena deve crescer apenas 1,4% este ano.

Na sexta-feira, a presidente Bachelet disse que a “economia está recuperando suas forças” graças a medidas tomadas pelo seu governo, como reformas econômicas. Falou ainda que seu sucessor “não terá desculpas para não manter os avanços da (atual) gestão”.

5 – Quem é Guillier, o ‘herdeiro de Bachelet’?

Guillier é conhecido no país por sua carreira no rádio e na TV. Ele teve programas em que questionava políticos e a gestão pública, como o Factor Guillier.

É visto como a continuidade de Bachelet. Na quinta-feira, no encerramento da sua campanha, seus seguidores gritavam “pelo amor a Bachelet, votaremos em Guillier”.

Ao contrário do esperado no início de sua campanha, não conseguiu aglutinar o apoio da esquerda e da centro-esquerda. No entanto, contou com apoio de grande parte das legendas que respaldam o governo da presidente socialista. Exceto a histórica Democracia Cristiana (DC), que disputa a eleição com candidata própria.

O candidato apoia as iniciativas da presidente Bachelet e discorda de Piñera em relação a temas como a presença do Estado na economia e políticas voltadas para os índios mapuches.

“Quero dizer à direita que nossos povos originários não são terroristas e que vamos reconhecê-los constitucionalmente”, disse Guillier.

Guillier participa de evento de campanha no Chile; jornalista é considerado o herdeiro de Bachelet | Foto: Rodrigo Garrido/Reuters

6 – De apoiadores de Pinochet a seguidores de Allende

Entre os oito candidatos à Presidência, dois trouxeram à tona lembranças do golpe militar no Chile de 1973, que retirou Salvador Allende do poder, e da posterior ditadura liderada por Augusto Pinochet, que durou até 1990.

O candidato José Antonio Kast (também conhecido pela sigla JAK), que conta com cerca de 5% das intenções de votos, foi definido como “neo pinochetista”. Contrário ao aborto em qualquer circunstância, ao casamento entre as pessoas do mesmo sexo e à imigração, Kast disse que Pinochet votaria nele neste domingo, se estivesse vivo.

Já o candidato Eduardo Artés, do Partido Unión Patriótica (UPA), acha que o Chile estaria melhor se o ex-presidente socialista Salvador Allende, deposto e morto no golpe de 1973, tivesse recebido mais apoio popular. Professor aposentado do ensino básico, Artés se define como comunista e diz que está à frente de uma coalizão que inclui representantes dos “proletários e marxistas”.

Fonte: BBC Brasil.com