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Coreia do Norte descarta negociações sobre armas nucleares

Embaixador da Coréia do Norte nas ONU em entrevista à Reuters na Missão Permanente da Coréia do Norte em Genebra, Suíça, 17 de novembro de 2017.

Por Stephanie Nebehay

A Coreia do Norte descartou nesta sexta-feira a possibilidade de negociações com Washington enquanto exercícios militares conjuntos entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul continuarem, e disse que o programa de armas atômicas de Pyongyang permanecerá como uma dissuasão a uma ameaça nuclear dos EUA.

Em entrevista à Reuters, Han Tae Song, embaixador da Coreia do Norte na Organização das Nações Unidas em Genebra, minimizou as novas sanções que o governo Trump disse estar preparando, assim como a possibilidade de a Coreia do Norte ser adicionada a uma lista dos Estados Unidos de países que patrocinam o terrorismo.

A Coreia do Sul e os Estados Unidos concordaram nesta sexta-feira em continuar trabalhando em uma solução pacífica para a crise nuclear da Coreia do Norte, mas um diplomata norte-americano disse que é difícil avaliar as intenções de Pyongyang já que não houve “nenhum sinal”.

Han, questionado sobre as conversas bilaterais em Seul, respondeu: “Enquanto houver uma contínua política hostil contra o meu país pelos Estados Unidos e enquanto houverem contínuos jogos de guerra na nossa porta, não haverá negociações.”

“Existem contínuos exercícios militares usando bens nucleares assim como porta-aviões, e bombardeiros estratégicos… aumentando tais tipos de exercícios militares contra o meu país”, disse.

Han, que é embaixador para a Conferência de Desarmamento da ONU, estava falando na missão da República Popular Democrática da Coreia em Genebra, onde a Coreia do Norte e os Estados Unidos chegaram a um acordo nuclear em 1994 que depois se desintegrou.

“Meu país continuará a desenvolver sua capacidade de autodefesa, cujo eixo são as forças nucleares e a capacidade para um triunfante… ataque enquanto os Estados Unidos e forças hostis continuarem com ameaças nucleares e chantagens”, disse Han.

“Nosso país planeja a conclusão máxima da força nuclear”, disse.

Fonte: Reuters

 

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Conheça o Esquadrão Poti, o 2º Esquadrão do 8º Grupo de Aviação da FAB

O 2º Esquadrão do 8º Grupo de Aviação (2º/8º GAV) ou Esquadrão Poti é uma unidade aérea da Força Aérea Brasileira.

Até o final de 2010, esteve sediado na Base Aérea de Recife, quando então se mudou para a Base Aérea de Porto Velho. O esquadrão operou as aeronaves , UH-1 IroquoiseHB-50 Esquilo. Atualmente opera a aeronave de fabricação russa AH-2 Sabre

A tarefa principal do Esquadrão Poti é a de Superioridade Aérea, sendo a missão de Busca e Resgate relegada ao passado. A Unidade é treinada para realizar combates contra helicópteros e aviões, emprego ar-solo e ar-ar e realiza a Escolta nos pacotes de CSAR, Interceptação, além da Patrulha Aérea de Combate. Seus pilotos têm características um pouco mais agressivas, comuns nos pilotos de caça, devido ao tipo de treinamento pelo qual passam desde sua chegada na Unidade.

Características marcantes do grupo são o espírito de corpo ativo, combatividade muito acirrada, preparo teórico e habilidade manual acima da média, capacidade de liderança grande e cumplicidade alta entre seus pilotos. Todos os pilotos que já passaram pela Unidade ostentam com orgulho os distintivos de operacionalidade mesmo quando já fora do Esquadrão ou, quando na reserva da Força Aérea.

https://youtu.be/yZbRpK_rIc0

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Defesa Meios Navais Patrulheiros Sistemas de Armas Sistemas Navais

Marinha de Cingapura dá "salto quântico" com a adição de 2 navios em serviço.

By: Mike Yeo

MELBOURNE, Austrália – Cingapura comssionou o segundo e terceiro navios de missão do litorânea construídos localmente para sua Marinha, enquanto que o navio líder da classe se desdobra para o exterior pela primeira vez.

Os dois navios, RSS Sovereignty e RSS Unity, foram introduzidos na Marinha da República da Cingapura em uma cerimônia terça-feira na RSS Singapura, uma das duas principais bases do serviço.

Falando na cerimônia de comissionamento, o ministro da Defesa, Ng Eng Hen, chamou os navios de “salto quântico” em comparação com os antecessores da classe Fearless, destacando suas características como a ponte integrada e o mastro, bem como o sua tripulação de 30 pessoas.

Ng também acrescentou que o navio líder da classe RSS Independence, que havia sido comissionado em maio, recentemente partiu para sua primeira viagem ao exterior como parte de um grupo tarefa da Marinha, participando de um exercício marítimo regional no Golfo da Tailândia antes de participar de uma revisão da frota internacional em Pattaya, na Tailândia.

Cingapura irá eventualmente operar oito dos navios de missão litorânea de 80 metros, ou LMV, com o quinto navio já lançado pelo estaleiro ST Marine em setembro deste ano. Espera-se que o último dos navios seja contratado em 2020, e eles substituirão 11 navios de patrulha de 55 metros da classe Fearless, que estão sendo retirados de serviço progressivamente.

Desenvolvido conjuntamente pela Marinha e Agência de Ciência e Tecnologia da Defesa de Cingapura, os LMVs são navios de multimissão projetados com flexibilidade e modularidade. Embora modestamente armados, os navios podem ser equipados com uma variedade de módulos de missão, incluindo sistemas em contêineres para executar uma variedade de tarefas de segurança marítima, como contramedidas de minas, assistência humanitária e anti-pirataria.

Os navios também têm uma única rampa de popa gêmea da Palfinger Marine Norway AS usada para o rápido lançamento e recuperação de pequenas embarcações e embarcações de superfície não tripuladas de até 11 metros de comprimento. Os navios também estão equipados com uma plataforma para operação de helicópteros, para helicóptero de porte médio e que pode ser usado para operação aeronaves não tripuladas e/ou helicópteros.

Os LMVs foram recentemente observados com o Indicador Avançado de Declive Estabilizado da Aeronautical & General Instruments Limited na parte traseira da superestrutura do navio para auxiliar nas operações de pouso de helicóptero.

E, de acordo com o tenente Chew Chun Chau, chefe do escritório do projeto LMV, a Marinha está colocando as capacidades de helicópteros do LMVs em teste através de ensaios utilizando os helicópteros Lockheed Martin S-70B Seahawk e o Airbus AS332M / M-1 Super Puma da República da Singapura.

Cingapura atualmente opera seis S-70Bs, principalmente no papel anti-submarino a bordo das fragatas da classe Formbidable da Marinha. Dois Seahawks adicionais foram pedidos e serão entregues no final deste ano, de acordo com David Boey, membro do Conselho Consultivo de Cingapura sobre Relações Comunitárias em Defesa.

No entanto, outra fonte próxima ao programa disse à Defense News que os helicópteros só chegarão em Cingapura no início de 2018. Os Seahawks de Cingapura estão equipados com o radar de vigilância marítima ANP / APS-143 da Telephonics e o Sonar Ativo de longo raio para helicópteros da L-3 Ocean Systems, este último como parte de sua suíte de guerra anti-submarino.

Um estado insular do sudeste asiático estrategicamente localizado onde o ocupado Estreito de Malacca atende o Mar da China Meridional, Cingapura é fortemente dependente do tráfego marítimo comercial que passa por sua vizinhança, que tem como parte dos desafios de segurança marítima incluindo a pirataria.

O país também é um parceiro de segurança dos Estados Unidos e tem sido um forte defensor da presença militar dos EUA na região, hospedando centros de logística para visitas de navios de guerra e aeronaves dos EUA, bem como desdobramentos rotativos dos Navios de Combate de Litoral da Marinha dos EUA.

 

Fonte: Defense News

Tradução e adaptação: Luiz Medeiros

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Braço Forte Defesa

Ato de lealdade

Imagem meramente ilustrativa- Plano Brasil

No meio jurídico, a expressão latina “data venia” é muito conhecida. Pode significar “dada a licença”, “dada a permissão” ou “com o devido respeito”. Ao ser empregada em diversos contextos jurídicos, como forma de respeito ao superior ou ao colega, essa sentença representa a maneira polida de começar um argumento discordante sobre algo que acabara de ser apresentado, o que evita ao emissor ser mal interpretado ou taxado de arrogante.

Nesse ambiente, o profissional do direito deve assumir a responsabilidade pelas opiniões e ideias que apresenta, ainda que, para fazê-lo, tenha que discordar dos interlocutores. Todavia, é imprescindível que se ancore à discordância, a coragem moral, a iniciativa e o respeito, para que não se perca a chance de agregar valor à discussão e de beneficiar toda a instituição com a riqueza da diversidade de pensamentos. Esse conjunto de concepções pode ser identificado como discordância leal.

Na Inglaterra do Século XVIII, o conceito de discordância leal teve origem na ideia de uma “oposição leal à sua Majestade”, na qual o partido derrotado nas eleições poderia expressar suas opiniões de forma legítima, sem o risco de ser acusado de traição. A lealdade, nesse caso específico, significava fazer, com absoluta responsabilidade, sugestões pertinentes ou críticas construtivas, em prol dos legítimos interesses da sociedade representada. A “contrario sensu”, seria desleal não expressar as opiniões sinceras ou não discordar simplesmente para procrastinar ou tumultuar os processos. Sob o mesmo ponto de vista, é possível transportar tal conceito do ambiente político, empresarial e jurídico para o meio militar.

Nas Forças Armadas, que preveem o posicionamento hierárquico entre seus membros, uma sugestão ou uma manifestação diante de militar superior podem ser recebidas de diferentes maneiras: como a expressão plena da lealdade ou como algum tipo de afronta. Cabe ao superior hierárquico saber distinguir uma situação da outra. Destaca-se que não se trata de discordar meramente, mas de assessorar sob outra perspectiva, com efetividade e competência. O objetivo é somente agregar mais subsídios antes da tomada de decisão.

Ter esse tipo de comportamento, mesmo em ambiente disciplinado e hierarquizado, não só é possível, mas também desejável, desde que seja de maneira educada, construtiva e oportuna. Ao se desenvolver desse modo, tal idiossincrasia estimula a reflexão e enriquece o processo decisório, sem prejuízo da disciplina intelectual, pois, uma vez esgotada a fase argumentativa, o Comandante decidirá. Desse momento em diante, a lealdade estará em cumprir a decisão como se fosse sua, independentemente de opiniões pessoais.

Militares com certas iniciativas podem ser incompreendidos. Contudo, os chefes que sabem aproveitar essa forma de manifestação conquistam mais do que a mera obediência de seus subordinados. Eles angariam o respeito e a confiança, que só podem ser traduzidas em uma palavra: lealdade.

Em qualquer nível hierárquico, saber ouvir é virtude que todo líder deve possuir. Aqueles que tiveram experiências positivas ao ouvirem e ao ser ouvidos, certamente, saberão reproduzi-las. Ao reconhecer no subordinado que se expressa corretamente, o mesmo ímpeto e entusiasmo que ele próprio detinha, o líder será capaz de explorar essa atitude corajosa em benefício do comando.

Quem emprega a lealdade como atitude natural, demonstrando abnegação e coragem, preocupa-se com a Instituição e com o bem-estar de seus integrantes. Mesmo arriscando possível desaprovação do chefe ou dos companheiros, esse militar é capaz de apresentar seu ponto de vista sem revestir-se de desobediência. Essa conduta tem a finalidade de exercitar a disciplina e a coragem moral, além de reforçar a cadeia de Comando. Entretanto, tal atitude depende de variados fatores, como a escolha do momento e local apropriados, a forma adequada de explanação e o estilo de liderança.

Recentemente, o Exército Brasileiro (EB) instituiu o cargo de Adjunto de Comando. A atribuição a um graduado de assessorar o comando, em aspectos relativos às praças, enfatiza o processo de transformação do EB, dentro do espectro mais importante: a dimensão humana. Essa iniciativa pioneira permite à Força, de maneira sistemática e institucionalizada, desfrutar do ponto de vista e das experiências diferenciadas desses militares. Com a ampliação do rol de ferramentas de apoio à decisão, os graduados, agindo com lealdade, ética e imparcialidade, reforçam a autoridade do comando e contribuem para o comprometimento e o bem-estar da tropa.

Reunindo as lições colhidas por décadas, dentro dos mais variados ambientes de trabalho pelo mundo, conclui-se que esse perfil de lealdade não prejudica a disciplina, tampouco mina a liderança dos chefes. Ao contrário, quando bem aplicado, reforça a autoridade do comandante, agrega valor e aumenta o comprometimento do grupo. Os subordinados realmente leais serão reconhecidos pelas iniciativas e contribuições para o êxito da organização militar (OM) e servirão de exemplo para todos.

Em síntese, cabe ao líder, em todos os níveis, estabelecer as condições adequadas para o desenvolvimento e a aplicação da lealdade de maneira devida e produtiva, evitando os excessos. A total falta de iniciativa e comprometimento e a dissensão frequente e desmedida em nada contribuirão para o sucesso das pessoas e, muito menos, da fração da OM.

Vale lembrar que é preciso ser extremamente leal, não apenas ao comando e à Instituição, mas principalmente a si mesmo, a fim de dizer o que precisa ser dito nas oportunidades em que for necessário. É imprescindível ter, ainda, a coragem moral e a abnegação para fazer cumprir a decisão tomada como se fosse sua, pois, só assim, o emprego dessa lealdade específica será profícuo.

Por isso, antes de qualquer julgamento, é fundamental que todo líder militar busque a essência da lealdade dentro de si, uma vez que, em algum momento da carreira, ele carregou o mesmo desejo de expressar suas opiniões. Além disso, é importante propor melhorias e sugestões em benefício das Unidades militares e de todo o Exército.

Fonte. EBlog

“Braço Forte”

… É o nome da mais nova coluna que surgiu de uma parceria do Centro de Comunicação Social do Exército (CCOMSEX) e o Plano Brasil.

Criada com o objetivo de difundir as informações do Exército Brasileiro, a coluna divulgará os conteúdos produzidos pela Agência “Verde Oliva” bem como, trabalhos dos autores do Plano Brasil para os seus leitores, mantendo-os atualizados de maneira dinâmica, com informações segmentadas.

Esta iniciativa reforça o compromisso do Plano Brasil com os seus leitores e busca assim atender a sua missão primeira, difundir e dinamizar o conhecimento a cerca do setor de Defesa e Geopolítica de forma atualizada…

E.M.Pinto

Os conteúdos dos artigos publicados nesta coluna são de total responsabilidade dos autores e não representam, necessariamente, a opinião do site.

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Defesa Economia Estados Unidos

O Congresso encaminha à Trump orçamento militar de 700 bilhões

Por Richard Lardner, The Associated Press

WASHINGTON – O Congresso enviou nesta quinta-feira ao presidente Donald Trump um projeto abrangente de política de defesa que autoriza um orçamento de 700 bilhões de dólares para os militares, incluindo bilhões de dólares para programas de defesa antimíssil visando contrapor a crescente ameaça de armas nucleares da Coréia do Norte.

O projeto de autorização de defesa para 2018 navegou através do Senado por voto de voz. A Câmara aprovou a medida no início desta semana.

Os parlamentares americanos alegam que as dezenas de bilhões de dólares extra são muito necessários para reaprovisionar os militares dos Estados Unidos, exauridos por anos de combate e um processo orçamentário que deixa as forças armadas americanas inseguras sobre quanto de recursos receberão a cada ano.

Mas ainda há um porém. Enquanto o orçamento militar de 700 bilhões é uma poderosa declaração política, o plano de 700 bilhões permanece especulativo até o Congresso concordar em reverter uma lei de 2011 que estabelece limites rígidos aos orçamentos federais, incluindo o Departamento de Defesa. O limite exigido pela lei sobre despesas de defesa nacional para o exercício de 2018 é de 549 bilhões.

Republicanos e Democratas não conseguiram chegar a um acordo até agora. Muitos republicanos defendem a flexibilização das bonificações apenas para despesas de defesa. Mas os democratas também querem aumentar os orçamentos para outras agências governamentais.

Se eles (Republicanos e Democratas) não conseguirem chegar a um acordo, o Congresso poderá ser forçado a usar novamente notas “tampão” de despesas. Sob estas medidas de curto prazo, o orçamento do Pentágono fica bloqueado nos níveis atuais e os serviços militares podem ser impedidos de iniciar novos programas ou encerrar os antigos. As principais autoridades militares declararam que as medidas “tampão” os obrigaram a mudar o destino de recursos que seriam para novas armas mudando para pagar as operações em curso

 

Fonte: Defense News

Tradução e adaptação: Luiz Medeiros

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América do Sul América Latina Defesa Meios Navais Opinião Sistemas Navais

Armada Argentina efetua buscas ao ARA San Juan

Por: César A. Ferreira

 

O submarino da Armada Argentina ARA San Juan perdeu contato às 00:30 horas (horário padrão – Greenwich) do dia 15.11.2017, quando navegava submerso no través de Puerto Madryn, desencadeando uma operação de busca por parte desta Armada. A última posição conhecida do submarino foi 46º 44’ de latitude sul e 59º e 54’ oeste. A belonave executava missão de patrulha na ZEE (Zona Econômica Exclusiva) da República Argentina.

Este acidente provoca neste presente momento sentimento de comoção extrema em Puerto Belgrano, já na Base Naval de Puerto Belgrano a situação é tensa e de grande preocupação. O sentimento dos populares agrava-se por não haver até a presente data um comunicado oficial sobre o sinistro e as operações realizadas visando o resgate do referido submarino.

O site M1 cita declaração ao veículo C5N, do especialista naval Fernando Morales: “(…) aparentemente não há vítimas (…) é uma informação a ser confirmada”. Informa o especialista que o ARA San Juan não estaria mais desaparecido, mas localizado, “(…) aparentemente, houve um problema com as baterias, um submarino não pode ser propulsionado com um motor diesel quando está submerso. Se houve um incêndio nas baterias, ficou sem comunicação e propulsão”, afirmou o especialista.

Localização do sinistro do ARA San Juan. Bing Maps.

A partir da perda de contato zarparam com urgência para a área estimada do sinistro do ARA San Juan duas corvetas da Armada Argentina, bem como decolou uma aeronave de esclarecimento marítimo. Neste presente momento um rebocador de alto-mar juntou-se as buscas. Não se tem certeza alguma do estado geral do submarino, se o mesmo realizou uma emersão de emergência estando à deriva na superfície, ou se ainda submerso.

O ARA San Juan é um submarino da classe TR-1700, projetado e construído pela empresa alemã Thyssen Nordseewerke e que sofreu uma atualização recente dos seus sistemas de propulsão em reparos de modernização de meia-vida nas instalações do CINAR. Este trabalho envolveu corte de casco, troca das baterias, troca dos quatro alternadores (4.000 ampéres) e dos  motores diesel MTU 16 cilindros em “V” (1.200 Kw). Os motores elétricos foram revisados, bem como os berços e amortecedores dos motores. Estes trabalhos foram realizados em 24 meses e finalizados em 2014, estando a belonave, segundo o Ministro da Defesa da época, Sr. Agustin Rossi, apto para mais 30 anos de serviço.

A tripulação do submarino ARA San Juan é composta por 37 submarinistas, sendo que deles  oito são oficiais. Até o presente momento não foi divulgada pelo almirantado argentino os nomes dos tripulantes do submarino sinistrado.

A realização desta nota contou com material dos sites M1, La Nácion e RT Espanhol.

Nota do Autor: uma das belonaves dedicadas às buscas é a ARA Sarandi, corveta classe MEKO 360 H2. A aeronave que efetua as buscas é o S-2T “Turbo Tracker” da força aeronaval da Armada Argentina. O Almirantado da República Argentina entrou em contato com os familiares dos tripulantes, mas não divulgou a lista dos mesmos para a imprensa, limitando-se a uma nota protocolar por meio de um oficial como porta-voz. A Armada da República Oriental do Uruguai enviou o navio de resgate ROU Maldonado (R OU 23), até o presente momento se desconhece o envio de qualquer meio de resgate da Marinha do Brasil, ou de esclarecimento da Força Aérea Brasileira.

É preciso ser dito que toda a esperança repousa na esperada emersão de emergência do submarino, pois, a lâmina de água na região exibe aproximadamente 900 metros de profundidade e caso esteja em repouso no leito matinho nada mais se poderá fazer pelos tripulantes do que lhes jogar coroas de flores.

 

Fonte: Debate Geopolítico

 

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Braço Forte Brasil História

Castello Branco: o homem, o chefe militar, o estadista

Por: Gen Bda Luiz Eduardo Rocha Paiva

​Em 2005, a Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME) completou um século de existência. Na época, eu a comandava e propus, ao Comandante do Exército, que ela recebesse a denominação histórica de “Escola Marechal Castello Branco”. Para respaldar a proposta, elaborou-se um documento, no qual foram ressaltadas as qualidades morais, éticas e profissionais do cidadão, chefe militar e estadista, bem como sua forte relação com a Escola. O texto, a seguir, tem o citado documento institucional como fonte, não havendo, portanto, autor específico.

Castello Branco – O homem

Nasceu em Messejana (CE), em 20 de setembro de 1900, filho do Capitão Cândido Borges Castello Branco (mais tarde, General de Brigada) e de Antonieta Alencar, descendente do escritor José de Alencar. Foi educado segundo sólidos princípios e valores morais e éticos, que forjaram caráter íntegro e firme. Esse atributo, a invulgar inteligência, o raciocínio ágil e lúcido e a diferenciada visão estratégica alicerçaram o respeito e a admiração dos que com ele conviveram ou daqueles que estiveram sob sua liderança, no meio civil e na carreira das armas.

Em 1922, casou-se com Argentina Viana, de tradicional família mineira, com quem teve dois filhos – Antonieta e Paulo. Um ano antes de assumir a Presidência da República, quando comandava o IV Exército em Recife (PE), sua esposa faleceu.

Castello Branco – O chefe militar

Foi declarado oficial de Infantaria em 1921 e, desde cedo, segundo o General Octávio Costa, “firmou-se frente aos subordinados pelos valores morais, capacidade intelectual, tenacidade, dedicação integral à missão e competência profissional”. Teve longa passagem na Escola Militar do Realengo, formando os cadetes. A primeira vez, na função de instrutor; na segunda, comandando o Curso de Infantaria.

A participação de Castello Branco na Força Expedicionária Brasileira (FEB), desempenhando a função de E3 da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária, consolidou sua ascendente trajetória profissional. Na Itália, sob pressão extrema, manteve estabilidade emocional e planejou, com habilidade, as grandes vitórias da FEB nos Montes Apeninos e no Vale do Rio Pó. Assim, consolidou seu já elevado conceito entre subordinados, companheiros e chefes militares, brasileiros e estrangeiros.

Foi instrutor, diretor de ensino e comandante da ECEME, conduzindo a elaboração do Manual de Estado-Maior e Ordens e do Regulamento de Operações; e a atualização do Método de Trabalho de Comando. Orientou a evolução da doutrina de concepção francesa, da 1ª Grande Guerra para a norte-americana, emergida nos anos 1940. Teve o mérito de adaptar essa última às características e aos desafios futuros do Exército Brasileiro.

Cultuava a tradição, mas suas palavras mostram que sabia distingui-la de rotina: “A rotina é a tradição corrompida, deturpada e morta, ao passo que a tradição é a conservação do passado vivo. É a luta contra a morte do passado. É a entrega, a uma geração, dos frutos da geração passada. Separar o que merece durar. Deixar sair o que merece perecer”.

Castello Branco – O estadista

Data da foto: 04/1964
Castello Branco assinando o termo de posse na Presidência da República.

No cenário conturbado que levou ao vitorioso Movimento Civil-Militar de 31 de Março de 1964, foi o líder naturalmente escolhido pelos pares e acolhido, no nível político, para conduzir os destinos do País, ao ser eleito presidente pelo Congresso Nacional, mantido aberto pelo Comando Revolucionário. Sua atuação na Presidência da República estabeleceu as bases para o extraordinário desenvolvimento que elevou o Brasil, nos anos seguintes, da 48ª para a 8ª economia mundial. Por outro lado, foi exemplo do que deve ser o caráter de todos os que ascendem à liderança em qualquer instituição ou nação.

Seu discurso de despedida da Presidência da República revela um verdadeiro estadista:
“Não quis nem usei o poder como instrumento de prepotência. Não quis nem usei o poder para a glória pessoal ou a vaidade dos fáceis aplausos. Dele nunca me servi. Usei-o, sim, para salvar as instituições, defender o princípio da autoridade, extinguir privilégios, corrigir as vacilações do passado e plantar com paciência as sementes que farão a grandeza do futuro […]. E se não me foi penoso fazê-lo, pois jamais é penoso cumprirmos o nosso dever, a verdade é que nunca faltaram os que insistem em preferir sacrificar a segurança do futuro em troca de efêmeras vantagens do presente, bem como os que põem as ambições pessoais acima dos interesses da Pátria. De uns e outros desejo esquecer-me, pois a única lembrança que conservarei para sempre é a do extraordinário povo, que na sua generosidade e no seu patriotismo, compreensivo face aos sacrifícios e forte nos sofrimentos, ajudou-me a trabalhar com lealdade e com honra para que o Brasil não demore a ser a grande nação almejada por todos nós.”

Este é um pequeno resumo do que foi Castello Branco – o homem, o chefe militar e o estadista.
Que falta faz um cidadão desse naipe na liderança política, nesse cenário conturbado e ameaçador como o vivido no Brasil de hoje!

Sobre o Autor:
General – de -brigada Luiz Eduardo Rocha Paiva, Aspirante a Oficial da Arma de Infantaria em 15/ 12/ 1973, na Academia Militar das Agulhas Negras e promovido a General-de-Brigada em 31/ 03/ 2003. Passou à reserva remunerada em 31/ 07/ 2007, quando era Secretário-Geral do Exército.
Possui doutorado em Aplicações, Planejamento e Estudos Militares na Escola de Comando e Estado–Maior do Exército (ECEME – RJ) – 1988/1989.Mestrado em Aplicações Militares na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (ESAO – RJ) – 1982; Pós Graduação Lato Sensu em Política, Estratégia e Alta Administração Militar – Especialização, com ênfase em Estratégia, na ECEME – RJ – 2000; Pós Graduação Lato Sensu MBA Executivo do Exército Brasileiro – Especialização, na FGV – RJ – 2000; Graduação em Aplicações Militares na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN –RJ) – 1970/1973; estagiou na 101ª Air Assault Division, do Exército dos EUA, onde fez o curso de operações aeromóveis na Air Assault School; foi Observador Militar das Nações Unidas em El Salvador – América Central e fez o Curso de Estado-Maior na Escola Superior de Guerra do Exército Argentino. Comandou o 5º Batalhão de Infantaria Leve (Regimento Itororó), em Lorena – SP, quando cumpriu missão de pacificação em conflito entre o MST e fazendeiros no sul do Pará, em 1998. Como oficial-general foi Chefe da Assessoria Especial do Gabinete do Comandante do Exército, encarregada de implantar o Programa Excelência Gerencial do Exército, comandou a Escola de Comando e Estado – Maior do Exército e foi Secretário -Geral do Exército. É Professor Emérito da Escola de Comando e Estado – Maior do Exército, membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil e colaborador do Centro de Estudos Estratégicos do Exército. Recebeu diversas condecorações e medalhas nacionais e estrangeiras e tem publicado artigos sobre temas políticos e estratégicos, em jornais e revistas nacionais e estrangeiras, desde que passou para a reserva em 2007.

Fonte: EBlog

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Acidentes e Catástrofes América do Sul Defesa Destaques Navios

Está desaparecido um submarino argentino TR-1700 com 37 tripulantes

O submarino ARA – San Juan – que perdeu o contato com a Marinha argentina há dois dias, é um navio de ataque construído na Alemanha. Foto: Télam

A embarcação foi vista pela última vez na manhã da quarta-feira (15) antes de ter sumido dos radares.

Segundo informa o jornal La Nación, o navio ARA San Juan desapareceu na zona sul do mar Argentino em 15 de novembro. De acordo com o jornal Clarín, o navio contava com 37 pessoas a bordo, entre elas, oito oficiais.

Quanto às razões de desaparecimento, o portal Jornada indica que o submarino perdeu o contato quando realizava manobras rotineiras.

Duas corvetas e um avião da Marinha participam da operação de busca no Golfo de San Jorge, perto de Puerto Madryn, comunica o La Nación, acrescentando que a busca começou devido à “perda de conexão das comunicações”.

De 2008 a 2014, o submarino ARA San Juan que entrou em serviço em 1985, passou por reparos no estaleiro argentino Tandanor para estender sua durabilidade por mais 30 anos.

Durante a reparação foram substituídos quatro motores de diesel, motores de propulsão a jato e 960 baterias, válvulas e mecanismos internos.

No início deste mês, o ARA San Juan, junto com outros navios, recebeu autorização para participar de treinamentos conjuntos e missões de patrulhamento marítimo.

Fonte: Sputnik

Edição: Plano Brasil

 

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Brasil enviará mil soldados a missão da ONU na República Centro-Africana

LIGIA HOUGLAND
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM WASHINGTON

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse, nesta quinta-feira, durante visita a Washington, que o Brasil deverá enviar um batalhão de 1.000 homens e  mulheres para a missão de paz na República CentroAfricana. “O Brasil gostaria de assumir o comando, mas a palavra final é da ONU. Mesmo sem o comando o Brasil vai participar, pois temos responsabilidades globais com a estabilidade e a paz no mundo”, declarou o ministro.

Nesta quarta, Jungmann foi a Vancouver, no Canadá, para participar da conferencia das missões de paz da  rganização das Nações Unidas (ONU). O ministro também disse que, mesmo tendo passado 36 mil homens e
mulheres pela missão de paz brasileira, nunca houve uma acusação de abuso  sexual. “Isso me dá muito orgulho como brasileiro”, declarou. No início da semana, ele se reuniu com Thomas Shannon, subsecretário de Estado para Assuntos Políticos dos EUA e ex-embaixador americano em Brasília. Jungmann informou o americano sobre a intenção do Brasil de criar uma autoridade sul-americana de segurança para combater o crime organizado nas
regiões de fronteira. O foco do encontro, porém, foi a base espacial de Alcântara, no Maranhão. Segundo o Ministro, a participação dos EUA no projeto “faz sentido”, mas disse que a base não será exclusiva de país algum.

Estamos trabalhando no sentindo de ampliar a área para que outras plataformas possam existir. Participarão os países que tenham interesse e que sejam do interesse do Brasil.”

Fonte: Folha de SP

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SEGURANÇA PÚBLICA: FGV promove seminário para discutir segurança pública no Brasil

A Escola Brasileira de Economia e Finanças da Fundação Getulio Vargas (FGV EPGE) promove nesta sexta-feira, entre 14h e 18h30, na sede da instituição em Botafogo, o seminário “Caminhos para a Efetividade da Segurança Pública no Brasil”, que reunirá especialistas para discutir caminhos para construção de políticas efetivas de promoção da paz social.

Os temas centrais do debate serão as reformas estruturais necessárias para a melhoria dos indicadores de segurança pública no Brasil e a implementação das políticas de segurança em nível local.

O evento contará com a participação de Luiz Eduardo Soares, ex-secretário Nacional de Segurança Pública; Daniel Cerqueira, Pesquisador do IPEA; Eduardo Santos de Oliveira Benones; Procurador da República responsável pelo controle externo da atividade policial no Rio de Janeiro; Renato Sérgio de Lima, presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública; Arthur Trindade Maranhão Costa, Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal; José Renato Casagrande, ex-governador do Espírito Santo; e Rubens Penha Cysne, diretor da FGV EPGE.

Após quatro décadas de escalada do crime no Brasil, o país alcançou a marca de 60 mil homicídios anuais, o que corresponde a mais de 10% do total de casos do mundo. Além da tragédia humana, a insegurança pública é um forte elemento que conspira contra o desenvolvimento humano e custa para a nação 6% do PIB, a cada ano.

Serviço:

Data: 17/11, sexta-feira

Horário: 14h às 18h30

Local: Sede FGV – Praia de Botafogo, 190 – 12º andar

Programação: 14:00 – 15:00h – Conferência de abertura Daniel Cerqueira (Pesquisador do IPEA) e Rubens Penha Cysne (Diretor da FGV EPGE)

15:00 – 16:30h – Painel 1: Reformas Estruturais da Segurança Pública

Participantes: Eduardo Santos de Oliveira (Procurador da República responsável pelo Controle Externo da Atividade Policial no Rio de Janeiro), Luiz Eduardo Soares (ex-Secretário Nacional de Segurança Pública) e Renato Sérgio de Lima (Presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública). Moderador: Aloisio Araujo (Vice-Diretor da FGV EPGE)

16:30 – 16:45h – Coffee break

16:45 – 18:30h – Painel 2: Das Políticas Nacionais às Políticas Locais de Segurança Pública

Participantes:Arthur Trindade (Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal), Joana Monteiro (Diretora-Presidente do Instituto de Segurança Pública/SESEG-RJ) e Renato Casagrande (ex-governador do Espírito Santo). Moderador: Daniel Cerqueira (Pesquisador do IPEA)

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ADSUMUS: Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE) participa da Operação Bold Alligator 2017

Instrução de procedimentos em ambiente de selva

No período de 14 de outubro a 03 de novembro a Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE) participou em Camp Lejeune – Carolina do Norte, com um Pelotão de Fuzileiros e cinco Oficiais de Estado-Maior, da Operação Bold Alligator. Considerado o maior exercício naval realizado na costa leste dos EUA, teve como objetivo o aprimoramento da tática, de técnicas e dos procedimentos expedicionários anfíbios.

O Pelotão foi integrado a uma Companhia do United States Marine Corps (USMC) e, na fase de preparação, participou das seguintes atividades: primeiros socorros, simulador de tiro, combate corpo-a-corpo, pista de maneabilidade, entrada em posição com armas do Pelotão de Petrechos, além de trocar experiências sobre procedimentos adotados em ambiente de selva.

Durante o exercício, o Pelotão realizou um movimento helitransportado e estabeleceu posição defensiva em torno de um campo de pouso. Posteriormente, em coordenação com militares da França, Noruega, Canadá e EUA, conquistou a chamada Military Operation Urban Terrain, réplica de uma pequena cidade onde os Marines treinam situações de combate urbano.

Dessa forma, a participação do Pelotão de Fuzileiros e de Oficiais de Estado-Maior permitiu incrementar a interoperabilidade entre o Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) e o USMC no que tange ao planejamento e à execução de uma Operação Anfíbia, além de possibilitar um ganho de experiência e de lições aprendidas que contribuirão com o aprimoramento da doutrina do CFN.

 

https://youtu.be/YKCneK143hg

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Irã: Posicionamento “tendencioso” da França ameaça estabilidade no Oriente Médio

Míssil balístico Qadr de longo alcance lançado na serra de Alborz no Norte do Irã em 9 de março de 2016. – AFP / TASNIM NEWS / Mahmood Hosseini

O Irã acusou a França de alimentar tensões no Oriente Médio ao tomar um posicionamento “tendencioso” sobre a política regional de Teerã, afirmou a TV estatal iraniana nesta sexta-feira.

“Parece que a França tem uma visão tendenciosa das crises e catástrofes humanitárias em andamento no Oriente Médio… essa visão alimenta conflitos regionais, seja intencionalmente ou não”, disse o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do Irã, Bahram Qasemi, segundo a TV estatal.

O ministro de Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian, disse na quinta-feira que a França estava preocupada com o envolvimento do Irã na crise do Oriente Médio e com o contestado programa de míssil balístico do país.

O Irã tem rejeitado repetidamente os pedidos da França para iniciar conversas sobre seu programa de mísseis, dizendo que seu desenvolvimento é defensivo e que não está relacionado com um acordo nuclear assinado com potências mundiais em 2015.

Paris sugeriu que sejam discutidas novas sanções da União Europeia contra o Irã devido a seus testes de mísseis. Entretanto, a chefe da política externa da UE, Federica Mogherini, pareceu rejeitar essa ideia na quinta-feira, visando evitar colocar em risco o acordo que reduziu a atividade nuclear do Irã.

Reportagem de Parisa Hafez

Fonte: Reuters

Edição: Plano Brasil