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Airbus apresenta sua visão do ‘novo’ caça europeu

 

 

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Shinzo Abe e o presidente chinês Xi Jinping comemoraram um “novo começo”

Primeiro-ministro Shinzo Abe (à esquerda) e o presidente chinês, Xi Jinping – Danang, no Vietnã. | KYODO

O primeiro ministro japonês Shinzo Abe e o presidente chinês Xi Jinping comemoraram um “novo começo” para as relações entre os dois países, após uma reunião no Vietnã, na qual concordaram em trabalhar com mais proximidade em relação à Coreia do Norte.

Os líderes encontraram-se durante a cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) na cidade de Danang, no Vietnã.

As relações entre China e Japão, a segunda e a terceira maiores economias do mundo, foram prejudicadas por uma longa disputa territorial em relação a um conjunto de ilhas no Mar da China Oriental.

“Ao fim da reunião, o presidente Xi disse que esta é uma reunião que marca um novo começo nas relações entre o Japão e a China. Eu sinto a mesma coisa”, disse Abe, a repórteres.

Abe disse que propôs visitar a China, no momento apropriado. Em seguida, haveria uma visita de Xi ao Japão.

Na reunião, os dois países concordaram em aprofundar a cooperação em relação à Coreia do Norte e realizar uma cúpula trilateral com a Coreia do Sul o mais rápido possível.

“Com a situação da Coreia do Norte, o papel que a China precisa desempenhar é muito grande”, disse Abe.

China e Japão também concordaram em acelerar discussões para uma rápida implementação do mecanismo de comunicação entre suas forças militares, disse Abe. Ele também propôs que Japão e China trabalhem juntos em negócios em outros países.

Reportagem de Kiyoshi Takenaka

Fonte: Reuters

Edição: Plano Brasil

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Bombardeiro estratégico Tupolev TU 95

 

 

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Opinião: Como os EUA fazem a China grande novamente

A nova ascensão econômica chinesa é um plano de longa data, e as decisões erradas do presidente Trump reforçam essa trajetória. A era de Washington como hiperpotência chega ao fim, opina o jornalista Miodrag Soric.

Presidentes Trump (esq.) e Xi se cumprimentam em Pequim

Como Donald Trump esbravejou contra a China durante sua campanha eleitoral! Há décadas Pequim estaria “se aproveitando” dos Estados Unidos, roubando sua propriedade intelectual. O país obteria vantagens comerciais ilícitas mantendo artificialmente baixa a cotação do renminbi, afirmava, produtos baratos chineses inundariam o mercado americano, ameaçando postos de trabalho.

O candidato presidencial republicano prometeu uma mudança de curso radical: ele imporia barreiras aduaneiras à China, colocando a rival sob pressão, e os interesses dos EUA, em primeiro lugar. Há dez meses Trump ocupa a Casa Branca, sem ter transformado em ação nenhuma de seus anúncios grandiloquentes. Pelo contrário: em sua viagem pela Ásia ele paparica o presidente chinês, Xi Jinping. Este aceita em silêncio as lisonjas do homólogo, por vezes com um sutil sorriso diante das câmeras.

O que terá acontecido com Trump? A que atribuir tal mudança de atitude? Ao que tudo indica, ele teve um encontro com a realidade. A economia chinesa floresce há décadas, a participação do país nas exportações globais perfaz 14% do comércio mundial – tendência crescente – enquanto os americanos mal alcançam os 10%.

Os EUA vivem de empréstimo, dependendo de que a China continue lhes concedendo crédito. Pois há anos os chineses vêm investindo os ganhos do superávit de exportações em títulos de dívida pública americanos. Dessa forma tornaram-se o maior credor do país, depois do banco central americano. Se quiserem, podem a qualquer momento fechar a torneira de dinheiro, precipitando a economia americana numa crise.

Está claro que Pequim não fará tal coisa, pois estaria prejudicando a si mesmo. No entanto a consciência dessa possibilidade fortalece a autoconfiança. Quando os chineses negociam com os americanos, é com alguém que lhes deve dinheiro. O embaixador chinês em Washington mal consegue andar, tamanho é o poder que carrega.

A maior parte dos teóricos da economia é unânime em afirmar que é uma mera questão de tempo até a China alcançar e, aí, ultrapassar os EUA como maior economia nacional. O tempo trabalha a favor de Xi, as ameaças do insolente colega não o abalam.

Também no tocante à Coreia do Norte, o presidente chinês não cede à pressão. Pequim não quer nenhum “regime change” em Pyongyang: por que contribuiria para ampliar a influência americana no Leste Asiático? Xi tampouco quer nessa região uma guerra, que poderia ser ruim para os negócios. O governo chinês urge os americanos a suspenderem as ameaças à Coreia do Norte e se esforçarem por uma solução diplomática – e com tais palavras de moderação recebe o aplauso da Europa e da Rússia.

Devido a uma série de más decisões, Trump vem dando ainda mais impulso à ascensão futura da China. A mais importante entre elas foi a retirada americana da Parceria Transpacífico (TPP). Em sua concepção original, esse acordo de livre-comércio deveria frear as pretensões hegemônicas chinesas. Auxiliados pelos EUA, países como o Vietnam ou o Japão pretendiam estabelecer padrões relativas, por exemplo, a produção, comércio, proteção trabalhista e ambiental. Os chineses teriam que se acomodar.

Entretanto Trump demonizou o TPP em sua campanha eleitoral e, após a posse, abandonou-o. Desde então crescem entre os aliados dos EUA na Ásia as dúvidas quanto à confiabilidade do país. Para China, isso é lucro.

A nova ascensão chinesa como potência mundial parece ser um plano de longo prazo. Sob Mao Tsé-tung, foram unificadas as províncias do país que antes se combatiam. Com Deng Xiaoping começou o avanço econômico. Agora Xi pretende fortalecer a tal ponto a política exterior e de segurança da China que os interesses chineses também tenham que ser considerados nas decisões da política mundial.

Trump não tem como impedir: a era de Washington como hiperpotência vai chegando ao fim.

Fonte: DW

 

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Trump e Putin: não há solução militar para conflito sírio

Presidentes americano e russo divulgam declaração conjunta, à margem da cúpula da Apec, reafirmando intenção de derrotar fundamentalistas do EI. No entanto solução para Síria só ocorrerá por vias políticas, ressalvam.

Encontro entre Putin (esq.) e Trump em cúpula no Vietnam foi informal

Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmaram neste sábado (11/11) a determinação de derrotar o grupo terrorista “Estado Islâmico” (EI) na Síria, numa declaração conjunta adotada durante a conferência de cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) em Danang, Vietnam.

“Ambos expressaram satisfação com os esforços bem-sucedidos de EUA e Rússia para evitar mais eficazmente incidentes perigosos entre militares americanos e russos, que permitiram elevar consideravelmente as baixas do EI nos campos de batalha nos últimos meses”, informou o serviço de porta-voz do Kremlin.

Em encontro informal à margem da cúpula da Apec, Putin e Trump destacaram que “estes esforços continuarão até a derrota definitiva do EI”. Por outro lado, enfatizaram que “o conflito na Síria não tem solução militar” e que “o acerto político definitivo para o conflito deve ser achado dentro do processo de Genebra, em conformidade com a Resolução 2.254 do Conselho de Segurança da ONU”.

Caricatura do russo Sergey Elkin: Putin e Trump se desencontram nos labirintos da conferência da Apec

Os dois chefes de Estado confirmaram seu apoio à soberania, independência e integridade territoriais da Síria, chamando “todas as partes sírias para participar ativamente no processo político de Genebra e apoiar os esforços que apontem para garantir seu sucesso”.

“Os presidentes abordaram a necessidade de diminuir o sofrimento humano na Síria e fizeram um apelo a todos os países-membros da ONU para aumentarem sua contribuição, a fim de satisfazer as necessidades humanitárias nos próximos meses”, concluiu a declaração conjunta, publicada no site do Kremlin.

O porta-voz de Putin, Dmitri Peskov, comunicou à imprensa russa que a declaração, pactuada neste sábado pelo ministro do Exterior russo, Sergei Lavrov, e o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, foi aprovada por Putin e Trump em Danang. Ainda não se sabe se haverá uma reunião formal entre os dois políticos no contexto da cúpula.

Fonte: DW

 

 

 

 

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Conflitos Destaques Geopolítica

A guerra esquecida do Iêmen

País se encontra à beira de uma catástrofe humanitária. A situação da população piora a cada dia, desde o início do conflito, há dois anos. Origens das hostilidades ajudam a entender por que paz ainda parece distante.

A história recente do Iêmen é de divisão e derramamento de sangue. Até o início da década de 1960, o país era governado por uma monarquia no norte e pelos britânicos no sul. Uma série de golpes em ambas as regiões mergulhou o país em décadas de violência, culminando na reunificação, em 1990.

O país é um dos mais pobres da região. Em 2015, estava na posição 168 do ranking de 188 países no Índice de Desenvolvimento Humano do Programa da ONU, que mede expectativa de vida, educação e padrão de vida.

Antes da guerra, projeções diziam que a população do Iêmen, de mais de 20 milhões de pessoas, dobraria até 2035. Mais de 18 milhões de pessoas necessitam de ajuda humanitária no país. Muitos não têm acesso a infraestruturas sanitárias e água potável.

Ex-presidente iemenita, Ali Abdullah Saleh

Quando a guerra começou?

A guerra no Iêmen tem suas origens na Primavera Árabe, em 2011. Manifestações por democracia invadiram as ruas, tentando forçar o presidente Ali Abdullah Saleh a dar fim a seus 33 anos de poder. O alto desemprego e a insatisfação com a família Saleh serviram de combustível para as revoltas. O presidente respondeu com concessões econômicas, mas se recusou a renunciar.

Em março, as tensões nas ruas da capital, Sana, aumentaram, polícia e militares começaram a agir com cada vez mais dureza, e protestos acabaram em derramamento de sangue. Segundo a oposição, mais de 860 pessoas morreram. Em novembro de 2011, Saleh concordou em deixar o poder.

Graças a um acordo negociado internacionalmente, o Iêmen teve uma transferência de poder em novembro. O vice-presidente, Abd Rabbuh Mansur al-Hadi, assumiu o governo, preparando o caminho para as eleições de fevereiro – em que ele era o único candidato. As tentativas de Hadi de aprovar reformas constitucionais e orçamentais provocaram revolta dos rebeldes houthis no norte.

Em setembro de 2014, depois de anos de caos e violência, insurgentes houthis tomaram a capital, forçando Hadi a mudar seu governo para a cidade portuária de Aden, no sul do país.

Quem luta contra quem?

Várias facções estão envolvidas na guerra do Iêmen. Mas, pode-se dizer, o conflito se divide em duas categorias principais: as forças pró-governo lideradas pelo presidente Hadi e as forças antigovernamentais dos houthis, apoiadas pelo ex-presidente Saleh.

Presidente exilado iemenita, Abd Rabbuh Mansur al-Hadi (dir.), durante evento em Riad

Os houthis são provenientes do norte do Iêmen e pertencem a um pequeno ramo de muçulmanos xiitas, conhecidos como zaiditas. Em meados de 2015, os insurgentes já tinham tomando grande parte do sul do país. Atualmente, eles mantêm o controle sobre as principais províncias centrais do norte. O governo de Hadi acusou o Irã de fornecer a eles armas militares, acusações rejeitadas por Teerã.

O governo do presidente Hadi é sediado em Aden, sendo o governo internacionalmente reconhecido do Iêmen. Em março de 2015, Hadi, entretanto, se exilou na capital saudita, Riad, pressionado pelo avanço territorial dos houthis.

Crianças estão entre as mais afetadas pelo bloqueio contra o Iêmen

Nos últimos meses, fissuras surgiram no governo exilado de Hadi. Na briga de poder, Hadi demitiu seu conselheiro de segurança Aidarous al-Zubaidi e seu ministro Hani Bin Braik.

Quem forma a coalizão liderada pela Arábia Saudita?

Em março de 2015, a Arábia Saudita lançou uma operação militar apoiada por uma coalizão internacional, em uma tentativa para recolocar Hadi no poder.

Juntamente com a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos realizaram ataques aéreos em solo iemenita. Kuwait, Bahrein, Catar, Marrocos, Sudão, Jordânia e Egito também contribuíram para as operações.

Estados Unidos e Reino Unido forneceram suporte logístico e inteligência à coalizão liderada pelos sauditas. O conflito é complicado ainda mais pelas tensões entre Arábia Saudita e Irã, que apoia os rebeldes houthi.

Qual é o estágio da crise humanitária?

Na “guerra esquecida” do Iêmen, a população civil é quem mais sai perdendo. De acordo com as Nações Unidas, o número de mortos superou 10 mil no início de 2017, com pelo menos 40 mil feridos.

Os ataques aéreos da coalizão e um bloqueio naval impostos pelas forças da coalizão empurraram o Iêmen – onde mais de 80% dos alimentos são importados – para uma situação de fome.

O Iêmen também foi afetado por um surto de cólera, considerado o pior do mundo pela ONU. Cerca de 400 mil pessoas contraíram a doença desde abril e 1.900 morreram. As Nações Unidas alertam para esta pode ser a pior crise de fome “que o mundo vive em décadas”. Por isso, o Conselho de Segurança da ONU apelou para que a aliança liderada pela Arábia Saudita dê fim ao bloqueio de portos e aeroportos.

A falta de suprimentos médicos também preocupa. A ONG Médicos sem Fronteiras suspendeu seu auxílio após dois anos de atuação, a aliança não deixa aviões pousarem no Iêmen. As reservas no banco nacional de sangue do Iêmen estão no final. A ONU e Médicos sem Fronteiras pedem o fim do bloqueio ao Iêmen.

Fonte: DW

Edição: Plano Brasil

 

 

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Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) do Rio de Janeiro formou seus novos Caveiras.

Sugestão Carlos Augusto 

Nesta sexta-feira, 10/11, o BOPE realizou a formatura do Curso de Operações Especiais (COEsp) de 2017 – categorias B (tenentes e sargentos) e C (cabos e soldados). Dos 45 combatentes que iniciaram o curso em julho de 2017, apenas 14 conseguiram concluí-lo, entre eles 02 oficiais e 12 praças.
Entre os novos caveiras, 11 são da Polícia Militar do Rio, 01 da PM do Mato Grosso (tenente), 01 da PM do Acre (cabo) e 01 da PM do Maranhão (soldado).

 

O COEsp teve início 1978, onde através de instruções de alto padrão, busca colocar na vanguarda tecnológica e operacional policiais militares que irão atuar nas mais difíceis e arriscadas missões no campo da segurança pública. Possuindo uma carga horária de mais de 1.400 horas de instrução durante 18 semanas, o curso é elencado como o mais completo e o mais difícil dentre os cursos do mesmo gênero em todo o território nacional.
O BOPE formou em 39 anos, 404 Operações Especiais.

Fonte: Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) da PMERJ via Facebook

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América do Sul Brasil Destaques Opinião

O viés totalitário do povo brasileiro

Para combater problemas complexos, a população prefere esse caminho, que é mais fácil e ilusório

Manifestante pedem intervenção militar no país durante protesto no Rio de Janeiro em março de 2014 – Fernando Frazão (AGÊNCIA BRASIL)

LUIZ RUFFATO

A candidatura de extrema-direita do deputado Jair Bolsonaro, que aparece nas pesquisas de opinião pública como forte nome para disputar um segundo turno das eleições presidenciais do ano que vem, seja contra o petista Luiz Inácio Lula da Silva, seja contra qualquer outro candidato, na ausência deste, deve ser pensada no contexto do viés totalitário da população brasileira. Para resolver o descalabro da corrupção do sistema político e para colocar um ponto final na decomposição do sistema de segurança pública, problemas complexos e de resolução a longo prazo, a população, de maneira geral, prefere o caminho mais fácil, e ilusório, do autoritarismo.

Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a sociedade brasileira, numa escala de zero a dez, atinge a altíssima nota de 8,1 no Índice de Propensão ao Apoio de Posições Autoritárias. A tendência é mais acentuada entre os menos escolarizados, os de menor renda, os mais velhos, os pardos, aqueles que habitam municípios menos populosos e os que vivem no Nordeste. Na curva etária, a faixa de 16 a 24 anos mostra-se mais inclinada ao autoritarismo do que as duas subsequentes (25 a 34 e 35 a 44 anos).

A mais recente pesquisa Datafolha, divulgada no início de outubro, mostra que Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro disputariam um segundo turno, com 35% e 16% das intenções de voto, respectivamente. É interessante observar que, na ausência de Lula, que ainda pode ter sua candidatura impugnada pela justiça, Bolsonaro poderia crescer justamente naqueles bolsões de autoritarismoapontados pela pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, anotados no parágrafo acima, e, curiosamente, onde Lula tem seu melhor desempenho.

O candidato da extrema-direita lidera no Norte (25%) e Centro-Oeste (23%) e Lula no Nordeste (57%). Bolsonaro consegue suas melhores intenções de voto nos municípios entre 200 mil e 500 mil habitantes e nos acima de 500 mil habitantes (nos dois grupos, 21%), enquanto o petista tem preferência maior entre os que moram em municípios de até 50 mil habitantes (45%). Por idade, Lula lidera em todas as faixas, enquanto Bolsonaro tem seu melhor desempenho entre jovens de 16 a 24 anos (24%).

Além disso, Lula tem maior aceitação entre os que estudaram até o ensino fundamental (49%) e possuem renda familiar de até dois salários mínimos (46%), enquanto Bolsonaro lidera em grupos de maior renda familiar (29% entre cinco e dez salários mínimos e 30% acima de dez salários mínimos) e com nível superior completo (21%). Segundo o Índice de Propensão ao Apoio de Posições Autoritárias, as pessoas mais ricas, que ganham mais de dez salários mínimos são aquelas que, proporcionalmente, mais rejeitam a ideia de ampliação dos direitos humanos e civis, como por exemplo, da população LGBT, das mulheres e dos negros. Nesse caso, o índice atinge 7,83 numa escala de zero a dez.

Uma pesquisa realizada pelo Fórum Econômico Mundial, que se reúne anualmente em Davos, Suíça, constatou que, entre os 137 países que compõem seu Índice de Competitividade Global, o Brasil ficou em último lugar no quesito “Confiança do público nos políticos”, ou seja, a nossa percepção de que lidamos com a pior classe de políticos do mundo é verdadeira. Quando passou por aqui, no começo de outubro, o ex-presidente norte-americano, Barack Obama, afirmou que a distância entre os cidadãos e o poder político é o combustível que alimenta o crescimento de movimentos nacionalistas e autoritários, e fez referência explícita ao caso do Brasil. O quadro que se pinta para o ano que vem não é nada alentador…

Fonte: El País

 

 

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Coreia do Sul e China planejam administrar caso da Coreia do Norte pacificamente

Os líderes da Coreia do Sul e da China concordaram neste sábado em administrar a segurança da península da Coreia de maneira estável e resolver as tensões em relação à Coreia do Norte pacificamente, disse o gabinete da presidência sul-coreana.

Para isso, os dois países reforçarão discussões estratégicas em todos os níveis, disse o porta-voz da presidência Yoon Young-chan no Vietnã, onde houve uma reunião entre o presidente sul-coreano Moon Jae-in e o chinês Xi Jinping.

Xi disse a Moon que encoraja a Coreia do Sul a retomar o diálogo com a Coreia do Norte e voltar a negociar uma reconciliação e a desnuclearização, segundo a agência de notícias estatal Xinhua.

A tensão na península da Coreia cresceu no mês passado, após o líder norte-coreano Kim Jong Un e o presidente americano Donald Trump trocarem ameaças bélicas e insultos em torno do programa de desenvolvimento de mísseis e de armas nucleares.

A China tem sido pressionada pela Coreia do Sul e pelos Estados Unidos a desempenhar um papel mais ativo para frear as ambições nucleares e balísticas da Coreia do Norte.

Pequim afirma que está cumprindo com as sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas e fazendo tudo que pode para frear as ações provocativas da Coreia do Norte.

Na cúpula, Moon e Xi também concordaram em rapidamente normalizar o comércio bilateral em todos os setores, disse Yoon, reiterando os termos de um acordo anunciado mês passado, quando os dois países concordaram em encerrar um distanciamento de um ano por causa de um sistema anti-mísseis americano.

Empresas sul-coreanas com clientes chineses sofreram com as represálias da China, que se opôs veementemente à implantação do sistema Terminal de Alta Altitude de Defesa Áerea (THAAD).

Xi pediu que a Coreia do Sul tome “uma atitude responsável sobre o Thaad e que resista ao teste da história”, disse Xinhua.

Os dois concordaram que Moon deve visitar Xi na China, em dezembro, para outra rodada de discussões, enquanto Moon convidou Xi para a Coreia do Sul, durante os Jogos Olímpicos de Inverno de Pyeongchang, em fevereiro de 2018, disse o porta-voz.

Reportagem de Christine Kim

Fonte: Reuters

Edição: Plano Brasil

 

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Itália vê outros países europeus juntando-se ao programa do novo jato militar

 Eurofighter Typhoon da Itália. – Fonte: AP / Press Association Images

Um oficial sênior da força aérea italiana disse neste sábado esperar que os planos de França e Alemanha para desenvolver um novo avião de guerra possam incluir outros países europeus.

França e Alemanha anunciaram em julho que construiriam juntas um novo jato de combate europeu para substituir o European Eurofighter e o francês Dassault Rafale.

A declaração conjunta não especificiou qual papel outro país europeu teria no projeto, se é que teria algum. A Itália é parceira no projeto do Eurofighter, ao lado de França, Alemanha, Espanha e Reino Unido.

O chefe da gabinete da Força Áerea da Itália, Enzo Vecciarelli, disse à Reuters que não conseguia ver o desenvolvimento de “um sistema tão complicado” sem incluir a indústria aérea de outros países europeus.

“Precisamos buscar que todos os países se juntem a um novo empreendimento para desenvolver um avião de quinta geração”, disse em uma conferência militar, em Dubai.

O F-35, produzido pela Lockheed Martin nos Estados Unidos, é o único jato de combate de quinta geração, de acordo com o seu produtor.

Quinta geração é uma definição que varia entre os produtores, mas, em termos gerais, inclui capacidade avançada e alto nível de conectividade computadorizada.

França e Alemanha buscam desenvolver um roteiro até meados de 2018 para liderarem o desenvolvimento de um novo jato para substituir as frotas atuais.

Fonte: Reuters

Edição: Plano Brasil

 

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Admiral Kuznetsov, o porta-aviões da Marinha Russa

 

 

 

 

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Baseado no Mi-24, Rússia desenvolve helicóptero de combate mais rápido do mundo

Aeronave poderá voar a velocidade de até 700 km/h e será equipada com mais novos mísseis ‘Ataka’.

NIKOLAI LITÔVKIN

O projeto de desenvolvimento do novo helicóptero de alta velocidade russo intuitulado “laboratório voador” deverá resultar em uma aeronave baseada no helicóptero Mi-24 que poderá transportar até oito passageiros.

“É um projeto experimental que terá os primeiros resultados em alguns anos. O objetivo principal não é apenas melhorar a capacidade de voo do helicóptero de combate, mas também aumentar o alcance de detecção, reconhecimento e destruição de alvos em todas as condições climáticas”, explica o professor da Academia da Ciências Militares Vadim Koziúllin.

Para alcançar esses objetivos, os fabricantes de armamentos estão desenvolvendo sistemas de vigilância e controle de nova geração e novos mísseis guiados de longo alcance Ataka, segundo o chefe de treinamento de combate da aviação militar das Forças Aeroespaciais russas, Oleg Tchesnokov.

Durante o último teste, graças às novas hélices de material criado, o protótipo do novo helicóptero já conseguiu atingir a velocidade de 405 km/h.

“O principal objetivo é criar um helicóptero equipado com mísseis e armadura especial que poderá atingir a velocidade de 700 kh/m, com velocidade de cruzeiro de pelo menos 500 km/h”, disse Koziúlin.

“Normalmente, o desenvolvimento de um novo caça, helicóptero ou um novo tipo de mísseis leva até uma década. Assim, creio que os engenheiros conseguirão finalizar os trabalhos em meados da década de 2020, e o helicóptero será apresentado em um dos salões aeroespaciais”, disse.

Por que a Rússia precisa de um helicóptero tão rápido?

A maioria dos helicópteros utilizados em combate podem voar a velocidades de até 300 km/h e diversos fabricantes de aeronaves estão tentando aumentar esse desempenho.

“Os helicópteros são um meio de transporte e uma máquina de combate muito conveniente. Eles não exigem aeródromos especiais e podem levar soldados para as zonas de combate rapidamente. Assim, todos querem criar helicópteros mais rápidos e eficazes”, disse Koziúlin.

A empresa europeia Airbus já mostrou seu protótipo de helicóptero de alta velocidade, o Eurocopter X3 Hybrid, que pode atingir velocidade de até 472 km/h.

Fabricantes do Estados Unidos também já exibiram seu promissor S-97 Raider, que atinge uma velocidade de 435 km/h.

Fonte: RUSSIA BEYOND

Edição: Plano Brasil