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UE impõe embargo de armas contra Venezuela e estabelece bases para sanções

Embaixadores da União Europeia concordaram nesta quarta-feira em impor um embargo de armas contra a Venezuela e em estabelecer a base legal para novas sanções em resposta à crise política no país, disseram diplomatas do bloco europeu.

Espera-se que os ministros das Relações Exteriores da UE formalizem na segunda-feira as medidas em uma reunião ordinária, disseram os diplomatas.

Fonte: Reuters

Edição: Plano Brasil

 

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China Conflitos Destaques Estados Unidos Geopolítica

Líder da China recebe Trump em grande estilo em primeiro dia de visita a Pequim

O presidente dos EUA, Donald Trump e Melania Trump, visitam a Cidade Proibida com o presidente chinês Xi Jinping e a primeira-dama Peng Liyuan | REUTERS

Por Philip Wen e Steve Holland

Com muita pompa e afagos pessoas incomuns, o presidente da China, Xi Jinping, ofereceu uma recepção de gala ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quarta-feira, na Cidade Proibida, o antigo lar dos imperadores chineses.

A Coreia do Norte e o comércio devem dominar a parte formal da visita, que termina na sexta-feira, mas a China está determinada a mostrar a importância que dá à visita de Trump, a primeira de um líder estrangeiro desde o fim de uma edição crucial do congresso do Partido Comunista no mês passado na qual Xi consolidou seu poder.

Trump e sua esposa, Melania, foram levados do aeroporto de Pequim –onde foram recebidos pelo principal diplomata chinês, Yang Jiechi, um elemento fundamental da aproximação de Trump desde que este venceu a eleição presidencial norte-americana um ano atrás– diretamente para a Cidade Proibida.

Conversando e bebendo chá, Trump mostrou a Xi um vídeo de sua neta, Arabella Kushner, cantando em mandarim e recitando poesias chinesas tradicionais, o que levou Xi a cumprimentá-la por seu desempenho, digno de uma nota “A+”, segundo a mídia estatal chinesa.

Xi disse torcer para que Arabella visite a China em breve, observando que ela já é uma “estrela infantil” no país, disse a agência de notícias estatal Xinhua.

Rompendo mais um precedente, o próprio Xi ofereceu ao casal Trump uma turnê pelos tesouros imperiais da Cidade Proibida, um patrimônio mundial tombado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e fechado para turistas neste dia, antes de os dois primeiros-casais assistirem a uma ópera chinesa e a uma demonstração de acrobacias.

“Impressionante!”, disse Trump depois do show enquanto se afastava ao lado de Xi. “Estamos nos divertindo muito”.

Embora o vasto complexo palaciano situado no centro de Pequim seja uma parada frequente de dignitários em visita, é raro um líder chinês oferecer uma escolta pessoal — uma confirmação do tratamento “visita de Estado e mais” que a China havia prometido a Trump.

Já se esperava que a China caprichasse na acolhida a Trump, que vem pressionando Pequim a fazer mais para controlar sua vizinha Coreia do Norte e resolver um déficit comercial crescente com os EUA.

Outra medida rara, senão inédita, será o cerimonial da recepção oficial de Trump no Grande Salão do Povo na quinta-feira, que será transmitida ao vivo na televisão nacional, informou a emissora estatal CCTV.

Fonte: Reuters

 

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Arábia Saudita pede para Brasil diminuir produção de petróleo

Procurado pela Arábia Saudita, o Brasil negou diminuir sua produção de petróleo para frear a queda do preço do produto no mercado internacional.

As informações são da Folha de S. Paulo.

“Eles estão preocupados com o crescimento da produção do Brasil. A gente já explicou por que o Brasil não pode fazer isso [cortar a produção de petróleo]”, disse o secretário de petróleo e gás do ministério de Minas e Energia, Márcio Félix.

Felix afirmou que o Brasil tem sido “sondado” sobre uma possível redução na produção. O último contato saudita foi realizado por um assessor do ministro de Energia, Khalid Al-Falih.

A produção nacional de petróleo atualmente está em 2,65 milhões de barris por dia. Com o recente leilão de áreas do pré-sal para multinacionais, entretanto, a produção deve aumentar ainda mais.

Após atingir a marca de US$ 130 antes da crise de 2008, o barril de petróleo hoje custa US$ 57.

Para aumentar o preço da commodity, os países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e alguns convidados concordaram no fim de 2016 em diminuir a produção.

Apesar das expressivas reservas, o Brasil não faz parte do órgão de produtores de petróleo.

Há uma nova reunião da Opep agendada para o fim deste mês e há a expectativa de que a contenção da produção seja mantida.

Fonte: Sputnik

 

 

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Economia Estados Unidos Geopolítica

Analistas veem impacto negativo de Trump na economia

Pesquisa com quase mil economistas em mais de 120 países aponta como negativa a influência do atual governo americano no cenário econômico global e em temas como a paz e cooperação internacional.

Quase três em cada quatro entrevistados avaliaram como negativo o impacto do atual governo americano na economia

Analistas econômicos de diferentes partes do mundo veem o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como uma influência negativa na economia global, segundo estudo divulgado nesta terça-feira (07/11) pelo instituto de pesquisas econômicas Ifo, com sede em Munique.

O governo Trump, que tomou posse em janeiro deste ano, recebeu avaliações negativas também em relação à cooperação em organizações multilaterais, nos esforços para a paz mundial e pelo posicionamento atual dos EUA em defesa de seus interesses no comércio internacional.

A pesquisa envolveu 929 especialistas de 129 países, dos quais 73,9% – quase três em cada quatro entrevistados – avaliaram como negativo o impacto do atual governo americano. As piores avaliações vieram de economistas no Canadá e no México, vizinhos aos EUA, e na Irlanda.

O impacto negativo na economia americana foi apontado por 57,6% dos entrevistados. As piores avaliações foram, em particular, nas áreas de justiça social e proteção do clima, enquanto 73,5% – 62,1% nos EUA – avaliaram que as camadas mais pobres em todo o mundo poderão perder a maioria das medidas de proteção anunciadas ou planejadas recentemente.

Os economistas americanos foram os que avaliaram de modo mais positivo o governo Trump, com apenas 38% observando impactos negativos na economia doméstica, ainda que considerem que as políticas internas de Washington sejam prejudiciais ou ineficientes.

Eles também se demonstraram favoráveis à política empregatícia no país, com 84% de avaliações positivas contra apenas 8% de negativas. Outros fatores apontados como positivos pelos americanos foram o ambiente de negócios nos EUA (51,8% de avaliações positivas contra 11,1% negativas) e a redução da burocracia (68% positivas contra 8% negativas).

Fonte: DW

 

 

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Destaques Estados Unidos Segurança Pública Terrorismo

Por que os massacres nos EUA estão cada vez mais mortíferos?

Número de vítimas de ataques a tiros nos EUA vem aumentando desde os primeiros incidentes nos anos 1940

Tara McKelvey

Três dos cinco mais trágicos ataques a tiros na história recente dos Estados Unidos ocorreram nos últimos 16 meses.

O mais grave de todos foi realizado no último mês, deixando 58 vítimas fatais em Las Vegas. No segundo mais mortífero, 49 morreram na boate Pulse, em Orlando, na Flórida, em junho de 2016.

Antes disso, em 2007, o ataque à faculdade Virginia Tech matou 32 pessoas, enquanto 27 morreram no massacre da escola Sandy Hook, em Newtown, em Connecticut, em 2012. Por fim, o atentado mais recente, ocorrido no último domingo em uma igreja em Sutherland Springs, no Texas, fez 26 vítimas fatais até o momento.

Esse é um fenômeno que começou em 1949, em Camden, em Nova Jersey, quando foi registrado um dos primeiros ataques a tiros no país – o ex-militar Howard Unruh disparou contra seus vizinhos, matando 13 pessoas. Nas décadas seguintes, o número de vítimas foi aumentando: 16 em Austin, no Texas, em 1966, e 21 em San Ysidro, na Califórnia, em 1984.

As razões por trás dessa tendência perturbadora são várias e bastante complexas, o que faz com que muitas pessoas nos Estados Unidos e ao redor do mundo tenham dificuldades para entender o porquê de tanta violência. Por isso, a BBC buscou especialistas para tentar descobrir o que está por trás disso.

Armas usadas são mais poderosas

Os atiradores têm usado cada vez mais armas com cartuchos de alta capacidade, o que permite disparar muitos tiros antes de ter de recarregá-las. “Mais pessoas estão sendo alvejadas por mais balas em menos tempo”, explica David Hemenway, da Escola de Saúde Pública da Universidade Harvard, nos Estados Unidos.

Adam Lanza, que matou 26 na escola Sandy Hook, e James Holmes, que fez 12 vítimas em Aurora, no Colorado, ambos em 2012, usaram armas assim. Os dados mostram claramente que o número de mortes é maior quando fuzis são empregados em ataques individuais.

AFP – Fim do veto à venda de armas de assalto semiautomáticas e cartuchos de alta capacidade levou a nova era de massacres, dizem especialistas

Pesquisadores também analisaram as leis. Uma proibição à venda de armas de rifles semiautomáticos e cartuchos de alta capacidade foi instaurada em 1994 e derrubada em 2004. Especialistas dizem que, com o fim desse veto, foi dado início a uma nova era de massacres.

Com essas armas, os atiradores puderam disparar mais rapidamente e por mais tempo, matando mais pessoas nos atentados.

Os Estados americanos têm leis próprias. Depois do ataque à Sandy Hook, Connecticut aprovou uma lei que baniu os fuzis semiautomáticos. Outros afrouxaram suas legislações, no entanto. Na Georgia, por exemplo, foi aprovada uma lei que permite às pessoas portar armas em salas de aulas, boates e outros locais.

Especialistas do Centro Legal Giffords de Prevenção de Violência com Arma publicaram que Estados com controles mais rígidos nessa área tendem a ter menos violência armada.

Atiradores escolhem seus alvos com mais cuidado

Os atentados são realizados atualmente em locais onde há um grande número de pessoas, como o festival de música em Las Vegas, que tinha um público de 22 mil pessoas. “Com essa multidão, o atirador não precisa nem mirar”, diz Jay Corzine, da Universidade da Flórida Central.

A maioria dos autores de ataques a tiros os planeja com muito cuidado, segundo o Homicide Studies, periódico científico dedicado a estudos sobre homicídios. “Eles estão fazendo o dever de casa”, explica Corzine. Essa preparação, afirma o especialista, significa que os atiradores conseguem fazer mais vítimas.

O autor do ataque em um cinema de Aurora, no Colorado, em 2012, havia imaginado, por exemplo, que aquele local “permitiria um maior número de mortos”, diz Adam Lankford, da Universidade do Alabama.

Os atiradores se inspiram na mídia

A cobertura de massacres, assim como os próprios ataques, se intensificou nos últimos anos. Atiradores publicam em redes sociais antes de agir e, às vezes, enquanto estão agindo.

Organizações de mídia criam páginas com atualizações em tempo real. Além disso, os jornalistas concentram seus esforços em dizer quem eram os atiradores, o que contribuiria para glorificar esses indivíduos.

GETTY – Em 2012, 27 poessoas morreram no massacre da escola Sandy Hook, em Newtown, Connecticut

Ainda assim, dizem especialistas, as reportagens não levaram a um aumento no número de mortos em ataques. “Acompanho há 25 anos os relatos da mídia sobre ataques a tiros, e o aumento do número de vítimas é bem recente”, afirma Corzine.

Mas a cobertura da imprensa pode servir de inspiração para novos atentados. “Massacres são contagiosos”, diz Gary Slutkin, fundador da ONG Cure Violence, que se dedica a combater a violência. “As pessoas veem o que os outros fazem e imitam.”

Os atiradores competem entre si

Dylan Klebold, um dos atiradores do ataque à escola Columbine, em Littleton, no Colorado, em 1999, descreveu seu objetivo: “O maior número de mortes da história dos Estados Unidos”.

“É uma disputa por notoriedade”, explica Lankford. “Por fazer mais e melhor do que os atiradores que vieram antes.”

Ficar famoso desta forma pode parecer um jeito doentio de buscar a glória. Mas isso tem apelo para alguns. “Todos queremos ser conhecidos após morrermos”, diz Slutkin ao descrever como os atiradores contemplam a fama sem refletir direito sobre seu próprio destino ao atingir esse objetivo.

“Eles não pensam em tudo direito. Isso mostra o quão poderoso esse desejo pode ser.”

Fonte: BBC Brasil.com