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Sistema de mísseis terra-ar de última geração S-500 – ‘O “Prometeu” russo’

Sistema russo de radares de alerta precoce

A Força Aeroespacial russa começará a receber sistemas de defesa antiaérea S-500 em 2020. A nova arma será muito mais sofisticada do que o S-400, que já está em serviço nas Forças Armadas do país.

“A principal diferença do S-500 reside em ter um sistema de ataque separadamente para alvos balísticos e aerodinâmicos. Podemos dizer que o S-400 é um sistema de defesa antiaérea que destrói alvos na atmosfera, isto é, a uma altitude de até 100 quilômetros. O S-500, por sua vez, é capaz de alcançar o espaço”

O analista militar Viktor Baranets, um dos que “monitoram os testes do novo sistema diz que o S-500 é adequado para aniquilar mísseis balísticos intercontinentais do inimigo a uma altitude de até 600 quilômetros”.

Ele esclarece que a arma russa pode até neutralizar alvos hipersónicos, ou seja, voando a uma velocidade cinco vezes superior à do som. Além disso, o “Prometeu russo” será capaz de destruir satélites inimigos em órbita baixa.

“O sistema tem um apelido muito bom, ‘Prometeu’. O Exército russo esperava por este sistema há muito tempo”, disse Viktor Baranets.

Segundo informou o comandante-adjunto da Força Aeroespacial russa, tenente-general Viktor Gumenny, a Força Aeroespacial russa começará a incorporar a nova arma de defesa antiaérea S-500 em 2020.

O S-500 pertence aos sistemas de mísseis terra-ar de nova geração e será capaz de interceptar mísseis balísticos, alvos aerodinâmicos (aviões e helicópteros) e mísseis de cruzeiro.

Fonte: Sputnik

Edição: Plano Brasil

 

 

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Destaques Estados Unidos Terrorismo

Atentado com caminhonete mata e fere em Manhattan

Prefeito de Nova York fala de “ato terrorista covarde”. Atropelamento também feriu dezenas. Suspeito foi preso.

Atentado ocorreu no sudoeste da ilha em Nova York

Pelo menos oito pessoas morreram atropeladas nesta terça-feira (31/10) no sudoeste da ilha de Manhattan, em Nova York, após uma caminhonete invadir uma ciclovia.

O Departamento de Polícia da cidade (NYPD) informou que, após bater num outro veículo, o motorista saiu do carro segurando o que pareciam ser “imitações de arma de fogo”. Segundo um policial, o suspeito teria gritado “Allahu akbar!” (Alá é grande). Ele recebeu disparos de policiais e foi detido. Mais de uma dezena de passantes ficaram feridos.

Numa conferência de imprensa de emergência, o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, classificou os atropelamento como “ato terrorista especialmente covarde”.

O comissário de polícia nova-iorquino, James O’Neill, revelou que o motorista assassino tem 29 anos, mas não revelou mais detalhes sobre sua identidade. Antes de parar, ele teria colidido com um ônibus escolar, ferindo duas crianças e dois adultos, acrescentou O’Neill.

O governador do estado, Andrew Cuomo, informou que os dados já obtidos na investigação mostram que o ataque foi cometido por uma só pessoa. No momento não há outras ameaças à cidade relacionadas ao atentado, afirmou.

Fonte: DW

 

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América do Sul Conflitos Destaques

Colômbia autoriza ataques aéreos contra dissidentes das Farc e gangues criminosas

Imagem meramente ilustrativa

As Forças Armadas da Colômbia receberam autorização para realizar ataques aéreos contra gangues criminosas e dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que se recusaram a aderir a um acordo de paz com a antiga guerrilha e preferiram continuar traficando drogas e cometendo outras atividades ilícitas, disse o Ministério da Defesa colombiano nesta terça-feira.

Até mil membros das Farc recusaram os termos do acordo do ano passado com o governo, optando por continuar armados, combater a lei e lucrar com drogas e mineração ilegais.

Desde 1964 o conflito matou mais de 220 mil pessoas e deslocou milhões.

O decreto presidencial permite que as tropas bombardeiem dissidentes das Farc e gangues criminosas com aviões e helicópteros e blinda os militares de processos criminais, explicou o ministério em um comunicado.

As operações aéreas só podem ser realizadas se não houver civis nas imediações.

Os ataques aéreos foram a arma mais eficaz na luta do governo contra as Farc, empurrando combatentes para florestas inóspitas e matando altos comandantes rebeldes.

A estratégia também foi usada contra o Exército de Libertação Nacional (ELN), hoje o maior grupo guerrilheiro ativo na Colômbia, que está envolvido em conversas de paz com Bogotá. Os dois lados iniciaram um cessar-fogo bilateral em outubro.

Por Luis Jaime Acosta

Fonte: Reuters

Edição: Plano Brasil

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América Latina Conflitos e Historia Militar Defesa Geopolítica Negócios e serviços Rússia

A longa sombra da Rússia se alastra sobre Cuba

À medida que as relações com os EUA esfriam, Havana se aproxima cada vez mais de Moscou. Do petróleo e energia ao esporte e cultura, Putin amplia consequentemente a influência russa no Caribe.

Presidente Raúl Castro (c.) recebe Putin em visita a Havana em julho de 2014

Em julho de 2014 uma notícia do conceituado diário russo Kommersant  chamou a atenção: Moscou pretenderia reativar em Cuba sua estação de espionagem Lourdes Sigint, a apenas 160 quilômetros do litoral dos Estados Unidos. O maior posto secreto de monitoração fora da Rússia, que já chegara a abrigar 3 mil funcionários, fora utilizado durante a Guerra Fria para interceptar comunicações telefônicas e radiofônicas americanas.

O presidente Vladimir Putin havia ordenado o fechamento da estação em 2001, alegando motivos financeiros. Os supostos planos de reabertura, três anos atrás, deram a impressão de um interesse renovado de Moscou na América Latina e em sua aliada de longa data, Cuba – em especial devido às tensões russas com o Ocidente e os EUA, agravadas pelo conflito na Síria e a crise na Ucrânia.

Na prática, a Lourdes Sigint continua desativada, mas as condições circunstanciais hoje são semelhantes às de meados de 2014. Enquanto as relações entre Havana e Washington esfriam rapidamente, depois de supostos “ataques acústicos” contra diplomatas americanos na ilha caribenha, os laços de Cuba com o antigo parceiro Moscou voltam a se estreitar cada vez mais.

Petróleo como capital político

Segundo a agência de notícias russa Tass, em meados de outubro os governos de Raúl Castro e de Putin teriam acordado a ampliação das importações de petróleo russo e o aprofundamento da cooperação para extração do combustível em Cuba.

Diante das dificuldades com as importações de petróleo da Venezuela, assolada por sérios problemas econômicos e políticos, a petroleira semiestatal russa Rosneft entrou em cena para fechar a lacuna. Já em março, ela se comprometeu a fornecer 250 mil barris de petróleo bruto e diesel a Cuba.

Observadores deduzem que a transação seja parte de um acordo trilateral. Estima-se que em 2016 e 2017 a Rosneft emprestou 5 bilhões de dólares à estatal venezuelana PDVSA. Possivelmente a quantia será amortizada com as futuras exportações de petróleo da empresa para Cuba.

O cenário recorda em parte os anos 1970 e 1980, quando a União Soviética era a principal garantia para a sobrevivência econômica – e portanto também política – de Cuba. Esse fato implicou uma sovietização de Cuba: produtos russos inundaram o Estado insular, substituindo geladeiras, televisores e outros artigos de consumo americanos. Além disso, a paisagem cubana ficou crescentemente caracterizada por veículos das marcas Lada e Moskvitch.

Em 1972, Cuba foi o único país do assim chamado Terceiro Mundo, ao lado do Vietnã, a integrar o Conselho para Assistência Econômica Mútua (Comecon). Na década de 80, a URSS lhe prestava ajudas anuais de 2 bilhões de dólares, além de 13 milhões de barris de petróleo. Cuba ficou cada vez mais dependente dos soviéticos, realizando, em 1989, 85% de seu comércio externo através do Comecon.

Depois da queda da URSS

Nesse contexto, tão maior foi o impacto do fim da União Soviética e a dissolução do Comecon. O abastecimento de petróleo caiu de 13 milhões para 4 milhões de barris anuais em 1993, as importações se reduziram em 75%. Cuba resvalou para um crise econômica profunda e abrangente. Em 1991, suas dívidas em relação à URSS chegavam a 35 bilhões de dólares.

Na qualidade de Estado sucessor da União Soviética, em 2014 a Federação Russa perdoou 90% dessa dívida. Os 3,5 bilhões de dólares restantes seriam ressarcidos com condições especiais para os investimentos russos na ilha. Assim, a Rosneft também se encarregará de modernizar a maior refinaria cubana, em Cienfuegos, que no momento só funciona com metade de sua capacidade, pela redução das importações da Venezuela.

A crise interna política e econômica do governo de Nicolás Maduro forçou a importante aliada de Cuba a cortar drasticamente suas importações de petróleo: em vez de 100 mil barris (um barril = 159 litros), Caracas atualmente só fornece 55 mil barris diários ao Estado comunista caribenho. O fato explica também por que Cuba ampliou as perfurações em sua zona econômica exclusiva no Golfo do México (ZEEC-GOM), também com a participação de empresas russas.

Putin, novo capítulo na longa história de amor e dependência russo-cubana

Com Trump, a guinada decisiva

Os contatos diplomáticos e econômicos entre Havana e Moscou se intensificaram especialmente após a eleição de Donald Trump como presidente dos EUA. Em setembro último, ambos os governos assinaram todo um pacote de acordos, inclusive nos setores de energia e transporte ferroviário. Outros pactos concernem a produção de gêneros alimentícios e a indústria têxtil. Além disso, a Rússia fornece caminhões, ônibus, locomotivas e elevadores ao Estado insular.

O volume de comércio entre os dois países cresceu 73% no primeiro semestre de 2017, alcançando 176,2 milhões de dólares. Embora ainda seja grande a distância em relação aos principais comerciais de Cuba – a China e a Venezuela –, a tendência é claramente ascendente. A ilha também espera para o ano corrente um recorde de 100 mil turistas russos. Os contatos se intensificam igualmente nas áreas do esporte e cultura.

Em 2016, o Kremlin se comprometeu em acordo a modernizar as forças armadas cubanas. São também recorrentes as notícias de que a Rússia poderia voltar a manter uma base militar na ilha, embora tal seja, antes, improvável, se Havana tem a intenção de melhorar suas relações com Washington.

No entanto, essas pioraram rapidamente nos últimos meses, depois que diplomatas americanos foram vítimas de supostos “atentados acústicos” em Cuba: no mínimo 22 funcionários e seus familiares apresentaram inexplicáveis sintomas de enxaqueca, náuseas, falhas de memória e perda de audição. Em reação, o governo americano retirou grande parte de seu pessoal da ilha e expulsou 15 diplomatas cubanos.

Portanto, como previram especialistas, enquanto as tensões entre os EUA e Cuba se agravam, nações como a China, Irã ou, justamente, Rússia se apresentam como parceiros.

“Cuba procura diversificar suas relações”, resume Richard Feinberg, especialista em América Latina do think tank  Brookings Institution. “Como laços econômicos mais estreitos com os EUA não parecem muito prováveis nos próximos anos, procuram-se aliados alternativos. Sobretudo países fortes, como a Rússia ou a China, poderiam oferecer condições de financiamento favoráveis.”

Para Feinberg está claro que os russos perseguem interesses geoestratégicos no Estado insular caribenho. “Não é difícil entender a mensagem de Putin: ele anseia reaver a soberania imperial da Rússia, e as relações com Cuba seguem essa fórmula.”

Fonte: DW

Edição: Plano Brasil

EUA vão se opor a resolução que busca fim do embargo norte-americano contra Cuba

Os Estados Unidos votarão contra uma resolução da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas na quarta-feira pedindo a retirada do embargo dos EUA contra Cuba, disse o Departamento de Estado norte-americano nesta terça-feira, revertendo a abstenção de Washington no ano passado.

A embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, votará contra a resolução, apresentada anualmente por Havana por 26 anos, para ressaltar a nova política do presidente Donald Trump sobre Cuba, que coloca maior ênfase no avanço dos direitos humanos e da democracia, afirmou a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, em um briefing.

Reportagem de David Alexander

Fonte: Reuters

 

 

 

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SEGURANÇA PÚBLICA: Batalhão da PM no Rio de Janeiro é atacado após operação policial

Caveirão teve o pneu furado durante ataque Foto: Marcelo Theobald/Agência O Globo

Criminosos armados atacaram o 22º BPM (Maré), na tarde desta terça-feira, após operação no complexo de favelas. Bandidos da comunidade Nova Holanda cercaram os fundos do batalhão pelas laterais e dispararam contra os policiais. Não houve feridos na ação. Um dos disparos furou o pneu de um caveirão e outro atingiu um poste de iluminação dentro da unidade.

O tiroteio começou após operação do Batalhão de Choque (BPChq) no complexo de favelas da região. Enquanto policiais apresentavam o material apreendido na operação no pátio da unidade, os criminosos dispararam. Policiais e profissionais da imprensa se abrigaram dentro da unidade, que não chegou a ser invadida. Procurada pelo EXTRA, a PM negou um ataque à unidade.

Batalhão da Maré foi atacado Foto: Marcelo Theobald/Agência O GLOBO

O batalhão fica às margens da Linha Vermelha, uma das principais vias da cidade. A Linha Vermelha chegou a ser interditada por cerca de 5 minutos. A ação ocorreu nos fundos da unidade, que faz divisa com o Complexo da Maré.

Na operação desta manhã, uma pessoa morreu e outras duas ficaram feridas. De acordo com o Hospital Federal de Bonsucesso, por volta das 7h30, um jovem aparentando cerca de 20 anos, deu entrada na unidade com um tiro nas costas que transfixou e saiu pelo abdômen. Ele foi baleado na favela Nova Holanda, que fica na Maré. Até meio-dia, nenhum parente do jovem havia aparecido no hospital.

Com relação aos feridos, o delegado Wellington Oliveira, titular da 21ª DP (Bonsucesso), informou que eles têm antecedentes criminais. As circustâncias em que eles foram feridos serão investigadas. A Polícia Militar são se pronunciou sobre os baleados na operação na Maré.

Ainda durante a ação, cerca de uma tonelada de drogas foi apreendida e 10 containers com material eletroeletrônico contrabandeado foram lacrados pela Receita Federal. O material estava em um galpão localizado na Rua Bittencourt Sampaio, na comunidade Nova Holanda.

Fonte:  Extra

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Segundo a TV japonesa Teste nuclear na Coreia do Norte teria matado 200 pessoas

Teste balístico conduzido pela Coreia do Norte (KCNA/Reuters)

Tóquio – Um túnel na base de testes nucleares da Coreia do Norte desmoronou após o sexto teste atômico de Pyongyang, em setembro, possivelmente matando mais de 200 pessoas, afirmou a emissora de TV japonesa Asahi nesta terça-feira, citando fontes não identificadas com conhecimento da situação.

A Reuters não foi capaz de verificar a informação.

Cerca de 100 trabalhadores da instalação nuclear de Punggye-ri foram atingidos pelo desmoronamento inicial, que aconteceu perto do dia 10 de setembro, disse a emissora.

Um segundo desmoronamento durante uma operação de resgate pode significar que o número de mortes ultrapassou 200 pessoas, acrescentou.

Especialistas disseram que uma série de tremores e deslizamentos de terra perto da base de testes nucleares provavelmente indicam que o sexto e mais poderoso lançamento do país, realizado no dia 3 de setembro, desestabilizou a região, e que a instalação de Punggye-ri pode ficar por muito tempo sem ser utilizada para testar armas nucleares.

(Reportagem de Kiyoshi Takenaka)

 

Fonte: Exame

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Programa Brasil Urgente mostra os bastidores da viagem de Datena em um submarino da classe Tupi.

 

https://youtu.be/-iBSfAB6gNg

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América do Sul Economia Negócios e serviços

Macri anuncia pacote de reformas, mas planeja fugir do ‘modelo Temer’

Fortalecido pelas urnas, mandatário quer mudanças em aposentadorias e até nas regras trabalhistas
Nos bastidores, Casa Rosada diz que quer fazer debate mais longo para evitar protestos massivos

O presidente Mauricio Macri apresenta seu plano de reformas em Buenos Aires. REUTERS

CARLOS E. CUÉ

Mauricio Macri começa quase de imediato a utilizar o grande capital político acumulado nas últimas eleições legislativas, em que obteve mais de 40% dos votos em todo o país e derrotou Cristina Fernández de Kirchner na província de Buenos Aires. O presidente argentino anunciou nesta segunda-feira um grande pacote de reformas para tentar fazer da Argentina “um país organizado”. Macri apontou mudanças relevantes nas áreas de tributos, pensões, legislação trabalhista, competição empresarial, barreiras protecionistas, Justiça e redução do déficit fiscal e da inflação, além da diminuição dos custos da política. O presidente emergiu das eleições com muita força, mas continua longe da maioria absoluta no Congresso. Por isso, procura o apoio dos peronistas moderados, sobretudo dos governadores provinciais, muitos deles presentes no Centro Cultural Kirchner, onde Macri fez seu pronunciamento, num gesto político que isola ainda mais o kirchnerismo e sinaliza um período de reformas que ele pretende obter por consenso.

Macri deixou claro, desde o primeiro momento, que a Argentina não é o Brasil. Não haverá um ajuste forte, nem reformas impopulares impostas rapidamente com potencial de criar protestos multitudinários nas ruas, como acontece no país vizinho com Michel Temer, que amarga uma baixa popularidade enquanto ainda tenta reformar o sistema de pensões e espera a entrada em vigor de novas normas trabalhistas. Macri tem muito mais apoio político que seu homólogo brasileiro, mas não pretende perdê-lo com reformas drásticas. Prefere selar um pacto com o peronismo moderado e avançar aos poucos. Tudo indica que tem tempo. Na Argentina, depois das últimas eleições, instalou-se a ideia de que será fácil para Macri se reeleger em 2019 enquanto o peronismo se recompõe. Essa confiança num segundo mandato é tão forte que Marcos Peña, braço direito do presidente, explicou logo após o discurso de Macri que a reforma mais profunda, a da Previdência, será realizada ao longo de três anos, com longas discussões entre especialistas, enquanto são tomadas decisões específicas “na transição”. O mandatário afirmou que o sistema atual “esconde sérias desigualdades e não é sustentável”.

O grande eixo do discurso de Macri é que a Argentina não pode seguir como agora, pois é um dos países mais fechados e menos competitivos do mundo. Com a exceção do campo, que aplica a tecnologia mais avançada e exporta toda a produção, a Argentina quase não consegue vender nada ao mundo porque tem custos de produção altíssimos – os preços de Buenos Aires são mais altos que os europeus – e mercados fechados. Macri tem dois anos até as próximas eleições para acelerar as reformas. Para isso, contudo, precisa começar a mexer em setores-chave. “Todos temos que começar a ceder um pouco”, disse ele aos governadores, senadores, sindicalistas e alguns dos principais empresários do país. Pequenos grupos de organizações sociais estavam na porta com seus tambores, recordando que toda reforma na Argentina, por menor que seja, gera protestos e custos políticos.

“Se não houver consensos básicos sobre o rumo de nosso país, não haverá sustentabilidade, nem uma verdadeira saída para a pobreza e a desigualdade”, disse o presidente. “Trata-se de ceder para crescer. Há olhares reacionários e conservadores que defendem privilégios.” E prosseguiu: “É mentira que haja algo ou alguém que queira nos prejudicar.” Não é uma frase casual. Na Argentina, existem inclusive espetáculos de humor que brincam com o mito arraigado de que os problemas do país decorrem da decisão de potências estrangeiras para impedir seu desenvolvimento. Macri garante que é o contrário: são os argentinos que afundaram o país. “O que nos complica é nossa tendência de criar obstáculos para nós mesmos. Durante anos, vivemos nos queixando de nossos erros. Foi difícil construir um rumo compartilhado; olhamos para nosso umbigo de forma permanente. Temos uma cultura que premia a esperteza. Mas nós amadurecemos, entendemos que todos os problemas têm solução e que depende de nós”, declarou, num discurso muito otimista baseado em seu espetacular resultado nas urnas.

A primeira reforma, que será apresentada amanhã, será a tributária, com a intenção de baixar impostos. Depois virão muitas outras. Sem dúvida, a mais difícil será a trabalhista, que mexe com os interesses dos poderosos sindicatos argentinos. O presidente deu alguns dados que mostram a enorme tarefa para ordenar um país cheio de pequenos centros de poder, onde ninguém se atreve a entrar, e que ele qualifica abertamente de máfias. “A máfias dos processos trabalhistas é um dos obstáculos para criar emprego”, disse abertamente. “Devemos fazer com que os ganhadores não sejam os que obtiveram privilégios com subornos. Seremos implacáveis na defesa da competição. Não podemos continuar sendo um dos países mais fechados do mundo”, afirmou.

Macri quer combater outra ideia arraigada. A de que os cidadãos não estão preocupados com a corrupção enquanto os governos fazem obras. “Queremos erradicar a cultura do ‘rouba mais faz’. A sociedade já não admite a impunidade”, disse. E quando forneceu exemplos concretos, houve olhares cúmplices dos presentes. “A biblioteca do Congresso tem 1.700 funcionários. É um roubo. A do Congresso do Chile tem 250. Há legisladores provinciais que têm mais de 80 empregados cada um. No Conselho da Magistratura [órgão que controla a atividade dos juízes], há funcionários que servem café e ganham mais de 100.000 pesos (20.000 reais) por mês. E ainda podem tirar dois meses de licença recebendo salário. Nas universidades, o número de professores aumentou 30% em 10 anos; o de alunos, só 13%. Temos 2.800 sindicatos na Argentina, mas apenas 600 fecham ‘paritárias’ [acordos salariais anuais].”

“Se não houver consensos básicos sobre o rumo de nosso país, não haverá sustentabilidade, nem uma verdadeira saída para a pobreza e a desigualdade”

Macri convidou os peronistas moderados a participar da construção de uma Argentina moderna e capaz de competir no mundo. Que deixe de viver do mercado interno deste país de imensos recursos, como aconteceu nos últimos anos. O presidente, que pertence justamente a esse empresariado que viveu dessa Argentina fechada e obscura – seu pai é um dos máximos expoentes da chamada “pátria contratista”, ou seja, grandes empresários que viveram do Estado – parece convencido de que chegou o momento de mudar. “É agora ou nunca”, anunciou o presidente. Agora vem a parte mais difícil: passar das palavras às decisões.

Fonte: El País

 

 

 

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Helicóptero russo ‘Ansat’ poderá ser fabricado no México

Moscou analisa possibilidade de produzir aeronaves civis no país latino-americano e já assinou o contrato para fornecimento da primeira aeronave ao país.
A Rússia quer começar a produzir helicópteros Ansat no México, de acordo com o ministro da Indústria e Comércio da Rússia, Denís Manturov.

Na semana passada, o Manturov visitou o país latino-americano para discutir o fornecimento das aeronaves.

“Tivemos encontros com o ministro da Defesa do México e decidimos analisar a possibilidade de produzir os helicópteros ali para abastecer o mercado latino-americano”, disse Manturov.

A empresa mexicana Craft Avia Center já enviou uma proposta comercial à russa Russian Helicopters para a aquisição do primeiro helicóptero Ansat.

De acordo com a imprensa russa, representantes da empresa mexicana anunciaram ter intenção em adquirir 15 helicópteros russos até 2020.

“Enviamos uma proposta para a aquisição de um helicóptero. Mas queremos comprar até 15 aeronaves russas até 2020”, confirmou o diretor da empresa mexicana, José de Vicente.

“A Craft Avia Center nos convidou a nos tornarmos os distribuidores de helicópteros Ansat no mercado mexicano. Já preparamos e enviamos uma oferta comercial para o fornecimento de um helicóptero que será usado para demonstrações a potenciais compradores. Esperamos assinar o contrato no futuro próximo”, disse Boguínski.

 

Outros modelos

Além dos Ansat, o México e a Rússia discutiram a possibilidade de fornecimento dos novos aviões UAC MS-21 ao país latino-americano.

De acordo com o ministro russo, a fabricante está em negociações com a empresa mexicana Interjet, que já tem 22 aeronaves russas SSJ-100.

“Estamos satisfeitos com a nossa cooperação e, a partir de 2021, poderemos fornecer os UAC MS-21 à Interjet”, disse o ministro russo ao portal Gazeta.ru.

Ansat, a ‘Kaláshnikov aérea’

O nome Ansat significa “simples” em tártaro. Devido a sua simplicidade e fácil manutenção, ele também é conhecido como a “Kaláshnikov aérea” entre os russos.

O helicóptero, fabricado em Kazan, capital do Tatarstão, é usado na aviação civil.

O Ansat é um helicóptero leve e pode ser usado para transportar passageiros, carga ou realizar trabalhos de resgate.

Com múltiplas funções, ele é especialmente competitivo devido a seu baixo custo.

O preço de um Ansat é de US$ 3,9 milhões, ou seja, consideravelmente baixo, se comparado a seu principal concorrente, o Eurocopter EC-145.

O primeiro voo do Ansat foi realizado em 1999 e, em agosto de 2013, o helicóptero recebeu o certificado no registro do Comitê Interestatal de Aviação.

No mesmo ano, seis helicópteros Ansat-U foram adquiridos pela Academia das Forças Aéreas da Rússia para treinar cadetes.

Características técnicas

Tripulação: 1 a 2 pessoas

Comprimento: 13,76 m

Altura: 3,40 m

Peso sem carga: 1.900 kg

Peso bruto: 3.000 kg

Peso máximo de decolagem: 3.300 kg

Motores: 2 Pratt & Whitney Canada PW207K Turboshaft de 470 kW

DMÍTRI FILOMENKO

Fonte: RUSSIA BEYOND

Edição: Plano Brasil