Defesa & Geopolítica

Braço Forte: Você assistiu ao jornal ontem?

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Foto ( CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DO EXÉRCITO)

Caso não tenha assistido ao jornal ontem, peço não mais do que cinco minutos de sua atenção para informar-lhe do ocorrido, afinal, o homem moderno tem que se manter atualizado. A imprensa noticiou uma guerra entre facções. Um grupo fortemente armado com artefatos bélicos, destes que não se podem portar na cintura, em bolsas ou mesmo em mochilas. Destes que são destinados ao uso ostensivo e que disparam munição de “alta velocidade”, famosos por sua letalidade.

Houve mortos. Creio que não mostraram os ferimentos em rede nacional em razão da impropriedade do horário. Certamente, teriam que pedir para retirar crianças e pessoas impressionáveis da sala. O que apresentaram foram os impactos nas casas, as marcas nas paredes, nos eletrodomésticos, carros, vidros; as pessoas deitadas e buscando, desesperada e inutilmente, abrigo. Foram horas de terror!

Todas as imagens ficaram registradas pelas nesgas das janelas e cortinas, por cidadãos aprisionados em suas “cobertas” (nas comunidades, não existe abrigo contra tiros de fuzil). Livres mesmo só estavam os “combatentes”. Estes, sim, andavam em grupos, eram os donos do “teatro de operações”. Seria mentira afirmar que esses atores se locomoviam “livremente” pela rua. Não o faziam porque, nitidamente, utilizavam técnicas de progressão “aproveitando o terreno” e “os meios de fortuna” (os carros dos moradores).

Assistindo à televisão, veio-me, de imediato, uma antiga canção do período básico do soldado: cobertas e abrigos… assim faço meu avanço! Afinal, os pretensos delinquentes, ou melhor, “combatentes”, sabiam que estavam em confronto e que poderiam ser alvejados pelo inimigo. Entre os “aprisionados” espectadores da refrega, que enriqueceram a reportagem com suas imagens de celular, cobertos por detrás das cortinas e janelas, estavam os agentes dos órgãos de segurança pública (OSP).

Por ocasião das filmagens, foram captados os dizeres “se abaixa aí!” ou “se esconde aí!”, tornando patente a falta da condição de enfrentamento por parte das forças policiais. Não poderia ser diferente, porque o jornal mostrou que os malfeitores utilizavam equipamentos, técnicas, táticas e procedimentos definidos, que os qualificavam como combatentes para impor o domínio de sua facção em uma área definida.

Tal situação deixou de ser segurança pública há muito tempo. Tornou-se conflito armado entre grupos claramente identificáveis, não por uniformes, mas por procedimentos e equipamentos. Inclusive, a matéria mostrou, praticamente, uma companhia de fuzileiros, que constitui um grupo armado, organizado sob um comando capaz de desferir hostilidades de alta intensidade. Desse modo, a notícia culminou com algumas perguntas e diferentes comentários dos profissionais da mídia: por que as forças policiais não atuaram para defender a população? Por que as Forças Armadas não estão apoiando essas operações?

Sem ter pretensão de esgotar o assunto, uma vez que tão complexo tema paira acima da minha competência ou do meu completo conhecimento, trago à colação ideias que, certamente, comporiam alguma tentativa de explicação: os OSP não atuaram porque, pela natureza e pelos efeitos, a circunstância retratada não foi uma ocorrência de segurança pública. Simples assim.

Lembro-me de entrevista de notório Secretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, na qual explicava que uma operação de segurança pública bem planejada e bem conduzida seria aquela levada a efeito sem a necessidade de disparo de armas de fogo. Pois bem, sob essa ótica, não há força regular de segurança pública capaz de prestar o socorro que a comunidade conflagrada necessita, mesmo porque ações de segurança pública não podem ser reativas. Pelo contrário, em realidade, segurança pública é uma percepção possibilitada pelas ações rotineiras e comunitárias de uma plêiade de atores, que proporcionam a condição de tranquilidade para o desempenho das atividades econômicas e sociais da população. Não seria isso?

Para as Forças Armadas – ente estatal destinado, primordialmente, à defesa, cujo emprego em operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) tem sido convocado diante do crescente desespero social provocado pela situação descrita no noticiário -, de fato, encontra-se ambiente jurídico definido, basicamente, pelo Artigo 142 da Constituição Federal, pela Lei Complementar 97/99, especificamente em seus artigos do 13º ao 19º, e pelo decreto 3897/01, que fornecem amparo suficiente para o emprego de tropa federal no contexto previsto, de acordo com o Artigo 144 da CF (Insuficiência dos Órgãos de Segurança Pública).

No entanto, como reportado no jornal, que pode não ter sido visto, ainda, por muita gente, a dinâmica recente do clamor social pelo emprego das forças militares parece apontar para uma nova necessidade: a de ações militares não mais, apenas, por sua natureza, mas, efetivamente, por seus efeitos. Isso quer dizer que o emprego das Forças Armadas (FA) no ambiente jurídico posto, conduziria, provavelmente, a resultados parecidos, uma vez que seu emprego ocorre em adição aos OSP. Não retrata, pois, mudança de atitude ante o oponente, por ser remédio que não cura a doença. É um paliativo, por sinal, muito caro.

As próprias ações nas comunidades do Alemão e da Maré ensinaram às FA brasileiras algo que já existe como lema entre os jurídicos colombianos: “A operação militar só termina quando não houver mais nenhum soldado com problemas na justiça, em virtude de enfrentamentos regulares com oponentes”. Essa preocupação fica clara quando o Comandante do Exército expressa a necessidade do estabelecimento da segurança jurídica para a perfeita execução da ação militar e de tudo o que ela pode acarretar.

Portanto, assim como outras sociedades que decidiram enfrentar realmente esse problema, a exemplo da Colômbia e do Peru, há que se reconhecer que, em nossa conjuntura, estão, sim, presentes os requisitos para amadurecer uma possível configuração de conflito armado (que já se prolonga), conforme exigem a doutrina e a jurisprudência internacionais, com destaque para a previsão do Artigo 8º, 2., f), do Estatuto de Roma, internalizado no ordenamento jurídico brasileiro. Nesse cenário, as forças militares teriam condição de eleger os integrantes da força oponente como legítimos alvos militares.

Ainda nesse enfoque e como exemplo, detalho alguns ditames do Protocolo I Adicional às Convenções de Genebra (1949), que tutelariam a ação das forças militares federais em conflitos internacionais, os quais transmitem bem a ideia das cautelas devidas à população:

Art 48. “A fim de garantir respeito e proteção à população civil e aos bens de caráter civil, as partes em conflito deverão sempre fazer distinção entre a população civil e os combatentes, entre bens de caráter civil e os objetivos militares e, em consequência, dirigirão suas
operações unicamente contra os objetivos militares.

Art 49. “Entendem-se por ataques os atos de violência contra o adversário,
sejam ofensivos, sejam defensivos.

Art 52. “Os ataques limitar-se-ão estritamente aos objetivos militares. […] os objetivos militares se limitam àqueles que, por sua natureza e localização, finalidade ou utilização, contribuam, eficazmente, para a ação militar ou cuja destruição total e parcial, captura ou neutralização ofereçam uma vantagem militar definida”.

Conforme visto, existe farta e consolidada jurisdição no contexto da Lei do Direito Internacional Humanitário (DIH). Notadamente, para o cenário reportado, teríamos o Artigo 3º comum às quatro Convenções de Genebra e o Protocolo Adicional II (conflitos não internacionais). Esses preceitos, uma vez recepcionados pela normatização que regule as ações das tropas federais em áreas conflagradas sob a égide do Direito Operacional, contribuiriam para o fornecimento da segurança jurídica necessária ao desencadeamento de operações tipicamente militares em ambiente de conflito armado não internacional (CANI).

Por oportuno, destaca-se que, doutrinariamente, as operações militares já são reguladas e conduzidas por diversos mecanismos, como as Ordens de Operações, as Normas de Engajamento e os Centros de Operações. Todos eles garantem a aplicação dos citados ditames em seu alcance exato para a consecução dos efeitos clamados pela opinião pública. Claro que essa não é medida simples, pois implica discussão e amadurecimento, que conduzam a uma decisão da sociedade, caso esta pretenda, realmente, “curar a doença”. O remédio é amargo, mas, talvez, seja a única alternativa realista para livrar a atual e as próximas gerações do quadro que situa o Brasil na posição de um dos países mais violentos do mundo, apesar de nossas tradições culturais e psicossociais de cordialidade e humanismo.

Quanto à reportagem? Se você não pôde assistir, não se preocupe. Basta ligar a TV em qualquer dia, em qualquer canal, a qualquer hora, quando, com certeza, passarão outras parecidas.

Fonte: Eblog

 “Braço Forte”

… É o nome da mais nova coluna que surgiu de uma parceria do Centro de Comunicação Social do Exército (CCOMSEX) e o Plano Brasil. Criada com o objetivo de difundir as informações do Exército Brasileiro, a coluna divulgará os conteúdos produzidos pela Agência “Verde Oliva” bem como, trabalhos dos autores do Plano Brasil para os seus leitores, mantendo-os atualizados de maneira dinâmica, com informações segmentadas.

Esta iniciativa reforça o compromisso do Plano Brasil com os seus leitores e busca assim atender a sua missão primeira, difundir e dinamizar o conhecimento a cerca do setor de Defesa e Geopolítica de forma atualizada.

E.M.Pinto

Os conteúdos dos artigos publicados nesta coluna são de total responsabilidade dos autores e não representam, necessariamente, a opinião do site.

24 Comments

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  2. Francisco Braz says:

    O conjunto de leis que o coronel elenca deveria ser publicado, ou exibido, em todas as reportagens em que os “Direitos Humanos”, sejam ONGs ou simples ativistas, criticassem as ações da polícia e forças armadas quando acabam por resultar em vítimas civis. Não existe forma de acabar com esta situação senão por reação de igual força. Claro, depois da ação armada, o Estado deveria assumir a comunidade e não largá-la nas mãos de políticos e pseudos ativistas.

  3. A Máquina Troll says:

    “As próprias ações nas comunidades do Alemão e da Maré ensinaram às FA brasileiras algo que já existe como lema entre os jurídicos colombianos: “A operação militar só termina quando não houver mais nenhum soldado com problemas na justiça, em virtude de enfrentamentos regulares com oponentes”. Essa preocupação fica clara quando o Comandante do Exército expressa a necessidade do estabelecimento da segurança jurídica para a perfeita execução da ação militar e de tudo o que ela pode acarretar.”

    O senado e o congresso se tornaram covil de bandidos que brigam entre si…um querendo derrubar o outro para ficar com a maior fatia do “bolo”, digo, roubo…é políticos, juízes e promotores envolvidos em corrupção e até com o crime organizado…não é preciso nenhum especialista para constatar isso…Olha como as polícias são sucateadas intencionalmente, as leis brandas, infratores com inúmeras passagens e soltos a reviria…Todas as instituições e esferas do poder do pais são tomadas por corruptos e bandidos sendo impossível o Estado de Direito os enfrentar…Vivemos em um pais totalmente tomado por instituições e governos corruptos e inescrupulosos…Os partidos se tornaram quadrilhas e as instituições se venderam aos políticos corruptos…A cada dia que passa o brazil cai mais em decadência…Em um ritmo acelerado de volta ao primitivismo no processo civilizatório…Dá medo do futuro desse pais…Complicado…O que será das futuras gerações!!..

    DEPUTADO ESCULACHA COM O ADVOGADO DO PCC, ALEXANDRE DE MORAES AQUELE INDICADO AO STF :

    https://www.youtube.com/watch?v=m3luQc0A8Ag

  4. César Pereira says:

    O Coronel deveria usar palavras mais simples para que a maioria pudesse compreende-lo mais facilmente e o texto ficasse mais agradável ao ler,mas voltemos a vaca fria, é muita ingenuidade querer segurança jurídica neste momento em que estamos sendo governados por ladrões, ladrões que nem se preocupam mais em agir na surdina,já agem as claras sem pudor !
    Essa mazela carioca já vem de longe,se quisessem acabar com isso já tinham acabado !

    • M. Silva says:

      Resumindo: dá pra meter bala nos guerrilheiros numa boa (porque isso é mais do que bandido, já que guerrilha se mantém com roubos, extorsões, tráfico, contrabando, sequestros, jogo e prostituição, etc), já que os malandros estão movendo guerra contra a população civil e as forças armadas e/ou policiais. Isso é guerra, não discussões entre vizinhos.

  5. Ferreira Junior says:

    Parabéns pela iniciativa e a nova coluna.

  6. M. Silva says:

    Decretem Estado de Defesa e de beligerância.

    Dêem nomes aos grupos beligerantes. Afinal, como dizem os “salves” de certa facção, “nosso inimigo é o governo”. Preciso dizer mais algo?

    Estão esperando mais o quê? Os quartéis serem tomados por eles?

    Essas facções não são simples quadrilhas de bandidos; são grupos de narco-guerrilha e narco-terrorismo portando material bélico e comportando-se como guerrilheiros.

    Estamos em guerra civil não declarada, inclusive com negação de soberania nacional em certas áreas abertamente declarada por várias dessas facções.

    Quem quiser criticar que se lembre da presença do exército britânico na Irlanda do Norte e das condições de direitos civis na região durante os anos 1960-1980. Ninguém o criticava por isso.

  7. M. Silva says:

    Braço forte começou bem, parabéns!

  8. Adriano Corrêa says:

    “Soltem os cães de guerra!”
    (Caio Julius Cesar) – Ex Ditado vitalício Romano.

  9. Lucas - Treine enquanto eles dormem... estude enquanto eles se divertem... persista enquanto eles descansam... e então viva o que eles somente sonham... says:

    AD SUMUS… FRONTEIRA !!!…

  10. Munhoz says:

    A Verdade:

    A Policia Federal possui apenas 20 mil homens para todo o pais, enquanto somente a Policia Civil de SP possui 70 mil homens.

    Em nosso pais somente agora estão criando uma força como uma especie de guarda nacional, que ainda assim precisa o estado em crise solicitar etc

    Ou seja boa parte disto tudo é culpa do Governo Federal que é omisso na questão de segurança publica, alem do que uma boa parte do que é considerado gasto militar em nosso pais é destinado a funções que seriam responsabilidade de uma guarda nacional e não de um exercito ou seja segurança publica !

    Atualmente é o exercito que faz a função de segurança publica do Governo Federal com serias restrições e com o gasto sendo considerado gasto militar !

    A outra parte da culpa é dos governos estaduais e é ai que o dedo entra na ferida !

    Os governos estaduais em nosso pais destinam a maior parte dos recursos com moradia popular a cidades do interior que na maioria das vezes não possuem sequer um único barraco ou seja que não precisam desses recursos !

    O principal objetivo disto é conseguir o apoio dos prefeitos nessas cidades pois estes tem muito mais influencia politica sobre pequenas comunidades do os prefeitos de uma grande capital com uma extensa área populacional.

    A verdade unica e crua é esta e são estes 2 fatores os responsáveis por esta situação !

  11. Mariano S Silva says:

    Em suma: resolve-se o problema da insegurança das populações menos favorecidas, permitindo que tropas ingressem nas comunidades atirando a torto e a direito e matando colateralmente inocentes destas mesmas comunidades. Que disparate! Se bandidos estivessem resistindo, fortemente armados, em um shopping preconizar-se-ia a mesma solução? Se morressem crianças e adultos de classe média, como efeito colateral, isso ainda seria uma solução válida? Vamos pensar, com nossas consciências, na cama…Caso contrário a proposta pode esconder um desejo de pobricídio.

    • Lucas - Treine enquanto eles dormem... estude enquanto eles se divertem... persista enquanto eles descansam... e então viva o que eles somente sonham... says:

      Néscio, ESTAMOS EM GUERRA !!!… só azisquerdas defendem que não se saia a combater a bandidagem armada como guerrilheiros… claro… são carne e unha com os mesmos… é a tal “consciência social” que faz com que maconheiros que subam o morro acabem no “micro-ondas” se pisarem na bola com os senhores do tráfico… pra quem inventou “mulhercídio”, pobrecídio não me causa espanto… rsrsrssrsrssss… socialismo de boutique é mara, mesmo sabendo que quem mais pede a intervenção estatal no combate aos meliantes é a população local, caro TERGIVERSADOR MENTIROSO…

      • Mariano S Silva says:

        Quer dizer que quem não tem nome italiano, alemão, etc, merece morrer, de bala perdida ou endereçada? Colômbia e Perú abateram guerrilheiros no mato e não em grandes comunidades. Mesmo as FAs brasileiras em atuação na comunidade miserável de Port Soleil no Haiti, atuaram com extremo cuidado e mereceram inúmeros elogios. Pobre não tem culpa de ter nascido em um país onde até mesmo as poucas oportunidades de ascensão social lhe são tomadas. As esquerdas trabalhistas defendem, na realidade, um CAPITALISMO com concorrência entre empresas e vasta classe média consumidora.
        A guerra que você preconiza é contra os varejistas dos morros e não contra os atacadistas que trazem em aeronaves 500 kg de droga e mesmo contra certa agência estrangeira que carteliza o tráfico global de drogas, para fugir ao controle público, e poder investir em desestabilização de governos desinteressantes, via caixa dois.

      • Lucas - Treine enquanto eles dormem... estude enquanto eles se divertem... persista enquanto eles descansam... e então viva o que eles somente sonham... says:

        Pois é… para isso temos esquadrões de STs que deveriam patrulhar e derrubar toda e qualquer aeronave suspeita de transporte de entorpecentes… só que a maioria das drogas que chegam aos morros vem por via TERRESTRE, em caminhões… quanto a compra de interesses políticos via mala preta, considero que, quem a recebe para trair seu país tem que ser SUMARIAMENTE EXECUTADO por crime de alta traição… e quanto ao “pobres” do morro, estão lá porque escolheram assim… e, se for esperar os “guerrilheiros” do morro irem pra fora da cumunidadi, então, nunca serão perturbados, porque jamais sairão de lá por vontade própria… então essa sua ilação é só tergiversação e nada mais… e nunca vi esquerdista de fato defender capitalismo, seja em que molde for, apenas se aproveitando do mesmo para colocar seus planos em ação e posteriormente dissolver qualquer existência de competição e empreendedorismo… tanto é verdade que, em pouco tempo, países capitalistas ricos, em menos de uma década, passam a ser pobres sob a batuta de socialistas… exemplos temos vários… e digo mais… só VAGABUNDO não muda de vida nesta país… oportunidade são ILIMITADAS para aqueles que não querem ficar só na praia, churrasquinho de gato no final de semana e flaflu no maraca na quarta-feira… escolas estão pedindo PELAMORDEDEUS para que os jovens façam matrícula e empresas tem emprego sobrando em seus quadros, desde que o sujeito tenha capacitação… temos 13 milhões de desempregados porque durante 32 anos pouco se fez pela educação nacional… só emitiram diplomas que NÃO VALEM NADA… qualidade na educação foi só enganação… porque azisquerdas não querem o povo capacitado e desvencilhado do estado provedor do qual pretendem tomar conta hegemonicamente… sem falar, é claro, que durante todo esse tempo não baixaram os impostos nem um ponto percentual… eu não acredito nazisquerdas porque não sou demente… o dia que elas fizerem algo de bom, serei o primeiro a lhe dar crédito… mas como sei que o bem comum não lhes interessa, somente o PODER PELO PODER, então, sinto que não precisarei fazer um mea culpa… saudações…

        PS: DUTERTE deu conta do recado… talvez, seguindo estritamente o que ele fez, tenhamos sucesso… vamos importar o DUTERTE pra resolver o problema que nossos esquerdalhas frouxos não são capazes de resolver…

  12. Rafael says:

    Aumentar o aparelho repressor do estado não irá acabar com o narcotráfico. O valor dos entorpecentes só irão aumentar, lei básica da oferta e procura, negócios de alto risco são mais lucrativos, com a centralização nas mãos dos cartéis e falta de concorrência legalizada narcotraficantes irão ganhar dinheiro a rodo. Com tantos desempregados no país e com promessa do dinheiro fácil não irá faltar mão-de-obra ou um agente da lei para corromper. Cai um hoje, levantam 30 amanhã. Enquanto houver pessoas demandando haverá quem às oferte a solução de suas necessidades, e para isso não há nada que o estado possa fazer para impedir. Nem mesmo o mais poderoso aparelho repressor do mundo conseguiu desbaratar o mercado negro, que é o maior sinônimo de livre mercado que existe. Tá na hora de acabar com a hipocrisia, substâncias entorpecentes sempre acompanharam a história da humanidade, mas nunca fizeram tanto mal como estão fazendo agora, graças a intromissão do estado sobre a liberdade dos indivíduos. Enquanto o povo não entender que o mal maior é o estado, o sofrimento nunca irá acabar.

    • Mariano S Silva says:

      Você está falando de um “governo profundo” que manipula um senhor estado a seu bel prazer? Aí eu posso concordar. De resto, é claro que o abate dos varejistas só trás novos ocupantes dos “cargos” em aberto. Então tais operações se caracterizam por um genocídio de jovens pobres e negros. Matando a juventude, mata-se a população, simples assim…

      • Rafael says:

        “É só os jovens ‘pobres e negros’ não matarem, roubarem…”

        Certo…

        “Não Traficarem”

        O tráfico de drogas só é esse pesadelo todo por causa da proibição estatal, fazendo com que o preço dispare e os traficantes ganhem dinheiro à rodo, e a competição nada livre seja feita à bala por cartéis com grande por aquisitivo. Nunca vi dono de padaria matar o concorrente, ou o cliente por que estava devendo. Mas no tráfico de drogas isso acontece rotineiramente. Se não fosse a proibição estatal drogas seriam vendidas como outro produto legalizado qualquer, como eram vendidas em farmácias nos Estados Unidos no início do século XX. Comerciantes competiriam saudavelmente por clientes, desavenças seriam resolvidas em tribunais de conciliação, maus devedores seriam cobrados via recuperação judicial, reduzindo os homicídios por causa do tráfico; reclamar e boicotar produtos ruins como ocorre em qualquer comércio legalizado. Tudo isso que eu acabei de citar é impossível com a proibição estatal. Mas neocons como Lucas preferem mesmo é um estado grande, gordo e repleto de homens de fardas e porretes mandando e desmandando na sua vida, em defesa da “moral e dos bons costumes”.

  13. Mariano S Silva says:

    Gente! Pelo amor de Deus! Tirem da cabeça a mentira do “capitalismo rentista”. Isso não “ecsiste”, como dizia certo Pe Jesuíta espanhol. Quando 65 pessoas possuem a riqueza de 3,6 bilhões de seres humanos e caminham para absorver o resto, o que fazer da humanidade sem trabalho, sem saúde, sem alimentos suficientes e sem moradia? Resposta: genocídio global. Com a mecanização da produção, administração, serviços e repressão, para que os novos senhores feudais necessitarão de seres humanos? Bancos foram criados um pouco antes da industrialização para financiar as aventuras de conquista das terras das Américas e a criação das primeiras companhias globais de comércio. Somente com a expansão do capitalismo controlado pelos estados (como na Europa) em todo o globo, poderão os bancos exercer de novo sua função primordial de financiar as grandes navegações do futuro (rumo ao espaço). Caso contrário, eles irão emprestar para quem? Um mercado de 7 bilhões de favelados? Que ninguém se iluda, toda essa propaganda, no Brasil e no mundo, é de um sistema retrógado e diabólico que tenta manter o controle do planeta para escravizar e destruir a humanidade, com medo de uma verdadeira democratização do poder que os ameaça. Pode ser que um dia conseguiremos unir a humanidade em torno de um governo global e democrático que respeite a riqueza que é oriunda da diversidade de povos e nacionalidades. Neste dia, aboliremos as guerras entre nós e teremos que nos preocupar com eventuais raças agressivas do espaço…

    • Lucas - Treine enquanto eles dormem... estude enquanto eles se divertem... persista enquanto eles descansam... e então viva o que eles somente sonham... says:

      rsrsrrsssss… OH HOMEM DE POUCA FÉ !!!… rsrsrssrsrsss… então tá… vamos pegar TODA essa fortuna e distribuir aos pobres… quanto tempo vc acha que irá durar essa grana distribuída ???… 3, 4, 6 meses ???… e depois ???… ENTENDA: POBREZA É UM ESTADO DE ESPÍRITO… quem quer ficar rico e que não esteja vivendo em um país socialista, tem toda a possibilidade de mudar sua condição econômica… conheço dezenas de AFRICANOS que nasceram em comunidades onde nem esgoto ou água tratada tinham e hoje estão ricos (não milionários), com suas casas e automóveis caros… porque ???… porque tiveram a sorte de nascer em países pobres mas que não tinham políticas socialistas (países subsaarianos) e que emergiram de guerras tribais a menos de 30 anos… a maior dificuldade que tiveram, segundo os mesmos, foi com educação, que não tinham… mas as igrejas evangélicas supriram durante um bom tempo o que os Estados devastados no início não supriam… e mesmo em um país pobre, estudaram e buscaram oportunidade dentro de princípios CAPITALISTAS e de LIVRE COMÉRCIO… pergunte a eles se querem ouvir falar de socialismo ou qualquer utopia que tente vender a mentira que pobre é pobre porque existe os ricos… isso é a maior mentira que se inventou para evitar a competição… e adivinhe quem são os maiores interessados nisso ???… os próprios super capitalistas… pois seus inimigos não são os socialistas tacanhos e sim outros capitalistas que podem tomar seus lugares… mas socialista entender isso é mais fácil chover dinheiro… rsrsrsrrsssss…

  14. Gilbert says:

    Eu só volto a dizer que tenho a impressão é que gente do governo, políticos e talvez judiciário que são patrocinados por instituições criminosas, como eu disse , essa é a impressão que passa para nós da população.

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