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China envia ajuda militar para Filipinas combater terroristas

O Governo da Chines realizou a doação de armas e munições para as Filipinas. O Presidente Filipino Rodrigo Duterte participo da entrega do material chines que chegou a base aérea de Villamor na capital Manila a bordo de um avião cargueiro Ilyushin Il-76 da Força Aérea Chinesa (People’s Liberation Army Air Force – PLAAF)  . A cerimonia de entrega contou com a participação do embaixador Chines nas Filipinas Zhao Jianhua entre outros funcionários de ambos os países.

A China enviou mais de 3 mil armas e 6 milhões de munições de diversos calibres. Os modelos de armas enviados foram os Fuzis de precisão Norinco NSG1-CS / LR4 de 7,62×51 mm, Norinco Type 85-NDM-86 (7.62x54mmR) e Norinco CQ-A 5.56x45mm NATO. O Armamento foi enviado pela China como parte de sua assistência à crise em curso na cidade de Marawi.

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Protótipo do sistema naval Pantsir-ME é apresentado em São Petersburgo

Rustam- Moscou

Tradução e adaptação -E.M.Pinto

Um protótipo do sistema de armas anti-mísseis antiaéreo desenvolvido pelo JSC Academician A. Shipunov Instrument Design Bureau (Tula) está em preparação para a exposição no 8º IMDS-2017 International Maritime Defence Show de São Petersburgo ( imagens de Mikhail Zherdev).



No âmbito da 8ª Exposição Internacional de Defesa Marítima IMDS-2017, a ser realizada em São Petersburgo de 28 de junho a 2 de julho de 2017, será realizada uma apresentação pública do novo sistema anti-mísseis Pantsir-M. O Sistema projetado para atender a Marinha Russa, foi desenvolvido pelo JSC Design Bureau of Instrument Engineering nomeado ( Shipunov -Tula).

O sistema é baseado na versão Pantsir-S1, terrestre, e possui dois canhões 6 canos  GSH-6-30K/AO-18KD de 30mmsemelhantes aos adotados no sistema CIWIS russo Kasthtan CIWS. O Pantsir-M também possui radar e FLIR e sistema de orientação montados na própria torreta e pode ser equipado com 08 mísseis do sistema SPAAGM os quais poderão ser acrescidos no futuro de mísseis do sistema  Hermes-K.


A
versão naval do sistema  Hermes-K pode ser orientada para o alvo por um veículo aéreo não tripulado. De acordo com a KBP, o Pantsir-M deve substituir o sistema SAM Kortik (SA-N-11 Grison).

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Rússia fornecerá 10 helicópteros Mi-35M para a Nigéria em 2018

Rustam- Moscou

Tradução e adaptação: E.M.Pinto

Segundo informou a agência de notícias russa Ria Novosti, a Rússia fornecerá em 2018, cerca de 10 helicópteros Mi-35M para a Nigéria. As informações foram fornecidas por Anatoly Punchuk, vice-diretor do Serviço Federal de Cooperação Técnico-Militar da Rússia.
Em 2017 foram fornecidas duas aeronaves do modelo Mi-35M a este país africano(foto). No total, o contrato prevê o fornecimento de 12 helicópteros deste tipo.

O Mi-24VM (Mi-35M) modelo celebrado no acordo é um helicóptero de combate e transporte russo com capacidade de operação a qualquer tempo e em quaisquer condições atmosféricas.

Desenvolvida pela Mil Design Bureau a aeronave é produzida em série em Rostov-on-Don na fábrica de Rostvertol.


Em comparação com as versões anteriores, o Mi-35M possui recursos aprimorados, maior autonomia, glass cockpit e sistemas modernos de mira que minimizam o risco de danos colaterais.

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Conheça a Corveta Project 20382 “Classe Tigr” o navio que causou alarde no Brasil…

Segundo foi veiculado pela agência de noticias russa, Itar Tass, representantes da Marinha do Brasil demonstraram interesse pelas corvetas do Project 20382 “Classe Tigr”, durante visita realizada nas instalações do estaleiro russo. Porém, a Marinha do Brasil veio através de nota esclarecer o caso, onde esclarece que a visita foi realizada afim de conhecer as características da corveta russa, a qual possui pontos em comum com o programa em andamento para aquisição de um projeto para concepção da nova classe de corvetas brasileiras, a “Classe Tamandaré”.
Os oficiais que realizaram a visita as instalações do estaleiro russo participam de um salão naval que acontece em São Petesburgo. A Marinha do Brasil analisa as proposta enviadas por mais de 20 empresas de diversas nacionalidades que atenderam a solicitação de propostas da Marinha do Brasil para participação no processo licitatório da nova corveta brasileira.

Conheça detalhes do  Navio que causou todo esse alarde no Brasil…

Corveta Classe STEREGUSHCHY. O primeiro navio de guerra com tecnologia furtiva da Rússia

FICHA TÉCNICA
Tipo: Corveta
Tripulação: 85 tripulantes
Data do comissionamento: Novembro de 2007
Deslocamento: 1900 toneladas.
Comprimento: 104,5 mts.
Boca: 11,6 mts.
Propulsão: CODAD 4 motores a diesel Kolomna 16D49 com 23,664 HP de potencia
Velocidade máxima: 30 nós (56 km/h).
Alcance: 7408 Km e 30 dias de mantimentos.
Sensores: Radar de busca aérea Salyut Positiv MR-352M ME1 com 110 km de alcance; Radar de busca de superfície Granit Central Scientific Institute Garpun-B/3Ts-25E/PLANK SHAVE com 150 km de alcance; Radar de controle de fogo Ratep 5P-10E; Sonar ativo/ passivo MGK-335EM-03.
Armamento: AAW: 1 lançador vertical Redut VLS com 12 mísseis 9M96E; duas metralhadoras MTPU de 14,5 mm. ASuW: 2 lançadores quádruplos KT-184 para mísseis anti-navio KH-35 Uran, mísseis P-800 Yakhont; 1 Canhão automático Arsenal A-190 de 100 mm; ASW: 2 lançador quádruplos para torpedos anti submarino e anti-torpedos de 330 mm Paket NK.
Aeronaves: Um helicóptero Kamov KA-27 Helix
DESCRIÇÃO
Por Carlos E.S. Junior
Após a grave crise econômica que assolou a Rússia após o fim da União Soviética no inicio dos anos 90, uma das maiores vitimas da situação foi a industria bélica russa que amargou uma queda radical nos investimentos por parte do governo. Desde então, a Rússia tem retomado seu crescimento militar com um dinamismo cada vez maior, deixando, inclusive, o ocidente inquieto. Um dos primeiros sistemas de armas novo que foi incorporado nas forças armadas russas, foi a corveta Steregushchy, conhecida, também, pelo nome “Project 20380”. Ela é uma das novidades de uma nova fase na história militar russa que, hoje, se encontra em uma nova etapa em que a recuperação daquelas dificuldades começa a se mostrar. A corveta Steregushchy é o primeiro navio de guerra a entrar em serviço após o colapso da antiga União Soviética, e os traços de modernidade se fazem evidentes no desenho com tecnologia de invisibilidade aplicado nessa nova classe de navio.
Acima: O navio Gremyaschy E, é o segundo navio da classe Steregushchy e já conta com aperfeiçoamento do armamento que substituiu o sistema Kashtan M a frente da ponte, por um moderno sistema VLS para mísseis antiaéreo 9M96E.
A corveta Steregushchy foi projetada dentro de uma nova estratégia da marinha russa que tem por objetivo a defesa de áreas litorâneas. Tanto que para a marinha russa, essa corveta é classificada como navio de patrulha litorâneo. As embarcações usadas para essa tarefa, antes da Steregushchy, eram em sua maioria velhas lanchas lança mísseis e pequenas corvetas projetadas na década de 50 que tinham muitas limitações de operação e já não eram adequadas as necessidades do atual campo de batalha naval. As novas Steregushchy são muito mais capazes, graças a um armamento moderno, uma autonomia superior e sua capacidade de se manter furtiva frente a radares inimigos, o que lhe garante um elevado índice de sobrevivência.
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O casco e a super estrutura da Steregushchy foram construídos com novas técnicas de construção e materiais inovadores, como por exemplo materiais compostos como fibra de vidro, com o objetivo de se atingir o requisito de furtividade que era imposto pela marinha, assim como resistência a incêndios. Uma arquitetura modular permitirá a substituição de sistemas se armas e sensores com extrema facilidade quando houver necessidade de modernizações ou para satisfazer os requisitos de potenciais clientes estrangeiros.
Acima: Deste angulo podemos ver o heliporto e o hangar do Steregushchy que é capaz de operar um helicóptero Ka-27 Helix de guerra anti-submarina.
A propulsão é do tipo CODAD (combinação Diesel/ Diesel) composta por 4 motores a diesel Kolomna 16D49 com 23,664 HP de potencia. Esse sistema impulsiona a Steregushchy a uma velocidade de 30 nós (56 km/h). A autonomia é admirável para uma embarcação pequena como a Steregushchy, chegando a 4000 mn (7400 km) o que garante capacidade de prestar apoio em missões em outros continentes.  O deslocamento deste navio é de 1900 toneladas, se mostrando uma embarcação leve, com boa margem de potência para executar manobras no mar.
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A suíte eletrônica embarcada na Steregushchy é composta de um radar de busca aérea Salyut Positiv MR-352M ME1 com 110 km de alcance contra um alvo de 5m² de RCS (um caça MIG-29, por exemplo). Já o radar de busca de superfície é um Granit Central Scientific Institute Garpun-B/3Ts-25E/PLANK SHAVE com 150 km de alcance. Além da busca de superfície, este radar é usado, também, para fornecer parâmetros para lançamento de mísseis anti navio. O radar de controle de fogo é o Ametist 5P-10E usado para direcionar o canhão A-190 de 100 mm contra seus alvos.
Acima: O desenho com características stealth da Steregushchy fica bem claro nos angulos mostrados nessa foto.
O armamento usado pela Steregushchy é composto pelo canhão automático Arsenal A-190 de 100 mm capaz de atingir alvos a 20 km de distancia a uma cadencia de 80 tiros por minuto. O armamento principal da Steregushchy é, sem sombra de duvidas, seus dois lançadores quádruplos KT-184 de mísseis anti-navio, que podem ser do tipo KH-35E Uran, que tem um perfil de voo subsônico, rasante ao mar (sea-skiming) cujo alcance chega a 130 km. Sua guiagem se dá por sistema inercial, e radar ativo na fase terminal do ataque. Sua ogiva tem 145 kg de explosivos. Alternativamente ao KH-35E, pode se equipar a Steregushchy com 8 mísseis anti-navio P-800 Yakhont, que possui desempenho supersônico, sendo capaz de voar a 2650 km/h contra alvos situados a 300 km de distancia, transportando uma potente ogiva de 250 kg de alto explosivo. O míssil Yakhont é guiado por radar ativo e foi base para o míssil BrahMos desenvolvido em conjunto com a Índia.
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Para defesa antiaérea, esta classe foi armado no primeiro navio, o Steregushchy, com um sistema Kashtan M, composto por um arranjo formado por dois canhões tipo gatling GSh-30K de 6 canos rotativos de 30 mm mais dois tubos lançadores de mísseis SA-N-11 (SA-19 Grison) guiados por radar semi-ativo e com um alcance de 8 km, porém, este sistema foi substituido nos navios seguintes por um lançador vertical Redut VLS com 12 mísseis 9M96E (versão de médio alcance do sistema S-400). Este míssil pode abater uma aeronave a 40 km de distancia com um índice de precisão de 90%. Ainda para defesa antiaérea, estão instalados dois canhões CIWS AK-630M de 30 mm que disparam a uma cadencia de 10000 tiros por minuto, e tem um alcance de 4000 metros contra alvos aéreos. Há duas metralhadoras MTPU calibre 14,5 mm montadas em um suporte e operada manualmente. Essa metralhadora tem alcance de 2000 metros e cadencia de 600 tiros por minuto. Para guerra anti-submarino, foi instalado 2 lançadores quádruplos para torpedos anti submarino e anti-torpedos de 330 mm Paket NK, guiado por sonar ativo/ passivo, e com alcance de 19 km aproximadamente. Sua ogiva tem 70 kg de alto explosivo.
Um helicóptero Kamov KA-27 Helix anti-submarino é operado pelo Steregushchy havendo um hangar para transporta-lo e executar manutenção.
Acima: O clássico canhão A-190 de 100 e logo atras dele o lançador vertical Redut para mísseis 9M96E do sistema S-400 (versão de médio alcance), dão a corveta Steregushchy um poder de fogo bem acima do que costumamos ver nesse tipo de navio.
Quando vemos essas características descritas na corveta Stereguschy, como seu sistema de armas relativamente pesado associado a sensores modernos, porém de baixo custo, podemos prever que a corveta Steregushchy  terá um forte potencial sucesso comercial no mercado de navios de guerra de pequeno porte. A Rússia pretende operar um total de 12 unidades desta classe e a primeira entrou em serviço em novembro de 2007. Existem 3 versões desta classe que embora sejam classificadas com classes diferentes, são na verdade variações da original Steregushchy. Essas variantes são a Project 20385 Gremyaschy E a Project 20382 Tiger. As diferenças são basicamente alguns itens de armamento e de sensores, porém, basicamente são navios da mesma classe.
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É interessante notar que a modularidade que este projeto traz, permite configurar tanto os sensores, como armamentos, de acordo com especificações diferentes de clientes internacionais e que, poderiam deixar esta corveta ainda mais poderosa no que tange a poder de fogo a colocando em um patamar de fragatas leves. Atualmente, além da Rússia, a Argélia é a única cliente do modelo.
Com Informações de Warfare e GBN

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ADSUMUS: Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais (CGCFN) recebe visita de Oficial de Ligação Militar dos EUA

Recepção ao oficial americano

O Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais (CGCFN) recebeu, na quinta-feira, 22 de junho, a visita do Chefe do Escritório de Ligação Militar dos Estados Unidos no Brasil, Capitão de Mar e Guerra Rick Ursery. A visita teve como objetivo apresentar ao oficial norte-americano as áreas de atuação do Corpo de Fuzileiros Navais e identificar possibilidades de cooperação entre os dois países.

Comandante-Geral do CFN e Capitão de Mar e Guerra Rick Ursery

 

Fonte: MB

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ADSUMUS: Grupo de Assessoramento Técnico de Fuzileiros Navais realiza “Seminário de Técnicas de Ensino” em São Tomé e Príncipe

O Seminário foi realizado na Embaixada do Brasil em São Tomé e Príncipe

Os oficiais e praças do Grupo de Assessoramento Técnico de Fuzileiros Navais junto à Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe (GAT-FN-STP), no período de 19 a 23 de junho, promoveram o “Seminário de Técnicas de Ensino”, no auditório da Embaixada do Brasil no país. O evento faz parte da preparação dos instrutores para o Curso de Formação de Soldados Fuzileiros Navais, com início previsto para julho deste ano.

Ao longo da semana, foram desenvolvidos diversos temas inerentes às técnicas de ensino mais utilizadas na Marinha do Brasil e sua aplicabilidade no curso de formação que será realizado em São Tomé e Príncipe. Também foi apresentado e discutido o tema “Principais Aspectos do Aluno Santomense”, por meio de palestras ministradas pelo capelão escolar no Liceu Nacional de São Tomé e Príncipe e missionário brasileiro, professor Yatha Anderson Borges de Lima; e pela coordenadora do curso de Sociologia do referido Liceu, professora Jurtalene Henriques D’Alva de Sousa.

As participações dos professores foram de fundamental importância que os instrutores brasileiros conhecessem as características dos jovens militares que comporão a próxima turma do C-FSD-FN.

Na ocasião, também foram apresentados, de forma sucinta, os principais pontos do Estágio Básico de Instrutores de Recrutas, pelo Primeiro-Sargento Klerton Moraes de Oliveira.

As atividades desenvolvidas durante o seminário proporcionaram debates e a troca de experiências entre todos os instrutores.

Professora Jurtalene Henriques D’Alva de Sousa

 

Fonte: MB

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China Defesa Destaques Meios Navais Navios Sistemas de Armas Tecnologia

China lança maior e mais moderno destróier de toda a Ásia

A China deu nesta quarta-feira um novo passo para a criação de uma marinha mais forte com o lançamento da primeira unidade de uma nova geração de destróieres, o maior e mais avançado navio deste tipo entre as forças navais de toda a Ásia.

A primeira unidade da classe 055, de 10 mil toneladas de deslocamento, está equipada com novos sistemas de luta antiaérea, antissubmarino e antinavio, bem como de defesa contra mísseis, detalhou a agência Xinhua.

O navio, desenvolvido integralmente na China e atracado em Xangai, é consideravelmente maior e superior à geração anterior de destróieres chineses: a classe Luzhou, de 7 mil toneladas e cuja primeira unidade entrou em serviço em 2005,

A nova geração se assemelha em tamanho à última série da classe Arleigh Burke de destróieres americanos, que começou em 8.500 toneladas e terminou nas 10 mil.

A China colocou em operação no final de abril seu primeiro porta-aviões desenvolvido integralmente no país, em um novo passo de seu objetivo para estabelecer uma poderosa marinha de alto mar, capaz de desenvolver missões distantes do seu território.

EFE

Fonte: Terra

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América do Sul Conflitos Destaques

Colômbia e FARC celebram histórica entrega de armas

Cerimônia realizada em antigo bastião das Farc marca transição da guerrilha armada para movimento civil. Presidente colombiano e líder Timochenko comemoram desarmamento. ONU confirma recebimento de mais de 7 mil armas.

Da esquerda para a direita: o presidente Santos, o enviado da ONU, Jean Arnault, e o líder das Farc, Timochenko

O governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) celebraram nesta terça-feira (27/06) a histórica entrega do armamento antes nas mãos dos ex-guerrilheiros, em cerimônia realizada na cidade de Mesetas, departamento de Meta, antigo bastião do grupo.

O ato simbólico – que marca oficialmente o fim da existência das Farc como uma guerrilha armada – contou com a presença do líder do grupo, Rodrigo Londoño Echeverri, conhecido como Timochenko, e do presidente colombiano, Juan Manuel Santos.

“A entrega das armas é um símbolo do novo país que podemos ser”, celebrou Santos, laureado com o Nobel da Paz no ano passado por seus esforços para acabar com os mais de 50 anos de conflito armado no país. “Nossa paz é real e irreversível”, completou o mandatário.

Em discurso durante a cerimônia, Santos acrescentou que 27 de junho é uma “data muito especial para ele e para todos os colombianos, que jamais a esquecerão”, pois se trata do dia em que “as armas foram trocadas por palavras”. “Por viver este dia, já valeu a pena ser presidente da Colômbia.”

Timochenko, por sua vez, afirmou que as Farc não deixarão de existir, mas agora continuarão suas atividades pela via da democracia. É provável que o grupo mude de nome com sua transição para um movimento político. “Adeus à guerra. Adeus às armas. Seja bem-vinda a paz”, declarou o líder.

As Farc iniciaram seu desarmamento em 7 de junho passado, finalizando a entrega de armas nesta segunda-feira (26/06). Restam recolher agora apenas as que estão nas mãos de ex-guerrilheiros que fazem a segurança dos acampamentos das Farc, o que deve ocorrer até o dia 1º de agosto.

A missão das Nações Unidas na Colômbia informou que 6.803 membros das Farc entregaram seu armamento, totalizando 7.132 armas.

Atualmente guardadas em contêineres da ONU, elas serão destruídas e seus restos serão usados na construção de três esculturas em homenagem à paz. Os monumentos serão instalados em Havana, onde se deram as negociações, em Nova York, sede das Nações Unidas, e em Bogotá.

“Em um mundo convulsionado por novas e antigas formas de violência, por conflitos cujos protagonistas parecem irreconciliáveis, um processo bem-sucedido de construção de paz na Colômbia é motivo de esperança e um exemplo poderoso para a comunidade internacional”, afirmou Jean Arnault, chefe da missão de paz da ONU em território colombiano.

A entrega das armas era um dos critérios do acordo de paz assinado entre as Farc e o governo da Colômbia no ano passado. O pacto também envolve a transformação do grupo num partido político. A primeira assembleia da legenda deve ocorrer em agosto, quando serão definidos os candidatos aos dez assentos no Congresso a que o grupo terá direito, sendo cinco na Câmara e cinco no Senado.

Em cinco décadas, o conflito na Colômbia, o mais longo da América, provocou a morte de mais de 200 mil pessoas e deixou mais de 7 milhões de deslocados internos e 60 mil desaparecidos.

Fonte: DW

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Ataque com helicóptero ao Supremo agrava crise na Venezuela

Inspetor da polícia furta aeronave, dispara tiros e lança granadas sobre prédios governamentais em Caracas. Governo investiga vínculos com a CIA, e Maduro classifica ato de “terrorista e golpista”.

Em vídeo, inspetor da polícia Oscar Pérez, que pilotou helicóptero sequestrado, exige a renúncia de Maduro

Granadas foram disparadas contra o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela, e tiros foram disparados contra o Ministério do Interior num ataque realizado nesta terça-feira (27/06), em Caracas, a partir de um helicóptero sequestrado. Não foram registrados feridos.

O presidente do país, Nicolás Maduro, classificou o incidente de uma tentativa “terrorista e golpista”. O governo investiga possíveis vínculos com a Agência Central de Inteligência (CIA) dos EUA.

O ministro da Comunicação e Informação, Ernesto Villegas, afirmou que o helicóptero foi furtado da base militar de La Carlota, em Caracas, por um inspetor adstrito à divisão de transporte aéreo da polícia científica (CICPC), identificado como Óscar Pérez.

Em discurso, transmitido obrigatoriamente pela rádio e televisão, Villegas afirmou que a aeronave sobrevoou a sede do Ministério do Interior, no centro da capital, e “efetuou cerca de 15 disparos contra o edifício”, enquanto no terraço decorria uma recepção com cerca de 80 pessoas.

O helicóptero seguiu depois para o Supremo Tribunal, “onde foram efetuados disparos e lançadas pelo menos quatro granadas, de origem colombiana e fabricação israelense, das quais uma não explodiu e foi recolhida”, disse o ministro.

Villegas sublinhou que as Forças Armadas e as instituições de segurança do Estado foram destacadas para capturar o autor do duplo ataque e recuperar a aeronave, exortando os cidadãos a comunicar qualquer informação que tenham sobre o paradeiro do helicóptero e de Pérez.

Pérez foi fotografado a bordo do helicóptero com uma faixa na qual se lia “350 liberdade”, alusão ao artigo da Constituição venezuelana que convoca a abnegar “qualquer regime” que viole garantias democráticas. Posteriormente, Pérez publicou no Instagram vídeos nos quais pede a renúncia de Maduro.

“Somos um agrupamento de militares, policiais e civis em busca de equilíbrio e contra este governo transitório criminal. Não pertencemos a nenhuma tendência política ou partidária. Somos nacionalistas, patriotas e institucionalistas”, diz um trecho da mensagem de Pérez.

Conspiração da CIA?

O governo venezuelano afirmou que o incidente se trata de uma ação conspiratório executada pelos Estados Unidos. De acordo com Villegas, estes ataques são parte de uma “escalada golpista contra a Constituição e suas instituições”.

Ele afirmou que Pérez está sendo investigado por seus “vínculos com CIA” e a embaixada dos EUA,  “assim como seus vínculos com um ex-ministro do Interior, que recentemente confirmou publicamente seus contatos com a CIA”, disse Villegas, referindo-se a Miguel Rodríguez Torres, que tem se manifestado contra o governo chavista.

Segundo Caracas, Pérez é piloto de Torres. O ex-ministro acusou de “falso” o documento publicado por uma mídia pró-governo que lhe relaciona à agência de inteligência americana.

Maduro ameaça pegar em armas

Mais cedo, antes do ataque com o helicóptero, Maduro disse que o chavismo deveria ir às armas para fazer o que não pode ser feito com votos, caso haja risco de a revolução bolivariana ser destruída.

“Se a Venezuela afundar no caos e na violência, se a revolução bolivariana for destruída, nós iríamos ao combate, nós jamais nos renderíamos e faríamos com as armas o que não se pode fazer com os votos. Libertaríamos nossa pátria com as armas”, disse Maduro,durante ato político em Caracas.

O presidente pediu que o mundo escute esse alerta, transmitido em cadeia de rádio e televisão estatal, depois de três meses de protestos que deixaram 76 mortos, e afirmou que seu governo é a “única opção” de paz no país. “Que ninguém se engane: queremos a paz, somos homens e mulheres de paz, mas somos guerreiros”, completou Maduro.

O líder da oposição Henrique Capriles disse que, com essa declaração, Maduro “declarou guerra” aos venezuelanos.

Fonte: DW